Johannes Brahms (1833-1896) – Sonatas para Violoncelo e Piano, Robert Schumann (1810-1856) – Fünf Stünke in Volkston, op. 102 – Anner Bylsma, Lambert Orkis

Este CD reúne dois excepcionais músicos, o violoncelista Anner Bylsma e o pianista Lambert Orkis, dois experientes músicos, que gravaram juntos nos anos 90, até Orkis ser ‘cooptado’ pela divina Anne-Sophie Mutter, para ser seu fiel escudeiro, e assim tem sido nos último 25 anos.  Aqui eles interpretam duas das mais importantes e belas obras do Romantismo, as Sonatas para Violoncelo de Brahms. Isso aqui é tão bom, mas tão bom que só a primeira sonata já ouvi três vezes seguidas.
A intensidade que a dupla impõe às obras é única. Trata-se de um CD emocionante, antes de tudo. O som do violoncelo de Anner Bylsma quase chora em um lamento angustiante, dolorido. Poucas vezes tive a oportunidade de ouvir uma interpretação tão apaixonada e intensa quanto esta. Só os grandes músicos conseguem este resultado, depois de muito tempo de dedicação. A comparação inevitável é Rostropovich – Serkin, e ouso dizer que Bylsma / Orkis ganharia por uma diferença de meio corpo.

01. Brahms Johannes – Cello Sonata No. 1 in E minor (op. 38) I. Allegro non troppo
02. Brahms Johannes – Cello Sonata No. 1 in E minor (op. 38) II. Allegretto quas
03. Brahms Johannes – Cello Sonata No. 1 in E minor (op. 38) III. Allegro
04. Schumann Robert – 5 Stuecke im volkston (op. 102) I. ‘Vanitas vanitatum’. Mi
05. Schumann Robert – 5 Stuecke im volkston (op. 102) II. Lansgam
06. Schumann Robert – 5 Stuecke im volkston (op. 102) III. Nicht schnell, mit vi
07. Schumann Robert – 5 Stuecke im volkston (op. 102) IV. Nicht zu rasch
08. Schumann Robert – 5 Stuecke im volkston (op. 102) V. Stark und markiert
09. Brahms Johannes – Cello Sonata No. 2 in F (op. 99) I. Allegro vivace
10. Brahms Johannes – Cello Sonata No. 2 in F (op. 99) II. Adagio affetuoso
11. Brahms Johannes – Cello Sonata No. 2 in F (op. 99) III. Allegro passionato (
12. Brahms Johannes – Cello Sonata No. 2 in F (op. 99) IV. Allegro molto

Anner Bylsma – Violoncelo
Lambert Orkis – Piano

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Concert of the Century: Celebrating the 85th Anniversary of Carnegie Hall (1976)

61YHCGMSB4L._SX425_“Concerto do Século” é um título bastante presunçoso para esta gravação da celebração dos 85 anos (jubileu esquisito, né?) do Carnegie Hall em Nova York, e que eu comprei no Carrefour nos anos 90.

Os talentos reunidos talvez justifiquem a presunção: afinal, se hoje Leonard Bernstein, Isaac Stern, Yehudi Menuhin, Vladimir Horowitz, Slava Rostropovich e Dietrich Fischer-Dieskau provavelmente estão, entre uma piada e outra de Slava, a fazer música no Olimpo, no tempo em que eles repartiam conosco o ar pestilento do Hades era bem difícil vê-los repartindo um palco.

O repertório é um saco de gatos difícil de entender, cujo único critério de eleição, parece, era o da Roda da Fortuna. Talvez quisessem apenas achar pretextos para reunir o notável panteão musical e ganhar dinheiro com isso – a edição de luxo da gravação, por exemplo, limitada a mil exemplares e autografada pelos artistas, ainda pode trocar de mãos pela ninharia de duas mil e trezentas doletas.

Essa, no entanto, é uma questão que empalidece quando imaginamos o espetáculo sui generis que não deve ter sido assistir aos célebres instrumentistas cantando (!) o Hallelujah de Händel que encerra o festim musical. Não conseguimos, em momento algum, discernir suas vozes em meio ao coro e, por isso, provavelmente devamos à Oratorio Society e à Filarmônica de New York nossos efusivos agradecimentos.

Ver Horowitz soltando um dó de peito certamente foi uma das trombetas do Apocalipse, mas o fechamento meio bizarro do concerto não condiz com algumas das belezas nele contidas. Ok, o Concerto Duplo de Bach com Stern e Menuhin é decepcionante, meio cru e cheio de arestas, e também fica difícil entender por que o “Pater Noster” à capela de Tchaikovsky está ali, perdido entre Bach e Händel. No entanto, o “Pezzo Elegiaco” que abre o belo Trio em Lá menor de Tchaikovsky (com Stern, Horowitz e Rostropovich) e o Andante da Sonata para violoncelo e piano de Rachmaninov (com Rostropovich e Horowitz) são tão bons que a gente fica cá com os botões a se perguntar por que diachos deles foram tocados só excertos.

O ouro maciço, entretanto, está no MA-RA-VI-LHO-SO “Dichterliebe” de Schumann, na voz de seu maior intérprete, Dietrich Fischer-Dieskau, e com Horowitz ao piano. Não conseguiríamos tecer loas bastantes à maior voz do século XX, então concentramos nossos confetes sobre Horowitz, que não só acompanha impecavelmente como também acrescenta tensão e lirismo a momentos cruciais. Para mim, esta é disparadamente a melhor gravação que existe desta obra-prima do gênero, e tenho certeza de que, se fosse lançada separadamente e não escondida neste saco de gatos de pedigree, seria um sempiterno sucesso.

CONCERT OF THE CENTURY – CELEBRATING THE 85th ANNIVERSARY OF CARNEGIE HALL

Gravado ao vivo em 18 de maio de 1976

LUDWIG VAN BEETHOVEN (1770-1827)

01 – Abertura “Leonore”, Op. 72a

New York Philarmonic
Leonard Bernstein, regência

PYOTR ILYCH TCHAIKOVSKY (1840-1893)

02 – Trio em Lá menor para violino, piano e violoncelo, Op. 50 – Pezzo elegiaco

Isaac Stern, violino
Vladimir Horowitz, piano
Mstislav Rostropovich, violoncelo

SERGEY VASSILIYEVICH RACHMANINOV (1873-1943)

03 – Sonata em Sol menor para violoncelo e piano, Op. 19 – Andante

Mstislav Rostropovich, violoncelo
Vladimir Horowitz, piano

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CD2

ROBERT SCHUMANN (1810-1856)

01 – Dichterliebe, Op. 48, ciclo de canções sobre poemas de Heinrich Heine

Dietrich Fischer-Dieskau, barítono
Vladimir Horowitz, piano

JOHANN SEBASTIAN BACH (1685-1750)

Concerto em Ré menor para dois violinos, orquestra de cordas e baixo contínuo, BWV 1043

02 – Vivace
03 – Largo ma non tanto
04 – Allegro

Isaac Stern e Yehudi Menuhin, violinos
New York Philarmonic
Leonard Bernstein, cravo e regência

PYOTR ILYCH TCHAIKOVSKY (1840-1893)

05 – Nove Peças Sacras – Pater Noster

The Oratorio Society
Lyndon Woodside, regência

GEORG FRIEDRICH HÄNDEL (1685-1759)

06 – Messiah, Oratório HWV 56 – no. 42, coro: “Hallelujah”

Isaac Stern, Yehudi Menuhin, Vladimir Horowitz, Mstislav Rostropovich, Leonard Bernstein, Dietrich Fischer-Dieskau, vozes
The Oratorio Society
New York Philarmonic
Leonard Bernstein, regência

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Menuhin, Slava, Volodya, Bernstein e Stern cantam, e Fischer-Dieskau pergunta-se como veio parar no meio do pior coro do mundo.

Vassily

 

A Família das Cordas: The Glory of Cremona – Ruggiero Ricci

FrontSerá que um Stradivarius vale tudo o que pedem por ele?

E um Amati? Ou um Guarneri?

Talvez este álbum possa ajudá-los a responder.

Nele, o virtuoso ítalo-americano Ruggiero Ricci (1918-2012) toca, em quinze famosos violinos, várias peças curtas que considera adequadas às características de cada instrumento. Depois, no que é talvez a parte mais interessante do álbum, ele toca o mesmo trecho – o início solo inicial do Concerto no. 1 de Max Bruch – com as mesmíssimas condições de estúdio em cada um dos violinos, a maior parte dos quais leva apelidos que remetem a ex-proprietários célebres. Apesar da overdose de Stradivari, o xodó de Ricci era seu inseparável Guarneri del Gesù (o “Ex-Huberman”, que surpreendemente não aparece nesta gravação), que foi, depois de sua morte, adquirido por uma companhia japonesa e cedido à violinista japonesa Midori Gotō.

A “Glória de Cremona” a que se refere o título é a rica tradição de luteria daquela cidade, que teve seu pináculo entre os séculos XVI e XVIII através de luthiers da estirpe de Stradivari, Guarnieri, Bergonzi, Amati e da Salo, cujos preciosos instrumentos são, há já muito tempo, o privilégio dos maiores virtuosos.

THE GLORY OF CREMONA – RUGGIERO RICCI

Jean-Antoine DESPLANES [Giovanni Antonio Piani] (1678-1760)
01 – Intrada [violino de Andrea Amati, c. 1560-170]

Pietro NARDINI (1722-1793)
02 – Larghetto [violino de Antonio Stradivari, “ex-Rode”, 1733]

Antonio Lucio VIVALDI (1678-1741)
03 – Praeludium [violino de Nicolò Amati, 1656]

Niccolò PAGANINI (1782-1840)
04 – Cantabile e Valzer [violino de Antonio Stardivari, “Il Monasterio”,1719]

Wolfgang Amadeus MOZART (1756-1791)
arranjo de Carl Friedberg (1872–1955)
05 – Adagio [violino de Giuseppe Guarneri del Gesù, “Il Plowden”, 1735]

Dmitri Borisovich KABALEVSKY (1904-1987)
06 – Improvisation, Op. 21 no. 1 [violino de Antonio Stradivari, “Il Spagnolo”, 1677]

Piotr Ilyich TCHAIKOVSKY (1840-1893)
07 – Souvenir d’un lieu cher, Op. 42 – no. 2: Mélodie [violino de Giuseppe Guarneri del Gesù, “Il Lafont”, 1735]

Francesco Maria VERACINI (1690-1768)
08 – Largo [violino de Gasparo da Salo, ca. 1570-80]

Maria Theresia von PARADIS (1759-1824)
arranjo de Samuel Dushkin (1891-1976)
09 – Sicilienne [violino de Carlo Bergonzi, “Il Constable”, 1731]

Jenő HUBAY (1858-1937)
10 – The Violin Maker of Cremona  [violino de Giuseppe Guarneri del Gesù, “Ex-Bériot”, 1744]

Georg Friedrich HÄNDEL (1685-1759)
11 – Larghetto [violino de Antonio Stradivari, “El Madrileño”, 1720]

Robert SCHUMANN (1810-1856)
arranjo de Fritz Kreisler (1875-1962)
12 – Romance em Lá maior [violino de Giuseppe Guarneri del Gesù, “Ex-Vieuxtemps”, 1739]

Johannes BRAHMS (1833-1897)
13 – Dança Húngara no. 20 [violino de Antonio Stradivari, “Ex-Joachim”, 1714]
14 – Dança Húngara no. 17  [violino de Giuseppe Guarneri del Gesù, “Ex-Gibson”, 1734]

Jakob Ludwig Felix MENDELSSOHN-Bartholdy (1809-1847)
arranjo de Fritz Kreisler
15 – Lieder ohne Wörte, Op. 62 – No. 1: “Mailüfte” (“Brisas de Maio”) [violino de Antonio Stradivari, “Ex-Ernst”, 1709]

Ruggiero Ricci, violinos
Leon Pommers, piano

 

Max Christian Friedrich BRUCH (1838-1920)

Concerto para violino e orquestra no. 1 em Sol menor, Op. 26
I – Vorspiel. Allegro moderato (excerto – solo inicial)
Executado por Ruggiero Ricci nos seguintes instrumentos:

16 – Andrea Amati (c. 1560-70)
17 – Nicolò Amati (1656)
18 – Antonio Stradivari, “Il Spagnolo” (1677)
19 – Antonio Stradivari, “Ex-Ernst” (1709)
20 – Antonio Stradivari, “Ex-Joachim” (1714)
21 – Antonio Stradivari, “Il Monasterio” (1719)
22 – Antonio Stradivari, “El Madrileño” (1720)
23 – Antonio Stradivari, “Ex-Rode” (1733)
24 – Gasparo da Salo (c. 1570-80)
25 – Carlo Bergonzi, “Il Constable” (1731)
26 – Giuseppe Guarneri del Gesù, “Il Gibson” (1734)
27 – Giuseppe Guarneri del Gesù, “Il Lafont” (1735)
28 – Giuseppe Guarneri del Gesù, “Il Plowden” (1735)
29 – Giuseppe Guarneri del Gesù, “Ex-Vieuxtemps” (1739)
30 – Giuseppe Guarneri del Gesù, “Ex-Bériot” (1744)

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Quebre um, e passe reencarnações pagando.
Quebre um, e passe reencarnações pagando.

 

Vassily Genrikhovich

Robert Schumann (1810-1856) – Sinfonias – Christian Thielemann, Staatskapelle Dresden

Christian Thielemann vem construindo uma sólida carreira como maestro nas principais orquestras alemãs. E tem gravado bastante, também. Esta integral dedicada a Schumann foi recém lançada, e tem muita qualidade, ainda mais com uma Orquestra do nível desta de Dresden.

Schumann foi um dos maiores expoentes do Romantismo, como todos devem saber, apesar da doença mental que o afetou e o levou a morte. Foi casado com uma das grandes personagens do século XIX, Clara Schumann, e provavelmente foi um dos casais mais apaixonados da história da música ocidental.

Estas suas sinfonias são uma das maiores provas da genialidade de Schumann. Prestem atenção na qualidade da orquestração, na riqueza dos timbres, da harmonia … nas belíssimas melodias que ele criava. Impossível não se inspirar com tal música.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Staatskapelle Dresden
Christian Tielemann – Conductor

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F. Mendelssohn (1809-1847) / R. Schumann (1810-1856): Quartetos com Piano

F. Mendelssohn (1809-1847) / R. Schumann (1810-1856): Quartetos com Piano

Felix Mendelssohn

Robert Schumann

Quartetos com Piano

Märchenbilder

Este despretensioso disco reúne tantas coisas que eu gosto que decidi postá-lo. É mais um destes discos vendidos nas bancas junto com a BBC Music Magazine a esconder algumas gemas.

Felix Mendelssohn

O disco inicia com o Quarteto para Piano em si menor, Op. 3, de Mendelssohn, que foi composto quando Felix tinha apenas 16 anos. Nascido em família rica, ele foi criança prodígio e sua música tem muita ligação com a herança clássica de Mozart e Beethoven, mas com traços românticos, como em seu belíssimo Concerto para Violino. Este quarteto com piano é repleto de impetuosidade e brilhantismo.

Robert Schumann

Felix Mendelssohn e Robert Schumann foram amigos e nos primeiros dias do ano 1846, o casal Mendelssohn visitou o casal Schumann, que realizaram uma soirée. Nesta noite, Clara Schumann tocou a parte de piano e Mendelssohn a parte da viola do Quarteto para Piano em mi bemol maior de Robert Schumann. É uma obra de uma fase de intensa produção camerística do compositor, guarda muita beleza no Andante cantabile e imenso frescor nos outros movimentos. Fica um pouco na sombra do magnífico Quinteto com Piano, composto na mesma fase, mas é uma pequena obra prima.

Completam o disco quatro peças escritas por Schumann para viola e piano, os Märchenbilder, Op. 113. Schumann compôs estas peças para Wilhelm Joseph von Wasielewski, o primeiro violinista da Düsseldorf Musikverein, da qual Schumann era o diretor, e que fora roubado da Leipzig Gewandhaus, de Mendelssohn.

Talvez o Quarteto de Schumann seja a peça mais destacada do disco, mas as outras compõem com ele com muita harmonia.

Narek Hakhnazaryan
Juho Pohjonen

O disco, com repertório camerístico, tem por intérpretes músicos relativamente jovens, provenientes dos mais diferentes cantos do mundo. Como um produto típico de nossos dias, está repleto de diversidade. A sua gravação é proveniente da Chamber Music Society – CMS – do Lincoln Center, da cidade de Nova Iorque.

O violoncelista é Narek Hakhnazaryan, da Armênia, que em 2011 ganhou a Golden Medal do International Tchaikovsky Competition. Ao violino, Erin Keefe, a concertmaster da Minnesota Orchestra e detentora do Avery Fisher Carrer Grant de 2006. De uma geração anterior, o violista Paul Neubauer chegou ao posto de primeira viola da New York Philharmonic aos 21 anos, no início da década de 1980. Juho Pohjonen é um jovem pianista finlandês que tem se destacado por participar de muitos festivais de música e se apresentado com as principais orquestras do mundo.

Erin Keefe
Paul Neubauer

No entanto, o nome que me fez chegar ao disco é Da-Hong Seetoo, o produtor. A biografia de Da-Hong é impressionante. Nascido na China, de família musical, estudou violino na infância, mas tudo foi interrompido pela Revolução Cultural Chinesa. A música, os discos e livros, tudo foi banido de uma hora para outra. Nesta adversidade, Da-Hong acabou aprendendo muito sobre gravações. O gravador que ganhou de seu pai, que usava para gravar e regravar os discos que conseguiam emprestar, tudo por baixo dos panos, foi reparado por Da-Hong inúmeras vezes. Estudante do Conservatório de Shangai, foi ouvido em 1979 pelo primeiro violino da Sinfônica de Boston, Joseph Silverstein, que o recomendou para estudar no Curtis Institute of Music. Foi aceito sem mesmo uma audição. Posteriormente fez pós-graduação na Julliard School of Music. Neste período de estudos passou a gravar os discos de seus colegas. Esta experiência o ajudou a optar pela carreira de produtor de discos, na qual tem muito sucesso. Assim, seu nome completa esta constelação de talentos de diferentes países.

Da-Hong preparando-se para gravar a Abertura 1812

Felix Mendelssohn (1809 – 1847)

Quarteto com Piano em si menor, Op. 3

  1. Allegro molto
  2. Andante
  3. Allegro molto
  4. Finale: Allegro vivace

Robert Schumann (1810 – 1856)

Märchenbilder (para viola e piano), Op. 113

  1. Nicht schnell (Não rápido)
  2. Lebhaft (Vivo)
  3. Rasch (Rápido)
  4. Langsam, mit melancholischem Ausdruck (Lento, com expressão melancólica)

Quarteto com Piano em mi bemol maior, Op. 47

  1. Sostenuto assai – Allegro ma non tropo
  2. Scherzo: Molto vivace
  3. Andante cantábile
  4. Finale: Vivace

Juho Pohjonen, piano

Erin Keefe, violino

Paul Neubauer, viola

Narek Hakhnazaryan, violoncelo

Produção: Da-Hong Seetoo

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FLAC | 298 MB

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MP3 | 320 KBPS | 173 MB

Aproveite, nem sempre temos tantas pessoas interessantes juntas vindo tocar para a gente.

René Denon

Abbado / Pollini – Complete Recordings – CD 7 e 8 de 8

Fui intimado pelo nosso Grão-Senhor PQPBach, fã inconteste deste dupla Abbado / Pollini, a concluir essa série. E como se fosse uma ordem judicial, cumpro a ordem. Confesso que tinha outros planos, mas tudo bem.

Estas integrais são complicadas, as vezes vejo mais que o que vale é a intenção, mas tudo bem. Reunir Schumann e Schoenberg no  sétimo CD é estranho, não acham? O maior expoente do Romantismo ao lado do criador e fundado da música moderna do Século XX … no mínimo curioso. O oitavo CD também flerta descaradamente com a música do Século XX, trazendo Bártok e Luigi Nono. Integrais…

Enfim, eis aí concluída mais uma integral. Divirtam-se.

CD 7

01 – Piano Concerto A-Moll 1. Allegro Affettuoso
02 – Piano Concerto A-Moll 2. Intermezzo. Andantino Grazioso
03 – Piano Concerto A-Moll 3. Allegro Vivace
04 – Piano Concerto Op.42 1. Andante
05 – Piano Concerto Op.42 2. Molto Allegro
06 – Piano Concerto Op.42 3. Adagio
07 – Piano Concerto Op.42 4. Giocoso (Moderato), Stretto

CD 8

01 – Piano Concerto No. 1 in A major, Sz. 83, BB 91- 1. Allegro moderato – Allegro
02 – Piano Concerto No. 1 in A major, Sz. 83, BB 91- 2. Andante – Allegro
03 – Piano Concerto No. 1 in A major, Sz. 83, BB 91- 3. Allegro molto
04 – Piano Concerto No. 2 in G major, Sz. 95, BB 101- 1. Allegro
05 – Piano Concerto No. 2 in G major, Sz. 95, BB 101- 2. Adagio – Presto – Adagio
06 – Piano Concerto No. 2 in G major, Sz. 95, BB 101- 3. Allegro molto – Presto
07 – Como una ola de fuerza y luz – Beginning
08 – Interno dolce
09 – Duro deciso
10 – (Part II) Piano entry
11 – Soprano veces de ninos doblen campanas dulces
12 – (Part III) Orchestra entry
13 – (Part IV) Orchestra and piano entry

CD 7 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

CD 8 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Weber, Schumann, Hindemith, Schnittke: Obras para Violino e Piano & Violino e Orquestra

Weber, Schumann, Hindemith, Schnittke: Obras para Violino e Piano & Violino e Orquestra

A capa é medonha, mas a música que sai do CD é bem boa. Inicia com um Weber. Música ligeira, como se dizia antigamente. Coisa leve, bonitinha e esquecível. O Concerto para Violino de Schumann é daquelas obras que os comentaristas chamam de “negligenciadas”. Melhor se fosse esquecida. É totalmente anti-violinístico — alguns acham que é inspirado, outros que é pirado. Saiu de uma mente já doente, foi escrito quando o compositor já estava no internato de Endenich, talvez seja algo único na história da música. A tragédia do concerto de violino de Schumann é a fatal comparação com os de Brahms e Tchaikovsky, dois matadores absolutos. A coisa fica sensacional quando entram em ação Hindemith e Schnittke, principalmente o último. Quasi una Sonata (ou Sonata Nº 2), de 1968, é um de meus trabalhos favoritos de Schinittke. É violenta e lembra muitas vezes o Concerto para violino de Berg. É uma obra importante, continua sendo uma das peças seminais do compositor em qualquer de suas versões, marcando a estréia de seu célebre “poliestilismo” e seu afastamento da vanguarda.

Weber, Schumann, Hindemith, Schnittke: Obras para Violino e Piano & Violino e Orquestra

WEBER, Carl Maria von (1786-1826)
Grand Maria Von Weber, Op.48
1. I.Allegro con fuoco 7:22
2. II.Andante con moto 4:59
3. III.Rondo (Allegro) 5:13

SCHUMANN, Robert (1810-1856)
Violin Concerto in D minor, Op.posth
4. I.In kraftigem, nicht zu schnellem, Tempo 15:07
5. II.Langsam-III. Lebhaft, doch nicht schnell 14:20

HINDEMITH, Paul (1895-1963)
Violin Sonata in E flat, Op.11
6. I.Frisch 4:40
7. II.Im Zeitmass eines langsamen, feierlichen Tanzes 5:39

SCHNITTKE, Alfred (1934-1998)
Violin Sonata No.2
8. I.Quasi una sonata 20:11

GAVRILOV, Andrei (piano)
KREMER, Gidon (violin)
Philharmonia Orchestra
MUTI, Riccardo

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Kremer e Gavrilov à época desta gravação.

PQP

Robert Schumann – Cello Concerto, Adagio and Allegro in A-Flat Major, Op. 70, etc. – Gautier Capucon, Martha Argerich,, Bernard Haitink, Chamber Orchestra of Europe

Este Concerto para Violoncelo de Schumann provavelmente é o mais belo já composto para este instrumento. É o apogeu do romantismo, e o jovem Gautier Capucon está muito bem acompanhado aqui, sendo acompanhado por Bernard Haitink e a Chamber Orchestra of Europe. E nas obras de Câmara ele é acompanhado por sua ‘madrinha’ Martha Argerich. Só tem fera aqui, queridos.
Lembro de ter ouvido este concerto pela primeira vez com Pierre Fournier, e foi um LP que ouvi muito, até riscar. Sempre terei por essa gravação um carinho muito especial. Mas o tempo passa e a nova geração vem com tudo, mostrando um talento incrível, com novas possibilidades de interpretação graças ao desenvolvimento da técnica.
Eis mais um belo CD para ser apreciado em uma chuvosa tarde de domingo, sentado em uma boa poltrona, e se possível, degustando um bom vinho.

01. Cello Concerto in A Minor, Op. 129 I. Nicht zu schnell (Live)
02. Cello Concerto in A Minor, Op. 129 II. Langsam (Live)
03. Cello Concerto in A Minor, Op. 129 III. Sehr lebhaft (Live)
04. Adagio and Allegro in A-Flat Major, Op. 70 I. Langsam, mit innigem Ausdruck (Live)
05. Adagio and Allegro in A-Flat Major, Op. 70 II. Allegro, rasch und feurig (Live)
06.Phantasiestücke, Op. 73 I. Zart und mit Ausdruck (Live)
07. Phantasiestücke, Op. 73 II. Lebhaft, leicht (Live)
08. Phantasiestücke, Op. 73 III. Rasch und mit Feuer (Live)
09. 5 Stücke im Volkston, Op. 102 I. Mit Humor – Vanitas vanitatum (Live)
10. 5 Stücke im Volkston, Op. 102 II. Langsam (Live)
11. 5 Stücke im Volkston, Op. 102 III. Nicht schnell, mit viel Ton zu spielen (Live)
12. 5 Stücke im Volkston, Op. 102 IV. Nicht zu rasch (Live)
13. 5 Stücke im Volkston, Op. 102 V. Stark und markiert (Live)
14. Phantasiestücke, Op. 88 I. Romanze. Nicht schnell, mit innigem Ausdruck (Live)
15. Phantasiestücke, Op. 88 II. Humoreske. Lebhaft (Live)
16. Phantasiestücke, Op. 88 III. Duett. Langsam und mit Ausdruck (Live)
17. Phantasiestücke, Op. 88 IV. Finale. Im Marsch-Tempo (Live)

Gautier Capucon – Cello
Martha Argerich – Piano
Chamber Orchestra of Europe
Bernard Haitink – Conductor

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Chopin Evocations – Daniil Trifonov, Mikhail Pletnev, Mahler Chamber Orchestra

Este CD vai em homenagem à todos aqueles românticos babões, como este que vos escreve, que sempre se emocionam com as obras do polonês Chopin, mesmo que já as tenham ouvido dezenas, quiçá, centenas de vezes.
Daniil Trifonov é um dos grandes nomes do piano da atualidade, sem dúvida nenhuma. E esta sua parceria com o também pianista, regente e compositor Mikhail Pletnev, e claro, russo como ele, é uma grande prova disso. Os fãs destes concertos vão notar que existe uma diferença na parte orquestral, e aí é que entra Pletnev, que reescreveu essa parte. Li em certa ocasião que aí residia um dos grandes problemas destes concertos: a parte orquestral, que não seria a praia de Chopin. Alguns excessos desnecessários, diziam os críticos. Pletnev realmente deu um trato, digamos assim, enxugou estas partes. Volto a repetir, os fãs dos concertos e ouvintes destas obras há décadas, como este que vos escreve, irão entender do que estou falando. Aliás, antes de ouvir com mais atenção esta gravação, ouvi a histórica gravação de Samson François, lá do final dos anos 50, com a regência de Louis Fremaux, uma de minhas leituras favoritas. E Samson François foi um dos maiores intérpretes de Chopin do século XX.

Mas vamos ouvir o que Trifonov tem a dizer:
“Chopin revolutionized the expressive horizons of the piano. From very early in his musical output, Chopin’s lyrical grace, thematic sincerity, harmonic adventure and luminous virtuosity embodied all the qualities the Romantics, like Schumann, found irresistible.”

O texto do booklet continua a análise:

“In the context of these diverse works composed or inspired by Chopin, a new light is cast on his two piano concertos, written in close succession when he was turning 20. The F minor “Second” Concerto was in fact composed and premiered first, although it was published after the E minor “First” Concerto. Yet irrespective of sequence, the two works can be understood together as a singular experiment in a genre to which Chopin never returned. They reflect the young composer’s creative consciousness paying homage to his musical predecessors while searching for new expressive means. As Trifonov explains: “The concertos are more massive in terms of length and instrumentation than anything else Chopin ever wrote. He knew and admired the piano concertos of Mozart and Beethoven, yet his interest in the form was not in the Classical balance between soloist and orchestra, but in the concerto as a lyrical epic form, like a Delacroix painting, providing a huge tableau for his musical expression.”
The experiment was only partly successful. While the E minor Concerto is more bravura and the F minor more introversion, they are both full of candid sentiment, drama and pianistic innovation, their central movements evoking bel canto melodies of heartbreaking intimacy. But the proportions are challenging. Chopin eschews the Classical convention of discrete cadenzas, instead subsuming all elements of thematic variation and technical development in a continuous soloistic narrative. His typically delicate, improvisational style and compact elegance can get lost in the sprawling dimensions of the works, the authenticity of whose orchestrations have always been a matter of debate. In both concertos, the piano plays almost uninterruptedly from the solo introduction in the first movement exposition through to the final bars. Yet, as the soloist winds and twists and explores melodic nuances, the original orchestral accompaniment provides punctuation and amplitude but little affinity with this flow of ideas. It was the desire to restore these two works to more chamberlike proportions commensurate with the detail of the solo material and to allow for more faithful interaction between soloist and orchestra that motivated Mikhail Pletnev to create new orchestrations for the two Chopin concertos. The piano parts are unaltered, but Pletnev’s streamlined instrumentation, in Trifonov’s words, “liberates the soloist. The new orchestral transparency allows the pianist greater spontaneity and sensitive engagement with the other voices.” Himself a brilliant pianist-composer, Pletnev’s intimate knowledge of the scores as both performer and orchestrator make him an ideal partner in Trifonov’s Chopinist evocations. The Mahler Chamber Orchestra, a dynamic ensemble of soloists steeped in the responsiveness demanded by opera and chamber music, realizes Pletnev’s refreshed balances of voice and colour. Pletnev’s contribution to the musical constellation is not only material, but also spiritual. As Trifonov explains: “My mentor and teacher, Sergei Babayan, studied with Mikhail Pletnev in Moscow in the 1980s. That makes him a little bit like my musical forefather.” The family portrait is completed on this album by a rendition of Chopin’s rarely heard and devilishly difficult Rondo op. posth. 73, performed by Trifonov and Babayan together. This autobiographical element closes the circle of thematic motives in Trifonov’s project revolving around Chopin. “Chopin is one of the world’s most beloved composers – the poetry of his music goes straight to the heart and requires no justification”, Trifonov contends. “But in a sense, the genius of Chopin becomes even more clear in the context of those who influenced him and those who have been inspired by him.” The programme affords an opportunity to hear his familiar music afresh, transfigured within a tapestry of historical, musicological, personal and expressive “evocations”, as well as a glimpse of the young man to whose “genius, steady striving, and imagination” Schumann bowed his head.”

Espero que apreciem. Eu gostei muito deste CD.

CD 1
FRÉDÉRIC CHOPIN (1810–1849)
Concerto for Piano and Orchestra No.  2 in F minor op.  21 f-Moll | en fa mineur
1 1. Maestoso
2 2. Larghetto
3 3. Allegro vivace

Daniil Trifonov piano
Mahler Chamber Orchestra
Mikhail Pletnev

Variations on “Là ci darem la mano” from the opera Don Giovanni by W. A. Mozart in B flat major op.  2 B-Dur | en si bémol majeur
4 Introduction. Largo – Poco più mosso
5 Tema. Allegretto
6 Var. 1. Brillante
7 Var. 2. Veloce, ma accuratamente
8 Var. 3. Sempre sostenuto
9 Var. 4. Con bravura
10 Var. 5. Adagio

ROBERT SCHUMANN (1810–1856)
12 Chopin. Agitato 1:30 No. 12 from Carnaval op.  9

EDVARD GRIEG (1843–1907)
13 Study “Hommage à Chopin” op.  73 no. 5. Allegro agitato

SAMUEL BARBER (1910–1981)
14 Nocturne op.  33. Moderato

PYOTR ILYICH TCHAIKOVSKY (1840–1893)
15 Un poco di Chopin op. 72 no.  15. Tempo di Mazurka

Daniil Trifonov piano

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CD 2

1 Rondo for Two Pianos in C major op. posth. 73 n ut majeur
Daniil Trifonov, Sergei Babayan pianos

Concerto for Piano and Orchestra No. 1 in E minor op. 11 e-Moll
2 1. Allegro maestoso
3 2. Romance. Larghetto
4 3. Rondo. Vivace

Daniil Trifonov piano
Mahler Chamber Orchestra
Mikhail Pletnev

FREDERIC MOMPOU (1893–1987) Variations on a Theme by Chopin
5 Theme. Andantino
6 Var. 1. Tranquillo e molto amabile
7 Var. 2. Gracioso
8 Var. 3. Lento (Para la mano izquierda / For the left hand)
9 Var. 4. Espressivo
10 Var. 5. Tempo di Mazurka
11 Var. 6. Recitativo
12 Var. 7. Allegro leggiero
13 Var. 8. Andante dolce e espressivo
14 Var. 9. Valse
15 Var. 10. Évocation. Cantabile molto espressivo
16 Var. 11. Lento dolce e legato
17 Var. 12. Galope y Epílogo 3:19

FRÉDÉRIC CHOPIN
18 Impromptu No.  4 in C sharp minor 5:36 “Fantaisie-Impromptu” op.  66

Daniil Trifonov piano

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Robert Schumann – Piano Quintet in E-flat major, Op.44, Piano Quartet in E-flat major, Op.47 – Beaux Arts Trio

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O TEMPO PASSA, O TEMPO VOA, E ESSA GRAVAÇÃO CONTINUA IMBATÍVEL E IMPERDÍVEL !!! NOVOS LINKS !!!

Mais uma vez vos trago uma gravação histórica do Beaux Arts Trio. Começa com o magnífico Quinteto op. 44, que considero uma das mais belas obras escritas para esta formação, e logo em seguida encaram outra obra prima, o Quarteto op. 47. Em seguida, os três encaram os três trios que Schumann escreveu. Lhes garanto que vale cada minuto dedicado à audição destes CDs.
Já comentei anteriormente que provavelmente o Op. 44 foi a primeira obra de câmara que ouvi em minha vida, há pelo menos uns quarenta anos, em uma rádio que só tocava música clássica. Claro que não vou me lembrar de quem eram os intérpretes, mas a música ficou gravada em minha cabeça, principalmente a marcha do segundo movimento. Um primor de concisão e explosão emocional, em um dos momentos mais criativos da vida de Schumann. Podem-se ouvir ecos de Brahms se refletindo neste movimento, ou vice versa.

01. PIANO QUINTET in E-flat major, Op.44 I. Allegro brillante
02. II.  In modo d’una marcia. Un poco largamente
03. III. Scherzo. Molto vivace
04. IV. Allegro, ma non troppo
05. PIANO QUARTET in E-flat major, Op.47 I. Sostenuto assai–Allegro ma non troppo
06. II.  Scherzo. Molto vivace
07. III. Andante cantabile
08. IV.  Finale. Vivace
09. PIANO TRIO No.1 in D minor, Op.63 I. Mit Energie und Leidenschaft
10. II.  Lebhaft, doch nicht zu rasch

Beaux Arts Trio
Dolf Betelheim, Samuel Rhodes

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CD 2

01. (cont.) PIANO TRIO No.1 in D minor, Op.63 III. Langsam, mit inniger Empfindung
02. IV.  Mit Feuer
03. PIANO TRIO No.2 in F major, Op.80 I. Sehr lebhaft
04. II.  Mit innigem Ausdruck
05. III. In M..iger Bewegung
06. IV.  Nicht zu rasch
07. PIANO TRIO No.3 in G minor, Op.110 I. Bewegt, doch nicht zu rasch
08. II.  Ziemlich langsam
09. III. Rasch
10. IV.  Kr.ftig, mit Humor

Beaux Arts Trio

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Clara Schumann (1819-1896) – Piano Concerto A Moll, op. 7, Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Piano Concerto nº 4, G Dur,, op. 58 – Ragna Schirmer, Staatskapelle Halle, Ariane Mattiakh

Não consigo me lembrar de onde foi que consegui este CD, mas trata-se de uma grata surpresa. Claro que estou falando do Concerto para Piano de Clara Schumann, a eterna sra Robert Schumann. Aqui, apesar do peso do nome de Beethoven no CD, é ela quem dita as regras.
No booklet em que apresenta o CD, a pianista Ragna Schirmer explica o por que de seu interesse e sua dedicação e esta pessoa tão impar e tão talentosa, mas que resolveu viver à sombra de seu eterno amor, o compositor Robert Schumann.
Ai fica a curiosidade: mas por que temos Beethoven Nesse CD? Em um primeiro momento, podemos pensar, ah, é para completar o CD, mas queridos, as cadenzas desta gravação foram escritas por Clara, simples assim.  Entenderam?
Eu particularmente conhecia Ragna Schirmer como excelente intérprete de Bach e Haendel, e fui surpreendido nesta sua incursão no romantismo.  Vale a pena ouvirmos este CD para podermos conhecer mais um pouco desta grande mulher, a grande Clara Schumann.

01. Piano Concerto in A Minor, Op. 7 I. Allegro Maestoso
02. Piano Concerto in A Minor, Op. 7 II. Romanze. Andante non troppo, con Grazia
03. Piano Concerto in A Minor, Op. 7 III. Finale. Allegro non troppo-Allegro Molto
04. Piano Concerto No.4 in G Major, Op. 58 I. Allegro Moderato
05. Piano Concerto No.4 in G Major, Op. 58 II. Andante con Moto
06. Piano Concerto No.4 in G Major, Op. 58 III. Rondo. Vivace

Ragna Schirmer – Piano
Sttatskapelle Halle
Ariane Matiakh – Conductor

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Sol Gabetta – Schumann

Eu aguardava ansioso o momento em que  a violoncelista argentina Sol Gabetta iria encarar o maravilhoso Concerto para Violoncelo de Schumann. Acompanho há algum tempo sua carreira, e sei que cada gravação sua é muito bem pensada, elabora, articulada, produzida e tremendamente bem interpretada, e em cada novo CD podemos acompanhar e identificar sua evolução e maturidade enquanto instrumentista.
Este CD foi recém lançado pelo selo Sony, e aqui ela vem muito bem acompanhada de dois velhos amigos e parceiros, o pianista Bertrand Chamayou e o maestro Giovanni Antonini, que aqui dirige a Orquestra de Câmara da Basiléia.

1 5 Stücke im Volkston, Op. 102: I. Mit Humor
2 5 Stücke im Volkston, Op. 102: II. Langsam
3 5 Stücke im Volkston, Op. 102: III. Nicht schnell, mit viel Ton zu spielen
4 5 Stücke im Volkston, Op. 102: IV. Nicht zu rasch
5 5 Stücke im Volkston, Op. 102: V. Stark und markiert
6 Adagio und Allegro, Op. 70: I. Adagio
7 Adagio und Allegro, Op. 70: II. Allegro
8 Fantasiestücke, Op. 73: I. Zart und mit Ausdruck
9 Fantasiestücke, Op. 73: II. Lebhaft leicht
10 Fantasiestücke, Op. 73: III. Rasch und mit Feuer
11 Cello Concerto in A Minor, Op. 129: I. Nicht zu schnell
12 Cello Concerto in A Minor, Op. 129: II. Langsam
13 Cello Concerto in A Minor, Op. 129: III. Sehr lebhaft

Sol Gabetta – Cello
Bertrand Chamayou – Piano
Kammerorchester Basel
Giovanni Antonini

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Robert Schumann (1810-1854) – 01. Symphony No. 3 in E flat major, Op. 97 ‘Rhenish’, Piano Concerto In A Minor, Op.54 – Justus Franz, Leonard Bernstein, Wiener Philharmoniker

A magnífica Terceira Sinfonia de Schumann fecha nossa ‘integral’ das sinfonias do grande compositor do romantismo alemão nas mãos de Leonard Bernstein. Considero este CD absolutamente imperdível, o maestro norte americano está por demais inspirado frente à espetacular Filarmônica de Viena. Explora com paixão e emoção todas as nuances da obra, extraindo dela toda a emoção que está inserida em suas notas.

De quebra, além da Sinfonia “Renana” o CD também traz uma belíssima versão do Concerto para Piano, op. 54 que tem o pianista polonês Justus Franz como solista. Lhes garanto a qualidade. Papa finíssima, vale cada minuto de sua audição.

01. Symphony No. 3 in E flat major, Op. 97 ‘Rhenish’, – 1. Lebhaft
02. Symphony No. 3 in E flat major, Op. 97 ‘Rhenish’, – 2. Scherzo (Sehr mäßig)
03. Symphony No. 3 in E flat major, Op. 97 ‘Rhenish’ – 3. Nicht schnell
04. Symphony No. 3 in E flat major, Op. 97 ‘Rhenish’ – 4. Feierlich
06. Piano Concerto In A Minor, Op.54, 1. Allegro affectuoso
07. Piano Concerto In A Minor, Op.54, 2. Intermezzo
08. Piano Concerto In A Minor, Op.54, 3. Allegro vivace

Justus Franz – Piano
Wiener Philharmoniker
Leonard Bernstein – Conductor

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Robert Schumann (1856-1856) – Symphony nº 2 & Cello Concerto in A Minor – Maisky, Bernstein, WPO

front MaiskyA Segunda Sinfonia de Schumann não tem para mim a mesma qualidade das outras três que Robert compôs, apesar de bons momentos.

A cereja do bolo desse CD é com certeza o maravilhoso Concerto para Cello, aqui interpretado por Mischa Maisky, um dos grandes nomes do seu instrumento do final do século XX e início deste século XXI. Gravou muito ao lado de Martha Argerich e de Gidon Kremer, e algumas destas gravações já apareceram por aqui em outras postagens. Quando lembro desse Concerto para Cello os nomes que me vem imediatamente à cabeça são os de Jacqueline Du Pré e o de Janos Starker, que realizaram gravações históricas dessa linda peça, que simboliza o apogeu do Romantismo. Maisky não se joga tanto de corpo e alma em sua interpretação quanto os dois citados acima, principalmente Du Pré, sua leitura é mais contida, mais apaixonada, eu diria.

Mas então vamos continuar com essa singela homenagem a Lenny.

01-1 Sostenuto assai-Un poco piu vivace-Allegro
02-2 Scherzo Allegro vivace
03-3 Adagio_espresssivo
04-4 Allegro molto vivace
05-1 Nicht zu schnell
06-2 Langsam
07-3 Sehr lebhaft

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Robert Schumann (1810-1856) – Symphonies nº 1 e 4 – Bernstein, Wiener Philharmoniker

Leonard_Bernstein-Schubert_Mendelssohn_Schumann

REPOSTAGEM COM NOVO LINK

Por um equívoco de minha parte, achava que esta gravação já havia sido postada. Desculpem nossa falha. Então para completar a série, as minhas duas sinfonias favoritas de Robert Schumann, a Primeira e a Quarta.

A velha parceria Bernstein / Wiener Philharmoniker continua impecável nesta gravação, seja nos movimentos mais rápidos, seja nos movimentos mais lentos. Coisa de gente grande.

E como o tempo urge, deixo os senhores com essa dupla. Garanto que não vão se arrepender.

Robert Schumann – Symphony nº 1 in B Flat, op. 38, Symphony nº 4, in D Minor, op. 120

01-1 Andante un poco maestoso-Allegro molto
02-2 Larghetto
03-3 Scherzo Molto vivace
04-4 Allegro animato e grazioso
05-1 Ziemlich langsam-Lebhaft
06-2 Romanze Ziemlich langsam
07-3 Scherzo
08-4 Langsam-Lebhaft-Schneller-Presto

Wiener Philharmoniker
Leonard Bernstein – Conductor

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Lenny02

FDP

Robert Schumann (1810-1856) – The Symphonies – Chamber Orchestra of Europe, Yanick Nézet-Seguin

Parece haver uma tendência entre a nova geração de maestros em interpretar estes grandes monumentos sinfônicos em orquestras menores. É o caso desta integral de Schumann com o jovem e talentoso maestro canadense Yanick Nézet-Seguin, e com Robin Ticciati & Scottish Chamber Orchestra, que recém gravou a integral das Sinfonias de Brahms dentro desta mesma proposta, e que trarei na sequência.
Acostumado que estou (ou estamos, falando em nome de todos os que amam estas obras) com  os grandes grupos orquestrais, soa no mínimo estranho estas escolhas. Mas estamos no século XXI, e temos duas opções: ou gostamos, e nos adaptamos, acreditando ser uma ‘moda passageira’, ou odiamos, os ignoramos e voltamos para nossos standards, leia-se Karajan, Bernstein, Sawalisch, Masur, entre tantos outros que gravaram estas mesmas obras em registros memoráveis.
Ainda não tenho uma opinião formada, admito. Meu cérebro precisa ainda se adaptar à sonoridade, precisa assimilar esta novidade.  Deixo ao critério dos senhores analisarem e tirarem suas conclusões. De qualquer maneira, é música de gente grande tocada por gente grande. Aliás, deixo em anexo ao arquivo compactado o libreto, com um belo e elucidativo texto do próprio Yanick Nézet-Seguin, explicando suas escolhas. Portanto, mais um elemento que vai ajudar os senhores a tirarem suas conclusões. Ou não.

CD 1

1. Symphony No.1 In B Flat, Op.38 – Spring – 1. Andante un poco maestoso – Allegro molto vivace
2. Symphony No.1 In B Flat, Op.38 – Spring – 2. Larghetto
3. Symphony No.1 In B Flat, Op.38 – Spring – 3. Scherzo (Molto vivace)
4. Symphony No.1 In B Flat, Op.38 – Spring – 4. Allegro animato e grazioso
5. Symphony No.4 In D Minor, Op.120 – 1. Ziemlich langsam – Lebhaft
6. Symphony No.4 In D Minor, Op.120 – 2. Romanze (Ziemlich langsam)
7. Symphony No.4 In D Minor, Op.120 – 3. Scherzo
8. Symphony No.4 In D Minor, Op.120 – 4. Langsam – Lebhaft – Schneller – Presto

CD 2

9. Symphony No.2 In C, Op.61 – 1. Sostenuto assai – Un poco piu vivace – Allegro ma non troppo – Con fuoco
10. Symphony No.2 In C, Op.61 – 2. Scherzo (Allegro vivace)
11. Symphony No.2 In C, Op.61 – 3. Adagio espresssivo
12. Symphony No.2 In C, Op.61 – 4. Allegro molto vivace
13. Symphony No.3 In E Flat, Op.97 – Rhenish – 1. Lebhaft
14. Symphony No.3 In E Flat, Op.97 – Rhenish – 2. Scherzo (Sehr maig)
15. Symphony No.3 In E Flat, Op.97 – Rhenish – 3. Nicht schnell
16. Symphony No.3 In E Flat, Op.97 – Rhenish – 4. Feierlich
17. Symphony No.3 In E Flat, Op.97 – Rhenish – 5. Lebhaft

Chamber Orchestra of Europe
Yannick Nézet-Séguin – Conductor

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Ingmar Bergman: Music from the Films (2018): J. S. Bach / Chopin / Mozart / D. Scarlatti / Schubert / Schumann

Ingmar Bergman: Music from the Films (2018): J. S. Bach / Chopin / Mozart / D. Scarlatti / Schubert / Schumann

7318599923772IM-PER-DÍ-VEL !!!

Eu não deixo por menos: Ingmar Bergman foi o maior artista do século XX. E este é um disco para se ouvir imaginando as cenas dos filmes ou meramente como uma seleção de trechos aleatórios, mas de extremo bom gosto. Claro que é um choque sair da lindíssima Sarabanda da Suíte Nº 5 (violoncelo solo), de Bach, para a quase histeria do Op. 12, Nº 2 de Schumann, mas enfim, fazer o quê? As outras “passagens” me pareceram menos contundentes.

Bergman amava a música. Ela sempre foi fundamental em seus filmes. Sempre houve referências a ela na obra deste artista total. Ele filmou A Flauta Mágica de Mozart, Sonata de Outono — sobre uma pianista — e Sarabanda. A música, a literatura, o teatro e o cinema sempre se confundiram na obra deste gênio. E é muito legal que o pianista Roland Pöntinen e turma tenham assumido este projeto no ano dos 100 anos de nascimento de Ingmar Bergman. As interpretações são absolutamente de primeira linha, fantásticas.

Ingmar Bergman: Music from the Films (2018)

1. Bach: Cello Suite No. 5 in C minor, BWV 1011 : IV. Sarabande (Cries and Whispers, Saraband) 03:54
2. Schumann: Fantasiestücke, op. 12 : No. 2. Aufschwung (Music in Darkness, Smiles of a Summer Night) 03:23
3. Chopin: Nocturne No. 7 in C-Sharp Minor, Op. 27 No. 1 : Nocturne No. 7 in C-Sharp Minor, Op. 27, No. 1 (Fanny and Alexander) 05:09
4. Chopin: 24 Preludes, Op. 28 : 24 Preludes, Op. 28: No. 24 in D Minor (Music in Darkness) 02:41
5. Bach: Cello Suite No. 4 in E-Flat Major, BWV 1010 : IV. Sarabande (Autumn Sonata) 05:07
6. Mozart: Fantasia in C minor, K. 475 : (Face to Face) 12:33
7. Chopin: Mazurkas, Op. 17 : Mazurka No. 13 in A Minor, Op. 17, No. 4 (Cries and Whispers) 03:50
8. Schubert: Piano Sonata No. 21 in B-Flat Major, D. 960 : II. Andante sostenuto (In the Presence of a Clown) 09:43
9. Scarlatti: Keyboard Sonata in D Major, K.535/L.262/P.531 : (The Devil’s Eye) 03:18
10. Chopin: 24 Preludes, Op. 28 : No. 2 in A Minor (Autumn Sonata) 02:24
11. Scarlatti: Keyboard Sonata in E Major, K. 380/L.23/F.326 : (The Devil’s Eye) 04:25
12. Bach: Goldberg Variations, BWV 988 : Variatio 25. a 2 Clav. (The Silence) 06:47
13. Bach: Cello Suite No. 2 in D minor, BWV 1008 : IV. Sarabande (Through a Glass Darkly) 05:53
14. Schumann: Piano Quintet in E-Flat Major, Op. 44 : II. In modo d’una Marcia (Fanny and Alexander) 09:15

Personnel:
Roland Pöntinen, piano
Torleif Thedéen, cello
Stenhammar Quartet

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Ele
Ele

PQP

Chimère – Sandrine Piau, soprano & Susan Manoff, piano

Front-Chimère-Sandrine Piau

Chimère

Sandrine Piau, soprano

Susan Manoff, piano

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Sandrine Piau nos convida para uma viagem pelo território íntimo e infinito dos sonhos. Quimera: uma busca ilusória e insatisfeita, o cemitério de nossas ilusões …

Sandrine e sua parceira de longa data, a pianista Susan Manoff, criaram um programa que combina a canção alemã (Hugo Wolf, uma das canções de Mignon de Schumann, uma cena de Fausto de Goethe de Carl Loewe), Mélodies de Debussy e Poulenc (com Banalités), e Art Songs de Barber junto com descobertas de compositores mais raramente ouvidos como Ivor Gurney e as Dickinson Songs de André Previn, o célebre maestro americano menos conhecido por suas composições, que incluem este magnífico ciclo escrito por Renée Fleming.

Com naturalidade, em francês, alemão e inglês, Sandrine Piau está no auge de sua arte. Fantoches, Clair de Lune, Solitary Hotel, Haverá realmente uma manhã ?: Saída para o mundo dos sonhos seguindo este itinerário poético único.

A terra das quimeras é a única neste mundo em que vale a pena viver (Jean-Jacques Rousseau). (Wikipedia)

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Chimère
Loewe, Johann Carl Gottfried (Alemanha, 1796 – 1869)
01. Lieder und Balladen – Ach neige, du Schmerzenreiche
Schumann, Robert (Alemanha, 1810-1856)
02. Lieder und Gesänge aus “Wilhelm Meister”, Op. 98a – Mignon “Kennst du das Land?”
03. Lieder und Gesänge, Op. 127 – Dein Angesicht
04. Myrthen, Op. 25 – Die Lotosblume
Debussy, Achille-Claude (França, 1862 – 1918)
05. Fêtes Galantes I, CD 86 – I. En sourdine
06. Fêtes Galantes I, CD 86 – II. Fantoches
07. Fêtes Galantes I, CD 86 – III. Clair de lune
Wolf, Hugo Philipp Jacob (Áustria, 1860 – 1903)
08. Verschwiegene Liebe
09. Nixe Binsefuss
10. Das verlassene Mägdlein
11. Lied vom Winde
Gurney, Ivor Bertie (Inglaterra, 1890 – 1937)
12. Five Elizabethan Songs – IV. Sleep
Baksa, Robert (Estados Unidos, 1938)
13. Heart! We Will Forget Him
Poulenc, Francis Jean Marcel (França, 1899 – 1963)
14. Banalités, FP 107 – I. Chanson d’Orkenise
15. Banalités, FP 107 – II. Hôtel
16. Banalités, FP 107 – III. Fagnes de Wallonie
17. Banalités, FP 107 – IV. Voyage à Paris
18. Banalités, FP 107 – V. Sanglots
Barber, Samuel Osborne (Estados Unidos, 1910 – 1981)
19. Despite and Still, Op. 41 – IV. Solitary Hotel
Poulenc, Francis Jean Marcel (França, 1899 – 1963)
20. Métamorphoses, FP 121 – C’est ainsi que tu es
Previn, André (Andreas Ludwig Priwin), Alemanha, 1929)
21. Three Dickinson Songs – As Imperceptibly as Grief
22. Three Dickinson Songs – Will There Really Be a Morning?
23. Three Dickinson Songs – Good Morning Midnight
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Chimère – 2018
Sandrine Piau, soprano
Susan Manoff, piano
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XLD RIP | FLAC | 230 MB
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MP3 | 320 kbps | 126 MB
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powered by iTunes 12.7.4 | 58 min
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Por gentileza, quando tiver problemas para descompactar arquivos com mais de 256 caracteres, para Windows, tente o 7-ZIP, em https://sourceforge.net/projects/sevenzip/ e para Mac, tente o Keka, em http://www.kekaosx.com/pt/, para descompactar, ambos gratuitos.
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When you have trouble unzipping files longer than 256 characters, for Windows, please try 7-ZIP, at https://sourceforge.net/projects/sevenzip/ and for Mac, try Keka, at http://www.kekaosx.com/, to unzip, both at no cost.

Sandrine Piau: Dedicado ao PQPBach!
– Sandrine Piau: Dedicado ao PQPBach!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Boa audição.

Avicenna

Robert Schumann (1810-1856) – Piano Concerto in A Minor, op. 54, Edvard Grieg (1843-1907) – Piano Concerto in A Minor, op. 16, Camille Saint-Säens (1835-1921) – Piano Concerto nº 2, in G Minor, op. 22 – Shelley, Orchestra of North Opera

cover frontEstes concertos de Schumann e de Grieg parecem ser siameses, não acham? É quase impossível encontrar um longe do outro, a maioria dos pianistas optam em gravá-los juntos. Claro, são dois pilares do romantismo, ambos são escritos em Lá Menor, etc.
O experiente pianista e condutor Howard Shelley (seria um descendente do poeta inglês Percy Shelley?) faz algumas travessuras por aqui, os mais puristas vão ficar de cabelos em pé. Afinal, para que mais do mesmo? Vamos mudar algumas coisas por aqui. Então foi lá e alterou radicalmente os tempos do Concerto de Schumann, parece que está com pressa de chegar em algum lugar, tipo, vamos acabar isso logo, tenho hora no dentista.
Mas estamos em pleno século XXI então vamos curtir novidades, mesmo em um repertório tão batido e gravado. E vamos dar voz a quem entende do assunto, a saber, a revista britânica Grammophone:

What a good idea to add to that favourite among LP couplings Saint-Saëns’s most Bachian concerto, No 2. And the pleasure doesn’t stop there. Howard Shelley is one of those musicians who quietly goes about his pianistic (and now conductorly) business without grabbing the limelight except for the odd award, but who is consistently impressive, unfailingly musical and only goes into the studio when he has something to say about a work. That is certainly the case here. 
It’s a particular delight to hear a reading of the Schumann as fleet and joyous as this one. These are intimate performances, an effect no doubt enhanced by the fact that Shelley directs from the piano. Intimate but also sharply characterised. And when virtuosity is required, Shelley provides it in spades. Take the finale of the Schumann: textures are wonderfully transparent, the dotted rhythms are perky and precise, and there are plenty of striking colours from the orchestra (which throughout the disc proves itself a fine ensemble, with some particularly outstanding wind-players).
Shelley is just as persuasive in the Grieg, coaxing from the orchestra a real sense of narrative, some lovely oboe-playing and allowing the big tunes due space but never over-indulging them. The concerto’s irresistible yearning quality is well caught too, particularly in the central movement, where he is almost a match for Lipatti. Again, tempi are generally fleet, and Shelley pays attention both to the marcato marking of the finale and its folk tinges without overstatement. These are certainly performances to put alongside the classics.

Technically, the Saint-Saëns is an ideal vehicle for Shelley’s fingery kind of pianism and he is exceptional in the Allegro scherzando, the movement that out-Mendelssohns Mendelssohn. Again, the orchestra is utterly focused. The recorded quality here, as elsewhere, is exemplary.

Então, tá. E vamos ao que viemos.

01. Piano Concerto in A Minor, op. 54 – 1 – Allegro affettuoso
02. Piano Concerto in A Minor, op. 54 – 2 – Intermezzo. Andantino grazioso
03. Piano Concerto in A Minor, op. 54 – 3 – Allegro vivace
04. Piano Concerto in A Minor, op. 16 – 1 – Allegro molto moderato
05. Piano Concerto in A Minor, op. 16 – 2 – Adagio
06. Piano Concerto in A Minor, op. 16 – 3 – Allegro moderato molto e marcato
07. Piano Concerto No. 2 in G Minor, op. 22 – 1 – Andante sostenuto
08. Piano Concerto No. 2 in G Minor, op. 22 – 2 – Allegro scherzando
09. Piano Concerto No. 2 in G Minor, op. 22 – 3 – Presto

Orchestra of Opera North
Howard Shelley – Piano & Conductor

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Robert Schumann (1810-1856) – Violin Sonatas – Ilya Gringolt, Peter Laul

CoverEstou débito com os senhores para completar a coleção de Beethoven. Porém, problemas pessoais alheios à nossa vontade estão impedindo de concluir.
Mas vamos trazer hoje uma delícia de CD com três obras primas, compostas por um dos mais perturbados gênios da história da música ocidental. Belíssima música, por sinal, e tremendamente bem tocada aqui neste CD. Sempre disse que para tocar estas peças os músicos tem de se doar, se entregar, cortar os punhos e sangrar. Estas notas pedem isso. É como se fossem um lamento, e no caso do op. 121, quase uma despedida. Assim o descreve o booklet do CD:

“Robert Schumann (1810–1856) was the arch-Romantic composer: his life, his eventual marriage to Clara, his mental collapse and death from syphilis all combine to paint a picture of the ultimate Romantic artist. He loved poetry and literature, he was a dreamer; inventive, original, full of ideas, and full of music that often seems to come from another more vivid and more magical world than our own. “

O violinista russo Ilya Gringolt e seu parceiro Peter Laul estão em perfeita sintonia aqui, um complementa o outro, e conseguem extrair da obra aquela emoção e aquela entrega que comentei acima. Os russos tem esta incrível capacidade de expressarem com intensidade suas emoções. E aqui temos três obras primas do romantismo, assim os dois podem se entregar de corpo e alma à elas.

01. Violin Sonata No.1 in A minor, Op.105 – I. Mit leidenschaftlichem Ausdruck
02. Violin Sonata No.1 in A minor, Op.105 – II. Allegretto
03. Violin Sonata No.1 in A minor, Op.105 – III. Lebhaft
04. Violin Sonata No.2 in D minor, Op.121 – I. Ziemlich langsam
05. Violin Sonata No.2 in D minor, Op.121 – II. Sehr lebhaft
06. Violin Sonata No.2 in D minor, Op.121 – III. Leise einfach
07. Violin Sonata No.2 in D minor, Op.121 – IV. Bewegt
08. Violin Sonata No.3 in A minor, WoO 27 – I. Ziemlich langsam
09. Violin Sonata No.3 in A minor, WoO 27 – II. Intermezzo
10. Violin Sonata No.3 in A minor, WoO 27 – III. Lebhaft

Ilya Gringolt – Violin
Peter Laul – Violin

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Robert Schumann (1810-1856) – Piano Concerto, Arabesque et. all – Yevgeny Kissin, Wiener Philarmoniker, Giulini

CoverO belissimo Concerto para Piano de Schumann está em muito boas mãos neste CD, que traz além do concerto, outras obras para piano, de Schubert e Grieg,
Apesar de ter pouca idade na época desta gravação, Euvgeny Kissin já era um veterano dos palcos e dos estúdios de gravação. E teve a colaboração apenas de Carlo Maria Giulini regendo a Filarmônica de Viena. É mole ou querem mais? Detalhe importante: esse registro foi realizado ao vivo, com direito a palmas no final
Para alegrar sua terça feira de Carnaval, nada como um pouco de romantismo. Principalmente para aqueles que não curtem estes dias de folia.

01. Schumann, Concerto for Piano & Orch in Am Op.54, 1. Allegro affettuoso
02. Schumann, Concerto for Piano & Orch in Am Op.54, 2. Intermezzo, Andantino
03. Schumann, Concerto for Piano & Orch in Am Op.54, 3. Allegro vivace

Yevgeny Kissin – Piano
Wiener Philharmoniker
Carlo Maria Giulini – Conductor

04. Schumann, Arabeske Op.18, for Klavier
05. Schubert, arr. Liszt, Die Forelle (The Trout),
06. Schubert, arr. Liszt, Erlkonig (The Erl-King)
07. Grieg, Aus dem Karnevalm, Carnival Scene, Op.19 No.3
08. Grieg, Ich liebe dich, I love you, Op.41 No.3Kissin
09. Liszt, Soirees de Vienne, Valse caprice No.6

Yevgeny Kissin – Piano

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Robert Schumann (1810-1856): Konzertstück para 4 trompas e orquestra, Op. 86 / Sinfonia Nº 3, Op. 97, Renana / Sinfonia Nº 4, Op. 20 (1851 Version)

Robert Schumann (1810-1856): Konzertstück para 4 trompas e orquestra, Op. 86 / Sinfonia Nº 3, Op. 97, Renana / Sinfonia Nº 4, Op. 20 (1851 Version)

Esta gravação valoriza o trabalho sinfônico de Schumann, que deve ser conferido e apreciado. O fato é que durante muito tempo, as sinfonias de Schumann tiveram muito má repercussão. Dizia-se que eram mal construídas, mal orquestradas e que eram um híbrido entre a sinfonia e o poema sinfônico. Aparecem nesta postagem, o Konzertstück para 4 Horns e Orquestra in F major Op. 86, uma obra demasiado curta, mas bastante boa. Aparece, ainda, a Sinfonia No. 3 em Mi bemol maior, Op. 97 – “Renana”, uma obra pela qual possuo grande admiração. Está repleta de uma sofisticação ensolarada. O título “Renana” supõe, mais que um preciso programa musical, um testemunho de fidelidade ao Romantismo alemão, para qual a figura do Reno tinha um valor simbólico fundamental; e surge ainda a Sinfonia No. 4 em D menor, Op. 120 que já apareceu aqui na última postagem. Fica aqui a certeza de um notável, um excelente registro, digno da magnitude do compositor alemão. Aprecie sem moderação!

Gente, eu não tenho os dois primeiros CDs desta coleção. Se alguém tiver e quiser mandar, basta avisar nos comentários, tá?

Robert Schumann (1810-1856): Konzertstück para 4 trompas e orquestra, Op. 86 / Sinfonia Nº 3, Op. 97, Renana / Sinfonia Nº 4, Op. 20 (1851 Version)

Konzertstück for 4 Horns and Orchestra in F major Op. 86*
01. I. Lebhaft = Vivo
02. II. Romanze – Ziemlich langsam, doch nicht schleppend = Bem lento, mas sem se arrastar
03. III. Sehr lebhaft = Muito vivo

Sinfonia No. 3 in E flat major Op. 97 – “Renana”
04. I. Lebhaft = Vivo
05. II. Scherzo – Sehr maessig = Muito moderado
06. III. Nicht schnell = Moderado, andante
07. IV. Feierlich = Majestoso
08. V. Lebhaft = Vivo

Sinfonia No. 4 in D minor Op. 120 (1851 Version)
09. I. Ziemlich langsam – Lebhaft = Bastante lento – Vivo
10. II. Romanza – Ziemlich langsam = Bastante lento
11. III. Scherzo – Lebhaft = Vivo
12. IV. Etwas zurueckhaltend = Contido
13. V. Lebhaft = Vivo

Roger Montgomery, Gavin Edwards, Susan Dent, Robert Maskell, trompas
Orchestre Révolutionaire et Romantique
John Elliot Gardiner, regência

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Schumann: doido como só ele
Schumann: doido como só ele

Carlinus / PQP

Frederic Chopin (1810-1849) – Concerto for Piano & Orchestra nº 2 in F Minor, Robert Schumann (1810-1856) – Concerto for Piano and Orchestra in A Minor, op. 54 – Istomin, Ormandy, Walter, Philadelphia Orchestra, Columbia Symphony Orchestra

CD08-1Eu conhecia Eugene Istomin apenas por algumas referências em alguns sites, e claro, por suas gravações com Isaac Stern e Leonard Rose. Nasceu em Nova York em 1925, filho de pais russos, e foi uma criança prodígio.
Neste CD ele toca dois pilares do romantismo, o Concerto nº 2 de Chopin e o belíssimo Concerto em Lá Menor de Schumann, talvez o melhor o momento do Cd. Os regentes escolhidos são dois ícones da regência do século XX, Eugene Ormandy e Bruno Walter.
Eis um belíssimo CD para se começar o ano de 2018. Bela música, romantismo no ar, excelentes músicos, enfim, melhor ainda se estiver ao lado da família e daqueles que amamos.
Feliz 2018 !!!

01. Chopin Piano Concerto No.2 in F minor, Op.21 – I. Maestoso
02. Chopin Piano Concerto No.2 in F minor, Op.21 – II. Larghetto
03. Chopin Piano Concerto No.2 in F minor, Op.21 – III. Allegro vivace

Eugene Istomin – Piano
Philadelphia Orchestra
Eugene Ormandy

04. Schumann Piano Concerto in A minor, Op.54 – I. Allegro affettuoso
05. Schumann Piano Concerto in A minor, Op.54 – II. Intermezzo. Andantino grazioso
06. Schumann Piano Concerto in A minor, Op.54 – III. Allegro vivace

Eugene Istomin
Columbia Symphony Orchestra
Bruno Walter – Conductor

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Robert Schumann (1810-1856): Violin Sonatas Nos. 1 & 2

Robert Schumann (1810-1856): Violin Sonatas Nos. 1 & 2

A Sonata Nº 1 para Violino e Piano, Op. 105, de Schumann, foi composta em 1851. A melhor delas, a segunda, Op. 121, foi escrita dois anos depois e já tem uma dimensão muito mais ambiciosa, tanto que ele a intitulou “Grande Sonata”. Clara acompanhou o violinista Joseph Joachim na primeira execução da obra, em 29 de outubro de 1853, em Düsseldorf, cinco meses antes da crise de loucura que levou o compositor a se atirar no Reno gelado. Essas obras não são universalmente admiradas, mas este CD traz uma performance muito convincente, uma vez só febril e lírica, com o som bem equilibrado e a invenção musical bem explorada. O que poderia ser mais sedutor do que a abertura silenciosa do terceiro movimento da Sonata Nº 2, marcado como “suavemente, simplesmente”, mas soando igualmente fantasmagórico e surpreendente? Schumann, o mais perturbado dos gênios, raramente falha na música de câmara.

Robert Schumann (1810-1856): Violin Sonatas Nos. 1 & 2

01. Violin Sonata No. 1 in A Minor, Op. 105_ I. Mit Leidenschaftlichem Ausdruck
02. Violin Sonata No. 1 in A Minor, Op. 105_ II. Allegretto
03. Violin Sonata No. 1 in A Minor, Op. 105_ III. Lebhaft

04. Violin Sonata No. 2 in D Minor, Op. 121_ I. Ziemlich langsam-Lebhaft
05. Violin Sonata No. 2 in D Minor, Op. 121_ II. Sehr lebhaft
06. Violin Sonata No. 2 in D Minor, Op. 121_ III. Leise, einfach
07. Violin Sonata No. 2 in D Minor, Op. 121_ IV. Bewegt

Nicolás Chumachenco, violino
Daniel Levy, piano

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Bob Schumann em todo seu esplendor e romantismo
Bob Schumann em todo seu esplendor e romantismo

PQP

Franck, Lekeu, Brahms, Schumann – Sonatas para violino e piano

Todo mês a revista francesa Classica faz uma escuta às cegas de uma obra: ouvem várias gravações sem saber quem está tocando e elegem a melhor. É engraçado pois muitas vezes eles espinafram e desmoralizam músicos consagrados. Vejamos o que os franceses disseram sobre gravações da famosa sonata para piano e violino de César Franck…

Kaja Danczowska e Krystian Zimerman (1996), Gidon Kremer e Oleg Maisenberg (1980) adotam a mesma abordagem: flexibilidade nos fraseados e sensualidade na bela linha vocal.
Martha Argerich, “sempre espirituosa e fogosa” ofusca, em duas gravações diferentes, seus parceiros Itzhak Perlman e Dora Schwarzberg. Esta última “copia Brahms” e é “totalmente sufocada” por Martha”. Sobre Perlman com Vladimir Ashkenazy, os franceses dizem: “belas passagens, apesar de um violino muito sentimental”, “violino canta bem, mas muito monocromático”.
“Confundir César Franck com Brahms ou Schumann é, infelizmente, muito comum na interpretação da Sonata em Lá maior.” Este é o caso de Joshua Bell e Jean-Yves Thibaudet (1989) ou Sarah Chang e Lars Vogt (EMI, 2003). Quanto à gravação de Anne-Sophie Mutter, o conselho é: “fujam” pois ela “dominou um pálido e muito tímido Lambert Orkis”.
Sobre a dupla Oïstrakh/Richter: “a intensidade dramática, o calor expressivo, a generosidade, que emergem deste duo são surpreendentes”, “o diálogo entre os dois é constante, eles atravessam um turbilhão de sentimentos” mas o final é mais discutível: “óbvia falta de simplicidade”, “parece um Beethoven piorado”. O bronze fica com eles.
A medalha de prata vai para Arthur Grumiaux e Georgy Sebök, em gravação de 1978. “Os dois artistas, respeitando o texto, criam uma atmosfera serena de mistério, ternura modéstia: uma atmosfera de música de câmara francesa”, “clareza e naturalidade”, “uma bela versão em que falta um pouco mais de veemência”
O topo do pódio fica com Christian Ferras e Pierre Barbizet nesta gravação de 1965 que aparece no CD de hoje. No allegretto “tudo é pensado, refletido e se torna claro”, “violino e piano cantam naturalmente, sem nunca tentar qualquer hegemonia”. O Allegro final é “igualmente perfeito”, com “uma multidão de climas que são perfeitamente executados: tanto o caráter popular do primeiro tema como o lado um pouco religioso do motivo central”, “muita elegância e inteligência nos fraseados”.

Esses dois CDs trazem ainda as três sonatas para violino e piano de Brahms, em gravações que FDP Bach anos atrás disse que estão entre suas favoritas, e os três Romances de Robert Schumann, originalmente compostos para oboé e piano, mas que Clara Schumann, aparentemente, foi a primeira a tocar com um violinista. Temos ainda a sonata em lá menor de Schumann, romântica e obsessiva, da época e que a saúde mental do compositor já se encontrava em estado delicado. No 3º movimento, convivendo com todos esses sentimentos, há também uma forte influência do contraponto de Bach, que o casal Schumann estudou profundamente.

Last but not least, a sonata do belga Guillaume Lekeu, também absolutamente romântica e melancólica. Tendo morrido na França aos 24 anos de febre tifóide, esse compositor deixou poucas obras, dentre as quais a mais conhecida é essa sonata que encarna perfeitamente o romantismo tardio.
Todo esse repertório é muito bem executado pela dupla francesa. Existem outros violinistas com som mais brilhante, mas pouquíssimos conseguiram tirar do violino sonoridades tão melancólicas, atormentadas e ao mesmo tempo elegantes.
CD 1:
César Franck – Sonate pour piano et violon
1. Allegretto moderato – 6:00
2. Allegro – 7:54
3. Recitativo – Fantasia – 6:45
4. Allegretto poco mosso – 5:40
Guillaume Lekeu – Sonate pour piano et violon
5. I Très modéré – 10:52
6. II Très lent – 8:55
7. III Très animé – 8:57
Johannes Brahms – Sonate pour violon et piano n° 2
8. I Allegro amabile – 7:51
9. II Andante tranquillo… – 6:23
10. III Allegretto grazioso – 5:08
CD 2:
Johannes Brahms – Sonate pour violon et piano n° 1
1. Vivace ma non troppo – 9:47
2. Adagio – 7:52
3. Allegro molto moderato – 8:35
Johannes Brahms – Sonate pour violon et piano n° 3
4. I Allegro – 7:44
5. II Adagio – 4:24
6. III Un poco presto e con sentimento – 3:07
7. IV Presto agitato – 5:58
Robert Schumann – Sonate pour violon et piano n° 1, op. 105
8. I Mit Leidenschaftlichem Ausdruck – 7:06
9. II Allegretto – 3:42
10. III Lebhaft – 5:02
Robert Schumann – 3 Romances pour violon et piano, op. 94
11. I Nicht schnell (Moderato) – 2:28
12. II Einfach, innig (Semplice, affettuoso) – 3:19
13. III Nicht schnell (Moderato) – 3:37
Christian Ferras – violino
Pierre Barbizet – piano

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BAIXE AQUI – FLAC (DOWNLOAD HERE – FLAC)

Brahms
Pleyel