Erik Satie (1866-1925) & Takashi Yoshimatsu (1953): Crystal Dream

Temos aqui uma bela experiência que junta um repertório “antigo” com um repertório contemporâneo. Alguns exemplos já foram feitos nesse blog, como Der Bote de Alexei Lubimov, e a improvável mistura de Jean-Philippe Rameau com György Ligeti feita por Cathy Krier.

Aqui a mistura acontece com Erik Satie e Takashi Yoshimatsu. A semelhança entre os dois é ao mesmo tempo uma peculiaridade: ambos não seguem nenhum estilo que esteja presente no tempo deles mas também não são grandes inovadores.Satie em sua época utilizava melodias simples e tocantes puxando um pouco do romantismo, mas ao mesmo tempo utilizava diferenças ritmicas que distoavam das regras deste. Takashi Yoshimatsu é o que podemos chamar de um neorromantico, mas ao mesmo tempo traz influências do jazz que nada têm a ver com o romantismo.

A peculiaridade da música dos dois compositores é o que os une apesar de distantes historicamente. E é o que torna esse álbum tão peculiar, pouco  mas surpreendentemente agradável.

Erik Satie (1866-1925) & Takashi Yoshimatsu (1953): Crystal Dream

01 Gymnopedie No.1

02 Interlude To Water

03 Gnossienne No.1

04 Romance From The Past

05 Gnossienne No.4

06 Nonchalantry Prelude

07 Gymnopedie No.2

08 Globular Romance

09 Gymnopedie No.3

10 Arabesque In Twilight

11 Gnossienne No.3

12 Prelude To Little Spring

13 Romance To Listless Summer

14 Barcalore On Autumn

15 Pastoral On Winter

16 Croquis Et Agaceries D’un Gros Bonhomme: En Bois Tyrolienne Turque

17 Croquis Et Agaceries D’un Gros Bonhomme: En Bois Danse Maigre

18 Croquis Et Agaceries D’un Gros Bonhomme: En Bois Espanana

19 Interlude With Birds

20 Gnossienne No.2

21 Gnossienne No.5

22 Memory Of Interlude

23 Reverie Du Pauvre

24 Interrupted Faint Prelude

25 Caresse

26 Je Te Veux

27 Distant Dream Romance

28 Gnossienne No.6

29 Noel In Midnight

30 Sarabande No.3

31 Static Dream Pavane

1, 3, 5, 7, 9, 11, 16-18, 20, 21, 23, 25, 26, 28, 30 composed by Erik Satie

2, 4, 6, 8, 10, 12-15, 19, 22, 24, 27, 29, 31 composed by Takashi Yoshimatsu.

Pascal Rogé, piano

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Pascal Rogé já apareceu muitas vezes por aqui no blog.

Pascal Rogé já apareceu muitas vezes por aqui no blog.

Luke

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Takashi Yoshimatsu (1953): Concerto para saxofone e orquestra “Cyberbird”, Sinfonia Nº 3 – Nobuya Sugawa

  • – Repost de 11 de Dezembro de 2015 –

Olá pqpequianos, me perdoem pela minha ausência das últimas semanas, estava finalizando uma épica batalha com a academia. Agora já estou de férias, então vocês me verão novamente com frequência regular.

O álbum que trago hoje contêm duas obras de Takashi Yoshimatsu, o concerto para saxofone e a terceira sinfonia. O destaque fica para o concerto.

No primeiro movimento deste concerto ouvimos uma espécie de introdução ao tema, com algumas atonalidades na orquestra alternando com um ritmo bem jazziaco no piano e percussão acompanhando o saxofone, mas a marcante característica romântica do compositor no piano quando tocado solo entre as idas e vindas do tema. No segundo movimento não existe espaço para dúvidas, é o romantismo de Yoshimatsu fundido com um cool jazz suave… e olhem, é arrebatador, nenhuma alma romântica vai se segurar diante disso, preparem vossos corações caso alguém seja cardíaco. O terceiro movimento segue a tradição, allegro, retornamos ao tema do primeiro movimento.

Não acho que as sinfonias sejam o forte dele, mas essa terceira sinfonia consegue convencer; os sopros no início que lembram um pouco algo de indígena (ou estou louco?), a percussão que toma tons de jazz no segundo movimento, o trabalho com as cordas no terceiro movimento, são algumas das características que agradam.

O concerto para saxofone com certeza vale a pena, já a sinfonia fica a julgamento de vocês.

Takashi Yoshimatsu (1953): Saxophone concerto, Symphony No. 3

01 Saxophone concerto – I. Bird in collors; allegro
02 Saxophone concerto – II. Bird in grief; andante
03 Saxophone concerto – III. Bird in the wind; presto

Nobuya Sugawa, saxophone
BBC Philharmonic
Sachio Fujioka, regente

04 Symphony No 3 – I. Allegro; adagio grave – allegro molto
05 Symphony No 3 – II. Scherzo; allegro scherzando
06 Symphony No 3 – III. Adagio; adagio
07 Symphony No 3 – IV. Finale; andante sustenuto – allegro molto

BBC Philharmonic
Sachio Fujioka, regente

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Esse cara já recebeu várias homenagens e concertos em sua homenagem. O "cyberbird" é um desses.

Esse cara já recebeu várias honras e concertos em sua homenagem. O “cyberbird” é um desses.

Luke

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Takashi Yoshimatsu (1953): Piano Concerto Op. 67 “Memo Flora” etc.

– Repost de 28 de Outubro de 2015 –

Acredito ter encontrado uma nova distribuidora campeã de capas horríveis, a Chandos, pelo menos posso dizer isso sobre os cds que eles publicaram desse compositor japonês muito pouco conhecido: Takashi Yoshimatsu.

Conheci esse compositor aqui no blog mesmo, com um concerto de saxofone que achei ótimo. Fui atrás e consegui outras obras do cara, e uma das que mais me marcou está justamente nesse CD, é esse concerto para piano e orquestra com o título de Memo Flora. Não se encontra muito sobre esse compositor por ai; a maioria das coisas que se pode saber dele está nos livretos que vêm com os CD’s, mas já percebi algumas coisas: ele é neorromântico, ele adora pássaros, possui claras influências de um ethos japonês em sua música e ainda faz referências ao jazz e ao rock em algumas obras.

A coisa dos pássaros me lembrou é claro Olivier Messiaen, que também tinha obsessão por esses descendentes dos dinossauros. Claro que a semelhança fica só no símbolo mesmo, como eu disse, a música de Yoshimatsu possui uma característica neorromântica que a torna deliciosamente apreciável para aqueles que adoram belas melodias e aquela evocação de sentimentos que é característica tão presente no romantismo, bem diferente da música de Messiaen que é profundamente religiosa e atonal. A música de Yoshimatsu também beira o atonalismo vez ou outra (até porque o compositor, em seus primeiros anos, era um serialista), mas com uma abordagem totalmente diferente, eu diria que é virtuosística.

Mas o que definitivamente me cativou em sua música, e que me fez ir atrás dela, foi sua essência japonesa, principalmente nesse CD. Amo a cultura japonesa, sua arte consegue ir do profundo, melancólico e leve para o agitado, festeiro e brutal. Prefiro o os primeiros aspectos, embora saiba apreciar ambos os tipos nos devidos momentos. Yoshimatsu traz esses primeiros aspectos em algumas de suas obras e somando isso ao seu romantismo acaba criando obras cativantes. Em White Landscapes, por exemplo, consigo me imaginar vislumbrando uma montanha enorme coberta de neve, talvez como o Monte Fuji, enquanto estou sentado num Engawa (espécie de varanda) numa casa tipicamente japonesa; ao meu lado fumega um chá quente, que resiste contra o frio. No terceiro movimento da obra, começa a nevar. Pelo menos é assim que imagino, apesar da indicação do terceiro movimento: “Disappearance of Snow” (desaparecimento da neve).

Ouçam e deixem a imaginação os levar, quanto mais de si vocês derem à música, mais ela lhes dará em retorno. A música de Takashi Yoshimatsu não é difícil de se acompanhar, mas é o tipo de música que é muito mais agradável quanto se está imerso nela.

Takashi Yoshimatsu (1953): Piano Concerto, “Memo Flora” / And Birds Are Still … / While An Angel Falls Into A Doze

01 Piano Concerto, Op. 67, “Memo Flora”: I. Flower: Andante tranquillo – Allegro
02 Piano Concerto, Op. 67, “Memo Flora”: II. Petals: Andante
03 Piano Concerto, Op. 67, “Memo Flora”: III. Bloom: Allegro*

04 And Birds Are Still , Op. 72

05 While an Angel Falls into a Doze , Op. 73*

06 Dream Colored Mobile II, Op. 58a**

07 White Landscapes, Op. 47a: No. 1. Divination by Snow: Adagio
08 White Landscapes, Op. 47a: No. 2. Stillness in Snow: Moderato
09 White Landscapes, Op. 47a: No. 3. Disappearance of Snow: Largo***

*Kyoko Tabe, piano

**Joe Houghton, oboé
Kate Wilson, harpa

***John Barrow, flauta
Kate Wilson, harpa
Jonathan Price, violoncelo

Manchester Camerata
Richard Howarth, spalla
Sachio Fujioka, regente

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Takashi Yoshimatsu por volta dos 30 anos.

Takashi Yoshimatsu por volta dos 40 anos (eu acho).

Luke D. Chevalier

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Yoshimatsu (1953) / Honda (1957) / Ibert (1890-1962) / Larsson (1908-1986): Concertos para saxofone e orquestra

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Tenho ouvido muitos discos bons, então, pra variar, resolvi pegar um ruim e coloquei pra rodar. Não deu certo. Tchê, esse CD do japinha Nobuya Sugawa é espetacular! O nanico Sugawa é um gigante do saxofone. Há músicas conhecidas e inéditas — estas escritas especialmente para ele. O repertório nunca me impressionou, mas tudo muda quando se ouve um cara como esse sujeito genial.

Yoshimatsu (1953) / Honda (1957) / Ibert (1890-1962) / Larsson (1908-1986):
Concertos para saxofone e orquestra

Takashi Yoshimatsu (b. 1953)
Saxophone Concerto ‘Albireo Mode’, Op. 93 (2004-05)
for Soprano Saxophone and Orchestra
1. I. Topaz. Andante tranquillo – Più mosso – Tempo I – Moderato
2. II. Sapphire. Andante misterioso – Moderato – Sena tempo

Toshiyuki Honda (b. 1957)
Concerto du vent (2005)
3. I. Un vent propice
4. II. La marque du vent
5. III. Un nouveau vent

Jacques Ibert (1890-1962)
Concertino da Camera (1935)
for Alto Saxophone and Eleven Instruments
6. I. Allegro con moto
7. II. Larghetto –
8. Animato molto

Lars-Erik Larsson (1908-1986)
Concerto for Saxophone and String Orchestra, Op. 14 (1934)
9. I. Allegro molto moderato
10. II. Adagio
11. III. Allegro scherzando

Nobuya Sugawa: saxophone
BBC Philharmonic
Yutaka Sado

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Nobuya Sugawa: zaponeis toca dimais, né?

Nobuya Sugawa: zaponeis toca dimais, né?

PQP

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