Serguei Prokofiev (1891-1953): Cantata Alexander Nevsky – Tenente Kijé

IM-PER-DÍ-VEL !!!

A edição mais nova deste disco também traz a Scythian Suite (capa ao lado), que não temos aqui. Mas isso diminui apenas um pouco a alta qualidade deste velho vinil gravado por Abbado em suas andanças. É estranho que obras tão belas sejam tão pouco gravadas. A Cantata Alexandre Nevsky foi composta para servir de trilha sonora para o filme de mesmo nome de Serguei Eisenstein, no qual o diretor russo se unia à propaganda de Stalin na guerra contra a Alemanha de Hitler. O filme mal e mal sobrevive, a trilha é uma obra-prima. A Suíte Tenente Kijé foi composta em 1933 para o filme homônimo de Yuri Tinyanovs, produzida em 1927. O filme é lembrado exclusivamente por sua música. Os empregados do czar Pavel I cometem um erro de grafia na redação de uma carta oficial e isto leva o czar a pensar que um tal de “Tenente Kijé” seria responsável por mal-entendidos que, afortunadamente, resultaram em manobras militares bem-sucedidas. Como tal, este personagem vira herói, se casa e morre sem ao menos ter existido.

Serguei Prokofiev (1891-1853): Cantata Alexander Nevsky – Tenente Kijé

Alexander Nevsky Op. 78 (Kantate Für Mezzosopran, Chor Und Orchester)
1 Rußland Unter Dem Joch Der Mongolen 3:09
2 Lied Über Alexander Newski 3:32
3 Die Kreuzritter In Pskow 6:40
4 Erhebt Euch, Menschen Rußlands 2:20
5 Die Schlacht Auf Dem Eis 12:04
6 Das Totenfeld 6:01
7 Einzug Alexanders In Pskow 4:45

Leutnant Kijé Op. 60
8 Kijés Geburt 4:10
9 Romanze 4:09
10 Kijés Heirat 2:36
11 Troika 2:44
12 Kijés Begrabnis 5:55

Elena Obraztova, mezzo soprano
London Symphony Chorus
London Symphony Orchestra* (faixas de 1 a 7)
Chicago Symphony Orchestra* (faixas de 8 a 12)
Claudio Abbado

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O príncipe Alexander Nevsky organiza as tropas camponesas russas para a vitória sobre as hordas alemãs invasoras no lago Peipus em 1242, em uma cena do clássico do filme de 1938 Alexander Nevsky, de Eisenstein.

O príncipe Alexander Nevsky organiza as tropas camponesas russas para a vitória sobre as hordas alemãs invasoras no lago Peipus em 1242, em uma cena do clássico do filme de 1938 Alexander Nevsky, de Eisenstein.

PQP

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Serguei Prokofiev (1891-1953): Violin Concertos Nos. 1 & 2; Violin Sonata No. 1


IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um tremendo disco. Prokofiev escreveu cinco concertos para piano e dois para violino. Trata-se de uma coleção difícil de superar. Neste CD, a grande estrela é a violinista russa Lydia Mordkovitch, uma ex-aluna de David Oistrakh. Guardo muito afeto por estes concertos. Em fevereiro deste ano, assisti a um extraordinário concerto em Londres em que era interpretado o Nº 1. Depois vinha a Sagração…  E o segundo sempre foi inquilino de meu ventrículo esquerdo — que é onde o coração bate mais forte. Ambos são esplêndidos! A Sonata para Violino e Piano causou espanto em uma amiga russa: “Parece Shostakovich”. Sim, parece.

Serguei Prokofiev (1891-1953): Violin Concertos Nos. 1 & 2; Violin Sonata No. 1

1. Violin Concerto No. 1 in D major, Op. 19: I. Andantino 9:36
2. Violin Concerto No. 1 in D major, Op. 19: II. Scherzo: Vivacissimo 3:52
3. Violin Concerto No. 1 in D major, Op. 19: III. Moderato 8:37

4. Violin Concerto No. 2 in G minor, Op. 63: I. Allegro moderato 10:28
5. Violin Concerto No. 2 in G minor, Op. 63: II. Andante assai 9:28
6. Violin Concerto No. 2 in G minor, Op. 63: III. Allegro, ben marcato 6:00

7. Violin Sonata No. 1 in F minor, Op. 80: I. Andante assai 7:05
8. Violin Sonata No. 1 in F minor, Op. 80: II. Allegro brusco 7:07
9. Violin Sonata No. 1 in F minor, Op. 80: III. Andante 8:02
10. Violin Sonata No. 1 in F minor, Op. 80: IV. Allegrissimo 7:31

Lydia Mordkovitch, violino
Gerhard Oppitz, piano
Scottish National Orchestra
Neeme Jarvi

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Prokofiev: "Como é que eu faço pra complicar a vida dos violinistas...?

Prokofiev: “Como é que eu faço pra complicar a vida dos violinistas…?

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Prokofiev (1891-1953): Abertura Sobre Temas Hebreus (1919) e Quinteto / Hindemith (1895-1963): Octeto

Ótimo disco antiguinho da Apex. Tanto a Abertura como Quinteto de Prokofiev estão entre suas peças mais inusitadas. A Abertura é muito popular, embora sua simplicidade não soe nada como Prokofiev. E o Quinteto, Op. 39, escrito para um grupo de dança para a improvável combinação de oboé, clarinete, violino, viola e contrabaixo, mostra-nos Prokofiev em seu modo experimental, como na Segunda Sinfonia. Esta peça deixa-o muito próximo do mundo sonoro de Pierrot Lunaire e L’histoire du Soldat, e é possivelmente a peça mais singular em toda a sua produção. Já o Octeto de Hindemith fica dentro do habitual do compositor, o que é muito bom! Mas eu recomendo o disco pelos Prokofiev mesmo!

Prokofiev (1891-1953): Abertura Sobre Temas Hebreus (1919) e Quinteto / Hindemith (1895-1963): Octeto

1 Sergei Prokofiev — Overture On Hebrew Themes, Op. 34 In C Minor — 8:51

Paul Hindemith — Octet
2 – Breit. Mäßig Schnell 8:01
3 – Varianten: Mäßig Bewegt 2:25
4 – Langsam 7:47
5 – Sehr Lebhaft 2:18
6 – Fuge Und Drei Altmodische Tänze: Walzer, Polka, Galopp 5:55

Sergei Prokofiev — Quintet, Op. 39 In G Minor
7 – Moderato 5:45
8 – Andante Energico 3:13
9 – Allegro Sostenuto, Ma Con Brio 2:04
10 – Adagio Pesante 4:12
11 – Allegro Precipitato, Ma Non Troppo Presto 2:46
12 – Andantino 4:16

Berlin Soloists
Elena Bashkirova

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Prokofiev se torce todo para caber na foto

Prokofiev se torce todo para caber na foto

PQP

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Carlos Chávez (1899-1978): Sinfonia Índia / Grieg (1843-1907): Concerto para piano / Prokofiev (1891-1953): Quinta Sinfonia (Concertgebouw Orchestra, Dudamel)

concertgebouw
Gustavo Dudamel tem sido muito associado a compositores das Américas: o norte-americano Bernstein, os mexicanos Revueltas e Chávez, o venezuelano Carreño, o brasileiro Villa-Lobos, o argentino Ginastera… Mas ele não se limita a isso: tive a sorte de vê-lo reger a nona de Mahler no Municipal do Rio de Janeiro e foi sem dúvida o maior Mahler que já vi ao vivo. Neste concerto ao vivo de 2009 podemos ouvi-lo regendo música de cantos bem distantes do planeta.

A Sinfonía india do mexicano Carlos Chávez, composta em 1935–36, usa melodias de tribos do norte do México. As percussões listadas incluem instrumentos indígenas: jicara de agua (metade de uma cabaça invertida e parcialmente submersa em água, batida com varas), güiro (um tipo de reco-reco), cascabeles, tenábari (uma série de casulos de borboleta), um par de teponaxtles, tlapanhuéhuetl e grijutian (corda de cascos de veado). O compositor autorizou a substituição por instrumentos orquestrais (não tão) similares, mas pediu para os originais serem usados sempre que possível.

Algumas das percussoes usadas na Sinfonía India

Algumas das percussoes usadas na Sinfonía India

A música indígena do México é uma realidade da vida contemporânea. Não é, como se poderia pensar, uma relíquia para satisfazer a curiosidade de intelectuais ou para fornecer dados etnográficos. As características essenciais dessa música indígena conseguiram resistir a quatro séculos de contato com expressões musicais europeias.
Carlos Chávez

Uma resenha do concerto disse assim: “Gustavo Dudamel incitou performances exageradas e dramáticas de uma das orquestras mais tradicionais do mundo. Conduzindo a Sinfonía india de memória, seus movimentos eram de ballet, esculpindo finamente as quatro seções da obra. A energia da abertura foi contagiante e o tema central, lírico, apaixonado e hiperbólico de forma extravagante, mas com bom gosto em suas idas e vindas. Os percussionistas estavam visivelmente entusiasmados com os sons exóticos que produziam.”

Da famosa introdução até o final grandioso, passando pelo adagio belíssimo e açucarado, o concerto em lá menor de Grieg é todo perfeitinho e todo previsível. Tem lugar merecido no repertório de grandes pianistas, mas é uma pena que concertos mais ousados como os de Bartók ou a Rapsódia em azul sejam bem menos tocados. Como disse o colega de Sul21 Milton Ribeiro: Grieg é como a defesa do Inter, não tira o sono de ninguém.

Composta em 1944, a quinta sinfonia de Prokofiev pode não ser tão famosa quanto a quinta de Beethoven ou a de Shostakovich, mas tem seus encantos. Assim como seu compatriota soviético, Prokofiev alterna aqui entre um clima belicoso/heroico e momentos absurdamente líricos em que as cordas da orquestra do Concertgebouw brilham.

Carlos Chávez:
1. Sinfonía india (Introdução: Vivo, allegro / 1º tema: Allegretto cantabile – lento / 2º tema: Allegro cantabile / 3º tema: Poco più vivo)

Edvard Grieg:
Piano Concerto in A Minor, Op.16 (Jean-Yves Thibaudet, piano)
2. I Allegro molto moderato
3. II Adagio
4. III Allegro moderato molto e marcato – Quasi presto – Andante maestoso

Sergei Prokofiev:
Symphony No.5 in B-flat Major, Op.100
5. I Andante
6. II Allegro marcato
7. III Adagio
8. IV Allegro giocoso

Royal Concertgebouw Orchestra
Gustavo Dudamel, maestro

Ao vivo na Concertgebouw Grote Zaal, Amsterdam, Países-Baixos
22 de maio de 2009 (radio broadcast)

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Gustavo Dudamel empolgado

Gustavo Dudamel empolgado e empolgante

Pleyel

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Brahms / Lutoslawski / Prokofiev / Rachmaninov / Tchaikovsky: Music for Two Pianos

Muitas maneiras de dizer Martha

Por Juan Forn no Página 12 (traduzido e complementado por Milton Ribeiro)

O Japão costuma idolatrar os virtuosos do piano, porém se um pianista ou músico cancela um concerto no último momento, as consequências são implacáveis. Certa vez, o famoso Arturo Benedetti Michelangeli recusou-se a tocar por algum motivo. Em resposta, confiscaram seu piano pessoal e o mundo musical nipônico declarou-o persona non grata pelo resto da vida. Martha Argerich, hoje com 75 anos, décadas atrás também suspendeu um concerto em Tóquio, o último de sua primeira turnê do Japão, que estava sendo apoteótica. O imperador estaria presente, mas Martha brigara com seu namorado da época, o regente Charles Dutoit, e pegou um avião para o Alaska sem avisar ninguém. Jamais seria perdoada, só que… No ano seguinte, voltou ao Japão pagando sua passagem e deu 14 concertos sem receber nada. O mesmo organizador que tinha sido lesado por ela recebeu a renda de todos os 14 concertos, só que… Ela fez com que um pianista angolano — um dos muitos jovens que Martha auxiliou — sentasse a seu lado para virar as páginas da partitura. O angolano usava uma túnica sem mangas e a exposição da pele masculina no Japão é considerada quase tão obscena como o cancelamento de um concerto, mas ninguém disse nada porque Martha Argerich é algo sobre-humano para os japoneses.

Martha Argerich já tocou com lombalgia, com infecção dentária, em cadeira de rodas, de minissaia (pois perderam sua mala no aeroporto), com grama no cabelo (fizeram-na tocar numa floresta), mas só os concertos que ela suspendeu ficaram famosos. Declara que o que a sufoca desde os oito anos de idade são algumas das características da vida no mundo da música clássica: “Eu não quero ser uma máquina de tocar piano. Vivo sozinha, toco sozinha, ensaio sozinha, como sozinha, durmo sozinha. É muito pouco para mim”. Daniel Barenboim, que a adora, disse: “Martha fez todo o possível para destruir sua carreira, mas não conseguiu”. O primeiro concerto foi cancelado aos dezessete anos, “só para saber como eu me sentiria.” Aos vinte anos, com uma carreira brilhante pela frente, ela passou três anos sem se aproximar de um piano, assistindo TV em um pequeno apartamento em Nova York. Quando o dinheiro acabava, trabalhava como secretária. Afinal, para algo devia servir ter os dedos tão rápidos. A poucas quadras dali, vivia Vladimir Horowitz. Ela tinha a intenção de ir falar com ele para dizer: “Ajude-me a voltar a tocar piano”. Nunca se atreveu a uma visita. Melhor, pois Horowitz estava há dez anos sem tocar em público, submetia-se a sessões regulares de eletrochoque e só aceitava gravar discos em sua própria casa. Mas Argerich, como sabemos, voltou a tocar. Após sua consagração no Concurso Chopin em Varsóvia, em 1965, ela foi ao estúdio de Abbey Road gravar um álbum, porque todos os seus amigos estavam em Londres. Deixaram-na sozinha com um piano no estúdio. Ela pediu uma jarra de café, olhou hesitante para o teclado e executou três vezes o repertório que tinha escolhido. Abandonou a jarra de café vazia e nem ouviu o que tinha gravado. E passou a morar em uma espécie de pensão musical chamada Clube de Londres.

Quem morava lá? Barenboim, Jacqueline Du Pré, Nelson Freire, Fou-Tsong, Kovacevic, todos com apenas um único telefone na entrada do prédio cheio de vazamentos, pianos, sofás comidos pelas traças e cinzeiros. Todos em total liberdade e camaradagem. Havia gente que estava na casa para tocar algum instrumento e os que estavam lá para ouvir e conviver. Para quase todos, aquela comunidade era uma espécie de interlúdio feliz, mas ela entendeu que queria viver assim para sempre. Alugou um orfanato do século XIX, em Genebra — cuja porta não tem chave — povoou-a de pianos, gatos e sofás e recebeu todos os jovens pianistas em crise que a procuraram. Ela os adotava até a recuperação. O(a) adotado(a) tocava piano, participava de jogos de adivinhação, dançava e cozinhava para as filhas de Martha quando ela saía em turnê. Ela tem três filhas de três homens diferentes, apesar de a vida em comunidade lhe dar um ar respeitoso de mulher casada.

Há um belo documentário filmado por sua filha mais nova. É a história íntima da mãe e das filhas. Em uma cena, todas estão sentadas na grama pintando as unhas dos pés. As filhas decidem pintar cada dedo da mãe de uma cor diferente. A agitada Annie, segunda filha (do citado Dutoit), diz que sua lembrança mais viva da infância é a de ficar deitada debaixo do piano, olhando os pés descalços de sua mãe até dormir. “Isto é minha mãe, mais do que seus cabelos, cigarros e gestos: onde já se viram pés tão grandes e tão femininos ao mesmo tempo?”. Stephanie, a mais jovem — diretora do documentário e filha do referido Stephen Bishop Kovacevich –, conta sobre a primeira vez que acompanhou sua mãe num concerto e sobre sua imensa provação: “Tudo era muito solene, muito dramático, eu não gostei, me senti estranha”. Ouviu todo o concerto angustiada nos bastidores até que sua mãe voltou: “Eu estava exausta e ela dez anos mais jovem.” Lyda, a mais velha e a única que já é mãe — é também violoncelista profissional –, fala de quando a mãe foi operada de um feio melanoma em 1999. Depois de três horas e meia na sala de cirurgia, ela estava feliz e radiante em contraste com o esgotamento dos cirurgiões. Eles se recusaram a fazer uma cirurgia convencional para abrir a caixa torácica de Martha, pois “uma pianista precisa de todos os músculos do seu corpo para tocar”.

Até hoje Martha Argerich avisa seus companheiros de palco para não lhe beijarem a mão ou tocarem seu cabelo. Ela não gosta. Já não vive em Genebra, mas em Bruxelas, numa casa também está cheia de pessoas, gatos e pianos. Como Tchékhov, que construiu uma casa para sua família e amigos e um quarto afastado para escrever, ela tem um pequeno apartamento em Paris onde apenas cabem um piano, uma cama, uma televisão e uma imagem de Liszt presa com fita adesiva na parede. Seu próximo projeto é uma pensão para artistas aposentados, como a que fundou Verdi em Milão para cantores que ficaram sem voz. De todas as suas formidáveis frases — “Quando os pianos não me querem, não os toco de jeito nenhum”, “Eu acho que eu nunca me senti exatamente mulher, só consigo me ver como a menina de cinco anos e o menino de quatorze que me habitam”, “Chopin é ciumento, exclusivo, faz com que você toque mal qualquer outro compositor”, “Como me saí hoje? Como um cavalo selvagem ou como um carrossel de cavalinhos?” — a minha favorita é “Sou um pouco infantil. Se fosse inteiramente infantil não diria”.

.oOo.

Milton Ribeiro escreve:

(1) Há uns dez anos, fui pedir um autógrafo a Martha Argerich após um concerto. Como já tenho certa experiência, não levei um CD, mas um disco de vinil para que a assinatura saísse maior. A foto da capa era bonita pacas. Ela pegou o disco com a mão direita e tapou a boca com a esquerda, fazendo cara de admiração. Olhou para mim e disse:

— Como eu era bonita! Agora sou tão feia, tão horrível, uma bruxa velha.

Comecei a responder que não era nada disso e ela fez um gesto mandando eu me calar:

— Não minta, por favor.

(2) Em janeiro deste ano, vi Martha Argerich tocar o Concerto Nº 3 de Prokofiev no Southbank Center, em Londres, com a Orquestra Filarmônica de São Petersburgo sob a regência de seu velho amigo Yuri Temirkanov. Foi um arraso. Não é somente uma das músicas que mais amo como é uma espécie de “Concerto de Martha”. Ninguém toca aquilo como ela, com aquela miraculosa exatidão e sensibilidade. Após a introdução, quando ela começou a tocar… Olha, não lembro de outra oportunidade em que eu chorei num concerto. Não houve escândalo, ninguém viu, mas aconteceu.

.oOo.

Brahms / Lutoslawski / Prokofiev / Rachmaninov / Tchaikovsky: Music for Two Pianos

Piotr Tchaikovsky (1840-1893) · The Nutcracker – Suite
1. I. Ouverture miniature:- The Nutcracker, Suite from the Ballet (transcribed for two pianos by Nicolas Economu)
2. Marche:- The Nutcracker, Suite from the Ballet (transcribed for two pianos by Nicolas Economu), II. Danses caractérisque
3. Danse de la Fée Dragée:- The Nutcracker, Suite from the Ballet (transcribed for two pianos by Nicolas Economu), II. Danses caractérisque
4. Danse russe Trepak:- The Nutcracker, Suite from the Ballet (transcribed for two pianos by Nicolas Economu), II. Danses caractérisque
5. Danse Arabe:- The Nutcracker, Suite from the Ballet (transcribed for two pianos by Nicolas Economu), II. Danses caractérisque
6. Danse Chinoise:- The Nutcracker, Suite from the Ballet (transcribed for two pianos by Nicolas Economu), II. Danses caractérisque
7. Danse Mirlitons:- The Nutcracker, Suite from the Ballet (transcribed for two pianos by Nicolas Economu), II. Danses caractérisque
8. III. Danse des Fleurs:- The Nutcracker, Suite from the Ballet (transcribed for two pianos by Nicolas Economu)

Sergei Rachmaninov (1873-1943) · Suite No.2 for two pianos
9. I. Introduction (Alla marcia):- Suite No. 2 in C Op. 17
10. II. Valse (Presto):- Suite No. 2 in C Op. 17
11. III. Romance (Andantino):- Suite No. 2 in C Op. 17
12. IV. Tarentelle (Presto):- Suite No. 2 in C Op. 17

Sergei Rachmaninov (1873-1943) · Six Morceaux for piano four hands
13. No. 1, Barcarolle (G minor):- 6 Morceaux Op. 11
14. No. 2, Scherzo (D major):- 6 Morceaux Op. 11
15. No. 3, Thème russe (B minor):- 6 Morceaux Op. 11
16. No. 4, Valse (A major):- 6 Morceaux Op. 11
17. No. 5, Romance (C minor):- 6 Morceaux Op. 11
18. No. 6, Slava (C major):- 6 Morceaux Op. 11

Disc: 2
Johannes Brahms (1833-1897) · Sonata in F minor for two pianos, Op. 34b
1. Allegro non troppo:- Sonata in F minor for 2 pianos Op.34b
2. Andante, un poco adagio:- Sonata in F minor for 2 pianos Op.34b
3. Scherzo (Allegro):- Sonata in F minor for 2 pianos Op.34b
4. Finale (Poco sostenuto – Allegro non troppo – Presto non troppo):- Sonata in F minor for 2 pianos Op.34b

Johannes Brahms (1833-1897) · St Antoni Variations
5. Theme – ‘St Anthony Choral’. Andante:- Variations on a theme by Haydn for 2 Pianos Op.56b
6. Variation I. Andante con moto:- Variations on a theme by Haydn for 2 Pianos Op.56b
7. Variation II. Vivace:- Variations on a theme by Haydn for 2 Pianos Op.56b
8. Variation III. Con moto:- Variations on a theme by Haydn for 2 Pianos Op.56b
9. Variation IV. Andante:- Variations on a theme by Haydn for 2 Pianos Op.56b
10. Variation V. Poco presto:- Variations on a theme by Haydn for 2 Pianos Op.56b
11. Variation VI. Vivace:- Variations on a theme by Haydn for 2 Pianos Op.56b
12. Variation VII. Grazioso:- Variations on a theme by Haydn for 2 Pianos Op.56b
13. Variation VIII. Poco presto:- Variations on a theme by Haydn for 2 Pianos Op.56b
14. Finale. Andante:- Variations on a theme by Haydn for 2 Pianos Op.56b

Sergei Prokofiev (1891-1953) . Symphony No.1 in D Major, Op.25 “Classical” (for two pianos):
15 I. Allegro 4:11
16 II. Larghetto 3:55
17 III. Gavotte. Non troppo Allegro 1:31
18 Finale. Molto vivace 4:20

Witold Lutosławski (1913-1994)
19 Variations on a Theme by Paganini for two pianos 5:34

Martha Argerich
Mirabela Dina
Gabriela Montero
Lilya Zilberstein
Polina Leschenko
Yefim Bronfman
Giorgia Tomasi

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Não há como não amar Martha Argerich

Não há como não amar Martha Argerich

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Martha Argerich & Friends – Live from Lugano Festival – 2002-2004 – Chamber Music

Box FrontSe existe uma unanimidade aqui entre nós do PQPBach é a adoração ao mito Martha Argerich. Somos apaixonados por ela. Qualquer gravação sua é adquirida sem qualquer tipo de dúvida, pois sabemos que se trata de coisa boa.
Martha dirige este Festival de Lugano já há bastante tempo. E quase que como um relógio suíço, durante vários anos são lançados CDs gravados durante as apresentações, com a divina Martha desfilando seu talento junto com dezenas de outros músicos, muitos deles tendo a primeira oportunidade de tocar ao seu lado. Neste primeiro pacote teremos apresentações realizadas durante os anos de 2002 a 2004. Temos Tchaikovsky, Dvorák, Shostakovich, Schumann, Prokofiev, entre outros.

CD 1

01. Prokofiev – Symphony No. 1 in D major (‘Classical’), Op. 25 I. Allegro
02. Symphony No. 1 in D major (‘Classical’), Op. 25 II. Larghetto
03. Symphony No. 1 in D major (‘Classical’), Op. 25 III. Gavotte Non troppo all
04. Symphony No. 1 in D major (‘Classical’), Op. 25 IV. Finale Molto vivace

Martha Argerich & Yefim Bronfman – Pianos

05. Tchaikovsky – Nutcracker, suite from the ballet, Op. 71a I. Ouverture miniature
06. Nutcracker, suite from the ballet, Op. 71a II. Danses caractéristiques. Marc
07. Nutcracker, suite from the ballet, Op. 71a II. Danses caractéristiques. Dans
08. Nutcracker, suite from the ballet, Op. 71a II. Danses caractéristiques. Dans
09. Nutcracker, suite from the ballet, Op. 71a II. Danses caractéristiques. Dans
10. Nutcracker, suite from the ballet, Op. 71a II. Danses caractéristiques. Dans
11. Nutcracker, suite from the ballet, Op. 71a II. Danses caractéristiques. Dans
12. Nutcracker, suite from the ballet, Op. 71a III. Valse des fleurs

Martha Argerich & Mirabela Dina

13. Shostakovich – Piano Trio No. 2 in E minor, Op. 67 I. Andante – Moderato
14. Piano Trio No. 2 in E minor, Op. 67 II. Allegro non troppo
15. Piano Trio No. 2 in E minor, Op. 67 III. Largo
16. Piano Trio No. 2 in E minor, Op. 67 IV. Allegretto

Martha Argerich – Piano
Maxim Vengerov – Violin
Gautier Capuçon – Cello

CD 2

01. Brahms – Sonata for Violin & Piano No. 3 in D minor, Op. 108- I. Allegro
02. Sonata for Violin & Piano No. 3 in D minor, Op. 108- II. Adagio
03. Sonata for Violin & Piano No. 3 in D minor, Op. 108- III. Un poco presto e co
04. Sonata for Violin & Piano No. 3 in D minor, Op. 108- IV. Presto agitato

Lylia Zilberstein – Piano
Maxim Vengerov – Violin

05. Schubert – Piano Trio in B flat major, D. 898 (Op. 99)- I. Allegro moderato
06. Piano Trio in B flat major, D. 898 (Op. 99)- II. Andante un poco mosso
07. Piano Trio in B flat major, D. 898 (Op. 99)- III. Scherzo- Allegro
08. Piano Trio in B flat major, D. 898 (Op. 99)- IV. Rondo- Allegro vivace

Yefim Bronfman – Piano
Renaud Capuçon – Violin
Gautier Capuçon – Cello

CD 3

01. Schumann – Piano Quintet in E flat major, Op. 44 I. Allegro brillante
02. Piano Quintet in E flat major, Op. 44 II. In modo d’una marcia – Un poco lar
03. Piano Quintet in E flat major, Op. 44 III. Scherzo Molto vivace
04. Piano Quintet in E flat major, Op. 44 IV. Allegro ma non troppo

Martha Argerich, Dora Schwarzberg, Renaud Capuçon, Nora Romanoff-Schwarzberg, Mark Drobinsky

05. Schumann – Sonata for violin & piano No. 1 in A minor, Op. 105 I. Mit leidenschaftliche
06. Sonata for violin & piano No. 1 in A minor, Op. 105 II. Allegretto
07. Sonata for violin & piano No. 1 in A minor, Op. 105 III. Lebhaft

Martha Argerich, Géza Hosszu-Legocky

08. Dvorak – Piano Quartet No. 2 in E flat major, B. 162 (Op. 87) I. Allegro con fuoco
09. Piano Quartet No. 2 in E flat major, B. 162 (Op. 87) II. Lento
10. Piano Quartet No. 2 in E flat major, B. 162 (Op. 87) III. Allegro moderato
11. Piano Quartet No. 2 in E flat major, B. 162 (Op. 87) IV. Allegro ma non troppo

Walter Delahunt, Renaud Capuçon, Lida Chen, Gautier Capuçon

CD 1 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
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Serguei Prokofiev (1891-1953): Piano Concerto No.3 / Symphony No.5

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um ESPLÊNDIDO CD da dupla Gergiev-Matsuev. O regente e o pianista têm grande intimidade musical e demonstram isso no extraordinário Concerto Nº 3 de Prokofiev. Já a Sinfonia Nº 5 é levada com categoria por Gergiev e a Mariinsky Orchestra, da bela São Petersburgo. Se você não conhece essas obras, está mais do que na hora de preencher esta lacuna em sua vida. É curioso notar a evolução do compositor entre o concerto de 1917 e a sinfonia de 1944. O mundo girou e, mesmo que as duas obras sejam absolutamente brilhantes, Prokofiev mudou muito entre uma obra e outra. Ouçam e confiram!

Serguei Prokofiev (1891-1953): Piano Concerto No.3 / Symphony No.5

Piano Concerto No. 3 in C major, Op. 26
1 1. Andante – Allegro 9:04
2 2. Tema con variazioni 8:48
3 3. Allegro, ma non troppo 8:57

Symphony No. 5 in B flat major, Op. 100
4 1. Andante 12:55
5 2. Allegro marcato 8:32
6 3. Adagio 13:06
7 4. Allegro giocoso 9:11

Denis Matsuev, piano
Mariinsky (Kirov) Theater Orchestra
Valery Gergiev

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O Castelo de São Petersburgo: essa incrível cidade merece a grande orquestra que tem.

O Castelo de São Petersburgo: essa incrível cidade merece a grande orquestra que tem.

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Béla Bartók (1881-1945): Sonata for Solo Violin / Leoš Janáček (1854-1928): Violin Sonata / Claude Debussy (1862-1918): Violin Sonata / Serguei Prokofiev (1891-1953): Violin Sonata Nros 1 e 2 / Igor Fyodorovich Stravinsky (1882-1971): Divertimento

cover

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Viktoria Mullova é um das preferências absolutas deste filho de Bach. Mas a sonoridade desta moscovita é coisa de louco.

A peça de Bartók é uma peça de Bartók, isto, é, é esplêndida e o mantém entre os 3 maiores Bs da música erudita, os quais permanecem como os maiores mesmo quando se usa todas as outras letras do alfabeto. Quem são os três? Ora, Bach, Brahms, Beethoven e Bartók.

A peça de Janáček é igualmente sensacional. Música bem eslava, sanguínea e cheia de surpresas e belas melodias, combinando perfeitamente com Bartók.

Depois a gente brocha. Debussy… Debussy… Debbie…, o que dizer? Claude, apesar do tremendo esforço que fez para movimentar-se no primeiro movimento, é um gordo. Portanto, é meio estático. Para piorar, é também extático. Bem, hoje faz um lindo dia e dizem que é o Dia do Beijo, o que significa que eu deveria ir para a rua ver o que consigo. (Mas, olha, foi das melhores coisas que já ouvi do gordo Debbie).

Prokofiev! Ah, Serguei é outro papo. Já de cara ele mostra quão fodão é naquele tranquilo Andante assai e no furioso Allegro brusco que o segue. Sem dúvida, é um cara que valoriza o contraste… Nós também detestamos o total flat, a gente gosta tanto dos mares piscininha quanto das descidas vertiginosas; afinal, os acidentes geográficos é o que faz a beleza da paisagem, né? As duas Sonatas de Prokofiev são notáveis.

Stravinsky… Sei que meus pares aqui no blog são admiradores do anão russo e adoro provocar, só que não dá, o cara é bão demais, raramente erra. Será que o gordo Debbie escreveu alguma coisa chamada “Divertimento”? Ele se divertia com o quê?

Bartók: Sonata for Solo Violin / Janáček: Violin Sonata / Debussy: Violin Sonata / Prokofiev: Violin Sonata Nros 1 e 2 / Stravinsky: Divertimento

CD 1
1. Bartok Sonata for Solo Violin – I. Tempo di ciaccona
2. Bartok Sonata for Solo Violin – II. Fuga. Risoluto, non troppo vivo
3. Bartok Sonata for Solo Violin – III. Melodia. Adagio
4. Bartok Sonata for Solo Violin – IV. Presto agitato

5. Janacek Violin Sonata – I. Con moto
6. Janacek Violin Sonata – II. Ballada. Con moto
7. Janacek Violin Sonata – III. Allegretto
8. Janacek Violin Sonata – IV. Adagio

9. Debussy Violin Sonata – I. Allegro vivo
10. Debussy Violin Sonata – II. Intermede. Fantasque et leger
11. Debussy Violin Sonata – III. Finale. Tres animé

CD 2
1. Prokofiev Violin Sonata No.1 in F minor, Op.80 – I. Andante assai
2. Prokofiev Violin Sonata No.1 in F minor, Op.80 – II. Allegro brusco
3. Prokofiev Violin Sonata No.1 in F minor, Op.80 – III. Andante
4. Prokofiev Violin Sonata No.1 in F minor, Op.80 – IV. Allegrissimo

5. Prokofiev Violin Sonata No.2 in D major, Op.94a – I. Moderato
6. Prokofiev Violin Sonata No.2 in D major, Op.94a – II. Scherzo. Presto
7. Prokofiev Violin Sonata No.2 in D major, Op.94a – III. Andante
8. Prokofiev Violin Sonata No.2 in D major, Op.94a – IV. Allegro con brio

9. Stravinsky Divertimento – I. Sinfonia
10. Stravinsky Divertimento – II. Danses suisses
11. Stravinsky Divertimento – III. Scherzo
12. Stravinsky Divertimento – IV. Pas de deux. Adagio – Variations – Coda

Viktoria Mullova: violin
Piotr Anderszewski: piano
Bruno Canino: piano

Recording:
June 1987, Utrecht (Bartók)
April 1989, London (Prokofiev No.2, Stravinsky)
July 1994, Forde Abbey, Chard, England (Janácek, Debussy, Prokofiev No.1)

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Mullova quando jovem: sei de vários que enlouqueceram.

Mullova quando jovem: sei de vários que enlouqueceram.

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Sergey Prokofiev – Violin Concertos, Sonata for Violin Solo

coverSim, eu sei que postei estes mesmos concertos há pouco tempo. Mas quem se importa? Tudo bem, não se discute que a melhor de todas as gravações já realizadas destes concertos é do maior de todos violinistas do século XX, David Oistrakh. Mas também não podemos negar a qualidade de diversas outras gravações existentes no mercado, como a de Vicktoria Mullova e a de Itzhak Perlman, e que já foram postadas aqui.

Hoje porém, vou dar mais uma opção, desta vez com o norte-americano Gil Shaham, que nasceu em uma pequena cidade no interior dos Estados Unidos, Urbana. Desde cedo se destacou com o instrumento, e com dez anos de idade já se apresentava como solista.
A Sinfonica de Londres aqui está dirigida por Andre Previn, outro consagrado pianista e condutor norte americano. Creio que os senhores estarão em muito boas mãos.

Sergey Prokofiev – Violin Concertos, Sonata for Violin Solo

1 – Concerto for Violin no. 1, op. 19 I. Andantino
2 – Concerto for Violin no. 1, op. 19 II. Scherzo Vivacissimo
3 – Concerto for Violin no. 1, op. 19 III. Moderato

4 – Concerto for Violin no. 2, op. 63 I. Allegro moderato
5 – Concerto for Violin no. 2, op. 63 II. Andante assai
6 – Concerto for Violin no. 2, op. 63 III. Allegro, ben marcato

7 – Sonata for Solo Violin, op. 115 I. Moderato
8 – Sonata for Solo Violin, op. 115 II. Andante dolce
9 – Sonata for Solo Violin, op. 115 III. Con brio

Gil Shaham – VIolin
London Simphony Orchestra
Andre Previn – Conductor

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Shostakovich / Prokofiev: Concertos para Violino

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um CD espetacular. O dilacerante Concerto Nº 1 para Violino e Orquestra de Shosta e o belíssimo Concerto Nº 2 de Prokofiev com solos de Viktoria Mullova. Ou seja, é uma espécie de The best of the best gravada em 1989. Três russos da gema, por assim dizer. Shostakovich e Prokofiev viveram durante o auge da União Soviética, que era tão paranoica que controlava compositores e sua música. Shostakovich foi criticado na imprensa nacional e formalmente censurado várias vezes na União Soviética, o que significava que suas obras não poderiam ser tocadas em público, seus baixos rendimentos foram reduzidos, e ele foi forçado a pedir desculpas publicamente. Serge Prokofiev deixou a Rússia antes de se tornar URSS e viveu nos EUA e na Europa, mas voltou para o seu país natal justo quando a URSS estava reprimindo os artistas, exigindo obediência e fidelidade. Viktoria Mullova, por outro lado, nasceu perto de Moscou, e como um jovem violinista globetrotter, já teve outra vida. E quanto talento havia e há nesses três! Disco sensacional!

Shostakovich / Prokofiev: Concertos para Violino

Dmitri Shostakovich – Violin Concerto No. 1 In A Minor, Op. 99
1 Nocturne (Moderato) 10:50
2 Scherzo (Allegro) 6:25
3 Passacaglia (Andante) 11:47
4 Burlesque (Allegro Con Brio – Presto) 4:43

Serge Prokofiev – Violin Concerto No. 2 In G Minor, Op. 63
5 Allegro Moderato 10:39
6 Andante Assai 9:43
7 Allegro, Ben Marcato 6:18

Viktoria Mullova, violino
Royal Philharmonic Orchestra
André Previn

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Na boa, com Mullova, são diminutas as chances de Previn sair na foto.

Na boa, com Mullova, são diminutas as chances de Previn sair na foto.

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Serguey Prokofiev – Violin Concertos – Ithzak Perlman, BBC Symphony Orchestra Gennady Rozhdestvensky

51UEm5a2ofLEis um CD que por algum motivo que ninguém pode explicar nunca apareceu por aqui, pelo menos eu procurei e não achei. Mas de qualquer forma, ei-lo aqui.

Perlman como sempre, é até redundante falar isso, mas enfim, ele dá um show. E muito mais não preciso falar. Os senhores façam o favor de ouvi-lo e tirem suas opiniões. O lendário maestro Gennady Rozhdestvensky é um espetáculo a parte ao conduzir a Sinfônica da BBC, mostrando o porque até hoje é considerado um dos maiores maestros da segunda metade do século XX.

01. Prokofiev – Violin Concerto No. 1 in D Major, Op. 19 I. Andantino
02. Prokofiev – Violin Concerto No. 1 in D Major, Op. 19 II. Scherzo
03. Prokofiev – Violin Concerto No. 1 in D Major, Op. 19 III. Moderato
04. Prokofiev – Violin Concerto No. 2 in G Minor, Op. 63 I. Allegro moderato
05. Prokofiev – Violin Concerto No. 2 in G Minor, Op. 63 II. Andante assai – Al
06. Prokofiev – Violin Concerto No. 2 in G Minor, Op. 63 III. Allegro ben marca

Itzhak Perlman – Violin
BBC Symphony Orchestra
Gennady Rozhdestvensky – Conductor

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Richard Wagner: Siegfried’s Funeral March / Prelúdio de Tristão e Isolda / Sergei Prokofiev: Trechos de Romeu e Julieta

Por favor, não olhe para a capa ao lado. Sua feiura é a antítese de Mravinsky! Mas também a qualidade do som é a antítese do finíssimo maestro da lendária orquestra de Leningrado. O CD vale (e muito) pela concepção dadas as obras. Mravinsky (1903-1988) foi um sábio. Sob comando de Mravinsky, a Orquestra Filarmônica de Leningrado ganhou justa reputação internacional, particularmente interpretando a música russa. Ele foi o campeão indiscutível de Tchaikovsky e Shostakovich. Tudo com sotaque russo. Durante a Segunda Guerra Mundial, Mravinsky e a orquestra foram evacuados para a Sibéria. Tudo para manter a orquestra. Entre as interpretações lendárias de Mravinsky estão seis sinfonias de Dmitri Shostakovich: a Sinfonia n.º 5, Sinfonia n.º 6, Sinfonia n.º 8, Sinfonia n.º 9, Sinfonia n.º 10 e Sinfonia n.º 12. Tais sinfonias foram estreadas por ele, OK? Mravinsky fez gravações de estúdio entre o período de 1938 a 1961. Suas gravações após 1961 foram feitas em concertos ao vivo. A sua última gravação aconteceu em abril de 1984, interpretando a Sinfonia n.º 12 de Dmitri Shostakovich. Na 13ª de Shosta há uma história muito feia e quem saiu com a imagem maculada foi o estado russo e Mravinsky. Já Shosta, Kondrashin e Yevtushenko saíram como heróis. Mas hoje é dia de celebrar o velho Mrav.

Richard Wagner (1813 -1883) – Siegfried’s Funeral March, from Götterdämmerung
01. Siegfried’s Funeral Mach, from Götterdämmerung

Prélude § Liebestod, fromm Tristan § Isolde
02. Prélude § Liebestod, fromm Tristan § Isolde

Sergei Prokofiev (1891-1953) – Romeo § juliet Suite n°2(Montagues § Capulets)
03. Romeo §juliet Suite n°2(Montagues§Capulets)

(The Young Juliet)
04. (The Young Juliet)

(Friar Laurence)
05. (Friar Laurence)

(Romeo § Juliet before parting)
06. (Romeo§Juliet before parting)

(Dance of the Girls)
07. (Dance of the Girls)

(Romeo at Juliet’s Grave)
08. (Romeo at Juliet’s Grave)

Leningrad Philharmonic Orchestra
Evgeny Mravinsky

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A história d Mravinsky mereceria um(ns) capítulo(s) à parte, não?

A história de Mravinsky mereceria um(ns) capítulo(s) à parte, não?

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Sergei Prokofiev (1891-1953): Sonata para Violino No.1 / 5 Melodias / Cinderela / Romeu e Julieta

IM-PER-DÍ-VEL !!!

“– Esta é uma sonata muito especial — disse meu professor, o Dr. Andrievsky, com uma expressão séria. Senti enorme tristeza em sua voz. Isto aconteceu quando eu comecei a estudar a Sonata Nº 1 de Prokofiev. Pensei ter entendido a Rússia sob Stálin após ler várias fontes escritas e filmes. Só que depois, toda vez que eu tinha aula, era esmagada pela grande tristeza do povo, que emanava da sonata. Cada canto da partitura revela sofrimento, gritos, desespero ou decepção. Prokofiev demorou 8 anos para finalizar a sonata, que expressa não apenas seus próprios sentimentos, mas também os dos que viveram nessa época. Já Cinderela e Romeu e Julieta transbordam de vivacidade e alegria de viver. Cada vez que os toco no poço da orquestra, meu coração dança aos sons elegantes e à expressão do amor. Estas obras de Prokofiev nunca deixam de tocar meu coração. Eu espero que você aprecie a versatilidade multifacetada de Prokofiev. Finalmente, gostaria de agradecer a todos aqueles que ajudaram a fazer essa gravação acontecer”. (Lisa Oshima)

Sergei Prokofiev (1891-1953): Sonata para Violino No.1 / 5 Melodias / Cinderela / Romeu e Julieta

01. Violin Sonata No. 1 in F Minor, Op. 80: I. Andante assai
02. Violin Sonata No. 1 in F Minor, Op. 80: II. Allegro brusco
03. Violin Sonata No. 1 in F Minor, Op. 80: III. Andante
04. Violin Sonata No. 1 in F Minor, Op. 80: IV. Allegrissimo

05. 5 Mélodies, Op. 35bis: No. 1. Andante
06. 5 Mélodies, Op. 35bis: No. 2. Lento ma non troppo
07. 5 Mélodies, Op. 35bis: No. 3. Animato, ma non allegro
08. 5 Mélodies, Op. 35bis: No. 4. Allegretto leggero e scherzando
09. 5 Mélodies, Op. 35bis: No. 5. Andante non troppo

10. Cinderella, Op. 87 (Arr. M. Fichtengoltz): No. 1. Waltz
11. Cinderella, Op. 87 (Arr. M. Fichtengoltz): No. 2. Gavotte
12. Cinderella, Op. 87 (Arr. M. Fichtengoltz): No. 3. Passepied
13. Cinderella, Op. 87 (Arr. M. Fichtengoltz): No. 4. Winter Fairy
14. Cinderella, Op. 87 (Arr. M. Fichtengoltz): No. 5. Mazurka

15. Romeo and Juliet, Op. 64 (Arr. L. Baich & M. Fletzberger for Violin & Piano): Act I: Introduction
16. Romeo and Juliet, Op. 64 (Arr. L. Baich & M. Fletzberger for Violin & Piano): Act I: Juliet
17. Romeo and Juliet, Op. 64 (Arr. L. Baich & M. Fletzberger for Violin & Piano): Act I: Tanz der Ritter
18. Romeo and Juliet, Op. 64 (Arr. L. Baich & M. Fletzberger for Violin & Piano): Act I: Balkonszene
19. Romeo and Juliet, Op. 64 (Arr. L. Baich & M. Fletzberger for Violin & Piano): Act II: Tanz der Paare
20. Romeo and Juliet, Op. 64 (Arr. L. Baich & M. Fletzberger for Violin & Piano): Act I: Mercutio
21. Romeo and Juliet, Op. 64 (Arr. L. Baich & M. Fletzberger for Violin & Piano): Act I: Kampf and Tybalts Tod

Lisa Oshima, violino
Stefan Stroissnig, piano

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Sergei Prokofiev jogando xadrez contra David Oistrakh, a violinista Liza Gilels observando.

Sergei Prokofiev jogando xadrez contra David Oistrakh, com a violinista Liza Gilels observando.

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Prokofiev (1891-1953): Piano Concerto No. 3 / Ravel (1875-1937): Piano Concerto in G

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Neste início de 2017, tive o imenso privilégio de ver Martha Argerich tocar o 3º Concerto de Prokofiev com a Filarmônica de St. Petersburgo — ex Filarmônica de Leningrado — regida por Yuti Temirkanov, no Southbank Center, em Londres. Ainda não me recuperei, foi um dos maiores momentos de minha vida. Tentei inutilmente segurar as lágrimas quando o concerto iniciou e vi Martita ainda é uma tremenda pianista, talvez até melhor do que era quando jovem. Ver aquilo foi demais para um latino-americano sem muito dinheiro como eu. E olha, não é exagero. Este é um dos dez discos que eu levaria para a ilha deserta. Com Argerich e Abbado jovens, acompanhados de uma tremenda orquestra, os dois com o maior tesão — aliás, Argerich tinha, na época, fama de devoradora de homens –, tocando de uma forma estupidamente perfeita música de primeiríssima linha. É ouvir e se apaixonar na hora. Uma vez, quando falei com Martha numa imensa fila de autógrafos, ela disse que não costumava ouvir suas próprias gravações, mas abria exceções para duas e confirmou que esta era uma delas. A outra ela não disse qual era, ficou querendo que eu adivinhasse. Tentei algumas, errei, e ela disse que a revelação ficaria para o próximo encontro…

Prokofiev (1891-1953): Piano Concerto No. 3 /
Ravel (1875-1937): Piano Concerto in G & Gaspard de la Nuit

Prokofiev: Piano Concerto No. 3
1. 1. Andante – Allegro – 1. Andante – Allegro 9:03
2. 2. Tema con variazione – 2. Tema con variazione 9:03
3. 3. Allegro ma non troppo – 3. Allegro ma non troppo 8:59

Ravel: Piano Concerto in G
4. 1. Allegramente – 1. Allegramente 8:18
5. 2. Adagio assai – 2. Adagio assai 9:03
6. 3. Presto – 3. Presto 3:52

Martha Argerich
Berlin Philharmonic Orchestra
Claudio Abbado

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Claudio Abbado e Martha Argerich: perfeição, virtuosismo e calor

Claudio Abbado e Martha Argerich: sensibilidade, virtuosismo e alta temperatura

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Prokofiev: Piano Concerto No. 3 / Tchaikovsky: Piano Concerto No. 1 (Behzod Abduraimov)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

O uzbeque Behzod Abduraimov (1990) interpreta magnífica, fantasticamente dois dos mais populares concertos para piano russos: o terceiro de Prokofiev e o primeiro de Tchaikovsky. A coisa é e-mo-cio-nan-te. O Concerto Nº 3 de Prokofiev foi a peça com a qual Behzod Abduraimov entrou em cena em uma performance vitoriosa no Concurso Internacional de Piano em Londres. A interpretação é eletrizante e de absurdo controle técnico. Junto a Prokofiev está o primeiro concerto de Tchaikovsky. Para mim, a coisa perde um pouco de graça, mas é impossível não curvar-se a Abduraimov e ao maestro eslovaco Juarj Valcuha, principal regente na Orquestra da RAI Turim. Entre os concertos temos uma rara e virtuosística transcrição para piano do Pas de Quatre (Dança dos Quatro Cisnes) de O Lago dos Cisnes.

Prokofiev: Piano Concerto No. 3 / Tchaikovsky: Piano Concerto No. 1 (Behzod Abduraimov)

Prokofiev – Piano Concerto No. 3 in C, Op. 26
1. I Andante – Allegro
2. II Tema con variazione
3. III Allegro ma non troppo

Tchaikovsky – Swan Lake, Op.20, TH. 12: Dance Of The Four Swans
4. Dance of the Four Swans, Pas de Quatre from Swan Lake

Tchaikovsky – Piano Concerto No. 1 In B Flat Minor, Op. 23
5. I Allegro non troppo e molto maestoso – Allegro con spirito
6. II Andantino semplice – Prestissimo – Tempo I
7. III Allegro con fuoco

Behzod Abduraimov (piano)
Orchestra Sinfonica Nazionale della RAI
Juarj Valcuha (conductor)

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Behzod Abduraimov: um monstro

Behzod Abduraimov: um monstro

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Stravinsky (1882-1971): Suite italienne / Prokofiev (1891-1953): Sonata para Violoncelo e Piano, Op. 119, Valsa do balé “Stone Flower” / Shostakovich (1906-1975) Sonata para Violoncelo e Piano, Op.40

A dupla Maisky-Argerich deu-nos um grande número de esplêndidas gravações nos últimos 30 anos. Essa história — formada basicamente de registros de estúdio — recebeu um bela contribuição ao vivo, em mais um CD da Deutsche Grammophon, onde a dupla interpreta um programa absurdamente bom e integralmente russo. O recital foi dado para uma plateia belga em 2003. A Sonata de Prokofiev e a de Shostakovich são verdadeiras joias, mas a “Suíte Italiana” de Stravinsky me deixaria muito culpado se não a citasse.

Stravinsky (1882-1971): Suite italienne / Prokofiev (1891-1953): Sonata para Violoncelo e Piano, Op. 119, Valsa do balé “Stone Flower” / Shostakovich (1906-1975) Sonata para Violoncelo e Piano, Op.40

1 Applause 0:36

Igor Stravinsky
Suite Italienne, for cello & piano (after Pulcinella, transcribed with Gregor Piatigorsky)
2 1. Introduzione. Allegro moderato 2:15
3 2. Serenata. Larghetto 3:07
4 3. Aria. Allegro alla breve – Largo 5:32
5 4. Tarantella. Vivace 2:06
6 5. Minuetto e Finale. Moderato – Molto vivace 4:36

7 Applause 0:35

Sergey Prokofiev
Sonata for cello & piano in C major, Op. 119
8 1. Andante grave 11:07
9 2. Moderato 4:41
10 3. Allegro, ma non troppo 7:38

11 Applause 0:36

Dmitri Shostakovich
Sonata for cello & piano in D minor, Op. 40
12 1. Allegro non troppo 11:07
13 2. Allegro 2:54
14 3. Largo 7:44
15 4. Allegro 3:53

16 Applause 0:40

Sergey Prokofiev
The Tale of the Stone Flower, ballet, Op. 118
17 Waltz 2:15

18 Applause 0:52

Mischa Maisky, violoncelo
Martha Argerich, piano

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Óinnn.

Óinnn.

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Serguei Prokofiev (1891-1953): Sinfonias Completas (Gergiev)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Gergiev está no seu elemento nas sinfonias de Prokofiev. Aqui temos uma grande versão das sinfonias do homem que morreu no mesmo dia em que Stalin deixou este mundo. Não sobraram flores para Prokofiev e nem se deram conta de que algo muito mais humano tinha falecido naquela dia de 1953. Bem, o russo Gergiev sempre teve um talento especial para a emoção visceral da música de seu país, cheia de momentos extremos, líricos, leves e sofisticados, grotescos, sarcásticos e violentos. Gergiev pegou um pouco pesado na Sinfonia Nº 1, “Clássica”, homenagem de Prokofiev a Haydn e Mozart. Mas o que ele faz nas quatro sinfonias de aço de idade adulta é esplêndido. A 5ª está maravilhosa, inesquecível. As negligenciadas 4ª e 6ª aparecem como a grandíssima música que são. Porém, o mais surpreendente é a 7ª de Gergiev. Um peça melodiosíssima — por vezes zombeteira — a qual é dada uma interpretação natural e fluida, a melhor interpretção que já ouvi dela. A Orquestra Sinfônica de Londres é grande parte do sucesso do conjunto. É uma das grandes orquestras do mundo. Ah, as gravações foram registradas ao vivo. É mole?

CD1

01. Sergei Prokofiev – Symphony No. 1 in D major, op. 25 ‘Classical’ – I. Allegro
02. Sergei Prokofiev – Symphony No. 1 in D major, op. 25 ‘Classical’ – II. Larghetto
03. Sergei Prokofiev – Symphony No. 1 in D major, op. 25 ‘Classical’ – III. Gavotta, Non troppo allegro
04. Sergei Prokofiev – Symphony No. 1 in D major, op. 25 ‘Classical’ – IV. Finale, Molto vivace

05. Sergei Prokofiev – Symphony No.4 in C major, op. 112, 1947 revised – I. Andante, Allegro eroico
06. Sergei Prokofiev – Symphony No.4 in C major, op. 112, 1947 revised – II. Andante tranquillo
07. Sergei Prokofiev – Symphony No.4 in C major, op. 112, 1947 revised – III. Moderato, quasi allegretto
08. Sergei Prokofiev – Symphony No.4 in C major, op. 112, 1947 revised – IV. Allegro risoluto

CD2

09. Sergei Prokofiev – Symphony No. 2 in D minor, op. 40 – I. Allegro ben articolato
10. Sergei Prokofiev – Symphony No. 2 in D minor, op. 40 – II. Theme and variations

11. Sergei Prokofiev – Symphony No. 3 in C minor, op. 44 – I. Moderato
12. Sergei Prokofiev – Symphony No. 3 in C minor, op. 44 – II. Andante
13. Sergei Prokofiev – Symphony No. 3 in C minor, op. 44 – III. Allegro agitato
14. Sergei Prokofiev – Symphony No. 3 in C minor, op. 44 – IV. Andante mosso, Allegro agitato

CD3

15. Sergei Prokofiev – Symphony No. 4 in C major, op. 47, 1930 original – I. Andante assai, Allegro eroico
16. Sergei Prokofiev – Symphony No. 4 in C major, op. 47, 1930 original – II. Andante tranquillo
17. Sergei Prokofiev – Symphony No. 4 in C major, op. 47, 1930 original – III. Modertato, quasi allegretto
18. Sergei Prokofiev – Symphony No. 4 in C major, op. 47, 1930 original – IV. Allegro risoluto

19. Sergei Prokofiev – Symphony No. 5 in B flat major, op. 100 – I. Andante
20. Sergei Prokofiev – Symphony No. 5 in B flat major, op. 100 – II. Allegro marcato
21. Sergei Prokofiev – Symphony No. 5 in B flat major, op. 100 – III. Adagio
22. Sergei Prokofiev – Symphony No. 5 in B flat major, op. 100 – IV. Allegro giocoso

CD4

23. Sergei Prokofiev – Symphony No. 6 in E flat minor, Op. 111: 1. Allegro moderato
24. Sergei Prokofiev – Symphony No. 6 in E flat minor, Op. 111: 2. Largo
25. Sergei Prokofiev – Symphony No. 6 in E flat minor, Op. 111: 3. Vivace

26. Sergei Prokofiev – Symphony No. 7 in C sharp minor, Op. 131: 1. Moderato
27. Sergei Prokofiev – Symphony No. 7 in C sharp minor, Op. 131: 2. Allegretto
28. Sergei Prokofiev – Symphony No. 7 in C sharp minor, Op. 131: 3. Andante espressivo
29. Sergei Prokofiev – Symphony No. 7 in C sharp minor, Op. 131: 4. Vivace

London Symphony Orchestra
Valery Gergiev

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Prokofiev posando para a Caras soviética

Prokofiev posando para a Caras soviética

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Serguei Prokofiev (1891-1953): Os 5 Concertos para Piano

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Clica antes aqui, malandro! Depois clica ali embaixo no melhor disco de 2014 na categoria Concerto da revista Gramophone. Ah, pois é, né?

Este é daqueles discos que você tem por dois motivos: pela qualidade dos concertos e por amor a sua coleção ou discoteca. Bavouzet não é Argerich, mas é quase — é excelente e faz jus aos concertos de Prokofiev. Estes concertos pedem um alongamento espiritual que nem todo pianista alcança. Vão do rapidíssimo ao lerdo, do selvagem ao sublime muito subitamente. Parece que existe uma gravação da mesma parceria para os Concertos de Bartók. Gostaria de ouvir, imagina se não.

Serguei Prokofiev (1891-1953): Os 5 Concertos para Piano

Piano Concerto No. 1 in D-Flat Major, Op. 10

1 Allegro brioso – 3:27
2 Meno mosso – 3:16
3 Andante assai – 4:20
4 Allegro scherzando – 4:28

Piano Concerto No. 2 in G Minor, Op. 16

5 I. Andantino – Allegretto – 11:09
6 II. Scherzo. Vivace – 2:31
7 III. Intermezzo. Allegro moderato – 6:19
8 IV. Finale. Allegro tempestoso – 11:22

Piano Concerto No. 3 in C Major, Op. 26

9 I. Andante – Allegro – 9:18
10 II. Tema con variazioni – 8:57
11 III. Allegro ma non troppo – 9:35

Piano Concerto No. 4 in B-Flat Major, Op. 53

1 I. Vivace – 4:25
2 II. Andante – 9:33
3 III. Moderato – 8:09
4 IV. Vivace – 1:35

Piano Concerto No. 5 in G Major, Op. 55

5 I. Allegro con brio – 4:54
6 II. Moderato ben accentuato – 3:41
7 III. Toccata. Allegro con fuoco – 1:54
8 IV. Larghetto – 7:07
9 V. Vivo – 5:32

Jean-Efflam Bavouzet, piano
BBC Philharmonic
Gianandrea Noseda

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Jean-Efflam Bavouzet observa seu piano: funciona bem

Jean-Efflam Bavouzet observa seu piano: funciona bem, sim

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Martha Argerich & Friends – Live from Lugano Festival

610QJHueDfL._SS280Esta coleção de gravações de Martha Argerich é sensacional, e virou meio que uma tradição. A EMI lançou durante aproximadamente dez anos um conjunto de três Cds de cada vez, que trazia as principais performances dos mais diversos músicos em um festival em uma cidadezinha suiça chamada Lugano.

Nestes três cds temos performances realizadas entre os anos de 2002 e 2004. Em minha modesta opinião, o melhor momento é a transcrição para dois pianos da Sinfonia Clássica de Prokofiev. Martha e Yefim Bronfman dão um show de versatilidade, talento e virtuosismo, mas o que mais poderiamos esperar destes dois?

Temos Maxim Vengerov, os irmãos Capuçon, Lilya Zilberstein, entre outros nomes não tão conhecidos.

Então vamos ao que viemos.

Martha Argerich & Friends – Live from Lugano Festival

CD 1
Prokofiev:
01. Symphony No. 1 in D major (‘Classical’), Op. 25 I. Allegro
02. Symphony No. 1 in D major (‘Classical’), Op. 25 II. Larghetto
03. Symphony No. 1 in D major (‘Classical’), Op. 25 III. Gavotte Non troppo all
04. Symphony No. 1 in D major (‘Classical’), Op. 25 IV. Finale Molto vivace

Martha Argerich & Yefim Bronfman – Pianos

Tchaikovsky:
05. Nutcracker, suite from the ballet, Op. 71a I. Ouverture miniature
06. Nutcracker, suite from the ballet, Op. 71a II. Danses caractéristiques. Marcia viva
07. Nutcracker, suite from the ballet, Op. 71a II. Danses caractéristiques. Danse de la fée dragée – Andante non tropo
08. Nutcracker, suite from the ballet, Op. 71a II. Danses caractéristiques. Danse russe: trépak
09. Nutcracker, suite from the ballet, Op. 71a II. Danses caractéristiques. Danse arabe: Allegretto
10. Nutcracker, suite from the ballet, Op. 71a II. Danses caractéristiques. Danse chinoise: Allegro Moderato
11. Nutcracker, suite from the ballet, Op. 71a II. Danses caractéristiques. Dans de mirlitons: Moderato assai
12. Nutcracker, suite from the ballet, Op. 71a III. Valse des fleurs

Martha Argerich & Mirabela Dina – Pianos

Shostakovich:
13. Piano Trio No. 2 in E minor, Op. 67 I. Andante – Moderato
14. Piano Trio No. 2 in E minor, Op. 67 II. Allegro non troppo
15. Piano Trio No. 2 in E minor, Op. 67 III. Largo
16. Piano Trio No. 2 in E minor, Op. 67 IV. Allegretto

Martha Argerich – Piano
Maxim Vengerov – Violin
Gautier Capuçon – Cello

CD 2
Brahms:
01. Sonata for Violin & Piano No. 3 in D minor, Op. 108- I. Allegro
02. Sonata for Violin & Piano No. 3 in D minor, Op. 108- II. Adagio
03. Sonata for Violin & Piano No. 3 in D minor, Op. 108- III. Un poco presto e co
04. Sonata for Violin & Piano No. 3 in D minor, Op. 108- IV. Presto agitato

Lilya Zilberstein – Piano
Maxim Vengerov – Violin

Schubert:
05. Piano Trio in B flat major, D. 898 (Op. 99)- I. Allegro moderato
06. Piano Trio in B flat major, D. 898 (Op. 99)- II. Andante un poco mosso
07. Piano Trio in B flat major, D. 898 (Op. 99)- III. Scherzo- Allegro
08. Piano Trio in B flat major, D. 898 (Op. 99)- IV. Rondo- Allegro vivace

Yefim Bronfman – Piano
Renaud Capuçon – Violin
Gautier Capuçon – Cello

CD 3
Schumann:
01. Piano Quintet in E flat major, Op. 44 I. Allegro brillante
02. Piano Quintet in E flat major, Op. 44 II. In modo d’una marcia – Un poco lar
03. Piano Quintet in E flat major, Op. 44 III. Scherzo Molto vivace
04. Piano Quintet in E flat major, Op. 44 IV. Allegro ma non troppo

Martha Argerich – Piano
Dora Schwarzberg – Violin
Renaud Capuçon – Violin
Nora Romanoff-Schwarzberg – Viola

Schumann:
05. Sonata for violin & piano No. 1 in A minor, Op. 105 I. Mit leidenschaftliche
06. Sonata for violin & piano No. 1 in A minor, Op. 105 II. Allegretto
07. Sonata for violin & piano No. 1 in A minor, Op. 105 III. Lebhaft

Martha Argerich – Piano
Géza Hossu-Legocky – Violin

Dvořák:
08. Piano Quartet No. 2 in E flat major, B. 162 (Op. 87) I. Allegro con fuoco
09. Piano Quartet No. 2 in E flat major, B. 162 (Op. 87) II. Lento
10. Piano Quartet No. 2 in E flat major, B. 162 (Op. 87) III. Allegro moderato
11. Piano Quartet No. 2 in E flat major, B. 162 (Op. 87) IV. Allegro ma non troppo

Walter Delahunt – Piano
Renaud Capuçon – Violin
Lida Chen – Viola
Gautier Capuçon – Cello

CD 1 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 3 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FDP

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Sergei Prokofiev (1891-1953): Sinfonia Nº 5, Op.100, e Sinfonia Nº 6, Op.111

IM-PER-DÍ-VEL !!!

O som não é lá essas coisas mas a qualidade das obras e a interpretação com sotacão russo vale a audição. Como é bom ouvir um grande regente do mesmo país e da mesma cultura do autor da obra! E como eu gosto da Sinfonia Nº 5! Ela me deixa feliz desde o Andante, passando pelo Marcato até chegar ao Jocoso. Me dá vontade de sorrir a eté esqueço que o pré-sal vai me aquecer, sufocar e que ninguém vai nem quer sequer pensar em fontes renováveis. Também gosto da Sexta, mas esta não tem a alegria e a inventividade da que a precede.

Sergei Prokofiev (1891-1953): Sinfonia Nº 5, Op.100, e Sinfonia Nº 6, Op.111

Symphony No.5,Op.100
1. I. Andante
2. II. Allegro marcato
3. III. Adagio
4. IV. Allegro giocoso

Symphony No.6,Op.111
5. I. Allegro moderato
6. II. Largo
7. III. Vivace

Leningrad Philharmonic Orchestra
Yevgeny Mravinsky

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Prokofiev pensando em ritmo de relógio

Prokofiev estrangulando um peão

PQP

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