Sonata 2ª (Sabará): Antonio Carlos de Magalhães, cravo (Acervo PQPBach)

307ssnqSonata 2ª – Sabará:
Antonio Carlos de Magalhães

Repostagem com novos e atualizados links.

Provém de Sabará a primeira informação sobre a presença de cravos e cravistas no Estado de Minas Gerais: em 1739, o músico José Soares tocou cravo na Matriz de Nossa Senhora da Conceição para festejar o dia de Nossa Senhora do Amparo. Não sabemos o que e como ele tocou, e muito menos a reação do público. Infelizmente, a escassez de informações desse tipo nos impede de reconstituir satisfatoriamente a trajetória dos instrumentos de teclado no Brasil Colonial, a fim de podermos avaliar o impacto de um repertório tecladístico na nascente musicalidade brasileira.

Cresce, assim, em importância o desvelamento de uma peça instrumental, única até o momento, de música colonial mineira, encontrada nos arquivos da Sociedade Musical Santa Cecília de Sabará. Trata-se da Sonata 2º para teclado, de autor anônimo, composta pelos seguintes movimentos: a) Allegro, com estrutura muito próxima dos esquemas da forma sonata bitemática, textura típica do classicismo musical do século XVIII; b) Adagio, com estrutura formal do lied instrumental, atendendo aos padrões de andamentos lentos do século XVIII; c) Rondó, com textura típica do estilo rococó cravístico.

A existência desta sonata nos conduz a uma série de exercícios analíticos, pelos quais tentamos, através de associações de ordem estilística, filosófica e sociológica, situá-la no tempo e no espaço. Acreditamos, no entanto, que tais exercícios seriam inúteis se faltasse à obra a oportunidade de ser em si mesma, isto é, realizar- se enquanto experiência musical. Surge, então, a figura do intérprete, que, com a dimensão transcendental de sua subjetividade, nos oferece o ser da obra.

Neste trabalho, o cravista Antonio Carlos de Magalhães cria um espaço possível de realização da Sonata 2ª – “Sabará”-, ao inseri-la em um universo que se caracteriza pela pluralidade de composições, no qual ocorrem relações de alteridade. Esse universo se constitui a partir de uma lógica historiográfica que nos permite supor, para a música colonial brasileira, vínculos com a música praticada por povos que de alguma forma participaram de nossa colonização. Atendendo a esta lógica, Antonio Carlos de Magalhães imagina o contexto sonoro daquele cravista do século XVIII e reúne em um só objeto peças de doze compositores – a saber: Frescobaldi, Cabezon, Sweelink, Couperin, Purcell, Zipolli, Scarlatti, Carlos Seixas, Rameau, Francisco Xavier Baptista, Padre José Maurício e o anônimo sabarense. Resulta disso que o CD Sabará foi concebido em duas dimensões – uma estética, quando ele exercita a ação reflexiva de nossos sentidos, e outra histórica, no momento em que ele presentifica a intuição de um passado.

Ressaltamos o belo jogo de cores a que Antonio Carlos de Magalhães procede ao alternar as sonoridades de dois cravos – o primeiro, um raro exemplar dobrável, que possui sons mais ásperos e rústicos, e o segundo, um Taskin, que produz sons mais aveludados. Esse procedimento revela urna sensibilidade fragmentadora, típica do fazer musical contemporâneo, que tensifica a sensibilidade unificadora característica das músicas do sistema tonal, realçada pelo respeito uniforme às convenções de dinâmica, agógica e ornamentação inerentes aos períodos de composição das peças.

(José Eduardo Costa Silva, extraído do encarte)

Girolamo Frescobaldi (Italy, 1583-1643)
01. Toccatta prima
Antonio de Cabezón (Spain, 1510-1566)
02. Diferencias cavallero
Jan Pieterszoon Sweelinck (Netherlands, 1562-1621)
03. More palatino
François Couperin (France, 1668-1733)
04. Quatrième prélude (L’art du toucher clavecin)
05. La superbe ou la Forqueray (Dixseptième ordre)
Henry Purcell (England, 1659-1695)
06. Ground (z.D221)
Domenico Zipoli (Prato, Itália,1688 – Córdoba, Argentina 1726)
07. Corrente
Giuseppe Domenico Scarlatti (Italy, 1685-1757)
08. Sonata XXX
José António Carlos de Seixas, (Coimbra, 1704 – Lisboa, 1742)
09. Sonata em Sol m
Jean-Philippe Rameau (France, 1683-1764)
10. Allemande (Pieces de clavecin, avec une table pour les agrémens)
Francisco Xavier Baptista (Portugal, ? – 1797)
11. Sonata IV – 1. Allegro
12. Sonata IV – 2. Allegro
Pe. José Maurício Nunes Garcia (1767-1830, Rio de Janeiro, RJ)
13. Fantasia 6ª (Método do pianoforte)
Anônimo (Sabará, MG, final do séc. XVIII)
14. Sonata 2ª (Sabará) – 1. Allegro
15. Sonata 2ª (Sabará) – 2. Adágio
16. Sonata 2ª (Sabará) – 3. Rondó

Sabará – 1999
Antonio Carlos de Magalhães
2jcbrls

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Mais um CD do acervo do musicólogo Prof. Paulo Castagna. Não tem preço !!!

Boa audição.

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.Avicenna

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In Memory Of… Classics for Funerals (Sugestões de Repertório para seu Velório)

IM-PER-DÍ-V…

Este álbum duplo que me caiu nas mãos é algo bastante original. In Memory Of… Classics for Funerals é uma série de highlights lentos, tristes e pouco barulhentos. A respeitada gravadora Chandos resolver perder o pudor e chamou a coletânea de Clássicos para Funerais, ou seja, se algum familiar seu morrer e você quiser colocar uma música culta e digna em honra a seu morto, aí está! Lembrem do PQP quando ouvirem a trilha no velório, por favor. É o mínimo.

A primeira faixa do disco, a Marcha Fúnebre de Chopin é tocada com orquestra e isso me incomodou. Depois, o nível da coisa sobe muito e o morto pode seguir de forma decorosa para o vazio. Há belas lembranças de obras que não relaciono com a morte — como se fizéssemos alguma coisa neste mundo que não tivesse relação com a morte! –, mas que agora, sei lá, talvez passe a relacionar. Apesar de ser uma incrível colcha de retalhos, misturando, épocas e gêneros, gostei de ouvir o disco de mais de 150 minutos.

Boa morte a todos! Coloquem música no lugar do padre! Basta de recaídas religiosas na hora da morte! É de péssimo gosto!

In Memory Of… Classics for Funerals (Sugestões de Repertório para seu Velório)

1.Frédéric Chopin Piano Sonata No. 2 in B flat minor, Op. 35, CT. 202 : Funeral March 7:05
2.Giuseppe Verdi Requiem Mass, for soloists, chorus & orchestra (Manzoni Requiem) : Agnus Dei 5:23
3.Johann Sebastian Bach Komm, süsser Tod, for voice & continuo (Schemelli Gesangbuch No. 868), BWV 478 (BC F227) 5:07
4.Gabriel Fauré Requiem, for 2 solo voices, chorus, organ & orchestra, Op. 48 : Pie Jesu 3:24
5.Edward Elgar Enigma Variations, for orchestra, Op. 36 : Nimrod 3:31
6.George Frederick Handel Messiah, oratorio, HWV 56 : I know that my redeemer liveth 6:01
7.Johann Sebastian Bach Concerto for 2 violins, strings & continuo in D minor (“Double”), BWV 1043 : Largo 6:56
8.Gabriel Fauré Pavane, for orchestra & chorus ad lib in F sharp minor, Op. 50 6:24
9.Sergey Rachmaninov Vocalise, transcription for orchestra, Op. 34/14 4:29
10.Henry Purcell Dido and Aeneas, opera, Z. 626 : When I am laid in earth 3:26
11.Jules Massenet Thaïs, opera in 3 acts : Méditation 4:51
12.Maurice Ravel Pavane pour une infante défunte, for piano (or orchestra) 6:25
13.Percy Grainger Irish Tune from County Derry (Londonderry Air), folk song for string orchestra with 2 horns ad lib. (BFMS 15) 4:22
14.Samuel Barber Adagio for strings (or string quartet; arr. from 2nd mvt. of String Quartet), Op. 11 8:25
15.Wolfgang Amadeus Mozart Requiem for soloists, chorus, and orchestra, K. 626 : Introitus 5:20
16.Jules Massenet La Vierge, sacred legend in 4 acts : Le dernier sommeil de la Vierge 3:31
17.César Franck Panis angelicus for tenor, organ, harp, cello & bass 3:47
18.Gustav Mahler Adagietto, for orchestra (from the Symphony No. 5) 10:51
19.George Frederick Handel Saul, oratorio, HWV 53 : Dead March 5:20
20.Johann Sebastian Bach St. John Passion (Johannespassion), BWV 245 (BC D2) : Ruht wohl, ihr heiligen Gebeine 6:56
21.Arvo Pärt Cantus in Memory of Benjamin Britten, for string orchestra & bell 6:18
22.Gabriel Fauré Requiem, for 2 solo voices, chorus, organ & orchestra, Op. 48 : Agnus Dei 5:49
23.William Walton Henry V, film score : Touch her soft lips and part 1:37
24.Edvard Grieg Peer Gynt Suite for orchestra (or piano or piano, 4 hands) No. 1, Op. 46 : Death of Åse 4:11
25.Johann Sebastian Bach Cantata No. 147, “Herz und Mund und Tat und Leben,” BWV 147 (BC A174) : Jesu, Joy of Man’s Desiring 3:02
26.Edward Elgar Sursum Corda, elévation for brass, organ, strings & 2 timpani in B flat major, Op. 11 7:11
27.Ludwig van Beethoven Symphony No. 3 in E flat major (“Eroica”), Op. 55 : Marcia funebre 15:05

A relação com os artistas envolvidos:

Disc: 1

1. Funeral March From Op.35 – BBC Philharmonic
2. Agnus Dei – Richard Hickox
3. Komm Susse Tod – BBC Philharmonic
4. Pie Jesu – Libby Crabtree
5. ‘Nimrod’ – Alexander Gibson
6. ‘I Know That My Redeemer Liveth’ – Joan Rodgers
7. Largo – Simon Standage
8. Pavane – BBC Philharmonic
9. Vocalise – Detroit Symphony Orchestra
10. ‘When I Am Laid In Earth’ – Emma Kirby
11. ‘Meditation’ – Yuri Torchinsky
12. Pavane Pour Une Infante Defunte – Louis Lortie
13. Irish Tune – BBC Philharmonic
14. Adagio For Strings, Op.11 – Neeme Jarvi

Disc: 2

1. Introitus – Choir Of Saint John’s College
2. ‘Le Dernier Sommeil De La Vierge – BBC Philharmonic
3. Panis Angelicus – BBC Philharmonic
4. Adagietto – Neeme Jarvi
5. ‘Dead March’ – BBC Philharmonic
6. ‘Ruht Wohl, Ihr Heiligen Gebeine’ – Harry Christophers
7. Cantus-In Memory Of Benjamin Britten – Neeme Jarvi
8. Agnus Dei – City Of Birmingham Symphony Chorus
9. ‘Touch Her Soft Lips And Part’ – Richard Hickox
10. ‘Death Of Ase’ – Vernon Handley
11. ‘Jesu, Joy Of Man’s Desiring’ – Michael Austin
12. Sursum Corda, Op.11 – Bournemouth Sinfonietta
13. Marcia Funebre – Walter Weller

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O Sétimo Selo, de Ingmar Bergman: joguinho de xadrez com a morte

O Sétimo Selo, de Ingmar Bergman: joguinho de xadrez com a morte

PQP

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The Spirit of Gambo – English consort and solo viol music (1570-1680)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

O que dizer dos discos de Jordi Savall? Talvez o mais sensato seja logo falar que são excepcionais, necessários mesmo. E o mais razoável seria falar deles na forma de um poema. Ele é artista de tal qualidade que não saiu de moda, apesar de a música antiga ser hoje pouco ouvida em comparação com o que era nos anos 70, por exemplo. Ele nos prova que o conhecimento histórico é tão importante quanto o conhecimento científico e, quando ouço suas aulas sobre nosso passado musical, ganhou alguns centímetros.

The Spirit of Gambo – English consort and solo viol music (1570-1680)

1. Tye – Sit Fast a 3 (1570) 7:35
2. Dowland – Lacrimae Gementes a 5 4:25
3. Dowland – The Earl of Essex Galiard 1:31
4. Hume – Harke, harke (Bass-Viol) 2:05
5. Hume – A Souldiers Resolution 4:02
6. Coprario – Fantasia V a 3 3:37
7. Coprario – Almaine III (3 Lyra-Viols) 3:12
8. Coprario – Coranto (3 Lyra-Viols) 2:20
9. Gibbons- Fantasie X a 3 4:34
10. Gibbons – In Nomine a 4 2:20
11. Ferrabosco II – Almaine (Lyra-Viol) 4:06
12. Ferrabosco II – Coranto I 1:29
13. Ferrabosco II – Coranto II 1:46
14. Jenkins – The bell Pavan 5:53
15. Corkine – Walsingham (Lyra-Viol) 3:18
16. Corkine – The Punckes delight 1:45
17. Locke – Fantazie 3:30
18. Locke – Courante 1:03
19. Locke – Ayre 3:17
20. Locke – Saraband 1:22
21. Anonyme – The Lancashire Pipes (Lyra-Viol) 6:03
22. Purcell – Fantasia IX a 4 (23 June 1680) 5:08
23. Purcell – Fantasia upon one note a 5 3:03

Hespèrion XX
Jordi Savall

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Jordi-Savall_1

PQP

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History of the Sacred Music – Music for the Reformed Church: vols. 17/18/19

History of the Sacred Music vol. 19_ Musiques de la ReÃÅforme (3)História da Música Sacra
Música para a Igreja Reformada
vol. 17/18/19

Não há dúvidas de que um dos maiores aportes de Lutero foi o seu entendimento de que a música da Reforma deveria falar sobre o Evangelho diretamente para as pessoas. Ele estava convicto de que o tipo de hino que uma congregação canta determina o tipo de Teologia/espiritualidade destas pessoas.

Caso se queira que esta Teologia/espiritualidade reflita o Evangelho, então, há que se ter em alta consideração e se cuidar muito bem daquilo que está sendo cantado pelas pessoas. Lutero pôs as mãos à obra, cercando-se da ajuda e do conhecimento dos melhores Poetas e Músicos da época, que ele fez questão de escolher a dedo. Lutero e os seus colaboradores não rejeitaram as tradições musicais da sua época. Pelo contrário, de forma genuína e genial, usaram e incorporaram à música das Igrejas da Reforma as práxis musicais existentes! Atentemos para algumas dessas principais práxis.

A música da Reforma Luterana herdou a grande tradição musical da Idade Média e da Renascença, que consistia basicamente da música polifônica e do canto gregoriano. Nestas ricas tradições, praticamente não havia espaço para o canto congregacional de cunho popular. Diferentemente, outra grande tradição musical da época da Reforma, a versão metrificada dos Salmos cantada em uníssono e a cappella (sem acompanhamento), abria vastas possibilidades para o canto congregacional. Nesta tradição, não havia espaço para uma arte musical mais elaborada. Lutero e as gerações de Músicos luteranos que o seguiram nos séculos posteriores fizeram uso de ambas as correntes, combinando a tradição musical mais artística e elaborada com o canto congregacional de cunho popular.

O resultado musical desta combinação foi o Coral Luterano, com os seus textos poéticos centrados no Evangelho e escritos no vernáculo (na língua local) e não mais em Latim, com melodias vigorosas e com saltos e extensões de voz pensadas para o canto grupal, com cadências (pontos de repouso) ao final das diversas frases, com estruturas rítmicas fortes e baseadas em padrões de ritmo recorrentes. No seu conjunto, estas características resultaram em composições musicais em que texto e melodia formam uma totalidade, permitiram que o Coral Luterano fosse percebido como algo familiar e possibilitaram que comunidade, Coros e Instrumentistas se sentissem confortáveis, ´em casa´, enquanto cantavam e tocavam. (http://www.luteranos.com.br/conteudo/reforma-e-musica)

History of the Sacred Music vol. 17_ Musiques de la ReÃÅforme (1)Harmonia Mundi: História da Música Sacra
Music for the Reformed Church
• vol. 17: Songs and Psalms of Reform + J. S. Bach, Missa brevis in F-dur

• vol. 18 + vol. 19
Christmas Oratorio BWV 248
Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750)
RIAS Kammerchor, Akademie für Musik Berlin
Maestro René Jacobs

 

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vol 30: Encarte e letras dos 29 CDs – 4,6 MB – AQUI – HERE

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Boa audição.

History of the Sacred Music vol. 18_ Musiques de la ReÃÅforme (2)

 

 

 

 

 

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Avicenna

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Henry Purcell (1659-1695): Songs and Airs

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um CD que contém algumas das maiores melodias que já ouvi. Purcell era um genial melodista e, neste álbum duplo de Nancy Argenta para a Virgin, todo o seu talento exposto da forma mais clara possível. Se o primeiro CD já é maravilhoso, o segundo é aquele que possui as maiores obras-primas de Purcell no gênero canção. Retir’d from any mortal’s sight, Halcyon days, Music for a While e To arms, heroic prince, além de outras que seria enfadonho de citar moram no ventrículo esquerdo do coração deste ouvinte. Trata-se de uma das melhores antologias de Purcell que já ouvi e, para que fiquemos ainda mais felizes, há 74 minutos no CD 1 e 77 no 2.

Faça como eu. Dê este CD de presente a alguém. É uma série da Virgin Classics na qual um álbum duplo é vendido pelo preço de um. A mulher fica enternecida por receber um CD duplo e nem imagina que o custo foi a metade… Aprendam com o mestre!

IMPERDÍVEL!!!

Henry Purcell: Songs and Airs

CD 1

1. O solitude, my sweetest choice, song, Z. 406
with Nigel North, Nancy Argenta

2. Ah! How sweet it is to love (from “Tyrannic Love”), song, Z. 613/2
with Richard Boothby, Nancy Argenta, Paul Nicholson

3. Not all my torments can your pity move, song, Z. 400
with Nigel North, Nancy Argenta, Paul Nicholson

4. Stript of their green our groves appear, song, Z. 444
with Nigel North, Richard Boothby, Nancy Argenta, Paul Nicholson

5. Tell me, some pitying angel, (The Blessed Virgin’s Expostulation), sacred song, for soprano & continuo, Z. 196
with Nigel North, Richard Boothby, Nancy Argenta, Paul Nicholson

6. If music be the food of love, song, Z. 379 (3 settings)
with Richard Boothby, Nancy Argenta, Paul Nicholson

7. Hark! now the echoing air (from “The Fairy Queen”), soprano aria and chorus, Z. 629/48
with Nigel North, Richard Boothby, Nancy Argenta, Paul Nicholson

8. The fatal hour comes on apace, song, Z. 421
with Nigel North, Nancy Argenta

9. Incassum, Lesbia, incassum rogas (The Queen Epicedium), song, Z. 383
with Nigel North, Nancy Argenta, Paul Nicholson

10. Sweeter than roses (from “Pausanius”), song, Z. 585/1
with Nigel North, Richard Boothby, Nancy Argenta

11. Cupid, the slyest rogue alive, song, Z. 367
with Nigel North, Richard Boothby, Nancy Argenta, Paul Nicholson

12. From silent shades and the Elysian groves (Bess of Bedlam), song, Z. 370
with Nigel North, Richard Boothby, Nancy Argenta, Paul Nicholson

13. Dear pretty youth (from “The Tempest”), aria, Z. 631/10
with Nigel North, Richard Boothby, Nancy Argenta

14. From rosir bow’rs (from “Don Quixote”), song, Z. 578/9
with Nigel North, Richard Boothby, Nancy Argenta, Paul Nicholson

15. Now that the sun hath veiled his light, sacred song for soprano & continuo, Z. 193
with Nancy Argenta, Paul Nicholson

16. Beneath the poplar’s shadow (from Sophonisba or Hannibal’s Overthrow) Z. 590/1
with Nigel North, Richard Boothby, Nancy Argenta

17. I attempt from Love’s Sickness to Fly (from “The Indian Queen”), Z630/17a
with Nancy Argenta, Paul Nicholson

18. Let Us Dance (from “Prophetess”), aria for soprano, Z. 627/app3
with Nigel North, Richard Boothby, Nancy Argenta, Paul Nicholson

19. Fairest Isle (from “King Arthur”), aria for soprano, Z. 628/38
with Nigel North, Nancy Argenta

20. O solitude, my sweetest choice, song, Z. 406
with Richard Boothby, Nancy Argenta

CD2:

1. Nymphs and Shepherds (from “The Libertine”), song, Z. 600/1
with Nigel North, Fiona Huggett, Richard Boothby, John Toll, Nancy Argenta, Trevor Jones

2. Amidst the shades and cool and refreshing streams, for soprano & continuo, Z. 355
with Nigel North, Nancy Argenta

3. Love in their little veins inspires (from “Timon of Athens”), aria for soprano, 2 flutes and continuo, Z. 632/3
with Nigel North, Richard Boothby, Nancy Argenta, Marion Scott, Rachel Beckett

4. Fly swift, ye hours, song, Z. 369
with Nigel North, Richard Boothby, John Toll, Nancy Argenta

5. They tell us that you mighty powers above (from “The Indian Queen”), soprano aria, Z. 630/19
with Nigel North, Fiona Huggett, Richard Boothby, John Toll, Nancy Argenta, Trevor Jones

6. O let me weep (“The Plaint” from “The Fairy Queen”), aria, Z. 629/40
with Nigel North, Richard Boothby, John Toll, Nancy Argenta, Pauline Nobes

7. In the black, dismal dungeon of despair, sacred song for soprano & continuo, Z. 190
with Nigel North, John Toll, Nancy Argenta

8. See even Night herself is here (from “The Fairy Queen”), soprano aria, Z. 629/11
with Fiona Huggett, Nancy Argenta, Trevor Jones

9. Why should men quarrel (from “The Indian Queen”), soprano aria, Z. 630/4c-4d
with Richard Boothby, John Toll, Nancy Argenta, Marion Scott, Rachel Beckett

10. Seek not to know what must not be reveal’d (from “The Indian Queen”), aria, Z. 630/15
with Nigel North, Richard Boothby, John Toll, Sophia McKenna, Nancy Argenta, Paul Goodwin

11. Retir’d from any mortal’s sight (from “The History of King Richard II”), song, Z. 581/1
with Nigel North, Nancy Argenta

12. To arms, heroic prince, (from “The Libertine”), prelude & song, Z. 600/3
with Nigel North, Richard Boothby, Mark Bennett, John Toll, Nancy Argenta

13. O lead me to some peaceful gloom (from “Bonduca”), song, Z. 574/17
with Nigel North, Richard Boothby, John Toll, Nancy Argenta

14. Halcyon days (from “The Tempest”), sopoano aria, Z. 631/15
with Nigel North, Richard Boothby, John Toll, Nancy Argenta, Pauline Nobes, Paul Goodwin

15. Come ye sons of art away (Birthday ode for Queen Mary), for soloists, chorus & instruments, Z. 323 No. 7, Bid the virtues
with Nigel North, Richard Boothby, John Toll, Nancy Argenta, Paul Goodwin

16. Lord, what is man?, sacred song for soprano & continuo, Z. 192
with Nigel North, Richard Boothby, John Toll, Nancy Argenta

17. Music for a While (from “Oedipus”), song, Z. 583/2
with John Toll, Nancy Argenta

18. If music be the food of love, song, Z. 379 (3 settings)
with Richard Boothby, John Toll, Nancy Argenta

19. Sawney is a bonny lad, song, Z. 412
with Nigel North, Nancy Argenta

20. When I have often heard (from “The Fairy Queen”), soprano aria, Z. 629/23
with Nigel North, Fiona Huggett, Richard Boothby, John Toll, Nancy Argenta

21. Ah cruel, bloody fate (from “Theodosius”), song, Z. 606/9
with Nigel North, John Toll, Nancy Argenta

22. Thy hand, Belinda…When I am laid in Earth (from “Dido and Aeneas”), soprano aria, Z. 626/37
with Nigel North, Fiona Huggett, Richard Boothby, Nancy Argenta, Trevor Jones

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Purcell: nada bonito, mas bom pacas

Purcell: esqueça o cabelo do bofe, ele é bom pacas

PQP

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Wendy Carlos (1939): música para The Clockwork Orange (versão completa)

Wendy Carlos's Clockwork Orange - vinil coverDizem que a primeira engenhoca eletrônica produtora de sons para fins musicais a usar o nome “sintetizador” foi a criada pela RCA em 1957 – mas foi Robert Moog, em 1964, quem criou o primeiro sintetizador utilizável de modo relativamente prático. E a primeira pessoa a gravar um disco de sucesso executado inteiramente com o Moog foi Wendy Carlos, com seu Switched-on Bach, em 1968.

Foi um trabalho de estúdio exaustivo: embora sintetizasse timbres nunca antes imaginados, o aparelho o fazia para uma nota de cada vez. Quer dizer: Wendy gravou voz por voz, separadamente, suas espantosas interpretações de Bach.

O outro pioneiro no uso do Moog foi o tecladista Keith Emerson, que se foi agora em 2016: em 1970 a banda Emerson, Lake and Palmer começou a levar o Moog para o palco, e em 1973 estrearia o Moog polifônico em Brain Salad Surgery.

Ao mesmo tempo (1970), Wendy propunha a Stanley Kubrick o uso de sua composição original Timesteps na trilha do filme A Laranja Mecânica, e saía feliz da vida com a encomenda de produzir toda a trilha do filme, inclusive recriações eletrônicas de Beethoven, Rossini e Purcell.

Não foi pequena, então, a decepção de Wendy em 1971: Kubrick havia usado no filme apenas fragmentos do seu trabalho, junto com versões orquestrais convencionais das obras de Beethoven e Rossini – e o LP oficial da trilha também continha só esses fragmentos.

P da vida – se me permitem -, em 1972 Wendy lançou outro disco, com a íntegra da sua produção destinada ao filme – ou quase a íntegra: as faixas 08 e 09 que vocês ouvirão só foram lançadas em 2000, na versão em CD.

Mais uma vez pioneira, o que Wendy introduziu desta vez foi o vocorder – simulador eletrônico de sons vocais – e o fez em nada menos que diversos solos e trechos corais da Nona de Beethoven (faixa 02), além de citações do hino gregoriano Dies Irae e de Singin’ in the Rain em sua própria composição Country Lane (faixa 10 – minha preferida).

Nos anos 70 este disco esteve entre os mais queridos do monge Ranulfus – mas só hoje, em 2016, graças ao trabalho de garimpagem de seu amigo Daniel the Prophet, o monge veio a ouvir as faixas 08 e 09. Notou sem surpresa que a última (Biblical Daydreams) parece construída a partir de hinos protestantes estadunidenses, mas na anterior (Orange Minuet) teve uma surpresa curiosa: o monge tem certeza de ter ouvido na obra do brasileiro Elomar Figueira de Melo a melodia usada na parte central do tal minueto! Terá Wendy ouvido Elomar, ou terão os dois se baseado em alguma fonte anterior, quer no próprio Nordeste brasileiro, quer no campo ibérico-provençal?

Termino confessando que muitas vezes pensei que o trabalho de Wendy Carlos ficaria pra trás como uma curiosidade datada – mas passado quase meio século a impressão se inverte: começo a pensar que a criatividade, sensibilidade e ousadia dessa mulher poderão ficar na história como emblemáticas do último terço do século XX – na história tanto da música quanto geral, pela ousadia, paralela à musical, de ter-se assumido como a mulher que desde a primeira infância sentia ser, mesmo pondo em risco a fama mundial já conquistada sob o nome masculino com que havia sido registrada ao nascer.

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WENDY CARLOS’S CLOCKWORK ORANGE (1972)
Gravações de estúdio de Wendy Carlos com o sintetizador Moog (1972)
Versão em CD lançada em 2000

  • 01 Timesteps – 13:47 (W.Carlos – na integra)
  • 02 March from A Clockwork Orange
    (Beethoven: Nona Sinfonia: Quarto Movimento, condensado) – 7:02
  • 03 Title Music from A Clockwork Orange
    (da Music for the Funeral of Queen Mary, de Purcell) – 2:23
  • 04 La Gazza Ladra ouverture (Rossini, condensado) – 6:00
  • 05 Theme from A Clockwork Orange
    (‘Beethoviana’, variação sobre 03) – 1:48
  • 06 Nona Sinfonia: Segundo Movimento: Scherzo (Beethoven) – 4:52
  • 07 William Tell ouverture (Rossini, condensado) – 1:18
  • 08 Orange Minuet (W.Carlos) – 2:35
  • 09 Biblical Daydreams (W.Carlos) – 2:06
  • 10 Country Lane (W.Carlos – versão aperfeiçoada) – 4:56
    (citações: Dies Irae; Singing in the Rain)

.  .  .  .  .  .  .  BAIXE AQUI – download here

Ranulfus (com a colaboração de Daniel the Prophet)

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Henry Purcell (1659-1695): O Solitude (árias e canções)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Vir trabalho caminhando pelas ruas de Porto Alegre com Henry Purcell nos ouvidos nesta manhã, foi muito emocionante. Quase chorei. E olha que costumo ter coração duro. Como Scholl compreendeu bem estas maravilhosas canções! Que pessoa culta deve ser, que grande respeito e conhecimento de arte, que senso de estilo!

Esta é a primeira gravação de Scholl da música de Purcell. Sua voz é perfeita para as melodias do compositor Inglês. O álbum inclui peças escritas para o palco, a igreja e para saraus, algumas das quais Andreas Scholl têm cantado por muitos anos em recitais. Como grandíssimas árias, destaco Strike The Viol, Touch The LuteWhat Power Art Thou?, o célebre lamento de Dido,  When I Am Laid In EarthHere The Deities ApproveMusic For A While.

Colaboradora de longa data de Andreas Scholl, a Accademia Bizantina contribui com peças orquestrais.

Henry Purcell (1659-1695): O Solitude (árias e canções)

1. If Music Be The Food Of Love 2:15
2. Come Ye Sons Of Art – Sound The Trumpet 3:00
3. Come, Ye Sons Of Art, Away (1694) Ode For The Birthday Of Queen Mary II – Strike The Viol, Touch The Lute 4:18
4. Purcell: Chacony, Z628 3:37
5. King Arthur, Or The British Worthy (1691) / Act 5 – Fairest Isle 4:55
6. King Arthur, Or The British Worthy (1691) / Act 3 – What Power Art Thou? 3:09
7. Chacony In G Minor Z730 4:07
8. Purcell: The Fairy Queen / Act 2 – One Charming Night 2:24
9. Pausanius, The Betrayer Of His Country. (1695), Z585 – Original Version – Sweeter Than Roses 3:17
10. Dido And Aeneas / Act 3 – When I Am Laid In Earth – Dido’s Lament) 4:05
11. Purcell: The Gordian Knot Untied – Music For The Gordian Knot Unty’d 10:47
12. Ode For St. Cecilia’s Day, ”Welcome To All The Pleasures”, Z339 – Original Version – Here The Deities Approve 4:36
13. Purcell: Oedipus – Music For A While, Z583 4:14
14. O Dive Custos Auriacae Domus, Z504 6:59
15. O Solitude, My Sweetest Choice, Z406 5:32
16. Pavan In G Minor, Z752 4:49
17. An Evening Hymn, Z193 4:34

Andreas Scholl, contratenor
Accademia Bizantina
Stefano Montanari

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Céus, esses canta demais!

Céus, esse canta demais!

PQP

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A Baroque Christmas

É Natal! Jesus nasceu e todos estão felizes fazendo compras como se o mundo fosse acabar. E aqui temos um excelente CD. SÉRIO!

Bem, sei, melhor me acalmar. Um CD delicadíssimo e de alto nível artístico este da Nonesuch Records. Não é aquele barroco cheio de vigor, é tranquilo e autenticamente camarístico. As melhores obras do CD são as de Charpentier, o que não deixa de ser uma surpresa; afinal, Marc-Antoine é francês… Os americanos que o interpretam também são muito bons… Melhor rever meus conceitos (e preconceitos). Música sacra da melhor qualidade!

Feliz Natal!

A Baroque Christmas

1. A minuit fut fait un réveil / Anonymous (France), 17th century
2-6. Noëls pour les instruments/ Marc-Antoine Charpentier (1634-1704)
7. Hodie christus natus est/ Gregorian
8. Nun jauchzet mit hellem Ton / Johannes Schein (1586-1630)
9. Laudate dominum/ Claudio Monteverdi (1547-1643)
10. Non recedet laus tuus/ Gregorian
11. Salve Regina/ Claudio Monteverdi
12. The Blessed virgin’s expostulation/ Henry Purcell (1659-1695)
13-18. Messe de minuit sur des airs de Noël/ Marc-Antoine Charpentier

THE BOSTON CAMERATA
Anne Azéma, soprano
Elizabeth Weigle, soprano
Richard Duguay, tenor
Dan McCabe, baritone
Arizeder Urreiztieta, bass
Robert Mealy (concertmaster), baroque violin
Katherine Sutherland, baroque violin
Harold Lieberman, baroque viola
Carol Lewis, viola da gamba
Jesse Lepkoff, flute, recorder
Kathie Roth, flute
Owen Watkins, recorder
Michael Dolbow, violone
Olav Chris Henriksen, theorbo, baroque guitar
Frances Conover Fitch, organ

assisted by THE SCHOLA CANTORUM OF BOSTON
Frederick Jodry, director

Alice Dampman, Sandra Stuart, sopranos
Rob Dobson, Frederick Jodry, altos
John Delorey, Arthur Rawding, tenors
John Holyoke, bariton
Gregory Mancusi-Ungaro, bass

Joel Cohen, Director

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deadsantaPQP

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Henry Purcell (1659-1695) – Royal and Cerimonial Odes – The King´s Consort, Robert King

01Faço esta postagem ciente de estar navegando por águas desconhecidas. Conheço muito pouco a obra de Henry Purcell apesar de ter bastante coisa dele. Mas também sei que nosso mentor PQPBach é fã confesso dele. Já pensei em postar estes dois cds em outras ocasiões mas desisti.
Acho que trago esta coleção principalmente por causa do King´s Consort, conjunto inglês especializado no barroco e do qual sou fã. E estas gravações aqui são impecáveis, podemos reconhecer nelas que houve uma profunda pesquisa histórica para sua interpretação. E as vozes solistas estão impecáveis, principalmente o contra-tenor James Bowman.
Então neste primeiro momento vou trazer para os senhores o primeiro CD.

1 – 10 – Arise My Muse
2 – 17 – Welcome to All the Pleasures
18 – 28 – Now Does the Glorious Day Appear

The King´s Consort
Robert King – Harpsichord, Organ & Conductor

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Pachelbel: Canon and Gigue / Vivaldi: Sinfonia in G major / Albinoni: Concerto a cinque, op. 9 no. 2 / Purcell: Chacony in G minor / Handel: The Arrival of the Queen of Sheba / Avison: Concerto grosso no.9 in C major / Haydn: Concerto for Harpsichord and Orchestra

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Na verdade, tem razão um avaliador da Amazon: If you’re not the typical connoisseur of Classical music THIS CD IS FOR YOU! Pois é um CD variado e absolutamente encantador, um dos maiores sucessos do selo Archiv. Há excelência na interpretação de cada uma das peças e conheço muita gente boa que começou a ouvir música erudita por este LP de 1985, depois tornado CD. Porque o inexperiente que é esperto não quer saber de porcaria, quer carinho e atenção de primeira qualidade. Ninguém quer nada residual, né? E esta atenção é dada em fartas quantidades por Trevor Pinnock e seu English Concert.

(Nem que seja para mostrar para aquele seu sobrinho inteligente a fim de introduzi-lo neste mundo de leituras contraditórias).

Pachelbel: Canon & Gigue

Johann Pachelbel (1653-1706)
Canon and Gigue
for 3 violins and basso continuo in D major
Simon Standage • Micaela Comberti • Elizabeth Wilcock, violin
Anthony Pleeth, violoncello
Trevor Pinnock, harpsichord
1. Canon and Gigue in D major – 1. Canon The English Concert 4:31
2. Canon and Gigue in D major – 2. Gigue The English Concert 1:20

Antonio Vivaldi (1678-1741)
Sinfonia in G major
violin I (6), violin II (6), viola (3), violoncello (2), double bass (1), harpsichord
3. Sinfonia for Strings and Continuo in G, R.149 – 1. Allegro molto The English Concert 1:50
4. Sinfonia for Strings and Continuo in G, R.149 – 2. Andante The English Concert 1:48
5. Sinfonia for Strings and Continuo in G, R.149 – 3. Allegro The English Concert 2:31

Tomaso Albinoni (1671-1750)
Concerto a cinque, op. 9 no. 2 for solo oboe and strings in D minor
David Reichenberg, oboe
violin I (4), violin II (4), viola (3), violoncello (2), double bass (1), bassoon (I), harpsichord
6. Concerto a 5 in D minor, Op.9, No.2 for Oboe, Strings, and Continuo – 1. Allegro e non presto David Reichenberg 4:28
7. Concerto a 5 in D minor, Op.9, No.2 for Oboe, Strings, and Continuo – 2. Adagio David Reichenberg 3:59
8. Concerto a 5 in D minor, Op.9, No.2 for Oboe, Strings, and Continuo – 3. Allegro David Reichenberg 3:01

Henry Purcell (1659-1695)
Chacony in G minor
violin I (4), violin II (4). viola (3), violoncello (2), double bass (1), harpsichord
9. Ciacona in G minor The English Concert 5:23

George Frideric Handel (1685-1759)
The Arrival of the Queen of Sheba (Sinfonia from “Solomon”, Act III) in B flat major
oboe I/II, violin I (6), violin II (6), viola (3), violoncello (2), double bass (1), bassoon (1), harpsichord
10. Solomon HWV 67 – Arrival of the Queen of Sheba The English Concert 3:10

Charles Avison (1709-1770)
Concerto grosso no.9 in C major/A minor
(after Domenico Scarlatti: “Lessons for the Harpsichord”)
Concertino: Simon Standage • Elizabeth Wilcock, violin
Anthony Pleeth, violoncello
violin I (4), violin II (4), viola (3). violoncello (2). double bus (1), harpsichord
11. Concerto Grosso No.9 in A minor after “Lessons for the Harpsichord” by Domenico Scarlatti – 1. Largo The English Concert 2:13
12. Concerto Grosso No.9 in A minor after “Lessons for the Harpsichord” by Domenico Scarlatti – 2. Con spirito – Andante – Con spirito The English Concert 3:07
13. Concerto Grosso No.9 in A minor after “Lessons for the Harpsichord” by Domenico Scarlatti – 3. Siciliana The English Concert 3:19
14. Concerto Grosso No.9 in A minor after “Lessons for the Harpsichord” by Domenico Scarlatti – 4. Allegro The English Concert 3:44

Joseph Haydn (1732-1809)
Concerto for Harpsichord and Orchestra in D major
Trevor Pinnock, harpsichord
oboe I/II, horn I/II, violin I (4), violin II (4), viola (2), violoncello (2), double bass (1), bassoon (1)
15. Concerto For Harpsichord And Orchestra In D Major, Hob.XVIII:11 – 1. Vivace The English Concert 7:58
16. Concerto For Harpsichord And Orchestra In D Major, Hob.XVIII:11 – 2. Un Poco Adagio The English Concert 7:48
17. Concerto For Harpsichord And Orchestra In D Major, Hob.XVIII:11 – 3. Rondo All’Ungherese The English Concert 4:38

Anthony Pleeth
David Riechenberg
Micaela Comberti
Simon Standage
Elizabeth Wilcock

The English Concert
Trevor Pinnock

Recording: London, Henry Wood Hall, 3/1983-5/1985
(Pachelbel:) London, EMI Studio, Abbey Road, 1/1985

Total timing: 47’52”

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barroco

PQP

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A Família das Cordas: Henry Purcell (1659-1695) – Fantasias for the Viols – Jordi Savall

81B3lfZG1YL._SL1274_Para encerrar essa série dos arcos, nada melhor que compartilhar com vocês algumas das mais maravilhosas obras já dedicadas a esses instrumentos: as Fantasias para violas compostas por Henry Purcell. Reunidas num consort – conjunto de instrumentos de mesmo feitio e tamanhos variados, que vai de soprano a viola da gamba baixo – as violas do Hespèrion XX fazem cintilar as ricas texturas sonoras compostas pelo gênio de 21 anos que, ninguém discute mais, foi o maior compositor já parido pelas ilhas inglesas. Na regência, só para arredondar, está o MIDAS Jordi Savall, que assegura a esta gravação o tão típico rótulo pequepiano que eu nunca antes usara e que agora estreio a plenos brônquios:

IM – PER- DÍ – VEL!!!

Henry PURCELL (1659-1695)

FANTASIAS FOR THE VIOLS (1680)
HESPÈRION XX – JORDI SAVALL

01 – Fantasia sobre uma nota

Fantasias em três partes
02 – Fantasia I
03 – Fantasia II
04 – Fantasia III

Fantasias em quatro partes
05 – Fantasia IV
06 – Fantasia V
07 – Fantasia VI

08 – In Nomine em seis partes

Fantasias em quatro partes
09 – Fantasia VII
10 – Fantasia VIII
11 – Fantasia IX

Fantasias em três partes
12 – Fantasia X
13 – Fantasia XI
14 – Fantasia XII

15 – In Nomine em sete partes

HESPÈRION XX

Jordi Savall, viola soprano e regência
Wieland Kuijken, viola baixo
Sophie Watillon, viola contralto
Eunice Brandão e Sergi Casademunt, violas tenores
Marianne Müller e Philippe Pierlot, violas baixo

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Aprendi que, nos quadros de Vermeer, o virginal (instrumento de teclado) representa a mulher, e a viola da gamba (normalmente atirada no chão), o homem. A paixão seria representada pela música tocada no virginal causando ressonância por simpatia nas cordas da gamba - a voz de uma mulher, enfim, tocando as fibras do coração de um homem. Johannes Vermeer van Delft, "A Lição de Música" (1692-1695).

Aprendi que, nos quadros de Vermeer, o virginal (instrumento de teclado) representa a mulher, e a viola da gamba (normalmente atirada no chão), o homem. A paixão seria representada pela música tocada no virginal causando ressonância por simpatia nas cordas da gamba – a voz de uma mulher, enfim, tocando as fibras do coração de um homem.
Johannes Vermeer van Delft, “A Lição de Música” (1692-1695).

Vassily Genrikhovich

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Matthew Locke (1621-1677) e Henry Purcell (1659-1695): The Theater of Musick – Musique Pour Les Théâtres Londoniens

IM-PER-DÍ-VEL para os amantes do barroco !!!

A música de cena, ou música incidental, é a música usada para uma produção dramática. A música incidental foi muito usada nas peças teatrais na Inglaterra, nas semi-óperas ou masques. Também eram usadas na França para as comédies-ballets de Molére e Lully. Essa prática musical perpassou toda história da música, chegando até os dias de hoje, encontrando um novo campo no cinema. Na ópera, o papel da música é preponderante. Há a fusão da música, drama e espetáculo. Em comum, esses gêneros foram feitos com a função de entreter, com cenas e música esplendorosas, conquistando um público ávido por divertimento, feitos para recém-criados teatros construídos especialmente para acomodar público, músicos e todo o aparato cênico que despontava naquela época. A música de cena para teatro, de tão extensa, recebia o nome de ópera na Inglaterra. Tinha abertura, entreatos e longos ballets ou cenas musicais.

Este CD dá uma visão de todo este esplendor.

(O texto em itálico foi adaptado a partir de um original de Gilberto Chacur)  

Matthew Locke (1621-1677)
1 Introduction 1:07
2 The Fantastick / Corant 2:45
3 Where The Bee Sucks – Composed By Pelham Humfrey 1:04
4 The Pleasures That I Now Possess – Composed By Giovanni Battista Draghi 2:31
5 Saraband 2:25
6 Symphony 0:54
7 Curtain Tune 2:00
8 Where Are Thou, God Of Dreams Composed By Giovanni Battista Draghi 2:52
9 Act Tune 1:08
10 Full Fathom Five – Composed By John Banister 1:31
11 Fantazie 3:39
12 Saraband 1:17
13 Adieu To The Pleasures – Composed By James Hart 5:12
14 Fantazie 3:01

Henry Purcell (1659-1695)
15 Overture 2:33
16 Rondeau Minuet (Act Tune) 1:27
17 What Hope For Us Remains (On The Death Of His Worthy Friend Mr. Matthew Locke) 3:16
18 Chacone 2:05
19 Hornpipe (Act Tune) 0:48
20 Seek Not To Know 3:26
21 So When The Glit’ring Queen Of Night 4:14
22 Butterfly Dance 1:53
23 How Vile Are The Sordid Intrigues Of The Town 2:11
24 From Rosie Bow’rs (The Last Song The Author Sett, It Being In His Sickness) 6:12
25 Hornpipe On A Ground 1:24

La Rêveuse:
Harp [Triple] – Angélique Mauillon
Harpsichord, Organ, Virginal [Double] – Bertrand Cuiller
Painting – Wenceslaus Hollar
Recorded By – Manuel Mohino
Soprano Vocals – Julie Hassler
Theorbo, Classical Guitar, Directed By – Benjamin Perrot
Viol [Classical Viol] – Florence Bolton
Viola – Alain Pégeot
Violin – Stéphan Dudermel, Yannis Roger

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Purcell nos mostra uma das razões pelas quais o teatro inglês é o que é

Purcell nos mostra uma das razões pelas quais o teatro inglês é o que é

PQP

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Prayer: Música para Voz e Órgão com Magdalena Kozena e Christian Schmitt

Um disco de música sacra desta que é uma das maiores estrelas do canto lírico atual. Ela canta maravilhosamente peças que, na verdade, tira de letra. É uma utilidade, pois raramente um duo de voz e órgão é gravado, ainda mais neste nível. Aqui, ela passa por Franz Schubert, Johann Sebastian Bach, Hugo Wolf, Maurice Ravel, Bizet, Verdi, Purcell… e outros compositores dos quais a gente nem sabia de momentos carolas. Sabiam que ela vai gravar todas as canções de Schubert em uma série de recitais no Wigmore Hall? Ah, pois é, as pessoas têm de se informar. Vai gravar, sim..

Prayer: Música para Voz e Órgão com Magdalena Kozena e Christian Schmitt

Franz Schubert (1797-1828)
1. Totengräbers Heimweh, D 842 05:42
Johann Sebastian Bach (1685-1750)
2. Komm, süßer Tod, komm, sel’ge Ruh!, BWV 478 03:16
Hugo Wolf (1860-1903)
3. Karwoche 03:54
Maurice Ravel (1875-1937)
4. Kaddisch 04:34
Georges Bizet (1838-1875)
5. Agnus Dei 03:08
Franz Schubert (1797-1828)
6. Ellens Gesang III (Hymne an die Jungfrau), D 839 05:44
Hugo Wolf (1860-1903)
7. Mühvoll komm ich und beladen 04:42
Henry Purcell (1659–1695)
8. Tell Me, Some Pitying Angel (The Blessed Virgin’s… 07:15
Antonin Dvorak (1841-1904)
9. Ave Maria, Op.19b 03:01
Johann Sebastian Bach (1685-1750)
10. So gibst du nun, mein Jesu, gute Nacht!, BWV 501 02:10
Franz Schubert (1797-1828)
11. Himmelsfunken, D 651 02:54
Hugo Wolf (1860-1903)
12. Zum neuen Jahr 01:43
Johann Sebastian Bach (1685-1750)
13. Die güldne Sonne, BWV 451 01:13
Franz Schubert (1797-1828)
14. Vom Mitleiden Mariä, D 632 03:46
Hugo Wolf (1860-1903)
15. Schlafendes Jesukind 03:11
Franz Schubert (1797-1828)
16. Litanei auf das Fest Allerseelen, D 343 04:41
Giuseppe Verdi (1813–1901)
17. Ave Maria 05:03
Hugo Wolf (1860-1903)
18. Gebet 02:02
Franz Schubert (1797-1828)
19. Der Leidende, D 432 01:52
Johann Sebastian Bach (1685-1750)
20. Mein Jesu, was für Seelenweh, BWV 487 02:32
Maurice Duruflé
21. Notre Père, Op.14 01:25
Johann Sebastian Bach (1685-1750)
22. Kommt, Seelen, dieser Tag, BWV 479 01:06
Petr Eben (1929-2007)
23. Die Hochzeit zu Kana 06:54
Leos Janacek (1854-1928)
24. Glagolitic Mass – 7. Varhany Solo 02:53

Magdalena Kozena, mezzo-soprano
Christian Schmitt, órgão

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A Sr.a Rattle sabe o que faz. Canta demais!

A Sra. Rattle sabe o que faz. Canta demais!

PQP

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Alfred Deller: Portrait of a voice

Alfred Deller foi o dono de uma das belas vozes que já existiram. O extraordinário contra-tenor inglês foi, praticamente sozinho, o responsável pelo renascimento da música para contra-tenor no século XX . Também foi um pioneiro na popularização da prática da música antiga com instrumentos originais. Durante os primeiros anos de sua carreira, Deller concentrou-se sobre o barroco inglês, principalmente em Purcell (de quem foi o maior divulgador) e Dowland. Sua enorme erudição e musicalidade trouxeram-lhe muitos admiradores. Em 1950, Deller formou seu próprio conjunto vocal e instrumental, o Deller Consort. De 1955 a 1979, o grupo trouxe a música da Renascença e do Barroco a um novo público que simplesmente desconhecia aquele gênero. Durante este período, Deller e seu grupo fizeram mais de 50 gravações para a Harmonia Mundi. Graças a estas gravações, sua voz excepcionalmente expressiva ainda pode ser apreciada.

Alfred Deller, Solo Songs

Anon.: Twelfth night, V, 1
1 The Wind and the Rain (When that I was)

Thomas Morley: As you like it, V, 3
2 It was a lover and his lass

Thomas Morley: Twelfth night or what you will, II,3
3 O mistress mine

Anon.: Othello, IV, 3
4 Willow song

Anon.: Henry V, mentioned at IV, 4
5 Caleno custure me

Anon., 17th c.:
6 Miserere my Maker

Thomas Campion:
7 I care not for these ladies

John Bartlett:
8 Of all the birds

Philip Rosseter:
9 What then is love

John Blow:
10 The Self-banished

Jeremiah Clarke:
11 The glory of the Arcadian groves

John Dowland:
12 Fine knacks for ladies
13 Flow my tears

Henry Purcell
14 If music be the food of love (Z 379a)

Henry Purcell: The Comical History of Don Quixote (Z 578)
15 (Act V) From rosy bow’rs

Henry Purcell:
16 O Solitude (Z 406, 1685)

Alessandro Scarlatti/Giulio Caccini:
17 Pien d’amoroso affetto

Alessandro Scarlatti/Saracini:
18 Pallidetto qual viola

Giulio Caccini:
19 Amarilli mia bella

Alessandro Scarlatti:
20 Infirmata vulnerata

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Alfred Deller: grande voz e grande pioneiro!

Alfred Deller: grande voz e grande pioneiro!

CVL

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Les Voix Baroques – Canticum Canticorum (Cântico dos Cânticos do Rei Salomão)

Cântico dos Cânticos: clérigos promovem as canções como uma representação alegórica da relação de Deus e Israel como marido e mulher. Quando lidas fora do contexto, as canções revelam uma coleção erótica, se não singularmente carnal de poesia de amor. Esta dicotomia entre o sagrado e o carnal nos Cântico dos Cânticos tem sido um dos temas favoritos entre os compositores desde a Renascença.

O livro de Cântico dos Cânticos, também chamado de Cantares, Cântico Superlativo, ou Cântico de Salomão, faz parte dos livros poéticos do Antigo Testamento, vem depois de Eclesiastes e antes do livro de Isaías. Representa, em hebraico, uma fórmula de superlativo; significa o mais belo dos cânticos, Cântico por Excelência ou o cântico maior. É um canto poético curto, com somente 8 capítulos.

De acordo com o título em 1.1, o Cântico dos Cânticos foi escrito por Salomão, filho do Rei Davi. Pode-se dizer que é “de Salomão”, pois a expressão hebraica “de Salomão”(1.1) pode ser traduzida “de” Salomão (como o seu autor) ou “para Salomão (como a pessoa à qual o livro é dedicado). A opinião tradicional entre judeus é a de que Salomão foi o seu autor (Cf. 1Rs.4.32), para os católicos este livro pertence ao agrupamento dos Sapienciais, que condensam a sabedoria infundida por Deus no povo de Israel. Como pertence ao grupo dos sapienciais, recebe como autor a figura simbólica de Salomão, o modelo da sabedoria em Israel, tem sua escrita estimada por volta do ano 400 a.C, e constitui-se de uma coletânea de hinos nupciais.

Por ser um poema escrito em uma linguagem considerada sensual, sua validade como texto bíblico já foi questionado ao longo dos tempos. O poema fala do amor entre o noivo e sua noiva. O nome de Deus só aparece nele de forma abreviada, em 8,6, “uma chama de Iah(weh)”[6]. A interpretação alegórica, segundo a qual o amor de Deus por Israel e o do povo por seu Deus são representados como as relações entre dois esposos, tornou-se comum entre os judeus a partir do séc. II DC, tal interpretação tem paralelo no tema da alegria nupcial que os profetas desenvolveram a partir de Oséias.

O Cântico dos Cânticos ou Shir há´Shirim, além das inúmeras interpretações que recebeu ao longo dos séculos, é um dos mais belos poemas de amor já escritos. Seus protagonistas são uma amada e seu amado. A menção do amado como rei e pastor pode ser uma alusão à tradição judaica que, durante o casamento, considera o noivo um rei e a noiva uma rainha. Ao longo do texto, eles dialogam entre si ou com um coro e, apesar de o original não diferenciar explicitamente o que dizem ele e ela, é possível deduzir a qual deles pertence cada palavra pela diferente flexão que têm o masculino e o feminino em hebraico. O aparecimento do protagonista “coro” também parece apontar para uma influência grega.

Les Voix Baroques, sob a direção do fundador Matthew White, reuniu 16 músicas, todas inspiradas nos Cânticos dos Cânticos, que vão desde John Dunstable do século 15 para Sir William Walton do século 20, abrangendo a Inglaterra medieval, a Itália renascentista, o barroco da Alemanha e França, e o Canadá e Inglaterra do século 20. O grupo agilmente desenvolve cada um dos períodos da música coral com instrumentos e estilos de época.

(textos retirados da internet)

O Cântico começa com as palavras da amada:
Beija-me com beijos de tua boca,
Teus amores são melhores do que o vinho;
O alento do teu corpo me embriaga
E pronunciar teu nome desperta fragrâncias que impregnam tudo.
Por isso te amam as donzelas.

Leva-me contigo; corramos ao teu quarto e gozemos com alegria.
Evocar tuas carícias embriaga mais do que o vinho.
Com razão se enamoram de ti.
Filhas de Jerusalém, sou morena, mas sou graciosa;
Morena como as tendas do deserto,
Cheia de graça como os pavilhões do rei.

Não me negligencies por eu ser morena,
É que o sol me queima.
Dize-me, amor, onde vais apascentar teu rebanho e onde descansas ao meio-dia
Para que, buscando-te, eu não me extravie entre os rebanhos de teus companheiros.

Ao que ele responde:
Se não sabes onde me encontrar, bela entre as donzelas, segue as pisadas do meu rebanho e leva teu rebanho a pastar junto às tendas dos pastores.
Oh, bela, minha amada, tens a prestância dos corcéis do faraó.
Que delicado é teu rosto ornado por teu cabelo! Que graça tem teu pescoço com os colares!

E ela replica:
O perfume do meu corpo vai atrás do meu amado aonde quer que vá.
Quando descansa entre meus seios, ele é para mim uma porção de lavanda, um punhado de ervas aromáticas.

E ele:
Que bela és, amada, que bela! Teus olhos são pombas de serenidade e graça.

E, finalmente, responde ela:
Que belo és, amor! Que prazer! No campo temos estendido nossa cama, os ramos dos ciprestes são nosso telhado e os cedros são as colunas de nossa casa.
(Tradução de Eziel Belaparte Percino)

Palhinha: ouça 03 – Symphoniae sacrae, Op. 6: Anima mea liquefacta est, SWV 263

Canticum Canticorum
Orlando de Lassus (Franco-Flemish, 1532/1530-1594)
01 – Veni in hortum meum
Giovanni Pierluigi da Palestrina (c.1525-1594)
02 – Osculetur me osculo oris sui
Heinrich Schütz (Germany, 1585-1672)
03 – Symphoniae sacrae, Op. 6: Anima mea liquefacta est, SWV 263
04 – Symphoniae sacrae, Op. 6: Adjuro vos, filiae, SWV 264

Domenico Mazzocchi (Italy, 1592-1665)
05 – Dialogo della cantica
Healey Willian (Anglo-Canadian, 1880-1968)
06 – Rise up, my love, my fair one, B 314
07 – I beheld her beautiful as a dove, B 312

Sir William Walton (England, 1902-1983)
08 – Set me as a seal upon thine heart
Thomas Tomkins (England, 1572-1656)
09 – My beloved spake unto me
Heinrich Schütz (Germany, 1585-1672)
10 – Cantiones sacrae, Op. 4: Ego dormio, et cor meum, SWV 63
11 – Cantiones sacrae, Op. 4: Vulnerasti cor meum, SWV 64

Marc-Antonie Charpentier (France, 1643-1704)
12 – Dilecti mi, H 436
Marin Marais (France, 1656-1728)
13 – Passacaille
Marc-Antonie Charpentier (France, 1643-1704)
14 – Antienne pour les Vêpres de l’Assomption de la vierge: Après Lauda Jerusalem Dominum, H 52
John Dunstaple (or Dunstable) (England, c.1390 – 1453)
15 – Quam pulchra es, MB 44
Henry Purcell (England, 1659-1695)
16 – My beloved spake, Z 28

Canticum Canticorum – 2007
Les Voix Baroques
Director: Matthew White

Encarte incluído nos arquivos abaixo.

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Boa audição.

Avicenna

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Henry Purcell (1659-1695), John Dowland (1563-1626), William Lawes (1602–1645), John Coprario (c.1575-1626), William Byrd (c. 1543-1623), Thomas Simpson (16th c.-17th c.), Thomas Lupo (1571-1627), Thomas Morley (1557-1602), John Bull (c.1562-1628), Thomas Tomkins (1572-1656), Orlando Gibbons (1583-1625), Giles Farnaby (c.1560-1640), William Tisdale (c.1570-c.1604) : The Gustav Leonhardt Edition (CDs 13, 14 e 15 de 21)


IM-PER-DÍ-VEL !!!

Toda a série aqui, ó.

Eu tenho um blog sobre literatura e otras cositas. Lá, invisto um pouco mais de angústia. Aqui, é pura diversão. Mas, uma vez, fiquei muito decepcionado com o PQP. Lembrei disto hoje, ao ver que quase toda a lista de compositores acima já tinha sua categoria no blog, apesar de não possuir posts correspondentes. Acontece que tivemos um participante do blog que postava muita música elisabetana e música do barroco francês, além de Debussy, Schubert e tudo aquilo que se referisse a Alfred Brendel. Este participante avisou que não teria mais tempo para postar e que se retiraria. OK, sem problemas. Só que, sem avisar, ele deletou todos os seus posts e ficamos destituídos de um verdadeiro tesouro. Até hoje tento entender o que o levou a fazer aquilo. Falei com ele, perguntando-lhe o motivo do tresloucado ato. A resposta foi: “Ora, estava saindo, achei natural deletar”… Bem, deixemo-lo de lado. Cada um tem de cuidar da própria loucura.

Estes são os discos mais sem graça da coleção. Os Purcell, como sempre, são ótimos, mas o resto… É só legalzinho, divertidozinho, maisoumenoszinho… Putz, fiquei de mau humor ao lembrar das deleções. Tenho quase todos os arquivos comigo, mas que coisa irritante!

The Gustav Leonhardt Edition (CDs 13, 14 e 15 de 21)

CD 13:
Henry Purcell
01. Overture In D Minor, Z771
02. Pavan In B Flat Major, Z750
03. Ground In D Minor, Z222
04. Overture (With Suite) In G Major, Z770
05. Pavan In A Minor, Z749
06. Fantasia (Chaconne): Three Parts On A Ground In D Major, Z731
07. Overture In G Minor, Z772
08. Suite In D Major, Z667
09. Pavan Of Four Parts In G Minor, Z752
10. Sefauchi’s Farewell In D Minor, Z656
11. A New Ground In E Minor, Z682
12. Sonata In A Minor, Z804
13. Fantasia A 4 No. 7
14. Fly Swift, Ye Hours
15. The Father Brave
16. Return, Revolting Rebels

Max Van Egmond, bass (14-16)
Bruegen-Consort (13)
Leonhardt-Consort / Gustav Leonhardt, harpsichord / organ

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CD 14:
John Dowland
01. Pavan In C Major

William Lawes
02-04. Suite: No. 1 In C Minor
05-06. Suite No. 2 In F Major
07-09. Sonata No.7 In D Minor
10. In Nomine (From Suite No. 3 In B flat Major)

John Coprario
11. Fantasia
12-14. Suite

William Byrd
15. Pavan
16. Galliard
17. Fantasia No. 2
18. Fantasia No. 3

Thomas Simpson
19. Ricercar, “Bonney Sweet Robin”

Thomas Lupo
20. Fantasia

Veronika Hampe, alto viol (18)
Leonhardt-Consort / Gustav Leonhardt, harpsichord / organ / bass viol

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CD 15:
William Byrd
01-03. Pavan – Galliard – Miserere

Thomas Morley
04-05. Nancie – Fantasia

John Bull
06. Fantasia On Ut Re Mi Fa Sol La, “Hexachord Fantasia”
07. The Duchess Of Brunswick’s Toy (Most Sweet And Fair)

John Dowland
Arr. William Randall mid-16th Century – 1604
08. Lachrimae
09. Galliard, “Can She Excuse My Wrongs”

Thomas Tomkins
10. Pavan
11. Gaillard
12. Sad Pavan For These Distracted Times

Orlando Gibbons
13. Pavan

Giles Fahnaby
14-15. Fantasia – Spagnioletta

William Tisdale Fl. Late 16th Century
16. Pavana Chromatica, “Mrs Katherin Tregians Pavan”

Anon.
17. A Toye

Leonhardt-Consort / Gustav Leonhardt, harpsichord / organ / virginal

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Sim, esse monstro de talento ainda tocava órgão.

Sim, esse monstro de talento ainda tocava órgão.

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Apesar de raramente respondidos, os comentários dos leitores e ouvintes são apreciadíssimos. São nosso combustível.
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PQP

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Francois Couperin (1668-1733), Alessandro Poglietti (?-1683), Nicolas de Grigny (1672-1703), Jean-Philippe Rameau (1682-1764) e Henry Purcell (1659-1695): The Gustav Leonhardt Edition (CDs 10, 11 e 12 de 21)


IM-PER-DÍ-VEL !!!

Toda a série aqui, ó.

Comentar alguma coisa? Mas para quê?

Francois Couperin (1668-1733), Alessandro Poglietti (?-1683), Nicolas de Grigny (1672-1703), Jean-Philippe Rameau (1682-1764) e Henry Purcell (1659-1695): The Gustav Leonhardt Edition (CDs 10, 11 e 12 de 21)

CD 10: Francois Couperin
Messe a L’usage Ordinaire Des Paroisses
01. Offertoire Sur Les Grands Jeux

L’Art De Toucher Le Clavecin
02-09. Preludes 1-8

Alessandro Poglietti
10. Ricercar Primi Toni

Nicolas de Grigny
11. Cromorne En Taille A Deux Parties

Jean-Philippe Rameau

Pieces De Clavecin
12. La Triomphante
13. L’Entretien Des Muses
14. Menuet In G Major – Menuet In G Minor
15. Les Tourbillons
16. Sarabande In A Major
17. La Villageoise

Anon.
18. Daphne

Anon. 17th-century
19. Resonet In Laudibus

Gustav Leonhardt, harpsichord / organ

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CD 11: Jean-Philippe Rameau
Pieces De Clavecin En Concerts

Premier Concert
01. I La Coulicam (Kouli Khan)
02. II La Livri
03. III La Vezinet

Deuxieme Concert
04. I La Laborde
05. II La Boucon
06. III L’Agacante
07. IV Menuet I – Menuet II

Troisieme Concert
08. I La La Popliniere (Popliniere)
09. II La Timide
10. III Tambourin – Tambourin En Rondeau

Quatrieme Concert
11. I La Pantomime
12. II L’Indiscrete
13. III La Rameau

Cinquieme Concert
11. I La Forqueray
12. II La Cupis
13. III La Marais

Frans Brueggen, transverse flute
Sigiswald Kuijken, violin – Wieland Kuijken, viola da gamba
Gustav Leonhardt, harpsichord

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CD 12: Henry Purcell
01. Rejoice In The Lord Alway, Z49
02. Blow Up The Trumpet In Sion, Z10
03. O God, Thou Art My God, Z35
04. Chacony In G Minor, Z730
05. O God, Thou Hast Cast Us Out, Z36
06. My Heart Js Inditing, Z30
07. Remember Not, Lord, Our Offences, Z50

James Bowman, countertenor (01-03, 05 & 06)
Nigel Rogers Tenor (01-03, 05 & 06)
Max Van Egmond, bass (01-03, 05 & 06)
The Choir Of King’s College, Cambridge
Leonhardt-Consort / Gustav Leonhardt, harpsichord / organ

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Leonardt: fazendo uma visita aos franceses

Leonhardt: saindo de Bach, fazendo um passeio pela velha Europa

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Henry Purcell (1659-1695): Music for a While – Improvisations on Purcell (2014)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Este é um disco inacreditável. Um grupo de música antiga reuniu-se a um grupo de jazz (piano, baixo e bateria) para tocar algumas obras do imenso compositor inglês Henry Purcell. Quando comecei a ouvir, detestei a primeira faixa, mas depois fui inteiramente tomado pelo bom gosto do grupo organizado por Christina Pluhar. Os arranjos para Music for a whileWhen I am laid in earth, Here the deities approve e O let me weep, por exemplo, são espetaculares. Os cantores são todos eruditos, mas tratam de amenizar a empostação. A partir da faixa dois, tudo funciona maravilhosamente neste disco, até a faixa bônus, com uma incompreensível canção de Leonard Cohen. Eu gosto de Cohen, mas por quê?

E, bem, Purcell é o cara, né?

Henry Purcell (1659-1695): Music for a While – Improvisations on Purcell (2014)

01. The Mock Marriage, Z. 605/2: “Twas within a furlong” 2:54
02. Oedipus, King of Thebes, Z. 583/2: “Music for a while” 5:54
03. Come, ye sons of art away (Birthday Ode for Queen Mary), Z. 323/5: “Strike the viol” 3:58
04. “Now that the sun hath veiled his light” (An Evening Hymn on a Ground), Z. 193 6:06
05. Hail! bright Cecilia (Ode for St. Cecilia’s Day), Z. 328/10: “In vain the am’rous flute” 4:34
06. Who can from joy refrain? (Birthday Ode for the Duke of Gloucester), Z. 342/3: “A prince of glorious race descended” 4:40
07. “O solitude, my sweetest choice”, Z. 406 5:24
08. Dido and Aeneas, Z. 626/38: “When I am laid in earth” 5:03
09. Hail! bright Cecilia (Ode for St Cecilia’s Day), Z. 328/8: “Wondrous machine” 3:42
10. Welcome to all the pleasures (Ode for St Cecilia’s Day), Z. 339/3: “Here the deities approve” 4:48
11. Dido and Aeneas, Z. 626/3: “Ah! Belinda” 4:10
12. Timon of Athens, Z. 632/2: “Hark! how the songsters of the grove” 2:49
13. Secresy’s Song, from The Fairy Queen, Z. 629/13: “One charming night” 4:40
14. The Mock Marriage, Z. 605/3: “Man is for the woman made” 1:18
15. The Fairy Queen, Z. 629/40: “O let me weep” (The Plaint) 7:19
16. Timon of Athens, Z. 632/13: “Curtain Tune on a Ground” 2:56
17. Leonard Cohen: Hallelujah 6:04

Philippe Jaroussky, countertenor
Dominique Visse, countertenor
Raquel Andueza, soprano
Vincenzo Capezzuto, alto

L’Arpeggiata
Christina Pluhar

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L`Arpeggiata em ação em Music for a While

L`Arpeggiata em ação em Music for a While

PQP

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Purcell, Kauffmann, Tag, Krebs, B. Hummel: Música para Trompete e Órgão

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O disco é tão obscuro que não existe na Amazon.

Sempre fui seduzido pela sonoridade das obras para trompete e órgão. No passado, era mais comum aparecerem discos desta clássica formação. Hoje, o órgão e suas formações parecem ter saído de moda, não obstante muitos autores barrocos terem escrito obras para esta dupla do barulho. Excetuando-se Purcell, este CD traz obras obscuras de compositores antigos e de um moderno mandando bala e fazendo barulho com os dois potentes instrumentos. O disco tem momentos interessantíssimos e não faço a mínima ideia de como foi parar no meu HD. Há obras muito bonitas de Handel, Corelli e Telemann para esta formação hoje bem rara, mas só as tenho em vinil.

Purcell, Kauffmann, Tag, Krebs, B. Hummel: Música para Trompete e Órgão

Henry Purcell (1659-1695)
Sonata in D-Dur
1. 1. Pomposo
2. 2. Andante maestoso
3. 3. Allegro ma non troppo

Georg Friedrich Kauffmann (1679-1795)
4. Gelobet seist du, Jesu Christ
5. Wie schön leuchter der Morgenstern
6. Ach Gott, vom Hummel sieh darein

Christian Gotthilf Tag (1713-1780)
7. Befiehl du deine Wege

Johann Ludwig Krebs (1713-1780)
8. Wachet auf, ruft uns die Stimme

Berthold Hummel (geb. 1925)
Invocationes in C op.68
9. 1. De profundis
10. 2. In te domine speravi
11. 3. Non confundar in aeternum

Helmut Erb, trompete
Gerhard Weinberger, orgel

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Fica bonito, gente.

É um barulhão dos diabos, mas fica bonito.

PQP

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Vários compositores barrocos: An Excess Of Pleasure / The Winged Lion (com o Palladian Ensemble)

Este é realmente um bom CD duplo. Trata-se da reedição de dois discos do Palladian, de 1993 e 1994. Essas gravações receberam vários prêmios (incluindo dois Diapason d’Or, um para cada CD) e soam hoje tão sensacionais quanto quando de seu lançamento.

É música do século XVII. O primeiro CD recebe o curioso nome de An Excess Of Pleasure e apresenta obras de compositores ingleses e italianos que viveram e trabalharam na Inglaterra ou que venderam obras para ingleses. A música é excelente — alguns dos compositores são muito famosos, como Vivaldi ou Purcell. O segundo é uma coleção veneziana de nome ainda mais estranho — The Winged Lion — ,mas afirmo-lhes que tudo é bom demais.

Vários compositores barrocos: An Excess Of Pleasure / The Winged Lion

An Excess Of Pleasure (CD 1)

Marco Uccellini (1603-1680)
Aria Sopra La Bergamasca
Nicola Matteis (fl. 1670)
Ayres for the Violin: Aria Sagnuola A Due Corde · Diverse Bizzarie Sopra La Vecchia Sarabanda o pur Ciaconna
Matthew Locke (1621/2-1677)
Broken Consort In D: Pavan · Ayre · Galliard · Ayre · Saraband
Christopher Simpson (c.1605-1669)
Divisions Of John Come Kiss Me Now
John Blow (1649-1708)
Sonata In A: Slow · Untitled · Brisk
Biagio Marini (c.1587-1663)
Sonata
Anon (c.1660)
Ciaconna
Franceso Geminiani (1687-1762)
Scots Airs: Auld Bob Morrice · Lady Ann Bothwell’s Lament · Sleepy Body
Nicolas Matteis
Ayres For The Violin: · Andamento Con Divisione · Aria · Grave · Ground In D, La Sol Re Per Fa La Mano
Henry Purcell (1659-1695)
Two In One Upon A Ground
Nicola Matteis
Bizzarie All’imor Scozzeze

The Winged Lion (CD2)

Dario Castello (fl. 1620)
Sonata Duodecima
Giovanni Battista Vitali (1632-1692)
Ciaconnna
Marcelo Uccelini (1603-1680)
Sonata Quarto
Antoni Vivaldi (1676-1741)
Concerto in F major RV 100 · Allegro · Untitled · Allegro
Giovanni Battista Buonamente (d.1642)
Suite (Book III 1626)
Gagliarda Seconda · Corrente terza e quarta · Brando terza · Avanti il Brando · Brando Quarto
Franceso Cavalli (1607-1676)
Canzon
Santiago De Murcia (fl..1700)
El Amor · La Jota
Franceso Turini (1589-1656)
Sonata a tre
Antonio Vivaldi
Concerto in D major RV.84: Untitled · Largo · Allegro
Marco Uccelini
Aria undecima detta ‘Il Caporal Simon’ · Aria decimaquarta ‘la mia pedrina’ · Aira decimaquinta sopra ‘le scatola da gli ogghi’

Palladian Ensemble

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Palladian Ensemble

Palladian Ensemble

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