Christopher Rouse (1949): Symphony No. 2 / Flute Concerto / Phaethon

Christopher Rouse é um compositor que tem o que dizer e diz com controle absoluto das cores orquestrais. Os dois discos que o PQP divulga — o de ontem e o de hoje — representam o núcleo principal de sua obra e de seu estilo. A Sinfonia No.2, depois de ter superado seu receio de escrever adágios, volta a sua maneira mais agitada de escrever. Obra muito empolgante, sensacional. O concerto para flauta é que me deixou ressabiado, abre com uma melodia pouco inspirada e melosa. Não fui com a cara dela.

Christopher Rouse (1949): Symphony No. 2 / Flute Concerto / Phaethon

1. Symphony No. 2: 1. Allegro
2. Symphony No. 2: 2. Adagio (In memoriam Stephen Albert)
3. Symphony No. 2: 3. Allegro
4. Flute Concerto: 1. Ànhran
5. Flute Concerto: 2. Alla marcia
6. Flute Concerto: 3. Elegia
7. Flute Concerto: 4. Scherzo
8. Flute Concerto: 5. Ànhran
9. Phaethon, for orchestra with augmented percussion

Performed by Houston Symphony Orchestra
Flute Carol Wincenc
Conducted by Christoph Eschenbach

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Rouse: de mau só tem a cara. Baita compositor!

Rouse: de mau só tem a cara. Baita compositor!

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Christopher Rouse (1949): Iscariot / Clarinet Concerto / Symphony No. 1

Christopher Rouse não pode ser chamado de jovem compositor (nasceu em 1949 em Baltimore), mas foi nesta última década que sua música acabou ganhando maior prestígio. Claro que seu nome ainda é bem conhecido apenas nos Estados Unidos, mas talvez isso esteja mudando. Suas gravações, defendidas por músicos de primeira categoria, vem conquistando os ouvintes e críticos do mundo. Prêmios não faltam no seu currículo. Sua linha de composição é muito independente, apesar de notar a presença de Lutoslawski constantemente e, algumas vezes, um cheiro adocicado (no caso do concerto para flauta).

Aqui temos Iscariot (1989), título derivado do muy amigo de Jesus, Judas Iscariot. Diz o compositor que é sua obra mais autobiográfica (o que será que ele fez?). Uma obra comovente e intrigante, e no finzinho uma citação de Bach. Depois vem a peça que muito me cativou – o Concerto para Clarinete (2000). É a sensação de improviso numa obra formal. Tudo ocorre num único movimento. Deve ter se inspirado no concerto de Copland. No fim encontramos sua Sinfonia No.1 – que pode ser chamado de sinfonia adagio. Christopher Rouse é amante do Rock, escreveu até uma obra dedicada ao baterista do Led Zeppelin, aquele que morreu de pileque. E boa parte das peças anteriores à Sinfonia Nº 1 continham boa dose de rispidez, ritmos desvairados, percussivos… Diz ele que a Sinfonia Nº 1 foi o momento de ir com calma e andar em caminhos menos tortuosos. Por isso a obra toda é um grande adágio. Porém a obra está longe da monotonia, nos deixa com olhos atentos.

Christopher Rouse (1949): Iscariot / Clarinet Concerto / Symphony No. 1

1. – Iscariot
2. – Clarinet Concerto
3. – Symphony No. 1

Martin Frost (Clarinet)
Royal Stockholm Philharmonic Orchestra
Alan Gilbert (Conductor)

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