In Memory Of… Classics for Funerals (Sugestões de Repertório para seu Velório)

IM-PER-DÍ-V…

Este álbum duplo que me caiu nas mãos é algo bastante original. In Memory Of… Classics for Funerals é uma série de highlights lentos, tristes e pouco barulhentos. A respeitada gravadora Chandos resolver perder o pudor e chamou a coletânea de Clássicos para Funerais, ou seja, se algum familiar seu morrer e você quiser colocar uma música culta e digna em honra a seu morto, aí está! Lembrem do PQP quando ouvirem a trilha no velório, por favor. É o mínimo.

A primeira faixa do disco, a Marcha Fúnebre de Chopin é tocada com orquestra e isso me incomodou. Depois, o nível da coisa sobe muito e o morto pode seguir de forma decorosa para o vazio. Há belas lembranças de obras que não relaciono com a morte — como se fizéssemos alguma coisa neste mundo que não tivesse relação com a morte! –, mas que agora, sei lá, talvez passe a relacionar. Apesar de ser uma incrível colcha de retalhos, misturando, épocas e gêneros, gostei de ouvir o disco de mais de 150 minutos.

Boa morte a todos! Coloquem música no lugar do padre! Basta de recaídas religiosas na hora da morte! É de péssimo gosto!

In Memory Of… Classics for Funerals (Sugestões de Repertório para seu Velório)

1.Frédéric Chopin Piano Sonata No. 2 in B flat minor, Op. 35, CT. 202 : Funeral March 7:05
2.Giuseppe Verdi Requiem Mass, for soloists, chorus & orchestra (Manzoni Requiem) : Agnus Dei 5:23
3.Johann Sebastian Bach Komm, süsser Tod, for voice & continuo (Schemelli Gesangbuch No. 868), BWV 478 (BC F227) 5:07
4.Gabriel Fauré Requiem, for 2 solo voices, chorus, organ & orchestra, Op. 48 : Pie Jesu 3:24
5.Edward Elgar Enigma Variations, for orchestra, Op. 36 : Nimrod 3:31
6.George Frederick Handel Messiah, oratorio, HWV 56 : I know that my redeemer liveth 6:01
7.Johann Sebastian Bach Concerto for 2 violins, strings & continuo in D minor (“Double”), BWV 1043 : Largo 6:56
8.Gabriel Fauré Pavane, for orchestra & chorus ad lib in F sharp minor, Op. 50 6:24
9.Sergey Rachmaninov Vocalise, transcription for orchestra, Op. 34/14 4:29
10.Henry Purcell Dido and Aeneas, opera, Z. 626 : When I am laid in earth 3:26
11.Jules Massenet Thaïs, opera in 3 acts : Méditation 4:51
12.Maurice Ravel Pavane pour une infante défunte, for piano (or orchestra) 6:25
13.Percy Grainger Irish Tune from County Derry (Londonderry Air), folk song for string orchestra with 2 horns ad lib. (BFMS 15) 4:22
14.Samuel Barber Adagio for strings (or string quartet; arr. from 2nd mvt. of String Quartet), Op. 11 8:25
15.Wolfgang Amadeus Mozart Requiem for soloists, chorus, and orchestra, K. 626 : Introitus 5:20
16.Jules Massenet La Vierge, sacred legend in 4 acts : Le dernier sommeil de la Vierge 3:31
17.César Franck Panis angelicus for tenor, organ, harp, cello & bass 3:47
18.Gustav Mahler Adagietto, for orchestra (from the Symphony No. 5) 10:51
19.George Frederick Handel Saul, oratorio, HWV 53 : Dead March 5:20
20.Johann Sebastian Bach St. John Passion (Johannespassion), BWV 245 (BC D2) : Ruht wohl, ihr heiligen Gebeine 6:56
21.Arvo Pärt Cantus in Memory of Benjamin Britten, for string orchestra & bell 6:18
22.Gabriel Fauré Requiem, for 2 solo voices, chorus, organ & orchestra, Op. 48 : Agnus Dei 5:49
23.William Walton Henry V, film score : Touch her soft lips and part 1:37
24.Edvard Grieg Peer Gynt Suite for orchestra (or piano or piano, 4 hands) No. 1, Op. 46 : Death of Åse 4:11
25.Johann Sebastian Bach Cantata No. 147, “Herz und Mund und Tat und Leben,” BWV 147 (BC A174) : Jesu, Joy of Man’s Desiring 3:02
26.Edward Elgar Sursum Corda, elévation for brass, organ, strings & 2 timpani in B flat major, Op. 11 7:11
27.Ludwig van Beethoven Symphony No. 3 in E flat major (“Eroica”), Op. 55 : Marcia funebre 15:05

A relação com os artistas envolvidos:

Disc: 1

1. Funeral March From Op.35 – BBC Philharmonic
2. Agnus Dei – Richard Hickox
3. Komm Susse Tod – BBC Philharmonic
4. Pie Jesu – Libby Crabtree
5. ‘Nimrod’ – Alexander Gibson
6. ‘I Know That My Redeemer Liveth’ – Joan Rodgers
7. Largo – Simon Standage
8. Pavane – BBC Philharmonic
9. Vocalise – Detroit Symphony Orchestra
10. ‘When I Am Laid In Earth’ – Emma Kirby
11. ‘Meditation’ – Yuri Torchinsky
12. Pavane Pour Une Infante Defunte – Louis Lortie
13. Irish Tune – BBC Philharmonic
14. Adagio For Strings, Op.11 – Neeme Jarvi

Disc: 2

1. Introitus – Choir Of Saint John’s College
2. ‘Le Dernier Sommeil De La Vierge – BBC Philharmonic
3. Panis Angelicus – BBC Philharmonic
4. Adagietto – Neeme Jarvi
5. ‘Dead March’ – BBC Philharmonic
6. ‘Ruht Wohl, Ihr Heiligen Gebeine’ – Harry Christophers
7. Cantus-In Memory Of Benjamin Britten – Neeme Jarvi
8. Agnus Dei – City Of Birmingham Symphony Chorus
9. ‘Touch Her Soft Lips And Part’ – Richard Hickox
10. ‘Death Of Ase’ – Vernon Handley
11. ‘Jesu, Joy Of Man’s Desiring’ – Michael Austin
12. Sursum Corda, Op.11 – Bournemouth Sinfonietta
13. Marcia Funebre – Walter Weller

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O Sétimo Selo, de Ingmar Bergman: joguinho de xadrez com a morte

O Sétimo Selo, de Ingmar Bergman: joguinho de xadrez com a morte

PQP

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B. Britten (1913-1976): Violin Concerto / W. Walton (1902-1983): Viola Concerto

Vocês sabem aquele disco consistente? Pois é o caso. São bons concertos de Britten e Walton — o de Britten é bem melhor — , boas interpretações, boa gravação. Nada de arrebentar, mas tudo em seu lugar. Há traços de Shostakovich no concerto de Britten e a tão vilipendiada viola é bem tocada pelo excelente Vengerov no Walton. O concerto de Britten é cheio de íntima agitação e emoção crua, mas também é elegante e lírico. Vengerov faz justiça aos muitos matizes deste trabalho, particularmente a seu final dolorido e solene, o qual é soberbamente interpretado.

B. Britten (1913-1976): Violin Concerto / W. Walton (1902-1983): Viola Concerto

1 Violin Concerto Op.15: I Moderato con moto – 10:05
2 Violin Concerto Op.15: II Vivace – 8:24
3 Violin Concerto Op.15: III Passacaglia – Andante lento (un poco meno mosso) 15:22

4 Viola Concerto: I. Andante comodo 9:47
5 Viola Concerto: II. Vivo, con molto preciso 4:24
6 Viola Concerto: III. Allegro moderato 16:23

viola

Maxim Vengerov
London Symphony Orchestra
Mstislav Rostropovich

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Britten: grandes música e nariz

Britten: grandes música e nariz

PQP

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Les Voix Baroques – Canticum Canticorum (Cântico dos Cânticos do Rei Salomão)

Cântico dos Cânticos: clérigos promovem as canções como uma representação alegórica da relação de Deus e Israel como marido e mulher. Quando lidas fora do contexto, as canções revelam uma coleção erótica, se não singularmente carnal de poesia de amor. Esta dicotomia entre o sagrado e o carnal nos Cântico dos Cânticos tem sido um dos temas favoritos entre os compositores desde a Renascença.

O livro de Cântico dos Cânticos, também chamado de Cantares, Cântico Superlativo, ou Cântico de Salomão, faz parte dos livros poéticos do Antigo Testamento, vem depois de Eclesiastes e antes do livro de Isaías. Representa, em hebraico, uma fórmula de superlativo; significa o mais belo dos cânticos, Cântico por Excelência ou o cântico maior. É um canto poético curto, com somente 8 capítulos.

De acordo com o título em 1.1, o Cântico dos Cânticos foi escrito por Salomão, filho do Rei Davi. Pode-se dizer que é “de Salomão”, pois a expressão hebraica “de Salomão”(1.1) pode ser traduzida “de” Salomão (como o seu autor) ou “para Salomão (como a pessoa à qual o livro é dedicado). A opinião tradicional entre judeus é a de que Salomão foi o seu autor (Cf. 1Rs.4.32), para os católicos este livro pertence ao agrupamento dos Sapienciais, que condensam a sabedoria infundida por Deus no povo de Israel. Como pertence ao grupo dos sapienciais, recebe como autor a figura simbólica de Salomão, o modelo da sabedoria em Israel, tem sua escrita estimada por volta do ano 400 a.C, e constitui-se de uma coletânea de hinos nupciais.

Por ser um poema escrito em uma linguagem considerada sensual, sua validade como texto bíblico já foi questionado ao longo dos tempos. O poema fala do amor entre o noivo e sua noiva. O nome de Deus só aparece nele de forma abreviada, em 8,6, “uma chama de Iah(weh)”[6]. A interpretação alegórica, segundo a qual o amor de Deus por Israel e o do povo por seu Deus são representados como as relações entre dois esposos, tornou-se comum entre os judeus a partir do séc. II DC, tal interpretação tem paralelo no tema da alegria nupcial que os profetas desenvolveram a partir de Oséias.

O Cântico dos Cânticos ou Shir há´Shirim, além das inúmeras interpretações que recebeu ao longo dos séculos, é um dos mais belos poemas de amor já escritos. Seus protagonistas são uma amada e seu amado. A menção do amado como rei e pastor pode ser uma alusão à tradição judaica que, durante o casamento, considera o noivo um rei e a noiva uma rainha. Ao longo do texto, eles dialogam entre si ou com um coro e, apesar de o original não diferenciar explicitamente o que dizem ele e ela, é possível deduzir a qual deles pertence cada palavra pela diferente flexão que têm o masculino e o feminino em hebraico. O aparecimento do protagonista “coro” também parece apontar para uma influência grega.

Les Voix Baroques, sob a direção do fundador Matthew White, reuniu 16 músicas, todas inspiradas nos Cânticos dos Cânticos, que vão desde John Dunstable do século 15 para Sir William Walton do século 20, abrangendo a Inglaterra medieval, a Itália renascentista, o barroco da Alemanha e França, e o Canadá e Inglaterra do século 20. O grupo agilmente desenvolve cada um dos períodos da música coral com instrumentos e estilos de época.

(textos retirados da internet)

O Cântico começa com as palavras da amada:
Beija-me com beijos de tua boca,
Teus amores são melhores do que o vinho;
O alento do teu corpo me embriaga
E pronunciar teu nome desperta fragrâncias que impregnam tudo.
Por isso te amam as donzelas.

Leva-me contigo; corramos ao teu quarto e gozemos com alegria.
Evocar tuas carícias embriaga mais do que o vinho.
Com razão se enamoram de ti.
Filhas de Jerusalém, sou morena, mas sou graciosa;
Morena como as tendas do deserto,
Cheia de graça como os pavilhões do rei.

Não me negligencies por eu ser morena,
É que o sol me queima.
Dize-me, amor, onde vais apascentar teu rebanho e onde descansas ao meio-dia
Para que, buscando-te, eu não me extravie entre os rebanhos de teus companheiros.

Ao que ele responde:
Se não sabes onde me encontrar, bela entre as donzelas, segue as pisadas do meu rebanho e leva teu rebanho a pastar junto às tendas dos pastores.
Oh, bela, minha amada, tens a prestância dos corcéis do faraó.
Que delicado é teu rosto ornado por teu cabelo! Que graça tem teu pescoço com os colares!

E ela replica:
O perfume do meu corpo vai atrás do meu amado aonde quer que vá.
Quando descansa entre meus seios, ele é para mim uma porção de lavanda, um punhado de ervas aromáticas.

E ele:
Que bela és, amada, que bela! Teus olhos são pombas de serenidade e graça.

E, finalmente, responde ela:
Que belo és, amor! Que prazer! No campo temos estendido nossa cama, os ramos dos ciprestes são nosso telhado e os cedros são as colunas de nossa casa.
(Tradução de Eziel Belaparte Percino)

Palhinha: ouça 03 – Symphoniae sacrae, Op. 6: Anima mea liquefacta est, SWV 263

Canticum Canticorum
Orlando de Lassus (Franco-Flemish, 1532/1530-1594)
01 – Veni in hortum meum
Giovanni Pierluigi da Palestrina (c.1525-1594)
02 – Osculetur me osculo oris sui
Heinrich Schütz (Germany, 1585-1672)
03 – Symphoniae sacrae, Op. 6: Anima mea liquefacta est, SWV 263
04 – Symphoniae sacrae, Op. 6: Adjuro vos, filiae, SWV 264

Domenico Mazzocchi (Italy, 1592-1665)
05 – Dialogo della cantica
Healey Willian (Anglo-Canadian, 1880-1968)
06 – Rise up, my love, my fair one, B 314
07 – I beheld her beautiful as a dove, B 312

Sir William Walton (England, 1902-1983)
08 – Set me as a seal upon thine heart
Thomas Tomkins (England, 1572-1656)
09 – My beloved spake unto me
Heinrich Schütz (Germany, 1585-1672)
10 – Cantiones sacrae, Op. 4: Ego dormio, et cor meum, SWV 63
11 – Cantiones sacrae, Op. 4: Vulnerasti cor meum, SWV 64

Marc-Antonie Charpentier (France, 1643-1704)
12 – Dilecti mi, H 436
Marin Marais (France, 1656-1728)
13 – Passacaille
Marc-Antonie Charpentier (France, 1643-1704)
14 – Antienne pour les Vêpres de l’Assomption de la vierge: Après Lauda Jerusalem Dominum, H 52
John Dunstaple (or Dunstable) (England, c.1390 – 1453)
15 – Quam pulchra es, MB 44
Henry Purcell (England, 1659-1695)
16 – My beloved spake, Z 28

Canticum Canticorum – 2007
Les Voix Baroques
Director: Matthew White

Encarte incluído nos arquivos abaixo.

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
XLD Rip | FLAC | 329,4 MB | 1,1 h

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MP3 320 Kbps | 153,9 | 1,1 h
powered by iTunes 12.1.0

Boa audição.

Avicenna

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William Primrose – obras para Viola de Henri Casadesus (1879–1947), William Walton (1902–1983), Hector Berlioz (1803–1869) e Niccolò Paganini (1782-1840) (NOVO LINK)

UM BAITA VIOLISTA !!!

Postado originalmente em 10 de março de 2012.

Damos prosseguimento à nossa sequência de peças para viola, este instrumento tão belo e injustiçado (agora falou alto o meu lado amargo de violista com remorso) e finalmente pousam aqui no P.Q.P.Bach algumas das exímias execuções de William Primrose (1904-1982). O escocês foi um dos maiores violistas que se tem registro, dono de técnica e precisão que deixariam qualquer dos melhores violinistas que já passaram por aí com, no mínimo, uma pontinha de inveja. Seu virtuosismo o levou a ser protagonista de uma quantidade bastante expressiva de gravações, num período em que ainda só existiam os LPs.

Neste LP transformado em CD o violista mostra sua versatilidade em três peças dedicadas ao instrumento.

pseudo-barroco Concerto par Viola que Henri Casadesus compôs e atribuiu a Händel (hoje editado com o nome de “no estilo de Händel) está com o andamento coisa de uns 40% mais rápido que o original, o que faz com que se exacerbe o virtuosismo de Primrose, mas que dificulta a percepção da linha melódica de extrema beleza da música de Casadesus (futuramente encontrarei um CD no qual esse concerto esteja em seu andamento original, mais lento, e o postarei aqui). São escolhas: o virtuosismo em detrimento da melodia… Ainda assim, a peça é extremamente bela, no mesmo nível do Concerto que Casadesus atribuiu a J.C.Bach, não menos apaixonante, que postamos anteriormente aqui. Em seguida nos é apresentado o belo, melodioso e delicado Concerto para Viola de William Walton, com todas as características das composições do século XX (e que você pode comparar com a versão gravada pelo poderoso violista Lawrence Power aqui). Nesta versão, a de Primrose, a regência está sob a batuta de nada menos que o próprio Walton, seu contemporâneo, e talvez por isso esteja mais próxima da concepção de seu autor. Não menos interessante é a terceira peça, do período romântico: a vibrante Haroldo na Itália, do francês Hector Berlioz. É a mais animada para fechar o CD, embora o papel do solo da viola seja o menos destacado das peças do álbum, ainda que os solos sejam muito bonitos. Há ainda uma quarta peça, o assustadoramente eloquente Capricho nº 5 de Niccolò Paganini, em transcrição feita para viola, que coloquei pra vocês como uma faixa-bônus, brindado-os com uma saideira do virtuosismo de William Primrose.

Ouça-o: tudo o que você achava sobre os violistas pode mudar depois desse álbum. Não perca!

Palhinha 1: Primrose executando o Capricho nº5 de Paganini

Palhinha 2: Primrose executando o Capricho nº24 de Paganini

Henri Casadesus (1879–1947)
Concerto para Viola em Si Menor no Estilo de Händel (A)
01. I. Allegro moderato
02. II. Andante ma non troppo
03. III. Allegro molto energico

William Walton (1902–1983)
Concerto para Viola (B)
04. I. Andante comodo
05. II. Vivo, con molto preciso
06. III. Allegro moderato

Hector Berlioz (1803–1869)
Harold in Italy (C)
07. I. Harold nas montanhas
08. II. Marcha dos peregrinos
09. III. Serenata
10. IV. Festa dos bandidos

Niccolò Paganini (1782-1840)
11. (faixa-bônus) Capricho nº 5

William Primrose, viola
A. RCA Victor Orchestra
Frieder Weissmann, regente
B. Philharmonia Orchestra
William Walton, regente
C. Boston Symphony Orchestra
Serge Koussevitsky, regente

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE PQPShare (112Mb)
Ouça! Deleite-se! … 

Bisnaga

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William Walton (1902-1983) e Edmund Rubbra (1901-1986): Viola Concerti & Meditations on a Byzantine Hymn

Este é um disco IM-PER-DÍ-VEL !!!!, surpreendentemente bom. Notável mesmo. É música inglesa, que é algo sabidamente perigoso, mas, garanto-lhes é de alta qualidade. Os prêmios este da CD da Hyperion recebeu:

GRAMOPHONE AWARDS SHORTLIST 2008
GRAMOPHONE RECOMMENDS
ORCHESTRAL CD OF THE MONTH (CLASSIC FM MAGAZINE)
SUNDAY TIMES CLASSICAL CD OF THE WEEK
BUILDING A LIBRARY RECOMMENDED VERSION (BBC RADIO 3)
‘SUPERSONIC’ AWARD, PIZZICATO MAGAZINE
DAILY TELEGRAPH CLASSICAL CD OF THE YEAR
CD COMPACT ‘CONCERTO’ AWARD 2008

Sim, todos prêmios ingleses, mas vá ouvir o CD antes de me bombardear! O violista Lawrence Power não tem nada de violista. Não nasceu para ficar num naipe fazendo ostinati com seus colegas como se fossem um grupo de cachorros se coçando. Power é power mesmo, é genial.

A propósito:

Piadas de violistas

Porque as piadas sobre viola são curtas?
– Para os violistas poderem entender.

Como se diferencia um violista de um cachorro?
– Um cachorro sabe quando deve parar de arranhar.

Você já ouviu falar daquele violista que afirmava tocar fusas?
– A orquestra não acreditou e ele provou tocando uma.

Quando é que uma viola está tocando desafinada?
– Quando o arco se move.

Porque muitas pessoas adquirem aversão instantânea à viola?
– Poupar tempo.

Qual a diferença entre um cortador de grama e uma viola?
– Se for absolutamente necessário, pode-se utilizar o cortador de grama num quarteto de cordas.

Se você estivesse perdido no deserto, para quem pediria ajuda: a um bom violista, a um mau violista ou a um oásis?
– A um mau violista. Os outros dois são produtos da sua imaginação.

Porque as pessoas tremem de medo quando alguém entra num banco com um estojo de violino embaixo do braço?
– As pessoas pensam que ele carrega uma metralhadora e que possa usá-la.

Porque as pessoas tremem de medo quando alguém entra num banco com um estojo de VIOLA embaixo do braço?
– As pessoas pensam que ele carrega uma viola e que possa usá-la.

O bilhete

Era uma vez um violista extremamente habilidoso, coisa rara segundo alguns estudiosos. Como todo grande solista, ele tinha um costume estranho: sempre que ia ensaiar ou apresentar-se, seus colegas viam-no apanhar um bilhete no bolso, lê-lo, meditar alguns momentos e guardá-lo novamente. Depois deste pequeno ritual, empunhava o instrumento e tocava maravilhosamente.

O mistério do bilhete permaneceu insolúvel pois, apesar de insistentes pedidos, o violista jamais revelou o conteúdo do bilhete nem ninguém conseguiu ler o tal papel. Infelizmente, depois de muitos anos de uma carreira brilhante, o violista faleceu. Passados os momentos de tristeza e dor pela perda do querido colega e grande solista, os músicos da orquestra foram vasculhar o seu guarda-roupa. Encontraram o bilhete, no bolso do paletó que ele havia usado no seu útimo concerto. Com grande emoção, um dos amigos mais chegados fez a revelação de um segredo que durara décadas: “- Viola na mão esquerda, arco na mão direita.”

Fonte: Projeto Musical.

William Walton (1902-1983) e Edmund Rubbra (1901-1986): Viola Concerti & Meditations on a Byzantine Hymn

William Walton
1. Viola Concerto: Andante comodo
2. Viola Concerto: Vivo, con molto preciso
3. Viola Concerto: Allegro moderato

Edmund Rubbra
4. Meditations on a Byzantine Hymn ‘O Quando in Cruce’ for 2 violas, Op. 117a

5. Concerto for viola & orchestra in A, Op 75: Introduzione quasi una Fantasia
6. Concerto for viola & orchestra in A, Op 75: Molto vivace
7. Concerto for viola & orchestra in A, Op 75: Collana musicale: Andante moderato

Lawrence Power, viola
BBC Scottish Symphony Orchestra
Ilan Volkov

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PQP

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