Antonio Vivaldi (1678-1741): Amor Profano / Amor Sacro

Antonio Vivaldi (1678-1741): Amor Profano / Amor Sacro

REPOSTAGEM IM-PER-DÍ-VEL !!! 

Um par de CDs de excelentes árias de Vivaldi. Um dedicado às profanas, outro às sacras. O álbum inclui uma série de gravações inéditas e, assim, contribui para a descoberta do compositor. Mas o que interessa é que as gravações são alegria pura, levada com grande competência. A música tem ritmo, belas melodias e extrema energia. Kermes, Marcon e a Orquestra Barroca de Veneza são de tirar o fôlego.

Antonio Vivaldi (1678-1741): Amor Profano / Amor Sacro


Amor Profano

1. L’Olimpiade / Act 2 – Siam navi all’onde 6:46
2. La fede tradita e vendicata (RV 712) – Sin nel placido soggiorno 7:43
3. Vivaldi: Orlando furioso RV 728 / Act 2 – Ah fuggi rapido 2:28
4. Tito Manlio / Act 3 – Non m’afflige il tormento di morte 4:06
5. Semiramide (RV 733) – Quegl’ occhi luminosi 5:06
6. Il Tigrane / Act 2 – Squarciami pure il seno 3:21
7. Catone in Utica / Act 1 – Se in campo armato 6:28
8. Il Bajazet (Il Tamerlano) / Sinfonia – 1. [without tempo indication] 2:22
9. Il Bajazet (Il Tamerlano) / Sinfonia – 2. Andante molto 2:39
10. Il Bajazet (Il Tamerlano) / Sinfonia – 3. Allegro 0:56
11. Griselda – dramma per musica – Agitata da due venti 5:31
12. Tito Manlio / Act 3 – Dopo sì rei disastri 1:39
13. La verità in cimento / Act 1 – Amato ben tu sei la mia speranza 7:25
14. Tito Manlio / Act 2 – Combatta un gentil cor 4:34
15. La farfalletta 6:47
16. Il Giustino / Act 3 – Or che cinto ho il crin d’alloro 3:36

Simone Kermes
Venice Baroque Orchestra
Andrea Marcon

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Amor sacro

1. 1. In furore iustissimae (Allegro) – 1. In furore iustissimae (Allegro) 5:10
2. 2. Miserationum Pater (Recitativo) – 2. Miserationum Pater (Recitativo) 0:59
3. 3. Tunc meus fletus (Largo) – 3. Tunc meus fletus (Largo) 7:42
4. 4. Alleluia (Allegro) – 4. Alleluia (Allegro) 1:31
5. Larghetto “Nulla in mundo pax sincera” – Larghetto “Nulla in mundo pax sincera” 7:25
6. Recitativo “Blando colore oculos mundus decepit” – Recitativo “Blando colore oculos mundus decepit” 1:14
7. Allegro (Aria) “Spirat anguis inter flores” – Allegro (Aria) “Spirat anguis inter flores” 3:10
8. Allegro “Alleluia” – Allegro “Alleluia” 1:59
9. Allegro (Aria) “In turbato mare irato” – Allegro (Aria) “In turbato mare irato” 6:49
10. Recitativo “Splende serena, o lux amata” – Recitativo “Splende serena, o lux amata” 0:56
11. Largetto (Aria) “Resplende, bella divina stella” – Largetto (Aria) “Resplende, bella divina stella” 7:44
12. Allegro “Alleluia” – Allegro “Alleluia” 2:12
13. Allegro non molto (Aria) “Sum in medio tempestatum” – Allegro non molto (Aria) “Sum in medio tempestatum” 7:37
14. Recitativo “Quid ergo faciam, infelix anima” – Recitativo “Quid ergo faciam, infelix anima” 1:02
15. Largo (Aria) “Semper maesta, sconsolata” – Largo (Aria) “Semper maesta, sconsolata” 8:21
16. Allegro “Alleluia” – Allegro “Alleluia” 3:02

Simone Kermes
Venice Baroque Orchestra
Andrea Marcon

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Simone Kermes
Simone Kermes

PQP

Antonio Vivaldi (1678-1741): Concertos para Viola d`Amore

Antonio Vivaldi (1678-1741): Concertos para Viola d`Amore

Não chega a ser um disco de levantar poeira, mas que entra no barracão no Andante do Concerto RV 396, por exemplo. Pois vocês conhecem Vivaldi — o padre vem na banguela e de repente engata a marcha e só vai e a gente acaba feliz. É o que acontece aqui. A Orchestra Of The Age Of Enlightenment, dirigida e solada por Catherine Mackintosh, formam um extraordinário conjunto, sempre competente e feliz, dentro espírito do veneziano.

A viola d’amore é um instrumento musical de cordas friccionadas. Tem 6 ou 7 cordas simpáticas, o que a faz ter de 12 a 14 cordas no total, e foi usado sobretudo no período barroco. É tocada sob o queixo do mesmo modo que o violino. O instrumento foi especialmente popular no final do século XVII, embora um especialista em viola de amor fosse raro, já que era costume um músico profissional tocar uma série de instrumentos, particularmente da família do instrumento principal desse músico. Mais tarde, o instrumento caiu em desuso, com o volume e pujança da família do violino a serem preferidos face à delicadeza e suavidade da família da viola. Todavia, houve interesse renovado pela viola d’amore no século XX: os violistas Henri Casadesus e Paul Hindemith tocaram ambos viola de amor no início do século XX, e o compositor de bandas sonoras Bernard Herrmann fez uso dela em várias obras. De notar que, tal como outros instrumentos da família do violino, a moderna viola d’amore foi alterada em estrutura face à versão do Barroco, sobretudo para suportar a tensão adicional das cordas metálicas. Leoš Janáček planeou usar a viola d’amore no seu quarteto de cordas n.º 2, “Cartas Íntimas”. O uso do instrumento era simbólico, pela natureza da sua relação com Kamila Stösslová, relação essa que inspirou a obra. Porém, a versão com a viola d’amore veio a ser impraticável nos ensaios e Janáček adaptou a obra para uma viola convencional. O bailado Romeu e Julieta de Sergei Prokofiev tem uma viola de amor.

Antonio Vivaldi (1678-1741): Concertos para Viola d`Amore

Concerto In D Major, RV 392 (11:12)
1 Allegro 4:28
2 Largo 3:25
3 Allegro 3:19

Concerto In D Minor, RV 395 (14:02)
4 Allegro 4:20
5 Andante 1:55
6 Allegro 3:47
7 Largo 4:00

Concerto In D Minor, RV 393 (9:39)
8 Allegro 3:35
9 Largo 2:26
10 Allegro 3:38

Concerto In A Minor, RV 397 (10:35)
11 Allegro 3:59
12 Largo 3:11
13 Allegro 3:25

Concerto In D Minor, RV 394 (9:53)
14 Allegro 4:23
15 Largo 1:56
16 Allegro 3:34

Concerto In A Major, RV 396 (10:47)
17 Allegro 3:21
18 Andante 4:03
19 Allegro 3:23

Orchestra – Orchestra Of The Age Of Enlightenment
Viola d’Amore, Soloist, Directed By – Catherine Mackintosh

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Antonio Vivaldi (1678-1741): 6 Sonatas para Violino, Op. 2, Nos. 1-6

Antonio Vivaldi (1678-1741): 6 Sonatas para Violino, Op. 2, Nos. 1-6

As atraentes Sonatas para Violino Op. 2 de Vivaldi eram extremamente populares em sua época. Foram muito publicadas e rearranjadas para outras combinações de instrumentos. As seis primeiras são apresentados aqui em sua forma original pela excelente Elizabeth Wallfisch, elegantemente apoiada por Richard Tunnicliffe e Malcolm Proud. O disco é bom em razão dos excelentes instrumentistas. Não fiquei muito entusiasmado pelo repertório.

Antonio Vivaldi (1678-1741): 6 Sonatas para Violino, Op. 2, Nos. 1-6

1. Sonata for violin & continuo in G minor, Op. 2/1, RV 27: Preludio: Andante
2. Sonata for violin & continuo in G minor, Op. 2/1, RV 27: Giga: Allegro
3. Sonata for violin & continuo in G minor, Op. 2/1, RV 27: Sarabanda: Largo
4. Sonata for violin & continuo in G minor, Op. 2/1, RV 27: Corrente: Presto

5. Sonata for violin & continuo in A major, Op. 2/2, RV 31: Preludio a capriccio – Presto
6. Sonata for violin & continuo in A major, Op. 2/2, RV 31: Corrente: Allegro
7. Sonata for violin & continuo in A major, Op. 2/2, RV 31: Adagio
8. Sonata for violin & continuo in A major, Op. 2/2, RV 31: Giga: Allegro
9. Sonata for violin & continuo in A major, Op. 2/2, RV 31: Pastorale ad libitum

10. Sonata for violin & continuo in D minor, Op. 2/3, RV 14: Preludio: Andante
11. Sonata for violin & continuo in D minor, Op. 2/3, RV 14: Corrente: Allegro
12. Sonata for violin & continuo in D minor, Op. 2/3, RV 14: Adagio
13. Sonata for violin & continuo in D minor, Op. 2/3, RV 14: Giga: Allegro

14. Sonata for violin & continuo in F major, Op. 2/4, RV 20: Andante
15. Sonata for violin & continuo in F major, Op. 2/4, RV 20: Allemanda: Allegro
16. Sonata for violin & continuo in F major, Op. 2/4, RV 20: Sarabanda: Andante
17. Sonata for violin & continuo in F major, Op. 2/4, RV 20: Corrente: Presto

18. Sonata for violin & continuo in B minor, Op. 2/5, RV 36: Preludio: Andante
19. Sonata for violin & continuo in B minor, Op. 2/5, RV 36: Corrente: Allegro
20. Sonata for violin & continuo in B minor, Op. 2/5, RV 36: Giga: Presto

21. Sonata for violin & continuo in C major, Op. 2/6, RV 1: Preludio: Andante
22. Sonata for violin & continuo in C major, Op. 2/6, RV 1: Allemanda: Presto
23. Sonata for violin & continuo in C major, Op. 2/6, RV 1: Giga: Allegro

Elizabeth Wallfisch (violin)
Richard Tunnicliffe (cello)
Malcolm Proud (harpsichord)

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Elizabeth Wallfisch exibe seu belo sorriso na Sala de Imanência e Transcendência da Sede de Gala da PQP Bach Corporation

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A Família das Cordas: Antonio Vivaldi (1678-1741) – Concertos para viola d’amore – Rachel Barton Pine

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Começamos pelos mais velhos, seguimos pela primogênita vítima de bullying, passamos pelo pequeno notável, pelo robusto e pelo brutamontes.

Terminamos?

Claro que não!

Continuamos nossa minissérie sobre a família das cordas abordando aqueles primos afastados, meio esquecidos, de quem quase nunca se ouve falar e dos quais, apesar de nos parecerem esquisitos, sempre tem quem goste.

viola d’amore já tinha quase saído de voga quando Vivaldi escreveu estes concertos que hoje são o cerne de seu repertório. Suas seis a sete cordas tocadas com o arco, e outras tantas ressonando por simpatia sob elas, garantem-lhe um timbre rico e algo, digamos, anasalado, que foi gradualmente preterido em favor daquele mais brilhante do violino.

Em primeiro plano, as sete cordas principais da viola d'amore, que são tocadas com o arco. Sob elas, as sete cordas que ressoam por simpatia.
Em primeiro plano, as sete cordas principais da viola d’amore, que são tocadas com o arco. Sob elas, as sete cordas que ressoam por simpatia.

A violinista Rachel Barton Pine, uma apaixonada pela viola d’amore, esperou muito tempo para finalmente por suas mãos num desses instrumentos, como conta nessa entrevista (em inglês). Depois de muito estudo, e de breves experimentos com o repertório, que incluíram alguns bis de viola d’amore em recitais dedicados ao violino, ela resolveu estrear com a gravação que ora lhes apresento, lançada no mês passado. A discografia desses concertos de Vivaldi, que já contava com ótimas versões de Fabio Biondi e Catherine Mackintosh, enriqueceu sobremaneira com este CD, particularmente pelo adorável, elegante uso que Pine faz do rubato.

VIVALDI – THE COMPLETE VIOLA D’AMORE CONCERTOS
RACHEL BARTON PINE – ARS ANTIQUA

Antonio Lucio VIVALDI (1678-1741)

Concerto em Ré maior para viola d’amore, orquestra de cordas e baixo-contínuo, RV 392
01 – Allegro
02 – Largo
03 – Allegro

Concerto em Ré menor para viola d’amore, orquestra de cordas e baixo-contínuo, RV 393
04 – Allegro
05 – Largo
06 – Allegro

Concerto em Fá maior para viola d’amore, orquestra de cordas e baixo-contínuo, RV 97
07 – Largo – Allegro
08 – Largo
09 – Allegro

Concerto em Ré menor para viola d’amore, orquestra de cordas e baixo-contínuo, RV 394
10 – Allegro
11 – Largo
12 – Allegro

Concerto em Ré menor para viola d’amore, orquestra de cordas e baixo-contínuo, RV 395
13 – Allegro
14 – Andante
15 – Allegro

Concerto em Lá maior para viola d’amore, orquestra de cordas e baixo-contínuo, RV 396
16 – Allegro
17 – Andante
18 – Allegro

Concerto em Lá menor para viola d’amore, orquestra de cordas e baixo-contínuo, RV 397
19 – Vivace
20 – Largo
21 – Allegro

Concerto em Ré menor para viola d’amore, alaúde, orquestra de cordas e baixo-contínuo, RV 540*
22 – Allegro
23 – Largo
24 – Allegro

Rachel Barton Pine, viola d’amore
*Hopkinson Smith
, alaúde
Ars Antiqua

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Vassily Genrikhovich

Rachel e seu instrumento: "amore" antigo.
Rachel e seu instrumento: “amore” antigo.

 

Music for Trumpets and Strings from the Italian Baroque

Music for Trumpets and Strings from the Italian Baroque

Um excelente disco do tempo em que Alison Balsom ainda não era a grande estrela que é hoje – com total merecimento. Até meados do século XVII, o trompete era essencialmente um instrumento cerimonial, tocado por soldados e atendentes da corte. Era normalmente utilizado em bandas de trompetes e bateria, nas quais fanfarras e músicas populares eram tocadas. No entanto, compositores alemães como Michael Praetorius e Heinrich Schütz começaram a experimentar o uso de trompetes em concertos por volta de 1620, e logo após 1650 os compositores começaram a escrever muitas peças para uma ou duas trombetas com órgão e com cordas e continuo. Este é o repertório que é explorado neste disco. Pensa-se normalmente que as primeiras sonatas da trompete foram escritas em Bolonha. E, com efeito, as primeiras sonatas de trompete impressas foram publicadas em 1665 por Maurizio Cazzati, maestro di capella em San Petronio, em Bolonha. No entanto, existem sonatas para trompete em manuscritos nas bibliotecas do norte da Europa que são mais antigas. Um exemplo disso é a sonata do compositor e cantor romano Alessandro Melani. Ela pode ser encontrada em manuscritos de Uppsala, na Suécia, provavelmente copiada nas décadas de 1680 ou 90, embora uma versão mais curta para uma única trombeta em um manuscrito de Oxford possa remontar à metade do século.

Music for Trumpets and Strings from the Italian Baroque

Sonata a 6 in D major[5’43] Ferdinando Lazzari (1678-1754)
1 Presto e spicco[1’58]
2 Grave[0’35]
3 Canzona[0’59]
4 Grave[0’31]
5 Presto[1’40]

6 Sonata a 4 in G minor ‘La sampiera'[3’36]Maurizio Cazzati (1620-1677)

Sonata a 5 in D major Op 3 No 10[5’29] Andrea Grossi (1680-1690)
7 Vivace[1’11]
8 Adagio[2’06]
9 Grave[0’59]
10 Presto[1’13]

Sonata a 5 in D major[4’08] Giuseppe Maria Jacchini (c1663-1727)
11 Grave – Allegro[1’08]
12 Grave[0’38]
13 Allegro[1’06]
14 Grave – Allegro[1’16]
15 Sonata in A minor ‘La sassatelli’ Op 5 No 10[3’06]Giovanni Vitali (1632-1692)

Sonata a 5 in C major[10’19] Alessandro Melani (1639-1703)
16 Adagio – Allegro[2’01]
17 Allegro[3’14]
18 Canzona – Grave[2’42]
19 Vivace[2’22]
20 Sonata in E minor Op 10 No 17[5’15]Giovanni Legrenzi (1626-1690)

Il barcheggio[6’01] Alessandro Stradella (1639-1682)

21 Sinfonia in D major Movement 1: [Allegro][0’56]
22 Sinfonia in D major Movement 2: Andante[2’13]
23 Sinfonia in D major Movement 3: Allegro ma non troppo[1’16]
24 Sinfonia in D major Movement 4: Allegro[1’36]

Sonata a 5 in D major G7[5’23] Giuseppe Torelli (1658-1709)
25 Grave – Allegro[1’02]
26 Adagio[1’26]
27 Allegro[1’11]
28 Grave – Allegro[1’44]

Sonata a 4 No 1 in F minor[5’46] Alessandro Scarlatti (1660-1725)
29 Grave[0’51]
30 Allegro[1’38]
31 Larghetto[2’09]
32 Allemanda[1’08]

Concerto in C major RV537[6’41] Antonio Vivaldi (1678-1741)
33 Vivace[2’52]
34 Largo[0’33]
35 Allegro[3’16]

Crispian Steele-Perkins (trumpet)
Alison Balsom (trumpet)
The Parley of Instruments

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Vocês pensam que Vermeer não gostava de trompete?

PQP

Vivaldi (1678-1741): Concerti – Orchestra of the Age of Enlightenment

Vivaldi (1678-1741): Concerti – Orchestra of the Age of Enlightenment

 

Antonio Vivaldi

Concertos

 

A combinação de uma orquestra especializada em música barroca ou clássica, tocando sem regente em instrumentos de época, uma coleção magnífica e variada de concertos de Vivaldi, exibindo a criatividade do Padre Vermelho, gera grande expectativa para um excelente álbum. Ao final, você dirá…

A música de Veneza até uma geração antes de Vivaldi concentrava-se na Basílica de São Marco, onde músicos com Monteverdi e Legrenzi deram continuidade à tradição estabelecida por Andrea e Giovanni Gabrieli. Com Vivaldi, a referência passou a ser os orfanatos com suas orquestras formadas pelas órfãs que eram exímias instrumentistas, principalmente o Ospedale della Pietà.

A música que Vivaldi produziu neste ambiente e que organizou em várias coleções que foram publicadas em Amsterdam entre 1711 e 1729, influenciou a música em todos os grandes centros da Europa. Em Paris, em Dresden, onde estava Georg Johann Pisendel, na Corte de Weimar, com o entusiasmado jovem Johann Sebastian Bach, grande admirador de Vivaldi. Também em Londres, Praga e Viena.

Proteo

O disco traz uma coleção que ilustra bem a razão de tal influência. Começa com uma versão expandida do Concerto ‘Il Proteo o sia il mondo al rovescio’, para grande combinação de instrumentos. A alusão ao deus grego se deve a sua capacidade de assumir diferentes formas. Na versão original, os solos para violino e violoncelo são tais que podem ser tocados tanto por um quanto pelo outro solista.

A coleção tem alguns concertos para um instrumento solista. Há um concerto para oboé, um para violoncelo e um para flauta, intitulado ‘La Notte’, que especialmente bonito. Este concerto existe em uma versão para concerto de câmera e foi reescrito nesta forma estendida, para flauta transversa, para fazer parte da coleção publicada como o Opus 10. Além disso, é um típico concerto programático, em seis partes, algumas com títulos como ‘Fantasmi’ e ‘Il sonno’.

Os outros concertos do programa são do tipo ‘multi instrumenti’ ou concerto duplo, como o concerto para duas trompas, RV 539.

O concerto para alaúde e viola d’amore, que encerra o disco, era particularmente caro ao compositor, que gostava da viola d’amore, cujo som aqui é combinado ao do alaúde lindamente.

Enfim, um disco primoroso no qual os membros da orquestra se fazem solistas na medida em que os concertos demandam, com a produção cuidadosa da gravadora Linn, para alegrar os amantes da música barroca, e além!

Antonio Vivaldi (1678-1741)

Concerto em fá maior para duas flautas, dois oboés, violino, violoncelo e cravo – ‘Il Proteo o sia il mondo al rovescio’, RV 572
  1. Allegro
  2. Largo
  3. Allegro
Concerto em ré menor para oboé e cordas, RV 454
  1. Allegro
  2. Largo
  3. Allegro
Concerto em ré menor para duas flautas doces, dois oboés, fagote e dois violinos, RV 566
  1. Allegro assai
  2. Largo
  3. Allegro
Concerto em fá maior para duas trompas, RV 539
  1. Allegro
  2. Larghetto
  3. Allegro
Concerto em sol maior para violoncelo, RV 413
  1. Allegro
  2. Largo
  3. Allegro
Concerto de câmera em sol menor para flauta, oboé, fagote, violino e contínuo, RV 107
  1. Allegro
  2. Largo
  3. Allegro
Concerto em sol menor para flauta – ‘La Notte’, RV 439
  1. Largo – Allegro – Largo – Allegro
  2. Largo
  3. Allegro
Concerto em ré menor para alaúde e viola d’amore, RV 540
  1. Allegro
  2. Largo
  3. Allegro
Lisa Beznosiuk & Neil McLaren, flautas
Anthony Robson & James Eastway, oboés
Margaret Faultless & Alison Bury, violinos
David Watkin, violoncelo
Paul Nicholson & John Toll, cravos
Catherine Latham & Emma Murphy, flautas doces
Andrew Watts, fagote
Andrew Clark & Roger Montgomery, trompas
Elizabeth Kenny, tiorba e alaúde
Catherine Mackintosh, viola d’amore

Gravado no Abbey Studio, Londres, julho de 1999

Produção: Ben Turner

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FLAC | 368 MB

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MP3 | 320 KBPS | 191 MB

Veja como termina uma crítica sobre este disco: Talvez uma das melhores coisas sobre esta coleção é sua flexibilidade rítmica. Não há a menor sombra aqui do estereótipo ‘máquina de costura barroca’!

Aproveitem!

René Denon

Antonio Vivaldi (1678-1741) – Il Progetto Vivaldi 3 – Sol Gabetta, Andres Gabetta, Capella Gabetta

Demorou, mas finalmente estou concluindo esta saga da Sol Gabetta tocando Vivaldi. Peço desculpas, a vida da gente é sempre uma correria, e eu tinha certeza de que tinha concluido esse ‘Il Progetto Vivaldi’.
Sempre acompanhada do irmão Andres e do pequeno conjunto de câmara que montou para este projeto, a ‘Capella Gabetta’, Sol Gabetta continua a nos brindar com todo o seu talento e versatilidade, sem temer se expor. Vale conferir.
Final de ano chegando, e nossa, como esse ano passou rápido, tanta coisa aconteceu, e sei lá o que ainda vem pela frente. A vida da gente é um nada no mundo, é uma gota, um lamento,  citando o saudoso Gonzaguinha. Felizmente temos a música para nos animar, e nos levar adiante.
Ah, peço a sua atenção para ler o booklet, pois Gabetta não toca apenas Vivaldi aqui. Temos alguns outros compositores contemporâneos do veneziano, porém não tão conhecidos, como o incrível Giovanni Benedetto Platti, que conheci há pouco tempo, e que me agradou bastante.

Antonio Vivaldi
01. Concerto for Violoncello and Orchestra in A Minor, RV 422 I. Allegro
02. Concerto for Violoncello and Orchestra in A Minor, RV 422 II. Largo
03. Concerto for Violoncello and Orchestra in A Minor, RV 422 III. Allegro

Giovanni Benedetto Platti (1697-1763)
04. Concerto for Violoncello and Orchestra in C major, WD 646 I. Allegro
05. Concerto for Violoncello and Orchestra in C major, WD 646 II.
06. Concerto for Violoncello and Orchestra in C major, WD 646 III. Presto

Antonio Vivaldi (1678-1741)
07. Concerto for 2 Mandolins and Orchestra in G major, RV 532 (adapted for Violin, Violoncello and Orchestra) I. Allegro
08. Concerto for 2 Mandolins and Orchestra in G major, RV 532 (adapted for Violin, Violoncello and Orchestra) II. Andante
09. Concerto for 2 Mandolins and Orchestra in G major, RV 532 (adapted for Violin, Violoncello and Orchestra) III. Allegro

Andrea Zani (1696-1757)
10. Concerto for Violoncello and Orchestra in A minor, WD 789 I. Allegro
11. Concerto for Violoncello and Orchestra in A minor, WD 789 II. Larghetto
12. Concerto for Violoncello and Orchestra in A minor, WD 789 III. Allegro

Antonio Vivaldi (1678-1741)
13. Concerto for Violoncello and Orchestra in F major, RV 411 I. Allegro
14. Concerto for Violoncello and Orchestra in F major, RV 411 II. Largo
15. Concerto for Violoncello and Orchestra in F major, RV 411 III. Allegro molto

Giovanni Benedetto Platti (1697-1763)
16. Concerto for Violoncello and Orchestra in C minor, WD 669 I. Adagio e staccato. Allegro
17. Concerto for Violoncello and Orchestra in C minor, WD 669 II. Largo
18. Concerto for Violoncello and Orchestra in C minor, WD 669 III. Presto

Antonio Vivaldi (1678-1741)
19. Concerto for Violoncello and Orchestra in D major, RV 404 I. Allegro
20. Concerto for Violoncello and Orchestra in D major, RV 404 II. Adagio affetuoso
21. Concerto for Violoncello and Orchestra in D major, RV 404 III. Allegro vivace

Fortunato Chelleri (1687-1757)
22. Concerto for Violoncello and Orchestra in G major I. Adagio staccato. Tempo giusto
23. Concerto for Violoncello and Orchestra in G major II. Andante e spuntato
24. Concerto for Violoncello and Orchestra in G major III. Allegro

Sol Gabetta – Cello
Cappela Gabetta
Andres Gabetta – Violin, Konzertmeister

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Antonio Vivaldi (1678-1741) – Il Progetto Vivaldi 2 – Sol Gabetta, Andres Gabetta, Capella Gabetta

Como diria o velho filósofo do futebol, uma coisa é uma coisa, outra coisa, é outra coisa completamente diferente (não sei se essa é a frase correta, mas o sentido é o mesmo). Me utilizo desta expressão para de certa forma discordar do grande Igor Stravinsky que em determinado momento de sua vida teria declarado que Vivaldi compôs a mesma obra centenas de vezes. Não tenho certeza se ele realmente falou isso, e em que contexto, mas se formos aplicá-la a estes concertos para violoncelo  até poderíamos entendê-la. Com isso, não estou afirmando que ele compôs a mesma obra (e jamais faria tal afirmação), e sim que elas são semelhantes, porém totalmente diferentes.

Quatro anos após o lançamento do primeiro CD, Sol Gabetta retornou aos Concertos de Vivaldi em 2011, desta vez acompanhada por seu irmão, Andres, que também dirige o Conjunto ‘Capella Gabetta´. E claro que aqui qualquer semelhança não é mera coincidência. Enfim, neste segundo CD, ela demonstra uma maior maturidade artística, e nos brinda com um delicioso repertório, e uma lufada de ar fresco na interpretação. Como bem observou um cliente da amazon, ‘Sol Gabetta has found a refreshing energetic approach to Vivaldi which is the perfect match to the instrumental strengths of camera Gabetta. Strongly recommend for shear exuberance and clarity of instrument voicing .’

Altamente recomendado, com certeza. Em alguns dias, trago o terceiro CD.

Ah, não posso esquecer de avisar: neste CD o clã Gambetta também interpreta obras de outros dois compositores contemporâneos de Vivaldi: Leonardo Leo e Giovanni Benedetto Platti.

1 Concerto for Violoncello and Orchestra, RV 423: I. Allegro
2 Concerto for Violoncello and Orchestra, RV 423: II. Largo
3 Concerto for Violoncello and Orchestra, RV 423: III. Allegro
4 Concerto for Violoncello and Orchestra, RV 416: I. Allegro
5 Concerto for Violoncello and Orchestra, RV 416: II. Adagio
6 Concerto for Violoncello and Orchestra, RV 416: III. Allegro
7 Concerto for Violoncello and Orchestra, RV 420: I. Andante
8 Concerto for Violoncello and Orchestra, RV 420: II. Adagio
9 Concerto for Violoncello and Orchestra, RV 420: III. Allegro
10 Sonata for Violoncello and Basso continuo, RV 42: I. Preludio. Largo
11 Sonata for Violoncello and Basso continuo, RV 42: II. Allemanda. Andante
12 Sonata for Violoncello and Basso continuo, RV 42: III. Sarabanda. Largo
13 Sonata for Violoncello and Basso continuo, RV 42: IV. Giga. Allegro
14 Concerto for Violoncello and Orchestra in D major: I. Andantino grazioso
15 Concerto for Violoncello and Orchestra in D major: II. Con bravura
16 Concerto for Violoncello and Orchestra in D major: III. Larghetto, con poco moto
17 Concerto for Violoncello and Orchestra in D major: IV. Allegro di molto
18 Concerto for Violoncello and Orchestra in D major: V. Fuga
19 Concerto for Violoncello and Orchestra in D minor, Op. 657: I. Non tanto allegro
20 Concerto for Violoncello and Orchestra in D minor, Op. 657: II. Adagio
21 Concerto for Violoncello and Orchestra in D minor, Op. 657: III. Alla breve. Fuga

Sol Gabetta -Cello
Capella Gabetta
Andres Gabetta

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Antonio Vivaldi (1678-1741): Amor Profano – Árias

Antonio Vivaldi (1678-1741): Amor Profano – Árias

Um bonito disco com a extraordinária Simone Kermes e grupo. É maravilhoso que os trabalhos vocais de Vivaldi estejam gradualmente ganhando exposição, porque realmente são um tesouro de música absolutamente maravilhosa e Kermes é uma de suas mais recentes evangelistas. Amor Profano é a continuidade do projeto que começou com o esplêndido álbum Amor Sacro que Kermes também gravou com Marcon e sua Orquestra Barroca de Veneza. Claro, ao contrário de Amor Sacro, este disco tem repertório não litúrgico, mas mundano, retirado de várias óperas. São momentos dramáticos e bem acessíveis de Vivaldi.

Antonio Vivaldi (1678-1741): Amor Profano: Arias

1 L’Olimpiade, RV 725 – Siam Navi All’Onde 6:46
2 La Fede Tradita E Vendicata, RV 712 – Sin Nel Placido Soggiorno
Cello – Francesco Galligioni
7:43
3 Orlando Furioso, RV 728 – Ah Fuggi Rapido 2:29
4 Tito Manlio, RV 738 – Non M’Afflige Il Tormento Di Morte 4:06
5 Semiramide, RV 733 – Quegl’ Occhi Luminosi 5:06
6 Il Tigrane, RV 740 – Act 2 – Squarciami Pure Il Seno 3:21
7 Catone In Utica, RV 705 – Act 1 – Se In Campo Armato 6:28
Sinfonia – Il Tamerlano [Il Bajazet], RV 703
8 Allegro 2:22
9 Andante Molto 2:39
10 Allegro 0:56
11 Griselda – Dramma Per Musica, RV 718 – Agitata Da Due Venti 5:31
12 Tito Manlio, RV 738 – Act 3 – Dopo Sì Rei Disastri 1:40
13 La Verità In Cimento, RV 739 – Act 1 – Amato Ben Tu Sei La Mia Speranza 7:25
14 Tito Manlio, RV 738 – Act 2 – Combatta Un Gentil Cor
Trumpet – Gabriele Cassone
4:34
15 La Farfalletta, RV 660 – La Farfalletta 6:47
16 Il Giustino, RV 717 – Act 3 – Or Che Cinto Ho Il Crin D’Alloro 3:36

Adapted By – Andrea Marcon (tracks: 1 to 7, 11 to 16)
Bassoon – Andrea Bressan (2)
Cello – Francesco Galligioni, Matteo Fusi
Conductor – Andrea Marcon
Harpsichord – Andrea Marcon, Luca Scandali
Horn – Dileno Baldin, Francesco Meucci
Lute – Evangelina Mascardi, Ivano Zanenghi
Oboe – Davide Bettin, Michele Favaro
Orchestra – Venice Baroque Orchestra
Recorder – Arrigo Pietrobon, Giuliano Furlanetto
Soprano Vocals – Simone Kermes
Timpani – Riccardo Balbinutti
Trumpet – Gabriele Cassone, Jonathan Pia
Viola – Alessandra Di Vincenzo, Mauro Righini
Violin [I] – Giuseppe Cabrio, Luca Mares, Massimiliano Tieppo, Vania Pedronetto
Violin [II] – Gianpiero Zanocco, Giorgio Baldan, Jonathan Guyonnet, Massimiliano Simonetto
Violone – Alessandro Sbrogiò

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Canaletto: “O Grande Canal e a Igreja da Saúde” (1730).

PQP

Antonio Vivaldi (1678-1741) – Il Progetto Vivaldi 1 – Sol Gabetta, Sonatori de La Giocosa Marca

Não sei com relação ao senhores, mas a música de Vivaldi tem a incrível capacidade de melhorar meu dia, transformar em ensolarado mesmo um dia nublado e chuvoso. É meu para-quedas, meu guarda chuva contra as adversidades do dia a dia. A genialidade de Vivaldi se estende em todas os instrumentos para os quais compôs, e aqui temos uma prova disso, nos Concertos para Violoncelo.  Nosso colega René Denom recém postou dois cds maravilhosos desta figura ímpar, dando ênfase às gravações com instrumentos de época, focados em interpretações historicamente informadas. Mas com Sol Gabetta não temos esta preocupação de interpretações historicamente corretas, ela não se importa em fazer uma leitura ‘moderna’ destas obras primas, mesmo acompanhada por orquestras especializadas.

A violoncelista argentina lançou nos últimos anos três cds que intitulou ‘Il Progetto Vivaldi’, projeto este que iniciou lá em 2007,  que trouxe obras para violoncelo e cordas do padre ruivo. Volto a ressaltar, Gabetta faz uma leitura mais ‘atualizada’,  ao contrário de músicos do nível de Marco Ceccato, genial violoncelista do projeto de Amandine Beyer, Il Gli Incognito’ ou então de Christopher Coin ou de outro gigante do instrumento, recém falecido, Anner Bylsma.

Sempre muito bem acompanhada por excelentes conjuntos orquestrais,  Gabetta nos mostra todo seu talento neste projeto. Neste primeiro CD, ela tem como parceiros o conhecido conjunto barroco ‘Sonatori de la Giocosa Marca’, que já deu o ar de sua graça aqui no PQPBach.

Como não poderia deixar de ser, o resultado é excelente. Vale conferir. Vou postar um CD de cada vez, para melhor serem apreciados.

01. Cello Concerto F major, RV 410_ Allegro
02. Largo
03. (Allegro)
04. Violin Concerto A minor, RV 356_ Allegro
05. Largo
06. Presto
07. Cello Concerto A minor, RV 418_ Allegro
08. Largo
09. Allegro
10. Cello Concerto B flat minor, RV 424_ Allegro
11. Largo
12. Allegro
13. Cello Concerto G major, RV 413_ Allegro
14. Largo
15. Allegro
16. Cello Concerto C minor, RV 401_ Allegro non molto
17. Adagio
18. Allegro ma non molto
19. Violin Concerto F minor, RV 297 – ‘Winter’ from ‘The Seasons’_ Allegro non molto
20. Largo
21. Allegro

Sol Gabetta – Violoncelo
Sonatori de La Giocosa Marca

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Vivaldi (1678-1741): Concertos Duplos – La Serenissima – Adrian Chandler

Vivaldi (1678-1741): Concertos Duplos – La Serenissima – Adrian Chandler

Vivaldi   x2

 

Aqui está mais um ensolarado álbum com concertos duplos de Vivaldi, tão lindo como um dia em Veneza! Se você baixou os arquivos da postagem The Italian Job, não vai deixar passar este aqui.

O conjunto é espetacular, os solistas excelentes e Adrian Chandler, o fundador da banda, cuida para que o balanço geral seja perfeito, permitindo que apreciemos toda a inventividade, a facilidade do Padre Vermelho desenhar belíssimas melodias, traços constantes na sua produção!

Na lista das obras, temos os dois concertos que Vivaldi compôs para duas trompas, ambos na tonalidade fá maior. O Concerto RV 539 é bem conhecido e tem um movimento lento com as trompas provocando uma a outra. No outro concerto, um violoncelo assume o papel principal no movimento lento, dando uma oportunidade para os trompistas recuperarem o fôlego.

A lista continua com dois dos três concertos para dois oboés compostos por Vivaldi. Novamente o contraste dos instrumentos de madeira sobre as cordas dá um brilho todo especial aos concertos.

Puxando uma brasa para a sua sardinha, Chandler e Waltham são os respectivos solistas de dois concertos para violino e violoncelo. A intercalação de concertos para diferentes combinações de instrumentos é um outro fator que torna o álbum muito prazeroso.

O Concerto para oboé e fagote dá a oportunidade aos dois solistas de provocarem um ao outro num desafio que só nós ganhamos.

Para fechar com chave digital (essa coisa de chave de ouro está fora de moda) temos o enigmático Concerto S.A.S.I.S.P.G.M.D.G.S.M.B. para um montão de instrumentos, onde todos os solistas têm a oportunidade de brilhar. Ganha um doce quem adivinhar o significado desta longa lista de letras.

Veja como é a música de Vivaldi, do ponto de vista do violista!

Antonio Vivaldi (1678-1741)

Concerto para duas trompas, cordas e contínuo em fá maior, RV 539
  1. Allegro
  2. Larghetto
  3. Allegro
Concerto para dois oboés, cordas e contínuo em ré menor, RV 535
  1. Largo
  2. Larghetto
  3. Allegro
  4. Allegro molto
Concerto para violino, violoncelo, cordas e contínuo em lá maior, RV 546
  1. Allegro
  2. Andante
  3. Allegro
Concerto para oboé, fagote, cordas e contínuo em sol maior, RV 545
  1. Allegro
  2. Largo
  3. Allegro non molto
Concerto para duas trompas, cordas e contínuo em fá maior, RV 538
  1. Allegro
  2. Largo
  3. Allegro non molto
Concerto para violino, violoncelo, cordas e contínuo em si bemol maior, RV 547
  1. Allegro
  2. Andante
  3. Allegro molto
Concerto para dois oboés, cordas e contínuo em lá menor, RV 536
  1. Allegro
  2. Largo
  3. Allegro
Concerto per S.A.S.I.S.P.G.M.D.G.S.M.B. para violino, violoncelo, dois oboés, duas trompas, cordas e contínuo em fá maior, RV 574
  1. Allegro
  2. Adagio
  3. Allegro
Mark Baigent e Rachel Chaplin, oboés
Jocelyn Lightfoot e Anneke Scott, trompas
Vladimir Waltham, violoncelo
Peter Whelan, fagote

La Serenissima

Adrian Chandler, violino e regência

Gravado em fevereiro de 2018, Cedars Hall, Wells, Somerset

Simon Fox-Gál, produtor

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FLAC | 185 MB

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MP3 | 320 KBPS | 162 MB

La Serenissima!

Aqui está um momento do ensaio para a Sinfonia de Torelli, que está no outro disco – The Italian Job. É claro, é a perspectiva do violista….

E aqui a gravação do Concerto para dois Oboés, RV 536.

Viva Vivaldi!

Este merece o nosso selo

René Denon

The Italian Job – Música Barroca Italiana – Adrian Chandler e La Serenissima

The Italian Job – Música Barroca Italiana – Adrian Chandler e La Serenissima

Il Mestiere Italiano

Apesar do italianíssimo nome, La Serenissima é um conjunto inglês fundado pelo virtuose Adrian Chandler. O grupo adota a prática de performances historicamente informadas, mas não temam nossos PQP-nianos amigos amantes do barroco italiano que preferem o som dos instrumentos modernos. Temos aqui o melhor dos dois mundos.

Este álbum reúne obras de compositores que vieram de quatro grandes e lindas cidades italianas.

Da sereníssima Veneza, temos Vivaldi, Albinoni e o menos conhecido Antonio Caldara, cuja deliciosa Sinfonia em dó maior abre o álbum, com o extravagante uso de trompetes, fagotes, oboés, violino solo e as outras cordas. O movimento lento, contrasta imensamente dos outros, devido a sua delicadeza e o uso de staccato.

De Roma, la Città Eterna, temos uma obra de Corelli que não é um de seus concerti grossi. A Sinfonia a Santa Beatrice d’Este é a peça mais séria do disco e foi composta para fechar um longo oratório de um outro compositor. Chandler e sua banda encontram a medida certa de energia e gravidade para apresentar propriamente a música.

Adrian Chandler

De Padova, La dotta (a sábia Pádua), temos Tartini com o seu espetacular concerto para violino. Tartini foi um precursor do compositor-intérprete-virtuose, como seriam posteriormente Paganini e Vieuxtemps, entre outros. Nesta peça Adrian Chandler tem uma ótima oportunidade de exibir seus talentos de violinista.

Seguimos de volta para Veneza, com o Padre Vermelho e seu lindo concertinho alla rustica, seguido pelo não menos mavioso concerto para fagote.

O concerto para dois oboés de Tomaso Albinoni tem um lindíssimo adagio, para derreter o mais empedernido coração.

Para fechar este ótimo disco, mais uma sinfonia com molti instrumenti, de volta muitos instrumentos de sopros e tímpanos, na generosa obra de Giuseppe Torelli, cidadão de Bologna, la grassa (a gorda), a cidade das massas e da gastronomia.

De um inspirado crítico: O álbum The Italian Job tem todas as coisas que caracterizam La Serenissima: um tom fresco, tinindo, pleno de vitalidade e divertimento, tudo parece fácil e simples para o conjunto e para os solistas, e com fundamentada erudição, tanto na escolha do programa quanto na sua execução, sem perder nem de leve qualquer graça.

The Italian Job

Antonio Caldara (c. 1671-1753)

Sinfonia para dois oboés, dois fagotes, dois trompetes, tímpanos, violino, cordas e contínuo, em dó maior

  1. Allegro
  2. Andante, piano e staccato
  3. Allegro

Arcangelo Corelli (1653-1713)

Sinfonia para o Oratório a Santa Beatriced’Este, para cordas e contínuo, em ré menor

  1. Grave
  2. Allegro
  3. Adagio
  4. Largo assai
  5. Vivace

Giuseppe Tartini (1692-1770)

Concerto para violino, cordas e contínuo, em mi maior, D 51

  1. Allegro
  2. Grave “Tortorella bacie…”
  3. Allegro assai

Antonio Vivaldi (1678-1741)

Concerto ‘alla rustica’ para dois oboés, cordas e contínuo, em sol maior, RV 151

  1. Presto
  2. Adagio
  3. Allegro

Concerto para fagote, cordas e contínuo, em dó maior, RV 476

  1. Allegro
  2. Adagio
  3. Allegro

Tomaso Albinoni (1671-1751)

Concerto à cinque, para dois oboés, cordas e contínuo, em fá maior, Op. 9, 3

  1. Allegro
  2. Adagio
  3. Allegro

Giuseppe Torelli (1658-1709)

Sinfonia para quatro trompetes, tímpanos, dois oboés, dois fagotes, dois violinos, dois violoncelos, cordas e contínuo, em dó maior, G 33

Rachel Chaplin e Gail Hennessy, oboés
Peter Whelan, fagote

La Serenissima

Adrian Chandler, violin / diretor

Gravação: 23 – 26 de agosto de 2016, St John’s, Smith Square, Londres

Produção: Simon Fox-Gál

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FLAC |412MB

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MP3 | 320 KBPS | 199 MB

Resumindo, um disco para ser ouvido numa ensolarada manhã de domingo, preguiçosamente escolhendo o cardápio do almoço, deixando a louça do café da manhã para mais tarde…

Bella vita!

René Denon

Antonio Vivaldi – Amato Bene – Anastasiya Petryshak, Chordi dell´a Orchestra dell’Accademia Nazionale di Santa Cecilia

A violinista ucraniana Anastasiya Petryshak não é apenas mais um lindo rosto no cenário da música barroca. A moça toca lindamente, tem muito talento, o som de seu Stradivarius é encorpado, e nesta gravação tem a ótima companhia das Cordas da Academia Nacional de Santa Cecília,sob direção de Luigi Piovano. Sua versão das indefectíveis Quatro Estações seguem um outro estilo, diferente do adotado por alguns solistas da atualidade, como Carmignola, Amandine Beyer ou Rachel Podger. Traz um Vivaldi moderno, com cara de Século XXI, não de século XVIII, ou seja, não se preocupa tanto com a questão histórica da interpretação. Um comentarista da amazon deu 5 estrelas para esse CD.
Espero que apreciem. Gostei muito desta gravação.

 

 

 

 

 

 

 

 

Anastasiya Petryshak – Violin
Archi dell´a Orchestra dell’Accademia Nazionale di Santa Cecilia
Luigi Piovano  – Conductor

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Castrucci, Corelli, Geminiani, Händel, A. Scarlatti, Stradella, Vivaldi: Concertos Barrocos Italianos – Orchestra of the Age of Enlightenment

Castrucci, Corelli, Geminiani, Händel, A. Scarlatti, Stradella, Vivaldi: Concertos Barrocos Italianos – Orchestra of the Age of Enlightenment

Concertos Barrocos Italianos

OAE

 

Ouvimos primariamente a música dos grandes compositores – Bach, Handel, Vivaldi, Rameau. E quase sempre suas obras nos sãos apresentadas em gravações completas: Quatro Suítes Orquestrais, Os Concerti Grossi Op. 12, La Stravaganza. Quando muito, um disco com concertos ou outras peças, sempre do mesmo compositor.

Músico Enraivecido – Pietro Castrucci, segundo William Hogarth

Essa abordagem pode limitar um pouco nossa perspectiva da riqueza cultural, da diversidade e do colorido das peças musicais do período barroco. Essa maneira de apresentar a música interessa muito às gravadoras que assim vendem seus pacotes. A Integral dos Concertos para Fagote (ou Flautim, ou Viola da Gamba) do compositor tal, a Integral da Música de Banquete do compositor qual. Creio que até para o mais treinado ouvinte, enfrentar uma sequência de 70 minutos de Concertos para Fagote pode ser um pouquinho demais. Isto sem mencionar as violas. Acho que certas peças são mais agradáveis e efetivas se apresentadas em companhia de outras, de outros compositores, com as quais tenham afinidade, mas também um certo contraste.

É claro que podemos ‘programar’ uma audição musical, tomando umas peças daqui, outras dali, mas nem sempre isso acontece.

Esta é uma das razões pelas quais eu adoro discos como este, da postagem. A produção do disco conseguiu interpolar peças barrocas, mas de períodos ligeiramente diferentes, e intercalar obras de mestres maiores com alguns menos conhecidos.

Talvez Pietro Castrucci seja o compositor menos conhecido desta coleção, mas certamente era conhecido de seus pares, como Handel, que também tem uma peça no disco.

Alessandro Stradella

Castrucci nasceu em Roma e estudou com Corelli. Mudou-se para Londres em 1715 e foi famoso como virtuose do violino e líder da Orquestra da Ópera de Handel.

Outro compositor menos conhecido desta lista é Alessandro Stradella, que certamente viveu uma vida cheia de aventuras amorosas. Tanto que morreu por isso. A peça que fecha o disco, a Sonata di viole, provavelmente é o primeiro concerto grosso e acredita-se ter servido de modelo para os Concerti Grossi Op. 6 de Corelli. Deste conjunto, o Concerto No. 1 abre o disco.

Vá lá, delicie-se também com Sinfonia do Alessandro Scarlatti, pai do Domenico, com o belíssimo concerto de Vivaldi, que brilha aqui ainda mais, e com a espetacular versão para Concerto Grosso da Sonata da Folia, de Corelli, feita pelo Geminiani. Um disco tão bem gravado e produzido custa a aparecer.

A Orchestra of the Age of Enlightenment já apareceu por aqui diversas vezes, sempre tendo a sua frente grandes regentes, como o Frans Brüggen, Gustav Leonhardt e Simon Rattle. Nesta ocasião ela é dirigida diretamente pela pessoa que está liderando os violinos. Ou seja, neste disco a estrela é a OAE!

Digam vocês se o Masterchef Erick Jacquin não é um sósia do oboísta Anthony Robson…

Italian Baroque Concertos

Arcangelo Corelli (1653-1713)

1-5. Concerto Grosso em ré maior, Op. 6, 1

Pietro Castrucci (1679-1752)

6-10. Concerto Grosso em ré maior, Op. 3, 12

Alessandro Scarlatti (1660-1725)

11-13. Sinfonia di Concerto Grosso No. 2 em dó menor

George Frideric Handel (1685-1759)

14-16. Sonata del Overtura (para Il trionfo del Tempo e del Disinganno)

Antonio Vivaldi (1678-1741)

17-19. Concerto em fá maior para duas flautas, dois oboés, violino, violoncelo e baixo

Contínuo, RV 572 (Il Proteo o sia il mondo al rovescio)

Francesco Geminiani (1687-1762)

20. Concerto Grosso No. 12 em ré menor “La Folia” (da Sonata Op. 5, 12, de Corelli)

Alessandro Stradella (1644-1682)

21-24. Sonata di viole

Orchestra of the Age of Enlightenment

Alison Bury, Margaret Fautless, Catherine Mackintosh

O disco foi gravado em uma cooperação entre a BBC Music Magazine e o selo Linn

Produção de Ben Turner

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FLAC | 292 MB

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MP3 | 320 KBPS | 140 MB

Os músicos da capa são Andrew Clark (trompa) e Anthony Robson (oboé da caccia).

Aproveite!

René Denon

 

Vivaldi – Avi Avital

Vivaldi – Avi Avital

81SDtfEbNNL._SL1400_Uma das melhores gravações do ano, talvez só superada pelo primoroso “Time Present and Time Past” de Mahan Esfahani (que, aliás, tem aqui uma discreta participação no baixo-contínuo da trio-sonata).

O bandolinista israelense Avi Avital é daqueles virtuoses de importância seminal, que não só granjeiam público e prestígio a seus instrumentos, como também ampliam seu repertório. Neste álbum, Avital não se restringiu às escolhas óbvias (os concertos para bandolim de Vivaldi, que ele chama de “Velho Testamento” de seu instrumento) e gravou também transcrições de sua lavra de concertos para outros instrumentos.

O bandolim de Avital vibra e canta lindamente. As transcrições são primorosas, e mesmo o batido “Verão” de “As Quatro Estações” ganha pujância e frescor. Não se deixem enganar pelo caprichado encarte, que se preocupa mais em explorar a estampa do bem-apessoado rapaz do que com o comentário às obras gravadas, e que se rende à tendência atual de representar os artistas em posições que variam do torpor ao êxtase psicodélico: este bonito frasco está repleto do melhor perfume.

VIVALDI – AVI AVITAL

Antonio Lucio VIVALDI (1678-1741)

Concerto em Lá menor para violino, orquestra de cordas e baixo-contínuo, RV 356
(transcrição de Avi Avital)

01 – Allegro
02 – Largo
03 – Presto

Concerto em Ré maior para alaúde, orquestra de cordas e baixo-contínuo, RV 93
(transcrição de Avi Avital)

04 – Allegro
05 – Largo
06 – Allegro

Concerto em Dó maior para bandolim, orquestra de cordas e baixo-contínuo, RV 425

07 – Allegro
08 – Largo
09 – Allegro

Concerto em Dó maior para flautim, orquestra de cordas e baixo-contínuo, RV 443
(transcrição de Avi Avital)

10 – Largo

Avi Avital, bandolim
Orchestra Barocca de Venezia

Trio-sonata em Dó maior para violino, alaúde e baixo-contínuo, RV 82
(transcrição de Avi Avital)

11 – Allegro non molto
12 – Larghetto
13 – Allegro

Avi Avital, bandolim
Ophira Zakai, alaúde
Mahan Esfahani, cravo
Patrick Sepec, violoncelo

Concerto em Sol menor para violino, orquestra de cordas e baixo-contínuo, RV 315

14 – Allegro non molto
15 – Adagio e piano. Presto e forte
16 – Presto

Avi Avital, bandolim
Orchestra Barocca de Venezia

17 – FOLCLORE VENEZIANO: La biondina in gondoleta

Juan Diego Flórez, tenor
Avi Avital, bandolim

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"How you doin'?"
“How you doin’?”

Vassily Genrikhovich

Vivaldi, Telemann, Heinichen, Fasch, Graun, Pisendel, Quantz, Zelenka, Hasse, Ariosti, A. Scarlatti, Fux: Música na Corte de Dresden (8 CDs!)

Vivaldi, Telemann, Heinichen, Fasch, Graun, Pisendel, Quantz, Zelenka, Hasse, Ariosti, A. Scarlatti, Fux: Música na Corte de Dresden (8 CDs!)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Copiei esses 8 CDs — pois estamos falando de um ÁLBUM ÓCTUPLO — , num pen drive e saí por aí de carro ouvindo a coisa. Nossa, é muito SEDUTOR, ATRAENTE, DO CARALHO e apenas me vinha à memória o ÍNCLITO blog Prato Feito, que é absolutamente tarado pela Corte de Dresden (grande Dresden!, diria o pessoal de lá). Parei o carro quatro vezes e cada uma delas foi sem relação alguma com meus compromissos ou EMENTÁRIO; parava apenas pela absurda COERÇÃO vinda da grande Dresden de tantos compositores geniais. A questão sempre era a mesma. O que era mesmo a maravilha que eu estava ouvindo naquele momento em meus ouvidos cheios de sons de um passado que URGE ser REEDIFICADO? Da primeira vez, o culpado foi o INSIDIOSO Telemann, da segunda, o VERMELHO Vivaldi e seu per eco in lontano, da terceira, o DELINQUENTE foi Zelenka e, da quarta, foi o FASCHinante. Todos esses seres andavam por Dresden, como disse o Prato Feito aqui

Sinto muito, mas tenho que voltar a falar de Dresden. Nessa cidade, nas primeiras décadas do século XVIII, havia muitos grandes compositores. Se você saísse na rua, era capaz de trombar com Pisendel enquanto olhava Hasse do outro lado da rua, cruzava com Zelenka saindo da igreja e, se não olhasse pra cima, ainda era acertado por Veracini caindo de uma janela (e isso é uma outra história). Mas ainda não é de nenhum deles que vamos falar, e sim de um outro sujeito: Johann David Heinichen.

… assim como antes (ou depois, sei lá) falara aqui

Uma das mais graves perdas históricas da II Guerra Mundial foi o bombardeio e arrasamento da cidade alemã de Dresden, pelas forças dos Estados Unidos. Nessa tragédia se perderam muitas vidas, monumentos e documentos. Após a reunificação alemã, em 1990, Dresden passou por um rápido e bem feito processo de reconstrução, que acabou trazendo de volta grande parte do brilho daquela que foi uma das mais importantes cortes da Alemanha barroca. Musicalmente a cidade foi privilegiada com grandes compositores, dentre os quais dois estão representados neste (no dele) CD.

Oh, esses ianques ignorantes e filhas-da-puta! Deviam ter feito RETROPERISTALTISMO com suas bombas! Ah, e aqui, falando sobre o imenso Schütz…

No entanto nunca compôs música puramente instrumental, e toda a sua obra profana foi perdida. Viveu em Dresden (grande Dresden!), e morreu em 1672.

Grande Dresden, repito! Tchê, Dresden é o canal e eu desafio o pessoal do Prato Feito a gostar mais de Dresden do que nós.

Que esta postagem épica sirva de PRESENTE do PQP para a massa sedenta que segue nosso blog nos três hemisférios, doze continentes e na Via Láctea, onde se DERRAMAM — como os milhões de espermatozóides que EJACULAREI logo mais à noite dentro de minha amada — as sementes de POLINIZAÇÃO de beleza que fazem sorrir a blogosfera e suas margens.

E vou ali na mesa beber mais um pouco, OK?

Ah, intérpretes excelentes, impecáveis.

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Sobre Dresden, Harry Crowl comentou:
dezembro 24th, 2010 às 11:21

Essa antologia é muito impressionante. Já conhecia 4 desses Cds que acompanham o belíssimo livro “Dresden”, com as pinturas do sec.XVIII realizadas por Canaletto. Ganhei esse livro quando estive lá em 2007, de uma grande amiga soprano que mora lá.

Queria fazer um esclarecimento em relação ao bombardeio de Dresden. O mesmo foi perpetrado pela Força Aérea Britânica (RAF), com um certo apoio logístico americano. Mas, a ordem veio do alto comando inglês, com aquiescência de Churchill. Os alemães dizem que foi uma vingança pelo bombardeio de Coventry, mas, na verdade, os ingleses já sentindo que não iam mais mandar no mundo, queriam assustar os russos que já estavam chegando perto e não estavam muito inclinados a respeitar os tratados. Durante o período da DDR, a cidade não teve seu monumentos reconstruídos. Depois da reunificação, tudo foi restaurado e reconstruído como era. A cidade voltou a ser exuberante. A reconstrução foi financiada inclusive com dinheiro inglês. A Inglaterra reconheceu o crime que cometera e pediu perdão oficialmente ao povo alemão. Quando a Frauenmarienkirche foi reinaugurada, os dirigentes máximos dos dois países estavam presentes e foi estabelecido o dia do perdão, que me parece que é celebrado em Dresden anualmente. O bombardeio matou tanta gente quanto uma das bombas atômicas. Um dos livros mais interessantes sobre o bombardeio é “Slaughterhouse 5″, de Kurt Vonnegut, que era um prisioneiro americano dos alemães e estava detido em Dresden durante o bombardeio.

Vivaldi, Telemann, Heinichen, Fasch, Graun, Pisendel, Quantz, Zelenka, Hasse, Ariosti, A. Scarlatti, Fux: Música na Corte de Dresden

Disc 1:

Antonio Vivaldi – Concerto for Violin, 2 Oboes, 2 Recorders and Bassoon in G minor, RV 577
1. Concerto for Violin, 2 Oboes, 2 Recorders and Bassoon in G minor, RV 577: 1st movement
2. Concerto for Violin, 2 Oboes, 2 Recorders and Bassoon in G minor, RV 577: 2nd movement, Largo non molto
3. Concerto for Violin, 2 Oboes, 2 Recorders and Bassoon in G minor, RV 577: 3rd movement, Allegro

Georg Philipp Telemann – Concerto for Violin, Hunting Horn & BC in D major
4. Concerto for Violin, Hunting Horn and Basso continuo in D major: 1st movement, Vivace
5. Concerto for Violin, Hunting Horn and Basso continuo in D major: 2nd movement, Adagio
6. Concerto for Violin, Hunting Horn and Basso continuo in D major: 3rd movement, Allegro

Johann David Heinichen – Concerto for 2 Oboe, 2 Flutes, Violin, 2 Horns & BC in F major
7.Concerto for 2 Oboe, 2 Flutes, Violin, 2 Horns and Basso continuo in F major: 1st movement, Allegro
8. Concerto for 2 Oboe, 2 Flutes, Violin, 2 Horns and Basso continuo in F major: 2nd movement, Andante
9. Concerto for 2 Oboe, 2 Flutes, Violin, 2 Horns and Basso continuo in F major: 3rd movement

Johann Friedrich Fasch – Concerto for 2 Trumpets, 2 Horns, 2 Oboes, Bassoon, Strings & BC
10. Concerto for 2 Trumpets, 2 Horns, 2 Oboes, Bassoon, Strings and Basso Continuo: 1st movement, Allegro
11. Concerto for 2 Trumpets, 2 Horns, 2 Oboes, Bassoon, Strings and Basso Continuo: 2nd movement, Andante
12. Concerto for 2 Trumpets, 2 Horns, 2 Oboes, Bassoon, Strings and Basso Continuo: 3rd movement, Allegro

Johann Gottlieb Graun – Concerto for 2 Violins, 2 Horns, Strings & BC in G major
13. Concerto for 2 Violins, 2 Horns, Strings and Basso Continuo in G major: 1st movement
14. Concerto for 2 Violins, 2 Horns, Strings and Basso Continuo in G major: 2nd movement, Adagio
15. Concerto for 2 Violins, 2 Horns, Strings and Basso Continuo in G major: 3rd movement, Allegro molto con spirito

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Disc 2:

Johann Georg Pisendel – Sinfonia in B major
1. Sinfonia in B major: Allegro di molto
2. Sinfonia in B major: Andantino
3. Sinfonia in B major: Tempo di menuet

Johann Georg Pisendel – Concerto for Violin, 2 Oboes, Strings & BC in D major
4. Concerto for Violin, 2 Oboes, Strings and Basso Continuo in D major: Vivace
5. Concerto for Violin, 2 Oboes, Strings and Basso Continuo in D major: Andante
6. Concerto for Violin, 2 Oboes, Strings and Basso Continuo in D major: Allegro

Johann Georg Pisendel – Concerto for 2 Oboes, Bassoon, Strings & BC in E flat major
7. Concerto for 2 Oboes, Bassoon, Strings and Basso Continuo in E flat major

Georg Philipp Telemann – Concerto for Violin in F major
8. Concerto for Violin in F major: Presto
9. Concerto for Violin in F major: Corsicana-Un poco grave
10. Concerto for Violin in F major: Allegrezza
11. Concerto for Violin in F major: Scherzo
12. Concerto for Violin in F major: Chasse
13. Concerto for Violin in F major: Polacca
14. Concerto for Violin in F major: Minuetto

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Disc 3:

Antonio Vivaldi – Concerto in C major, RV 558
1. Concerto in C major, RV 558
2. Concerto in C major, RV 558
3. Concerto in C major, RV 558

Antonio Vivaldi – Concerto for Oboe in F major, RV 455
4. Concerto for Oboe in F major, RV 455
5. Concerto for Oboe in F major, RV 455
6. Concerto for Oboe in F major, RV 455

Antonio Vivaldi – Concerto for Viola d’Amore and Lute in D minor, RV 540
7. Concerto for Viola d’Amore and Lute in D minor, RV 540
8. Concerto for Viola d’Amore and Lute in D minor, RV 540
9. Concerto for Viola d’Amore and Lute in D minor, RV 540

Antonio Vivaldi – Concerto for 4 Violins in A major, RV 552 “Per eco in lontano”
10. Concerto for 4 Violins in A major, RV 552 ‘Per eco in lontano’
11. Concerto for 4 Violins in A major, RV 552 ‘Per eco in lontano’
12. Concerto for 4 Violins in A major, RV 552 ‘Per eco in lontano’

Antonio Vivaldi – Sinfonia for Strings in G major, RV 149
13. Sinfonia for Strings in G major, RV 149
14. Sinfonia for Strings in G major, RV 149
15. Sinfonia for Strings in G major, RV 149

Antonio Vivaldi – Concerto for Violin and Oboe in G minor, RV 576
16. Concerto for Violin and Oboe in G minor, RV 576
17. Concerto for Violin and Oboe in G minor, RV 576
18. Concerto for Violin and Oboe in G minor, RV 576

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Disc 4:

Georg Philipp Telemann – Concerto for Violin 3 Horns 2 oboes in D major
1. Concerto for Violin, 3 Hunting Horns, 2 Oboes, Strings and Basso Continuo in D major
2. Concerto for Violin, 3 Hunting Horns, 2 Oboes, Strings and Basso Continuo in D major
3. Concerto for Violin, 3 Hunting Horns, 2 Oboes, Strings and Basso Continuo in D major

Johann Joachim Quantz – Concerto for 2 flutes
4. Concerto for 2 Flute, Strings and Basso Continuo in G minor
5. Concerto for 2 Flute, Strings and Basso Continuo in G minor
6. Concerto for 2 Flute, Strings and Basso Continuo in G minor

Antonio Vivaldi – Concerto for 2 Violins, 2 Oboes and Bassoon in D major, RV 564a
7. Concerto for 2 Violins, 2 Oboes and Bassoon in D major, RV 564a
8. Concerto for 2 Violins, 2 Oboes and Bassoon in D major, RV 564a
9. Concerto for 2 Violins, 2 Oboes and Bassoon in D major, RV 564a

Jan Dismas Zelenka – Capriccio in A major for 2 oboes, fagott, 2 horns ZWV 185 (*)
10. Capricci (5): no 4 in A major, ZWV 185
11. Capricci (5): no 4 in A major, ZWV 185
12. Capricci (5): no 4 in A major, ZWV 185
13. Capricci (5): no 4 in A major, ZWV 185
14. Capricci (5): no 4 in A major, ZWV 185
15. Capricci (5): no 4 in A major, ZWV 185
16. Capricci (5): no 4 in A major, ZWV 185

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Disc 5:

Jan Dismas Zelenka – Capriccio in C major for 2 oboes, fagott, 2 horns ZWV 183
1. Capricci (5): no 2 in G major, ZWV 183: Allegro
2. Capricci (5): no 2 in G major, ZWV 183: Canarie
3. Capricci (5): no 2 in G major, ZWV 183: Gavotte
4. Capricci (5): no 2 in G major, ZWV 183: Rondeau
5. Capricci (5): no 2 in G major, ZWV 183: Menuetto

Jan Dismas Zelenka – Laudate pueri in D major, ZWV 81 (**)
6. Laudate pueri in D major, ZWV 81: Laudate pueri
7. Laudate pueri in D major, ZWV 81: Qui sicut Dominus
8. Laudate pueri in D major, ZWV 81: Amen

Jan Dismas Zelenka – Capricci (5): no 5 in G major, ZWV 190
9. Capricci (5): no 5 in G major, ZWV 190: Allegro
10. Capricci (5): no 5 in G major, ZWV 190: Menuetto 1 & 2
11. Capricci (5): no 5 in G major, ZWV 190: Trio ‘Il contento’
12. Capricci (5): no 5 in G major, ZWV 190: Presto assai ‘Il furibondo’
13. Capricci (5): no 5 in G major, ZWV 190: Villanella 1 & 2

Jan Dismas Zelenka – Confitebor tibi Domine in C minor, ZWV 71
14. Confitebor tibi Domine in C minor, ZWV 71: Confitebor tibi Domine
15. Confitebor tibi Domine in C minor, ZWV 71: Memoriam fecit

Jan Dismas Zelenka – Capriccio in A major for 2 oboes, fagott, 2 horns ZWV 185 (*)
16. Capricci (5): no 4 in A major, ZWV 185: Allegro assai
17. Capricci (5): no 4 in A major, ZWV 185: Adagio
18. Capricci (5): no 4 in A major, ZWV 185: Aria
19. Capricci (5): no 4 in A major, ZWV 185: En tempo de canarie
20. Capricci (5): no 4 in A major, ZWV 185: Menuet 1 & 2
21. Capricci (5): no 4 in A major, ZWV 185: Andante
22. Capricci (5): no 4 in A major, ZWV 185: Paysan 1 & 2

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Disc 6:

Jan Dismas Zelenka – Missa Dei Patris in C major, ZWV 19
1. Missa Dei Patris in C major, ZWV 19: Kyrie eleison 1
2. Missa Dei Patris in C major, ZWV 19: Christe eleison
3. Missa Dei Patris in C major, ZWV 19: Kyrie eleison 2
4. Missa Dei Patris in C major, ZWV 19: Gloria in excelsis Deo
5. Missa Dei Patris in C major, ZWV 19: Domine Deus
6. Missa Dei Patris in C major, ZWV 19: Domine Fili
7. Missa Dei Patris in C major, ZWV 19: Qui sedes ad dexteram
8. Missa Dei Patris in C major, ZWV 19: Quoniam tu solus Sanctus
9. Missa Dei Patris in C major, ZWV 19: Cum Sancto Spiritu
10. Missa Dei Patris in C major, ZWV 19: Credo in unum
11. Missa Dei Patris in C major, ZWV 19: Et incarnatus est
12. Missa Dei Patris in C major, ZWV 19: Cruxifixus
13. Missa Dei Patris in C major, ZWV 19: Et resurrexit
14. Missa Dei Patris in C major, ZWV 19: Et vitam venturi saeculi
15. Missa Dei Patris in C major, ZWV 19: Sanctus
16. Missa Dei Patris in C major, ZWV 19: Benedictus
17. Missa Dei Patris in C major, ZWV 19: Osanna
18. Missa Dei Patris in C major, ZWV 19: Agnus Dei
19. Missa Dei Patris in C major, ZWV 19: Agnus Dei
20. Missa Dei Patris in C major, ZWV 19: Dona nobis pacem

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Disc 7:

Johann Adolf Hasse- Mass in G minor
1. Mass in G minor: Kyrie eleison 1
2. Mass in G minor: Christe eleison
3. Mass in G minor: Kyrie eleison 2
4. Mass in G minor: Gloria in excelsis Deo
5. Mass in G minor: Gratias agimus tibi
6. Mass in G minor: Domine Deus, Rex caelestis
7. Mass in G minor: Domine Fili unigenite
8. Mass in G minor: Domine Deus
9. Mass in G minor: Qui tollis peccata mundi
10. Mass in G minor: Quoniam tu solus sanctus
11. Mass in G minor: Cum Sancto Spiritu
12. Mass in G minor: Credo in unum Deum
13. Mass in G minor: Et incarnatus est
14. Mass in G minor: Crucifixus etiam pro nobis
15. Mass in G minor: Et resurrexit tertia die
16. Mass in G minor: Ad te levavi animam meam
17. Mass in G minor: Sanctus
18. Mass in G minor: Benedictus
19. Mass in G minor: Hosanna in excelsis
20. Mass in G minor: Agnus Dei

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Disc 8:

Jan Dismas Zelenka – Laudate pueri in D major, ZWV 81 (**)
1. Laudate pueri in D major, ZWV 81: Laudate pueri
2. Laudate pueri in D major, ZWV 81: Quis sicut Dominus
3. Laudate pueri in D major, ZWV 81: Amen

Attilio Ariosti – O quam suavis est
4. O quam suavis est: O quam suavis est
5. O quam suavis est: Panem quem coelum dat

Alessandro Scarlatti – Su le sponde del Tebro
6. Su le sponde del Tebro: Sinfonia
7. Su le sponde del Tebro: Su le sponde del Tebro
8. Su le sponde del Tebro: Sinfonia
9. Su le sponde del Tebro: Contentatevi
10. Su le sponde del Tebro: Mesto, stanco e spirtante
11. Su le sponde del Tebro: Infelici miei lumi
12. Su le sponde del Tebro: Dite almeno
13. Su le sponde del Tebro: Ritornell
14. Su le sponde del Tebro: All’ aura
15. Su le sponde del Tebro: Tralascia pur di piangere

Johann David Heinichen – Lamentatio
16. Lamentatio: Incipit lamentation
17. Lamentatio: Beth
18. Lamentatio: Ghimel
19. Lamentatio: Daleth
20. Lamentatio: He

Johann Joseph Fux – Plaudite sonat tuba
21. Plaudite: Plaudite, sonat tuba
22. Plaudite: Dum exultat de morte Salvator
23. Plaudite: Mortales, vicit Leo de ttribu Juda
24. Plaudite: O! peccator gaude
25. Plaudite: Alleluja!

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(*) e (**) — Não é um engano de PQP Bach. A edição original colocou estas duas peças repetidas na coletânea.

Peter Schreier (Tenor)
René Jacobs (Countertenor)
Ludwig Güttler (Trumpet)
Ralph Eschrig (Tenor)
Dagmar Schellenberger (Soprano)
Axel Köhler (Countertenor)
Egbert Junghanns (Bass)
Olaf Bär (Bass, Baritone)
Reinhart Ginzel (Tenor)

Virtuosi Saxoniae
Thüringen Academy Choir

Ludwig Güttler

Dresden é bonitinha, não?

PQP

Antonio Vivaldi (1678-1741): “Il Proteo” – Double And Triple Concertos

Antonio Vivaldi (1678-1741): “Il Proteo” – Double And Triple Concertos

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Só pela audição do RV 552 — com um dos violinos solistas fora do palco — este CD já valeria a pena, mas o resto também é excelente. Este disco recebeu o Gramophone 96 na categoria de Instrumental Barroco e é com certeza um dos melhores CD de Vivaldi que já foram prensados, não apenas pela execução excepcional, mas também pela maravilhosa gravação (a qualidade do som é surpreendente) e principalmente pelas obras que contém: alguns dos melhores concertos do Padre Rosso. Christophe Coin (violoncelo) e Il Giardino Armonico dão um show. Como o disco é de 1995, temos aqui um jovem Il Giardino Armonico, com instrumentos originais. cabe também destacar a notável versão do Concerto para 2 cellos, RV 531, cheia de força e com um banho de bola do já citado Coin e Paolo Beschi. Absolutamente recomendado!

Antonio Vivaldi (1678-1741): “Il Proteo” – Double And Triple Concertos

Concerto In D Major; RV 564 For 2 Violins, 2 Violoncellos, Strings And Basso Continuo
Allegro 04:31
Largo 02:33
Allegro 03:21

Concerto In F Major; RV 551 For 3 Violins, Strings And Basso Continuo
Allegro 04:29
Andante 01:54
(Allegro) 03:02

Concerto In G Minor; RV 531 For 2 Violincellos, Strings And Basso Continuo
Allegro 03:49
Largo 03:08
Allegro 03:01

Concerto In A Major; RV 552 For Violin, “Violino Per Eco Lontano”, Strings And Basso Continuo
Allegro 06:45
Larghetto 04:07
Allegro 03:40

Concerto In C Major; RV561 For Violin, 2 Violoncellos, Strings And Basso Continuo
Allegro 03:41
Largo 02:52
Allegro 02:46

Concerto In F Major; RV 544 “Il Proteo O Sia Il Mondo Al Rovescio” For Violin, Violoncello, Strings And Basso Continuo
Allegro 03:59
Largo 03:11
(Allegro) 03:14

Violin Sonata RV.063`La Folia’

Christophe Coin
Il Giardino Armonico

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Foto da cidade de Alegrete (RS)

PQP

A Família das Cordas: The Glory of Cremona – Ruggiero Ricci

FrontSerá que um Stradivarius vale tudo o que pedem por ele?

E um Amati? Ou um Guarneri?

Talvez este álbum possa ajudá-los a responder.

Nele, o virtuoso ítalo-americano Ruggiero Ricci (1918-2012) toca, em quinze famosos violinos, várias peças curtas que considera adequadas às características de cada instrumento. Depois, no que é talvez a parte mais interessante do álbum, ele toca o mesmo trecho – o início solo inicial do Concerto no. 1 de Max Bruch – com as mesmíssimas condições de estúdio em cada um dos violinos, a maior parte dos quais leva apelidos que remetem a ex-proprietários célebres. Apesar da overdose de Stradivari, o xodó de Ricci era seu inseparável Guarneri del Gesù (o “Ex-Huberman”, que surpreendemente não aparece nesta gravação), que foi, depois de sua morte, adquirido por uma companhia japonesa e cedido à violinista japonesa Midori Gotō.

A “Glória de Cremona” a que se refere o título é a rica tradição de luteria daquela cidade, que teve seu pináculo entre os séculos XVI e XVIII através de luthiers da estirpe de Stradivari, Guarnieri, Bergonzi, Amati e da Salo, cujos preciosos instrumentos são, há já muito tempo, o privilégio dos maiores virtuosos.

THE GLORY OF CREMONA – RUGGIERO RICCI

Jean-Antoine DESPLANES [Giovanni Antonio Piani] (1678-1760)
01 – Intrada [violino de Andrea Amati, c. 1560-170]

Pietro NARDINI (1722-1793)
02 – Larghetto [violino de Antonio Stradivari, “ex-Rode”, 1733]

Antonio Lucio VIVALDI (1678-1741)
03 – Praeludium [violino de Nicolò Amati, 1656]

Niccolò PAGANINI (1782-1840)
04 – Cantabile e Valzer [violino de Antonio Stardivari, “Il Monasterio”,1719]

Wolfgang Amadeus MOZART (1756-1791)
arranjo de Carl Friedberg (1872–1955)
05 – Adagio [violino de Giuseppe Guarneri del Gesù, “Il Plowden”, 1735]

Dmitri Borisovich KABALEVSKY (1904-1987)
06 – Improvisation, Op. 21 no. 1 [violino de Antonio Stradivari, “Il Spagnolo”, 1677]

Piotr Ilyich TCHAIKOVSKY (1840-1893)
07 – Souvenir d’un lieu cher, Op. 42 – no. 2: Mélodie [violino de Giuseppe Guarneri del Gesù, “Il Lafont”, 1735]

Francesco Maria VERACINI (1690-1768)
08 – Largo [violino de Gasparo da Salo, ca. 1570-80]

Maria Theresia von PARADIS (1759-1824)
arranjo de Samuel Dushkin (1891-1976)
09 – Sicilienne [violino de Carlo Bergonzi, “Il Constable”, 1731]

Jenő HUBAY (1858-1937)
10 – The Violin Maker of Cremona  [violino de Giuseppe Guarneri del Gesù, “Ex-Bériot”, 1744]

Georg Friedrich HÄNDEL (1685-1759)
11 – Larghetto [violino de Antonio Stradivari, “El Madrileño”, 1720]

Robert SCHUMANN (1810-1856)
arranjo de Fritz Kreisler (1875-1962)
12 – Romance em Lá maior [violino de Giuseppe Guarneri del Gesù, “Ex-Vieuxtemps”, 1739]

Johannes BRAHMS (1833-1897)
13 – Dança Húngara no. 20 [violino de Antonio Stradivari, “Ex-Joachim”, 1714]
14 – Dança Húngara no. 17  [violino de Giuseppe Guarneri del Gesù, “Ex-Gibson”, 1734]

Jakob Ludwig Felix MENDELSSOHN-Bartholdy (1809-1847)
arranjo de Fritz Kreisler
15 – Lieder ohne Wörte, Op. 62 – No. 1: “Mailüfte” (“Brisas de Maio”) [violino de Antonio Stradivari, “Ex-Ernst”, 1709]

Ruggiero Ricci, violinos
Leon Pommers, piano

 

Max Christian Friedrich BRUCH (1838-1920)

Concerto para violino e orquestra no. 1 em Sol menor, Op. 26
I – Vorspiel. Allegro moderato (excerto – solo inicial)
Executado por Ruggiero Ricci nos seguintes instrumentos:

16 – Andrea Amati (c. 1560-70)
17 – Nicolò Amati (1656)
18 – Antonio Stradivari, “Il Spagnolo” (1677)
19 – Antonio Stradivari, “Ex-Ernst” (1709)
20 – Antonio Stradivari, “Ex-Joachim” (1714)
21 – Antonio Stradivari, “Il Monasterio” (1719)
22 – Antonio Stradivari, “El Madrileño” (1720)
23 – Antonio Stradivari, “Ex-Rode” (1733)
24 – Gasparo da Salo (c. 1570-80)
25 – Carlo Bergonzi, “Il Constable” (1731)
26 – Giuseppe Guarneri del Gesù, “Il Gibson” (1734)
27 – Giuseppe Guarneri del Gesù, “Il Lafont” (1735)
28 – Giuseppe Guarneri del Gesù, “Il Plowden” (1735)
29 – Giuseppe Guarneri del Gesù, “Ex-Vieuxtemps” (1739)
30 – Giuseppe Guarneri del Gesù, “Ex-Bériot” (1744)

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Quebre um, e passe reencarnações pagando.
Quebre um, e passe reencarnações pagando.

 

Vassily Genrikhovich

Antonio Vivaldi (1678-1741) – Gloria, RV 589, Nisi Dominus, RV 608, Nulla in Mundo Pax Sincera, RV 630 – Julia Lezhneva, Franco Fagioli, Diego Fasolis

Eis mais um discaço de Diego Fasolis, frente ao fantástico ‘Coro della Radiotelevisione svizzera ‘, e de sua querida orquestra, I Barocchisti, e novamente em parceria com Julia Lezhneva, turma que recém esteve presente aqui no PQPBach interpretando Pergolesi.

Porém aqui o parceiro de Julia Lezhneva é Franco Fagioli, outro contratenor que vem se destacando nos últimos anos. E todos eles juntos nos apresentam um Vivaldi fresco e atualizado. Sei que já trouxemos diversas versões destas mesmas obras, principalmente da ‘Gloria’, todos elas de excelente qualidade, e esta leitura de 2018 de Fasioli junta-se a elas.

A voz de Lezhneva é suave e delicada, em outros momentos intensa, e nos envolve em uma áurea de mistério e fé. E conta com a cumplicidade de um excepcional coral, com o perdão do excesso de adjetivos. Mas este é um daqueles CDs que nos deixam extasiados, e ao mesmo tempo perplexos com a qualidade e talento destes músicos. E claro, apenas reforça aquilo que temos destacado tanto por aqui: Vivaldi foi uma figura única,  um gênio do Barroco, um dos maiores compositores de todos os tempos, ao lado de Bach e Händel.

Enquant que na ‘Gloria’ Julia Lezhneva se destaca, no ‘Nisi Dominus’, é a incrível voz de Franco Fagioli que domina totalmente. Não teme as dificuldades da peça, e se joga de corpo e alma.

Se possível, novamente peço para os senhores ouvirem este CD em um bom fone de ouvido, assim como o do Pergolesi recém postado, assim não perderão aqueles detalhes que somem em caixas de som. E novamente, deixo-lhes a opção de ouvirem em MP3 ou então em FLAC.

ANTONIO VIVALDI 1678–1741
GLORIA RV 589
1 Gloria in excelsis Deo
2 Et in terra pax
3 Laudamus te
4 Gratias agimus tibi
5 Propter magnam gloriam tuam
6 Domine Deus, Rex caelestis
7 Domine Fili unigenite
8 Domine Deus, Agnus Dei
9 Qui tollis peccata mundi
10 Qui sedes ad dexteram Patris
11 Quoniam tu solus Sanctus
12 Cum Sancto Spiritu

NISI DOMINUS RV 608
13 Nisi Dominus aedificaverit domum
14 Vanum est vobis
15 Surgite postquam sederitis
16 Cum dederit dilectis suis somnum
17 Sicut sagittae in manu potentis
18 Beatus vir qui implevit
19 Gloria Patri, et Filio
20 Sicut erat in principio
21 Amen

NULLA IN MUNDO PAX SINCERA RV 630
22 Aria: Nulla in mundo pax sincera
23 Recitative: Blando colore
24 Aria: Spirat anguis inter flores
25 Alleluia

JULIA LEZHNEVA soprano
FRANCO FAGIOLI countertenor
Coro della Radiotelevisione svizzera
I Barocchisti DIEGO FASOLIS

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Antonio Vivaldi (1678-1741): Concerti con Molti Instrumenti – Ensemble Matheus & Jean-Christophe Spinosi

Antonio Vivaldi (1678-1741): Concerti con Molti Instrumenti – Ensemble Matheus & Jean-Christophe Spinosi

Vivaldi

 

Concerti con Molti Instrumenti

 

Estou quase certo, foi o língua de trapo do Stravinsky que afirmou ter Vivaldi escrito o mesmo concerto quinhentas vezes. Mesmo a mais infame afirmação pode conter uma grama de verdade. A afirmação, se é que houve, se foi exatamente assim, se foi feita pelo próprio Stravinsky, tem que ser considerada no contexto em que teria sido feita. Nos anos trinta havia complicados contextos políticos e sociais envolvidos e o ressurgimento da obra de Vivaldi a deixava superexposta.

Vivaldi viveu aqui…

O fato incontestável é que Vivaldi é muito bom! Seus concertos seguem sempre o formato allegro – adagio – allegro e duram perto de nove minutos, mas afirmar que são iguais uns aos outros é uma simplificação distorcente. Vivaldi tem imaginação e verve fenomenais. E ele teve no Pio Ospedale della Pietà seu laboratório de experimentos e entre suas alunas musicistas maravilhosas. Concertos para todos os tipos de instrumentos, inclusive alguns raros, que vinham do outro lado dos Alpes, devido às ótimas conexões venezianas com os fabricantes de instrumentos alemães. Além do Ospedale, Vivaldi trabalhou com outras orquestras, como a Orquestra de Dresden, dirigida por seu amigo e aluno Johann Georg Pisandel. Esta orquestra continha uma boa variedade de instrumentos de sopro, assim como a Orquestra da Ópera de Mantua. Por volta de 1720, Vivaldi também supriu música para a grande orquestra mantida em Roma pelo Cardeal Pietro Ottoboni, o grande mecenas das artes. Esta orquestra certamente tinha clarinetes entre seus instrumentos.

Exemplos indubitáveis das mil habilidades de Vivaldi são seus concertos com molti instrumenti. Estes concertos aparecem com frequência nos discos dos experts em música barroca, mas aqui temos algo bastante especial. Dois discos produzidos pelo selo francês Pierre Verany, com o Ensemble Matheus regido por Jean-Christophe Spinozi. O primeiro disco é intitulado Chalumeaux & Clarinettes Integral. Neste disco brilha o solista Gilles Thomé, que não só toca chalumeaux e clarintes, ele também as faz. O chalumeau é assim um parente distante do clarinete e caiu em desuso na medida que o clarinete foi sendo aperfeiçoado. O segundo disco traz concertos com misturas de instrumentos mais comuns como flautas transversa e doce, oboés e fagotes, com os tradicionais instrumentos de cordas e tiorbas, alaúdes, cravos e órgão. Entre os concertos deste disco, não deixe de notar o intitulado “Il Proteo o sia il Mondo al rovescio” e o que foi composto para “Sua Altezza Reale di Sassonia”! Nobres concertos. O título do primeiro concerto – O Mundo Virado de Cabeça para Baixo – refere-se ao violino e o violoncelo alternando-se no solo do concerto no mesmo intervalo tonal. Este disco individual foi postado pelo próprio PQP Bach.

Chalumeaux feitos pelo Gilles

Os músicos tocam instrumentos de época, mas isso não deve afastar nossos queridos leitores que preferem os instrumentos tradicionais. Nada aqui é agressivo ou abrasivo. Pelo menos aos meus ouvidos. Na verdade, se você estiver esperando os trompetes e fanfarras, vai se surpreender com a delicadeza e variedade dos sons. Vá em frente e deleite-se nesta superdose de música barroca italiana, produzida pela imaginação fervilhante do Petre Rosso, o Padre Vermelho!

Gilles Thomé ensaiando antes de você baixar os discos…

Antonio Vivaldi (1678 – 1741)

Concerti con Molti Instrumenti, Volume 1

Chalumeaux & Clarinettes – Integrale

  1. [1-3] – Concerto em dó maior, RV 558 para duas flautas doces, dois chalumeaux, duas tiorbas, dois bandolins, dois violinos “in tromba marina” e violoncelo
  2. [4-7] – Concerto em si bemol maior, RV 579 – “Funebre”, para dois oboés “sordini”, chalumeau, três violas “alle inglese” e violino
  3. [8-10] – Concerto em dó maior, RV 555 para duas flautas doces, oboé, chalumeau, dois trompetes, violino, duas “violette inglesi” e dois cravos
  4. [11-13] – Concerto em dó maior, RV 560 para dois oboés, dois clarinetes, cordas e baixo contínuo
  5. [14-16] – Concerto em dó maior, RV 559 para dois oboés, dois clarinetes, cordas e baixo contínuo
  6. [17-19] – Concerto em dó maior, RV 556 “Per la Solennita di S. Lorenzo”, para duas flautas doces, dois oboés, dois clarinetes, fagote, dois violinos, cordas e baixo contínuo

Ensemble Matheus

Gilles Thomé, chalumeau e clarinete

Jean-Christophe Spinosi, solo de violino e direção

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MP3 | 320 KBPS | 136 MB

Jean-Christophe Spinosi

Antonio Vivaldi (1678 – 1741)

Concerti Con Molti Instrumenti, Volume 2

  1. [1-3] – Concerto No. 3 em sol menor, RV 577 – “Per l’Orchestra di Dresda”, para violino, dois oboés, duas flautas doces, dois fagotes e orquestra
  2. [4-6] – Concerto em fá maior, RV 572 – “Il Proteo o sia  il Mondo al rovescio”, para violino, duas flautas transversas, dois oboés, cravos, violoncelo e orquestra
  3. [7-9] – Concerto em ré menor, RV 566 para dois violinos, dois oboés, duas flautas doces, fagote e orquestra
  4. [10-12] – Concerto em lá maior, RV 585 – “In Due Cori”, para quatro violinos, quatro flautas doces, dois órgãos e duas orquestras
  5. [13-15] – Concerto em dó maior, RV 556 [2ª. Versão] – “Per la Per la Solennita di S. Lorenzo”, para dois violinos, duas flautas doces, dois oboés, fagote e orquestra
  6. [16-18] – Concerto em dó maior, RV 557 para dois violinos, dois oboés, duas flautas doces, fagote e orquestra
  7. [19-21] – Concerto em sol menor, RV 576 – “Sua Altezza Reale di Sassonia”, para violino, oboé, duas flautas doces, dois oboés, fagote, contrafagote e orquestra

Ensemble Matheus

Jean-Christophe Spinosi, solo de violino e direção

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FLAC | 302 MB

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MP3 | 320 KBPS | 157 MB

O próprio Vivaldi veio dar uma conferida

Veja o que um crítico (quase) anônimo disso no Amazon sobre o primeiro disco: Consacré aux clarinettes et chalumeaux, le volume 1 fait entendre des instruments en buis fabriqués par Gilles Thomé qui en joue ici avec un art consommé. Ecoutez par exemple son poétique dialogue crépusculaire avec le violon de J.C. Spinosi dans le Largo e cantabile du « per la solennita di S. Lorenzo »

O Volume 1 é consagrado aos clarinetes e chalumeaux, instrumentos de madeira fabricados por Gilles Thomé que os toca com arte consumada. Escute por exemplo seu poético diálogo crepuscular com o violino de J. C. Spinosi no Largo e cantabile do “Per la Solennita di S. Lorenzo”

Ele está se referindo à faixa 18 do Volume 1. Baixe o disco e confira!

René Denon

Antonio Vivaldi (1678-1741): 5 Concerti Per Oboe; Concerto Per Oboe & Fagotto RV 545, Heinz Holliger, I Musici

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Fiquei tão entusiasmado em repostar os Concertos para Flauta com o I Musici, que resolvi trazer novamente esta outra baita gravação dos italianos com o Heinz Holliger, oboísta que dispensa apresentações.

Andei olhando meus cds e encontrei uma série de CDs gravadas pelo conjunto I Musici só com obras de Vivaldi, e pensei: por que postá-la? Por que não postá-la? Pois bem, postá-la-ei. Nem sei direito quantos cds são, os senhores poderão contar no final das contas.

Só tem feras por aqui. Neste primeiro cd teremos os Concertos para Oboé, com Heinz Holliger, talvez o maior oboísta do século XX, mas isso fica a critério dos senhores julgarem. Além deles, o CD também traz um Concerto duplo para Oboe e Fagote.

Antonio Vivaldi (1678-1741): 5 Concerti Per Oboe; Concerto Per Oboe & Fagotto RV 545, Heinz Holliger, I Musici

01-03 Concierto for Oboe in C, RV 452
04-06 Concierto for Oboe in d, RV 454
07-09 Concierto for Oboe & Fagot in G, RV 445
10-12 Concierto for Oboe in C, RV 446
13-15 Concierto for Oboe in a, RV 463
16-18 Concierto for Oboe in C, RV 447

Heinz Holliger – Oboe
Klaus Thunemann – Fagot
I Musici

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holliger
Heinz Holliger – Esse toca muito !!!

FDP

Antonio Vivaldi – Complete Flute Concertos – Severino Gazzelloni, I Musici

51jQSUuzCjL._SS280Estou postando novamente este belíssimo CD, a pedidos. Com certeza uma das melhores gravações já realizadas destes concertos, um show de competência de Severino Gazzelloni.

Creio que assim como eu, muita gente se acostumou a ouvir estes belos concertos para flauta de Vivaldi com esse excelente flautista italiano, Severino Gazzelloni. Lembro também de ter tido a versão do Auréle Nicolet, também acompanhado pelo I Musici, outra versão também incrível. Mas infelizmente não a tenho mais, portanto, fiquemos com Gazzelloni.
Não sei os senhores, mas destes concertos para flauta de op. 10 o meu favorito é o de nº1 “La tempesta di mare”. É incrível como Vivaldi consegue traduzir para um instrumento tão único quanto a flauta os movimentos das ondas do mar durante uma tempestade. Coisa de gênio.  Gazzelloni foi um virtuose da flauta, e conseguiu transpor com incrível competência e técnica as dificuldades da obra.

CD 1
01-03 in F, Op. 10 No. 1, RV 433
03-09 in G, Op. 10 No. 2, RV 439
10-12 in D, Op. 10 No. 3, RV 428
13-15 in G, Op. 10 No. 4, RV 435
16-18 in F, Op. 10 No. 5, RV 434
19-21 in G, Op. 10 No. 6, RV 437
22-24 in G, RV 436
25-27 in D, RV 427

CD 2

01-03 RV 400
04-06 RV 429
07-09 RV 441
10-12 RV 438
13-15 RV 108, Allegro
16-18 RV 533, Allegro Molto
19-21 RV 445, Allegro

Severino Gazzelloni – Flute
I Musici

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FDPBach

 

Monteverdi, Vivaldi, Purcell, Bertali, Legrenzi, Piccinini: Lamenti

Monteverdi, Vivaldi, Purcell, Bertali, Legrenzi, Piccinini: Lamenti

Um excelente CD que traz duas lendas, a mezzo-soprano sueca Anne Anne Sofie von Otter e o Musica Antiqua Köln, dirigido por Reinhard Goebel. E é claro que a coisa teria que ser — e é — do mais alto nível. Apenas uma das peças incluídas nesta gravação era conhecida por mim antes de eu comprar este lançamento — o famoso Lamento d’Arianna de Claudio Monteverdi. Desta forma, esta maravilhosa gravação me apresentou várias novidades. A cantata de Antonio Vivaldi, Cessate, é uma delas. Com cerca de dez minutos de duração, a cantata é composta de várias seções contrastantes. Além de apreciar muito o Cessate, o madrigal Monteverdi que abre o disco, Con che soavita, também é muito atraente, complexo e cheio das harmonias ricas e quase ostentatórias. O disco conclui com duas peças fúnebres de Henry Purcell. O compositor inglês do barroco médio é mais famoso por ter escrito o mais famoso Lamento da época, o Lamento de Dido, de Dido and Aeneas, que não está no disco. Os dois encontrados aqui são Incassum, Lesbia, uma canção funerária escrita para um membro da família real, e O Solitude, uma canção solo menos formal mas talvez mais bem sucedida. Imprensado entre os Purcell, está uma deliciosa chacone para alaúde do início do barroco, da qual também gostei. Von Otter também escolheu dois italianos menores do século 17, Antonio Bertali e Giovanni Legrenzi, nenhum dos quais me pareceu excepcional. A qualidade da música é correspondida pelos executantes. Famosa por seu mezzo elegante e sem falhas, von Otter faz as passagens mais lentas de forma mais bela. Recomendado para os fãs de música clássica mais sérios e menos casuais.

Monteverdi, Vivaldi, Purcell, Bertali, Legrenzi, Piccinini: Lamenti

1 Monteverdi: Con Che Soavità 4:42
2 Bertali: Lamento Della Regina D’Inghilterra 15:24
3 Legrenzi: Il Ballo Del Gran Duca, Op. 16: Corrente Nona 3:19
4 Vivaldi: Cantata “Cessate, Omai Cessate” RV 684 10:52
5 Monteverdi: Lamento D’Arianna 11:07
6 Purcell: Incassum, Lesbia, Rogas, Z. 383 7:27
7 Piccinini: Ciaccona 1:52
8 Purcell: Oh Solitude! Z. 406 4:58

Anne Sofie von Otter
Musica Antiqua Köln
Reinhard Goebel
Jakob Lindberg
Markus Mollenbeck
Franz-Josef Selig

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Que Lamenti, que nada! A gente gosta é de ciência! (Rembrandt – A Lição de Anatomia do Dr. Nicolaes Tulp)

PQP

Antonio Vivaldi (1678-1741): As Quatro Estações – Roberto Michelucci & I Musici / Giuliano Carmignola & Sonatori de la Gioiosa Marca

Antonio Vivaldi (1678-1741): As Quatro Estações – Roberto Michelucci & I Musici / Giuliano Carmignola & Sonatori de la Gioiosa Marca

Vivaldi

As Quatro Estações

Roberto Michelucci  –  I Musici

Aqui é assim: se um dos nossos dezessete leitores pede alguma coisa, paramos tudo, desde a pesquisa sobre música folclórica do Azerbaijão até a audição das trinta e sete diferentes gravações dos quartetos de Beethoven, só para atendê-los! E quando o pedido envolve o nome de uma instituição italiana monumentalíssima como o I Musici, a presteza é redobrada.

Pessoal do I Musici visitando um parque em Ashkelon. Ótimos músico, fotografos nem tanto…

I Musici foi fundado em 1951 e é ativo até hoje. Doze jovens artistas formados pela Accademia di Santa Cecilia, de Roma, que se reuniram para formar uma orquestra de câmera sem maestro. E que nome escolheram para o grupo: Os Músicos! Rapidamente chamaram a atenção de todos pelas suas interpretações de música barroca, especialmente Vivaldi, mas também Albinoni e outros.

Até o advento do movimento de música com instrumentos de época, que varreu o cenário musical desde os anos oitenta, I Musici era uma das principais referências para música barroca. Mesmo depois, o grupo manteve um público fiel.

Com esse background, pode-se esperar que eles tenham gravado As Quatro Estações, de Vivaldi, diversas vezes. Posso mencionar pelo menos três delas: uma com o Felix Ayo, outra com Roberto Michelucci e uma ainda com a Pina Carmirelli. Aqui temos a gravação com Roberto Michelucci, feita na Suiça, em 1969.

As Estações de Vivaldi dispensam apresentações, mas é bom lembrar duas coisas: apesar de serem vistos como um grupo de quatro concertos, eles fazem parte de uma publicação de 12 concertos. São os quatro primeiros concertos da obra Il cimento dell’armonia e dell’inventione, Op. 8. A união da harmonia com a invenção! Os concertos evocam as estações do ano, sendo assim o que se chama música programática. Há quatro poemas, um sobre cada um dos concertos, que possivelmente foram escritos pelo próprio Vivaldi.

Completam o disco do I Musici dois lindos concertos de Vivaldi: Concerto em si bemol maior, Op. 8, No. 10, La caccia, e Concerto em lá maior, Per ecco in lontano. O concerto em si bemol maior foi gravado em Roma, em 1961, com solo de Felix Ayo, e o concerto em lá maior, em La Chaux-de-Fonds, Neuchâtel, Suiça, no ano de 1965, tendo como solistas Walter Gallozzi e Franco Tamponi.

Vivaldi

As Quatro Estações

Sonatori de la Gioiosa Marca

Giuliano Carmignola

Com o intuito de tornar a postagem atraente a pelo menos mais alguns dos outros dezesseis leitores, resolvi fazer uma postagem dupla e trazer também uma outra gravação das estações vivaldianas. Escolhi, para fazer contraponto ao I Musici, uma gravação feita por um grupo que toca com instrumentos de época, mas também italiano. O nome de Giuliano Carmignola é consenso como um dos melhores violinistas barroco em atividade e isso é muito justo. Nesta gravação feita para a DIVOX Antiqua, em 1994, ele está acompanhado pelo Sonatori de la Gioiosa Marca e eles soam maravilhosos aos meus ouvidos. Este grupo é de Treviso, uma cidade que está na fronteira (marca) da Sereníssima República de Veneza. Portanto, assim fica o nome do grupo: Músicos da Festiva Fronteira. Só para lembrar do I Musici!!

Carmignola e o Sonatori de la Gioiosa Marca

Aqui completam o disco também dois concertos.

Vivaldi

Concerto No. 1, em mi maior, RV 269, La primavera

  1. Allegro
  2. Largo
  3. Allegro (Danza Pastorale)

Concerto No. 2 em sol maior, RV 315, L’estate

  1. Allegro non molto – Allegro
  2. Adagio – Presto – Adagio
  3. Presto (Tempo impetuoso d’estate)

Concerto No. 3, em fá maior, RV 293, L’autunno

  1. Allegro (Ballo e canto de villanelli)
  2. Adagio molto (Ubriachi dormienti)
  3. Allegro (La caccia)

Concerto No. 4, em fá maior, RV 297, L’inverno

  1. Allegro non molto
  2. Largo
  3. Allegro

Concerto No. 10, em si bemol maior, RV 362, La caccia

  1. Allegro
  2. Adagio
  3. Allegro

Concerto em lá maior, RV 552, Per ecco in lontano

  1. Allegro
  2. Larghetto
  3. Allegro

Roberto Michelucci, violino (1-12)

Felix Ayo, violino (13-15)

Walter Gallozzi e Franco Tamponi, violinos (16-18)

I Musici

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FLAC | 338 MB

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MP3 | 320 KBPS | 158 MB

Giuliano Carmignola

 

Concerto No. 1, em mi maior, RV 269, La primavera

  1. Allegro
  2. Largo
  3. Allegro (Danza Pastorale)

Concerto No. 2 em sol maior, RV 315, L’estate

  1. Allegro non molto – Allegro
  2. Adagio – Presto – Adagio
  3. Presto (Tempo impetuoso d’estate)

Concerto No. 3, em fá maior, RV 293, L’autunno

  1. Allegro (Ballo e canto de villanelli)
  2. Adagio molto (Ubriachi dormienti)
  3. Allegro (La caccia)

Concerto No. 4, em fá maior, RV 297, L’inverno

  1. Allegro non molto
  2. Largo
  3. Allegro

Concerto para três violinos, viola e baixo contínuo, em fá maior, RV 551

  1. Allegro
  2. Andante
  3. Allegro

Concerto em ré menor, RV 128

  1. Allegro non molto
  2. Largo
  3. Allegro

Giuliano Carmignola, violino

Sonatori de La Gioiosa Marca

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FLAC | 285 MB

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MP3 | 320 KBPS | 121 MB

Treviso, cidade do Sonatori de la Gioiosa Marca

Assim, espero que todos possam desfrutar desta meravigliosa música vivaldiana!!

René Denon

Achron, Aguiar, Babo, Blauth, Corrêa, Grieg, Kreisler, Picchi, Ravel, Veracini, Vieuxtemps, Vivaldi: Gaiato

Achron, Aguiar, Babo, Blauth, Corrêa, Grieg, Kreisler, Picchi, Ravel, Veracini, Vieuxtemps, Vivaldi: Gaiato

O Brasil recebeu, no pós-guerra, diversos músicos que vieram da Europa para atuar na Orquestra Sinfônica Brasileira (criada por iniciativa de José Siqueira em 1940) e que se tornaram destaques em seus respectivos instrumentos: o francês Noel Devos no fagote, o tcheco Bohumil Med na trompa, a também francesa Odette Ernest Dias na flauta, para ficar só nesses.

Neste post, rendo tributo ao violista húngaro que adotou o nome de Perez Dworecki (1920-2011, não descobri o nome de batismo dele) postando seu CD mais recente (de uns cinco anos atrás). Ao longo do ano apresentarei discos dos demais músicos.

Esta coletânea abrange do barroco europeu ao nacional contemporâneo (diferente de outras que Dworecki lançou, focadas totalmente no repertório made in Brazil) e recebeu o nome a partir de uma peça composta especialmente pelo paulista Achille Picchi. Deixo as apreciações adicionais por vossa conta.

Boa audição porque já tô pensando no próximo CD, também de viola (mas viola caipira).

***

Gaiato: Perez Dworecki

Vivaldi
1. Sonata Para Viola E Piano (Original Para Violoncelo): Largo
2. Sonata Para Viola E Piano (Original Para Violoncelo): Allegro
3. Sonata Para Viola E Piano (Original Para Violoncelo): Largo
4. Sonata Para Viola E Piano (Original Para Violoncelo): Allegro

Veracini
5. Largo

Vieuxtemps
6. Elegie

Grieg
7. Sonata (Andante Molto Tranqüilo): Op. 36 (Original Para Violoncelo)

Ravel
8. Berceuse (Sobre O Nome de Gabriel Fauré)

Achron
9. Melodia Hebraica

Kreisler
10. Liebesleid

Breno Blauth
11. Sonata (Para Viola E Piano): Dramático
12. Sonata (Para Viola E Piano): Evocativo
13. Sonata (Para Viola E Piano): Agitado

Ernani Aguiar
14. Meloritmias Nº 5: Ponteado (Viola Solo)

S. V. Corrêa
15. Cantilena (Para Viola E Piano)
16. Seresta Nº 2 (Para Viola E Piano)

Lamartine Babo
17. Eu Sonhei Que Tu Estavas Tão Linda

Villani-Cortes
18. Luz

Achille Picchi
19. Gaiato: Op. 168 (Choro Para Viola E Piano)

Perez Dworecki, viola
Gilberto Tinetti e Paulo Gori, piano

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O húngaro Perez Dworecki

CVL – PQP