Alexander Scriabin (1871-1915): 24 Prelúdios

Alexander Scriabin (1871-1915): 24 Prelúdios

0100d8fc1a95ce5a25970a816807179783095d34O compositor russo Alexander Scriabin morreu jovem, com 43 anos em 1915. Em 1925, o escritor Boris Schlœzer, russo emigrado para a França após a revolução, escrevia no Ménestrel:

O décimo aniversário da morte de Scriabin será certamente a ocasião de concertos, conferências e cerimônias comemorativas, consagradas à obra do grande músico que reina como líder na Rússia e cuja dominação parece fortemente estabelecida, apesar das tentativas de reação de Medtner e Rachmaninoff e, mais recentemente, Stravinsky e Prokofiev.

Mas essa liderança só vai até as fronteiras do país dos Sovietes. Scriabin tem um papel insignificante na vida musical europeia após a Guerra de 1914-18, particularmente na França (os programas de concerto alemães e ingleses incluem com frequência as últimas sonatas, o Prometeu, o Poema do Êxtase).

A arte de Scriabin “não pega” em Paris, fato extremamente significativo! Essa arte, com efeito, me parece essencialmente revolucionária. Os meios musicais têm uma repugnância instintiva: dizem que Scriabin nada inventou, que ele deve tudo a Chopin e Liszt, que é um wagneriano tardio, um “romântico enfim” – o que é a pior das injúrias hoje, como sabemos. A verdade é que não querem ouvi-lo, porque pressentem um perigo. Sob este ponto de vista, parece que se Paris repele obstinadamente Scriabin, enquanto Berlim e Londres o acolhem, é porque a França após a Guerra é a fortaleza do espírito anti-revolucionáro.

Mas o que significam esses termos, “revolucionário”, “anti-revolucionário”, no domínio musical? Não se trata aqui de fazer de Scriabin um bolchevique. Tendo conhecido pessoalmente o compositor, creio que ele estaria hoje entre os emigrados, como Prokofiev, e que o comunismo russo teria nele um inimigo irredutível. Quando pretendo que Scriabin era um revolucionário, quero dizer que o espírito que anima suas obras, as tendências desta obra, a concepção que o compositor faz da arte, da vida, os meios que utilizava, os objetivos perseguidos, tudo estava em contradição essencial com o espírito e as realizações da arte ocidental.

O autor do Poema do Êxtase não deve nada à escola nacionalista russa, aos “Cinco”; ele aparece à primeira vista, por seu vocabulário sonoro, como um europeu. É a falha percebida por alguns críticos, que buscam exositmo. Ora, exótico ele é, mas em um outro plano: este europeu refinado ataca as próprias bases da cultura estética ocidental. O “extatismo”, a exaltação mística, o entusiasmo heróico dessa alma bêbada são a negação mesma do espírito realista, do espírito de ordem, de medida e de compromisso ao qual se aspira em Europa após a terrível tormenta da Guerra.

Como sabemos, e o artigo acima mostra bem, Scriabin construiu um mundo próprio no começo do século XX, distante dos consenso das vanguardas europeias, e por isso mesmo revolucionário, em obras para piano como a Sonata nº 9 “Missa Negra”, o místico Prometeu para piano e orquestra, sem falar na obra inacabada Mysterium, que deveria incluir música, efeitos visuais, incenso e dança.

Antes, na década de 1890, Scriabin já criava uma música altamente cromática, mística, mas ainda de forma mais convencional, imitando um pouco Chopin em mazurkas e noturnos para piano. Imitou também Chopin e Liszt em Estudos de enormes exigências técnicas, com sustenidos e bemóis pra todos os lados. Mas talvez sua mais sublime imitação de Chopin tenha sido ainda na juventude, com seus Prelúdios Opus 11, que são 24, com tons maiores e menores se alternando da mesma forma que nos prelúdios do polonês.

Enquanto no CD recém postado de Rachmaninoff, a pianista turca Idil Biret usava muita força no piano para fazer aqueles sons de sinos que o compositor pede, aqui, o pianista GIeseking toca Scriabin com todo o mistério, a sutileza e a delicadeza que este compositor merece… mas sem medo de usar a força em alguns prelúdios específicos, como os de nº 19 e 24.

Alexander Scriabin (1871-1915): 24 Prelúdios Opus 11
Walter Gieseking – piano

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Scriabin no piano
Scriabin tocando piano

Pleyel e o piano russo, parte 2

The Complete Masterworks Recordings Vol. IX: Late Russian Romantics

The Complete Masterworks Recordings Vol. IX: Late Russian Romantics

Olá pessoal, sou o novato por aqui no blog, vou estrear com o post do Volume Nove da reedição Horowitz (1903-1989) da Sony contém música dos compatriotas do pianista nascido na Ucrânia: Scriabin, Rachmaninoff e Medtner. Horowitz, que aos 11 anos conheceu a Scriabin, descreveu uma vez a música do compositor como “super sensível, super romântica”. Houve inúmeros pianistas que igualaram a Scriabin de Horowitz tecnicamente, mas ninguém superou a qualidade nervosa e ofegante do pianista ucraniano. As seleções de Scriabin foram gravadas no 30th Street Studio de Columbia em 1972. O Fairy Tale In A, Op. 51 do Medtner, ouvido aqui, foi originalmente estreado no Natal de 1969. Horowitz idolatrava Rachmaninoff, e o pianista / compositor mais velho admirava Horowitz em uma espécie de tio / sobrinho. Os dois tiveram uma amizade íntima desde 1928 até a morte do compositor em 1943. Rachmaninoff freqüentemente teve um relacionamento complicado com suas próprias composições. Tal foi o caso da Segunda Sonata, que foi composta em 1913, e severamente revisada em 1931. Rachmaninoff, que nunca estava totalmente satisfeito com qualquer versão da peça, concordou e deixou a cargo de Horowitz montar uma versão de “compromisso” para suas próprias apresentações.  Esta performance gravada neste CD, registrada no Carnegie Hall, é uma das gravações de piano em minha opinião mais eletrizantes já feitas. Horowitz, no auge da sua forma, traz uma qualidade incrível para essa performance. Mesmo quando todo o Inferno se solta, o pianista permanece solidamente no controle. A gravação tem cerca de 40 anos e a meu  ver continua a ser a versão definitiva da Segunda Sonata de Rachmaninoff, e pode-se sentir o espírito aprovador do compositor na resposta tumultuada do público ao final. Esta reedição é uma obrigação para todos os amantes de uma excelente música de piano. O som é um dos melhores Horowitz ao vivo.

The Complete Masterworks Recordings Vol. IX: Late Russian Romantics

01 Scriabin_ Feuillet D’Album For Piano
02 Scriabin_ Etude For Piano In F
03 Scriabin_ Etude For Piano In B
04 Scriabin_ Etude For Piano In D
05 Scriabin_ Etude For Piano In A
06 Scriabin_ Etude For Piano In F
07 Scriabin_ Etude For Piano In F
08 Scriabin_ Etude For Piano In C
09 Scriabin_ Etude For Piano In G Ma
10 Scriabin_ Poème, Op. 69_1
11 Scriabin_ Poème, Op. 69_2
12 Scriabin_ Vers La Flamme, Op. 72
13 Scriabin_ Feuillet D’Album, Op. 5
14 Medtner_ Fairy Tale In A, Op. 51
15 Rachmaninov_ Piano Sonata #2 In B
16 Rachmaninov_ Piano Sonata #2 In B
17 Rachmaninov_ Piano Sonata #2 In B
18 Rachmaninov_ Prelude #12 In G
19 Rachmaninov_ Moments Musicaux
20 Rachmaninov_ Etude-Tableau #3
21 Rachmaninov_ Etude-Tableau #2
22 Rachmaninov_ Etude-Tableau #9

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Sr. Vladimir após esmerilhar a segunda sonata do Rach.
Sr. Vladimir após esmerilhar a segunda sonata do Rach.

Ammiratore

Prokofiev: Sonata nº 8 / Scriabin: Sonatas nº 3 e 9 / Rachmaninoff: Prelúdio nº 4 (Sokolov, piano)

Após a obra para órgão de Messiaen, carregada de simbolismo, continuamos o momento místico com duas importantes sonatas de Scriabin. Assim como Rachmaninoff (seu colega no Conservatório de Moscou), Scriabin, também teve suas primeiras composições influenciadas por Chopin e pelo romantismo tardio mas, ao contrário de Rach, em sua fase mais madura ele produziu obras extremamente originais e atonais, influenciado por Nietzsche, pela Teosofia e pela sinestesia, condição em que os sentidos se embaralham levando, por exemplo à visualização de sons.

Dane Rudhyar escreveu que Scriabin foi “o grande pioneiro da nova música, o pai do futuro músico, e um antídoto a reacionários como Stravinsky e à música sujeita a regras do grupo de Schoenberg.”

Scriabin deu o nome “Estados de espírito” à sua 3ª sonata, com o seguinte programa.
Drammatico: “A alma livre e selvagem, jogada no turbilhão de sofrimento e luta.”
Allegretto: “Momento aparente e ilusório de repouso. Cansada de sofrer, a alma quer esquecer, cantar e florescer, apesar de tudo. Mas o ritmo leve, as harmonias perfumadas são apenas um véu através do qual aparece a alma inquieta”
Andante: “A alma vaga à deriva em um mar de sentimentos doces e melancólicos: amor, tristeza, desejos vagos, pensamentos indefiníveis, charmosos e oníricos.”
Presto con fuoco: “Das profundezas do ser se eleva a voz formidável do Homem-Deus cujo canto de vitória soa, triunfante. Mas frágil, incapaz de atingir o pico, ele cai no abismo do nada.”

A terceira sonata, de 1898, marca um período de transição em que Scriabin escapa da influência de Chopin. Doze anos depois ele ultrapassa os limites da tonalidade com Prometeu ou o Poema do Fogo, outra obra absolutamente mística. Uma amiga do compositor deu o apelido de “Missa Negra” à nona sonata,de 1912-13, e Scriabin não discordou. Breve, ela começa com um tema de notas repetidas (misteriosamente murmurado, está escrito na partitura) e avança em dissonâncias misteriosas, com a angústia crescendo sem parar até quase o final.

Scriabin, o maluco beleza de Moscou
Scriabin, o maluco beleza de Moscou

Também aparecem aqui o Prelúdio op. 23 número 4, característico do romantismo tardio de Rachmaninoff, e a oitava sonata de Prokofiev, de 1944, a últimas das ditas ‘sonatas de guerra’. O biógrafo Daniel Jaffé escreveu que quando Prokofiev voltou à URSS foi forçado a compor obras açucaradas como uma cantata em homenagem aos 60 anos de Stalin, mas nas três sonatas de guerra finalmente pôde se expressar livremente. Seja como for, essas sonatas de 1940, 42 e 44, assim como a de Dutilleux (1948) são pontos altos da forma sonata para piano, que andava meio caída desde a morte de Scriabin.

Grigory Sokolov é considerado um dos maiores pianistas vivos. Assim como Michelangeli e Celibidache, Sokolov não gosta de gravar em estúdio, mas suas gravações ao vivo e seus concertos e recitais têm arrancado elogios há décadas. O leitor/ouvinte Barão escreveu na nossa seção de comentários, em 2012:

Pela primeira vez vejo Grigory Sokolov aparecer aqui. Tive a felicidade de vê-lo em concerto há uns dez anos em Sevilla em La Maestranza (o teatro municipal, não a arena de touros… embora ele parece um touro, ou melhor um iaque). Não tinha ideia de quem era ele, fui comprar discos na saudosa lojinha que tinha ao lado e perguntei se valia apena o concerto da noite…

Lendo depois, descobri que foi um concerto usual para Sokolov: umas mil pessoas assistindo, silencio de ouvir mosquito, ovação frenética e meia hora de bises…
Depois comprei tudo que pude, e me impressionou cada vez mais o puro pianismo. Técnica, nem se fala, mas não se trata disto. Nem das excentricidades (maluquices?) como abrir/desmontar os pianos em que toca, ou o palco em penumbra.
Beethoven, Bach, Chopin, Brahms, para se ouvir muito.
Abraços, curto, desfruto e aprendo muito nesse belo blog!!

Barão falou tudo, faltou apenas ressaltar que Sokolov também seria um ótimo intérprete do Pinguim do Batman.

Alexander Scriabin (Moscou, 1871-1915)
1. Piano Sonata No. 3 in F sharp minor (‘Etats d’âme’), Op. 23: Dramatico
2. Piano Sonata No. 3 in F sharp minor (‘Etats d’âme’), Op. 23: Allegretto
3. Piano Sonata No. 3 in F sharp minor (‘Etats d’âme’), Op. 23: Andante
4. Piano Sonata No. 3 in F sharp minor (‘Etats d’âme’), Op. 23: Presto con fuoco
5. Piano Sonata No. 9 (‘Black Mass’), Op. 68
Sergei Prokofiev (Ucrânia, 1891 – Moscou, 1953)
6. Piano Sonata No. 8 in B flat major (‘War Sonata 3’), Op. 84: Andante dolce
7. Piano Sonata No. 8 in B flat major (‘War Sonata 3’), Op. 84: Andante sognando
8. Piano Sonata No. 8 in B flat major (‘War Sonata 3’), Op. 84: Vivace
Sergei Rachmaninoff (Novgorod, Rússia, 1873 – California, EUA, 1943)
9. Prelude for piano No.4 in D minor, Op. 23/3

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Sokolov, um dos maiores pianistas em atividade hoje
Sokolov, um dos maiores pianistas em atividade hoje

Pleyel

Schumann, Scriabin, Chopin, Debussy, Albéniz – Nelson Freire ao vivo, 1975

Freire 1980sHoje trago um recital de Nelson Freire em 1975 na Universidade de Maryland, EUA, quando ele era um jovem talento promissor de cabelos castanhos. Nunca foi lançado oficialmente, mas a qualidade do áudio é excelente.
Eu poderia falar sobre os dificílimos Estudos Sinfônicos de Schumann ou sobre a sonata de Scriabin em dois movimentos, Andante e Prestissimo volando, de caráter alegre e místico que representa, segundo o compositor, “o voo do homem até a estrela, símbolo da felicidade”.
Poderia falar sobre as mazurcas de Chopin tocadas por Nelson com um senso de ritmo, um ziriguidum que os pianistas europeus raramente têm (mas que nossos conterrâneos Guiomar e Antônio Barbosa também tinham de sobra). Poderia falar do talento de Nelson para escolher peças de bis, parte essencial de recitais à moda antiga. Mas vou ser dedo-duro e falar do momento em que o grande artista falhou.
Pois é, pode parecer estranho para quem só ouve CDs gravados em estúdio, perfeitinhos como um relógio suíço, mas a verdade é que ao vivo grandes pianistas podem errar. Rubinstein já pulou várias notas (principalmente após os 70 anos), Michelangeli e Pollini já exageraram no rubato para facilitar trechos rápidos, Martha Argerich já se empolgou e tocou forte trechos em que o compositor mandava tocar fraco (piano).
Vamos ao lapso de Nelson: na última nota de um dos trechos mais rápidos da Fantasia de Chopin, aos 9:49, ele dá uma esbarradinha na tecla errada, sem perder a elegância. Que fique registrado que Nelson toca em um andamento muito rápido, enquanto Michelangeli, Maria João Pires, entre outros, engatam a marcha 1 nesse trecho para não correrem riscos. Curiosidade: Guiomar Novaes, que Nelson idolatra, gravou a Fantasia nesse mesmo andamento arriscado, aliás ela também esbarrou no mesmo trecho… Sem falar de outras notas provavelmente puladas, para possibilitar um andamento tão extremo.
Moral da história: os grandes pianistas estudam horas e horas para terem técnica impecável e, mesmo assim, às vezes pecam, falham. Que bom! Parabéns aos músicos que correm riscos e são humanos, muito superiores a um programa de computador!

Nelson Freire, piano
Live, 1975, University of Maryland, USA
1. Schumann – Etudes Symphoniques, Op.13
2. Scriabin – Sonata No.4, F# major, Op.30
3. Chopin – Fantasy, F minor, Op.49
4. Chopin – Nocturne, F# major, Op.15, No.2
Chopin – 2 Mazurkas:
5. C# minor, Op.41, No.1
6. B minor, Op.33, No.4
7. Chopin – Scherzo No.4, E major, Op.54
Encores:
8. Debussy – Poissons d’or
9. Albeniz/Godowsky – Tango

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Scriabin era meio doidinho mas sua música é sensacional
Scriabin era meio doidinho mas sua música é sensacional

Pleyel

Chopin · Scriabin · Liszt · Ligeti: Sonatas para Piano e Estudos

Chopin · Scriabin · Liszt · Ligeti: Sonatas para Piano e Estudos

Assim como acontece com a georgiana Khatia Buniatishvili, a chinesa Yuja Wang (ou seus agentes) aposta fundo na beleza física. Não é proibido, mas acho chato ver hoje mais discos das duas do que de Maria João Pires e Martha Argerich, por exemplo. Jovens e belas, ambas nascidas em 1987, Wang e Buniatishvili são boas pianistas, não há dúvida, mas estão longe de merecer o Olimpo. O destaque deste CD é a excelente escolha do repertório. Chopin e Scriabin entremeados por dois Ligeti, com a grande Sonata de Liszt ao final é realmente de entusiasmar pelo bom gosto. Dá vontade de ouvir e o desempenho de Wang é satisfatório, mesmo que não nos faça flutuar como faria alguém com maior maturidade artística. Afinal, ao menos aqui, estou mais interessado em meus ouvidos.

Chopin · Scriabin · Liszt · Ligeti: Sonatas para Piano e Estudos

Chopin: Piano Sonata No.2 In B Flat Minor, Op.35
1 1. Grave – Doppio movimento 7:50
2 2. Scherzo – Più lento – Tempo I 6:49
3 3. Marche funèbre (Lento) 8:25
4 4. Finale (Presto) 1:28

Ligeti: 6 etudes pour piano, premier livre
5 – Etude Nº 4 – Fanfares 3:40

Scriabin: Piano Sonata No.2, In G Sharp Minor Op.19 “Sonata Fantasy” –
6 1. Andante 8:18
7 2. Presto 4:02

8 Ligeti: Etude No.10 “Der Zauberlehring” 2:15

Liszt: Piano Sonata In B Minor, S.178 – Edited By Alfred Cortot
9 1. Lento assai – Allegro energico – Grandioso-Recitativo 12:24
10 2. Andante sostenuto 7:45
11 3. Allegro energico – Andante sostenuto – Lento assai 11:05

Yuja Wang, piano

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Yuja Wang: música erudita explícita
Yuja Wang: música erudita explícita

PQP

Alexander Scriabin (1872-1915): Poème De L’extase / Piano Concerto / Promethée

Alexander Scriabin (1872-1915): Poème De L’extase / Piano Concerto / Promethée

Scriabin nasceu em Moscou. Estudou piano desde criança, tendo aulas com Nikolai Zverev, que foi também professor de Sergei Rachmaninoff. Depois, foi para o Conservatório de Moscou, onde estudou com Anton Arensky, Sergei Taneyev e Vasily Safonov. Tornou-se notável pianista, apesar de que sua pequena mão que cobria pouco mais de uma oitava. Doía tocar, ele afirmava. Scriabin era um humanista, tendo-se interessado na teoria do super-homem de Nietzsche e em teosofia. Ambas as teorias teriam influenciado sua música e pensamento musical. Entre 1909 e 1910 viveu em Bruxelas, onde estudou o movimento teosófico de Delville e se aprofundou em leituras de Helena Blavatsky.

Tudo frescura. Opa! Dane Rudhyar, teósofo e compositor, escreveu que Scriabin seria o pai da música do futuro”… e um antídoto para reacionários como Stravinsky e a Segunda Escola de Viena (Schoenberg e sua Tchurma).

Hipocondríaco, Scriabin morreu em Moscou de septicemia. Antes de sua morte, planejou um trabalho multimídia a ser apresentado no Himalaia, acerca de Armagedon “uma grandiosa síntese religiosa de todas as artes para anunciar o nascimento de um novo mundo”. A obra, “Mysterium”, permaneceu inacabada. Talvez por sorte nossa.

Era amigo de Vyacheslav Molotov, político russo e epônimo do coquetel Molotov.

Seus trabalhos são um desafio extremamente complexo. OK, de acordo, Scriabin deve ter sido um grande chato, mas sua música é do cacete e já estou até arrependido do que escrevi sobre o inacabado Armagedon…. O tal Poema do Êxtase é o máximo! O Concerto é aceitavelzinho, coisa de um Chopin moderno, o que certamente agradará os românticos tardios. Prometeu volta a encorpar o CD.

Boulez dá mais um banho nesta gravação, mas não há novidade nisso. Fui!

Alexander Scriabin (1872-1915): Poème De L’extase / Piano Concerto / Promethée

01. Le Poème de l’extase, Op. 54

02. Concerto for Piano and Orchestra in F sharp minor, Op. 20 I. Allegro
03. Concerto for Piano and Orchestra in F sharp minor, Op. 20 II. Andante
04. Concerto for Piano and Orchestra in F sharp minor, Op. 20 III. Allegro moderato

05. Promethée. Le Poème du Feu, Op. 60

Anatol Ugorski, piano
Chicago Symphony Chorus
Chicago Symphony Orchestra
Pierre Boulez

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Scriabin fazendo pose para o PQP Bach
Scriabin fazendo pose para o PQP Bach

PQP

Sergei Rachmaninov (1873-1943) et all. – Fantasia – Yuja Wang

folderO talento de Yuja Wang ninguém é louco de contestar. A moça é um assombro. É impressionante a musicalidade que consegue extrair do piano quanto está tocando. Neste cd que ora vos trago os senhores poderão melhor entender o que estou dizendo. O repertório é bem eclético. Vai da delicada e sensível ´Melodie de Gluck´, de Sgambati, baseada em Gluck, até Art Tatum, famoso pianista de jazz norte americano, famoso na primeira metade do século XX.

São pequenas peças, pelas quais Yuja Wang tem muito carinho, e geralmente são as obras que ela toca quando “bisa” em seus recitais, os famosos encores. Uma análise mais detalhada pela própria pianista pode ser lida no booklet em anexo.

01 – Rachmaninov- Etude-tableau in A minor, Op.39 No.6
02 – Rachmaninov- Etude-tableau in B minor, Op.39 No.4
03 – Rachmaninov- Elegie in E flat minor, Op.3 No.1
04 – Rachmaninov- Etude-tableau in E flat minor, Op.39 No.5
05 – Scarlatti- Sonata in G major, K.455
06 – Gluck (arr. Sgambati)- Melodie de Gluck
07 – Albeniz- Triana
08 – Bizet-Horowitz- Variations on a Theme from Carmen
09 – Schubert (arr. Liszt)- Gretchen am Spinnrade, D118
10 – Strauss (arr. Cziffra)- Tritsch-Tratsch-Polka, Op.214
11 – Chopin- Valse in C sharp minor, Op.64 No.2
12 – Dukas (arr. Staub)- L’Apprenti sorcier
13 – Scriabin- Prelude in B major, Op.11 No.11
14 – Scriabin- Prelude in B minor, Op.13 No.6
15 – Scriabin- Prelude in G sharp minor, Op.11 No.12
16 – Scriabin- Etude in G sharp minor, Op.8 No.9
17 – Scriabin- Poeme in F sharp major, Op.32 No.1
18 – Saint-Saens (arr. Liszt-Horowitz)- Danse macabre, Op.40

Yuja Wang – Piano

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FDPBach

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Yuja Wang – Outro jovem talento a serviço da música

Igor Stravinsky (1882-1971) – The Rite of Spring – Alexander Scriabin (1872-1915) – The Poem of Ectasy – Gergiev, Kirov Orchestra

frontDepois de um período meio sumido, devido a problemas técnicos com meu computador, que ainda não estão sanados, diga-se de passagem, vou tentar novamente postar este excepcional CD deste excepcional condutor, um dos melhores da atualidade, com certeza, Valery Gergiev. Na verdade, este cd deveria ter sido postado há uns dez dias atrás, quando o mano PQPBach postou a versão da Sagração da Primavera para um Piano Jazz Trio. Mas, enfim, o que vale é a intenção, ainda.
A versão que ora vos trago é alucinante, com uma Orquestra do Kirov redondinha, como sempre, sorte do povo russo, especialmente os moradores de St Petersburg, que tem uma orquestra deste nível. E claro, tem Valery Gergiev. Só isso já seria sinônimo de qualidade, mesmo tendo esta gravação já mais de dez anos. O Scriabin que conclui o cd também é igualmente impactante. Nem preciso dizer que se trata de um CD absolutamente IM-PER-Dí-VEL !!! O último a baixar é a mulher do padre…

01. Stravinsky – The Rite of Spring Part I The Adoration of the Earth – Introduction
02. Augurs of spring – Dances of the young girls
03. Ritual of Abduction
04. Spring Rounds
05. Ritual of the Rival Tribes
06. Procession of the Sage
07. The Sage
08. Dance of the Earth
09. Part II The Sacrifice – Introduction 2
10. Mystic Circles of the Young Girls
11. Glorification of the Chosen One
12. Evocation of the Ancestors
13. Ritual Action of the Ancestors
14. Sacrificial Dance (The Chosen One)
15. Alexander Scriabin – The Poem of Ecstasy, op. 54

Kirov Orchestra, Mariinski Theatre, St. Petersburg
Valery Gergiev – Conductor

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FDPBach

Alexander Scriabin (1872-1915): Integral das Sonatas para Piano

Roberto Szidon é um dos maiores artistas brasileiros. Nasceu em 1941, 14 anos depois de meu pai, um de seus maiores admiradores. Lembro de Szidon tocando Rudepoema, de Villa-Lobos, na Reitoria da UFRGS. Eu devia ter uns 8 ou 9 anos e fiquei encolhido na cadeira ao lado de meu pai, com medo de que ele não conseguisse tocar aquela peça para mim impossível — eu tinha menos de dez anos e ficava achando que os executantes iam errar… Ficava nervoso, torcendo por eles, tamanha a empatia. Naquela noite, intuía merda no ar. No momento em que Szidon deu o primeiro dos três acordes finais — com a mão fechada, esmurrando o piano — uma corda se rompeu, fazendo um som mais do que estranho. Szidon, uma cara baixinho, gordinho e de voz apagada (minha lembrança), explicou timidamente: “a corda se rompeu”. Todos rimos. Foi a aplaudido de pé, não em razão da corda, mas do que tinha feito antes.

Depois, Szidon foi para a Alemanha, tornou-se pianista da Deutsche Grammophon, tocando cada vez mais. Pouco aparece em Porto Alegre, sua cidade natal. Não, nada de ressentimentos. Nossa, adoraria postar seus Villa-Lobos aqui, mas nosso maior compositor, sabemos, é assunto proibido em nosso blog.

Ontem à tarde, falava com Francisco Marshall e ele me veio com este CD de Scriabin. Disse que era um dos melhores que tinha, mas que ia dar de presente a um pianista amigo (Tiago Halewicz? NÃO. VER COMENTÁRIO DE FRANCISCO MARSHALL, FM, AO POST). Antes, porém, queria que o PQP Bach o publicasse. Bá, fiquei muito feliz. Fiz a conversão rapidamente e já já chamarei um motoboy para devolver-lhe o tesouro.

Scriabin é um romântico tardio. A sonoridade de sua primeira fase é chopiniana — outro compositor bastante visitado por Szidon. As formas são as mesmas: há noturnos, prelúdios, estudos e mazurkas. E sonatas. Posteriormente inspirado pelos impressionistas, pelo cromatismo de Liszt e Wagner, Scriabin foi personalizando e evoluindo o seu vocabulário musical, evolução que podemos seguir através das suas dez sonatas, das quais as últimas cinco revelam passagens claramente atonais. A articulação é muitas vezes substituída por “uma cortina sonora”, em que os várias vozes se cruzam e atropelam. Não é nada trivial nem esquecível.

É um privilégio poder postar assim de chofre toda a evolução de Scriabin através da interpretação de Roberto Szidon. Sim, tem que baixar.

IM-PER-DÍ-VEL !!!!

CD 1: Scriabin: Piano Sonatas Nos.1, 2 & 3

Piano Sonata No.1 in F minor, Op.6
1. Allegro con fuoco 9:56
2. 6:20
3. Presto 3:28
4. Funebre 6:23

Piano Sonata No.2, in G sharp minor op.19 “Sonata Fantasy”
5. Andante 8:04
6. Presto 3:42

Piano Sonata No.3 in F sharp minor, Op.23
7. Drammatico 7:29
8. Allegretto 2:15
9. Andante 4:58
10. Presto con fuoco 6:01

Roberto Szidon

Total Playing Time 58:36

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CD 2: Scriabin: Fantaisie Op.28; Piano Sonatas Nos.4, 5, 6 & 7 “White Mass”

1. Fantasy in B minor, Op.28 9:34

Piano Sonata No.4 in F sharp major, Op.30
2. Andante 3:27
3. Prestissimo volando 5:00

4. Piano Sonata No.5 in F sharp major, Op.53 13:05

Piano Sonata No.6, Op.62
5. Modéré 11:35

Piano Sonata No.7 (“White Mass”), Op.64
6. Allegro 13:42

Roberto Szidon

Total Playing Time 56:23

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CD 3: Scriabin: Piano Sonatas Nos.8, 9 “Black Mass” & 10; 2 Early Sonatas

1. Piano Sonata No.8, Op.66 14:30

2. Piano Sonata No.9, Op.68 “Black Mass” 9:58

3. Piano Sonata No.10, Op.70 13:44

Sonate-fantaisie in G sharp minor (1886)
4. Andante – Allegro vivace 8:16

Sonata in E flat minor (1887-89)
5. Allegro appassionato 7:50
6. (Andantino) – attacca: 6:41
7. Presto 4:27

Roberto Szidon

Total Playing Time 1:05:26

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Mravinsky Edition – Beethoven, Mozart, Weber, Bizet, Debussy, Scriabin (CDs 9 e 10 de 10 – final)

Chegamos, finalmente, ao último post desta fenomenal caixa com 10 CDs com trabalhos regidos por Mravinsky. As paixões têm o poder de transformar impropriedades em virtudes. Por isso, a minha predileção pelo regente russo, faz com que as minhas palavras se tornem em elógios, quiça, exagerados. Mas, não faz mal. Aqueles que gostam dos trabalhos executados por Mravinsky sabem do que eu estou a falar. Mravinsky foi um grande mago. Aquilo em que ele colocou as suas mãos, transformou-se em algo imorredouro. E quando não se deu isso, em algo que desperta atenção, que merece ser escutado com toda a sensibilidade possível. Por isso, estes dez CDs são referências extraordinárias para quem quer conhecer o trabalho executado ao longo de mais de 50 anos à frente da Filarmônica de Leningrado, na Rússia. Apesar de ter concluído a caixa, postarei alguns outros CDs que tenho com obras regidas por Evgeny – Shostakovich, Beethoven e outros. Boa apreciação destes dois últimos CDs!

DISCO 9

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Sinfonia No. 4 em Si bemol maior, Op. 60
01. Adagio, Allegro vivace
02. Adagio
03. Menuetto-Allegro vivace
04. Allegro ma non troppo

Sinfonia No. 2 em Ré maior, Op. 36
05. Adagio molto, Allegro con brio
06. Larghetto
07. Scherzo, Trio
08. Allegro molto

DISCO 10

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Overture Le Nozze di Figaro
01. Overture Le Nozze di Figaro

Carl Maria von Weber (1786-1826) – Overture Freischütz
02. Overture Freischütz

Georges Bizet (1838-1875) – L’Arlésienne Suite – Farandole
03. L’Arlésienne Suite – Farandole

Claude Debussy (1862-1918) – Nocturnes
04. Nuages
05. Fetes
06. Sirenes

Alexander Nikolayevich Scriabin (1872-1915) -Le Poème de l’extase
07. Le Poème de l’extase

Leningrad Philharmonic Orchestra
Evgeny Mravinsky, regente

BAIXAR AQUI CD9
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Carlinus

Alexander Scriabin (1872 – 1915): The Complete Preludes (Links Revalidados)

Os prelúdios para piano de Scriabin podem não está na categoria de suas sonatas para piano (com exceção dos 5 prelúdios op.74), mas quase todos são divinamente belos. Ao todo são 95 prelúdios curtíssimos que cabem em apenas dois CDs. Não pretendo falar sobre esses prelúdios que são tão queridos para mim, só peço que ouçam essas pequenas peças da mesma maneira como foram compostas, despretensiosamente.

A interpretação é cristalina mas não tão empolgante de Piers Lane.

CDF

CD1:

2 Preludes for piano in B major, Op. 2
Prelude for piano in C sharp minor (for left hand alone), Op. 9/1
24 Preludes for piano, Op. 11
6 Preludes for piano, Op. 13
5 Preludes for piano, Op. 15
5 Preludes for piano, Op. 16

CD2:

7 Preludes for piano, Op. 17
4 Preludes for piano, Op. 22
2 Preludes for piano, Op. 27
4 Preludes for piano, Op. 31
4 Preludes for piano, Op. 33
3 Preludes for piano, Op. 35
4 Preludes for piano, Op. 37
4 Preludes for piano, Op. 39
3 Prelude for piano in E flat major, Op. 31
4 Preludes for piano, Op. 48
2 Prelude for piano in F major, Op. 49
2 Prelude for piano in A minor, Op. 51
1 Prelude for piano in E flat major, Op. 56/1
2 Prelude for piano, Op. 59/2
2 Preludes for piano, Op. 67
5 Preludes for piano, Op. 74

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Faixas faltantes do CD2 (contribuição do Leonardo)
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CDF (revalidado por PQP)

Alexander Scriabin (1872 – 1915): The Complete Piano Sonatas

Não há experiência mais interessante e encantadora que perceber o desenvolvimento de Beethoven nas suas 32 sonatas para piano. Elas descrevem praticamente todas as fases técnicas e pessoais na carreira do compositor. Algo que chega próximo disso é a audição das 10 sonatas para piano do compositor russo Alexander Scriabin. Ouça a sonata n.1 e depois a n.10, dois compositores completamente distintos.

Nas primeiras três sonatas sentimos uma forte influência de Chopin, mas não o Chopin delicado das valsas e noturnos, e sim dos estudos e das duas últimas sonatas, o Chopin revolucionário. Eu já considero a primeira sonata para piano op.6 uma obra-prima. Ela tem quatro movimentos e é a mais longa de suas sonatas. O primeiro movimento (allegro con fuoco) já arrebata a atenção do ouvinte. O quarto movimento, uma marcha fúnebre em homenagem a Chopin, é uma das coisas mais lindas já escritas.

A sonata n.2 op.19 é chamada de sonata-fantasia, pois tem dois movimentos (lento-rápido) praticamente ligados. Um início melancólico com um movimento final arrebatador. Essa obra foi meu primeiro contato com a música de Scriabin, e ainda guardo na memória a época e lugar que ouvi.

A sonata n.3 op.23 talvez seja a obra, entre as demais, cujos temas são mais memoráveis. O movimento andante é sublime. Na sonata n.4 op.40 descobrimos uma sonoridade quase jazzística (Bill Evans?). Poderia ser tocada em qualquer bar “blue note” de esquina e seria muito bem recebida pela tribo do Jazz.

A partir da sonata n.5 op.53 já ouviremos um compositor que, independentemente da escola de Schoenberg, também estava explorando, no mesmo período, os limites do tonalismo. As sonatas também começam a ter apenas um só movimento.

Nesse período (pós-1903) a vida do compositor estava mudando completamente. Scriabin abandonou a mulher e quatro filhos. Partiu com a amante para Paris. Além disso, estava obcecado com as delirantes idéias teosóficas. Suas sonatas também são um reflexo dessas atividades metafísicas. A sonata n.7 op.64 chamada de White Mass é uma experiência mística. Harmonia dificílima, praticamente música atonal. A três últimas sonatas também atingem um ponto que nenhum outro compositor depois dele superou. Nem mesmo as sonatas de Prokofiev …

Devo confessar que apesar da extraordinária interpretação do pianista Marc-André Hamelin, ainda acho os registros feitos por Horowitz insuperáveis (infelizmente ele nunca gravou a integral) .

CDF

obs: Pode aparecer o nome do pianista Murray Mclachlan no seu player, mas acredite, a gravação é do Marc-André Hamelin.

CD1:

1-4. Piano Sonata n.1, op.6
5-6. Piano Sonata n.2 (sonata-fantasy), op.19
7-10. Piano Sonata n.3, op.23
11. Fantasie op.28
12-13. Piano Sonata n.4, op.30

BAIXE AQUI (Disco 1) – DOWNLOAD HERE

CD2:

1. Piano Sonata n.5, op.53
2. Piano Sonata n.6, op.62
3. Piano Sonata n.7, op.64
4. Piano Sonata n.8, op.66
5. Piano Sonata n.9, op.68
6. Piano Sonata n.10, op.70
7. Sonata-Fantaise (1886)

BAIXE AQUI (Disco 2) – DOWNLOAD HERE

Performed by Marc-André Hamelin