The Unknown Piazzolla

The Unknown Piazzolla

Belo disco capitaneado pela pianista Allison Franzetti, The Unknown Piazzolla é uma excelente seleção de músicas nunca gravadas pelo mestre. A bartoquiana Sonata Op. 7 é maravilhosa. As Suites e Milongas, assim como as outras obras, mostram o talento de uma pianista inteiramente à vontade. Se você gosta de Piazzolla, este é um CD a baixar, sem dúvida.

The Unknown Piazzolla

1. Vayamos Al Diablo (piano solo) 1:35
2. Dos Piezas Breves – Tanguango (for viola and piano) 3:33
3. Dos Piezas Breves – Noche (for viola and piano) 4:55
4. Preludio 1953 (piano solo) 3:04
5. Milonga En Re (for violin and piano) 4:24
6. Suite Op. 2 – Preludio (piano solo) 2:03
7. Suite Op. 2 – Siciliana (piano solo) 3:24
8. Suite Op. 2 – Toccata (piano solo) 2:26
9. Milonga Sin Palabras (for treble instrument/voice and piano) 5:52
10. Preludio No. 1 (for violin and piano) 5:47
11. Suite No. 2 – Nocturno (piano solo) 2:16
12. Suite No. 2 – Miniatura (piano solo) 0:37
13. Suite No. 2 – Vals (piano solo) 1:55
14. Suite No. 2 – Danza Criolla (piano solo) 1:29
15. Tres Piezas Breves – Pastoral (for cello and piano) 2:53
16. Tres Piezas Breves – Serenade (for cello and piano) 2:42
17. Tres Piezas Breves – Siciliana (for cello and piano) 2:31
18. Sonata No. 1 Op. 7 – Presto (piano solo) 3:02
19. Sonata No. 1 Op. 7 – Coral con Variaciones (piano solo) 6:02
20. Sonata No. 1 Op. 7 – Rondo (piano solo) 4:41

Allison Brewster Franzetti, piano
Hector Falcon, violino
Nardo Poy, viola
Eugene Moye, violoncelo

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Nossa, como essa Allison toca!
Nossa, como essa Allison toca!

PQP

Astor Piazzolla (1921-1992) – Tangazo (LINK REVALIDADO)

Se você é fã do compositor argentino, bon appetit; senão, se aventure a descobrir o universo sonoro do criador do Tango novo, impregnado de batidas fortes, bem marcadas, em compasso quaternário e andamento marcial ou mais vivo, reforçadas com acordes graves e violentos no piano, glissandos súbitos das cordas e um ríspido reco-reco, e fixadas na memória com melodias da melhor e mais peculiar emotividade exacerbada portenha. Não à toa, a primeira música do CD é Adiós Nonino, que reúne todas essas características, mas todo o disco, exceto a melancólica Oblivion, carrega o Piazzolla aqui descrito fugazmente.

***

Tangazo

1. Adíos Nonino (Tango Rapsodia)
2. Milonga del Angel
3. Double Concerto for Bandoneon & Guitar – 1. Introduction
4. Double Concerto for Bandoneon & Guitar – 2. Milonga
5. Double Concerto for Bandoneon & Guitar – 3. Tango
6. Oblivion
7. Tres movimientos tanguisticos portenos – 1. Allegretto
8. Tres movimientos tanguisticos portenos – 2. Moderato
9. Tres movimientos tanguisticos portenos – 3. Vivace
10. Danza Criolla
11. Tangazo

Bandoneão: Daniel Binelli
Violão, no Concerto: Eduardo Isaac
Oboé, em Oblivion: Louise Pellerin
Orquestra Sinfônica de Montreal, regida por Charles Dutoit

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CVL (Revalidado por PQP)

Astor Piazzolla (1921-1992): Tangos for Violin, Brass Quintet and Percussion

Faz dias que este CD tem divertido o pessoal lá em casa. Os belos e engenhosos arranjos de Donato De Sena para metais e percussão e a atuação do violinista Andrea Tacchi garantem a excelência do CD. Não o recomendo como uma introdução à música de Piazzolla, porém, para os iniciados no mundo do grande Piazzolla, ele certamente será adição bem-vinda a suas coleções.

Em “Las 4 estaciones Porteñas”, De Sena colocou muito, mas muito Vivaldi no violino de Tacchi enquanto o conjunto de metais segue no Piazzolla. Vale a pena ouvir o fascinante jogo de timbres contrastantes.

IM-PER-DÍ-VEL PARA OS INICIADOS EM PIAZZOLLA !!!!

Astor Piazzolla: Tangos for Violin, Brass Quintet and Percussion

1. Violentango (arr. D. De Sena for brass quintet and percussion) 00:04:26
2. Amelitango (arr. D. De Sena for brass quintet and percussion) 00:04:07
3. Tristango (arr. D. De Sena for brass quintet and percussion) 00:05:32

Las 4 Estaciones Portenas (The 4 Seasons in Buenos Aires) (arr. D. De Sena for violin, brass quintet and percussion)
4. No. 1. Verano Portena 00:04:57
5. No. 2. Otono Portena 00:04:30
6. No. 3. Invierno Portena 00:05:47
7. No. 4. Primavera Portena 00:04:18

8. Undertango (arr. D. De Sena for brass quintet and percussion) 00:04:30
9. Novitango (arr. D. De Sena for brass quintet and percussion) 00:03:49
10.Histoire du Tango (History of the Tango): I. Bordel 1900 (arr. D. De Sena for violin, brass quintet and percussion) 00:04:02
11.La Muerte del Angel (arr. D. De Sena for violin, brass quintet and percussion) 00:03:19
12.Meditango (arr. D. De Sena for brass quintet and percussion) 00:06:15
13.Ave Maria (arr. D. De Sena for violin, brass quintet and percussion) 00:02:42
14.Oblivion (arr. D. De Sena for violin, brass quintet and percussion) 00:03:49
15.Libertango (arr. D. De Sena for violin, brass quintet and percussion) 00:02:06

Total Playing Time: 01:04:09

Andrea Tacchi, violino
Quintetto di Ottoni e
Percussioni della Toscana

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PQP

Astor Piazzolla (1921-1992): Five Tango Sensations com Piazzolla e o Kronos Quartet – LINK REVALIDADO

Os mais antigos aqui no PQP sabem da enorme admiração que tenho pelo trabalho do Kronos Quartet. Sinônimo de qualidade + ousadia, o Kronos realizou este disco com, nada mais nada menos, o próprio Piazzolla ao bandoneón.

Que relevância tem o tango atualmente? Muita, certamente. Talvez seja a música mais viva em nosso continente. Na Argentina a nova geração – ouvintes e músicos — estão envolvidos com o tango, enquanto que no Brasil, apesar das muito honrosas exceções, os jovens preferem o bate-estaca americano. Criativo e de alta intensidade emocional, tango é muito mais do que seus próprios clichês. E Astor Piazzolla foi o responsável por sua renovação e retomada.

Piazzolla trouxe ao tango influências tão diversas como a do jazz, a da música erudita e a da ópera italiana, tudo misturado no gênero Nuevo Tango. Piazzolla foi proibido, saiu da Argentina, foi vaiado e combatido, teve sua vida ameaçada em razão de seu desprezo pelo convencional, desafiou e despertou paixões. Mas foi enorme como Borges para a literatura.

Five Tango Sensations é sua segunda colaboração com o Kronos Quartet. A primeira, vou procurar por aí.

ASTOR PIAZZOLLA (1921-1992)
Five Tango Sensations

1) Asleep (5:23)
2) Loving (6:10)
3) Anxiety (4:51)
4) Despertar (6:03)
5) Fear (4:00)

KRONOS QUARTET:
DAVID HARRINGTON, violin
JOHN SHERBA, violin
HANK DUTT, viola
JOAN JEANRENAUD, cello

ASTOR PIAZZOLLA, bandoneón

1991 Elektra Entertainment
1 CD DDD
9 79254-2

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PQP

Ástor Pantaleón Piazzolla ( 1921 – 1992 ) – The Unknown Piazzolla

Sabe aquele CD que você baixa aqui no blog pensando: ah, essa aí não é para nada, não tem nada de bom aí. Pois é. Quando baixei esse CD pensei: Piazzolla, é bom, mas…. Pois é amigo leitor daqui do blog. Esse CD é muito bom. Principalmente por tratar de obras não muito conhecidas de Piazzolla. Chamo um pouco de atenção à Suite op. 2, a Sonata e a Suite No. 2. São obras porretas. A maioria das peças são para Piano solo, mais tem também para Violino e Piano, Viola e Piano, Voz e muito mais.
Peço desculpa a pobreza do comentário da obra, pois não encontrei informações decentes para por aqui para vocês. Se alguém aí tiver, a seção de comentários fica sempre aberta
Boa Audição.

1. Vayamos al diablo, tango
Composed by Astor Piazzolla
with Allison Brewster Franzetti

2. Piezas Breves (2) [Two Short Pieces], for viola & piano – Tanguango
Composed by Astor Piazzolla
with Nardo Poy, Allison Brewster Franzetti

3. Piezas Breves (2) [Two Short Pieces], for viola & piano – Noche
Composed by Astor Piazzolla
with Nardo Poy, Allison Brewster Franzetti

4. Preludio 1953, prelude for piano
Composed by Astor Piazzolla
with Allison Brewster Franzetti

5. Milonga en ré, tango for violin (or cello) & piano
Composed by Astor Piazzolla
with Allison Brewster Franzetti, Hector Falcon

6. Suite for piano, Op. 2 – Preludio
Composed by Astor Piazzolla
with Allison Brewster Franzetti

7. Suite for piano, Op. 2 – Siciliana
Composed by Astor Piazzolla
with Allison Brewster Franzetti

8. Suite for piano, Op. 2 – Toccata
Composed by Astor Piazzolla
with Allison Brewster Franzetti

9. Milonga sin palabras, for bandoneón & piano
Composed by Astor Piazzolla
with Allison Brewster Franzetti, Hector Falcon

10. Prelude (Preludio) No. 1, for violin & piano
Composed by Astor Piazzolla
with Allison Brewster Franzetti, Hector Falcon

11. Suite No. 2, for piano – Nocturno
Composed by Astor Piazzolla
with Allison Brewster Franzetti

12. Suite No. 2, for piano – Miniatura
Composed by Astor Piazzolla
with Allison Brewster Franzetti

13. Suite No. 2, for piano – Vals
Composed by Astor Piazzolla
with Allison Brewster Franzetti

14. Suite No. 2, for piano – Danza Criolla
Composed by Astor Piazzolla
with Allison Brewster Franzetti

15. Piezas Breves (3) [Three Short Pieces], for cello & piano – Pastoral
Composed by Astor Piazzolla
with Eugene Moye, Allison Brewster Franzetti8. Suite No. 2, for piano – Danza Criolla
Composed by Astor Piazzolla
with Allison Brewster Franzetti

16. Piezas Breves (3) [Three Short Pieces], for cello & piano – Serenade
Composed by Astor Piazzolla
with Eugene Moye, Allison Brewster Franzetti

17. Piezas Breves (3) [Three Short Pieces], for cello & piano – Siciliana
Composed by Astor Piazzolla
with Eugene Moye, Allison Brewster Franzetti

18. Sonata No. 1 for piano, Op. 7 – Presto
Composed by Astor Piazzolla
with Allison Brewster Franzetti

19. Sonata No. 1 for piano, Op. 7 – Coral con Variaciones
Composed by Astor Piazzolla
with Allison Brewster Franzetti

20. Sonata No. 1 for piano, Op. 7 – Rondo
Composed by Astor Piazzolla
with Allison Brewster Franzetti

Clique aqui e faça o download – Megaupload

Gabriel Clarinet

Musitrio – Kinematic

Pensem em como não tenho afinidade por trios clássicos (piano, violino e violoncelo), seja de quem for – Beethoven, Mozart, Ravel… -, mas os três que integram este CD me arrebataram de primeira, há alguns anos, e já estavam tardando a constar aqui no blog.

É das execuções de trios mais competentes que já ouvi. Na verdade, graças ao repertório, muito bem escolhido e nitidamente dominado pelos músicos, este álbum está em primeiro lugar na minha discoteca, tratando-se de música de câmara.

A peça de Silverman, que me remete à Café Music de Paul Schoenfeld (também para trio clássico), merece todo o destaque, mas não tenho restrição nenhuma ao CD: é pra ouvir de cabo a rabo.

***

Musitrio – Kinematic

Stanley Silverman (1938-)
In Celebration
1. Introduction
2. Kinematic
3. Cantilena – Chaconne
4. Montuno

Daniel Wolff (1967-)
Trio para violino, cello e piano – 1ª gravação mundial
5. Allegro
6. Chanson
7. Scherzo
8. Rapsodia

Astor Piazzolla (1921–1992)
Las Cuatro Estaciones Porteñas – transcrição: Rodrigo Bustamante
9. Primavera Porteña
10. Verano Porteño
11. Otoño Porteño
12. Invierno Porteño

Musitrio
Catarina Domenici, piano
Rodrigo Bustamante, violino
Rodrigo Alquati, violoncelo

BAIXE AQUI – PARTE 1
BAIXE AQUI – PARTE 2

Junte as partes através do programa HJSplit, que pode ser facilmente encontrado via Google.

CVL

Astor Piazzolla (1921-1992): Piazzolla and Beyond – London Concertante

Um CD low profile de Piazzolla e de alguns compositores ingleses que se arriscaram no tango. O grande destaque é a London Concertante, conjunto que desconhecia e que dá uma tremenda demonstração de competência — clássica, jazzística e tangueira. Depois de um Libertango bastante apaixonado, as outras peças são interpretadas com delicadeza algo rara nos grupos vizinhos (argentinos). Eu adorei. Surpreendentemente, é um CD da Harmonia Mundi, o que mostra que o mundo se move em direções inesperadas. A ECM vai para o clássico, a HM para o tango, nós vamos vivendo de amor e Lula ganha o que FHC apenas sonhou. Eu achei a peça de David Gordon, Augmented Tango de extrema sensualidade. Até tasquei uns beijos de língua na patroa. Pena que ela estivesse com cólicas menstruais. Mas um inglês escrever uma peça que parece um tango moderno e que este entusiasme um habitante do Rio Grande do Sul é a prova de que o hip hop germânico ainda dominará o mundo.

Piazzolla and Beyond – London Concertante

01 astor piazzolla-libertango 04:56
02 astor piazzolla-angel suite 07:53
03 astor piazzolla-decarissimo 04:21
04 david gordon-augmented tango 07:09
05 adam summerhayes-when churchyards yawn 03:59
06 astor piazzolla-soledad 04:43
07 astor piazzolla-michelangelo 70 03:02
08 david gordon and adam summerhayes-milonga bourgeois 05:06
09 astor piazzolla-invierno porteno 05:20
10 adam summerhayes-el desposiedo 05:32

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PQP

Astor Piazzolla (1921-1992): Piazzollando (Ao Vivo) Com Daniel Binelli

Gosto muito da obra de Astor Piazzolla (simplesmente adoro a pequena fuga intitulada Fuga 9), especialmente desta gravação, principalmente pelo toque tupiniquim dado as peças do mestre argentino. Uma das melhores gravações de Piazzolla que já tive a oportunidade de ouvir. Excelente disco!

A seguir, texto retirado do encarte do CD.

Se o sinfônico Bernstein compôs West Side Story e o songwriter Gershwin nos deu Porgy And Bess, este revezar de estéticas no século XX já tentou Ravel e Stravinsky com o jazz, e povoou as polirritmias de Villa-Lobos com cantos ameríndios, batuques africanos e com a ginga do choro.

Muito desta música que torce o nariz dos eruditos “xiitas”, que os indecisos mal rotulam de “crossover”, e que as redações não sabem qual crítico mandar cobrir… É um fenômeno musical atual que mal ou bem começa a preencher o vácuo deixado pelo impasse da chamada música contemporânea (de herança clássica).

Astor Piazzolla é um exemplo desta renovação, e do interesse que certos compositores passam a despertar em intérpretes de formação tanto popular quanto clássica. Este disco reúne “eruditos” como Lilian Barreto e Paulo Bosísio a “populares” como os irmãos Cazes e Omar Cavalheiro, mediados pelo “poliglota” Paulo Sérgio Santos. Como convidado especial, Daniel Binelli, companheiro de palco do Piazzolla dos últimos anos, e que galgou à posição de solista sinfônico como intérprete natural da obra concertante do revolucionário argentino.

Piazzolla sempre foi um músico de tango (apesar de ter inaugurado seu primeiro bandoneón tocando uma peça de Bach). Primeiro com Gardel, depois com Troilo, e muito rápido por conta própria, sempre tocou o que chamava de “música contemporânea da cidade de Buenos Aires”. Combatido pelos tradicionalistas, mas gênio desde sempre, a melhor lição que lhe deu Nadia Boulanger foi a de “nunca deixar de ser Piazzolla”.

E ele próprio, na descrição dos movimentos da História do Tango, nos mostra também a trajetória de sua música:
“Bordel 1900: O tango nasce em Buenos Aires em 1882… É uma música cheia de graça e vivacidade. (…) O tango é alegre.
Café 1930: (…) Agora se escuta e não se dança como antes. É mais musical e romântico. A transformação é total. Mais lento, novas harmonias e eu diria muito melancólico.
Night Club 1960: A época internacional. (…) Bossa-nova e novo-tango em luta conjunta. Música para os músicos.
Concerto de hoje: Esta é a música de tango com conceitos da nova música. (…) Este é o tango de hoje e do futuro. Embaixo está o tango, acima está a música…”

Sua obra é este “concerto de hoje”. Com os melhores elementos da Escola Moderna, sobretudo Bartok e Stravinsky, e não esquecendo sua base bachiana, Piazzolla construiu uma linguagem revolucionária que jamais traiu a essência estética do tango. Neste ponto assemelha-se a Duke Ellington, que levou sua música às salas de concerto sem nunca deixar de fazer jazz.

Se nossa irreverência nos permite meter o sotaque brasileiro neste assunto, é por duas razões: uma porque nossa musicalidade nos garante,  e outra porque o gênio de Piazzolla já o tornou universal.

Mario de Aratanha

.oOo.

Astor Piazzolla: Piazzollando (Ao Vivo) Com Daniel Binelli

01 Fuga 9 (2:55)
Arranjo: Henrique Cazes

História Del Tango
02 Bordel 1900 (4:01)
03 Café 1930 (5:47)
04 Night Club 1960 (5:28)
Arranjo: Henrique Cazes

05 Años de Soledad (4:49)
Arranjo: Leandro Braga

Suite Del Angel
06 Milonga Del Angel (5:29)
07 Muerte Del Angel (2:52)
08 Ressurección Del Angel (6:49)
Arranjo: José Bragato

09 La Casita De Mis Viejos (J. C. Cobián) (3:35)
Arranjo: Astor Piazzolla

10 Retrato de Milton (1ª gravação) (5:35)
Arranjo: José Bragato adaptado por Henrique Cazes

11. Adiós Nonino (10:06)
Arranjo: Daniel Binelli com cadência de piano de Lilian Barreto

Daniel Binelli: bandoneon
Lilian Barreto: piano
Paulo Bosísio: violino
Henrique Cazes: guitarra, cavaquinho, violão
Paulo Sérgio Santos: sax soprano, alto, clarineta, clarone
Omar Cavalheiro: contrabaixo
Beto Cazes: percussão
Produzido por Mario de Aratanha e Henrique Cazes

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Marcelo Stravinsky

Astor Piazzolla (1921-1992): The Piazzolla Project 2009

Este CD de Piazzolla é tão bom quanto o do Kronos que postei ontem e traz obras mais conhecidas. Não conhecia nem o Artemis Quartet, nem o pianista Ammon. Mas, olha, são sensacionais. A gravação é recentíssima.

IM-PER-DÍ-VEL!!!

The Piazzolla Project 2009

1. Concierto Para Quinteto For Piano Quintet: Introduction, Allegro – Lento, Improvisando – Piu Vivo Fugato – Artemis Quartet/Jacques Ammon 9:48

2. Estaciones Portenas (Seasons In Buenos Aires) For Piano Trio: Otono Porteno – Tempo Di Tango – Artemis Quartet/Jacques Ammon 6:04
3. Estaciones Portenas (Seasons In Buenos Aires) For Piano Trio: Invierno Porteno – Andante – Artemis Quartet/Jacques Ammon 7:05
4. Estaciones Portenas (Seasons In Buenos Aires) For Piano Trio: Primavera Portena – Fuga – Artemis Quartet/Jacques Ammon 5:57
5. Estaciones Portenas (Seasons In Buenos Aires) For Piano Trio: Verano Porteno – Tempo Di Tango – Artemis Quartet/Jacques Ammon 6:40

6. Fuga Y Misterio For Piano Quintet: Movido – Lento – Artemis Quartet/Jacques Ammon 4:25

7. Suite Del Angel (Angel Suite) For String Quartet: Introduccion Al Angel – Tango, Moderato – Artemis Quartet 4:56
8. Suite Del Angel (Angel Suite) For String Quartet: Tango Del Angel – Tempo Di Tango – Artemis Quartet 4:37
9. Suite Del Angel (Angel Suite) For String Quartet: Milonga Del Angel – Melancolico – Artemis Quartet 6:45
10. Suite Del Angel (Angel Suite) For String Quartet: La Muerte Del Angel – Fuga, Movido – Artemis Quartet 3:36

Artemis Quartet
Jacques Ammon, piano

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PQP

Armorial & Piazzolla – Quinteto da Paraíba

Agora quero ver bombar os downloads. Este CD está entre os meus favoritos, porque estive no concerto de estréia dele – em 1994, em João Pessoa – e só pude comprá-lo em 2007 numa promoção de fim de estoque da Kuarup. Fico tão emocionado de ouvi-lo, como o estou fazendo neste momento, que fico sem ter nada a dizer… nem vou destacar nenhuma faixa em particular. Vale a pena escutá-lo de cabo a rabo, por baixo, três vezes.

***

Armorial & Piazzolla – Quinteto da Paraíba

01. No Reino da Pedra Verde (Clovis Pereira)
02. Aboio (Clovis Pereira)
03. Galope (Clovis Pereira)
04. Toada e Desafio (Capiba)
05. Rasga (Antonio Nóbrega)
06. Toré (Antonio José Madureira)
07. Adios Nonino (Astor Piazzolla/ Eladia Blazquez)
08. Otoño Porteño (Astor Piazzolla)
09. Mort (Astor Piazzolla)
10. Fuga y Mistério (Astor Piazzolla)
11. Prelúdio Nº 9 (Astor Piazzolla)
12. Melancólico Buenos Aires (Astor Piazzolla)

Yerko Pinto, violino
Ronedilk Dantas, violino
Samuel Espinoza, viola
Nelson Campos, violoncelo
Xisto Medeiros, contrabaixo

PS.: Toada e desafio, de Capiba, vocês conhecem da trilha de Central do Brasil; Rasga e Toré são caras a quem possui o primeiro CD do antológico Quinteto Armorial; e as três primeiras faixas são na verdade os movimentos das Três peças nordestinas, de Clóvis Pereira, as quais já postei quando do CD duplo A música erudita de compositores populares pernambucanos.

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CVL

Astor Piazzolla (1921-1992) – Arthur Moreira Lima interpreta Piazzolla

Aproveitando o sucesso do projeto Um piano pela estrada, de Arthur Moreira Lima, e dos downloads do CD Tangazo, segue este álbum do famoso pianista, dedicado a Piazzolla. A capa que tá aí do lado no link da Amazon foi a da versão internacional; há outra pra edição brasileira.

Não tenho muito a falar. AML toca com o coração – pode ser brilhante para uns e contestável para outros – e Piazzolla é pra ser tocado por quem ama sua música. Então, excelente audição.

***

Arthur Moreira Lima interpreta Piazzolla

Tangata Silfo y Ondina (19:22)
01. Fugata (3:17)
02. Soledad (7:40)
03. Finale (8:25)

04. Libertango (3:56)
05. Invierno Porteño (7:46)
06. Decarísimo (3:33)
07. Oblivion (3:57)
08. Tango-Preludio (2:36)
09. Onda Nueve (7:56)
10. Balada Para Un Loco (6:46)
11. Adíos nonino (9:42)

Transcrições: Laércio de Freitas

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CVL

Astor Piazzolla (1921-1992) – En el Teatro Colón

Certamente, a maioria de nós não tem a mesma imagem do tango que os argentinos têm. Eu, por exemplo, comecei a ouvi Piazzolla nos anos 70 e fico surpreso de ainda ler, sempre associada a seu nome, a palavra revolução. Por exemplo, a página oficial de Astor Piazzolla na Internet, na parte de sua biografia, começa com letras garrafais: Astor Piazzolla: Cronología de una Revolución, ou seja, a luta com os tangueiros tradicionais ainda é importante e quando leio que os deuses de Piazzolla eram Stravinski, Bartók e o jazzista Stan Kenton e, mais, que ele estudou com Nadia Boulanger em Paris nos anos 50, começo a entender alguma coisa…

Piazzola nasceu em Mar Del Plata e sua família mudou-se para Nova Iorque quando tinha 3 anos. Foi lá, aos 8 anos de idade, que ganhou de seu pai o primeiro bandoneón e que, em 1933, começou a ter aulas de piano com o húngaro Bela Wilda, discípulo de Rachmaninov e do qual Piazzolla diria mais tarde “Com ele, aprendi a amar Bach”. Pouco depois – imaginem! – conheceu Carlos Gardel que se fez amigo da familia e com quem, ainda menino, tomou parte em uma cena do filme El Dia em que me quieras como um pequeno vendedor de jornais. Desnecessário dizer que esta cena possui um poderoso valor emblemático na história do tango.

Após voltar a Buenos Aires e de ter participado de vários grupos de tango – compondo e tocando -, Piazzolla, em 1953, estreou Buenos Aires, seus Três Movimentos Sinfônicos. Quando a obra foi interpretada na Faculdade de Direito de Buenos Aires por Orquestra Sinfônica acompanhada de dois bandoneons, estourou o escândalo. O setor “culto” da platéia ficou indignado pela incorporação dos bandoneons à orquestra e os tradicionalistas o acusaram de não fazer mais tango e sim música erudita…

Se os eruditos foram rapidamente dobrados pela qualidade de sua música, o mesmo não se pode dizer dos tradicionalistas. (Depois somos nós os radicais…) Começou então uma revolução solitária contra os tangueiros ortodoxos que faziam-lhe críticas sistemáticas e impiedosas. Era quase um problema de estado. Os meios de comunicação e até alguns palcos negavam-se a receber Piazzolla. Ele não colaborava muito para a paz, mantendo sua postura e respondendo com ironias. Voltou então ao exterior onde foi recebido como autor de tangos e começa uma nova experiência, o tango-canção, com Amelita Baltar, sua mulher na época.

Na Argentina, a controvérsia sobre se sua música seria tango ou não seguiu seu curso, mas agora seu sucesso no exterior começa a gerar inveja entre a comunidade tangueira. Ele acena com a possibilidade de paz ao chamar sua música de “música contemporânea da cidade de Buenos Aires” mas continua provocando com sua vestimenta informal, com sua pose para tocar o bandoneon (tocava de pé, quando a tradição mandava segurar o fole sentado) e com suas respostas muito pouco reverentes.

Porém, em 1983, ano de gravação deste CD, ele já apresentava-se no mítico (e belíssimo) Teatro Colón com Orquestra Sinfônica a fim de receber o reconhecimento bonairense e argentino em vida. Assim, o talentosíssimo compositor e virtuose Piazzolla mostra aos de hoje que os artistas não estão aí para assentir ao determinado por outrem e ao políticamente correto. Artista é um ser que existe para incomodar, mudar e ser controverso. E viva Piazzolla!

Tenho predileção por gravações ao vivo – o mesmo vale para Blue Dog – e, mesmo amando as espetaculares gravações italianas de Piazzolla, apelo novamente para o concerto live, onde quem é bom mostra o rego sentado, reconhece o cego dormindo e sabe de longe a cabeça que tem piolho, se me fiz claro… Aqui, mesmo que pareça paradoxal (pois há uma orquestra, não?), temos um Piazzolla mais brusco que o habitual. Minha aprovação mais entusiasmada vai para a nervosa versão do Verano Porteño.

P.Q.P. Bach.

Astor Piazzola en el Teatro Colón

1. Fuga y Misterio
2. Adios Nonino
3. Concierto para Bandoneon y Orquesta: 1st Movement – Allegro marcato
4. Concierto para Bandoneon y Orquesta: 2nd Movement – Moderato
5. Concierto para Bandoneon y Orquesta: 3rd Movement – Presto
6. Vardarito
7. Verano Porteño
8. Concierto de Nacar (para Nueve Tanguistas y Orquesta Filarmonica): 1st Movement – Presto
8. Concierto de Nacar (para Nueve Tanguistas y Orquesta Filarmonica): 2nd Movement – Lento, melancolico
8. Concierto de Nacar (para Nueve Tanguistas y Orquesta Filarmonica): 3rd Movement – Allegro marcato

Musicians:
Piazzolla (Astor) – bandoneon
Suarez Paz (Fernando) – violin
Baralis (Hugo) – violin
Ziegler (Pablo) – piano
Roizner (Enrique) – drums
Bragato (Jose) – violoncello
Console (Hector) – bass
Quarleri (Delmar) – viola
Lopez Ruiz (Oscar) – guitar
Calderon (Pedro Ignacio) – director of the Teatro Colon Philarmonic

Year of release: 1997
Studio or Live: Live
Year of performance: 1983

Description: Recorded live at Teatro Colon, Buenos Aires, on June 11, 1983. By this time Piazzolla was working with the quintet, however it appears that Piazzolla tried to recompose the Conjunto 9 (although not exactly) for this concert at Teatro Colon with the Philarmonic Orquestra.
Style: The Nonet and the ‘Italian’ Period (1972-1978); The ‘Classical’ Piazzolla (All periods)
Comments: This concert has also been released (not all the songs however) as “Concierto de Nacar” by Milan Records. Concerto for Bandoneon and Orquestra is listed as as Concerto for Bandoneon, Piano, Strings, and Percussion, which is equivalent but the piece is better known otherwise.

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Astor Piazzolla (1921-1992) – Música Completa para Flauta e Violão

Inteiramente baseada no tango, a obra de Piazzolla vai migrando lentamente para os salões de música erudita. uma das discussões mais inúteis que conheço é aquela que pretende decidir o que é clássico e o que é popular. Certamente, a complexidade e virtuosismo exigidos nas composições de Piazzolla, somadas ao fato de que a maioria de suas obras são escritas para pequenos grupos instrumentais, contribuem para que o grande argentino circule nos dois meios sem maiores problemas.

O destaque deste CD é, obviamente, a Histoire Du Tango: seus movimentos Bordel 1900, Cafe 1930, Nightclub 1960 e Concert d’aujourd’hui, dão-nos uma curiosa visão do que foi a evolução do tango. Imperdível.

Outro detalhe: os solistas deste CD são simplesmente espetaculares.

PIAZZOLA: Complete Music for Flute and Guitar

Cinco Piezas para Guitarra Solo
1 Campero 04:05
2 Romantico 04:17
3 Acentuado 03:22
4 Triston 04:54
5 Compadre 02:54
Hugo German Gaido, guitar

Tango Etudes para Flauta Solo
6 Etude No. 1 03:34
7 Etude No. 2 07:21
8 Etude No. 3 03:35
9. Etude No. 4 04:29
10 Etude No. 5 02:11
11 Etude No. 6 04:33
Irmgard Toepper, flute

Histoire du Tango para Flauta e Violão
12 Bordel 1900 03:51
13 Cafe 1930 06:47
14 Nightclub 1960 05:55
15 Concert d’aujourd’hui 05:14
Irmgard Toepper, flute
Hugo German Gaido, guitar

Total Playing Time: 01:07:02

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As Oito Estações – As Quatro Italianas de Vivaldi e as Quatro Portenhas de Piazzola

– Oito estações? Vivaldi e Piazzolla? O quê? O PQP nos vem com As Quatro Estações de Vivaldi?

Parece que ouço alguns apupos na platéia. Respondo-lhes que estou tão preocupado com as vaias que dormirei na pia hoje. Se algum de vocês torceu o nariz para o lugar-comum representado pelas Quattro Stagioni vivaldianas, deveriam ouvir antes a espetacular versão desta orquestra de Salzburgo regida por um portoalegrense – sim, Lavard Skou-Larsen nasceu em Porto Alegre. Não, ele não é de família árabe, seus pais são dinamarqueses que tocavam na OSPA (Orq. Sinf. de P. Alegre). Como se não bastasse, o programa inclui o super-hiper-ultra filé de “Las Quatro Estaciones Porteñas” de Piazzolla. A versão orquestral, preparada por José Bragato, é simplesmente o máximo.

Já vi os Salzburger Chamber Soloists em ação no palco. É uma orquestra entusiasmada, de altíssimo nível e algo espalhafatosa. Poucas vezes vi tanta entrega à música. E não conheço versão mais feliz e extravagante destes Concertos de Vivaldi, nem mais adequadas ao espírito latino de Piazzolla. Ouçam e revisem seus preconceitos. Nunca é tarde…

:¬))

The Eight Seasons

1 Antonio Vivaldi: La Primavera op. 8 No.1 “Allegro” (03:28)
2 Antonio Vivaldi: La Primavera op. 8 No.1 “Largo e pianissimo” (02:24)
3 Antonio Vivaldi: La Primavera op. 8 No.1 “Danza pastorale. Allegro” (04:27)
4 Antonio Vivaldi: L’estate op. 8 No.2 “Allegro má non molto” (06:29)
5 Antonio Vivaldi: L’estate op.8 No.2 “Adagio – Presto” (02:23)
6 Antonio Vivaldi: L’estate op.8 No.2 “Presto” (02:33)
7 Antonio Vivaldi: L’Autunno op.8 no.3 “Allegro” (05:30)
8 Antonio Vivaldi: L’Autunno op.8 no.3 “Adagio molto” (03:11)
9 Antonio Vivaldi: L’Autunno op.8 no.3 “Allegro” (03:31)
10 Antonio Vivaldi: L’inverno op.8 No.3 “Allegro non molto” (03:31)
11 Antonio Vivaldi: L’inverno op.8 No.3 “Largo” (01:35)
12 Antonio Vivaldi: L’inverno op.8 No.3 “Allegro” (03:44)
13 Astor Piazzolla: Primavera Portena – Allegro (05:55)
14 Astor Piazzolla: Verano Porteno – Allegro Moderato (12:06)
15 Astor Piazzolla: Otono Porteno – Allegro Moderato (06:33)
16 Astor Piazzolla: Invierno Porteño – Lento (08:37)

Violinista e Regente: Lavard Skou-Larsen
Salzburg Chamber Soloists

Tempo Total: 75min09

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