A Família das Cordas: Der Arpeggione – Gerhart Darmstadt

CD esgotado!

CD esgotado!

Pensaram que tínhamos esgotado a família dos arcos? Nah: nós nos lembramos do esquecido arpeggione, que gozou de breve voga no começo do século XIX, quando um visionário fabricante de violões teve a ideia, que certamente considerou brilhante, de construir um violão que se tocava com um arco.

Sim, ideia medonha.

E não fosse um Schubert a lhe dedicar uma ótima sonata (que hoje faz parte do repertório de violistas e violoncelistas), hoje ninguém sequer se lembraria da criação de Herr Johann Georg Stauffer.

Taí o bicho.

Ei-la

 

Não pensem, entretanto, que esse ostracismo do arpeggione foi imerecido: o som do instrumento é acanhado, o que dificultava tanto seu uso em grandes salas de concerto quanto seus duos com outros instrumentos. Além disso, os trastos – exatamente iguais aos dos violões – e a pouca tensão nas cordas acarretavam problemas de articulação, que são notórios nas poucas gravações disponíveis no mercado, e mesmo nas mãos de especialistas. Um deles é Nicolas Deletaille, que já deu o ar de sua graça aqui a tocar a Sonata “Arpeggione” de Schubert com acompanhamento do incansável Paul Badura-Skoda e, depois de trocar seu arpeggione por um violoncelo, juntar-se a um quarteto de cordas no maravilhoso Quinteto D. 956 do mesmo compositor.

O outro é Gerhart Darmstadt, que estrela este álbum que, logicamente, serve a “Arpegionne” como prato principal, junto com um punhado de outras peças originais para o instrumento e de uma pitada de outras transcrições – algumas delas feitas por um certo Vincenz Schuster, que foi amigo de Schubert e carrega a distinção de ter sido o único, er, ARPEGGIONISTA profissional de toda a história do planeta. O acompanhamento – a cargo de um pianoforte de som bem menos robusto que um piano moderno e de uma guitarra romântica com cordas de tripa – tem o mérito de não sufocar o algo fanhoso protagonista.

DER ARPEGGIONE – GERHARDT DARMSTADT

Ludwig van BEETHOVEN (1770-1827)

01 – Sonatina (Adagio) em Dó menor, WoO 43a
02 – Árias Nacionais, Op. 107 – no. 7: Ária russa em Lá menor

Franz Peter SCHUBERT (1797-1828)

03 – Quatro Canções do “Wilhelm Meister” de J. W. von Goethe, D. 877 – no. 4: Lied der Mignon em Lá menor

Franz Peter SCHUBERT

Sonata para arpeggione e pianoforte em Lá menor, D. 821

04 – Allegro moderato
05 – Adagio
06 – Allegretto

Louis (Ludwig) SPOHR (1784-1859)
transcrição de Vincenz Schuster (1800-?) para arpeggione e guitarra

07 – Tempo di Polacca em Lá maior, da ópera “Faust”

Bernhard Heinrich ROMBERG (1767-1841)
transcrição de Vincenz Schuster (1800-?) para arpeggione e guitarra

08 – Adagio em Mi maior

Folclore UCRANIANO
transcrição de Vincenz Schuster (1800-?) para arpeggione e guitarra

09 – Schöne Minka – Moderato em Lá menor

Johann Friedrich Franz BURGMÜLLER (1806-1874)

10 – Noturno em Lá menor para arpeggione e guitarra

Gerhardt Darmstadt, arpeggione
Egino Klepper, pianoforte
Björn Colell, guitarra romântica

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Se fosse para reviver o arpeggione com esse formato, ele seria um sucesso instantâneo - ainda mais com esse gorrinho

Se fosse para reviver o arpeggione com esse formato (e com esse gorrinho) ele seria um sucesso instantâneo.

Vassily Genrikhovich

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Louis Spohr (1784-1859) – Works for Harp and Flute – Marielle Nordmann, Andras Adorjan

001Ainda dentro da proposta de lhes mostrar compositores contemporâneos de Beethoven, Mozart, Haydn, porém não tão conhecidos, estou trazendo mais Louis Spohr, com belíssimas obras compostas para Harpa e Flauta. Não sei o que os senhores acham, mas adoro essa combinação, desde que conheci o Concerto para Flauta e Harpa de Mozart. Como comentei em postagem anterior, Spohr foi um compositor prolifico, e este CD mostra um pouco mais seu talento. Uma curiosidade: entre 1805 e 1819 Spohr compôs 15 obras com a harpa em destaque. Sua esposa era uma exímia harpista, e se apresentava em toda a Europa. Lembro aos senhores que o próprio Spohr também era um virtuose, mas do violino, e era o grande rival de Paganini naquela época. Realizava então recitais acompanhado por sua esposa. Mais um belo CD do selo alemão ORFEO.

01. Spohr – Sonate concertante – D-Dur Op 113 – Allegro brillante
02. Spohr – Adagio
03. Spohr – Rondo, Allegretto
04. Spohr – Larghetto G-Dur
05. Spohr – Sonate c-moll WoO23 – Adagio
06. Spohr – Andante
07. Spohr – Fantasie über Themen

Marielle Nordmann – Harp
András Adorján – Flute

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LP Cover - Spohr Portrait FINAL

Louis Spohr (1784-1859) – Um compositor pouco conhecido porém muito talentoso

 

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Louis Spohr (1784-1859) – Violin Concertos, nº 4 in B Minor, op. 10, nº 11 in G Major, op. 70 – Ulf Hoelscher, RISOB

frontAssim como Hummel, Luis Spohr é outro compositor contemporâneo de Mozart, Haydn e Beethoven e que é injustamente esquecido nos dias atuais, apesar do esforço de algumas gravadoras de lançar cds com suas obras. Além disso, e assim como Hummel, que postei recentemente, Spohr era um também um virtuose, mas do violino, e rivalizava em sucesso com ninguém menos que Paganini. Além de ser um ás nos palcos, também produziu uma barbaridade, com dezoito concertos para violino, quatro para clarinete, entre muitos outros. O homem era uma máquina de compor.

Estou trazendo aqui dois concertos para violino, magnificamente interpretados por Ulf Hoelscher, músico até então desconhecido por mim. Mas o selo CPO por si só já é sinônimo de qualidade. Trarei outras obras deste compositor por este selo.  Espero que gostem.

01. Ulf Hoelscher – Violin Concerto No. 4, Op. 10 I. Allegro moderato
02. Ulf Hoelscher – Violin Concerto No. 4, Op. 10 II. Adagio
03. Ulf Hoelscher – Violin Concerto No. 4, Op. 10 III. Rondo Allegretto
04. Ulf Hoelscher – Violin Concerto No. 11, Op. 70 I. Adagio-Allegro vivace
05. Ulf Hoelscher – Violin Concerto No. 11, Op. 70 II. Adagio
06. Ulf Hoelscher – Violin Concerto No. 11, Op. 70 III. Rondo. Allegretto

Ulf Hoelscher – Violin
Rundfunk-Sinfonieorchester Berlin
Christian Fröhlich – Conductor

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Nicolo Paganini (1782-1840) – Violin Concerto n°1 in D major, op. 6, Louis Spohr (1784-1859) – Violin Concerto n° 8 in A Minor, op. 47 – Hahn, SRSO, Oue

Depois que nos acostumamos com a impressionante performance de Salvatore Accardo tocando os concertos de Paganini, outras gravações nos soam estranhas, com aquela sensação de que falta alguma coisa.

Não posso considerar Hilary Hahn uma novata, ao contrário, desde praticamente sua adolescência ela frequenta os palcos do mundo inteiro e estúdios de gravação. Mas claro, falta-lhe a experiência dos mais velhos. Mas digamos que o que lhe falta desta experiência sobra em ousadia e a impetuosidade da juventude. Paganini é para poucos, eu diria. O cara escreveu seis concertos para violino que são verdadeiras armadilhas para o solista. Pedreira em cima de pedreira. Muitos o acusam de ter deixado o violino muito em destaque e consideram sua orquestração fraca. Um Liszt do violino. Mas convenhamos, o cara era o maior violinista de seu tempo, e alguns até dizem que foi o maior de todos, assim como Liszt também era o grande nome de seu tempo e claro que sua preocupação era o show, as piroctenias e o exibicionismo, característicos de sua personalidade, segundo os biógrafos.

Voltando a Hilary Hahn concordo com as quatro estrelas da amazon, e digo mais: não dou mais porque achei fraco o desempenho da orquestra e de seu regente. Han fez direitinho o dever de casa, mas o tal de Eiji Oue aparentemente faltou à algumas aulas. mas não estraga o geral. Um disco do cacete para aqueles que gostam de violino e de virtuosismo e técnicas elevadas á enésima potência.

Ah, tem o Concerto de Louis Spohr. Conheço pouco sobre ele, sei que foi contemporâneo de Paganini e de Beethoven, e que teria trabalhado por um tempo com o próprio Beethoven quando este compunha seu Trio op. 70, n°1, “Ghost”. Maiores informações sobre esse compositor podem ser encontradas em http://en.wikipedia.org/wiki/Louis_Spohr .

01 Paganini – Violin Concerto No. 1 – I Allegro maestoso
02 II Adagio
03 III Rondo. Allegro spirituoso
04 Spohr L. – Violin Concerto No. 8 – I Allegro molto
05 II Adagio
06 III Allegro moderato

Hilary Hahn – Violin
Swedish Radio Symphony Orchestra
Eiji Oue – Conductor

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FDPBach

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Louis Spohr (1784 – 1859) – Obras para Harpa e Flauta

Ele nasceu Ludwig Spohr, porém é mais conhecido como Louis. Não chega a ser surpreendente que Spohr tenha escrito para a obscura harpa. Afinal, ainda jovem, apaixonou-se pela bela harpista de 18 anos Dorette Scheidler. Casou-se com ela. Durante o casamento, Dorette abandonou a carreira de harpista e se concentrou em criar os filhos. É a mesma história de Clara Schumann, apesar de Dorette ter morrido jovem, causando grande dor em Louis. Foi um compositor prolífico, que produziu mais de 150 obras com número de opus, além de muitas outras não catalogadas por numeração de opus. Escreveu música em todos os gêneros. Spohr era um conceituado violinista, e inventou a queixeira para violinos por volta de 1820.

O CD da Orfeo que posto hoje é bem interessante e agradável. Eram obras escritas para sua mulher, cheia das delicadezas de um casamento recém iniciado… Apesar de não ser devoto da sonoridade da harpa, ouvi-lo foi uma boa experiência. Méritos para o maridão.

Louis Spohr – Obras para Harpa e Flauta

Sonata for flute and harp in D major/E flat major (“Sonata Concertante”), Op. 113
01. Allegro brillante
02. Adagio
03. Rondo, Allegretto

Sonata for flute and harp in G major/A flat major (“Sonata Concertante”), Op. 115
04. Larghetto G-Dur

Sonata for flute and harp in C minor, WoO 23
05. Adagio
06. Andante

Fantasia on themes by Handel and Vogler, for flute and harp or piano, Op. 118
07. Fantasie über Themen

Andras Adorjan, Flauta
Marielle Nordmann, Harpa

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE – Parte 1

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE – Parte 2

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