Heinrich Schütz (1585-1672): Italian Madrigals (Il primo libro de madrigali, Op. 1, SWV 19)

Heinrich Schütz foi foda. Músico e compositor, é geralmente considerado o mais importante compositor alemão antes de Johann Sebastian Bach e também considerado um dos mais importantes compositores do século XVII junto com Claudio Monteverdi. Iniciou sua carreira musical quando foi selecionado, ainda menino, por sua bela voz, para o coro do Landgrave Maurício de Hesse-Kassel, e ali recebeu seu primeiro treinamento. Mais tarde seu patrono o matriculou na Universidade de Marburg, e depois o enviou para estudar com Giovanni Gabrieli, na Itália. Ao retornar, em 1613, com os ensinamentos recebidos, introduziu importantes inovações no vocabulário musical da Alemanha. Passou os quatro anos seguintes exercendo a função de organista em Kassel, e foi liberado deste serviço para assumir a posição de Kapellmeister na corte de Dresden. Ali casou-se e se tornou amigo de Johann Hermann Schein. Em 1629 voltou para a Itália a fim de comprar instrumentos e estudar a música teatral de Monteverdi. Como a Guerra dos Trinta Anos estava devastando Alemanha, Schütz foi obrigado, em seu retorno, a buscar colocação em outro local, e encontrou emprego em Hamburgo, e depois em Copenhagen. Terminada a guerra, reassumiu suas funções em Dresden, onde se aposentou em 1651, retirando-se para sua casa de campo, onde faleceu. A música de Schütz é de predominantemente religiosa, mas de grande capacidade de expressão emocional. Dominou a escrita para grandes grupos tão bem quanto para os reduzidos, e suas Paixões, para pequenos conjuntos, talvez estejam entre suas obras mais impressionantes. A influência da arte musical italiana perpassa toda sua obra, embora a tenha adaptado para o caráter germânico de uma forma altamente pessoal. Foi ele quem colocou a música alemã no mapa.

Este disco é notavelmente delicado e demonstra toda a influência da música italiana em sua obra. É coisa da juventude de Schütz, cheia de alegria, sol e doçura.

Heinrich Schütz (1585-1672): Italian Madrigals

1. Part One: O Primavera, SWV 1
2. Part Two: O Dolcezze Amarissime, SWV 2
3. Selve Beate, SWV 3
4. Alma Afflita, SWV 4
5. Cosi Morir Debb’io, SWV 5
6. D’orrida Selce Alpina, SWV 6
7. Ride La Primavera, SWV 7
8. Fuggi O Mio Core, SWV 8
9. Feritevi, Ferite, SWV 9
10. Flamma Ch’allacia, SWV 10
11. Quella Dama Son Io, SWV 11
12. Mi Saluta Costei, SWV 12
13. Io Moro, Eccho Ch’io Moro, SWV 13
14. Sospir Che Del Bel Petto, SWV 14
15. Dunque Addio, SWV 15
16. Tornate, O Cari Baci, SWV 16
17. Di Marmo Siete Voi, SWV 17
18. Giunto E Pur, Lidia, SWV 18
19. Vasto Mar, SWV 19

Capella Lipsiensis
Dietrich Knothe

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Heinrich Schütz, com essa carinha pernóstica, ele viveu 87 anos

Heinrich Schütz, com essa carinha pernóstica, ele viveu 87 anos

PQP

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History of the Sacred Music – Music for the Reformed Church: vols. 17/18/19

History of the Sacred Music vol. 19_ Musiques de la ReÃÅforme (3)História da Música Sacra
Música para a Igreja Reformada
vol. 17/18/19

Não há dúvidas de que um dos maiores aportes de Lutero foi o seu entendimento de que a música da Reforma deveria falar sobre o Evangelho diretamente para as pessoas. Ele estava convicto de que o tipo de hino que uma congregação canta determina o tipo de Teologia/espiritualidade destas pessoas.

Caso se queira que esta Teologia/espiritualidade reflita o Evangelho, então, há que se ter em alta consideração e se cuidar muito bem daquilo que está sendo cantado pelas pessoas. Lutero pôs as mãos à obra, cercando-se da ajuda e do conhecimento dos melhores Poetas e Músicos da época, que ele fez questão de escolher a dedo. Lutero e os seus colaboradores não rejeitaram as tradições musicais da sua época. Pelo contrário, de forma genuína e genial, usaram e incorporaram à música das Igrejas da Reforma as práxis musicais existentes! Atentemos para algumas dessas principais práxis.

A música da Reforma Luterana herdou a grande tradição musical da Idade Média e da Renascença, que consistia basicamente da música polifônica e do canto gregoriano. Nestas ricas tradições, praticamente não havia espaço para o canto congregacional de cunho popular. Diferentemente, outra grande tradição musical da época da Reforma, a versão metrificada dos Salmos cantada em uníssono e a cappella (sem acompanhamento), abria vastas possibilidades para o canto congregacional. Nesta tradição, não havia espaço para uma arte musical mais elaborada. Lutero e as gerações de Músicos luteranos que o seguiram nos séculos posteriores fizeram uso de ambas as correntes, combinando a tradição musical mais artística e elaborada com o canto congregacional de cunho popular.

O resultado musical desta combinação foi o Coral Luterano, com os seus textos poéticos centrados no Evangelho e escritos no vernáculo (na língua local) e não mais em Latim, com melodias vigorosas e com saltos e extensões de voz pensadas para o canto grupal, com cadências (pontos de repouso) ao final das diversas frases, com estruturas rítmicas fortes e baseadas em padrões de ritmo recorrentes. No seu conjunto, estas características resultaram em composições musicais em que texto e melodia formam uma totalidade, permitiram que o Coral Luterano fosse percebido como algo familiar e possibilitaram que comunidade, Coros e Instrumentistas se sentissem confortáveis, ´em casa´, enquanto cantavam e tocavam. (http://www.luteranos.com.br/conteudo/reforma-e-musica)

History of the Sacred Music vol. 17_ Musiques de la ReÃÅforme (1)Harmonia Mundi: História da Música Sacra
Music for the Reformed Church
• vol. 17: Songs and Psalms of Reform + J. S. Bach, Missa brevis in F-dur

• vol. 18 + vol. 19
Christmas Oratorio BWV 248
Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750)
RIAS Kammerchor, Akademie für Musik Berlin
Maestro René Jacobs

 

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XLD RIP | FLAC | 460,3 MB

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE – vol.18 + 19
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BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE – vol. 17+18+19 (link único para os 3 volumes!)
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vol 30: Encarte e letras dos 29 CDs – 4,6 MB – AQUI – HERE

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Boa audição.

History of the Sacred Music vol. 18_ Musiques de la ReÃÅforme (2)

 

 

 

 

 

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Avicenna

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Les Voix Baroques – Canticum Canticorum (Cântico dos Cânticos do Rei Salomão)

Cântico dos Cânticos: clérigos promovem as canções como uma representação alegórica da relação de Deus e Israel como marido e mulher. Quando lidas fora do contexto, as canções revelam uma coleção erótica, se não singularmente carnal de poesia de amor. Esta dicotomia entre o sagrado e o carnal nos Cântico dos Cânticos tem sido um dos temas favoritos entre os compositores desde a Renascença.

O livro de Cântico dos Cânticos, também chamado de Cantares, Cântico Superlativo, ou Cântico de Salomão, faz parte dos livros poéticos do Antigo Testamento, vem depois de Eclesiastes e antes do livro de Isaías. Representa, em hebraico, uma fórmula de superlativo; significa o mais belo dos cânticos, Cântico por Excelência ou o cântico maior. É um canto poético curto, com somente 8 capítulos.

De acordo com o título em 1.1, o Cântico dos Cânticos foi escrito por Salomão, filho do Rei Davi. Pode-se dizer que é “de Salomão”, pois a expressão hebraica “de Salomão”(1.1) pode ser traduzida “de” Salomão (como o seu autor) ou “para Salomão (como a pessoa à qual o livro é dedicado). A opinião tradicional entre judeus é a de que Salomão foi o seu autor (Cf. 1Rs.4.32), para os católicos este livro pertence ao agrupamento dos Sapienciais, que condensam a sabedoria infundida por Deus no povo de Israel. Como pertence ao grupo dos sapienciais, recebe como autor a figura simbólica de Salomão, o modelo da sabedoria em Israel, tem sua escrita estimada por volta do ano 400 a.C, e constitui-se de uma coletânea de hinos nupciais.

Por ser um poema escrito em uma linguagem considerada sensual, sua validade como texto bíblico já foi questionado ao longo dos tempos. O poema fala do amor entre o noivo e sua noiva. O nome de Deus só aparece nele de forma abreviada, em 8,6, “uma chama de Iah(weh)”[6]. A interpretação alegórica, segundo a qual o amor de Deus por Israel e o do povo por seu Deus são representados como as relações entre dois esposos, tornou-se comum entre os judeus a partir do séc. II DC, tal interpretação tem paralelo no tema da alegria nupcial que os profetas desenvolveram a partir de Oséias.

O Cântico dos Cânticos ou Shir há´Shirim, além das inúmeras interpretações que recebeu ao longo dos séculos, é um dos mais belos poemas de amor já escritos. Seus protagonistas são uma amada e seu amado. A menção do amado como rei e pastor pode ser uma alusão à tradição judaica que, durante o casamento, considera o noivo um rei e a noiva uma rainha. Ao longo do texto, eles dialogam entre si ou com um coro e, apesar de o original não diferenciar explicitamente o que dizem ele e ela, é possível deduzir a qual deles pertence cada palavra pela diferente flexão que têm o masculino e o feminino em hebraico. O aparecimento do protagonista “coro” também parece apontar para uma influência grega.

Les Voix Baroques, sob a direção do fundador Matthew White, reuniu 16 músicas, todas inspiradas nos Cânticos dos Cânticos, que vão desde John Dunstable do século 15 para Sir William Walton do século 20, abrangendo a Inglaterra medieval, a Itália renascentista, o barroco da Alemanha e França, e o Canadá e Inglaterra do século 20. O grupo agilmente desenvolve cada um dos períodos da música coral com instrumentos e estilos de época.

(textos retirados da internet)

O Cântico começa com as palavras da amada:
Beija-me com beijos de tua boca,
Teus amores são melhores do que o vinho;
O alento do teu corpo me embriaga
E pronunciar teu nome desperta fragrâncias que impregnam tudo.
Por isso te amam as donzelas.

Leva-me contigo; corramos ao teu quarto e gozemos com alegria.
Evocar tuas carícias embriaga mais do que o vinho.
Com razão se enamoram de ti.
Filhas de Jerusalém, sou morena, mas sou graciosa;
Morena como as tendas do deserto,
Cheia de graça como os pavilhões do rei.

Não me negligencies por eu ser morena,
É que o sol me queima.
Dize-me, amor, onde vais apascentar teu rebanho e onde descansas ao meio-dia
Para que, buscando-te, eu não me extravie entre os rebanhos de teus companheiros.

Ao que ele responde:
Se não sabes onde me encontrar, bela entre as donzelas, segue as pisadas do meu rebanho e leva teu rebanho a pastar junto às tendas dos pastores.
Oh, bela, minha amada, tens a prestância dos corcéis do faraó.
Que delicado é teu rosto ornado por teu cabelo! Que graça tem teu pescoço com os colares!

E ela replica:
O perfume do meu corpo vai atrás do meu amado aonde quer que vá.
Quando descansa entre meus seios, ele é para mim uma porção de lavanda, um punhado de ervas aromáticas.

E ele:
Que bela és, amada, que bela! Teus olhos são pombas de serenidade e graça.

E, finalmente, responde ela:
Que belo és, amor! Que prazer! No campo temos estendido nossa cama, os ramos dos ciprestes são nosso telhado e os cedros são as colunas de nossa casa.
(Tradução de Eziel Belaparte Percino)

Palhinha: ouça 03 – Symphoniae sacrae, Op. 6: Anima mea liquefacta est, SWV 263

Canticum Canticorum
Orlando de Lassus (Franco-Flemish, 1532/1530-1594)
01 – Veni in hortum meum
Giovanni Pierluigi da Palestrina (c.1525-1594)
02 – Osculetur me osculo oris sui
Heinrich Schütz (Germany, 1585-1672)
03 – Symphoniae sacrae, Op. 6: Anima mea liquefacta est, SWV 263
04 – Symphoniae sacrae, Op. 6: Adjuro vos, filiae, SWV 264

Domenico Mazzocchi (Italy, 1592-1665)
05 – Dialogo della cantica
Healey Willian (Anglo-Canadian, 1880-1968)
06 – Rise up, my love, my fair one, B 314
07 – I beheld her beautiful as a dove, B 312

Sir William Walton (England, 1902-1983)
08 – Set me as a seal upon thine heart
Thomas Tomkins (England, 1572-1656)
09 – My beloved spake unto me
Heinrich Schütz (Germany, 1585-1672)
10 – Cantiones sacrae, Op. 4: Ego dormio, et cor meum, SWV 63
11 – Cantiones sacrae, Op. 4: Vulnerasti cor meum, SWV 64

Marc-Antonie Charpentier (France, 1643-1704)
12 – Dilecti mi, H 436
Marin Marais (France, 1656-1728)
13 – Passacaille
Marc-Antonie Charpentier (France, 1643-1704)
14 – Antienne pour les Vêpres de l’Assomption de la vierge: Après Lauda Jerusalem Dominum, H 52
John Dunstaple (or Dunstable) (England, c.1390 – 1453)
15 – Quam pulchra es, MB 44
Henry Purcell (England, 1659-1695)
16 – My beloved spake, Z 28

Canticum Canticorum – 2007
Les Voix Baroques
Director: Matthew White

Encarte incluído nos arquivos abaixo.

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Boa audição.

Avicenna

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Heinrich Schütz (1585-1672): Symphoniæ Sacræ III

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IM-PER-DÍ-VEL !!!

Uma pena eu não ter meus alfarrábios aqui no escritório. Escrever sobre Schütz sem eles, confiando na Wiki e na rede? Nunca! Prefiro confiar na memória. Schütz escreveu três volumes de Symphoniæ Sacræ, o primeiro nos anos 20 do século XVII, o segundo anos 40 e o terceiro, que é de 1649, tenho certeza. Schütz nasceu cem anos antes de Bach e é o fundador da música alemã tanto no sentido de austeridade como no de sua abertura para o sol e a alegria meridionais. Refiro-me aos italianos, claro. Era um homem de seu tempo. A música era considerada ainda uma ciência e estava curiosamente fora das humanidades, sendo estudada como a matemática, a química, etc. Schütz, por revolucionário que fosse — e era! — utilizava modelos matemáticos em suas obras, mas era um erudito humanista que usava de liberalidades que criaram coisas tão maravilhosas como o Saul, Saul, was verfolgst du mich, SWV 415, música pela qual sou fascinado. Em comum com Bach, o luterano Schütz possuia a aspiração ecumênica dos crentes sinceros e procurava fugir do que era imposto pela religião alemã.

Aqui, pouco sol italiano brilha, o que se vê é a luz das catedrais do barroco. Mas não são catedrais vazias, são catedrais lotadas de povo e de apelos.

Álbum duplo de qualidade incomum, gravado só para variar pela Harmonia Mundi, vem com capa de libreto que são também arte.

Schütz: Symphoniæ Sacræ III

1. Der Herr ist mein Hirt SWV 398
2. Ich hebe meine Augen auf SWV 399
3. Wo der Herr nicht das Haus bauet SWV 400
4. Mein Sohn, warum hast du uns das getan SWV 401
5. O, Herr, hilf SWV 402
6. Siehe, es erschien der Engel des Herren SWV 403
7. Feget den alten Sauerteig aus SWV 404
8. O süßer Jesu Christ SWV 405
9. O Jesu süß, wer dein gedenkt SWV 406
10. Lasset uns doch den Herren, unsern Gott, loben SWV 407

11. Es ging ein Sämann aus SWV 408
12. Seid barmherzig SWV 409
13. Siehe, dieser wird gesetzt zu einem Fall SWV 410
14. Vater unser SWV 411
15. Siehe, wei fein und lieblich SWV 412
16. Hütet Euch SWV 413
17. Meister, wir wissen, dass du wahrhaftig bist SWV 414
18. Saul, Saul, was verfolgst du mich SWV 415
19. Herr, wie lang willst du mein so gar vergessen SWV 416
20. Komm heliger Geist, Herre Gott SWV 417
21. Nun danket alle Gott SWV 418

Johanna Koslowsky
Monika Mauch
Wilfried Jochens
Hans-Jorg Mammel
Stephan Schreckenberger
Wolf Matthias Friedrich

Cantus Cölln
Concerto Palatino
Konrad Junghänel

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PQP

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Handel, Schütz, J.S. Bach, Purcell, Vivaldi: The Art of Countertenor, com Michael Chance

Mais uma leva de discos imperdíveis… Esqueça Deller e outras velharias, fique com Scholl, Jacobs e com este maravilhoso contratenor Michael Chance. Este é um baita disco duplo da Archiv com alguns dos melhores trabalhos de Chance no selo. O primeiro CD é formado por árias esparsas do barroco alemão. Tudo ali já perfeito, mas a verdadeira festa está no segundo: ali encontram-se algumas peças de Purcell e três obras completas de Vivaldi: “Nisi Dominus”, “Stabat Mater” e “Salve Regina”. Olha, ouça e depois me diga se Chance não é um menino batuta.

IM-PER-DÍ-VEL !!!!

Handel, Schütz, J.S. Bach, Purcell, Vivaldi:
The Art of Countertenor, com Michael Chance

1. Handel – Semele – Aria- -Hymen, Haste, They Torch Prepare-
2. Handel – Semele – Aria- -Your Tuneful Voice My Tale Would Tell-
3. Handel – Semele – Aria- -Despair No More Shall Wound Me-
4. Handel – Messiah – Aria- -But Who May Abide The Day Of His Coming-
5. Handel – Messiah – Aria- -Thou Art Gone Up On High-

6. Schütz – -Auf Dem Gebirge Hat Man Ein Geschrei GehÖRet-

7. Bach, J.S. – Mass In B-Minor- 10. Aria -Qui Sedes Ad Dexteram Patris-
8. Bach, J.S. – Mass In B-Minor- 26. Aria -Agnus Dei-
9. Bach, J.S. – St. Matthew Passion- 39. Aria -Erbarme Dic, Mein Gott-
10. Bach, J.S. – St. Matthew Passion- 60. Aria -Sehet, Jesus Hat Die Hand-, Chorus- -Wohin–
11. Bach, J.S. – St. John Passion- 7. Aria -Von Den Stricken Meiner SÜNden-
12. Bach, J.S. – St. John Passion- 30. Aria -Es Ist Vollbracht-
13. Bach, J.S. – Herz Und Mund Und Tat Und Leben- 3. Aria -SchÄMe Dich, O Seele, Nicht-
14. Bach, J.S. – Lass Fürstin, Lass Noch Einen Strahl- 5. Aria -Wie Sarb Die Heldin So VergnÜGt-
15. Bach, J.S. – Actus Tragicus- 3a. Arioso -In Deine HÄNde Befehl Ich Meinen Geist-

16. Henry Purcell – Sound The Trumpet, Beat The Drum (Welcome Ode For James II), For 2 Altos, Tenors, Basses, Chorus, Strings & Continuo, Z. 335
17. Purcell – Of Old When Heroes Thought It Base (Yorkshire Feast Song), Ode For Soloists, Chorus & Instruments, Z. 333
18. Purcell – Of Old . . . – -Sound, Trumpets, Sound

Antonio Vivaldi – Nisi Dominus (Psalm 126), For Voice, Viola D’amore, Strings & Continuo In G Minor, RV 608
19. Vivaldi – Nisi Dominus- Nisi Dominus (Allegro)
20. Vanum Est Vobis (Largo)
21. Surgite (Presto-Adagio)
22. Cum Dederit (Largo-Andante)
23. Sicut Sagittae ({Resto-Allegro)
24. Beatus Vir (Andante)
25. Gloria Patri (Larghetto)
26. Sicut Erat In Principio
27. Amen (Allegro)

Antonio Vivaldi – Stabat Mater, Hymn For Voice, Strings & Continuo In F Minor, RV 621
28. Vivaldi – Stabat Mater-Stabat Mater (Largo)
29. Suius Animam (Adagissimo)
30. O Quam Tristis (Andante)
31. Quis Est Homo (Largo)
32. Quis Non Posset (Adagissimo)
33. Pro Peccatis (Andante)
34. Eja Mater (Largo)
35. Fac T Ardeat (Lento)
36. Amen (Allegro)

Antonio Vivaldi – Salve Regina, Antiphon For Voice, Double Chorus, 2 Recorders, Flute, Double Strings & Continuo In C Minor, RV 616
37. Salve Regina- Salve Regina (Andante)
38. Ad Te Clamamus (Allegro)
39. Ad Te Suspiramus (Larghetto)
40. Eja Ergo (Allegro)
41. Et Jesum (Andante Molto)
42. O Clemens (Andante)

Michael Chance, contratenor
English Chamber Orchestra, John Nelson
The English Concert, Trevor Pinnock
His Majesties Sagbutts and Cornetts, English Baroque Soloists, Monteverdi Choir, John Eliot Gardiner
+ Timothy Wilson + Ashley Stafford

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PQP

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German Baroque Cantatas Vols 1, 2 e 3

Bem, este aqui é um trio de CDs da gravadora Ricercar. O grupo que interpreta as obras é o Ricercar Consort. Deve ser a gravadora do grupo, não? Pois os CDs, lançados em 1992, sumiram. Talvez tenham sido relançados por outra gravadora; afinal, o Ricercar ainda anda por aí fazendo música, mas, enfim, tenho pouca informação a respeito da coleção original. Algum de vocês sabe, claro, e vai colocar tudo faixa por faixa nos comentários, não?

Mas ouvi atentamente à música. É muito boa. Trata-se de cantatas compostas na fase pré-Bach naquilo que hoje entendemos por Alemanha. Não são obras pra cima, são sacras sacras. Muitíssimo bem interpretadas, são para os efetivamente tarados pelo barroco, não para os outros.

German Baroque Cantatas Vols 1, 2 e 3

101 Franz Tunder_ Salve mi Jesu.mp3
102 Dietrich Buxtehude_ Wenn ich, Herr Jesu, habe dich.mp3
103 Dietrich Buxtehude_ Jesu, meine Freud und Lust.mp3
104 Heinrich Schutz_ Erbarm dich mein, o Herre Gott.mp3
105 Christoph Bernard_ Was betr?bst du dich, meine Seele.mp3
106 Johann Philipp Krieger_ O Jesu, du mein Leben.mp3
107 Johann Philipp Ahle_ Jesu dulcis memoria.mp3
108 Johann Philipp Ahle_ Gehe aus auf die Landstrassen.mp3
109 Leopoldus I_ Regina Coeli.mp3
201 Herr ich lasse dich nicth.mp3
202 Dialogus inter Christum et fidelem animan.mp3
203 Nichts soll uns scheiden von der Liebe Gotter.mp3
204 Ich halte es dafür.mp3
205 Ich suchte des Nachts.mp3
206 Das neugeborne Kindelein.mp3
301 Johann-Hermann Schein_ Christ, unser Herr, zum Jordan kam (Opella Nova, 1618).mp3
302 Johann-Hermann Schein_ O Jesu Christe, Gottes Sohn (Opella Nova, 1618).mp3
303 Franz Tunder_ An Wasserfl?ssen Babylon.mp3
304 Franz Tunder_ Ach Herr, lass deine lieben Engelein.mp3
305 Frans Tunder_ Wachet auf! ruft uns die Stimme.mp3
306 Anonyme_ Es ist g’nug.mp3
307 Dietrich Buxtehude_ Laudate pueri, Dominium.mp3
308 Dietrich Buxtehude_ Klag-Lied.mp3
309 Dietrich Buxtehude_ Gen Himmel zu dem Vater mein.mp3
310 Dietrich Buxtehude_ Singet dem Herrn.mp3

Ricercar Consort
Henri Ledroit

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Apesar de raramente respondidos, os comentários dos leitores e ouvintes são apreciadíssimos. São nosso combustível.
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Heinrich Schütz (1585-1672) – Musicalische Exequien

Este é um CD de arrepiante beleza. Schütz, juntamente com tio Bux, constituiu-se na maior influência para o compositor que foi meu pai e estas Musicalische Exequien são fundamentais para aquilo que seriam as suas Cantatas. (Ouçam a Cantata BWV 4 para conferir, ouçam!) Colocado numa encruzilhada histórica, Schütz ora parece olhar o passado e ora ser presciente em sua ousada e austera polifonia. Foi um grande gênio.

O tratamento que o Knabenchor de Hannover dá a estas peças é quase inacreditável. O som do conjunto e do pequeno grupo que as acompanha é digno de todos os prêmios que este CD recebeu quando de seu lançamento. Comprei este disco na Itália, sem saber nada a respeito. Talvez o som de Schütz tenha me obrigado a visitar mais igrejas do que seria razoável…

CD IM-PER-DÍ-VEL para os amantes do barroco!

Schütz – Musicalische Exequien SWV 279-281, Op. 7

1. Concert in Form einer teutschen Begräbnis-Missa: Intonatio (TI)
2. Concert in Form einer teutschen Begräbnis-Missa: Soli (T,T,B)
3. Concert in Form einer teutschen Begräbnis-Missa: Capella
4. Concert in Form einer teutschen Begräbnis-Missa: Soli (S,S,TI)
5. Concert in Form einer teutschen Begräbnis-Missa: Capella
6. Concert in Form einer teutschen Begräbnis-Missa: Soli (A,B)
7. Concert in Form einer teutschen Begräbnis-Missa: Capella
8. Concert in Form einer teutschen Begräbnis-Missa: Intonatio (TI)
9. Concert in Form einer teutschen Begräbnis-Missa: Favoritchor
10. Concert in Form einer teutschen Begräbnis-Missa: Capella
11. Concert in Form einer teutschen Begräbnis-Missa: Soli (S II,B I)
12. Concert in Form einer teutschen Begräbnis-Missa: Capella
13. Concert in Form einer teutschen Begräbnis-Missa: Soli (S I, B)
14. Concert in Form einer teutschen Begräbnis-Missa: Capella
15. Concert in Form einer teutschen Begräbnis-Missa: Soli (T,T)
16. Concert in Form einer teutschen Begräbnis-Missa: Capella
17. Concert in Form einer teutschen Begräbnis-Missa: Solo (A)
18. Concert in Form einer teutschen Begräbnis-Missa: Soli (S,S,B)
19. Concert in Form einer teutschen Begräbnis-Missa: Solo (T I)
20. Concert in Form einer teutschen Begräbnis-Missa: Soli (A,T,T,B)
21. Concert in Form einer teutschen Begräbnis-Missa: Capella
22. Concert in Form einer teutschen Begräbnis-Missa: Soli (B,B)
23. Concert in Form einer teutschen Begräbnis-Missa: Capella
24. Concert in Form einer teutschen Begräbnis-Missa: Solo (TI)
25. Concert in Form einer teutschen Begräbnis-Missa: Capella
26. Concert in Form einer teutschen Begräbnis-Missa: Favoritchor
27. Concert in Form einer teutschen Begräbnis-Missa: Capella

28. Herr, wenn ich nur dich habe SWV 280

29. Canticum B. Simeonis Herr, nun lässest du deinen Diener in Frieden fahren”, SWV 281

30. Herr, nun lässest du deinen Diener im Friede fahren, SWV 432

31. Herr, nun lässest du deinen Diener im Friede fahren, SWV 433

32. Das ist je gewisslich wahrm SWV 277

33. Nun danket alle Gott, SWV 418

34. Vater unser, SWV 411

Knabenchor Hannover
Ensemble UCS
Heinz Hennig

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PQP Bach

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Heinrich Schütz (1585-1672) – Weihnachts-Historie (The Nativity)

Um excelente CD. Não apenas pela grande música de Schütz, mas pelo trabalho de Jacobs. Como estou absolutamente sem tempo hoje, lá vão duas notícias biográficas de Schütz encontradas na rede:

A música de Schütz é uma síntese bem-sucedida da técnica italiana com a devoção luterana que animou tantos músicos alemães. Essa mesma combinação se repetiria mais tarde, em elevado nível polifônico, na obra de Bach, de quem Schütz é o precursor imediato.

Heinrich Schütz, ou Henricus Sagittarius, nasceu em Köstritz, Saxônia, em 8 de outubro de 1585. Estudou leis em Marburgo e, a partir de 1609, radicou-se em Veneza por três anos para estudar música com Giovanni Gabrieli. Nesse período escreveu suas primeiras obras, um conjunto de madrigais italianos para cinco vozes. Retornou à Saxônia em 1613 e permaneceu como músico da corte do príncipe-eleitor até que a peste e os distúrbios causados pela guerra dos trinta anos convenceram-no a partir. Em 1633 instalou-se na corte dinamarquesa e ali permaneceu por dois anos, depois dos quais retornou ao serviço do príncipe-eleitor em Dresden, onde ficou por toda a vida.

A originalidade da obra de Schütz reside na magistral introdução do novo estilo monódico dos italianos, à moda de Monteverdi, na música alemã. Suas obras conhecidas – Dafne, primeira ópera alemã, encenada em 1627, e as músicas que compôs para o casamento do príncipe da Saxônia em 1638 – se perderam. Depois das primeiras sinfonias sacras, de 1629, passou a usar o alemão vernáculo em suas composições. O primeiro réquiem alemão, o Musikalische Exequien (1636), foi também composto por Schütz. Obras importantes da meia-idade são, entre outras, a segunda a terceira partes das sinfonias sacras (1647-1650).

O Weihnachtsoratorium (1664; Oratório de Natal), para solistas, coro e instrumentos, prenuncia a austeridade das últimas obras do compositor. Na velhice, retornou ao canto a capela e se esforçou para interpretar fielmente o texto da Bíblia luterana nas Paixões segundo são Mateus, são Lucas e são João (1665-1666). Heinrich Schütz morreu em Dresden, em 6 de novembro de 1672.

Copiado daqui.

Heinrich Schütz (1585-1672) nasceu em Köstriz (Alemanha) a 8 de outubro. Entre 1609 e 1613, estudou em Veneza com Giovanni Gabrielli e foi, em 1614, nomeado maestro de música do eleitor da Saxônia em Dresden. Em 1628, visitou em Veneza, Monteverdi.

As devastações da Guerra dos Trinta Anos obrigaram-no, em 1633, a fugir para a Dinamarca, mas voltou em 1635, passando em Dresden o resto de sua longa vida. Schütz morreu em Dresden a 6 de novembro.

A música de Schütz é uma síntese feliz de técnica italiana, veneziana e de devoção luterana. Essa mesma síntese se repetirá, mais tarde, em mais elevado nível polifônico, na arte de J. S. Bach, de quem Schütz é precursor imediato. É mesmo o maior compositor alemão antes de J. S. Bach. Mas foi, como este, esquecido, e só em conseqüência dos estudos bachianos da segunda metade do séc. XIX redescoberto.

Os salmos que Schütz escreveu em 1619 são policorais à maneira dos de Giovanni Gabrielli, assim como a História da Ressurreição (1623). Perdeu-se a partitura da ópera Dafne (1627), primeira tentativa de uma ópera alemã nos moldes de Monteverdi.

A personalidade artística do compositor afirma-se na primeira parte das Sinfonias Sacras (1629), sobre textos latinos, dos quais Fili mi, Absalon já é superior à música sacra dos venezianos. Mas As sete palavras na cruz (1645), embora no mesmo estilo, evidenciam a invariável é luterana do mestre.

Obras-primas são a segunda e a terceira parte das Sinfonias sacras (1647, 1650): o Nunc dimittis, o Magnificat e as cantatas de texto alemão, como Saulo, porque me persegues?, têm alto vôo melódico e o acompanhamento é magistralmente instrumentado.

Na velhice mudou Schütz de estilo: voltou ao canto à capela, não acompanhado, e esforçou-se para interpretar fielmente o texto da Bíblia luterana. Essas obras arcaizantes são as Paixões segundo São Mateus, São Lucas e São João (1665-1666).

Copiado daqui.

Schütz – Weihnachts-Historie (The Nativity)

Weihnachts-Historie, SWV 435
1. Sinfonia
2. Es begab sich aber zu derselbigen Zeit
3. Fürchtet euch nicht
4. Und alsbald war da bei dem Engel
5. Ehre sei Gott in der Höhe
6. Und da die Engel von ihnen gen Himmel fuhren
7. Lasset uns nun gehen gen Bethlehem
8. Und sie kamen eilend
9. Wo ist der neugeborne König der Juden?
10. Da das der König Herodes hörete
11. Zu Bethlehem im jüdischen Lande
12. Da berief Herodes die Weisen
13. Ziehet hin
14. Als sie nun den König gehöret hatten
15. Stehe auf, Joseph
16. Und er stund auf
17. Stehe auf, Joseph
18. Und er stund auf
19. Dank sagen wir

Anderer Theil kleiner geistlicher Concerten Op. 9 (1639)
20. Sei gegrüsset, Maria, SWV 333
21. Rorate caeli desuper, SWV 322
22. Joseph, du Sohn David, SWV 323
23. Hodie Christus natus est, SWV 315

24. Heute ist Christus geboren, SWV 439

Concerto Vocale
Ensemble Instrumental
dir. René Jacobs

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Heinrich Schütz (1585-1672) – Musikalische Exequien, Motetos e Concertos

Sem querer, este senhor, neste post, chamou minha atenção para um fato deveras chocante: não havia Heinrich Schütz em nosso blog! Não havia, há agora.

Por exemplo, uma das músicas mais belas e fundamentais já postadas várias vezes por nosso blog foi Um Réquiem Alemão de Johannes Brahms. (Por sinal, a melhor gravação da obra foi postada por FDP Bach e é a de Herreweghe). Pois você sabia a quem é dedicado seu último movimento, o coral Chor: “Selig sind die Toten, die in dem Herrn sterben”? Pois é, a Schütz, um compositor absolutamente fantástico e único na história da música.

Vindo lá do começo do barroco alemão, meditando sobre a morte, quase sempre à capela, com pouco baixo contínuo… Tudo para ser chato, não? Nada disso, sua música de sincera religiosidade, cheia de dissonâncias radicais e inesperadas o deixam ao lado dos maiores compositores de seu século: Monteverdi e Purcell. As obras que compõem este disco foram as que me convenceram, algumas décadas atrás, a conferir se havia mais vida inteligente antes de meu pai. São nestas obras — partes de suas Symphoniae sacrae, de 1649, que Schütz revela-se mais moderno e tocado pela teatralidade italiana, mas dentro de um clime de fervor coletivo, facultado pela enorme tradição polifônica alemã.

Gravação impecável de Gardiner. Ouça primeiro a faixa 3 e deixe-se convencer por Schütz.

Imperdível.

Schütz – Musikalische Exequien, Motetos e Concertos

Motetos e Concertos
1. Freue Dich Des Weibes Deiner Jugend
2. Ist Nict Ephraim Mein Teurer Sohr
3. Saul, Saul Was Verfolgst Du Mich?
4. Auf Dem Gebirge Hat Man Ein Geschrei Gehoret

Musikalische Exequien
5. Concerto In Form Einer Teutschen Begrabnis-Missa
6. Motette>>Herr, Wenn Ich Nur Dich Habe<<
7. Canticum Simeonis

Ashley Stafford
Michael Chance
Frieder Lang
Monteverdi Choir
The English Baroque Soloists
His Majesty's Sagbutts and Cornetts
John Eliot Gardiner

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