Wagenseil / Monn / Albrechtsberger / Starzer / Dittersdorf / Vanhal / Zimmermann / Salieri: A Música Vienense Pré-Clássica — Sinfonias e Concertos

A Primeira Escola de Viena é o nome usado principalmente para se referir a três compositores do período clássico da música ocidental do final do século XVIII: Wolfgang Amadeus Mozart, Joseph Haydn e Ludwig van Beethoven — Franz Schubert é ocasionalmente é adicionado à lista. A sacada do CD ao lado é a de explorar o som de Viena antes de sua Primeira Escola. São obras daquele período dos filhos de Bach — não são mais barrocas, mas também não são clássicas. Fico especialmente grato por este grupo de registros que fornece o contexto em que nasceu a música daqueles três grandes mestres. Além disso, a maior parte das obras são altamente atraentes e interessantes. Eu gostei muito de Monn — um compositor estimado por Schoenberg, o mestre da Segunda Escola de Viena — e de Salieri.

CD 1: The Early Viennese School: Symphonies and Concertos

Georg Matthias Monn (1717 – 1750)
Sinfonia in B mayor
1. 1. (Allegro) 4:43
2. 2. Andante 4:23
3. 3. Presto 1:31

Josef Starzer (1726 – 1787)
Divertimento in C major
4. 1. Allegro non troppo 4:52
5. 2. Menuetto I/II 2:15
6. 3. Larghetto 6:02
7. 4. Allegro 3:14

Carl Ditters von Dittersdorf (1739 – 1799)
Sinfonia in A minor
8. 1. Vivace 5:32
9. 2. Larghetto 6:52
10. 3. Minuetto I/II 3:31
11. 4. Finale. Prestissimo 3:18

Johann Georg Albrechtsberger (1736 – 1809)
Fugue for Quartet in C major
12. 1. Andantino 2:53
13. 2. Fuga: Allegro moderato 3:23
Camerata Bern, Thomas Füri

Carl Ditters von Dittersdorf (1739 – 1799)
Concerto for Oboe and Orchestra in G major
14. 1. Maestoso 5:31
15. 2. Adagio 5:12
16. 3. Allegro 4:16
Heinz Holliger, Camerata Bern, Thomas Füri

Georg Christoph Wagenseil (1715 – 1777)
Sinfonia in D major
17. 1. Allegro 4:06
18. 2. Andante 4:09
19. 3. Allegro assai 2:24
Camerata Bern, Thomas Füri
Total Playing Time 1:18:07

CD 2: The Early Viennese School: Symphonies and Concertos

Antonio Salieri (1750 – 1825)
Concerto in D major for Violin, Oboe, Violoncello and Orchestra
1. 1. Allegro moderato 9:28
2. 2. Cantabile 7:52
3. 3. Andantino 8:04
Heinz Holliger, Thomas Demenga, Camerata Bern, Thomas Füri

Georg Matthias Monn (1717 – 1750)
Concerto for Violin and Orchestra in B flat major
4. 1. Allegro 7:48
5. 2. Largo 4:14
6. 3. Allegro 3:28

Anton Zimmermann (1741 – 1781)
Sinfonia in C major
7. 1. Adagio – Allegro assai 6:02
8. 2. Andante cantabile 6:31
9. 3. Finale. Allegro moderato 4:21

Johann Baptist Vanhal (1739 – 1813)
Sinfonia in G minor
10. 1. Allegro moderato 4:42
11. 2. Andante cantabile 5:30
12. 3. Menuetto 3:57
13. 4. Finale. Allegro 4:03
Camerata Bern, Thomas Füri

Heinz Holliger
Thomas Demenga
Camerata Bern
Thomas Füri

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Wien 1750

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Feldman, Zimmermann, Schoenberg, Xenakis: Phantasy of Spring — Works for Violin and Piano

Um CD ouvido com pouca atenção por este que vos escreve. Mas acho que ele vale pelas obras de Zimmermann e Xenakis, assim como pelo lindo som extraído pela ruiva Carolin Widmann de seu violino. O repertório é raro, coerente e a ECM não costuma perder a viagem.

Aliás, vejo agora que o The Guardian elogiou muito o CD, conforme vocês podem ler a seguir:

Carolin Widmann follows her impressive survey of Schumann’s violin sonatas last year with something completely different and, in its own way, equally outstanding. These four 20th-century works for violin and piano are sharply contrasted from each other, too, and it’s a measure of Widmann’s excellence, and that of the pianist Simon Lepper, that they all ­receive performances of such idiomatic understanding. If Bernd Alois Zimmermann’s early, rather Bartók-like and ­Bartók-lite sonata is the least memorable of the pieces, Widmann presents the best case I’ve heard on disc for the ­communicative power of Schoenberg’s sometimes dry and forbidding Phantasy for violin with piano accompaniment. She makes light of the technical ­challenges of Xenakis’s rebarbative ­Dikthas, while at the other end of the postwar stylistic spectrum she and ­Lepper produce a beautifully voiced performance of Morton Feldman’s Spring of Chosroes. A very fine collection.

Feldman, Zimmermann, Schoenberg, Xenakis: Phantasy of Spring — Works for Violin and Piano

Morton Feldman
Spring of Chosroes, for violin and piano Work
1 Spring of Chosroes, for violin and piano 14:09

Bernd Alois Zimmermann
Sonate für Violine und Klavier
2 1.Sonata 4:32
3 2.Fantasia 5:39
4 3.Rondo 4:43

Arnold Schoenberg
5 Fantasy for Violin and Piano, Op.47 10:02

Iannis Xenakis
6 Dikhthas, for violin and piano 12:50

Carolin Widmann, violin
Simon Lepper, piano

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Carolin Widmann

Carolin Widmann. PQP Bach está, pessoalmente, em fase puramente violinística

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Bernd Alois Zimmermann (1918-1970): Réquiem para um jovem poeta

Bernd Alois Zimmermann tem sua maior obra em Requiem für einen jungen Dichter (Réquiem para um jovem poeta, 1967-69), uma estupenda realização escrita para três coros, soprano e baixo, que literalmente conversam entre si — sim, membros dos coros agem como atores –, órgão, gravações com sons de rua, um jazz combo e uma enorme orquestra. Trabalhando com uma multiplicidade de textos, Zimmermann tinha inicialmente planejado utilizar apenas textos de poetas suicidas, como, por exemplo, Vladimir Maiakovski. Porém, Zimmermann, vivendo a ebulição revolucionária do maio de 68 e o início do Baader-Meinhof na Alemanha, abriu-se a todos os tipos de fontes orais em múltiplos idiomas. Discursos políticos, passagens da Vulgata Latina, vozes de presidente Mao, Hitler e até mesmo “Hey Jude”, dos Beatles participam da obra. Zimmermann acabou construindo não apenas um poderoso réquiem dirigido aos poetas que de matam, mas para o próprio século XX e sua crise cultural.

A obra dialoga intensamente com a Sinfonia de Berio, mas refere-se ainda mais à sua e nossa época. Acho que é indiscutivelmente superior que a citada Sinfonia, pois tem os dois pés inteiramente encharcados em nossa realidade. Um aspecto surpreendente do Réquiem para os jovens poetas é sua atualidade. Poderia ter sido escrita em 2009 por um inventivo compositor de vanguarda, se este tivesse o talento, a CULTURA e a ambição artística de Zimmermann.

Wikipedia: Zimmermann nasceu em Bliesheim perto de Colónia. Cresceu numa comunidade rural Católica na Alemanha ocidental. Seu pai trabalhou para o ‘Reichsbahn’ (Imperial Ferroviária) e também foi agricultor. Em 1929, Zimmermann começou a frequentar uma escola privada católica, onde ele teve seu primeiro encontro com a música. Após os nacional-socialistas (ou nazis) fecharem todas as escolas privadas, ele mudou para uma escola pública católica em Colônia, onde, em 1937, recebeu o diploma colegial.

Começou a estudar Educação Musical, Musicologia e Composição no inverno de 1938 na Universidade de Música de Colónia. Em 1940, foi integrado na Wehrmacht (o exército alemão), mas foi libertado em 1942 devido a uma grave doença da pele. Retornou aos seus estudos, não recebeu um grau até 1947 devido ao fim da guerra. No entanto, ele já estava ocupado como free-lancer compositor em 1946, principalmente para a rádio. De 1948 a 1950, fêz (Curso de férias para a Nova Música) onde estudou com René Leibowitz e Wolfgang Fortner, entre outros.

Estava morando em Grosskönigsdorf perto de Colónia. No entanto, a sua tendência depressiva aumentou para um nível mais físico, agravados por uma deterioração rápida nos olhos. Em 10 de agosto de 1970, Zimmermann cometeu suicídio, apenas cinco dias depois de completar a Ich wandte mich um und sah alles Unrecht das geschah unter der Sonne. Na época, estava a preparar outra ópera, Medea.

Em contraste com a chamada “Escola Darmstadt” (Stockhausen, Boulez, Nono, etc.), Zimmermann não fez uma ruptura radical com a tradição. No final da década de 50, desenvolveu o seu próprio estilo de composição, o pluralistica “Klangkomposition”. A combinação e sobreposição de camadas de materiais musicais de diversos períodos de tempo (medieval Barroco e Clássico, de Jazz e música pop), utilizando técnicas musicais avançadas, (visto algo no seu trabalho orquestral Photoptosis) (o ballet Musique pour les soupers du Roi Ubu). Nas suas obras vocais, especialmente o seu Requiem, o texto é usado para o progresso da peça pela sobreposição de textos a partir de várias fontes. Ele criou sua própria atitude musical utilizando a metáfora the spherical form of time (“a forma esférica do tempo).

O romance How Is This Going to Continue? (2007) de James Chapman é inspirado no Requiem für einen jungen Dichter e inclui passagens que prestam homenagem ao compositor.

Obs.: Esta notável gravação me foi passada pelo Dr. Cravinhos e não é a mesma do CD da Amazon acima.

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Bernd Alois Zimmermann – Requiem für einen Jungen Dichter (1967/69):

Lingual für Sprecher, Sopran- und Bass-Solo, drei Chöre, Orchester, Jazz-Combo, Orgel und elektronische Klänge, nach Texten verschiedener Dichter, Berichten, Reportagen

1. Prolog / Requiem 1 / Requiem 2 (29:02)
2. Ricercar (10:36)
3. Rappresentazione (5:32)
4. Elegia (1:36)
5. Tratto (1:28)
6. Lamento (7:07)
7. Dona Nobis Pacem (8:36)

Matthias Buss and Marcel Welten – Narrators
Penelope Walmsley-Clark – Soprano
David Pittman-Jennings – Baritone

Tschechischer Philharmonischer Chor Brno
Slowakischer Philharmonischer Chor Bratislava
Herren der Europachor-Akademie Mainz

Jazz-Combo: Axel Dörner (trumpet), Gerd Dudek (reeds), Alexander von Schlippenbach (piano), Jochen Schmidt (bass), Paul Lovens (drums)

João Rafael – Klangregie

Philharmonisches Staatsorchester Hamburg
Conductor: Ingo Metzmacher

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