.: interlúdio :. ‘S Different – Billy Butterfield & Ray Conniff and His Orchestra

'S-Different-capa-solo-web‘S Different
Conniff Meets Butterfield
1959

Quem já passou por esta vida e não dançou sentindo o calor do rosto da Amada, ao som da música de Ray Conniff & Billy Butterfield, pode ser mais, mas sabe menos do que eu.

Como dizia o poeta, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, não

 

E como testemunhou o nosso amigo Wellington Mendes: este [Billy Butterfield] foi um dos maiores e mais elegantes trompetistas. Um som único e clássico, à maneira de outros como Al Hirt, Doc Severinsen, Bob Hacket, Ruby Braff… “

‘S Different (Conniff Meets Butterfield)
01. Beyond The Blue Horizon
02. You Must Have Been a Beautiful Baby
03. All The Things You Are
04. Oh , What a Beautiful Mornin´
05. Time On My Hands (You In My Arms)
06. Something To Remember You By
07. What a Diff´rence a Day Made
08. South Of The Border (Down Mexico Way)
09. Can´t We Be Friends
10. Rosalie
11. A Love Is Born (Song Of The Trumpet)
12. I Found a Millon Dollar Baby (In a Five And Ten Cent Store)
13. Summertime
14. Love Letters In The Sand

Palhinha: ouça 11. A Love Is Born (Song Of The Trumpet)

‘S Different – 1959
Billy Butterfield & Ray Conniff and His Orchestra

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XLD RIP | FLAC 228,8 MB

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Boa audição.

 The Dancers, por Fernando Botero

– The Dancers, por Fernando Botero

 

Avicenna

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.: interlúdio :. Johnny Mathis – Open Fire, Two Guitars – 1959

Open_Fire,_Two_Guitars_(Johnny_Mathis_album_-_cover_art)Johnny Mathis
Al Caiola
Tony Mottola
1959

Johnny Mathis canta com o apoio de duas guitarras interpretadas pelos excelentes Al Caiola e Tony Mottola, mais um contra-baixo (Frank Carroll em nove das faixas, Milt Hinton as outras) para suporte rítmico.

O resultado é que a pureza, a sensibilidade e a beleza da voz de Johnny Mathis brilham surpreendentemente. O álbum é uma prova da estatura de Johnny Mathis em 1959, de tal maneira que Columbia Records registrou este álbum fora da fórmula comprovada de seus álbuns anteriores, bem como a coragem do artista em permitir que seu instrumento vocal fosse tão completamente exposto, sem a segurança de uma orquestra completa.

Uma façanha para um cantor de 23 anos de idade, com apenas dois anos de experiência de gravação atrás dele.

O resultado é um triunfo artístico para Mathis e o álbum continua a ser um dos seus mais valiosos entre sua legião de fãs. O álbum foi o 4º mais vendido e tocado nos USA em 1959, segundo a revista Billboard.

A dificílima My Funny Valentine é uma demonstração da qualidade artística de Johnny Mathis.

Open Fire, Two Guitars
01. Open Fire
02. Bye Bye Blackbird
03. In The Still Of The Night
04. Embraceable You
05. I’ll Be Seeing You
06. Tenderly
07. When I Fall In Love
08. I Concentrate On You
09. Please Be Kind
10. You’ll Never Know
11. I’m Just A Boy In Love
12. My Funny Valentine

Open Fire, Two Guitars – 1959
Johnny Mathis – vocal
Al Caiola & Tony Mottola – guitars
Frank Carroll & Milt Hinton – upright bass

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MP3 320 kbps | 95,7 MB

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Dedicado ao Luke D. Chevalier, pois foi quem me deu a inspiração para esta postagem!!

agradecendo_o_papai_noelWEB

 

 

 

 

 

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Avicenna

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.: interlúdio :. The Rat Pack (Frank Sinatra, Dean Martin & Sammy Davis Jr.)

ratpack Certa vez Lauren Bacall, irritada com os constantes bebuns que seu marido, Humphrey Bogart, tomava com os amigos, principalmente com Frank Sinatra, Dean Martin e Sammy Davis Jr., exclamou: “Vocês parecem um maldito bando de ratos” (You look like a goddamn rat pack).

Pronto, foi o estopim para a formação do famoso grupo vocal “The Rat Pack”, e a Lauren Bacall ficou sendo a madrinha.

Gravaram bem humorados LPs, filmes e apresentaram shows inesquecíveis.

A seguir, algumas apresentações do “The Rat Pack”, celebrando o 100º aniversário do unforgettable Ol’ Blue Eyes.

Mais sobre Frank Sinatra, AQUI.

The Rat Pack
01. I Left My Heart in San Francisco
02. I’ve Got You Under My Skin
03. That Old Black Magic
04. Night And Day
05. What Kind Of Fool Am I
06. Sam’s Song
07. Oo-Shoo-Be-Doo-Be
08. Dream A Little Dream Of Me
09. The Lady is a Tramp
10. Bewitched, Bothered and Bewildered
11. Let’s Fall in Love
12. Come fly with me
13. You’re Nobody Till Somebody Loves You
14. Mack The Knife
15. My Funny Valentine
16. That’s Amore
17. Volare
18. You’ll never get rid of me

The Rat Pack (Frank Sinatra, Dean Martin & Sammy Davis Jr.) – anos 60

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MP3 +/- 192 kbps | 57 MB

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Boa audição.

Frank_Sinatra_100

Avicenna

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.: interlúdio :. Billboard 1956 Top Hits

Billboard-Top-100-Hits-Of-1956-CD2-cover Mais uma postagem dedicada aos “semi-novos” da minha geração.

Billboard é uma revista de música americana, publicada pela primeira vez em 1 de Novembro de 1894. Considerada uma das mais antigas revistas comerciais do mundo, originalmente era focada na afixação de cartazes e externas de entretenimento antes de se especializar na indústria da música na década de 1950, quando então tornou-se a Bíblia da música popular americana, até hoje.

Pesquisava os discos mais vendidos e as músicas mais tocadas nas rádios e publicava seu famoso ranking.

Abaixo, alguns sucessos que estiveram presentes no “Top 100 Hits of 1956”.

Bill Doggett
01. Honky Tonk, Part 1
02. Honky Tonk, Part 2
Billy Vaughn
03. Theme From 3 Penny Opera
The Dream Weavers
04. It’s Almost Tomorrow
Fats Domino
05. Blueberry Hill

06. My Blue Heaven
The Flamingos
07. I’ll Be Home
Gale Storm
08. Memories Are Made of This
Gene Vincent
09. Be-Bop-A-Lula

Ivory Joe Hunter
10. Since I Met You Baby
Jim Lowe
11. The Green Door

Jimmie F. Rodgers
12. Kisses Sweeter Than Wine
Little Richard
13. Slippin’ And Slidin’
14. Rip It Up
Little Willie John
15. Fever
Mickey & Sylvia
16. Love Is Strange
Mitchell Ayres & Ray Charles Singers
17. Moonglow
The Penguins
18. Earth Angel
The Platters
19. The Great Pretender
20. My Prayer
21. Only You

Sonny James
22. Young Love

Billboard 1956 Top Hits
Coletadas pelo meu amigo Lauro Mendonça

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MP3 320 kbps | 120,2 MB

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Boa audição.

Screen Shot 2015-12-04 at 06.09.13

 

 

 

 

 

 

 

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Avicenna

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.: interlúdio :. The Cash Box Magazine – Tops 1958

cash box 1958 pngEsta postagem é dedicada aos ‘semi-novos’ da minha geração.

Quem de nós não se deliciava ouvindo e dançando The Everly Brothers, The Teddy Bears, Perez Prado, The Champs, Conway Twitty
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E o vozerão do Domenico Modugno cantando Nel blu dipinto di blu, heim, heim?

Eita anos dourados !!!

A memorável revista “The Cash Box Magazine” trazia mensalmente a relação dos LPs mais vendidos nos Estados Unidos e, ao fim do ano, relacionava os mais vendidos do ano.

A postagem abaixo relaciona os mais vendidos durante 1958. É só alegria !!!!!

01. At The Hop (Danny & The Juniors)
02. The Stroll (The Diamonds)
03. Get a Job (Silhouettes)
04. Don’t (Elvis Presley)
05. Tequila (The Champs)

06. He’s Got The Whole World In His Hands (Laurie London)
07. Twilight time (The Platters)
08. Witch Doctor (David Seville)
09. All I Have To Do Is Dream (The Everly Brothers)

10. The Purple People Eater (Sheb Wooley)
11. Yakety Yak (The Coasters)
12. Patricia (Perez Prado)
13. Nel blu dipinto di blu (Volare) (Domenico Modugno)

14. It’s All In The Game (Tommy Edwards)
15. Topsy Part 2 (Cozy Cole)
16. It’s Only Make Believe (Conway Twitty)
17. (Hang down your head) Tom Dooley (The Kingston Trio)

18. To know him is to love him (The Teddy Bears)
19. The chipmunk song (Alvin & the Chipmonks)
20. Jo-Ann (The Playmates)
21. March from the River Kwai and Colonel Bogey (Mitch Miller)
22. (Who Wears) Short Shorts (Royal Teens)

23. Magic Moments (Perry Como)

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192 kbps – 78,6 KB –59,2 min
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Boa audição.

Avicenna

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.: Interlúdio :. The Ink Spots

23iw93nThe Ink Spots
Grandes sucessos dos anos 40
É só ouvir e sair dançando!

The Ink Spots foi um grupo vocal americano popular nos anos 1930 e 1940. Sua música levou aos gêneros musicais “rhythm and blues” e “rock and roll”, e ao subgênero “doo-wop”. O grupo foi amplamente aceito em ambas as comunidades brancas e pretas, em grande parte devido ao estilo balada apresentado ao grupo pelo vocalista Bill Kenny. O grupo foi incluido no Hall da Fama do Rock & Roll em 1989. Desde que os The Ink Spots se desfizeram em 1954, houve mais de 100 grupos vocais que se autodenominam “Ink Spots” sem qualquer direito ao nome, e sem quaisquer membros originais do grupo. Estes grupos geralmente se apresentam como sendo uma “segunda geração” ou The Ink Spots “terceira geração”. Muitos desses grupos ainda estão em turnê atualmente.

Apresentamos aqui 25 genuínos sucessos do The Ink Spots, todos gravados nos anos 40 e que estiveram incluídos na lista das músicas mais vendidas nos Estados Unidos.

Palhinha: ouça: 17. We Three (My Echo, My Shadow and Me)

The Ink Spots
01. The Best Things In Life Are Free
02. A Lovely Way to Spend an Evening
03. Java Jive
04. The Gypsy
05. Ev’ry Night About This Time
06. I’m Getting Sentimental Over You
07. When the Swallows Come Back to Capistrano
08. Memories of You
09. My Prayer
10. I Don’t Want to Set the World On Fire
11. I’m Making Believe
12. Maybe
13. Don’t Get Around Much Anymore
14. I’m Begining to See the Light
15. I’ll Never Smile Again
16. Someone’s Rocking My Dream Boat
17. We Three (My Echo, My Shadow and Me)
18. You’re Breaking My Heart All Over Again
19. If I Didn’t Care
20. Address Unknown
21. Stop Pretending
22. I’ll Get By (As Long As I Have You)
23. (That’s Just My Way Of) Forgetting You
24. Whispering Grass (Don’t Tell The Trees)
25. Into Each Life Some Rain Must Fall

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MP3 320 kbps – 184,7 MB – 1 h 15 min
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My Echo, My Shadow and Me ...

My Echo, My Shadow and Me …

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Postagem dedicada ao meu amigo Kawabundo.

Avicenna

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.: interlúdio :. The Moscow Symphony Orchestra — The Music of Deep Purple

Eu fui um adolescente que ouvia a música erudita de meu pai TODAS AS NOITES e rock durante o dia. Eu e minha irmã gostávamos. Ela amava os Beatles e eu os Beatles e todo o resto. Tive sorte, pois, em 1969, tinha 12 anos. Peguei vários discos hoje clássicos quando de seus lançamentos. Tenho-os em vinil, perfeitamente conservados. Comprei-os, digamos, na primeira edição.  Então, discos, como Machine Head, In Rock, Burn, Fireball e Who do we think we are, do Deep Purple, são meus íntimos. Quase não os ouço mais, mas eles estão na minha discoteca.

O que temos aqui? Ora, um baita disco de crossover conduzido por Constantine Krimets e arranjado por Stephen Reeve e Martin Riley. Foi gravado em estúdio em 1992. Não há bateria nem guitarra — não há, de fato, nenhum instrumento de rock, apenas uma orquestra sinfônica. Todas as faixas foram cuidosamente rearranjadas, e umas soam mais fieis que outras aos originais. Child in Time é particularmente bem sucedida, The Mule e Pictures of Home idem, muito graças às belas melodias. Gostei também de Highway Star… Não pude evitar. Krimets disse que quase toda a orquestra conhecia a fundo os temas, de tanto ouvi-los em casa.

Se compararmos estes arranjos com o que ouvimos nos crossover das orquestras brasileiras, nossa, isso aqui é Stockhausen de tão complexo. Mas penso que este disco apenas possa interessar aos nostálgicos que conhecem cada original. Em resumo, Crossover é só curiosidade boba. E kitsch.

The Moscow Symphony Orchestra – The Music of Deep Purple

01. Smoke On The Water
02. Space Trucking
03. Child In Time
04. Black Night
05. Lazy
06. The Mule
07. Pictures Of Home
08. Strange Kind Of Woman
09. Burn
10. Highway Star
11. Fireball
12. Coda And Reprise

Moscow Symphony Orchestra
Constantine Krimets

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A formação clássica do Deep Purple: Gillan, Blackmore, Paice, Glover e Lord.

A formação clássica do Deep Purple: Gillan, Blackmore, Paice, Glover e Lord.

PQP

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.: interlúdio :. Nick Drake (1948-1974): • Five Leaves Left • Bryter Layter • Pink Moon (os três discos oficiais)

..

Depois do excelente impacto da postagem de 13 de outubro, com dois dos sete álbuns póstumos do Nick Drake, aqui vão os três álbuns que o moço lançou em vida – dos 21 aos 24 anos, antes de sua precoce partida em 1974, aos 26.

Sugestão: se você, como eu, achar as capas um tanto de mau gosto, não se deixe enganar: o conteúdo musical e poético está, de modo geral, muito acima delas. (Digo “de modo geral” apenas porque o segundo álbum não me parece estar no mesmo nível de tudo mais que que já ouvi dele; chega a parecer um esforço de ser o que ele menos era: pop).

Se, além da música, quiser conhecer um pouco da pessoa e sua história, o leitor DiMenez compartilhou com a gente o link de um documentário de 48 min., legendado em português. Valeuzaço, DiMenez… e agora deixo vocês com o vídeo… e sobretudo com a música!

Nick Drake: FIVE LEAVES LEFT (1969)
01 Time Has Told Me
02 River Man
03 Three Hours
04 Way To Blue
05 Day Is Done
06 Cello Song
07 The Thoughts Of Mary Jane
08 Man In A Shed
09 Fruit Tree
10 Saturday Sun

Nick Drake: BRYTER LAYTER (1971)
01 Introduction
02 Hazy Jane II
03 At The Chime Of A City Clock
04 One Of These Things First
05 Hazey Jane I
06 Bryter Layter
07 Fly
08 Poor Boy
09 Northern Sky
10 Sunday

Nick Drake: PINK MOON (1972)
01 Pink Moon
02 Place To Be
03 Road
04 Which Will
05 Horn
06 Things Behind The Sun
07 Know
08 Parasite
09 Free Ride
10 Harvest Breed
11 From The Morning

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Ranulfus

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.: interlúdio :. Nick Drake (1948-1974): álbuns póstumos Time of No Reply (1987) • Family Tree (2007)

Entre as revelações que o jovem Daniel the Prophet fez a este velho monge destaca-se a música do inglês Nick Drake, usualmente catalogada como folk. Até há um mês eu nunca tinha ouvido falar, mas agora posso ouvir seu canto introvertido por horas e horas como se fosse uma única música, mais ou menos como faço com Purcell – o que poderia suscitar a hipótese de se dever à anglicidade dos dois… se o efeito não se estendesse a, entre outros exemplos, as lamentações vocais do inequivocamente franco Couperin.

Nicholas Rodney Drake nasceu na então Birmânia, que, muito britanicamente, era o local de trabalho do pai. Quando tinha quatro anos a família voltou pra Inglaterra, para uma vila de 3 mil habitantes não longe de Stratford-upon-Avon, terra daquele dramaturgo insignificante que vocês sabem o nome. Nick aprendeu piano com a mãe, Molly, que também tocava cello, compunha e cantava (do que há alguns testemunhos – gravações informais feitas em casa – no álbum Family Tree) – e talvez tenha legado ao filho também a sensibilidade exacerbada.

To make a long story short, Nick aprendeu escolarmente também clarinete e sax, e informalmente o violão, com colegas – justo o instrumento em que mais se destacou. Aos 19 anos foi estudar literatura em Cambridge – o que não faz pouco sentido, quando se constata o refinamento poético das letras. Aos 21, 23 e 24 anos lançou três discos que pouquíssima gente ouviu. E aos 26 morreu de overdose do que os médicos atochavam como antidepressivo na época.

Fim? Muito pelo contrário: nos 33 anos seguintes foram lançados sete outros discos com material que Nick havia deixado gravado (entre músicas inéditas e versões alternativas), e se é verdade que seus admiradores ainda constituem uma seita (sentido original, aliás, da palavra cult), essa seita não parou de crescer.

De início pensei em compartilhar aqui os três álbuns lançados em vida, mas ouvindo um pouco mais optei pelo terceiro e o sétimo dos póstumos. A razão é que Nick me parece ser daqueles artistas cujo talento brilha ao máximo no despojamento, na quase ausência de produção.

Pra terminar, declaro solenemente que estou morrendo de curiosidade quanto ao que vocês vão achar – e portanto adorarei que vocês não deixem de comentar!

TIME OF NO REPLY (1987)
01. Time Of No Reply
02. I Was Made To Love Magic
03. Joey
04. Clothes Of Sand [letra abaixo / lyrics bellow]
05. Man In A Shed
06. Mayfair
07. Fly
08. The Thoughts Of Mary Jane
09. Been Smoking Too Long
10. Strange Meeting II
11. Rider On The Wheel
12. Black Eyed Dog
13. Hanging On A Star
14. Voice From The Mountain

FAMILY TREE (2007)
01 Come Into The Garden (Introduction)
02 They’re Leaving Me Behind
03 Time Piece
04 Poor Mum (by Molly Drake)
05 Winter Is Gone
06 All My Trials (by Gabrielle Drake and Nick Drake)
07 Kegelstatt Trio For Clarinet, Viola And Piano by The Family Trio
08 Strolling Down The Highway
09 Paddling In Rushmere
10 Cocaine Blues
11 Blossom
12 Been Smoking Too Long
13 Black Mountain Blues
14 Tomorrow Is A Long Time
15 If You Leave Me
16 Here Come The Blues
17 Sketch 1
18 Blues Run The Game
19 My Baby’s So Sweet
20 Milk And Honey
21 Kimbie
22 Bird Flew By
23 Rain
24 Strange Meeting II
25 Day Is Done (Family Tree)
26 Come Into The Garden
27 Way To Blue (Family Tree)
28 Do You Ever Remember? (by Molly Drake)

BÔNUS
Clothes of Sand (ToNR 04) por Renato Russo (1994) [letra abaixo / lyrics bellow]

.  .  .  .  .  .  .  BAIXE AQUI – download here

Who has dressed you in strange clothes of sand?
Who has taken you, far from my land?
Who has said that my sayings were wrong?
And who will say that I stayed much too long?

Clothes of sand have covered your face
Given you meaning but taken my place
So make your way on, down to the sea
Something has taken you so far from me.

Does it now seem worth all the colour of skies?
To see the earth, through painted eyes?
To look through panes of shaded glass?
See the stains of winter’s grass?

Can you now return to from where you came?
Try to burn your changing name?
Or with silver spoons and coloured light
Will you worship moons in winter’s night?

Clothes of sand have covered your face
Given you meaning but taken my place
So make your way on, down to the sea
Something has taken you, so far from me.

Ranulfus

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.: interlúdio :. Emerson, Lake & Palmer – Welcome Back, my Friends, to the Show that Never Ends

FrontJá declarei em outras situações que considero este um dos três melhores discos ao vivo já gravados na história da indústria fonográfica. O que estes três caras fazem aqui não é brincadeira. É um show de competência, virtuosismo e criatividade únicos.

Keith Emerson se suicidou há quinze dias, no dia 10 de março, com um tiro. Tinha setenta e um anos de idade. Há alguns anos atrás sofreu uma intervenção cirúrgica em sua mão direita, e aparentemente não conseguiu recuperar os movimentos desta mão e voltar a tocar como tocava. E isso para um músico, ainda mais um pianista de seu calibre, deve deprimir e muito.

Conheci Keith Emerson exatamente através deste CD que ora vos trago, um petardo que mostra todo o talento e versatilidade deste trio. São músicos de altíssimo nível, que exploraram ao máximo as possibilidades de seus instrumentos, vindo inclusive a inovar, criando e aperfeiçoando o que existia na época (lembro que esse disco foi gravado em 1974). O disco era um álbum triplo, e isso significou e muito. Até então, pouquíssimas bandas tinham se arriscado em algo tão longo, lembro de cabeça do “Yes Songs”, do Yes, lançado um ou dois anos antes. O nome do álbum é muito sugestivo, quando você é convidado a assistir a um show que nunca acaba. E para mim, nunca vai acabar. Foi um dos discos que mais me influenciou, faixas extensas como ‘Tarkus’, ou ‘Karn Evil 9’ me mostraram que a improvisação é a alma da música, e ‘Piano Improvisations’ foi a gota dágua que sacramentou essa minha idéia. Sumiram os rótulos, e ficou apenas a música, única e simplesmente. E no meio de seus solos, podiamos encontrar passagens de obras de Prokofiev, Stravinsky, e principalmente Aaron Copland, que me foi apresentando exatamente com a faixa que abre este álbum, o clássico “Hoedown”. Curioso que um trio inglês conseguiu extrair o que esta obra tinha de melhor, a interpretando em um órgão Hammond, em uma bateria e num contrabaixo.

Alguns anos depois eles foram convidados a tocar a música de abertura das Olimpíadas de Montreal, mas isso é conversa para outra postagem.

CD 1

01. Hoedown
02. Jerusalem
03. Toccata
04. Tarkus (a. Eruption, b. Stones Of Years, c. Iconoclast, d. Mass, e. Manticore, f. Battlefield (Including Epitaph), g. Aquatarkus)
05. Take a Pebble (a. Still… You Turn Me On, b. Lucky Man)

CD 2

01. Piano Improvisations (a. Fugue, b. Little Rock Getaway)
02. Take A Pebble (Conclusion)
03. Jeremy Bender – The Sheriff (Medley)
04. Karn Evil 9 (a. 1st Impression, b. 2st Impression, c. 3st Impression)

Keith Emerson – Keyboards
Greg Lake – Bass, Guitars & Vocal
Carl Palmer – Drums, Percussion

CD 1 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

CD 2 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

keith-emerson

O Mestre em seu Elemento !!!

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Erkki-Sven Tüür (1959): Symphony Nº 4 (Magma)

Sobre a polêmica, erudito e popular, que também lembra um pouco a relação ateu e teísta, não há muito que dizer, é mesmo um assunto interminável e muito controverso. Mas é inegável a coexistência entre aquele que afirma e o que nega. Por isso, nos assuntos musicais, só conheço Música e musiquinha; e nos assuntos religiosos, sou pós-teísta, aquele que não vê relevância no assunto. Mas é óbvio que certas “categorias” de músicos vivem na sombra dos grandes mestres, transformando belezas e inovações em clichês, e raramente fogem do meu padrão de musiquinha.

Sou extremamente crítico com relação às “misturas”. Não pela tentativa de encontrar uma linguagem inusitada, mas utilizar esse fato, o de misturar rock e clássico ou rock e jazz, como o principal elemento da obra musical; o que é um absurdo. No recife, o fator mais importante é misturar, mesmo que o resultado, na maioria das vezes, seja de uma mediocridade só. Temos um pianista famoso por aqui, que usa como logotipo – “quem disse que o erudito e o popular não podem se casar?” Claro que pode. Quem é um apaixonado por Villa, sabe que essa mistura funciona muito bem. Mas no caso particular do referido pianista, vejo apenas uma sombra distante de “erudito” (aliás, termo pedante que só existe no Brasil. Certo é música clássica ou Música, como costumo chamar).

Trago para vocês uma interessante tentativa. A sinfonia n.4, Magma, de 2002 escrita pelo compositor nascido na Estônia – Erkki-Sven Tüür (quem se habilita a pronunciá-lo?) . O cara tinha uma banda de rock, no fim dos anos de 1970, chamada “In Spe”, que já misturava elementos da música barroca. Na sinfonia ou sinfonia concertante para percussão é visível a forte influência do Rock e Jazz. Eu acho que ele foi bem sucedido, a peça é envolvente; apesar de certas passagens pouco inspiradas, levando minha concentração a se perder. Mas dessa nossa geração de “misturas”, poucos tem a competência de Tüür.

P.S.:A percussionista Evelyn Glennie é absolutamente incrível, e acreditem, a moça é surda.

Erkki-Sven Tüür (1959): Symphony Nº 4 (Magma)

Faixas:

1. – Igavik (Eternity) for male choir & orchestra (in memoriam Lennart Meri, 2006)
2. – Inquiétude du fini for chamber choir & orchestra (dedicated to Arvo Pärt, 1992)
3. – Symphony No.4 Magma for solo percussion & symphony orchestra (dedicated to Evelyn Glennie, 2002)
4. – The Path and the Traces for strings (2005)

Estonian National Symphony Orchestra
Conducted by Paavo Järvi

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Tüür

Tüür

CDF

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.:Interlúdio:. Led Zeppelin – Led Zeppelin I

O que diabos Led Zeppelin tem a ver com o pqpbach? Esse foi o desafio que o mano pqp lançou quando conversamos por telefone semana passada. Até onde se sabe, a principal influência de Jimmy Page e cia foi o blues… ou seja, não teria nada a ver… lembro-me que uma das primeiras contribuições de bluedog foi um belíssimo cd do Pat Metheny tocando com o John Scofield, e um dos comentários considerava o cd por demais rock´n´roll. Como falamos de dois músicos que se movem facilmente entre o jazz clássico e o fusion, até podemos considerar que em alguns momentos ela possa ser “rock´n´roll”.  Mas para esta postagem, estou me preparando para ser mais bombardeado que o território de Gaza.  Mas vamos aos fatos.

Há exatos 40 anos, no dia 12 de janeiro de 1969, a gravadora ATLANTIC lançou um dos melhores discos de rock de todos os tempos, chamado simplesmente “Led Zeppelin”, e também lançava a banda, que viria a se tornar uma das melhores bandas de rock de todos os tempos. Led Zeppelin. Os quatro rapazes ofereciam uma linguagem nova, fortemente influenciados pelo blues. Entre seus membros se destacava o guitarrista Jimmy Page, que já havia tocado no Yardbirds, celeiro de grandes guitarristas, como Eric Clapton e Jeff Beck.

O disco trazia canções próprias, como a supreendente “Babe I´m gonna leave you”, que começava com um delicado violão dedilhado, com elementos da folk music inglesa e a impressionante “Dazed and Confused”, que assustava pela introdução do baixo, e que se tornaria o carro chefe para Page mostrar suas infinitas e criativas possibilidades,  tocando a guitarra com um arco de violino em seus longos solos ao vivo. Clássicos do blues, como “You Shook Me” e “I Can´t Quit You Babe” mostravam toda a versatilidade do jovem vocalista, Robert Plant, e um baterista enfurecido que se tornou uma lenda, John Bonham, morto precocemente.

Led Zeppelin foi a banda de rock que mais me influenciou, e este disco foi um divisor de águas em minha vida discográfica, se pudermos usar este termo, desde o primeiro momento em que ouvi o riff inicial de “Good Times, Bad Times”. Bem, até hoje este clássico álbum é considerado o melhor primeiro álbum de uma banda em todos os tempos.

Aos comentaristas enfurecidos que pretendem jogar pedras, sugiro simplesmente ignorar a postagem, e procurarem outros blogs. Não digo que será a última vez em que fugirei totalmente dos objetivos do blog, postar apenas música “clássica” e jazz. Como eu e o mano pqp tantas vezes já salientamos, o blog é nosso e fazemos que quisermos com ele.

Led Zeppelin – Led Zeppelin I

1. Good Times Bad Times
2. Babe I’m Gonna Leave You
3. You Shook Me
4. Dazed And Confused
5. Your Time Is Gonna Come
6. Black Mountain Side
7. Communication Breakdown
8. I Can’t Quit You Baby
9. How Many More Times

Robert Plant – Vocals

Jimmy Page – Guitars

John Paul Jones – Bass

John Bonham – Drums

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FDP Bach

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