Igor Stravinsky (1882-1971): Oedipus Rex

Igor Stravinsky (1882-1971): Oedipus Rex

Oedipus Rex é uma “ópera-oratório segundo Sófocles”, de Igor Stravinsky, para orquestra, narrador, solistas e coro masculino. O libreto, baseado na tragédia de Sófocles, foi escrito por Jean Cocteau em francês e depois traduzido pelo abade Jean Daniélou para o latim. A narração, no entanto, é sempre no idioma da plateia. Oedipus Rex foi escrito no início do período neoclássico de Stravinsky e é considerado um dos melhores trabalhos desta fase da carreira do compositor. Ele havia considerado usar o grego antigo, mas acabou se decidindo pelo latim. A estreia aconteceu em Paris em 1927 no formato de concerto, mas pode ter o formato de ópera.

Igor Stravinsky (1882-1971): Oedipus Rex

1 Prologue: “Spectateurs! Vous Allez Entendre Une Version Latine D’ Oedipe-Roi” 0:49
2 Act I: “Caedit Nos Pestis” 3:24
3 Act I: Liberi Vos Liberabo 3:26
4 Act I: Respondit Deus 3:07
5 Act I: Non Reperias Vetus Scelus 3:28
6 Act I: Oedipe Interroge La Fontaine de Verite 2:21
7 Act I: Dicere Non Possum 2:25
8 Act I: Rex Peremptor Regis Est – Invidia Fortunam Odit 3:11
9 Act I: Gloria! 1:09
10 Act II: La Dispute Des Princes Attire Jocaste 0:54
11 Act II: Gloria! 1:10
12 Act II: Nonn’ Erubescite, Reges 4:20
13 Act II: Ne Probentur Oracula 2:20
14 Act II: Cave Oracula! – Trivium, Trivium 1:27
15 Act II: Oracula Mentiuntur 2:01
16 Act II: Le Témoin Du Meurtre Sort de L’ombre 0:30
17 Act II: Adest Omniscius Pastor 2:24
18 Act II: Oportebat Tacere 1:31
19 Act II: Nonne Monstrum Rescituri 1:21
20 Act II: In Monte Reppertus Est 1:00
21 Act II: Natus Sum Quo Nefastum Est 0:46
22 Act II: Et Maintenant, Vous Allez Entendre 1:18
23 Act II: Divum Iocastea Caput Mortuum! 3:04
24 Act II: Ekke! Regem Oedipoda 2:21

Baritone Vocals [Creon/messenger] – Simon Estes
Bass Vocals [Tiresias] – Hans Sotin
Choir – The Eric Ericson Chamber Choir*, Orphei Drängar, Swedish Radio Choir*
Narrator – Patrice Chéreau
Soprano Vocals [Jocasta] – Anne Sofie Von Otter
Tenor Vocals [Oedipus] – Vinson Cole
Tenor Vocals [shepherd] – Nicolai Gedda
Swedish Radio Symphony Orchestra*
Esa-Pekka Salonen

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Stravinsky regendo Oedipus Rex

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Serguei Rachmaninov (1873-1943) – Piano Concerto nº 1 in F-Sharp, op.1, Igor Stravinsky (1882-1971) – Capriccio for Piano & Orchestra, Rodion Shchedrin (1966) – Piano Concerto nº 2,

Completando a série das gravações dedicadas a Rachmaninov pela dupla Gergiev / Matsuev,  trago para os senhores o Primeiro Concerto, que segundo consta, o jovem Sergey compôs aos dezessete anos de idade, e mais tarde veio a revisá-lo.

Dos quatro concertos que Rach talvez este seja o mais “simples”,  se o compararmos com seus outros três companheiros. Mas mesmo assim já identificamos nele alguns elementos que já mostram a assinatura do compositor.

Para aqueles que querem ampliar os seus conhecimentos da lingua russa, o libreto em anexo lhes dará essa possibilidade, para os que não tem a mínima noção daquela língua, também tem texto em inglês.

01. Rachmaninov Piano Concerto No.1 – I. Vivace
02. Rachmaninov Piano Concerto No.1 – II. Andante
03. Rachmaninov Piano Concerto No.1 – III. Allegro vivace
04. Stravinsky Capriccio – I. Presto
05. Stravinsky Capriccio – II. Andante rapsodico
06. Stravinsky Capriccio – III. Allegro capriccioso ma tempo giusto
07. Shchedrin Piano Concerto No.2 – I. Dialogues Tempo rubato
08. Shchedrin Piano Concerto No.2 – II. Improvisations Allegro
09. Shchedrin Piano Concerto No.2 – III. Contrasts Andante – Allegro

Denis Matsuev – Piano
Mariinsky Orchestra
Valery Gergiev – Conductor

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Igor Stravinsky (1882-1971): Concerto para Piano & Sopros / Capricho para Piano & Orquestra / Movimentos para Piano & Orquestra / Sinfonias para Sopros

Igor Stravinsky (1882-1971): Concerto para Piano & Sopros / Capricho para Piano & Orquestra / Movimentos para Piano & Orquestra / Sinfonias para Sopros

A inteligente e agradável música neoclássica de Stravinsky pelas mãos de dois especialistas, Salonen e Crossley. Por neoclassicismo entende-se um retorno à música do passado, particularmente à música dos séculos XVII e XVIII, através de seus modelos formais e estruturas melódicas e rítmicas. Mas isso se dá não como imitação ou recriação, mas com a criação de novos modelos a partir de referências passadas. O neoclassicismo surge como uma reação ao carácter exacerbadamente emocional da música do século XIX, buscando o caráter mais racional nos períodos clássico e barroco. As obras de Stravinsky entre 1920 e 1952 fazem uma revisitação destes períodos, aos quais junta as influências da música popular como o jazz, o ragtime e ainda de compositores do séc. XIX. (Parcialmente copiado daqui).

Capriccio For Piano & Orchestra (1949 Version)
1 I – Presto 6:39
2 II – Andante Rapsodico 5:11
3 III – Allegro Capriccioso Ma Tempo Giusto

4 Symphonies Of Wind Instruments (1947 Version) 8:41

Concerto For Piano & Wind Instruments (1950 Version)
5 I – Largo; Allegro 7:07
6 II -Largo 7:02
7 III – Allegro 4:56

Movements For Piano & Orchestra
8 I – ♪=110 2:49
9 II – ♩=52 1:20
10 III – ♪=72 0:57
11 IV = ♪=80 1:49
12 V – ♪=104 1:52

Orchestra – London Sinfonietta
Piano – Paul Crossley
Conductor – Esa-Pekka Salonen

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Stravinsky acordando para você

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Igor Stravinsky (1882-1971): O Pássaro de Fogo / Jogo de Cartas

Igor Stravinsky (1882-1971): O Pássaro de Fogo / Jogo de Cartas

Eu não sou apaixonado por O Pássaro de Fogo, mas a maioria acha que é a peça é fundamental na obras de Stravinsky. Então tá, eu me curvo. L’Oiseau de feu (1910) é um balé de Igor Stravinsky baseado em contos populares russos sobre um pássaro mágico brilhante que é tanto uma bênção como uma perdição para o seu captor. A música foi pela primeira vez apresentada como balé pelos Ballets Russes de Sergei Diaghilev e foi a primeira das produções da companhia feita com música especialmente composta para ela. O Pássaro tem significado histórico por ser a peça que deu a Stravinsky o primeiro grande êxito, e por ter sido o início de uma colaboração entre Diaghilev e Stravinsky de que iria também resultar nas obras-primas PetrushkaA Sagração da Primavera. Jeu de cartes (Jogo de Cartas) é outro balé de Igor Stravinsky, composto em 1936-37, com libreto do compositor em colaboração com M. Malaieff e coreografia de George Balanchine. O balé foi estreado pelo American Ballet no Metropolitan Opera House, em Nova York, em 27 de abril de 1937, com a condução do compositor. A ideia é o pôquer. Diferentemente de O Pássaro, Jogo de Cartas foi escrito durante o período neoclássico de Stravinsky, iniciado pelo maravilhoso Pulcinella, lá por 1920.

The Firebird • Der Feuervogel • L’Oiseau De Feu (Complete Original 1910 Version)
1 Introduction (Molto Moderato) 2:59
Tableau I:
2 Kashchei’s Enchanted Garden 1:39
3 The Firebird Appears, Pursued By Prince Ivan (Allegro Assai) 2:15
4 Dance Of The Firebird 1:23
5 The Firebird Is Captured By Prince Ivan 0:52
6 The Firebird’s Pleading (Adagio) 6:02
7 Appearance Of The Thirteen Enchanted Princesses 2:21
8 The Princesses Play With The Golden Apples (Scherzo: Allegretto) 2:15
9 Prince Ivan Suddenly Appears (Larghetto) 1:07
10 Khorovod (Round Dance) Of The Princesses (Moderato) 4:51
11 Day Break (Più Mosso) 1:24
12 Prince Ivan Enters Kashchei’s Palace. Fairy Carillon. Kashchei’s Guardian-Monsters Appear And Capture Prince Ivan 1:16
13 Arrival Of Kashchei The Immortal (Sostenuto) 1:08
14 Dialogue Between Kashchei And Prince Ivan (Poco Meno Mosso) 1:07
15 The Princesses Intercede (Andantino Dolente) 1:10
16 The Firebird Appears 0:32
17 Dance Of Kashchei’s Court, Bewitched By The Firebird (Allegro) 0:44
18 Infernal Dance Of Kashchei’s Subjects (Allegro Feroce) 4:22
19 Lullaby (The Firebird) 2:44
20 Kashchei Awakens 1:07
Tableau II:
21 Death Of Kashchei 1:19
22 The Palace And Creatures Of Kashchei Disappear. The  Petrified Knights Come To Life. General Rejoicing. 3:07

Jeu De Cartes
23 First Deal 5:16
24 Second Deal 9:19
25 Third Deal 7:41

Philharmonia Orchestra
Esa-Pekka Salonen

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Strava jogava mesmo

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Igor Stravinsky (1882-1971): Apollon Musagète • Concerto In D • Cantata

Igor Stravinsky (1882-1971): Apollon Musagète • Concerto In D • Cantata

Apollon Musagète (Apolo, líder das Musas) é um bailado em duas cenas de Igor Stravinsky, encomendado por Elizabeth Sprague Coolidge e composto entre 1927 e 1928. Na década de 1950, o título da obra foi abreviado para Apollo.

Foi coreografado e estreado em 27 de abril de 1928 pela companhia de Adolph Bolm, em Washington, D.C., mas o autor ignorou esta estreia, pois havia vendido os direitos para os Ballets Russes de Sergei Diaghilev, estreando na Europa em 12 de junho de 1928, no Teatro Sarah Bernhardt, em Paris, com coreografia de George Balanchine, cenário de André Bauchant e figurino de Coco Chanel.

A história está centrada em Apolo, que é visitado pelas musas Terpsícore, Polímnia e Calíope. O deus ensina-lhes as suas artes, conduzindo-as ao Parnaso, numa reinvenção da tradição dos mitos clássicos. A música é executada por uma orquestra de cordas de 34 instrumentos, e a obra tem uma feição intencionalmente classicista.

O Concerto in D para orquestra de cordas foi composto em Hollywood entre o início de 1946 e estreado em 8 de agosto do mesmo ano. A grana veio de Paul Sacher para celebrar o vigésimo aniversário do Basler Kammerorchester, e por esta razão é por vezes referido como o Concerto “Basileia”.

A Cantata de Igor Stravinsky é uma obra para soprano, tenor, coro feminino e conjunto instrumental (de duas flautas, oboé, cor anglais) e foi composta de abril de 1951 a agosto de 1952.

Tudo aqui, mas tudíssimo mesmo, é do período neoclássico de Strava. O trabalho de Salonen é impecável. Eu gosto moderadamente das obras.

Igor Stravinsky (1882-1971): Apollon Musagète • Concerto In D • Cantata

Apollo (Apollon Musagète) — Ballet In Two Scenes (1947 Revised Version) First Scene (Prologue)
1 Apollo’s Birth 5:18
Apollo (Apollon Musagète) — Ballet In Two Scenes (1947 Revised Version) Second Scene
2 Apollo’s Variation (Apollo And The Muses) 2:45
3 Pas D’action (Apollo And The Three Muses: Calliope, Polyhymnia, And Terpsichore) 3:37
4 Calliope’s Variation (Alexandrine) 1:18
5 Polyhymnia’s Variation 1:14
6 Terpsichore’s Variation 1:35
7 Apollo’s Variation 2:42
8 Pas De Deux (Apollo And Terpsichore) 2:33
9 Coda (Apollo And The Muses) 3:04
10 Apotheosis 3:25

Concerto In D For String Orchestra (1946 Revised Version)
11 I. Vivace 5:43
12 II. Arioso: Andantino 2:33
13 III. Rondo: Allegro 3:26

Cantata
14 A Lyke-Wake Dirge (Versus I): Prelude (Chorus) 1:40
15 Ricercar I: “The Maidens Came…” (Soprano) 3:27
16 A Lyke-Wake Dirge (Versus II): 1st Interlude (Chorus) 1:40
17 Ricercar II: “Tomorrow Shall Be…” (Sacred History) (Tenor) 9:32
18 A Lyke-Wake Dirge (Versus III): 2nd Interlude (Chorus) 1:40
19 Westron Wind (Soprano & Tenor) 1:55
20 A Lyke-Wake Dirge (Versus IV): Postlude (Chorus) 2:19

Stockholm Chamber Orchestra
London Sinfonietta Orchestra
London Sinfonietta Chorus
Yvonne Kenny
John Aler
Esa-Pekka Salonen

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Stravinsky conversando com Mazzaropi e Audrey Hepburn

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Igor Stravinsky (1882-1971): Pulcinella • Octet • Renard • Ragtime

Igor Stravinsky (1882-1971): Pulcinella • Octet • Renard • Ragtime

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Baita disco. Todas obras FUNDAMENTAIS do século XX, retiradas da fase neoclássica de Strava. Pulcinella é uma obra-prima, mas o Octeto, o Ragtime e Renard não ficam muito atrás. Abaixo, copio dois textos sobre Pulcinella publicados aqui.

A Suite Pulcinella, com sua elegância e originalidade, é o coroamento da fase em que Stravinsky permaneceu retirado em seu refúgio na Suíça, quando dedicou-se particularmente à criação de uma grande e inspirada série de obras de câmara. Isto se deu um ano antes de sua mudança para Paris. Terminada a 20 de abril de 1920 e estreada com enorme sucesso a 15 de maio do mesmo ano, Pulcinella nasceu não só da encomenda de Sergei Diaghilev para o seu balé russo, mas foi também a realização, para Stravinsky, de um antigo sonho de trabalhar com Picasso, com quem há muito se identificava esteticamente. Já de seus encontros com o genial pintor espanhol nos idos de 1917, em Roma e Nápoles (onde Stravinsky estivera para reger Pássaro de Fogo e Fogos de Artifício com o balé russo), nascera o acordo entre os dois de trabalharem juntos no resgate de antigas aquarelas italianas para o palco das “commedia dell”arte” renascentistas. A encomenda de Diaghilev vinha de encontro a uma fase em que Stravinsky se ocupava intensamente com música antiga. Diaghilev sabia disso e não perdeu a oportunidade de se aproveitar destas condições favoráveis ao descobrir, em Nápoles e Londres, a música de Giovanni Battista Pergolesi (1710-1736), que o encantou e seduziu. A ela juntou o texto escolhido de um compêndio composto por várias comédias do folclore napolitano, manuscrito datado de 1700 e encontrado em Nápoles, do qual foram excluídos os nomes dos autores. O texto chamava-se Os Quatro Pulcinellas Iguais e contava a história de Pulcinella, um rapaz aventureiro, amado por todas as moças do lugar e odiado pelos noivos destas. Então três destes enciumados rapazes se fantasiaram de Pulcinella e se apresentaram às suas noivas como tal, aproveitando-se da situação para atacar e se ver livre do que eles achavam ser o verdadeiro Pulcinella. Só que aquele que eles deixam estirado no chão como morto, pensando com isto terem se livrado de seu rival, não era outro senão um sósia que Pulcinella colocara em seu lugar ao perceber toda a trama. Pulcinella, então, fantasia-se de mágico, faz uma cena como que ressuscitando o morto e acaba casando os três noivos com três das noivas, tomando para si próprio a Pimpinella como mulher, a quem ele queria. Para o balé de oito cenas, Stravinsky escreveu 15 números musicais, que contaram não só com a sua genialidade, mas também com a de Picasso – que se encarregou dos cenários e dos costumes, a de Massine, responsável pela coreografia, e a de Diaghilev, dirigindo o balé russo. A Suite Pulcinella é uma forma concertante, portanto reduzida, do balé, a qual teve sua revisão definitiva em 1949.

Outro comentário

Em 1919, Diaghilev, o diretor dos Ballets Russes de Paris, concebe um novo projeto: Pulcinella (Polichinelo), um espetáculo com personagens da Commedia Dell”Arte. O cenário e os figurinos acabaram sendo realizados por Picasso e a música por Stravinsky, baseada em temas atribuídos a Pergolesi (1710-1736). A música de Stravinsky até então era marcada pela inspiração na arte popular russa, em obras como Pribaoutki, Sagração da Primavera e Petruchka, as duas últimas também em colaboração com Diaghilev. Pulcinella tem um valor simbólico na trajetória do compositor, caracterizando o momento em que ele passa a olhar para o passado. Ouvimos aqui uma recriação de obras caídas no esquecimento, de compositores do século XVIII, entre eles Giovanni Baptista Pergolesi, Alessandro Parisotti, Domenico Gallo, Carlo Ignazio Monza e Unico Wilhelm van Wassenaer. As melodias e harmonias originais são mantidas intactas, assim como a duração e a estrutura das peças. Stravinsky opera basicamente com o timbre, procurando novas cores harmônicas e redistribuindo o material original numa orquestração “caleidoscópica”. Em seu livro Stravinsky, Boucourechliev define este processo: “Neoclássica, Pulcinella não o é: trata-se de uma obra propriamente clássica, inteiramente composta, ou antes, recomposta a partir de músicas existentes”. Para Stravinsky, esta peça marca uma descoberta do passado que o nortearia dali por diante. A partir daí, ele faria novas recriações, baseando-se em obras de Gesualdo, Bach e Tchaikovsky, por exemplo. Mas Pulcinella tem também um significado no contexto da música do século XX. Ao mesmo tempo em que ouvimos um grande criador, uma sutilíssima invenção timbrística, ouvimos também a substituição do presente pelo passado na criação. Um crítico diria: “Em todas essas composições planeja o artesanato mais perfeito, unido ao mais inatual dos anacronismos. (…) A rigor, os retornos sucessivos de Stravinsky não significam outra coisa que a incapacidade de escrever música nova, criando seu próprio estilo”. Hoje, após tantos anos, podemos ver que as tentativas de outros compositores de escrever “música nova”, mesmo de altíssima qualidade, também não resolveram o beco sem saída da música erudita no século XX. Este trágico século deixou uma marca profunda também nesta arte. Será necessário compor hoje música do passado para criar algo de belo?

Pulcinella (1965 Revised Edition) – Ballet In One Act. (For Small Orchestra With Three Solo Voices. After Giambattista Pergolesi and others)
1 Overture. Allegro Moderato 2:02
2 Serenata. Larghetto 2:43
3 Scherzino. Allegro 5:48
4 Ancora Poco Meno 2:04
5 Allegro Assai 1:53
6 Allegro (Alla Breve) 2:11
7 Andante 4:00
8 Presto 1:33
9 Allegro – Alla Breve 1:17
10 Tarantella 1:12
11 Andantino 2:53
12 Allegro 0:52
13 Gavotta Con Due Variazioni. Allegro Moderato 3:47
14 Vivo 1:26
15 Tempo Di Minuetto. Molto Moderato 2:33
16 Allegro Assai 1:57
Bass Vocals – John Tomlinson (2)
Soprano Vocals – Yvonne Kenny
Tenor Vocals – John Aler

17 Ragtime For Eleven Instruments (1918) 4:23

Renard The Fox – A Burlesque Tale In Song And Dance
18 Marche 0:59
19 Allegro 0:57
20 Meno Mosso 3:27
21 (Salto Mortale) 0:40
22 Con Brio 2:03
23 Meno Mosso 2:27
24 (Salto Mortale) 0:44
25 Moderato 0:55
26 Scherzando 1:00
27 Poco Meno Mosso 1:04
28 Vivo 1:16
29 Marche 0:26
Baritone Vocals – David Wilson-Johnson
Bass Vocals – John Tomlinson (2)
Tenor Vocals [1st Tenor] – John Aler
Tenor Vocals [2nd Tenor] – Nigel Robson

Octet For Wind Instruments (Revised 1952 Version) (13:66)
30 Sinfonia. Lento – Allegro Moderato 3:39
31 Tema Con Variazioni. Andantino 7:09
32 Finale (Tempo Giusto) 3:18

London Sinfonietta
Esa-Pekka Salonen

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Stravinsky de papo com dois amigos.

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Igor Stravinsky (1882-1971): Petrouchka / Orpheus

Igor Stravinsky (1882-1971): Petrouchka / Orpheus

IM-PER-Dí-VEL !!!

O sensacional Petrouchka é um balé burlesco cuja música foi composta por Igor Stravinsky e coreografado por Michel Fokine. Foi escrito entre 1910 e 11 e revisado em 1947. Petrouchka foi montado pela primeira vez pela companhia russa de balé de Serguei Diaguilev em Paris, em 13 de junho de 1911. Vaslav Nijinski encarnou Petrouchka. A história é sobre um fantoche tradicional russo, feito da palha e com um saco de serragem como corpo que acaba por tomar vida e ter a capacidade amar, uma história que se assemelha um pouco a de Pinocchio. Petrouchka conta a história de amor de inveja de três bonecos. Os três ganham vida graças ao Charlatão. Petrouchka ama a Bailarina, mas ela o rejeita. A Bailarina prefere o Mouro. Petrouchka fica furioso e desafia o Mouro. No duelo, o Mouro acaba matando Petrouchka, cujo fantasma se levanta sobre o teatro de bonecos quando a noite cai. Ele desafia o Charlatão, que acaba o matando pela segunda vez. Stravinsky é tão genial que a coisa funciona fantasticamente mesmo sem o balé. Basta ouvir. É uma obra muito popular em zonas mais civilizadas do planeta.

Orpheus é de outra fase de Strava. Trata-se de um balé neoclássico escrito em colaboração com o coreógrafo George Balanchine em Hollywood em 1947. A música é chatinha, ainda mais depois de ouvir Petrouchka

Salonen e a Philharmonia são os campeões neste repertório.

Igor Stravinsky (1882-1971): Petrouchka / Orpheus

1. Petrouchka – Burlesque in Four Scenes (1947 version) – The Shrove-tide Fair
2. Petrouchka – Burlesque in Four Scenes (1947 version) – Russian Dance
3. Petrouchka – Burlesque in Four Scenes (1947 version) – Petrushka
4. Petrouchka – Burlesque in Four Scenes (1947 version) – The Blackamoor
5. Petrouchka – Burlesque in Four Scenes (1947 version) – Waltz
6. Petrouchka – Burlesque in Four Scenes (1947 version) – The Shrove-tide Fair (towards evening)
7. Petrouchka – Burlesque in Four Scenes (1947 version) – Wet-Nurses’ Dance
8. Petrouchka – Burlesque in Four Scenes (1947 version) – Peasant with Bear
9. Petrouchka – Burlesque in Four Scenes (1947 version) – Gypsies and a Rake Vendor
10. Petrouchka – Burlesque in Four Scenes (1947 version) – Dance of the Coachmen
11. Petrouchka – Burlesque in Four Scenes (1947 version) – Masqueraders
12. Petrouchka – Burlesque in Four Scenes (1947 version) – The Scuffle (Blackamoor and Petrushka)
13. Petrouchka – Burlesque in Four Scenes (1947 version) – Death of Petrushka
14. Petrouchka – Burlesque in Four Scenes (1947 version) – Police and the Juggler
15. Petrouchka – Burlesque in Four Scenes (1947 version) – Apparition of Petrushka’s Double

16. Orpheus – Ballet in Three Scenes – Orpheus
17. Orpheus – Ballet in Three Scenes – Air de danse
18. Orpheus – Ballet in Three Scenes – Dance of the Angle of Death
19. Orpheus – Ballet in Three Scenes – Interlude
20. Orpheus – Ballet in Three Scenes – Dance of the Furies
21. Orpheus – Ballet in Three Scenes – Air de danse
22. Orpheus – Ballet in Three Scenes – Interlude
23. Orpheus – Ballet in Three Scenes – Air de danse
24. Orpheus – Ballet in Three Scenes – Pas d’action
25. Orpheus – Ballet in Three Scenes – Pas de deux
26. Orpheus – Ballet in Three Scenes – Interlude
27. Orpheus – Ballet in Three Scenes – Pas d’action
28. Orpheus – Ballet in Three Scenes – Orpheus’ Apothesis

Philharmonia Orchestra
Esa-Pekka Salonen

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Stravinsky muito à vontade numa festa lá em casa. Eu estava buscando os copos.

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Igor Stravinsky (1882-1971): Sagração da Primavera e Sinfonia em 3 Movimentos

Igor Stravinsky (1882-1971): Sagração da Primavera e Sinfonia em 3 Movimentos

PQP Bach
12 anos de Prazer


IM-PER-DÍ-VEL !!!

A indumentária da versão de Nijínsky: vestuário pesado e pés para dentro
A indumentária da versão de Nijínsky: vestuário pesado e pés para dentro

Estava quente em Paris na noite de dia 29 de maio de 1913. Durante o dia, os termômetros chegaram aos 30 graus, temperatura anormal para a primavera parisiense. Ao final da tarde, uma multidão acotovelava-se na frente do Théâtre des Champs-Élysées, onde o Balé Russo de Serguei Diághilev faria uma apresentação de gala. O público era heterogêneo, conforme descreveu Jean Cocteau:

Uma plateia da alta sociedade, elegante, de vestidos decotados, pérolas, penas na cabeça, plumas de avestruz, ternos escuros, cartolas […] ao lado, os intelectuais estetas faziam de tudo para demonstrar seu ódio a estes “elegantes”, que sentariam nos camarotes […] havia ali mil nuances de esnobismo, superesnobismo e contraesnobismo.

Todos sabiam que o empresário Diághilev gostava de escândalos. Afinal, eram lucrativos. Em comunicado à imprensa, ele dissera que preparara um novo frisson que, sem dúvida, inspiraria acalorados debates. Falava sério. O programa daquela noite começava com o inofensivo As Sílfides, drama com melodias de Chopin arranjadas para orquestra por Stravinsky. Era um antigo número do Balé Russo. Após os aplausos, as luzes se apagaram e um fagote começou a emitir notas agudas, entoando uma melodia que depois foi abraçada e continuada por outros instrumentos de sopro. E, quando entrou a segunda parte, a música enlouqueceu totalmente, ao menos para os ouvidos da plateia de 100 anos atrás.

Igor Stravinsky (1882-1971) em 1946 | Foto: Arnold Newman
Igor Stravinsky (1882-1971) em 1946 | Foto: Arnold Newman

O ritmo. Havia uma pulsação constante, mas os acentos eram inteiramente aleatórios, imprevisíveis, dentro e fora do compasso. Quando se deve bater o pezinho?

um dois três quatro cinco seis sete oito
um dois três quatro cinco seis sete oito
um dois três quatro cinco seis sete oito
um dois três quatro cinco seis sete oito

Quando ouviu aquilo pela primeira vez, até Diághilev ficou assustado. “Vai continuar assim por muito tempo?”, ele perguntou ao autor da obra, Igor Stravinsky. “Até o fim, meu caro”. A coreografia de Nijínsky trocava o gestual clássico e os dançarinos nas pontas do pés por mulheres dançando com os pés para dentro e outras esquisitices. Vendo hoje, parece mais uma brincadeira. Os dançarinos tremem, sacodem-se, sapateiam, dão saltos e giram pelo palco como numa dança de roda primitiva, eslava. Por trás, uma paisagem com colinas e árvores de cores brilhantes que, com a dança e a música, tornam-se pagãs.

O vídeo a seguir é de uma apresentação da Sagração da Primavera no Teatro Marinsky de São Petersburgo, com a coreografia de Nijinsky remontada por Millicent Hodson e a regência de Valery Gergiev:

Na época, os mais ricos e conservadores acomodavam-se nos camarotes. Mas não que demonstrassem alguma finesse. Quando o ritmo acelerou, começaram a vir de lá urros de desaprovação. Em resposta, os raivosos intelectuais da plateia berravam mandando-os calar a boca; afinal apenas desejavam silêncio para fruir o balé. Era a uma representação da luta de classes: “Calem a boca, suas putas do seizième!”, gritavam em provocação às damas da alta sociedade do décimo sexto arrondissement. Se havia um sacrifício no palco, havia uma guerra na plateia. A escritora Gertrude Stein esteve lá: “Após a curta introdução, não se podia mais ouvir o som da música. Minha atenção estava fixada em um homem que, no camarote ao lado, ameaçava outro com sua bengala. Por fim, usando a bengala, acabou esmagando a cartola do que discordava”.

O filme Coco Chanel & Igor Stravinsky (2010), de Jan Kounen, mostra um pouco da confusão da estreia da Sagração da Primavera:

Depois desta estreia, o espetáculo foi repetido e logo os ouvintes parisienses descobriram que a linguagem da Sagração não estava tão distante de sua sensibilidade: tratava-se de canções folclóricas de melodias simples com acordes nada incomuns mas usados de forma diferente, ritmo mutante e irresistível. Logo, as vaias foram substituídas por aplausos e, nas apresentações seguintes, Stravinsky e Nijinsky voltaram ao palco três ou quatro vezes para receberem ovações. No ano seguinte, foi marcada uma apresentação em concerto. Os jornais falaram em “aplausos efusivos” e “adoração febril”. Era a vitória de uma postura anti-romântica. Leonard Bernstein fala em início do modernismo. Outros, estão provavelmente corretos ao citar que a Sagração fugira finalmente da semântica germânica e dera espaço para o surgimento dos nacionalismos musicais, os quais tiveram seus rebentos em todo o mundo, incluindo a música de Villa-Lobos no Brasil.

Nijinsky dançando L’après-midi d’un faune
Nijinsky dançando L’après-midi d’un faune

O enredo da Sagração não era nada convencional: numa Rússia primitiva, uma virgem é escolhida e deve dançar até morrer num ritual de sacrifício à primavera que se inicia. A invenção foi do próprio Stravinsky. Nenhum povo pagão, com exceção dos astecas, exigia o sacrifício de jovens. Ou seja, aquilo nunca ocorrera na Rússia. Para o palco, Diághilev queria uma atuação ousada. No ano anterior, Nijinsky já havia causado grande escândalo em Paris com a coreografia de L’après-midi d’un faune, baseado na obra de Debussy. Ou seja: o empresário sabia bem o que estava fazendo. Diághilev já tinha contratado Stravinsky para fazer a música de outros dois balés: O Pássaro de Fogo (1910) e Petrushka (1911). O trabalho seguinte seria uma certa Primavera Sagrada. Vendo-se agora (primeiro vídeo, acima), a coreografia mais parece um provocativo e quase infantil simulacro de dança, inteiramente diferente das dramáticas montagens posteriores, como a de Pina Bausch (último vídeo, abaixo).

Romântico, o regente da estreia, Pierre Monteux, disse nunca ter gostado da Sagração da Primavera
Romântico, o regente da estreia, Pierre Monteux, disse nunca ter gostado da Sagração da Primavera

Stravinsky terminou a composição em março de 1913. Pierre Monteux, que depois se tornaria uma grande estrela da música erudita, detestara a música, mas foi o regente que conduziu a orquestra na estreia da obra. Aliás, a citada estreia em concerto também foi sob sua direção, prova de que os conceitos podem mudar rapidamente. Ou não. Anos depois, ele confessou que nunca tinha gostado daquela música, mas que foi convencido por Diághilev a regê-la. “É uma obra-prima, Monteux! Ela vai revolucionar a música e o fará famoso, pois é você quem vai conduzi-la”, dizia o homem que desconfiava dos ritmos da Sagração. Os músicos da orquestra não pensavam diferente do regente: achavam que aquilo era uma loucura absoluta. O fagotista do solo inicial estava especialmente contrariado pelo tratamento “ridículo” que a partitura lhe impunha.

Stravinsky em 1913, ano da estreia da obra
Stravinsky em 1913, ano da estreia da obra

No ocidente, a Sagração tornou-se imediatamente obra fundamental e exemplar. As plateias mais afeitas ao moderno ficaram encantadas não somente com sua fúria, mas com a precisão e clareza. Aqueles que desejavam sepultar de vez o romantismo elogiavam o predomínio dos metais e madeiras e a redução da presença das cordas. Principalmente dos violinos, os tradicionais cantores de melodias ardentes. Porém, na Rússia revolucionária, a Sagração foi considerada um modismo barulhento e a fama de Stravinsky no exterior – comparada à hostilidade russa – foi decisiva no rompimento de laços do compositor com a terra natal.

A comprovação da universalidade da Sagração não veio somente dos compositores e amantes da música erudita: os músicos de jazz gostaram demais daquele compositor que falava numa língua parecida com a deles. Para dar um exemplo curioso, Charlie “Bird” Parker incorporou a primeiras notas da Sagração à Salt peanuts e, certa vez, enquanto se apresentava, avistou Stravinsky numa das mesas do Birdland de Nova Iorque. Imediatamente, incluiu um tema do Pássaro de Fogo em seu solo sobre um tema de sua autoria, Koko, o que acabou fazendo com que o compositor cuspisse seu uísque de volta no copo, tão grande o susto.

Os jazzistas entenderam rapidamente o trabalho de Stravinsky na Sagração
Os jazzistas entenderam rapidamente o trabalho de Stravinsky na Sagração

Passados 100 anos, a Sagração é ouvida como uma peculiar e clássica peça do repertório. Ela pode ser ouvida e vista em concertos — a Ospa vai tocá-la em outubro — e em balés no mundo inteiro. Talvez a mais extraordinária versão em balé seja a célebre coreografia criada pela alemã Pina Bausch, cujo vídeo completo disponibilizamos abaixo:

Considerando que a Sagração da Primavera combina com modernidade, vamos atravessar o ritmo e, para finalizar, inserir três frases informais de uma brasileiríssima opinião deixada no Facebook pelo melômano Isaías Malta que, na última quarta-feira, dia dos 100 anos da estreia, dialogava conosco sobre a obra:

Música que despedaça o nosso senso de ritmo, aliás, sacoleja um ritmo próprio, primal, que é a anarquização do ritmo. Diz-se que Schoenberg dissolveu a melodia e Stravinsky desconstruiu o ritmo. Se tudo isso é verdade, também é verdade que Tom Jobim, juntando os cacos, adoçou o que foi quebrado e gingou o despedaçado.

Igor Stravinsky, por Picasso
Igor Stravinsky, por Picasso

Salonen Conducts Stravinsky

The Rite of Spring:
1 Part I, The Adoration of the Earth – Introduction 3:23
2 Part I, The Adoration of the Earth – The Auguries of Spring 2:47
3 Part I, The Adoration of the Earth – Game of Abduction 1:15
4 Part I, The Adoration of the Earth – Spring Round Dances 3:47
5 Part I, The Adoration of the Earth – Games of the Rival Tribes 1:40
6 Part I, The Adoration of the Earth – Procession of the Oldest-and-Wisest 0:36
7 Part I, The Adoration of the Earth – The Oldest-and-Wisest 0:16
8 Part I, The Adoration of the Earth – Dance of the Earth 1:10
9 Part II, The Sacrifice – Introduction 4:14
10 Part II, The Sacrifice – Mystical Circles of the Young Girls 2:58
11 Part II, The Sacrifice – Glorification of the Chosen One 1:29
12 Part II, The Sacrifice – Evocation of the Ancestors 0:40
13 Part II, The Sacrifice – Ritual Action of the Ancestors 3:28
14 Part II, The Sacrifice – Sacrificial Dance – The Chosen Victim 4:20

Symphony in Three Movements:
15 I. 9:11
16 II. Andante 5:38
17 Interlude 0:22
18 III. Con moto 5:48

Philharmonia Orchestra
Esa-Pekka Salonen

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PQP

Sergei Prokofiev (1891-1953) – Violin Concertos nº 1 & 2, Igor Stravinsky (1882-1971) – Violin Concerto in D Major – David Oistrakh, Berliner-Sinfonie Orchester, Kurt Sanderling

David Oistrakh empunha novamente seu Stradivarius e nos traz três petardos do repertório do violino do século XX. Nem preciso dizer que vale cada minuto da audição deste CD. Oistrakh era um especialista nestes concertos, tendo realizado gravações históricas e imperdíveis dos mesmos.

Sergei Prokofiev (1891-1953) – Violin Concertos nº 1 & 2, Igor Stravinsky (1882-1971) – Violin Concerto in D Major – David Oistrakh, Berliner-Sinfonie Orchester, Kurt Sanderling

1. Prokofieff Violinkonzert Nr. 1. I. Andantino
2. II. Scherzo. Vivacissimo
3. III. Moderato
4. Violinkonzert Nr. 2. I. Allegro moderato
5. II. Andante assai
6. III. Allegro, ben marcato
7. Strawinsky Konzert in D-dur. I. Toccata
8. II. Aria 1
9. III. Aria 2
10. IV. Capriccio

David Oistrakh – Violin
Berliner Sinfonie-Orchester
Kurt Sanderling – Conductor

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Igor Stravinsky (1882-1871): Petrushka (Danon) / A Sagração da Primavera (Leibowitz)

Igor Stravinsky (1882-1871): Petrushka (Danon) / A Sagração da Primavera (Leibowitz)

R-7345961-1446831770-5834.jpegResolvi quebrar o gelo duplamente – postar algo depois de tanto tempo e compartilhar minha mais nova aquisição stravinskyana, pois eu, especificamente, jamais tinha disponibilizado aqui no blog um álbum só com obras de Igor Stravinsky.

Estava louco atrás desse cd e finalmente consegui por as mãos nele. Não, não se trata de novos arranjos para as obras do meu amado tio. Optei por colocar os nomes dos regentes ao lado das devidas obras no título da postagem, para diferenciar das outras.

Depois de ouvir as gravações de René Leibowitz para algumas obras de Mussorgsky, fiquei fascinado e andei feito desesperado procurando por gravações do regente francês, principalmente, por causa de suas impactantes interpretações.  Aliado a isso, temos o selo Chesky que é conhecido pela excelente qualidade de áudio. Diante desse quadro, talvez eu tenha superestimado a presente gravação da Sagração da Primavera, mas ainda que não tenha me agradado completamente, trata-se de um registro respeitável e vale muito a pena conferir.

Não esperava muita coisa da interpretação de Petrouchka por Oscar Danon, até porque eu nunca tinha ouvido falar no cara, porém, a gravação não deixou nada a desejar. É excelente! Baixe sem medo e aproveite, pois não se trata de um registro que se encontra em qualquer esquina, sendo talvez o único link para tal álbum em toda Internet.

Uma ótima audição!

.oOo.

Stravinsky – Petrushka & The Rite of Spring

Petrushka “Burlesque Scenes in four tableaux”

Tableau I: The Shrove-tide Fair
01 Beginning (0:54)
02 The Crowds (4:23)
03 The Charlatan’s Booth (2:00)
04 Russian Dance (2:47)

05 Tableau II: Petrushka’s Room (4:17)

Tableau III: The Moor’s Room
06 Beginning (2:38)
07 Dance of the Ballerina (0:43)
08 Waltz (Ballerina and the Moor) (2:53)

Tableau IV: The Shrove-tide Fair (near evening)
09 Beginning (1:09)
10 Dance of the Nursemaids (2:38)
11 Dance of the Peasant and Bear (1:43)
12 Dance of the Gyspy Girls (0:54)
13 Dance of the Coachmen and Grooms (2:01)
14 The Masqueraders (2:16)
15 The Conclusion (Petrushka’s Death) (2:51)

Royal Philharmonic Orchestra
Oscar Danon

The Rite Of Spring “Pictures of Pagan Russia”

Part I: The Adoration of the Earth
16 Introduction (3:46)
17 Dances of the Young Girls (3:05)
18 Mock abduction (1:34)
19 Spring Round Dances (4:04)
20 Games of the Rival Tribes (2:06)
21 Procession of the Wise Elder (0:44)
22 Adoration of the Earth (The Wise Elder) (0:26)
23 Dance of the Earth (1:09)

Part II: The Sacrifice
24 Introduction (5:08)
25 Mystical Circles of the Young Girls (2:48)
26 Glorification of the Chosen Victim (1:34)
27 Summoning of the Ancients (0:44)
28 Ritual of Ancients (3:38)
29 Sacrificial Dance (The Chosen Victim) (4:45)

London Festival Orchestra
René Leibowitz

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Stravão rindo de tudo.
Stravão rindo de tudo.

Marcelo Stravinsky

Igor Stravinsky (1882 – 1971) – Petrouschka, The Firebird – Klaus Tenstedt, London Philharmonic Orchestra

folderA gravação que ora vos trago foi realizada pelo grande maestro alemão Klaus Tenstedt durante o período em que foi Diretor Artístico da Filarmônica de Londres. E que gravação, senhores. Segundo informações, Tenstedt não era muito afeito à música de ballet, mas rendeu-se à estas duas obras, ‘Petrouchka’ e ‘O Pássaro de Fogo’. Veio a falecer logo após a realização destas gravações.
As notas abaixo foram retiradas do booklet do CD:

“No balé russo clássico, o coreógrafo era rei: a música vinha mais abaixo na lista de prioridades. Então, é um sinal do radicalismo criativo dos ‘Ballets Russes’ de Diaghilev que Petrushka foi concebido por seu compositor. Stravinsky lembrou que no verão de 1910, enquanto se recuperava após a estreia de The Firebird, “eu queria me refrescar compondo uma peça orquestral na qual o piano tocaria a parte mais importante”.
Eu tinha em mente uma imagem distinta de um fantoche, subitamente dotado de vida, exasperando a paciência da orquestra com cascatas diabólicas de arpejos.
Quando Diaghilev visitou Stravinsky na Suíça pouco depois, ele foi cativado e imediatamente persuadiu Stravinsky a expandir a ideia em um balé de corpo inteiro. “Nós estabelecemos a cena da ação: a feira, com suas multidões, seus estandes, o pequeno teatro tradicional, o caráter do mago com todos os seus truques; e a vinda da vida dos bonecos ”, lembrou Stravinsky.”

1. Petrushka_ Tableau 1, The Shrovetide Fair
2. Petrushka_ Tableau 2, Petrushka’s Room
3. Petrushka_ Tableau 3, The Moor’s Room
4. Petrushka_ Tableau 4, The Shrovetide Fair (Evening)
5. The Firebird Suite_ I. Introduction
6. The Firebird Suite_ II. The Firebird and Its Dance
7. The Firebird Suite_ III. Variation of the Firebird
8. The Firebird Suite_ IV. Ring Dance of the Princesses
9. The Firebird Suite_ V. Infernal Dance of King Kashchey
10. The Firebird Suite_ VI. Lullaby
11. The Firebird Suite_ VII. Finale

London Philharmonic Orchestra
Klaus Tenstedt – Conductor

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Katia & Marielle Labèque – Sisters – Igor Stravinsky – CD 4 de 6 – Concerto pour 2 pianos solo, 5 Easy Pieces for Piano Duet, etc. – Claude Debussy – En blanc et noir, L.134

Katia & Marielle Labèque - Sisters (2016)Vamos dar prosseguimento a esta bela caixa das Irmãs Labèque, intitulada ‘Sisters’, desta vez com Stravinsky e Debussy. Curiosamente não temos ‘A Sagração da Primavera”, geralmente presente nestas gravações de obras de Stravinsky para dois pianos. Não lembro se elas gravaram essa obra.
Sempre é bom ouvir Stravinsky, não acham? Mas achei que o pessoal da Deutsche Grammophon foi um tanto quanto displicente nesta coleção. As coisas estão meio misturadas, parecem estar ali aleatoriamente . Olhem o caso do CD anterior, onde tem a versão para dois pianos da ‘Raphsody in Blue’, do Gershwin, gravação esta que me apresentou as irmâs Labèque há trinta anos atrás, enfim, esta gravação encerra um CD dedicado a Ravel. Como não tenho o booklet original, não consigo identificar os critérios e seleção, se é que existiu algum.

1. Stravinsky Concerto pour 2 pianos solo – 1. Con moto
2. Stravinsky Concerto pour 2 pianos solo – 2. Notturno
3. Stravinsky Concerto pour 2 pianos solo – 3. Quattro Variazioni. Variation I
5. Stravinsky Concerto pour 2 pianos solo – 4. Quattro Variazioni. Variation II
6. Stravinsky Concerto pour 2 pianos solo – 5. Quattro Variazioni. Variation III
7. Stravinsky Concerto pour 2 pianos solo – 6. Quattro Variazioni. Variation IV
8. Stravinsky Concerto pour 2 pianos solo – 7. Prélude
9. Stravinsky Concerto pour 2 pianos solo – 8. Fugue
10. Debussy En blanc et noir, L.134 – 1. Avec emportement
11. Debussy En blanc et noir, L.134 – 2. Lent. Sombre
12. Debussy En blanc et noir, L.134 – 3. Scherzando
13. Stravinsky 5 Easy Pieces for Piano Duet – 1. Andante
14. Stravinsky 5 Easy Pieces for Piano Duet – 2. Española
15. Stravinsky 5 Easy Pieces for Piano Duet – 3. Balalaïka
16. Stravinsky 5 Easy Pieces for Piano Duet – 4. Napolitana
17. Stravinsky 5 Easy Pieces for Piano Duet – 5. Galop
18. Stravinsky Three Easy Pieces (for Piano Four-Hands) – I. March
19. Stravinsky Three Easy Pieces (for Piano Four-Hands) – II. Waltz
20. Stravinsky Three Easy Pieces (for Piano Four-Hands) – III. Polka
21. Stravinsky Ragtime
22. Stravinsky Les cinq doigts – Eight Very Easy Pieces on Five Notes – 4. Larghetto
23. Stravinsky Les cinq doigts – Eight Very Easy Pieces on Five Notes – 5. Moderato
24. Stravinsky Les cinq doigts – Eight Very Easy Pieces on Five Notes – 6. Lento
25. Stravinsky Valse des fleurs, pour piano 4 mains
26. Stravinsky Tango, pour deux pianos

Katia & Marielle Labèque – Piano

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Igor Stravinsky (1882-1871) – Les Noces III (The Wedding), ballet in 4 tableaux for vocal soloists, chorus, 4 pianos & percussion e Mass, for chorus & double wind quintet

Igor Stravinsky (1882-1871) – Les Noces III (The Wedding), ballet in 4 tableaux for vocal soloists, chorus, 4 pianos & percussion e Mass, for chorus & double wind quintet

Les Noces (em português: As Núpcias; em russo: Свадебка) é um balé com cantores (cantata dançada) de Igor Stravinsky. Estreou em 13 de junho de 1923 pela Ballets Russes no Théâtre de la Gaîté-Lyrique, com coreografia de Bronislava Nijinska e condução por Ernest Ansermet.

Descrevendo a preparação duma festa camponesa de casamento típica da Rússia, a obra combina o folclore russo, ritmos irregulares, a sensibilidade modernista ou cubista. Está dividida em duas partes, quatro cenas: na primeira parte, a bênção da noiva (ou, na casa da noiva), a bênção do noivo (ou, na casa do noivo) e a saída da noiva; na segunda parte, a festa de casamento. Les Noces marca a transição do período russo para o neoclássico de Stravinsky.

Em 1913, Stravinsky começou a compor Les Noces sob comissão de Sergei Diaguilev. Escreveu o libreto por conta própria a partir de letras de canções russas de casamento coletadas por Pyotr Kireevsky (1911). As partituras para voz foram completadas na Suíça em meados de 1917. Durante seu desenvolvimento, a orquestração foi alterada dramaticamente. Foi primeiramente concebida para uma orquestra sinfônica estendida, à usada em A Sagração da Primavera, passou por diversas variações, incluindo a adição de uma pianola, címbalos e um harmônio. Terminada em 1919, essa versão da obra só estreou em 1981 em Paris, conduzida por Pierre Boulez. Entretanto, essa versão foi abandonada. A estrutura final foi finalmente montada em torno de 1921, resultando em soprano, mezzosoprano, tenor, baixo, coral misto, e dois grupos de instrumentos de percussão, e quatro pianos.

A influência da música de Les Noces é identificada em obras de Philip Glass, John Adams (Short Ride in a Fast Machine), George Antheil (Ballet mecanique), Carl Orff (Carmina Burana) e Leonard Bernstein (West Side Story). Por exemplo, em Carmina Burana também se destaca o coral, uma percussão rica na orquestra e harmonias que seguem os ritmos acentuados das vozes. Melodias extensas são substituídas por formas básicas que geram efeitos de abandono repentino.

Extraído DAQUI

Igor Stravinsky (1882-1871) – Les Noces III (The Wedding), ballet in 4 tableaux for vocal soloists, chorus, 4 pianos & percussion e Mass, for chorus & double wind quintet

Les Noces III (The Wedding), ballet in 4 tableaux for vocal soloists, chorus, 4 pianos & percussion
01. Svadebka: First Tableau
02. Svadebka: Second Tableau
03. Svadebka: Third Tableau
04. Svadebka: Fourth Tableau

Mass, for chorus & double wind quintet
05. Mass: Kyrie
06. Mass: Gloria
07. Mass: Credo
08. Mass: Sanctus
09. Mass: Agnus Dei

English Bach Festival Chorus English Bach Percussion Ensemble
Trinity Boys’ Choir
Leonard Bernstein, regente
Martha Argerich, piano
Krystian Zimerman, piano
Cyprien Katsaris, piano
Homero Francesch, piano
Anny Mory, soprano
Patricia Parker, mezzo-soprano
John Mitchinson, tenor
Paul Hudson, bass

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Vocês pensam que é fácil tocar "Les Noces", hein?
Vocês pensam que é fácil tocar “Les Noces”, hein?

Carlinus

Anne-Sophie Mutter — Modern: Works by Stravinsky / Lutoslawski / Bartók / Moret / Berg / Rihm

Anne-Sophie Mutter — Modern: Works by Stravinsky / Lutoslawski / Bartók / Moret / Berg / Rihm

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um sensacional álbum triplo que reúne gravações dos anos 90 de música moderna por Anne-Sophie Mutter e diversas orquestras. Tudo é um primor, a começar pelo Concerto neoclássico de Stravinsky. Aliás, cada um dos CDs inicia com uma obra-prima. Há o já citado Concerto de Strava, o belíssimo e insuperável Concerto Nº 2 para Violino e Orquestra de Bartók e o não menos de Berg. Este último tem a  triste alcunha de “À Memória de um Anjo”. É que Berg recebeu a notícia da morte de Manon Gropius, filha do arquiteto Walter Gropius e de Alma Mahler. Manon faleceu aos 18 anos, vítima de poliomielite. Naquele momento, Berg estava finalizando o Concerto. Ele então transformou-se num tributo à memória da adolescente e também em um réquiem para si mesmo, que morreria logo depois de compô-lo. O restante tem menos história, mas não é de jogar fora, imagina! Destaque para obras de Lutoslawski, Moret e Rihm, compostas especialmente “Para Anne-Sophie Mutter”. Te mete com ela, rapaz! (Bem, adoraria que ela se metesse comigo).

Anne-Sophie Mutter Modern: Works by Stravinsky / Lutoslawski / Bartók / Moret / Berg / Rihm

Disc 1
Concerto en ré
Composed By – Igor Stravinsky
Conductor – Paul Sacher
Orchestra – Philharmonia Orchestra
1 1. Toccata 5:51
2 2. Aria I 4:09
3 3. Aria II 5:13
4 4. Capriccio 5:49

Partita (“For Anne Sophie Mutter”)
Composed By – Witold Lutoslawski
Piano – Phillip Moll
5 1. Allegro giusto 4:14
6 2. Ad libitum 1:12
7 3. Largo 6:22
8 4. Ad libitum 0:47
9 5. Presto 3:51

Chain 2 (“For Paul Sacher”)
Composed By – Witold Lutoslawski
Conductor – Witold Lutoslawski
Orchestra – BBC Symphony Orchestra
10 1. Ad libitum 3:48
11 2. A battuta 4:58
12 3. Ad libitum 4:58
13 4. A battuta – Ad libitum – A battuta 4:27

Disc 2
Violinkonzert Nr. 2
Composed By – Béla Bartók
Conductor – Seiji Ozawa
Orchestra – Boston Symphony Orchestra
1 1. Allegro non troppo 16:16
2 2. Andante tranquilo – Allegro scherzando – Tempo I 9:58
3 3. Allegro molto 12:13

En rêve (“pour Anne Sophie Mutter”)
Composed By – Norbert Moret
Conductor – Seiji Ozawa
Orchestra – Boston Symphony Orchestra
4 1. Lumière vaporeuse. Mystérieux et envoŭtant 7:13
5 2. Dialogue avec l’Etoile 5:44
6 3. Azur fascinant (Sérénade tessinoise). Exubérant, un air de fête

Disc 3
Violinkonzert (“To the memory of an angel”)
Composed By – Alban Berg
Conductor – James Levine
Orchestra – The Chicago Symphony Orchestra
1 I. Andante – Allegretto 11:31
2 II. Allegro – Adagio 16:12

“Gesungene Zeit” (“Time Chant”) – Dedicated To Anne-Sophie Mutter
Composed By – Wolfgang Rihm
Conductor – James Levine
Orchestra – The Chicago Symphony Orchestra
3 [Anfang / beginning / début / inizio] 14:27
4 [Takt / bar / mesure / battuta 179] 9:56

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Anne-Sophie Mutter: moderninha
Anne-Sophie Mutter: toda moderninha

PQP

The Classical Clarinet (Poulenc, Saint-Saens, Stravinsky, Weber, Mendelssohn, Schumann, etc.)

The Classical Clarinet (Poulenc, Saint-Saens, Stravinsky, Weber, Mendelssohn, Schumann, etc.)

Esse é um CD imperdível. Para começar a brincadeira, Poulenc. Por experiência própria, posso dizer que essa sonata é difícil pra caramba. Exige muita técnica do clarinetista, que é claro é muito bom.  A sonata de Saint-Saens tem um daqueles temas que entram na sua cabeça e não saem mais. Saens opta por não mostrar o lado mecânico do instrumento, mas sim o lado melódico. Tanto é que até para o piano é fácil.

Quase todos os compositores são do século 20, o que deixa a coisa muito legal. Ouvindo o CD vc tem a nítida impressão de que os compositores querem tirar ao máximo do instrumento, seja melodicamente, seja mecanicamente.

Enfim. Ouça e depois diga o que achou do disco. Boa audição,

The Classical Clarinet ( Poulenc, Saint-Saens, Stravinsky, Weber, Mendelssohn, Schumann, etc.)

CD1
Francis Poulenc – Sonata for Clarinet and Piano
01 – Allegro Tristamente
02 – Romanzza
03 – Allegro com Fuoco
Claude Debussy – Première Rapsodie for Clarinet and Piano
04 – Lento, Moderement animé, Scherzando anime
Camille Saint-Säens – Sonata for Clarinet and Piano
05 – Allegreto
06 – Allegro Animato
07 – Lento
08 – Molto Allegro – Allegreto
Henri Büsser – Pastorale
09 – Andante – Allegro
Igor Stravinsky – Three pieces for Clarinet Solo
10 – Molto Tranquillo
11 – Vivace
12 – Vivacíssimo
Bohuslav Martinu – Sonatina for Clarinet and Piano
13 – Moderato
14 – Andante
15 – Poco Allegro
Malcolm Arnold – Sonatine for Clarinet and Piano
16 – Allegro com Brio
17 – Andantino
18 – Furioso

CD2
Carl Maria Von Weber- Grand Duo Concertanto
01 – Allegro con Fuoco
02 – Andante con Moto
03 – Rondo – Allegro
Harald Genzmer – Sonatine, for Clarinet and Piano
04 – Lento – Allegro
05 – Adagio
06 – Vivace
Robert Schumann – Fantasiestück for Clarinet and Piano
07 – Zart und Mit Asdruck
08 – Lebhaft
09 – Rash und mit Feuer
Alban Berg – Vier Stücke
10 – Mässig
11 – Sehr Langsam
12 – Sehr Rasch
13 – Langsam
Felix Mendelssohn-Bartholdy – Sonata for Clarinet and Piano
14 – Adagio – Allegro Moderato
15 – Andante
16 – Allegro Moderato

Henk de Graaf, Clarinet
Daniel Wayenberg, Piano

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Como não colocar uma foto de Henk de Graaf?
Como não colocar uma foto de Henk de Graaf?

Gabriel Clarinet

Schubert / Janáček / Stravinsky / Kreisler: Spectrum

Schubert / Janáček / Stravinsky / Kreisler: Spectrum

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Este Spectrum é uma paleta de cores violinísticas que cobrem um período de 150 anos. Do Grand Duo melódico-clássico-romântico de Schubert, passando pela belíssima Sonata romântico-tardia de Janáček e pela fantasia rapsódica vienense de Kreisler, para chegar ao beijo de fada neoclássico de Stravinsky. Ouvi o CD como quem ouve um recital e me apaixonei pela coisa. Um disco de extremo bom gosto de um excelente violinista que sabe escolher seu repertório de forma a privilegiar a música. O surpreendente Benjamin Beilman é um estadunidense de Washington nascido em 1989. Bom menino.

Schubert / Janáček / Stravinsky / Kreisler: Spectrum

01 – Schubert – Sonata in A, D574 ‘Grand Duo’ – I. Allegro moderato
02 – Schubert – Sonata in A, D574 ‘Grand Duo’ – II. Scherzo. Presto
03 – Schubert – Sonata in A, D574 ‘Grand Duo’ – III. Andantino
04 – Schubert – Sonata in A, D574 ‘Grand Duo’ – IV. Allegro vivace

05 – Janáček – Sonata, JW VII-7 for violin and piano – I. Con moto
06 – Janáček – Sonata, JW VII-7 for violin and piano – II. Ballada
07 – Janáček – Sonata, JW VII-7 for violin and piano – III. Allegretto
08 – Janáček – Sonata, JW VII-7 for violin and piano – IV. Adagio

09 – Stravinsky – Divertimento (from Le Baiser de la fee) – I. Sinfonia
10 – Stravinsky – Divertimento (from Le Baiser de la fee) – II. Dances suisses
11 – Stravinsky – Divertimento (from Le Baiser de la fee) – III. Scherzo (Au Moulin)
12 – Stravinsky – Divertimento (from Le Baiser de la fee) – IV. Pas de deux – a. Adagio
13 – Stravinsky – Divertimento (from Le Baiser de la fee) – IV. Pas de deux – b. Variation
14 – Stravinsky – Divertimento (from Le Baiser de la fee) – IV. Pas de deux – c. Coda

15 – Kreisler – Viennese Rhapsodic Fantasietta

Benjamin Beilman, violino
Yekwon Sunwoo, piano

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Benjamin Beilman: Dá-lhe!
Benjamin Beilman: Dá-lhe!

PQP

Fantasia – Leopold Stokowski and the Philadelphia Orchestra

fantasia-leopold-stokowski-and-the-philadelphia-orchestraFantasia
Walt Disney
Philadelphia Orchestra
Trilha sonora

 

Essa postagem do Marcelo Stravinsky sobre Cartoon Concerto me fez viajar no tempo.

Imediatamente lembrei-me do primeiro desenho animado que assistí no cinema quando era criança: Fantasia, de Walt Disney, produzido em 1940, um marco na história do cinema.

Não me lembro quantas vezes meus pais foram obrigados a me levar ao cinema para assistir Fantasia. Fiquei hipnotizado pelas músicas e deslumbrado em ver na tela e em cores aquilo que eu só conhecia dos gibís.

Stokowski costumava tocar a sua transcrição para a Tocatta & Fugue somente em ensaios da orquestra. Por muitos anos jamais foi tocada em concerto. Quando dispunham de tempo extra no ensaio, dizia para os músicos:” Vocês se incomodam se tocarmos um pouco de Bach?” – e então tocavam a Tocatta & Fugue só para a própria satisfação. Seus amigos da Orquestra de Filadélfia ouviram, gostaram e pela primeira vez ela foi tocada em concerto. O público gostou. Posteriormente foi imortalizada na obra de Walt Disney, Fantasia.

Compartilho com meus amigos esse encantamento musical.

1. Toccata & Fugue In D Minor, BWV 565 – Bach, Johann Sebastian
2. The Nutcracker Suite, Op. 71A;  Dance Of The Sugar Plum Fairy – Tchaikovsky
3. The Nutcracker Suite, Op. 71A;  Chinese Dance – Tchaikovsky
4. The Nutcracker Suite, Op. 71A;  Dance Of The Reed Flutes – Tchaikovsky
5. The Nutcracker Suite, Op. 71A;  Arabian Dance – Tchaikovsky
6. The Nutcracker Suite, Op. 71A;  Russian Dance – Tchaikovsky
7. The Nutcracker Suite, Op. 71A;  Waltz Of The Flowers – Tchaikovsky
8. The Sorcerer’s Apprentice – Dukas, Paul Abraham (1865-1935)
9. The Rite Of Spring – Stravinski
10. Symphony No.6 ‘Pastoral’, Op.68; I.Allegro Ma Non Troppo – Beethoven
11. Symphony No.6 ‘Pastoral’, Op.68; II.Andante Molto Mosso – Beethoven
12. Symphony No.6 ‘Pastoral’, Op.68; III.Allegro- IV.Allegro- V.Allegretto – Beethoven
13. Dance Of The Hours From The Opera ‘la Gioconda’ – Ponchielli, Amilcare (1834-1886)
14. A Night On Bald Mountain – Mussorgsky
15. Ave Maria, Op.52 No.6 – Schubert

Fantasia
Leopold Stokowski and the Philadelphia Orchestra
Remastered Original Soundtrack Edition
1940

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MP3 320 kbps – 270,7 MB – 1,7 horas
powered by iTunes 12.5.1

Boa audição!

mulher

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Avicenna

Igor Stravinsky (1882-1971): Pulcinella Suite, Apollon Musagète & Concerto for Strings

Igor Stravinsky (1882-1971): Pulcinella Suite, Apollon Musagète & Concerto for Strings

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Uma das páginas mais curiosas da história da música é a fase neoclássica de Stravinsky. O Neoclassicismo é um retorno à música do passado, particularmente à música dos séculos séc. XVII e XVIII, através da adoção de seus modelos formais e estruturas melódicas e rítmicas. Não é para ser uma imitação ou recriação, seria antes a criação de um novo gênero a partir de referências anteriores. Só que não adianta, tem cara de paródia, da mais gloriosa das paródias. O Neoclassicismo surge como uma reação ao carácter exacerbadamente emocional da música do séc. XIX, voltando a modelos “mais racionais” dos períodos clássicos e barroco. Muitas obras de Stravinsky revisitam estes períodos, aos quais juntam as influências do jazz, do ragtime e ainda de compositores do séc. XIX. Pulcinella (1920), um bailado cujos cenários e figurinos foram desenhados por Picasso, revisita a música de Pergolesi, tendo o tema sido proposto por Diaghilev. Segundo Igor, o balé Apollon Musagète busca a sobriedade do barroco francês. Aqui temos um Stravinsky nada cortante nem satírico. Um baita disco. A interpretação de Suzuki e dos finlandeses é esplêndida.

Igor Stravinsky (1882-1971): Pulcinella Suite, Apollon Musagète & Concerto for Strings

1 Pulcinella Suite: I. Overture: Sinfonia 1:59
2 Pulcinella Suite: II. Serenata 2:50
3 Pulcinella Suite: III. Scherzino – Allegro – Andantino 4:19
4 Pulcinella Suite: IV. Tarantella 1:59
5 Pulcinella Suite: V. Toccata 0:57
6 Pulcinella Suite: VI. Gavotta – Variation No. 1 – Variation No. 2 3:51
7 Pulcinella Suite: VII. Vivo 1:31
8 Pulcinella Suite: VIII. Minuetto 2:23
9 Pulcinella Suite: IX. Finale 1:58

10 Apollon musagète, Tableau I: Tableau I: Prologue: The Birth of Apollo 4:55
11 Apollon musagète, Tableau II: Tableau II: Apollo’s Variation 3:02
12 Apollon musagète, Tableau II: Tableau II: Pas d’action: Apollo and the Muses 4:24
13 Apollon musagète, Tableau II: Tableau II: Variation of Calliope 1:32
14 Apollon musagète, Tableau II: Tableau II: Variation of Polymnia 1:23
15 Apollon musagète, Tableau II: Tableau II: Variation of Terpsichore 1:42
16 Apollon musagète, Tableau II: Tableau II: Variation of Apollo 2:22
17 Apollon musagète, Tableau II: Tableau II: Pas de deux: Apollo and Terpsichore 3:48
18 Apollon musagète, Tableau II: Tableau II: Coda: Apollo and the Muses 3:24
19 Apollon musagète, Tableau II: Tableau II: Apotheosis: Apollo and the Muses 3:14

20 Concerto for Strings in D Major: I. Vivace 5:49
21 Concerto for Strings in D Major: II. Arioso: Andantino 2:57
22 Concerto for Strings in D Major: III. Rondo: Allegro 3:42

Tapiola Sinfonietta
Masaaki Suzuki

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Vocês adoram colocar fotos de Stravinsky nu nas postagens dele, mas dessa vez eu cheguei primeiro
Suzuki: Sei que vocês adoram colocar fotos de Stravinsky nu nas postagens dele, mas dessa vez eu cheguei primeiro

PQP

Igor Stravinsky (1882-1971) – Le Sacre du Printemp, Claude Debussy (1862-1918) – 6 Épigraphes antiques – Katia & Mariele Labèque

71WkjWdHTGL._SL1200_A obra prima de Stravinsky ‘Le Sacre du Printemp”  é fantástica em qualquer tipo de instrumento em que seja interpretada. Seja a versão orquestral, seja a versão para dois pianos. Ambas versões já apareceram por aqui diversas vezes. E hoje estou trazendo mais uma para dois pianos, desta vez com nossas musas, as irmãs Labèque, Katia & Marielle. Trata-se de CD que já se encontra esgotado, e que por alguma obra do destino veio parar em meu computador. No site da Amazon tem alguns usados à venda, enquanto não o encontrei no site da DG, apesar de ser bem recente, creio que do final do ano passado. Enfim, são detalhes, curiosidades, que não vão impedir dos senhores terem acesso a esta jóia.
O CD se encerra com Debussy, ‘6 Epigraphes Antiques’. E Debussy nas mãos mágicas mãos destas irmãs, meus queridos, se transforma em algo transcendental. É para se ouvir em um dia chuvoso, como o de hoje, bem confortáveis em suas poltronas favoritas e se deliciar, pois as quatro mãos mágicas destas irmãs fazem milagre, ajudadas, é claro, volto a repetir, pela poderosa música de Stravinsky, e a sensibilidade e delicadeza da música de Debussy.
Enfim, rendam-se ao talento destas duas.

1 – 14 Stravinsky – Le Sacre du Printemp
15 – 20 – Debussy – 6 Epigraphes Antiques

Katia & Marielle Labeque – Pianos

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Não, lhes garanto que as Irmãs Labèque não são apenas dois rostinhos bonitinhos. Tem muito talento aí, minha gente
Não, garanto-lhes que as Irmãs Labèque não são apenas dois rostinhos bonitinhos. Tem muito talento aí, minha gente

FDP

Bartók, Bernstein, Copland, Gould & Stravinsky: Compositions & Collaborations: Benny Goodman Collector’s Edition

Bartók, Bernstein, Copland, Gould & Stravinsky: Compositions & Collaborations: Benny Goodman Collector’s Edition

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Quando bati o olho na postagem do PQP, semana passada, com obras para clarinete, lembrei-me imediatamente deste álbum fantástico, e pensei: “seria injusto não compartilhar essa preciosidade”.

Supremo entre os clarinetistas do século XX, Benny Goodman era tão versátil que sentia-se perfeitamente à vontade tocando o “Concerto para Clarinete” de Mozart ou passeando através de “Honeysuckle Rose” de Fat Waller. A participação de Béla Bartók, Leonard Bernstein, Aaron Copland, Morton Gould e Igor Stravinsky nesta gravação comprova alta estima destes pelo seu talento, e é uma merecida homenagem e um maravilhoso registro de sua espantosa maestria e domínio inigualável do instrumento. 

.oOo.

Compositions & Collaborations: Benny Goodman Collector’s Edition

Leornard Berstein
01 Prelude, Fugue And Riffs 7:47
Columbia Jazz Combo, Leonard Berstein

Aaron Copland
02 Concerto For Clarinet And String Orchestra (with Piano & Harp) 16:53
Columbia Symphony Orchestra, Aaron Copland

Igor Stravinsky
Ebony Concerto
03 I – Allegro Moderato 3:00
04 II – Andante 2:34
05 III – Moderato; Con Moto 3:40
Columbia Jazz Combo, Igor Stravinsky

Morton Gould
Derivations For Clarinet And Band
06 I – Warm-Up 3:06
07 II – Contrapuntal Blues 6:36
08 III – Rag 2:16
09 IV – Ride-Out 3:59
Columbia Jazz Combo, Morton Gould

Béla Bartók
Contrasts
10 I – Verbunkos (Recruiting Dance) 5:28
11 II – Pihenö (Relaxation) 4:29
12 III – Sebes (Fast Dance) 6:57
Joseph Szigeti, Violin
Béla Bartók, Piano

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Strava para Goodman: faz tudo direitinho, tá?
Strava e Goodman
Lenny para Goodman:
Lenny e Benny
Bartók para Goodman:
Bartók, Szigeti e Goodman

Marcelo Stravinsky

Igor Stravinsky (1882 -1971): Sinfonia dos Salmos e A História do Soldado

Igor Stravinsky (1882 -1971): Sinfonia dos Salmos e A História do Soldado

Stravinsky Philips A01133L 1

Pois bem. Eu não gosto da Sinfonia dos Salmos, mas amo A História do Soldado. A Sinfonia é uma peça para coro e orquestra escrita em 3 movimentos em 1930 para comemorar os 50 anos da Sinfônica de Boston. É neoclássica e sem graça, em minha opinião. Já A História do Soldado é de 1918. O que apresentamos é sua suíte para sete instrumentos, sem narrador. A obra trata da história fáustica do soldado que vende a própria alma, na forma de seu violino, ao Diabo. Ao descobrir a armadilha em que havia caído, ele passa a lutar de todas as formas para reaver seu instrumento. Resgatando o conteúdo medieval de Fausto, A História do Soldado nos mostra que na vida é possível fazer concessões, desde que não sejam fundamentais. Se vendermos o cerne, viramos “mortos-vivos”. A dificuldade está em discernir entre o que é dispensável e o que é vital. O registro tem regência do próprio Igor Strava.

Igor Stravinsky (1882 -1971): Sinfonia dos Salmos e A História do Soldado

1 Symphonie de Psaumes 21:27
Psalm 38 – Psalm 39 – Psalm 150
Columbia Symphony Orchestra
Igor Stravinsky, regência

2 L’Histoire du Soldat: suite 25:03
marche du soldat
airs by a stream
pastorale
marche royale
petit concert
3 dances: tango, valse, ragtime
danse du diable
grand choral
marche triomphale de diable

Músicos:
David Oppenheim, clarinete
Loren Glickman, fagote
Robert Nagel, trompete
Erwin Price, trombone
Alfred Howard, percussão
Alex Schneider, violino
Julius Levine, contrabaixo
Igor Stravinsky, regência

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Quem não fumou no século XX?
Quem não fumou no século XX?

PQP

Béla Bartók (1881-1945): Sonata for Solo Violin / Leoš Janáček (1854-1928): Violin Sonata / Claude Debussy (1862-1918): Violin Sonata / Serguei Prokofiev (1891-1953): Violin Sonata Nros 1 e 2 / Igor Fyodorovich Stravinsky (1882-1971): Divertimento

Béla Bartók (1881-1945): Sonata for Solo Violin / Leoš Janáček (1854-1928): Violin Sonata / Claude Debussy (1862-1918): Violin Sonata / Serguei Prokofiev (1891-1953): Violin Sonata Nros 1 e 2 / Igor Fyodorovich Stravinsky (1882-1971): Divertimento

cover

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Viktoria Mullova é um das preferências absolutas deste filho de Bach. Mas a sonoridade desta moscovita é coisa de louco.

A peça de Bartók é uma peça de Bartók, isto, é, é esplêndida e o mantém entre os 3 maiores Bs da música erudita, os quais permanecem como os maiores mesmo quando se usa todas as outras letras do alfabeto. Quem são os três? Ora, Bach, Brahms, Beethoven e Bartók.

A peça de Janáček é igualmente sensacional. Música bem eslava, sanguínea e cheia de surpresas e belas melodias, combinando perfeitamente com Bartók.

Depois a gente brocha. Debussy… Debussy… Debbie…, o que dizer? Claude, apesar do tremendo esforço que fez para movimentar-se no primeiro movimento, é um gordo. Portanto, é meio estático. Para piorar, é também extático. Bem, hoje faz um lindo dia e dizem que é o Dia do Beijo, o que significa que eu deveria ir para a rua ver o que consigo. (Mas, olha, foi das melhores coisas que já ouvi do gordo Debbie).

Prokofiev! Ah, Serguei é outro papo. Já de cara ele mostra quão fodão é naquele tranquilo Andante assai e no furioso Allegro brusco que o segue. Sem dúvida, é um cara que valoriza o contraste… Nós também detestamos o total flat, a gente gosta tanto dos mares piscininha quanto das descidas vertiginosas; afinal, os acidentes geográficos é o que faz a beleza da paisagem, né? As duas Sonatas de Prokofiev são notáveis.

Stravinsky… Sei que meus pares aqui no blog são admiradores do anão russo e adoro provocar, só que não dá, o cara é bão demais, raramente erra. Será que o gordo Debbie escreveu alguma coisa chamada “Divertimento”? Ele se divertia com o quê?

Bartók: Sonata for Solo Violin / Janáček: Violin Sonata / Debussy: Violin Sonata / Prokofiev: Violin Sonata Nros 1 e 2 / Stravinsky: Divertimento

CD 1
1. Bartok Sonata for Solo Violin – I. Tempo di ciaccona
2. Bartok Sonata for Solo Violin – II. Fuga. Risoluto, non troppo vivo
3. Bartok Sonata for Solo Violin – III. Melodia. Adagio
4. Bartok Sonata for Solo Violin – IV. Presto agitato

5. Janacek Violin Sonata – I. Con moto
6. Janacek Violin Sonata – II. Ballada. Con moto
7. Janacek Violin Sonata – III. Allegretto
8. Janacek Violin Sonata – IV. Adagio

9. Debussy Violin Sonata – I. Allegro vivo
10. Debussy Violin Sonata – II. Intermede. Fantasque et leger
11. Debussy Violin Sonata – III. Finale. Tres animé

CD 2
1. Prokofiev Violin Sonata No.1 in F minor, Op.80 – I. Andante assai
2. Prokofiev Violin Sonata No.1 in F minor, Op.80 – II. Allegro brusco
3. Prokofiev Violin Sonata No.1 in F minor, Op.80 – III. Andante
4. Prokofiev Violin Sonata No.1 in F minor, Op.80 – IV. Allegrissimo

5. Prokofiev Violin Sonata No.2 in D major, Op.94a – I. Moderato
6. Prokofiev Violin Sonata No.2 in D major, Op.94a – II. Scherzo. Presto
7. Prokofiev Violin Sonata No.2 in D major, Op.94a – III. Andante
8. Prokofiev Violin Sonata No.2 in D major, Op.94a – IV. Allegro con brio

9. Stravinsky Divertimento – I. Sinfonia
10. Stravinsky Divertimento – II. Danses suisses
11. Stravinsky Divertimento – III. Scherzo
12. Stravinsky Divertimento – IV. Pas de deux. Adagio – Variations – Coda

Viktoria Mullova: violin
Piotr Anderszewski: piano
Bruno Canino: piano

Recording:
June 1987, Utrecht (Bartók)
April 1989, London (Prokofiev No.2, Stravinsky)
July 1994, Forde Abbey, Chard, England (Janácek, Debussy, Prokofiev No.1)

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Mullova quando jovem: sei de vários que enlouqueceram.
Mullova quando jovem: sei de vários que enlouqueceram.

PQP

Igor Stravinsky (1882-1971): Pétrouchka e Le Sacre du Printemps – "A Sagração da Primavera"

Igor Stravinsky (1882-1971): Pétrouchka e Le Sacre du Printemps – "A Sagração da Primavera"

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Este é um daqueles CDs que você é obrigado a baixar, sentar e ouvir. Tudo é bom nessa gravação. É a música do mago Igor Stravinsky regida por um especialista no repertório da composição contemporânea, Pierre Boulez. As duas obras desse post são expressivas e estão inscritas naquele rol de composições mais importantes e marcantes da história da música, assim como a Nona de Beethoven ou a Sinfonia Leningrado de Shostakovich. Trata-se de peças que foram responsáveis por mudar o conceito de composição de música no século XX. A primeira, Pétrouchka, é a história sobre um fantoche tradicional russo, que é feito da palha e com um saco de serragem como corpo que acaba por tomar vida e ter a capacidade amar, uma história que se assemelha superficialmente àquela de Pinocchio. Já Le Sacre du Printemps ou “A Sagração da Primavera” é uma extravagância. Não uso o termo em sentido depreciativo. Quero apenas informar que a obra é um exagero de arrojo e perfeição. “A Sagração da Primavera” é largamente conhecida como uma das maiores, mais influentes e mais reproduzidas composições da história da música do Século XX sendo um ícone de toda música erudita por ter sido considerada a obra que marca o início do modernismo . Considera-se que ela inovou em quase todos os aspectos musicais correntes na época : estrutura rítmica, orquestração, timbrística, forma, harmonia, uso de dissonâncias, e particularmente uma valorização da percussão acima da harmonia e melodia como nunca tinha ocorrido antes. Desafiando bom número de regras e contestando tudo que se conhecia até então a obra causou um escândalo memorável na capital francesa, em que a plateia, diante de tanta revolução artística, não aceitava o que ouvia e via. A rejeição se reforçou pelas inovações de linguagem que Nijinsky incorporou à coreografia, valorizando movimentos “rústicos” inspirado em hierógrafos e pinturas em pedras de homens da caverna. Durante a apresentação não faltaram vaias, e o próprio Diaghilev chegou a acender as luzes da platéia numa tentativa de conter um pouco o caos que se instalou. Não tendo surtido muito efeito, a agitação continuou e marcou tanto a estreia que até hoje a peça é considerada uma das mais internacionalmente conhecidas e controversas obras na história da arte”.

A obra subdivide-se em duas partes principais:
1. A adoração da terra (8 seções);
2. O sacrifício (6 seções).

Por isso, não deixe de ouvir esse CD formidável. Bom deleite!

P.S. O texto acima é em sua maior parte extraído DAQUI e DAQUI

Igor Stravinsky (1882-1971) – Pétrouchka e Le Sacre du Printemps – “A Sagração da Primavera”

Pétrouchka
01. First Tableau
02. Second Tableau
03. Third Tableau
04. Fourth Tableau

Le Sacre du Printemps
05. Part 1 – L’Adoration de la Terre
06. Part 2 – Le Sacrifice

The Cleveland Orchestra
Pierre Boulez, regente

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Stravinsky mostrando suas armas
Stravinsky mostrando suas armas

Carlinus

Igor Stravinsky (1882-1971): Jeu de cartes, Agon, Orpheus

Igor Stravinsky (1882-1971): Jeu de cartes, Agon, Orpheus

A fase neoclássica de Stravinsky recebe aqui tratamento luxuoso. Todos os três balés deste disco são colaborações de Strava com o coreógrafo norte-americano George Balanchine. A música também é extreordinária. Agon (1953-54) é um balé para 12 dançarinos. Não tem história, apenas movimentos para duplas, trios e quartetos, etc.  Jeu de Cartes é mais antigo. É de 1936-37. Gosto muito. E Orpheus é de 1948 e é o mais grandioso do trio, sendo dividido em 12 partes e previsto para 30 dançarinos. A música é realmente boa, mas, por favor, nunca me convidem para assistir a um espetáculo de balé.

Igor Stravinsky (1882-1971): Jeu de cartes. Agon, Orpheus

1. Jeu de cartes (Card Game), ballet in ‘three deals’ for orchestra: Deal 1: Introduction – Pas d’action – Entry and Dance of the Joker
2. Jeu de cartes (Card Game), ballet in ‘three deals’ for orchestra: Deal 2: Introduction – March of the Hearts and Spades – Variations
3. Jeu de cartes (Card Game), ballet in ‘three deals’ for orchestra: Deal 3: Introduction – Waltz – Battle of the Spades and Hearts – Finale

4. Agon, ballet for 12 dancers & orchestra: Pas de quatre
5. Agon, ballet for 12 dancers & orchestra: Double pas de quatre
6. Agon, ballet for 12 dancers & orchestra: Triple pas de quatre
7. Agon, ballet for 12 dancers & orchestra: Prelude
8. Agon, ballet for 12 dancers & orchestra: First Pas de trois: Sarabande – step –
9. Agon, ballet for 12 dancers & orchestra: First Pas de trois: Gaillarde –
10. Agon, ballet for 12 dancers & orchestra: First Pas de trois: Coda
11. Agon, ballet for 12 dancers & orchestra: Interlude
12. Agon, ballet for 12 dancers & orchestra: Second Pas de trois: Bransle Simple –
13. Agon, ballet for 12 dancers & orchestra: Second Pas de trois: Bransle Gay –
14. Agon, ballet for 12 dancers & orchestra: Second Pas de trois: Bransle Double
15. Agon, ballet for 12 dancers & orchestra: Interlude
16. Agon, ballet for 12 dancers & orchestra: Pas de deux
17. Agon, ballet for 12 dancers & orchestra: Coda
18. Agon, ballet for 12 dancers & orchestra: Four Duos
19. Agon, ballet for 12 dancers & orchestra: Four Trios

20. Orpheus, ballet in 3 scenes for orchestra: Scene 1: Orpheus weeps for Eurydice – Air de danse – Dance of the Angel of Death – Interlude
21. Orpheus, ballet in 3 scenes for orchestra: Scene 2: Pas des Furies – Air de danse – Interlude – Air de danse (conclusion) – Pas d’act
22. Orpheus, ballet in 3 scenes for orchestra: Scene 3: Apotheosis of Orpheus

BBC Scottish Orchestra
Ilan Volkov

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Stravinsky jogando cartas, ora. Não tem 'Jeu de Cartes' neste CD?
Stravinsky jogando cartas, ora. Não tem ‘Jeu de Cartes’ neste CD?

PQP

Igor Stravinsky (1882-1971): Pulcinella – Ballet avec chante en un acte, Suite No. 1 e Suite No. 2

Igor Stravinsky (1882-1971): Pulcinella – Ballet avec chante en un acte, Suite No. 1 e Suite No. 2

IM-PER-DÍ-VEL !!!

A Suite Pulcinella, com sua elegância e originalidade, é o coroamento da fase em que Stravinsky permaneceu retirado em seu refúgio na Suíça, quando dedicou-se particularmente à criação de uma grande e inspirada série de obras de câmara. Isto se deu um ano antes de sua mudança para Paris. Terminada a 20 de abril de 1920 e estreada com enorme sucesso a 15 de maio do mesmo ano, Pulcinella nasceu não só da encomenda de Sergei Diaghilev para o seu balé russo, mas foi também a realização, para Stravinsky, de um antigo sonho de trabalhar com Picasso, com quem há muito se identificava esteticamente. Já de seus encontros com o genial pintor espanhol nos idos de 1917, em Roma e Nápoles (onde Stravinsky estivera para reger Pássaro de Fogo e Fogos de Artifício com o balé russo), nascera o acordo entre os dois de trabalharem juntos no resgate de antigas aquarelas italianas para o palco das “commedia dell”arte” renascentistas. A encomenda de Diaghilev vinha de encontro a uma fase em que Stravinsky se ocupava intensamente com música antiga. Diaghilev sabia disso e não perdeu a oportunidade de se aproveitar destas condições favoráveis ao descobrir, em Nápoles e Londres, a música de Giovanni Battista Pergolesi (1710-1736), que o encantou e seduziu. A ela juntou o texto escolhido de um compêndio composto por várias comédias do folclore napolitano, manuscrito datado de 1700 e encontrado em Nápoles, do qual foram excluídos os nomes dos autores. O texto chamava-se Os Quatro Pulcinellas Iguais e contava a história de Pulcinella, um rapaz aventureiro, amado por todas as moças do lugar e odiado pelos noivos destas. Então três destes enciumados rapazes se fantasiaram de Pulcinella e se apresentaram às suas noivas como tal, aproveitando-se da situação para atacar e se ver livre do que eles achavam ser o verdadeiro Pulcinella. Só que aquele que eles deixam estirado no chão como morto, pensando com isto terem se livrado de seu rival, não era outro senão um sósia que Pulcinella colocara em seu lugar ao perceber toda a trama. Pulcinella, então, fantasia-se de mágico, faz uma cena como que ressuscitando o morto e acaba casando os três noivos com três das noivas, tomando para si próprio a Pimpinella como mulher, a quem ele queria. Para o balé de oito cenas, Stravinsky escreveu 15 números musicais, que contaram não só com a sua genialidade, mas também com a de Picasso – que se encarregou dos cenários e dos costumes, a de Massine, responsável pela coreografia, e a de Diaghilev, dirigindo o balé russo. A Suite Pulcinella é uma forma concertante, portanto reduzida, do balé, a qual teve sua revisão definitiva em 1949. A fonte pode ser encontrada AQUI. Aparecem ainda as Suítes números 1 e 2. É ouvir e se deleitar com essa maravilha.

Igor Stravinsky (1882-1971) – Pulcinella – Ballet avec chante en un acte, Suite No. 1 e Suite No. 2

Pulcinella – Ballet avec chante en un acte*
01. Overture
02. Mentre l’erbetta pasce l’agnella
03. Contento forse vivere
04. Con queste paroline
05. Sento dire no’nce pace
06. Una te falan zemprece
07. Se tu m’ami
08. Gavotta
09. Variation 1
10. Variation 2
11. Pupillette fiammette

Suite No. 1
12. Andante
13. Napolitana
14. Española
15. Balalaïka

Suite No. 2
16. Marche
17. Valse
18. Polka
19. Galop

Northen Sinfonia Orchestra
Simon Rattle, regente
*Jennifer Smith, soprano
*John Fryatt, tenor
*Malcolm King, baixo

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Eu também já fui jovem, Rattle
Eu também já fui jovem, Rattle

Carlinus (revalidado por PQP)