Imperdível. Ópera com bonecos na Capela

Avicenna

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Orquestra Filarmônica da UFPR realiza um concerto inteiramente dedicado a compositores brasileiros

A Orquestra sob regência de Márcio Steuernagel em sua última apresentação do “Arte nos Campi”, em frente ao Painel do Poty no campus do politécnico (Foto: Fábio Marcolino/Proec).

A Orquestra Filarmônica da UFPR realiza um concerto inteiramente dedicado a compositores brasileiros às 20h na sexta-feira desta e da próxima semana, dias 11 e 18 de junho na Capela Santa Maria.

Pela primeira vez em Curitiba, será executada a Suite Antiga, do compositor carioca Leopoldo Miguéz, autor do Hino da República, além de uma releitura contemporânea, para orquestra, do Quarteto de Cordas no.4, escrito em 1917, por Villa-Lobos, realizada por Márcio Steuernagel.

Nesta noite também estréia a obra “Subtrópicos”, de Harry Crowl.

Ambos os trabalhos de M.Steuernagel e H. Crowl foram escritos especialmente para a Orquestra Filarmônica da UFPR.

Serviço
Orquestra Filarmônica da UFPR
REGÊNCIA: Márcio Steuernagel
PROGRAMA: Villa-Lobos, Harry Crowl e Leopoldo Miguéz
DATA: 11 e 18 de junho
HORÁRIO: 20h00
LOCAL: Capela Santa Maria – Rua Conselheiro Laurindo, 273

Programa Orquestra Filarmônica da UFPR

Heitor Villa- Lobos (1887 – 1959)/ Márcio Steuernagel (1982):
Quarteto (1917/2009-10) – estréia mundial –
I.  Allegro con moto/Taleae
II. Andante (tranquillo)/Outros timbres
III.Scherzo: Allegro vivace /Concerto grosso para 25 Quartetos
IV.Allegro/Espectral

O ciclo de 17 quartetos de cordas de Villa-Lobos não é tão conhecido como as “Bachianas Brasileiras”, ou o ciclo dos “Choros”, ou mesmo a sua obra para violão, mas, talvez seja o ciclo de obras que revele as mudanças pelas quais o compositor passou ao longo de carreira. Os primeiros 4 quartetos foram escritos durante a sua primeira fase, anterior à “Semana de Arte Moderna, de 1922”. Apesar de encontrarmos alguns ecos da música francesa de Debussy, esses quartetos já mostram uma originalidade rara dificilmente observada em suas outras obras da época. O Quarteto no. 4, escrito em 1917 e dedicado a Frederico Nascimento, foi o escolhido para este trabalho de releitura. A obra teve que esperar até 1947 para ser estreada pelo Quarteto Borgeth. Não é uma obra muito executada, pois além de sua dificuldade técnica característica, há uma escrita que não nos revela melodias típicas brasileiras tão facilmente. Apesar disso, esse quarteto tem uma estrutura formal simples. Como em todos os quartetos do compositor, com exceção do primeiro, são quatro movimentos à maneira do compositor austríaco Franz Joseph Haydn (1732-1808), considerado o pai dessa formação. Além disso, Villa se mantém dentro de uma estrutura formal simples seguindo, praticamente o formato A-B-A nos movimentos. As melodias utilizadas são variadas e já antecedem as Bachianas e o poema sinfônico “Uirapuru”. O primeiro movimento, “allegro com moto”, tem reminiscências de Debussy e trabalha com ampla variedade harmônica. No segundo movimento, aparece um tema evocativo de Xangô. O terceiro, é bem leve e cria uma atmosfera que nos remete ao mundo de suas obras para crianças. No último movimento, o compositor busca novamente um idioma mais abstrato, sem variar tanto a estrutura harmônica como no primeiro.
No ano passado, quando o mundo lembrava os 50 anos da morte de Villa-Lobos, Márcio Steuernagel, compositor, e regente da nossa orquestra, pensou em fazer homenagem ao mestre através da orquestração de uma de suas obras pouco conhecidas, mas que fosse muito significativa. Foi quando lhe sugeri esse quarteto de cordas no.4. Nesse grande trabalho de orquestração, M.Steuernagel fez uma aprofundada pesquisa de técnicas de instrumentação que foram desenvolvidas ao longo do século passado. O contraste entre as massa sonoras sugeridas pela escrita às vezes densa, por Villa-Lobos, e a textura filigranada da música de câmara foram o ponto de partida para esse trabalho. No primeiro movimento, a orquestração foi usada para revelar as estruturas rítmicas subjacentes ao texto musical. No segundo, foram usadas técnicas expandidas para valorizar as possibilidades timbrísticas. No terceiro, numa brincadeira, como sugere o título do movimento, O quarteto foi multiplicado resultando em 25 quartetos dentro da orquestra que se alternam entre si e com o todo fazendo-nos lembrar de um concerto grosso barroco. E, no quarto e último movimento, a orquestração foi pensada em função de uma análise espectral de uma gravação do quarteto original.
Esta é a primeira execução da obra nesse formato que foi criado especialmente para a Orquestra Filarmônica da UFPR.

Harry Crowl (1958): Subtrópícos (2010)
1. Enquanto uma grande cidade dorme – estréia mundial –

São quase inexistentes as obras musicais que fazem alusão ao universo relativo às paragens ao sul do trópico de capricórnio, no Brasil, com exceção do Rio Grande do Sul. Enquanto a exuberância tropical domina a visão que se tem sobre o país, fica muitas vezes esquecida a percepção da mudança das estações, a diversidade cultural amalgamada num cotidiano discreto e muitas vezes introspectivo desse mundo situado entre São Paulo e as serras gaúcha e catarinense. Não se trata aqui de um retrato noturno de Curitiba, ou das regiões do Paraná e Santa Catarina, mas de um ensaio sonoro sobre os sons misteriosos ouvidos ao longe nas profundezas da noite numa cidade grande. Por aqui, esses sons são enriquecidos muitas vezes pelo uivar do vento e pelos caminhões de limpeza. A região subtropical encontra-se delimitada ao norte, pelo Trópico de capricórnio. Nessa obra orquestral, que é a primeira de um dítico para orquestra, dedicado à Orquestra Filarmônica da UFPR, foram trabalhados muitos aspectos harmônicos e timbrísticos que têm como objetivo uma constante e sutil passagem entre sonoridades diversas como num quadro abstrato onde cores se fundem umas nas outras sem ficar claro onde uma acaba e outra começa. É uma obra que nos remete ao compositor americano Charles Ives (1874-1954), especialmente nas suas “Duas Contemplações para orquestra: The Unanswered Question (A pergunta não respondida), e, Central Park in the Dark (Central Park no escuro) ”.

Leopoldo Miguéz (1850-1902): Suíte à Antiga, opus 25
I.  Prelúdio (moderato)
II. Sarabanda (andante)
III.Gavota (allegro moderato)
IV.Ária
V. Double (andantino)
VI.Giga (allegro vivace)

Exímio violinista e regente de orquestra muito atuante no Rio de Janeiro do final do século XIX, Miguéz tornou-se conhecido pela sua autoria do “Hino à Proclamação da República” e pelo episódio que proporcionou o lançamento do então jovem maestro italiano Arturo Toscanini, no Rio, em 1897, quando se desentendera com o empresário italiano que o havia contratado para reger a ópera “Aída”, de Giuseppe Verdi. O jovem Toscanini era o primeiro violoncelo da orquestra que acompanhava a companhia de ópera, então de passagem pela América do Sul, apresentando essa ópera. No dia da demissão de Miguéz, Toscanini foi convidado a reger o espetáculo e, para surpresa de todos, ao chegar ao pódio, fechou a partitura e conduziu a orquestra por mais de 3 horas inteiramente de memória. Miguéz se sentiu talvez, aliviado, pois ele era um grande admirador de Wagner e Liszt e não se simpatizava com o domínio da ópera italiana, no Brasil daquela época. A sua visão estética ficou muito clara em suas obras sinfônicas, centradas em 3 magníficos poemas sinfônicos: Parisina, Prometeu e Ave Libertas! Miguéz estudara na França com Ambroise Thomas (1811-1896) entre 1882 e 1886, e de lá voltara convertido à música de vanguarda da época, que era justamente a nova música alemã preconizada pelos poemas sinfônicos de Franz Liszt (1811-1886) e pelos gigantescos dramas musicais de Richard Wagner (1813-1883). Miguéz também escreveu dois dramas musicais seguindo o modelo wagneriano, – Pelo Amor! e, Os Saldunes. A Suíte à Antiga, opus 25, segue uma tendência que esteve amplamente na moda no final do séc.XIX e início do séc.XX. Tratava-se de se recriar o ambiente da corte francesa do séc.XVIII através da imitação do estilo dos cravistas do século anterior, especialmente dos Couperin, que viveram entre os séculos XVII e XVIII. No Brasil, além de Miguéz, Alberto Nepomuceno (1860-1920) também escreveu uma Suíte Antiga, em versões tanto para piano quanto para orquestra de cordas. Compositores europeus tão diversos quanto o norueguês Edvard Grieg (1843 -1907), os franceses Claude Debussy (1865-1918) e Maurice Ravel (1875-1937) e, o alemão Richard Strauss (1864-1949), escreveram obras evocando os salões da corte de Versalhes através da recriação do estilo antigo francês. No caso de Miguéz, que era um republicano convicto, encontramos essa obra bem característica de uma nostalgia dos tempos de glória anteriores à Revolução Francesa.

No programa desta noite, a música feita por compositores brasileiros do passado e do presente nos revela o dinamismo e a vitalidade que a música de concerto ainda tem a nos oferecer, seja como entretenimento ou como reflexão.

Harry Crowl

Avicenna

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Projeto Nazareth: Rosana Lanzelotte & Ernesto Nazareth

Uma das mais aplaudidas artistas brasileiras, a cravista Rosana Lanzelotte destaca-se pela concepção de projetos inovadores. Registrou em quatro CDs solo desde obras raras de Bach e Haydn até peças que lhe foram destinadas por compositores brasileiros, passando pelas sonatas inéditas do português Avondano, distinguido com o Diapason de Ouro.

Sua carreira de solista levou-a a importantes salas de concerto, como o Wigmore Hall, St. Martin-in-the-fields (Londres), Otto Braun Saal (Berlim), Palazzo Barberini (Roma) e Fundação Gulbenkian (Lisboa), além das principais salas da América Latina.

Foi a idealizadora do projeto O Amor Brasileiro, que apresentou a música de José Maurício Nunes Garcia e Sigismund Neukomm em concertos por diversas cidades da França durante o ano do Brasil em 2005.

Mais sobre a Rosana Lanzelotte e Neukomm, vídeo-clipes e áudio-clipes, podem ser encontrados AQUÍ

O projeto Nazareth visa o resgate e registro da obra do compositor Ernesto Nazareth e você encontra AQUÍ todas as suas 218 obras disponíveis para download.

Rosana Lanzelotte ao cravo ou pianoforte, Caito Marcondes ao pandeiro e outros e Luis Leite ao violão gravaram o CD “Nazareth” incluindo obras inéditas do compositor e lançado pelo selo Biscoito Fino, com apresentações em:

• 27/09 no Auditório Ibirapuera, em São Paulo
• 29/09 no Espaço Tom Jobim no Rio de Janeiro
• 11/11 no Palácio das Artes em Belo Horizonte

Não percam. É briga de cachorro grande!

Avicenna

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Resultado da promoção da Arte da Fuga!

Olha, eu crio problemas de graça para mim mesmo. Achei que vários mereciam ganhar o CD duplo da Arte da Fuga com o Collegium Aureum, mas só tenho dois exemplares e o outro é (era) meu. Primeiro, selecionei uns dez bons, depois fui mais severo e fiquei só com três. Re-re-relendo, dei-me conta de que havia involuntariamente escolhido “o mais inteligente”, “o mais emocionante” e “o mais engraçado”. Depois do prazo, entraram mais dois sensacionais. Não entraram na seleção. Sorte minha.

Eu não escolhi o vencedor, apenas descartei “o mais inteligente” — pois tive uma convulsão e subitamente irritei-me contra a ditadura da beleza e da inteligência — e fiquei com os outros dois. Vou dar o meu CD também. É com o coração na mão que escolho “o mais engraçado”, escrito pelo Y*, pelo simples fato de que escrevi em maiúsculas no post: …EXPLICAR DE FORMA MAIS INUSITADA (ORIGINAL, SURPREENDENTE)…

Minha namorada gosta mais de Bach do que de mim…
Ok, eu também gosto mais de Bach do que dela.
E Bach gostaria mais de si mesmo do que qualquer um de nós dois.
Estamos num consenso!

E “o mais emocionante”, escrito pelo Paulo Clemente:

Bach me salvou da vergonha, após ter mijado todo o banheiro da casa da grã-fina. Pois é, história real. Quando menino cantava em um coral, e estava em excursão em Curitiba. Nas viagens ficávamos sempre hospedados em casas de família, e daquela vez, eu e outro colega menino-cantor havíamos tirado a sorte grande (ou não): uma família rica (ou podre de rica) havia nos hospedado. Bem, eu era de família muito pobre, e no dia em que chegamos, fui ao banheiro tomar banho, e vi um bidê. Como era pobre, não sabia exatamente para que ele servia, e imaginei que fosse para mijar. Pois bem, mijei, e quando acabei, para meu desespero, o bidê estava quebrado e vi que tudo tinha ido para o chão. Tentei secar o banheiro, mas só tentei. No jantar, mesa posta, formal, me reprimiram pelo meu engano. Morri de vergonha, só escapei de coisa pior porque a dona da casa me levava pra “conversar” quando vi uma miniatura de madeira de um órgão, e a fotografia de seu Papai. Ela perguntou: Vocês sabem quem é? Eu disse, todo orgulhoso: Sim, é Bach! Acho que ela preferiria que o meu colega respondesse, mas como fui eu, pude compensar meu deslize com o amor por Bach, compartilhado entre aquela velha rica e um menino-cantor de família pobre. Com vêem, Bach me salvou da vergonha por ter mijado todo o banheiro.

Além disso, agradeço a Bach por ter me antecipado 10 anos de sensação de prazer. Quando menino, não tinha toca-discos ou toca-fitas, e o único jeito de ouvir Bach era quando cantava músicas dele. Nessa época, Bach me dava as mesmas sensações de orgasmo que os outros meninos só iriam sentir depois dos 18 anos. Não aquele orgasmo solitário, escondido, que começa em geral aos 13, mas aquele orgasmo que é o clímax do amor por outra pessoa, aquele que a gente infelizmente sente só depois de um bom tempo praticando não o sexo, mas o amor. A música de Bach é música de quem goza, de quem ama. Certamente seu Papai era muito bem amado, e a música dele nos passa isso. Não sei se a velha rica de Curitiba gozava com outra coisa, mas com Bach, ah, isso ela gozava, e justamente porque gozava e viu que eu ainda que menino também gozava junto, não me repreendeu mais.

Pessoal, muitos parabéns pelo Blog, que conheci há pouquíssimo tempo. O blog de vocês, além de uma oportunidade rara de democratizar o acesso à música de qualidade, tem textos de qualidade e divertidíssimos. Há um mês sou um visitante assíduo. Parabéns e obrigado!

PQP

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Tem até prêmio no dia maluco!

Já postamos cinco CDs nas últimas 24h e temos ainda mais um agendado pelo FDP Bach para as 20h. Mas interrompo a seqüência a fim de lançar o seguinte desafio: quem EXPLICAR DE FORMA MAIS INUSITADA (ORIGINAL, SURPREENDENTE) seu amor a meu pai, leva o CD duplo da Arte da Fuga com o Collegium Aureum. Podem ser usadas analogias ou imagens tais como “Gosto tanto de seu pai que por ele seria capaz de __________________________”. Ou, “Amo Bach tanto quanto gosto de sexo oral”, por exemplo… Não, não é obrigatório apelar para a baixaria. Pode ser algo fino, de alto nível, poético ou fofinho…

Motivo da promoção: enganei-me e comprei dois na Amazon… Hoje chegou o segundo. Vai lacradinho. Valendo até as 23h59 de hoje, OK?

O regulamento do concurso é simples: o CD é meu, eu mando nele, então eu resolvo quem é o vencedor. Reclamações? Ora, vá se f…

Ah, preencham o campo de e-mail nos comentários.

PQP

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Resultados dos Concursos

Ou deveria escrever resultado, assim no singular?

Bom, aconteceu algo que eu não tinha imaginado: tivemos 47 respostas ao Quiz; conferi tudo duas vezes; o vencedor foi o primeiro e-mail que chegou, à 1h21 do dia 21/03, com 17 acertos dentre as 21 questões. O segundo colocado fez 15. O nome do vencedor é RAFAEL ALENCAR, alguém que nunca vi mais gordo.

Então recebi este e-mail de F.D.P. Bach:

PQP,

Recebi seis capas. Sem dúvida, a vencedora é a que está em anexo. O vencedor se chama RAFAEL ALENCAR, e tem jeito pra coisa. Você já escreveu o post com os vencedores?

FDP.

Capa Bach 323

Entrei no MSN para falar com FDP, conferimos o e-mail e, sim, era a mesma pessoa.

Só nos resta parabenizar o único vencedor dos dois prêmios e aguardar que ele se manifeste nos comentários. Já sei que vão falar em marmelada, mas vejam o IP dele quando ele comentar! Só falta o cara ser de Porto Alegre…

Rafael, poderias me mandar um e-mail com teu endereço? Ah, e diga-nos quem você é. Deve ser um estudante de música, não esperava alguém com mais de 13, 14 acertos. Estava muito difícil. O incrível é que erraste uma das mais fáceis, aquela sobre a característica física marcante de Goldberg (O carisma, Rafael? Enlouqueceste?) Em compensação, acertaste as iniciais de minhas namoradas. Que chute, hein? No ângulo!

As respostas do Quiz:

Obs.: Houve questões que eram realmente controversas, nestes casos, considerei mais de uma resposta correta. Clara Schumann, se tivesse participado, venceria. Fiz-lhe algumas perguntas pelo MSN e ela matou a pau.

1. Qual é a atriz principal do filme em que Gerard Depardieu diz, repetidamemte, detestar o compositor preferido de Clara Schumann?

a. Anne Brochet
b. Catherine Deneuve
c. Britney Spears
d. Carole Bouquet
e. Fanny Ardant

2. Quais desses compositores chegaram à nona sinfonia e logo bateram as botas?

a. Schubert, Beethoven, Dvorak, Bruckner, Mahler
b. Monteverdi, Beethoven, Ginastera, Dvorak
c. Spohr, Beethoven, Bruckner, Dvorak, Schubert
d. Schubert, Mahler, Beethoven, Dvorak
e. Mozart, Haydn, Shostakovich, Beethoven

3. Quantas vezes Glenn Gould gravou as Variações Goldberg?

a. Uma
b. Duas
c. Três
d. Quatro
e. Ele nunca gravou as Goldberg

4. Quem dedicou uma obra a uma mulher com essas palavras: “Hoje escrevi uma peça na qual a terra começa a tremer. Aqui pude encontrar lugar para colocar as minhas mais belas melodias. Exprimirá o medo que sinto de você”.

a. Richard Strauss
b. Stravinski
c. Sibelius
d. Janácek
e. Debussy

5. “He had some good moments but some dreadful quarter-hours”. A respeito de quem Rossini disse a frase anterior?

a. Handel
b. Offenbach
c. Pixinguinha
d. Wagner
e. Beethoven

6. Quais são os instrumentos combinados na quinta vez em que o tema do Bolero de Ravel é introduzido?

a. Dois flautins, uma trompa e uma celesta
b. Dois cornes ingleses, uma flauta e tímpano
c. Um clarinete, um oboé e um vibrafone
d. Um piano, um violino e um sintetizador
e. Dois oboés, um trombone e uma harpa

7. Quantos anos tinha Johann Gottlieb Goldberg quando recebeu as Variações?

a. 15
b. 20
c. 25
d. 30
e. 35

8. Qual era a característica física de Johann Gottlieb Goldberg que impressionava aos que o conheciam?

a. O vitiligo
b. O carisma
c. A genitália avantajada
d. O tamanho de suas mãos
e. A bela voz

9. Quantos filhos de Bach morreram durante sua existência?

a. 9
b. 10
c. 11

d. 12
e. 13

10. Quem foi o autor do poema da Sinfonia Nº 13 de Shostakovich?

a. Boris Pasternak
b. Anna Akhmátova
c. Stalin
d. Ievguêni Ievtuschenko
e. Andrei Jdanov

11. No disco Fragile, do Yes,é interpretado um movimento de uma sinfonia de Brahms. Qual?

a. O quarto da quinta
b. O segundo da primeira
c. O terceiro da quarta
d. O terceiro da segunda
e. O quarto de Clara

12. Qual era o compositor preferido de Stendhal?

a. Rossini
b. Cimarosa
c. J.S. Bach
d. Berlioz
e. Chico Buarque

13. As pessoas mais chatas do mundo são também conhecidas como:

a. Gremistas
b. Direitistas
c. Wagnerianas
d. Evangélicas
e. Todas as opções acima

14. Qual é o Concerto de Brandenburgo que pode ser considerado um Concerto para Cravo?

a. O segundo
b. O quarto
c. O primeiro, claro
d. O quinto
e. O sexto

15. Qual foi o grande escritor contemporâneo que transformou Glenn Gould em personagem de romance?

a. Philip Roth
b. Thomas Bernhard
c. Thomas Mann
d. Saul Bellow
e. Paulo Coelho

16. Qual foi o extraordinário cravista que viveu Johann Sebastian Bach no cinema?

a. Karl Richter
b. Pierre Hantaï
c. Andreas Staier
d. Gustav Leonhardt
e. Liberace

17. PQP Bach namorou uma mulher nascida em 21 de março, mas cometeu o enorme erro de trocá-la por outra nascida dia 20 do mesmo mês. Respectivamente, quais são as iniciais das duas?

a. M e L
b. L e M
c. M e N
d. C e V
e. X e Y

18. Que instrumento toca o protagonista da segunda e última parte do romance “As Intermitências da Morte” de José Saramago?

a. Violino
b. Viola
c. Violoncelo
d. Contrabaixo
e. Piano

19. Nasceram no mesmo ano que meu pai:

a. Haydn e Domenico Scarlatti
b. Handel e Vivaldi
c. Dmítri Shostakovitch e Serguei Eisenstein
d. Handel e Alessandro Scarlatti
e. Domenico Scarlatti e Handel

20. Qual foi o ator que fez o papel de Richard Wagner em “Ludwig, a Paixão de um Rei”, de Luchino Visconti?

a. Woody Allen
b. Grande Otelo
c. Charlie Chan
d. Trevor Howard
e. Klaus Kinski

21. Respectivamente, de quem são essas citações cheias de indiscutível sabedoria e experiência?

– A música de Wagner parece melhor quando narrada do que quando ouvida.
– Ópera é quando alguém é esfaqueado em cena e, em vez de sangrar, canta.
– Parsifal é aquele tipo de ópera que começa às seis da tarde e, depois de passar três horas, a gente olha o relógio e são seis e vinte.

a. Mark Twain, Ed Gardner, David Randolph
b. Mark Twain, Eddy Murphy, Bernard Shaw
c. Mark Twain, Ed Gardner, Bernard Shaw
d. Peter Gammond, Mark Twain, PQP Bach
e. Bernard Shaw, Peter Gammond, PQP Bach

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Papai faz 323 anos – Sensacional Quiz e Concurso de Capas!

VALENDO PARA O QUIZ E CAPAS: Enviar respostas e/ou “.jpg” impreterivelmente até às 12h do dia 24 de março, segunda-feira. O resultado será divulgado durante o dia 25, aniversário de Béla Bartók. Nada melhor do que unir dois gênios.

PARTE I – O Quiz, por P.Q.P. Bach

Regulamento: Quem acertar mais questões leva o prêmio; em caso de empate, ganha o e-mail que chegou primeiro. Para evitar protestos, preventivamente mando todos os concorrentes indistintamente tomarem em seus respectivos cus.

Prêmio: a obra Uma Noite no Palácio da Razão, de James R. Gaines, que narra a visita de J.S. Bach à corte do iluminista Frederico, o Grande, onde trabalhava nosso irnão C.P.E. Bach. Papai saiu de lá emputecido, mas escreveu e dedicou A Oferenda Musical ao rei, pela qual recebeu um bom punhado de ouro.

Hoje é 21 de março, são 21 questões. Boa sorte!

1. Qual é a atriz principal do filme em que Gerard Depardieu diz, repetidamemte, detestar o compositor preferido de Clara Schumann?

a. Anne Brochet
b. Catherine Deneuve
c. Britney Spears
d. Carole Bouquet
e. Fanny Ardant

2. Quais desses compositores chegaram à nona sinfonia e logo bateram as botas?

a. Schubert, Beethoven, Dvorak, Bruckner, Mahler
b. Monteverdi, Beethoven, Ginastera, Dvorak
c. Spohr, Beethoven, Bruckner, Dvorak, Schubert
d. Schubert, Mahler, Beethoven, Dvorak
e. Mozart, Haydn, Shostakovich, Beethoven

3. Quantas vezes Glenn Gould gravou as Variações Goldberg?

a. Uma
b. Duas
c. Três
d. Quatro
e. Ele nunca gravou as Goldberg

4. Quem dedicou uma obra a uma mulher com essas palavras: “Hoje escrevi uma peça na qual a terra começa a tremer. Aqui pude encontrar lugar para colocar as minhas mais belas melodias. Exprimirá o medo que sinto de você”.

a. Richard Strauss
b. Stravinski
c. Sibelius
d. Janácek
e. Debussy

5. “He had some good moments but some dreadful quarter-hours”. A respeito de quem Rossini disse a frase anterior?

a. Handel
b. Offenbach
c. Pixinguinha
d. Wagner
e. Beethoven

6. Quais são os instrumentos combinados na quinta vez em que o tema do Bolero de Ravel é introduzido?

a. Dois flautins, uma trompa e uma celesta
b. Dois cornes ingleses, uma flauta e tímpano
c. Um clarinete, um oboé e um vibrafone
d. Um piano, um violino e um sintetizador
e. Dois oboés, um trombone e uma harpa

7. Quantos anos tinha Johann Gottlieb Goldberg quando recebeu as Variações?

a. 15
b. 20
c. 25
d. 30
e. 35

8. Qual era a característica física de Johann Gottlieb Goldberg que impressionava aos que o conheciam?

a. O vitiligo
b. O carisma
c. A genitália avantajada
d. O tamanho de suas mãos
e. A bela voz

9. Quantos filhos de Bach morreram durante sua existência?

a. 9
b. 10
c. 11
d. 12
e. 13

10. Quem foi o autor do poema da Sinfonia Nº 13 de Shostakovich?

a. Boris Pasternak
b. Anna Akhmátova
c. Stalin
d. Ievguêni Ievtuschenko
e. Andrei Jdanov

11. No disco Fragile, do Yes,é interpretado um movimento de uma sinfonia de Brahms. Qual?

a. O quarto da quinta
b. O segundo da primeira
c. O terceiro da quarta
d. O terceiro da segunda
e. O quarto de Clara

12. Qual era o compositor preferido de Stendhal?

a. Rossini
b. Cimarosa
c. J.S. Bach
d. Berlioz
e. Chico Buarque

13. As pessoas mais chatas do mundo são também conhecidas como:

a. Gremistas
b. Direitistas
c. Wagnerianas
d. Evangélicas
e. Todas as opções acima

14. Qual é o Concerto de Brandenburgo que pode ser considerado um Concerto para Cravo?

a. O segundo
b. O quarto
c. O primeiro, claro
d. O quinto
e. O sexto

15. Qual foi o grande escritor contemporâneo que transformou Glenn Gould em personagem de romance?

a. Philip Roth
b. Thomas Bernhard
c. Thomas Mann
d. Saul Bellow
e. Paulo Coelho

16. Qual foi o extraordinário cravista que viveu Johann Sebastian Bach no cinema?

a. Karl Richter
b. Pierre Hantaï
c. Andreas Staier
d. Gustav Leonhardt
e. Liberace

17. PQP Bach namorou uma mulher nascida em 21 de março, mas cometeu o enorme erro de trocá-la por outra nascida dia 20 do mesmo mês. Respectivamente, quais são as iniciais das duas?

a. M e L
b. L e M
c. M e N
d. C e V
e. X e Y

18. Que instrumento toca o protagonista da segunda e última parte do romance “As Intermitências da Morte” de José Saramago?

a. Violino
b. Viola
c. Violoncelo
d. Contrabaixo
e. Piano

19. Nasceram no mesmo ano que meu pai:

a. Haydn e Domenico Scarlatti
b. Handel e Vivaldi
c. Dmítri Shostakovitch e Serguei Eisenstein
d. Handel e Alessandro Scarlatti
e. Domenico Scarlatti e Handel

20. Qual foi o ator que fez o papel de Richard Wagner em “Ludwig, a Paixão de um Rei”, de Luchino Visconti?

a. Woody Allen
b. Grande Otelo
c. Charlie Chan
d. Trevor Howard
e. Klaus Kinski

21. Respectivamente, de quem são essas citações cheias de indiscutível sabedoria e experiência?

– A música de Wagner parece melhor quando narrada do que quando ouvida.
– Ópera é quando alguém é esfaqueado em cena e, em vez de sangrar, canta.
– Parsifal é aquele tipo de ópera que começa às seis da tarde e, depois de passar três horas, a gente olha o relógio e são seis e vinte.

a. Mark Twain, Ed Gardner, David Randolph
b. Mark Twain, Eddy Murphy, Bernard Shaw
c. Mark Twain, Ed Gardner, Bernard Shaw
d. Peter Gammond, Mark Twain, PQP Bach
e. Bernard Shaw, Peter Gammond, PQP Bach

RESPOSTAS DO QUIZ: Enviar para XXXXXXXXX@XXXXX.com.

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PARTE II – O Concurso de Capas de CDs, por F.D.P. Bach

Regulamento: De acordo com as obras e intérpretes escolhidos, ganha a melhor capa. F.D.P. Bach também utiliza a mesma profilaxia de P.Q.P. Não me obriguem a repetir aquele horrível palavrão, ainda mais no plural. Eu escolho o vencedor e ponto final.

Prêmio: a obra 48 Variações sobre Bach, de Franz Rueb. São 48 textos longos sobre 48 facetas da obra de meu pai. Muito bom este livro da Cia. das Letras.

A seguir, o CD para baixar, a relação de obras e intérpretes escolhidos:

Papai era foda. Além de ter uma obra gigantesca, ainda resolvia adaptar algumas obras para outros instrumentos diferentes daqueles em que eram originalmente pensados. Sem contar os casos em que usava as mesmas melodias de uma obra em outra. Assim, descaradamente, ele se autoplagiava. Esta postagem em homenagem a seus 323 anos de idade traz algumas destas curiosidades, tiradas da edição da “Edição Completa de Bach”, dirigida por Helmuth Rilling.

O texto abaixo, de Andreas Bomba, foi tirado de um dos booklet que acompanham essa série:

Con un organismo vital y un pronunciado carácter

Los conciertos rescatados de Bach para violín

Bach compuso siete conciertos para clave, cuerdas y bajo continuo entre 1735 y 1744. El octavo quedó trunco a los pocos compases. La partitura manuscrita (P 234) se conserva en la Biblioteca Estatal de Berlín.La concepción del manuscrito revela que Bach, desde un principio, no tuvo en mente composiciones sueltas, sino una colección completa de conciertos para clave, puesto que cuando le quedaba suficiente espacio sobrante en el papel, empezaba a anotar el siguiente concierto debajo del último pentagrama del anterior. Esta colección pone de manifiesto la necesidad que tenía Bach de este género de obras. De 1729 y 1737 y nuevamente de 1739 a la década de 1740, Bach dirigió el »Collegium Musicum« que fundara Johann Balthasar Schott en la Iglesia Nueva de Leipzig,una formación instrumental integrada por lo que hoy llamaríamos profesionales y aficionados, mayoritariamente miembros (estudiantes) de la Universidad de esa misma ciudad. Con esta orquesta solía ofrecer conciertos regulares: en invierno los viernes de 8 a 10 p.m. en el Café que regentaba Gottfried Zimmermann en la Catharinenstrasse; en verano, los miércoles de 4 y 6 p.m. en el Café al aire libre del mismo dueño»frente a la Puerta de Grimma«, es decir, en un local para excursionistas en los extramuros de dicha ciudad ferial.Esta actividad de Bach no estaba reñida de modo alguno con sus obligaciones de abastecer de música a las iglesias mayores del lugar. Tampoco tenía visos de ser una amable ocupación colateral o una música para amenizar comidas y banquetes, como se solía pensar hasta la publicación de la obra fundamental de Werner Neumann (Bach-Jahrbuch 1960, p. 5 ss.). Al contrario: se trataba de las primeros conciertos »serios« que marcaron el inicio de los conciertos organizados por y para la naciente burguesía en Leipzig, los cuales no tardaron en hallar feliz continuidad en el »Grand Concert«, precursor de los conciertos en la Sala Gewandhaus.

El Collegium musicum de Bach

Del estilo de las crónicas que la prensa de la época empezó a dedicar en 1733 a esos conciertos se deduce que el término »Collegium musicum« se aplicaba para designar tanto la actividad en sí como el conjunto instrumental. Picander, muy apreciado por Bach como libretista de la Pasión según San Mateo y otras muchas piezas musicales, se vale habilidosamente de esta ambigüedad para comparar el quehacer musical con el flirteo en unos versos nupciales que escribió en 1730:

»Quien busca mujer casadera
Que haga como nosotros
En el Collegium Musicum
Cuando al subir al proscenio
Vemos una partitura en al atril
Y afanosos la hojeamos
Para ver si es difícil de tocar;
Lo mismo hará el pretendiente
Mirando a la novia con suma atención
Hasta el fondo de su corazón.«

Aparte de los colllegiums »ordinarios« los había »extraordinarios«, en los que se dejaban oír generalmente los »Dramme per musica«, serenatas y otras músicas para la corte sajona. Bach se sentía de lo más contento de conciliar a través de ellas el interés político de los burgueses de Leipzig en ensalzar la Casa Real con el interés personal de prestigiarse aún más ante la corte de cuya orquesta aspiraba a ser director tras dedicarle su »Missa « en julio de 1733. Del programa de los conciertos semanales »ordinarios« no se tiene casi la menor idea.

Werner Neumann hace coonjeturas: »El Collegium bachiano, además de presentar obras orquestales contemporáneas cultivaba como es natural las composiciones de Bach. Sobre todo sus oberturas, sinfonías, grupos y conciertos para violín y clave solistas, incluidos sus arreglos de conciertos de terceros compositores, así como algunas sonatas para dúo o para trío….Los hijos de Bach, que seguían los pasos de supadre, debieron de tener allí un vasto campo de acción.

Estos conciertos semanales organizados que incluían no sólo la composición y la interpretación, sino también los ensayos parecen haber ocupado a Bach mucho más de lo que se suponía hasta la fecha« (Bach-Jahrbuch 1960, p. 25).

Transposición, arreglo, préstamo

Ello explica suficientemente la necesidad sentida por Bach de componer una serie de conciertos para clave. El propio Wilhelm Rust, editor de los conciertos de las ediciones completas anteriores (BG) se percató de que los »Siete conciertos para clave con acompañamiento de orquesta« eran a todas luces arreglos.
Se dio cuenta de que el Concierto para clave en Re mayor BWV 1054 estaba muy emparentado con el Concierto para violín en Mi mayor BWV 1042, lo mismo que el Concierto para clave en sol menor BWV 1058 con el Concierto para violín en la menor BWV 1041 así como el Concierto para clave en fa mayor BWV 1057 con el Concierto de Brandemburgo N° 4 BWV 1049. Para definir esas similitudes se valía de palabras como »transposición«, »arreglo«,»lecturas anteriores« y »préstamos«. Rust se imaginó a Bach en trance de componer y advirtió que éste sacaba primero de la partitura fuente la parte del instrumento solista, en este caso del clave, recogiendo las voces de contralto y de bajo y verificando a continuación la viabilidad de la voz solista concertante en el nuevo instrumento. Este estilo de trabajo está documentado por las numerosas correcciones que presenta la partitura manuscrita. Rust llegó incluso a examinar con ojo crítico la calidad de los arreglos que hizo de Bach con sus propias composiciones. »¡En efecto! Si contemplamos los siete conciertos desde ese punto de vista, resulta que solamente los escritos en Re mayor y Fa mayor alcanzaron la perfección necesaria para que el lenguaje del teclado no hiciera sentir demasiado la pérdida del lenguaje original.« (BG 17, p. XIV).

El hecho comprobado de que Bach hizo arreglos de sus propias composiciones para presentarlas de una forma diferente de la original debió de ser chocante para las audiencias del siglo XIX que creían en la originalidad,la singularidad y la autenticidad de la obra artístico-musical. Las obras sindicadas como música de segunda mano parecían víctimas de un anatema, entre ellas las »Misas Luteranas« BWV 233 – 236 (vol. 71/72). Con el descubrimiento paulatino de las cantatas religiosas de Bach, esas composiciones queson las piezas vocales más tempranas del compositor (¡surgidas mucho antes que la Misa en si menor o las Pasiones!) se revelaron todas como »parodias«, re-escrituras y arreglos, desapareciendo de la escena musical con consecuencias que se extienden hasta nuestros días. Audiencias y críticos, no obstante, se hacían la vista gorda ante la Misa en si menor y al Oratorio de Navidad que en gran parte carecen de música »original «, es decir, compuesta expresamente para ellas; en el caso de la segunda se solía mencionar que muchas de sus piezas componentes procedían de cantatas »profanas« a las que se les negaba cualquier probabilidad de supervivencia por ser »música utilitaria«.

Renacimiento o resurrección

Uno percibe hasta cierto punto el desconcierto de Wilhem Rust a la hora de explicar esta circunstancia a los usuarios de las Obras Completas de Bach con el ejemplo de los conciertos para clave sin perjudicar en términos artísticos los procedimientos usuales en la época del compositor y los resultados de allí derivados: »Si quisiéramos acercar al profano el arte excelso que Bach creó en el terreno de la música, ninguna de las demás artes o ciencias serviría para hacer comparaciones certeras en este caso. La obra original es algo muy diferente de un boceto, un borrador, un tema, un armazón, un modelo, una maqueta, un embrión o de demás los términos aplicables a tal efecto. Su primera versión se nos presenta como la expresión acabada de un Yo también acabado, con un organismo vital, con un carácter pronunciado. El todo permanece.

La metamorfosis, como ocurre en la teología, nos pone al descubierto el renacimiento o la resurrección de forma que el Yo irrepetible aparece incólume, pero llevado a la perfección transfigurada. Se le ha insuflado un nuevo espíritu, nuevo sentidos y nuevos órganos que modelan su presencia hasta la perfección más absoluta.« (BG 17, S. XV).

Uno de los suscriptores de la Edición Completa de Bach fue por cierto Johannes Brahms. ¡Qué interesante hubiera sido conocer su reacción ante la publicación del tomo 17 de dicha edición el año 1869 después de que este compositor había sacado a luz suprimer concierto para piano y orquesta cuyo proceso de composición atravesó por varias etapas, desde una sonata para dos pianos hasta al concierto definitivo, pasando por unos bocetos para orquestra! Pero volvamos a los conciertos de Bach. El »reciclaje« de su música para nuevos fines, que se puede probar en tres casos con partituras de su puño y letra, obliga a preguntarse a más tardar durante la preparación de la Nueva Edición Bach (NBA) si los demás conciertos no debieron también su origen a modelos similares. Una posición completamente sobria y acorde con la estética de la época es la que formula Ulrich Siegele en el prólogo de su obra fundamental »Estilo de composición y técnica de arreglos en la música instrumental de Johann Sebastian Bach«, Neuhausen 1975: »La elección de una obra propia o ajena, su arreglo con nuevas vestiduras musicales ocupa un gran espacio en la obra bachiana y en la de su tiempo, sin que ello tuviera nada que ver con el plagio o la falsificación de nada original. Es que una pieza musical jamás se percibe como lista y acabada, pues alberga la posibilidad permanente de perfilarse aún mejor, de asumir contornos más nítidos, de ser más perfecta que antes. Y siempre, o casi siempre, está vinculada a un motivo exterior determinado, a ciertas circunstancias externas, a una situación bien definida: si éstos cambian, la música de adapta a los cambios y permanece adscrita de tal manera a un contexto vital dado« (v.10).

Los límites del procedimiento

Todas estas reflexiones desembocaron en los denominados Conciertos »R« (»R« significaba »reconstrucción«), que salieron a luz bajo el título de »Reconstrucciones de conciertos perdidos para instrumentos solistas« como suplemento en la Serie VII, volumen 7 de las NBA de Wilfried Fischer. Se trata del Concierto BWV 1052 R para violín solista, BWV 1055 R para oboe d’amore, BWB 1056 para violín, BWV 1060 para oboe y violín, así como BWV 1064 para tres violines. Otros intentos de reconstrucción atañen a los conciertos BWV 1053 R, 1056 R y 1060 R para oboe u oboe d’amore que se han grabado en el marco de la Edición Bachakademie como vol. 131 bajo el respetuoso título de »Conciertos rescatados«. El procedimiento de transposición y de arreglo que practicaba el propio Bach se puede analizar en el ejemplo de los tres conciertos BWV 1054/1042, BWV 1058/1041 y BWV 1057/1049 ya mencionados. Queda pendiente de estudio el establecer si este procedimiento es extensible a los demás conciertos.En el informe crítico adjunto al citado volumen de la NBA, Wilfried Fischer define los límites de la reconstrucción: »Téngase en cuenta que ni siquiera una reconstrucciónsobre bases metodológicas serias es capaz de rescatar nota por nota las versiones originales.Las naturales limitaciones del procedimiento residen en la posibilidad latente de que Bach se haya apartado de forma espontánea del texto original durante el arreglo sin dejar el menor rastro de tal alteración« (p.34).

La puesta en práctica de la partitura rescatada plantea cuestiones adicionales. En la presente grabación, que se basa en la NBA, los intérpretes han hallado siempre soluciones individuales en términos de línea vocal, fraseo y articulación.

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Estes CDs não existem no mercado, ao menos na forma em que estão montados. Portanto, não há link da amazon. Fiz esta montagem a partir da integral de Hellmut Rilling:

CD 1

(01) Cembalokonzert d-Moll BWV 1052, 1._Allegro
(02) Cembalokonzert d-Moll BWV 1052, 2.Adagio
(03) Cembalokonzert d-Moll BWV 1052, 3.Allegro
(04) Concerto d-Moll BWV 1052R – 1.Allegro
(05) Concerto_d-Moll BWV 1052R – 2.Adagio
(06) Concerto d-Moll BWV 1052R – 3.Allegro
(07) Cembalokonzert f-Moll BWV 1056, 1.(ohne_Bezeichnung)
(08) Cembalokonzert f-Moll BWV 1056, 2. Largo
(09) Cembalokonzert f-Moll BWV 1056, 3. Presto
(10) Concerto g-Moll BWV 1056R – 1. (Allegro)
(11) Concerto g-Moll BWV 1056R – 2. Largo
(12) Concerto g-Moll BWV 1056R – 3. Presto

Robert Levin – Cembalo
Isabelle Faust – Violin
Bach-Collegium Stuttgart
Helmut Rilling – Direktor

CD 2

(01) Concerto für drei Cembali C-Dur BWV 1064, 1.(ohne_Bezeichnung)
(02) Concerto für drei Cembali C-Dur BWV 1064, 2.Adagio –
(03) Concerto für drei Cembali C-Dur BWV 1064, 3.Allegro
(04) Concerto D-Dur BWV 1064R – 1.(Allegro)
(05) Concerto D-Dur BWV 1064R – 2.Adagio –
(06) Concerto D-Dur BWV 1064R – 3. Allegro
(07) Cembalokonzert D-Dur BWV 1054, 1.(ohne_Bezeichnung)
(08) Cembalokonzert D-Dur BWV 1054, 2.Adagio e piano sempre
(09) Cembalokonzert D-Dur BWV 1054, 3.Allegro
(10) Violinkonzert E-Dur BWV 1042 – 1.Allegro
(11) Violinkonzert_E-Dur_BWV_1042 – 2._Adagio
(12) Violinkonzert E-Dur BWV 1042 – 3. Allegro assai

Robert Levin, Mario Videla, Boris Kleiner – Cembalos
Isabelle Faust, Muriel Cantoreggi & Christoph Poppen – Violin

Pois bem, aí está. FAÇAM A CAPA DO CD! APENAS A CAPA, NADA DE CONTRACAPAS.

CD 1 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

CAPAS DO CD EM “.jpg”: Enviar para XXXXXXXXX@XXXXX.com.

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Faltam 38 horas para o Quiz e Concurso de Capas

FDP Bach me adianta que o repertório do CD resultará num álbum duplo! Só queremos a frente, nada de contracapas.

Meu Quiz terá 21 perguntas cujas respostas serão difícilmente encontradas no Google. O grau de complexidade será altíssimo! Muitas questões sobre Bach e Wagner. Muita diversão… Estudem, meninos!

Aguarde-nos. Será no primeiro minuto do dia 21 de março! Vocês poderão enviar suas respostas e imagens até às 12h do dia 24 de março, segunda-feira. O resultado será divulgado dia 25, terça-feira, data no aniversário de Béla Bartók.

Prêmios:

Para o melhor do Quiz… Ah, olhem lá embaixo.

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INÉDITO! SENSACIONAL CONCURSO! GANHE PRÊMIOS COM P.Q.P. BACH!

Uma amiga utilizou uma obra retirada de nosso blog como trilha sonora para um filme que fez com seus alunos. Eles, os alunos, são como nós e têm necessidades especiais, só que as deles são mais aparentes. Foi um trabalho de fim de ano organizado por ela – uma excelente pedagoga – e ficou realmente muito bom. O casamento da música com a ação ficou melhor do que todos os casamentos que tenho observado. O gênero do filme de 6 minutos é o “terrir”.

Bem, mas o que interessa é que o primeiro dos “ouvintes” do PQP que descobrir qual é a obra que toca de cabo a rabo no filme, com compositor, nome da música e movimento, ganhará, INTEIRAMENTE GRÁTIS, o livro Tudo o que você precisa saber sobre Música para nunca passar vergonha, também conhecido como Manual do Blefador (Música), do inglês Peter Gammond. A edição virá assinada pelo autor deste blog… O que é apenas uma das qualidades que o excelente opúsculo cômico apresenta.

E não adianta esperar pelo créditos finais porque pedi para minha amiga retirar quaisquer referências a compositor e obra utilizada.

O primeiro comentarista que escrever o que é ouvido no filme será o vencedor. Os casos omissos, problemáticos e dúbios serão decididos por nossa comissão julgadora, a qual é formada apenas por mim, P.Q.P. Bach. Desde já, a comissão alerta que estará se lixando para as reclamações. A comissão, aliás, comunica que está indo ao cinema e só apontará o vencedor, se houver, quando de seu retorno.

BAIXE O FILME AQUI – BOA SORTE

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