Johann Sebastian Bach (1685-1750): Missa em Si Menor, BWV 232

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Estou sempre 14 dias adiantado em minhas postagens. Então, escrevo esta aqui em 30 de agosto. Hoje faz dois anos que Oliver Sacks morreu. Antes de falecer, muito doente, ele tinha apenas dois prazeres: salmão defumado e Bach. Casualmente, hoje vim para o trabalho ouvindo a Missa em Si Menor, que tantos acham ser a maior das músicas já compostas. A versão de Rudolf Lutz tem tanto ritmo que cheguei aqui com um pouco de dor na mão. Estava discretamente regendo toda a coisa pelo caminho. Só falta o salmão defumado, Oliver.

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Missa em Si Menor, BWV 232

I. Missa
Kyrie
1-1 Chor – Kyrie Elesion I 9:24
1-2 Duett (Soprano I, II) – Christe Elesion 4:40
1-3 Chor – Kyrie Elesion II 3:36
Gloria
1-4 Chor – Gloria In Excelsis Deo 1:38
1-5 Chor – Et In Terra Pax 4:38
1-6 Sopran – Laudamus Te 3:56
1-7 Chor – Gratias Agimus Tibi 2:44
1-8 Duett (Sopran, Tenor) Domine Deus 4:03
1-9 Chor – Qui Tollis 2:57
1:10 Alt – Qui Sedes 5:13
1-11 Bass – Quoniam Tu Solus Sanctus 3:37
1-12 Chor – Cum Sancto Spiritu 3:37

II. Symbolum Nicenum
Credo
2-1 Chor – Credo In Unum Deum 2:17
2-2 Chor – Patrem Omniptentem 1:44
2-3 Duett (Sopran, Alt) – Et In Unum Dominum 4:19
2-4 Chor – Et Incarnatus Est 2:47
2-5 Chor – Crucifixus 2:48
2-6 Chor – Et Resurrexit 3:34
2-7 Bass – Et Spiritum Sanctum 4:52
2-8 Chor – Confitebor 4:12
2-9 Chor – Et Expecto 1:56

III. Sanctus
2-10 Chor – Sanctus 2:44
2-11 Chor – Pleni Sunt Coeli 1:58

IV. Osanna, Benedictus, Angus Dei, Dona Nobis Pacem
2-12 Chor – Osanna In Excelsis 2:21
2-13 Tenor – Benedictus 3:34
2-14 Chor – Osanna Repetuar 2:23
2-15 Alt – Agnus Dei 4:40
2-16 Chor – Dona Nobis Pacem

Alto Vocals [Choir] – Damaris Rickhaus*, Dina König, Francisca Näf*, Judith Flury, Katharina Jud, Liliana Lafranchi, Stefan Kahle
Alto Vocals, Soloist – Alex Potter
Bass Vocals [Choir] – Fabrice Hayoz, Martin Schicketanz, Matthias Ebner, Matthias Lutze, Philippe Rayot, Retus Pfister, Tobias Wicky, Valentin Parli
Bass Vocals, Soloist – Klaus Mertens
Choir – Chor Der J.S. Bach Stiftung
Flute [Traverso] – Marc Hantaï, Yifen Chen
Harpsichord – Jörg Andreas Bötticher
Horn [Corno] – Olivier Picon
Oboe – Andreas Helm, Dominik Melichárek, Philipp Wagner (2)
Organ – Nicola Cumer
Soprano Vocals [Choir] – Alexa Vogel, Gunta Smirnova, Guro Hjemli, Jessica Jans, Julia Schiwowa, Lea Scherer, Lia Andres, Linda Loosli, Lisa Weiss (4), Lucy de Butts, Simone Schwark, Sybille Diethelm
Soprano Vocals, Soloist – Julia Doyle
Tenor Vocals [Choir] – Manuel Gerber, Marcel Fässler, Matthias Lüdi, Nicolas Savoy, Sören Richter, Tobias Mäthger
Tenor Vocals, Soloist – Daniel Johannsen
Timpani – Martin Homann
Trombone [Tromba] – Klaus Pfeiffer, Patrick Henrichs, Peter Hasel
Viola – Mariana Doughty, Martina Bischof, Matthias Jäggi, Sarah Krone
Violin – Christine Baumann (2), Christoph Rudolf (2), Dorothee Mühleisen, Elisabeth Kohler, Eva Borhi, Ildikó Sajgó, Lenka Torgersen, Peter Barczi, Petra Melicharek, Sonoko Asabuki
Violin, Concertmistress – Plamena Nikitassova
Violoncello – Bettina Messerschmidt, Daniel Rosin, Maya Amrein
Violone – Alexandra Lechner (2), Markus Bernhard (2)
Orchester Der J.S. Bach Stiftung
Rudolf Lutz

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PQP

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Johannes Brahms (1833-1897) – Chamber Music – Cds 7, 8 e 9

4790378Só tem obra prima nestes três CDs que ora vos trago das obras de câmara de Brahms. Começando pelos dois quartetos op. 51, e terminando com o Quinteto op. 34 e com o Quarteto de Cordas op. 88, trata-se de música de altissimo nível, e magnificamente interpretadas. Reconheço que para algumas destas obras minha escolha de intérpretes seria outra, mas pensemos no coletivo. A Deutsche Grammophon sabe bem o que está fazendo quando seleciona o que vai ser apresentado nestes cds, são mais de 100 anos de experiência no mercado fonográfico.
Então vamos ao que viemos.

CD 7

01. String Quartet no.1 in C minor,op.51 no.1 Allegro
02. Romanze. Poco adagio
03. Allegretto molto moderato e commodo
04. Allegro
05. String Quartet no.2 in A minor,op.51 no.2 Allegro non troppo
06. Andante moderato
07. Quasi Minuetto, moderato – Allegretto vivace – Tempo di Minuetto
08. Finale. Allegro non assai

Emerson String Quartet

CD 8

01. String Quartet no.3 in B minor,op.67 Vivace
02. Andante
03. Agitato (Allegretto non troppo)
04. Poco Allegretto con variazioni – Doppio Movimento

Emerson String Quartet

05. Trio for piano,Violin and Horn in E flat major,op,40 Andante
06. Scherzo. Allegro
07. Adagio mesto
08. Finale. Allegro con brio

Norbert Hauptmann – French Horn
Thomas Brandis – Violin
Tamás Vásáry – Piano

CD 9

01. Quintet for piano,2 Violins, Viola and violoncello in F minor,op,34 Allegro non troppo – Poco sostenuto – Tempo I
02. Andante un poco adagio
03. Scherzo. Allegro
04. Finale. Poco sostenuto – Allegro non troppo – Tempo I – Presto non troppo

Emerson String Quartet
Leon Fleischer – Piano

05. String Quartet no.1 in F major,op,88 Allegro non troppo, ma con brio
06. Grave ed appassionato – Allegretto vivace – Tempo I – Presto – Tempo I
07. Allegro energico

Hagen Quartet
Gerard Causse – Viola

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CD 8 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 9 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

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Ludwig van Beethoven (1770-1827): Missa Solemnis, Op. 123

Pois bem, após várias solicitações, não apenas do Sander, mas de vários outros de nossos leitores / ouvintes, trago para os senhores a Missa Solemnis. Sempre citando Maynard Solomon, temos a seguinte descrição e detalhes da obra:

“Tal como a primeira missa de Beethoven, a Missa Solemnis, op. 123, foi escrita para uma ocasião específica: destinava-se a celebrar a investidura do arquiduque Rudolph (1788-1831) como arcebispo de Olmütz (na Morávia) em 9 de março de 1820. Rudolph, filho do imperador Leopold II e irmão do imperador Franz era o mais importante dos mecenas de Beethoven desde 1809 em diante, e o beneficiário de nada menos que 15 dedicatórias, incluíndo as dos Concertos para Piano nº 4 e 5, o Trio, op 97 (Arquiduque), as Sonatas opp. 106 e 111, e a Grosse Fugue, op. 133.

(…) A Missa tornou-se a paixão absorvente de Beethoven durante quatro anos, substituíndo Fidélio como a grande ‘obra problemática’ de sua carreira; Com efeito, há um sentido em que a Missa Solemnis passou a ser encarada por Beethoven como uma composição talismática, cujo valor para ele era tão grande que – como vimos antes – enveredou por uma série incomum de negociações e manipulações financeiras a respeito de sua publicação, o que lhe custou não poucas amizades e lhe granjeou a desagradável reputação de práticas comerciais desonestas.

(…) Embora possamos estar certos de que Beethoven verteu na Missa Solemnis seus mais profundos sentimentos religiosos, podemos estar certos de que não foi a adesão ao catolicismo que inspirou a obra. Conforme tem sido freqüentemente assinalado, a peça nunca esteve inteiramente à vontade na sala de concerto nem na igreja. Em várias ocasiões, Beethoven sugeriu que ela poderia ser executada como “um grande oratório” (…)

(…) Entretanto, deve-se reconhecer também o papel desempenhado pela imaginação produtiva, e, embora existam muitos ‘caminhos novos para velhas idéias’, na Missa Solemnis, sua importância histórica reside predominantemente no modo como, muito mais do que reproduzidas, nela foram remodeladas as tradições da música litúrgica. Isso foi feito praticamente pelo mesmo método que criou a grande música religiosa dos predecessores de Beethoven, de Dufay a Josquin, a Handel e Bach, ou seja, uma recusa em aceitar as formas e linguagens recebidas como modelos eternos, e uma infusão de elementos seculares derivados de estilos musicais não-litúrgicos que ampliaram as possibilidades expressivas da forma, dando origem a novos significados associacionistas que, por seu turno, se embutiram na matriz da gramática musical mais recente.” (SOLOMON, p. 406-411)

Lendo este texto, não pude deixar de concordar quando ele diz que a Missa Solemnis sente-se pouco a vontade se executada numa igreja. Ou seja, Beethoven criou uma nova música sacra que, embora imbuída de profunda religiosidade, não necessariamente pode ser considerada música sacra, nos moldes a que nos acostumamos ao ouvir dos grandes mestres do gênero, como papai Bach, ou Handel. O próprio Beethoven teria escrito que considerava a música a capella o único estilo eclesiástico verdadeiro, “talvez por não desejar que a obra servisse a sua normal função apaziguadora como uma idealização da perpetuidade e imutabilidade da crença (SOLOMON, p. 409-410).

Curiosamente, enquanto escrevo este texto, ouço uma das melhores versões da 9º sinfonia que já tive a oportunidade de ouvir, uma contribuição da Laís Vogel, que está me ajudando  entender esta análise tão pormenorizada de Solomon. Em outras palavras, antes o homem que a fé. “A religião permanece constante, só O homem é inconstante”, terie escrito Beethoven a um amigo, discutindo sobre a imortalidade.

Para concluir, basta acrescentar que Beethoven considerava essa Missa a maior obra que compusera até então. Gosto muito da conclusão de Solomon em sua análise desta obra:

“(…) E assim, o conflito em curso entre a fé e a dúvida em Beethoven é revelado na Missa Solemnis. Como Riezler sabia, no “Donna nobis pacem”, com seus sons de discórdia e guerra, e seus angustiados clamores de paz, interior e exterior, Beethoven ‘atrevera-se a permitir que a confusão do mundo exterior invadisse o domínio sagrado da música eclesiastica’. Neste sentido, a Missa Solemnis antevê as questões e dúvidas teológicas – a par da guerra travada entre ciência e religião – que dominariam o campo da batalha intelectual do século XIX.”

Ludwig van Beethoven — Missa Solene, Op. 123

1 – Kyrie 11`55
2 – Gloria 16`59
3 – Credo 17`41
4 – Sanctus 5`16
5 – Benedictus 9`22
6 – Agnus Dei 16`09

Rosa Mannion – Soprano
Birgit Remmert – Contralto
James Taylor  – Tenor
Cornelius Hauptmann – baixo
Choir de la Chapelle Royale et du Collegium Vocale
Orchestre des Champs Elysées
Phillipe Herreweghe – Director

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O regente Herreweghe é ateu confesso, dizem

O regente Herreweghe é ateu confesso, dizem

FDP Bach (revalidado por PQP Bach, que pôs a foto acima)

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Kurt Weill (1900-1950): Die sieben Todsünden (Os sete pecados capitais) – Lotte Lenya

0000030372Os Sete Pecados Capitais de Weill e Brecht (cujo nome completo é Os Sete Pecados Capitais da Classe Média) é uma obra bastante conhecida e divertida. Nos mostra como a família burguesa foi transformada num núcleo econômico, onde a moral cristã muitas vezes conflita com os interesses e necessidades econômicas.

Como dizem Marx e Engels no Manifesto Comunista:

O palavreado burguês acerca da família e da educação, acerca da relação íntima de pais e filhos, torna-se tanto mais repugnante quanto mais, em consequência da grande indústria, todos os laços de família dos proletários são rasgados e os seus filhos transformados em simples artigos de comércio e instrumentos de trabalho.

Podemos estender isso à classe média, principalmente aquela que está próxima da pobreza mas quer ascender por via de fazer algum dos filhos enriquecer. As relações entre familiares acaba se tornando puramente instrumental e funcional (em função do capital), onde a função dos pais para o filho é prover dinheiro para que a criança/adolescente possa consumir, a função do homem para a família é prover dinheiro para a “sustentação” da casa, e a função da mulher para o lar no geral é realizar todo o trabalho doméstico improdutivo e não remunerado para a manutenção da própria força de trabalho do homem (dar comida e um lar onde ele possa descansar para poder trabalhar no dia seguinte), e da força de trabalho futura (a criança). Dessa forma, todo aquele indivíduo que deixa de exercer sua função econômica no núcleo familiar, acaba por ser descartado. E se se mantém em suas funções, se torna cada vez mais alienado de si.

FrontKafka percebeu essas relações instrumentais e seus males muito bem e fez uma ótima metáfora em A metamorfose. No romance, um caixeiro viajante de nome Gregor que está cansado de trabalhar para sustentar a família, um dia acorda e sê vê metamorfoseado num inseto. A primeira coisa que pensa Gregor é que se atrasará para o trabalho. Isso demonstra bem duas coisas: o processo de alienação a que ele está submetido pelo trabalho, e a monstruosidade em que ele se torna ao se ver cansado de uma relação alienante a que ele não pode fugir.

Weill tinha bem em mente essa relação quando em Paris, a convite de escrever uma obra para uma companhia de dança, resolve compor a obra. Brecht o ajuda e escreve o libreto. Os sete pecados retratados são pecados do ponto de uma classe específica, a classe média, que verá como pecado qualquer ação que vá contra o objetivo de manter seu padrão de vida e a ordem social em que vive.

Cada movimento representa um pecado diferente, onde Anna (a protagonista), viaja por uma nova cidade. Cada movimento também tem um andamento de dança distinto: valsa, furiant[1], foxtrote[2], shimmy[3], dixieland[4] e tarantella[5]. Essas danças não são ocasionais, mas revelam um tipo de dança presente em cada cidade pelo qual Anna passa (Memphis, Los Angeles, Philadelphia, Boston, Baltimore, San Francisco). Na versão para teatro, o papel de Anna é dividido em dois, onde uma canta e a outra dança. Isso é porque ela tem duas personalidades, onde a “principal” é representada pela Anna boazinha e ingênua (a dançarina), que é quem aparentemente cai nos diversos pecados de cada movimento/cidade/dança. Já a outra Anna (cantora), seu alter ego, é sarcástica e devotada ao seu papel: instigar sua outra personalidade, da forma que for necessária, a prover dinheiro para a família pensando em seu objetivo: construir uma pequena casinha às margens do Mississípi. A divisão entre as duas personalidades poderia ser descrita como o pensamento de um trabalhador e de um burguês, ou o pensamento alienado e a razão instrumental. Ou seja, uma mentalidade que recebe ordem e está sujeita aos “vícios” do tipo de vida que leva, e o outro pensamento que está preocupado com os fins que deve tomar, independentemente de suas consequências sociais, éticas ou morais.

Para ilustrar melhor a história, recomendo a vocês que vejam essa versão feita para TV:

Os outros episódios podem ser vistos por aqui.

Ficam evidentes os pecados a que a Anna ingênua é tentada: Ter preguiça de ser explorada, ter orgulho de não mostrar seu corpo nu para ganhar dinheiro, ter raiva das injustiças que presencia em Los Angeles, ter a gula de querer comer quando está com fome devido a um regime segundo um contrato, ter a luxuria de preferir amar e dar dinheiro ao homem que ama em vez de vender o corpo ao rico que a paga bem, ter a ganância de não ficar com nenhum dinheiro nem poder amar ninguém e ter a inveja daqueles que não precisam se sujeitar a tudo isso. Graças ao seu sábio alter ego, por sete anos, em sete cidades diferentes, Anna resiste a estes pecados! Do ponto de vista da classe média americana da época, seria totalmente razoável praticar qualquer um desses atos para fazer dinheiro (aceitar um emprego precário lavando louça ou exibindo o corpo em boates, fazer regime para atingir um padrão de beleza, ficar com o homem mais rico em vez daquele a que se ama, ignorar as injustiças sociais que vê na rua diariamente, se contentar com as coisas como elas são, etc.).

Também fica claro para nós o porquê da família ter enviado a Anna para fazer dinheiro e não seus dois irmãos: o corpo de uma mulher jovem e esbelta numa sociedade como a americana do século XX é uma peça de valor comercial, e esse corpo, tão proibitivo no cristianismo, deverá ser profanado das formas mais violentas possíveis pelo mercado, sendo vendido parcial e/ou integralmente das mais diversas formas possíveis.

Essa condição da mulher como mercadoria infelizmente não se limitou apenas ao contexto da classe média americana do século XX, mas foi regra desde pelo menos o século XIX, e ainda perdura em nossos dias. Dizem Marx e Engels no Manifesto:

O burguês vê na mulher um mero instrumento de produção. Ouve dizer que os instrumentos de produção devem ser explorados comunitariamente, e naturalmente não pode pensar senão que a comunidade virá igualmente a ser o destino das mulheres.
Não suspeita que se trata precisamente de suprimir a posição das mulheres como meros instrumentos de produção.

Neste sentido, de suprimir a condição da mulher como meios de produção, é que devemos aproveitar um ano como o nosso, de 2017, onde faz 100 anos da Revolução Russa para pensar a emancipação feminina novamente. Pois foi na Rússia revolucionária onde pela primeira vez na história as mulheres tiveram direito iguais explicitamente declarados na constituição, tiveram direito a igualdade de direitos políticos e sociais no geral. Ao criarem as creches, restaurantes e lavanderias públicas conseguiram socializar o trabalho doméstico o que ajudou a libertar a mulher desse trabalho para que pudesse participar da vida pública tanto quanto o homem. A família passou a ser baseada principalmente no amor livre, e não tanto na dependência econômica. Pelo menos assim se formava a sociedade soviética russa em sua primeira década após a revolução.

Trago duas interpretações dessa obra, a principal e mais clássica é feita por Lotte Lenya, que era mulher do próprio Kurt Weill. Talvez pelo fato de conhecer bem as intenções de Weill, ela faz uma interpretação que nos lembra muito as cantoras dos cabaré de Berlim ou Paris, muito populares nos anos 20 e 30. Esse estilo de cabaré (ou kabarett, no original), foi muito utilizado por Weill em suas obras, e falarei mais disso no próximo post. A voz estridente nos parece ligeiramente “vulgar” e nos remete à tudo que havia de mais mundano e profano dos anos 20 e 30. As ironias latentes da própria história – além das diferenças de personalidade – ficam evidentes em na interpretação de Lenya. A outra interpretação é de Gisela May, que embora não saiba ser tão teatral em sua voz, tem um timbre bastante agradável e que dá um tom levemente épico e dramático à história, e que igualmente sabe interpretar as diferentes personalidades em sua voz.

Notas:

[1] Rápida dança em compasso ternário do folclore da Boêmia. (DOURADO, 2004).

[2] Variada e alegre dança norte-americana de salão para casais em compasso binário e às vezes quartenário, surgiu no início do século XX. Originou-se do ragtime e é caracterizado por ritmos sincopados e passos corridos. (DOURADO, 2004).

[3] Dança em compasso binário de negros norte-americanos do início do século XX, guardava semelhanças com o ragtime e tornou-se popular também entre os brancos em shows de cabarés, como as Zigfield follies (Folias de Siegfield). (DOURADO, 2004).

[4] Gênero jazzístico criado por músicos brancos de Nova Orleans cuja execução era caracterizada principalmente por pequenos conjuntos ou combos. De maneira genérica, refere-se ao estilo de jazz inspirado naquele estilo, executado em toda a região sulina e até os dias de hoje cultivado entre aficionados nos EUA e no mundo inteiro. A palavra tem origem na música Dixie, de Daniel Emmett, precursor dos negros ministrels (menestréis negros) norte-americanos, cujo tema foi adotado como verdadeiro hino na Guerra de Secessão. (DOURADO, 2004)

[5] Dança rápida em compasso 6/8 geralmente acompanhada por pandeiro e castanholas, é típica de regiões interioranas da Itália, como Taranto. No século XVII supunha-se que o andamento ágil da tarantela serviria para expulsar os demônios que as tarântulas inoculavam nos corpos de suas vítimas. Na música romântica, foi empregada por compositores como Bottesini, Weber, Liszt, Wieniawski, Glière e Chopin. (DOURADO, 2004).

Bibliografia:
DOURADO, Henrique Autran. Dicionário de termos e expressões da música. – São Paulo: Editora 34, 2004.
HOBSBAWM, Eric J. História Social do Jazz. – São Paulo: Paz e Terra, 2016.
MARX, Karl. Manifesto do Partido Comunista. Edições Avante!. Disponível em: Arquivo Marxista Online.

Kurt Weill (1900-1950): Die sieben Todsünden (Os sete pecados capitais)

CD 1: Lotte Lenya

Die sieben Todsünden (The Seven Deadly Sins)
01 Prolog (Andante sostenuto)
02 Faulheit (Allegro vivace)
03 Stolz (Allegretto, quasi andantino – Schneller Walzer)
04 Zorn (Molto agitato)
05 Völlerei (Largo)
06 Unzucht (Moderato)
07 Habsucht (Allegro giusto)
08 Neid (Allegro non troppo – Alla marcia un poco tenuto)
09 Epilog (Andante sostenuto)

Lotte Lenya
Ernst Poettgen
Fritz Göllnitz
Julius Katona
Sigmund Roth

Die Dreigroschenoper (The Threepenny Opera)
10 Moritat vom Mackie Messer
11 Barbara-Song
12 Seeräuberjenny (Pirate Jenny)

The Rise and Fall of the City of Mahagonny
13 Havana-Lied
14 Alabama Song
15 Denn Wie Man Sich Bettet

Happy End
16 Bilbao-Song
17 Surabaya-Johnny
18 Was die Herren Matrosen sagen (The Sailor’s Tango)

Berlin Requiem
19 Vom ertrunkenen Mädchen (Ballad of the Drowned Girl)

The Silverlake, A Winter’s Tale
20 Lied der Fennimore (I Am a Poor Relative)
21 Cäsars Tod (Ballad of Caesar)

Lotte Lenya

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CD 2: Gisela May

Die sieben Todsünden
01 Die sieben Todsünden – 1. Prolog
02 Die sieben Todsünden – 2. Faulheit (Sloth)
03 Die sieben Todsünden – 3. Stolz (Pride)
04 Die sieben Todsünden – 4. Zorn (Wrath)
05 Die sieben Todsünden – 5. Völlerei (Gluttony)
06 Die sieben Todsünden – 6. Unzucht (Lust)
07 Die sieben Todsünden – 7. Habsucht (Greed)
08 Die sieben Todsünden – 8. Neid (Envy)
09 Die sieben Todsünden – 9. Epilog

Gisela May
Peter Schreier, tenor
Hans-Joachim Rotzsch, tenor
Günther Leib, Barítono
Herman Christian Polster, baixo
Rundfunk-Sinfonie-Orchester Leipzig
Herbert Kegel, regente

Berliner Requiem
10 Vom ertrunkenen Mädchen

Gisela May
Studio-Männerchor
Studio-Orchester
Henry Krtschil, regente

Happy End
11 Surabaya Johnny
12 Bilbao-Song
13 Was die Herren Matrosen sagen
14 Ballade von der Höllen-Lili

Aufstieg und Fall der Stadt Mahagonny
15 Havanna Song
16 Wie man sich bettet, so liegt man

Die Dreigroschenoper
17 Barbara Song
18 Song von der sexuellen Hörigkeit
19 Seeräuber-Jenny

Gisela May
Studio-Orchester
Heinz Rögner, regente

Berliner Requiem
20 Zu Potsdam unter den Eichen

Gisela May
Studio-Orchester
Henry Krtschil, adaptação e regente

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Trio de Peso: Brecht, Lenya e Weill.

Trio de Peso: Brecht, Lenya e Weill.

Luke

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Ludwig van Beethoven (1770-1827): Concertos para piano e orquestra Nº 4 e 5 com A. Rubinstein

Mais um arquivo enviado pela amiga Lais Vogel e um trecho do e-mail enviado a mim por Fernando Monteiro:

Sobre o pianista Arthur Rubinstein, acho que você fez um comentário até justo — embora encarando o profissional do piano muito pelo lado técnico, e esquecendo a, digamos, “biografia” atrás daquelas teclas tocadas com uma certa “nonchalance”, sim, mas que trazia, aqui e ali, um lendário sentimento chopiniano — de época — muito interessante e, mesmo, puro. [Coisa que só se aprendia no século XIX; hoje, as jovens sumidades aprendem e “sabem” mais — porém, como as atrizes, não têm um passado, um “daimon”, uma história longa impregnada de acontecimentos da passagem de século, fantástica, que foi a dezenovesca…

Com isso, que eu quero apenas dizer, lembrar, que uma longa vida, a dele, uma vida longamente vivida (?), isto é, quase aventurosa e cheia, plena, suntuosa demais até, para que eu (que nasci só em 1949, quando Rubinstein já era velho) possa pensar, a respeito dele, com algo sequer parecido com o conforto “crítico” com o qual você encara o artista — uma das grandes figuras do século 20 — um tanto *espaçosamente* e, por sua vez, também não isento de certo “descuido” de quem resolve uma sólida lenda em (quanto?)… dois minutos?*

Beethoven – Concertos Nros. 4 e 5

1 Piano Concerto No. 4 in G major, Op. 58- Allegro moderato.mp3
2 Piano Concerto No. 4 in G major, Op. 58- Andante con moto.mp3
3 Piano Concerto No. 4 in G major, Op. 58- Rondo, Vivace.mp3

4 Piano Concerto No. 5 in E flat major (‘Emperor’), Op. 73- Allegro.mp3
5 Piano Concerto No. 5 in E flat major (‘Emperor’), Op. 73- Adagio un poco moto.mp3
6 Piano Concerto No. 5 in E flat major (‘Emperor’), Op. 73- Rondo, Allegro.mp3

Artur Rubinstein, piano
Boston Symphony Orchestra
Erich Leinsdorf

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O pianista Arthur Rubinstein

O pianista Arthur Rubinstein

PQP

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Ludwig van Beethoven (1770-1827): Trios Arquiduque & Ghost

IM-PER-DÍ-VEL!!!

Quem não conhece o Trio Arquiduque?

(Talvez minha sensibilidade sobre este tema seja prejudicada por uma infância vivida com um pai que ouvia de forma tão intensiva os compositores do século XIX que todas as obras do período parecem ter vindo pré-instaladas no meu cérebro. Então, sempre fico pasmo quando conheço alguém que goste de música e que não saiba nota por nota as principais obras de Beethoven, Schubert, Tchai, Schumann, Chopin, Brahms, Dvorak, Berlioz e outros. Desta forma, quando digo que não gosto de Chopin, Dvorak, Berlioz e da maior parte da obra de Schumann, não significa que não as tenha ouvido minuciosamente).

É o Op. 97 e este número não é casual. Localiza-se no limite da grande virada; lembrem-se que a Sonata Nº 28 é o Op. 101 e ali talvez tenha começado a grande revolução. O que quero dizer é que o Arquiduque é o ápice da primeira fase beethoveniana.

(Sim, sei que toda a literatura fala em três fases e as reconheço. Mas acho que a segunda foi consequência natural da primeira, uma mera evolução ditada por Beethoven e por seu contexto histórico. Já a segunda — ou terceira — é a da verdadeira ruptura).

Sereno, tranquilo e fluente, mais parece um Machado de Assis em pleno domínio de sua arte. Uma espécie de Conselheiro Aires da música. A interpretação do trio Immerseel, Beths e Bylsma é das melhores que já ouvi até hoje. Fiquei muito impressionado.

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Trios Arquiduque & Ghost

01. Archduke – 1. Allegro moderato 12:13
02. Archduke – 2. Scherzo: Allegro 06:26
03. Archduke – 3. Andante cantabile 10:58
04. Archduke – 4. Allegro moderato 07:29

05. Ghost – 1. Allegro vivace e con brio 09:55
06. Ghost – 2. Largo assai e espressivo 09:05
07. Ghost – 3. Presto 08:21

Jos van Immerseel – Pianoforte
Vera Beths – Violino
Anner Bylsma – Violoncelo

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Beethoven dando um rolê pensando na tal amada imortal

Beethoven dando um rolê pensando na tal amada imortal

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Antonio Vivaldi (1678-1741) – Concertos & Sonatas op. 1 – 12 – CDs – 17 e 18

Cover 1Para quem é de minha geração (nasci em 1965) lembra dos desenhos da turma do Pernalonga, Patolino, Gaguinho, Hortelino Troca Letra. Quando acabava o desenho aparecia uma imagem do Gaguinho (um porquinho que era gago), uma frase que dizia “That´s All Folks !!!” e o simpático porquinho falava, gaguejando, é claro, “É, é, isso aí, pe-pe-ssoal !!” Infelizmente, por questões de direitos autorais, não poderei botar a imagem ai embaixo da postagem, mas fica essa boa lembrança de nossas infâncias.

Ah, Rampal volta com tudo na gravação destas sonatas para flauta, e nas sonatas para violoncelo temos o francês Paul Tortelier, pai do ex regente da OSESP, Yan Pascal Tortelier.

Então, “É é isso aí, pe-pe-pessoal” !!!

Disc: 17
1. Flute Sonata in C major Op.13 No.1 RV54 : I Moderato
2. Flute Sonata in C major Op.13 No.1 RV54 : II Allegro
3. Flute Sonata in C major Op.13 No.1 RV54 : III Aria
4. Flute Sonata in C major Op.13 No.1 RV54 : IV Allegro
5. Flute Sonata in C major Op.13 No.1 RV54 : V Allegro – Giga
6. Flute Sonata in G major Op.13 No.3 RV57 : I Preludio
7. Flute Sonata in G major Op.13 No.3 RV57 : II Allegro, ma non presto
8. Flute Sonata in G major Op.13 No.3 RV57 : III Sarabanda
9. Flute Sonata in G major Op.13 No.3 RV57 : IV Corrente
10. Flute Sonata in G major Op.13 No.3 RV57 : V Giga
11. Flute Sonata in C major Op.13 No.2 RV56 : I Preludio
12. Flute Sonata in C major Op.13 No.2 RV56 : II Allegro assai
13. Flute Sonata in C major Op.13 No.2 RV56 : III Sarabanda
14. Flute Sonata in C major Op.13 No.2 RV56 : IV Allegro
15. Flute Sonata in A major Op.13 No.4 RV59 : I Preludio
16. Flute Sonata in A major Op.13 No.4 RV59 : II Allegro, ma non presto
17. Flute Sonata in A major Op.13 No.4 RV59 : III Pastorale
18. Flute Sonata in A major Op.13 No.4 RV59 : IV Allegro
19. Flute Sonata in C major Op.13 No.5 RV55 : I Un poco vivace
20. Flute Sonata in C major Op.13 No.5 RV55 : II Allegro, ma non presto
21. Flute Sonata in C major Op.13 No.5 RV55 : III Un poco vivace
22. Flute Sonata in C major Op.13 No.5 RV55 : IV Giga
23. Flute Sonata in C major Op.13 No.5 RV55 : V Adagio
24. Flute Sonata in C major Op.13 No.5 RV55 : VI Minuetto
25. Flute Sonata in G minor Op.13 No.6 RV58 : I Vivace
26. Flute Sonata in G minor Op.13 No.6 RV58 : II Alla breve
27. Flute Sonata in G Minor, Op. 13 No. 6 RV 58: III. Largo
28. Flute Sonata in G Minor, Op. 13 No. 6 RV 58: IV. Allegro

Jean Pierre Rampal – Flute
Robert Veyron-Lacroix – Harpsichord

Disc: 18
1. Cello Sonata No.1 in B flat major RV47 : I Largo
2. Cello Sonata No.1 in B flat major RV47 : II Allegro
3. Cello Sonata No.1 in B flat major RV47 : III Largo
4. Cello Sonata No.1 in B flat major RV47 : IV Allegro
5. Cello Sonata No.2 in F major RV41 : I Largo
6. Cello Sonata No.2 in F major RV41 : II Allegro
7. Cello Sonata No.2 in F major RV41 : III Largo
8. Cello Sonata No.2 in F major RV41 : IV Allegro
9. Cello Sonata No.3 in A minor RV43 : I Largo
10. Cello Sonata No.3 in A minor RV43 : II Allegro
11. Cello Sonata No.3 in A minor RV43 : III Largo
12. Cello Sonata No.3 in A minor RV43 : IV Allegro
13. Cello Sonata No.4 in B flat major RV45 : I Largo
14. Cello Sonata No.4 in B flat major RV45 : II Allegro
15. Cello Sonata No.4 in B flat major RV45 : III Largo
16. Cello Sonata No.4 in B flat major RV45 : IV Allegro
17. Cello Sonata No.5 in E minor RV40 : I Largo
18. Cello Sonata No.5 in E minor RV40 : II Allegro
19. Cello Sonata No.5 in E minor RV40 : III Largo
20. Cello Sonata No.5 in E minor RV40 : IV Allegro
21. Cello Sonata No.6 in B flat major RV46 : I Largo
22. Cello Sonata No.6 in B flat major RV46 : II Allegro
23. Cello Sonata No.6 in B flat major RV46 : III Largo
24. Cello Sonata No.6 in B flat major RV46 : IV Allegro

Paul Tortelier – Cello
Robert Veyron-Lacroix – Harpsichord

CD 17 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 18 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

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Une Fête Baroque – Baroque Festival of Voices | Le Concert d’Astrée, dir. Emmanuelle Haïm

Fete
 Um repertório barroco
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Le Concert d’ Astrée
Direção Emmanuelle Haïm
24 cantores convidados
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Um espetáculo para nunca mais se esquecer!
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Em 19 de dezembro de 2011, no Théâtre des Champs-Élysées de Paris, o Le Concert d’ Astrée, sob a direção de sua fundadora e maestrina Emmanuelle Haïm, deu um concerto intitulado “Fetes Baroques” para comemorar seu 10º aniversário de fundação. Juntaram-se a Haïm e à orquestra nada menos que 24 dos mais famosos cantores do repertório barroco do mundo.
conv
 
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Palhinha: 30. Giulio Cesare – Act III : E pur così in un giorno… Piangerò – avec Sandrine Piau/Olivier Bénichou (UMA DELICADEZA!)

 

Une Fête Baroque
Jean-Philippe Rameau (France, 1683-1764)
01. Les Indes galantes : Les Sauvages – Danse du Calumet de la Paix et duo Forêts Paisibles – avec Natalie Dessay/Stéphane Degout
02. Hippolyte et Aricie – Acte IV : Quelle plainte en ces lieux m’appelle? – avec Anne Sofie von Otter
03. Dardanus : Acte IV: Ritournelle (gracieusement, un peu gai)
04. Dardanus : Calme des sens
05. Dardanus : Tambourins
06. Hippolyte et Aricie – Acte V : Rossignols amoureux (La bergère) – avec Jaël Azzaretti/David Plantier/Alexis Kossenko
07. Hippolyte et Aricie – Acte IV : A la chasse, à la chasse – avec Aurélia Legay/Jeroen Billiet/Yannick Maillet
08. Dardanus – Acte IV : Voici les tristes lieux… Monstre affreux, monstre redoutable – avec Stéphane Degout
09. Platée – Acte II : Formons les plus brillants concerts…Aux langueurs d’Apollon (La folie) – avec Patricia Petibon
10. Hippolyte et Aricie : Bruit de tonnerre
11. Castor et Pollux – Acte I : Tristes apprêts (Télaïre) – avec Karine Deshayes
12. Dardanus : Chaconne – avec Karine Deshayes
13. Les Indes galantes: Les Sauvages: Régnez, plaisirs et jeux (Zima) – avec Sonya Yoncheva
14. Dardanus – Acte IV : Lieux funestes (Dardanus) – avec Topi Lehtipuu
15. Dardanus – Acte III : Paix favorable, paix adorable – avec Francoise Masset/Stéphane Degout
Jean-Baptiste Lully (Italy, 1632-France, 1687)
16. Thésée: Acte I: Marche
17. Thésée – Acte V : Vivez contents dans ces aimables lieux – avec Jaël Azzaretti/Francoise Masset/Topi Lehtipuu/Stéphane Degout
Henry Purcell (England, 1659-1695)
18. King Arthur or the British Worthy – Act III : What Power art thou (Cold Genius) – avec Christopher Purves
19. Come, ye Sons of Art : Sound the Trumpet – avec Philippe Jaroussky/Pascal Bertin
Georg Friedrich Händel (Germany,1685-England,1759)
20. Rinaldo – Act III : In quel bosco di strali… Al trionfo del nostro furore – avec Laura Claycomb/Lorenzo Regazzo
21. Rinaldo – Act II : Lascia ch’io pianga avec – Ann Hallenberg
22. Agrippina – Act III : Come nube che fugge dal vento – avec Renata Pokupic
23. Dixit Dominus : De torrente via bibet
24. Orlando – Act I : T’ubbidiro, crudele….Fammi combattere – avec Marijana Mijanovic
25. Il Delirio Amoroso : Un pensiero voli in ciel – avec Magali Léger/Stéphanie-Marie Degand
26. La Resurezzione : Piangete, si, piangete – avec Sara Mingardo
27. Tamerlano – Act I : Ciel e terra armi di sdegno – avec Rolando Villazon
28. Giulio Cesare – Act I : Son nata a lagrimar – avec Philippe Jaroussky/Anne Sofie von Otter
29. Il trionfo del tempo e del disinganno : Voglio tempo per risolvere – avec Jaël Azzaretti/Ann Hallenberg/Marijana Mijanovic/Topi Lehtipuu
30. Giulio Cesare – Act III : E pur così in un giorno… Piangerò – avec Sandrine Piau/Olivier Bénichou
31. Rinaldo – Act I : Venti turbini – avec Philippe Jaroussky/David Plantier/Philippe Miqueu
32. Aci, Galatea e Polifemo : Benchè tuoni e l’etra avvampi – avec Delphine Haidan
33. Giulio Cesare – Act II : Che sento… Se pietà – avec Natalie Dessay
34. Theodora – Act III : How strange their ends
35. Messiah : Hallelujah – Le Concert d’Astrée avec 
solistes invités
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Une Fête Baroque – Baroque Festival of Voice – 2011
Direção: Maestrina Emmanuelle Haïm
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MP3 | 320 kbps | 325 MB
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Boa audição !
a baroque
 
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Avicenna

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Dmitri Shostakovich (1906-1975): Sinfonias Nos. 2 & 11

A maioria de minhas sinfonias são monumentos funerários. Gente demais, entre nós, morreu não se sabe onde. E ninguém sabe onde foram enterrados. Aconteceu a uma porção de amigos meus. Onde se pode erguer um monumento a eles? Somente a música pode fazê-lo. Estou disposto a dedicar uma obra a cada uma das vítimas. Infelizmente, é impossível. Dedico-lhes, então, toda a minha música.

DMITRI SHOSTAKOVICH

Dentre as sinfonias de Shostakovich, creio que três são as menos populares e raramente são interpretadas. São elas a 2ª, 3ª e 12ª. A 11ª também é pouco tocada, mas…

(A gravação de Gergiev não está entre as campeãs, mas é boa).

Sinfonia Nº 11, Op. 103 – O Ano de 1905 (1957)

Esta sinfonia talvez seja a maior obra programática já composta. Há grandes exemplos de músicas descritivas tais como As Quatro Estações de Vivaldi, a Sinfonia Pastoral de Beethoven, a Abertura 1812 de Tchaikovski, Quadros de uma Exposição de Mussorgski e tantas outras, mas nenhuma delas liga-se tão completa e perfeitamente ao fato descrito como a décima primeira sinfonia de Shostakovich. É minha opinião.

Alguns compositores que assumiram o papel de criadores de “coisas belas”, veem sua tarefa como a produção de obras tão agradáveis quanto o possível. Camille Saint-Saëns dizia que o artista “que não se sente feliz com a elegância, com um perfeito equilíbrio de cores ou com uma bela sucessão de harmonias não entende a arte”. Outra atitude é a tomada por Shostakovich, que encara vida e arte como se fosse uma coisa só, que vê a criação artística como um ato muito mais amplo e que inclui a possibilidade do artista expressar — ou procurar expressar — a verdade tal como ele a vê. Esta abordagem foi adotada por muitos escritores, pintores e músicos russos do século XIX e, para Shostakovich, a postura realista de seu ídolo Mussorgsky foi decisiva. A décima primeira sinfonia de Shostakovich tem feições inteiramente mussorgkianas e foi estreada em 1957, ano de muitas glórias além do quadragésimo aniversário da Revolução de Outubro. Foi o ano em que nasci, para vocês terem uma ideia de sua importância. Contudo, ela se refere a eventos ocorridos antes, no dia 9 de janeiro de 1905, um domingo, quando tropas czaristas massacraram um grupo de trabalhadores que viera fazer um protesto pacífico e desarmado em frente ao Palácio de Inverno do Czar, em São Petersburgo. O protesto, feito após a missa e com a presença de muitas crianças, tinha a intenção de entregar uma petição — sim, um papel — ao czar, solicitando coisas como redução do horário de trabalho para oito horas diárias, assistência médica, melhor tratamento, liberdade de religião, etc. A resposta foi dada pela artilharia, que matou mais de cem trabalhadores e feriu outros trezentos.

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O primeiro movimento descreve a caminhada dos trabalhadores até o Palácio de Inverno e a atmosfera soturna da praça em frente, coberta de neve. O tema dos trabalhadores aparecerá nos movimentos seguintes, porém, aqui, a música sugere uma calma opressiva.

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O segundo movimento mostra a multidão abordar o Palácio para entregar a petição ao czar, mas este encontra-se ausente e as tropas começam a atirar. Shostakovich tira o que pode da orquestra num dos mais barulhentos movimentos sinfônicos que conheço.

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O terceiro movimento, de caráter fúnebre, é baseado na belíssima marcha de origem polonesa Vocês caíram como mártires (Vy zhertvoyu pali) que foi cantada por Lênin e seus companheiros no exílio, quando souberam do acontecido em 9 de janeiro.

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O final – utilizando um bordão da época – é a promessa da vitória final do socialismo e um aviso de que aquilo não ficaria sem punição.

Symphony No. 2:
1 I. Largo – Crochet – Poco Meno Mosso – Allegro Molto 7:18
2 II. Crotchet – Meno Mosso – Moderato 5:26
3 III. Chorus – “To October” 6:40

Symphony No. 11:
4 I. The Palace Square – Adagio 15:10
5 II. The 9th Of January – Allegro 17:17
6 III. In Memoriam – Adagio 10:29
7 IV. Tocsin – Allegro Non Troppo 13:42

Mariinsky Orchestra
Valery Gergiev

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Shostakovich: uma sinfonia estarrecedora

Shostakovich: uma sinfonia estarrecedora

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Rubinstein plays Chopin – Cd 5 e 6 de 10 – Nocturnes – Arthur Rubinstein

FrontDei um tempo nessa coleção para os senhores melhor poderem apreciar o talento de Rubinstein, principalmente quando toca Chopin, seu compositor favorito.
Hoje estou trazendo os dois volumes com os Noturnos. Aos que não conhecem, informo que o que temos aqui são obras de profunda meditação, para serem apreciadas degustando um bom vinho, na frente de uma lareira, em uma noite bem fria. Rubinstein extrai o mais profundo sentimento de cada nota, e a expressa com tanta emotividade que muitas vezes pode nos levar às lágrimas, dependendo do quanto os senhores estejam suscetíveis á fortes emoções.
Chega de falar. Deixo os senhores com um dos maiores músicos de todos os tempos, e o mais importante intérprete de Chopin, Arthur Rubinstein, interpretando os nossos amados Noturnos.

CD 5

1 Nocturnes, Op. 9: No. 1 in B-Flat Minor
2 Nocturnes, Op. 9: No. 2 in E-Flat Major
3 Nocturnes, Op. 9: No. 3 in B
4 Nocturnes, Op. 15: No. 1 in F major
5 Nocturnes, Op. 15: No. 2 in F-Sharp
6 Nocturnes, Op. 15: No. 3 in G Minor
7 Nocturnes, Op. 27: No. 1 in C-Sharp Minor
8 Nocturnes, Op. 27: No. 2 in D-Flat
9 Nocturnes, Op. 32: No. 1 in B Major
10 Nocturnes, Op. 32: No. 2 in A-Flat

CD 6

1 Nocturnes, Op. 37: No. 1 in G Minor
2 Nocturnes, Op. 37: No. 2 in G
3 Nocturnes, Op. 48: No. 1 in C Minor
4 Nocturnes, Op. 48: No. 2 in F-Sharp Minor
5 Nocturnes, Op. 55: Nocturne in F Minor, No. 1
6 Nocturnes, Op. 55: No. 2 in E-flat
7 Nocturnes, Op. 62: No. 1 in B
8 Nocturnes, Op. 62: No. 2 in E
9 Nocturne No. 19 in E Minor, Op. 72 , No. 1

Arthur Rubinstein – Piano09

DOWNLOAD HERE – BAIXE AQUI

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Arcangelo Corelli, Georg Philipp Telemann, Jean-Philippe Rameau: Le Concert Spirituel: Au temps de Louis XV

O “Concert Spirituel” foi uma das primeiras séries de concertos públicos da história. Eles começaram em Paris no ano de 1725 e terminaram em 1790. Mais tarde, concertos ou séries de concertos de mesmo nome ocorreram em Paris, Viena, Londres e em outros lugares. A série foi fundada para proporcionar entretenimento durante a quinzena de Páscoa e em feriados religiosos quando as outras casas de espetáculos (a Ópera de Paris, a Comédie-Française e a Comédia italiana) eram fechadas. Os programas apresentaram uma mistura de obras corais sacras e peças instrumentais virtuosas. Durante muitos anos tais concertos aconteceram na Salle des Cent Suisses, magnificamente decorada, no Palácio das Tulherias. Começavam às 18h duravam por volta de 4h. Eram frequentados principalmente por burgueses ricos, pela aristocracia mais baixa e visitantes estrangeiros. Em 1784, os concertos foram movidos para a área de palco da Salle des Machines e, em 1790, quando a família real estava confinada nas Tulherias, passaram aos teatros. O que dizer sobre os concertos e Savall? Tudo maravilhoso, né? Peças e interpretação. No Rameau há uma atmosfera de festa que me parece bem dentro do espírito do “Concert Spirituel”.

Jordi Savall & Le Concert des Nations – Le Concert Spirituel: Au temps de Louis XV

ARCANGELO CORELLI (1653-1713)
Concerto Grosso, en Re Majeur Op. 6, núm. 4
1-2 Adagio-Allegro
3 Adagio
4 Vivace
5-6 Allegro-Allegro

GEORG PHILIPP TELEMANN (1681-1767)
Ouverture avec la Suite en Ré Majeur
pour Viola da Gamba et Cordes TWV 55:D6
7 Ouverture
8 La Trompette
9 Sarabande
10 Rondeau
11 Bourrée
12 Courante-Double
13 Gigue

GEORG PHILIPP TELEMANN
CONCERTO IN LA MINORE
per Flauto Dolce, Viola di Gamba, Corde e Fondamento TWV 52:a1
14-15 Grave-Allegro
16 Dolce
17 Allegro

GEORG PHILIPP TELEMANN
OUVERTURE AVEC LA SUITE EN MI MINEUR, TAFELMUSIK
à deux flûtes et cordes (première production) TWV 55:e1
18 Ouverture: Lentement – Vite – Lentement
19 Réjouissance
20 Rondeau
21 Loure
22 Passepied
23 Air; un peu vivement
24 Gigue

JEAN-PHILIPPE RAMEAU (1683-1764)
Les Indes Galantes. Suites des airs à Jouer (Symphonies)
25 Air pour les guerriers portans les Drapeaux
26 Air pour les Amants qui suivent Bellone Lent, tendrement-Vite
27 Orage
28 Air pour les Esclaves Africains
29 Air pour Borée et la Rose Très vite
30 2eme. Air pour Zéphire
31 Tambourins I et II

Pierre Hamon flauto
Enrico Onofri violino concertino
Marc Hantaï, Charles Zebley, Yi-Fen Chen traverso
Riccardo Minasi, Mauro Lopes, Olivia Centurione violini
Balázs Máté violoncello
LE CONCERT DES NATIONS
JORDI SAVALL viole de gambe et direction

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Concert_Spirituel_poster

PQP

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Antonio Vivaldi (1678-1741) – Concertos & Sonatas op. 1 – 12 CDs – CDs 15 e 16 – Scimone, I Solisti Veneti

Cover 1Estamos entrando na reta final desta coleção estupenda, temos aqui os op. 11 e 12 da imortal obra de Vivaldi. Claudio Scimone e seus Solisti Veneti continuam dando um show de competência e virtuosismo.

Como todos sabem, nosso padre ruivo foi muito prolífico. Produziu muito, e até hoje pesquisadores encontram manuscritos de obras que são atribuidas a ele. O cara não era fraco. Imagino a cena de um amigo lhe perguntando, ‘O que fizestes neste final de semana, meu caro Antonio?’ e ele responderia na maior tranquilidade: ‘Nada de mais, compus apenas três concertos para violino e algumas sonatas !!!, ah, e iniciei uma nova ópera’.

Disc: 15
1. Violin Concerto in D major Op.11 No.1 RV207 : I Allegro
2. Violin Concerto in D major Op.11 No.1 RV207 : II Largo
3. Violin Concerto in D major Op.11 No.1 RV207 : III Allegro
4. Violin Concerto in E minor Op.11 No.2 RV277, ‘Il favorito’ : I Allegro
5. Violin Concerto in E minor Op.11 No.2 RV277, ‘Il favorito’ : II Andante
6. Violin Concerto in E minor Op.11 No.2 RV277, ‘Il favorito’ : III Allegro
7. Violin Concerto in A major Op.11 No.3 RV336 : I Allegro
8. Violin Concerto in A major Op.11 No.3 RV336 : II Andante
9. Violin Concerto in A major Op.11 No.3 RV336 : III Allegro
10. Violin Concerto in G major Op.11 No.4 RV308 : I Allegro
11. Violin Concerto in G major Op.11 No.4 RV308 : II Largo
12. Violin Concerto in G major Op.11 No.4 RV308 : III Allegro
13. Violin Concerto in C minor Op.11 No.5 RV202 : I Allegro non molto
14. Violin Concerto in C minor Op.11 No.5 RV202 : II Largo
15. Violin Concerto in C minor Op.11 No.5 RV202 : III Allegro non molto
16. Oboe Concerto in G minor Op.11 No.6 RV460 : I Allegro non molto
17. Oboe Concerto in G minor Op.11 No.6 RV460 : II Largo
18. Oboe Concerto in G minor Op.11 No.6 RV460 : III Allegro non molto

Disc: 16
1. Violin Concerto in G minor Op.12 No.1 RV317 : I Allegro
2. Violin Concerto in G minor Op.12 No.1 RV317 : II Largo
3. Violin Concerto in G minor Op.12 No.1 RV317 : III Allegro
4. Concerto for Strings in D major Op.12 No.3 RV124 : I Allegro
5. Concerto for Strings in D major Op.12 No.3 RV124 : II Grave
6. Concerto for Strings in D major Op.12 No.3 RV124 : III Allegro
7. Violin Concerto in B flat major Op.12 No.6 RV361 : I Allegro
8. Violin Concerto in B flat major Op.12 No.6 RV361 : II Largo
9. Violin Concerto in B flat major Op.12 No.6 RV361 : III Allegro
10. Violin Concerto in C major Op.12 No.4 RV173 : I Largo e spiccato
11. Violin Concerto in C major Op.12 No.4 RV173 : II Allegro molto moderato
12. Violin Concerto in C major Op.12 No.4 RV173 : III Largo
13. Violin Concerto in C major Op.12 No.4 RV173 : IV Allegro
14. Violin Concerto in D minor Op.12 No.2 RV244 : I Allegro
15. Violin Concerto in D minor Op.12 No.2 RV244 : II Larghetto
16. Violin Concerto in D minor Op.12 No.2 RV244 : III Allegro
17. Violin Concerto in B flat major Op.12 No.5 RV379 : I Allegro
18. Violin Concerto in B flat major Op.12 No.5 RV379 : II Largo
19. Violin Concerto in B flat major Op.12 No.5 RV379 : III Allegro

Claudio Scimone
I Solisti Veneti

CD 15 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 16 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

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.: interlúdio :. História Musical de Noel Rosa (1910-1937)

Na música clássica muito tem se falado em “interpretações historicamente informadas”, “instrumentos autênticos” etc. Pois este disco com 60 canções de um dos maiores sambistas de todos os tempos é autêntico até não poder mais: a cantora Marília Batista foi uma das intérpretes preferidas de Noel. Os arranjos são assinados por Guerra Peixe, que além de grande nome da nossa música clássica também  trabalhou por anos como arranjador em rádios do Rio de Janeiro e do Recife.

Ressalto dois pontos que são autênticos. Marília segue as letras de Noel palavra por palavra, por exemplo “com que roupa eu vou ao samba que você me convidou?” enquanto hoje todos cantam “pro samba”. E a pronúncia: duvido muito que os boêmios da Lapa ou de Vila Isabel falassem aqueles erres enrrrrolados no dia a dia. Acontece que a geração de Noel Rosa foi marcada pelo rádio e, naqueles anos 20 e 30, a transmissão não tinha a qualidade de áudio com que estamos acostumados, de modo que os cantores precisavam acentuar algumas consoantes e vogais para serem compreendidos. Outros sambistas cariocas da geração de Noel, como Cartola e Orlando Silva, também cantavam com erres enrolados, assim como a francesa Edith Piaf, famosa por seu “Non, je ne regrette rrrrrien”. Anos depois, uma geração nascida após 1930 chamaria atenção por cantar de um jeito diferente, suave, com sotaque igual ao da língua falada, e essas mudanças se deveram não só à genialidade de um João Gilberto e uma Nara Leão mas também aos avanços na tecnologia dos microfones, discos e rádios.

Neste upload o som é do relançamento em CD, as imagens são digitalizadas do LP original, que inclui textos como:

Morto Noel, Marília acabou preferindo emudecer também. O casamento, os deveres de mãe, talvez um certo desencanto pelo mercantilismo de que se ia eivando o ambiente da nossa música popular, terminaram por afastar a Princesinha do Samba dos microfones e dos estúdios de gravação. Mas havia um compromisso de deixar o seu depoimento musical sobre Noel Rosa e sua obra, gravando tudo quanto ele lhe transmitiu.
Noel por noel
A morte de Noel Rosa, de prematura que foi, colhendo-o em pleno apogeu de sua trajetória genial, fez sangrar fundamente o coração de nosso povo – que se sentia retratado (ou caricaturado) em quase todas as suas produções. Em consequência, as músicas de Noel começaram a ser cantadas num andamento diferente do original, um andamento por demais lento, quase lembrando balada, como se cada uma delas, de buliçosa e vibrátil que era, passasse a ter qualquer coisa de um “De Profundis” ou de um “Miserere”, gotejando lágrimas de mágoa e de saudade pelo seu finado criador. A verdade é que Noel Rosa foi, acima de tudo, sem sombra de dúvida, um trovador alegra, irônico, irreverente. Seus versos de amor nunca foram alambicados nem tangenciaram as elegias choramingas dos que só sabem lamentar-se.

O Noel Rosa que Marília Batista nos traz de volta é um Noel exato, autêntico, legítimo, com as suas músicas interpretadas tal e qual o próprio Noel lhas transmitiu. Apenas o que há agora (e no tempo de Noel ainda não havia) é a fabulosa riqueza da roupagem sonora, fruto dos mais modernos recursos de orquestração e da mais avançada técnica de gravação.

Ouvindo a nova música de Noel, orquestrada por Guerra Peixe, sentimos o brilhante talento do Poeta da Vila em toda a sua plena exuberância, vestindo a roupagem sonora que sempre havia merecido.

Visando a obtenção de um melhor equilíbrio no estilo e no andamento das 60 melodias programadas, foram elas reunidas em 12 grupos distintos, sucedendo-se as cinco músicas de cada grupo, umas às outras, sem interrupção. Para a gravação foi usada uma orquestra de cordas, com flauta, trombone, violão, basso e percussão, além de dois outros conjuntos: o primeiro, com flauta, trombone, violão, basso, dois clarinetes e percussão, e o outro com flauta, clarone, dois clarinetes, violão, basso e percussão. Em alguns grupos tivemos a participação de um grupo de coristas.

Assinalemos, também, a presença neste álbum de quatro sambas praticamente inéditos: O  maior castigo que eu te dou, Verdade duvidosa, Para atender a pedido e Cara ou coroa. Não temos notícia de que qualquer um deles tenha sido gravado. Sambista acima de tudo, Noel Rosa não desdenhava de ingressar nos domínios da marcha. Por isso, cinco delas aqui aparecem, reunidas num grupo, Cidade mulher, Você por exemplo, Pierrot apaixonado, A-e-i-o-u Pastorinhas ou Linda Pequena.

Verde-amarelo como os que mais o fossem, Noel não deixou de fazer uma breve concessão à música de fora. Daí resultou a produção de Julieta, que ele costumava cantar com andamento de foxtrot e que aqui aparece em ritmo de samba.

História Musical de Noel Rosa

CD1
1 – Pra que mentir / Feitio de oração / Só pode ser você / Silêncio de um minuto / Voltaste
2 – Vai haver barulho no château / Onde está a honestidade / Você vai se quiser / Vitória / Eu vou pra Vila
3 – Cordiais saudações / Positivismo / O maior castigo que eu te dou / Riso de criança / Para me livrar do mal
4 – Rapaz folgado / Coração / Quando o samba acabou / Prazer em conhecê-lo / Pela décima vez
5 – Século do progresso / Dama do cabaret / Três apitos / Esquina da vida / X do problema
6 – Eu sei sofrer / Filosofia / Pela primeira vez / Fita amarela / O orvalho vem caindo

CD2
1 – Coisas nossas / Gago apaixonado / Julieta / Não tem tradução / Amor de parceria
2 – João Ninguém / Último desejo / Poema popular / Para esquecer / Cor de cinza
3 – Tarzan (O filho do alfaiate) / Conversa de botequim / De babado / Com que roupa / Até amanhã
4 – Verdade duvidosa / Para atender a pedido / Meu barracão / Cara ou coroa (Vai pra casa) / Mentir
5 – Feitiço da Vila / Palpite feliz / Provei / Quem ri melhor / Quantos beijos
6 – Cidade mulher / Você por exemplo / Pierrot apaixonado / A-E-I-O-U / Pastorinhas

Composições de Noel Rosa (1910-1937)
Voz: Marília Batista (1917-1990)
Arranjos: César Guerra-Peixe (1914-1993)
Gravado em 1963

MP3: BAIXE AQUI (DOWNLOAD HERE)
FLAC: BAIXE AQUI (PARTE 1) E AQUI (PARTE 2)

Marília tocando violão e Noel Rosa, o último à direita. O queixo dele era assim mesmo, não é montagem.

Marília tocando violão e Noel Rosa, o último à direita. O queixo dele era assim mesmo, não é montagem.

Pleyel

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Anton Bruckner (1824-1896): Sinfonia Nº 4 “Romântica”

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Abbado faleceu aos 80 anos, em Bologna, no dia 20 de janeiro de 2014, tendo seu corpo sido enterrado na Suíça. Um ano depois, em seu tributo, a orquestra “Filarmonica della Scala” (Milão) interpretou o movimento lento da Terceira Sinfonia de Beethoven (Marcia funebre) para um teatro vazio, apresentado a uma multidão que lotou a praça em frente à casa de ópera e transmitido ao vivo pelo site do La Scala. Mas isso tudo é saudade. Esta gravação de Bruckner faz parte dos seus últimos trabalhos. E é uma coisa de louco. Esta sinfonia é uma de minha obras prediletas desde sempre e Abbado só a valorizou. Ouvi emocionado de princípio a fim. É algo muito inspirador.

Anton Bruckner (1824-1896): Sinfonia Nº 4 “Romântica”

Symphony No. 4 In E Flat Major “Romantic” (Edition: Robert Haas)
1 I. Bewegt, Nicht Zu Schnell
2 II. Andante Quasi Allegretto
3 III. Scherzo: Bewegt – Trio: Nicht Zu Schnell, Keinesfalls Schleppend
4 IV. Finale: Bewegt, Doch Nicht Zu Schnell

Lucerne Festival Orchestra
Claudio Abbado

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Abbado, velhinho e com tudo

Abbado, velhinho e com tudo

PQP

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Antonio Vivaldi (1678-1741) – Concertos & Sonatas op. 1 – 12 CDs – 13 e 14 – Scimone, I Solisti Veneti

Cover 1O CD 13 desta bela coleção traz os concertos intitulados ‘La Cetra’, mas é no CD 14 que temos o que considero a jóia da coroa desta coleção, os concertos para flauta op. 10, que tem o imenso Jean Pierre Rampal como solista. Um primor, é o que tenho a dizer aos senhores. Vou lhes deixar como opção para ouvir neste feriadão, pois garanto que não vão ouvi-los apenas uma vez. Isso aqui é papa finíssima, para ser degustado com calma, moderação e tranquilidade.

 

Disc: 13
1. Violin Concerto in B flat major Op.9 No.7 RV359 : I Allegro
2. Violin Concerto in B flat major Op.9 No.7 RV359 : II Largo
3. Violin Concerto in B flat major Op.9 No.7 RV359 : III Allegro
4. Violin Concerto in D minor Op.9 No.8 RV238 : I Allegro
5. Violin Concerto in D minor Op.9 No.8 RV238 : II Largo
6. Violin Concerto in D minor Op.9 No.8 RV238 : III Allegro
7. Concerto for 2 Violins in B flat major Op.9 No.9 RV530 : I Allegro
8. Concerto for 2 Violins in B flat major Op.9 No.9 RV530 : II Largo e spiccato
9. Concerto for 2 Violins in B flat major Op.9 No.9 RV530 : III Allegro
10. Violin Concerto in G major Op.9 No.10 RV300 : I Allegro molto
11. Violin Concerto in G major Op.9 No.10 RV300 : II Largo cantabile
12. Violin Concerto in G major Op.9 No.10 RV300 : III Allegro
13. Violin Concerto in C minor Op.9 No.11 RV198a : I Allegro
14. Violin Concerto in C minor Op.9 No.11 RV198a : II Adagio
15. Violin Concerto in C minor Op.9 No.11 RV198a : III Allegro
16. Violin Concerto in B minor Op.9 No.12 RV391 : I Allegro non molto
17. Violin Concerto in B minor Op.9 No.12 RV391 : II Largo
18. Violin Concerto in B minor Op.9 No.12 RV391 : III Allegro

I Solisti Veneti
Claudio Scimone

 

Disc: 14
1. Flute Concerto in F major Op.10 No.1 RV433, ‘La tempesta di mare’ : I Allegro
2. Flute Concerto in F major Op.10 No.1 RV433, ‘La tempesta di mare’ : II Largo
3. Flute Concerto in F major Op.10 No.1 RV433, ‘La tempesta di mare’ : III Presto
4. Flute Concerto in G minor Op.10 No.2 RV439, ‘La notte’ : I Allegro
5. Flute Concerto in G minor Op.10 No.2 RV439, ‘La notte’ : II Fantasmi
6. Flute Concerto in G minor Op.10 No.2 RV439, ‘La notte’ : III Largo
7. Flute Concerto in G Minor, Op. 10 No. 2 RV 439 “La notte”: IV. Presto
8. Flute Concerto in G Minor, Op. 10 No. 2 RV 439 “La notte”: V. Il sonno – Largo
9. Flute Concerto in G Minor, Op. 10 No. 2 RV 439 “La notte”: VI. Allegro
10. Flute Concerto in D Major, Op. 10 No. 3 RV 428 “Il cardellino”: I Allegro
11. Flute Concerto in D major Op.10 No.3 RV428, ‘Il cardellino’ : II Largo – Cantabile
12. Flute Concerto in D major Op.10 No.3 RV428, ‘Il cardellino’ : III Allegro
13. Flute Concerto in G major Op.10 No.4 RV435 : I Allegro
14. Flute Concerto in G major Op.10 No.4 RV435 : II Largo
15. Flute Concerto in G major Op.10 No.4 RV435 : III Allegro
16. Flute Concerto in F major Op.10 No.5 RV434 : I Allegro, ma non tanto
17. Flute Concerto in F major Op.10 No.5 RV434 : II Largo cantabile
18. Flute Concerto in F major Op.10 No.5 RV434 : III Allegro
19. Flute Concerto in G major Op.10 No.6 RV437 : I Allegro
20. Flute Concerto in G major Op.10 No.6 RV437 : II Largo
21. Flute Concerto in G major Op.10 No.6 RV437 : III Allegro

Jean Pierre Rampal – Flute
I Solisti Veneti
Claudio Scimone

CD 13 – DOWNLOAD HERE – BAIXE AQUI
CD 14 – DOWNLOAD HERE – BAIXE AQUI

FDPBach

Jean Pierre Rampal -O maior dos flautistas

Jean Pierre Rampal -O maior dos flautistas

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Béla Bartók (1881-1945): Concerto Nº 2 para Violino e Orquestra e Nº 1 (Opus póstumo)

Ouvindo a alemã Arabella Steinbacher tocar concertos de Beethoven, Bruch ou Mozart, não dá para imaginar que ela teria um Bartók tão consistente. Mérito dela, que tem pleno senso de estilo. Aqui, ela demonstra grande intimidade com o gênio húngaro. Que bom! Gostaria de ouvi-la solando os concertos de Prokofiev. Eles estão gravados por ela, alguém tem aí??? O Concerto Nº 2 de Bartók é especialmente lindo e significativo dentro da obra do compositor. Escrito entre 1937 e 1938, foi dedicado ao violinista húngaro Zoltán Székely, que pediu a composição em 1936. Trata-se de um exemplo de primeira linha do estilo cigano verbunkos. Bartók compôs o concerto em uma difícil situação de vida, ocupado que estava por uma grande preocupação pela força crescente do fascismo em seu país. Ele tinha uma firme posição antifascista, e por isso tornou-se o alvo de vários ataques na Hungria pré-guerra. Mas, porém, todavia, contudo, entretanto, a composição tem uma atmosfera particularmente otimista e muito, mas muito desafiadora. Eu amo e amo este concerto.

Béla Bartók (1881-1945): Concerto Nº 2 para Violino e Orquestra e Nº 1 (Opus póstumo)

Violin Concerto No. 2, Sz. 112:
1 I. Allegro non troppo 16:39
2 II. Andante tranquillo 10:35
3 III. Allegro molto 12:34

Violin Concerto No. 1, Sz. 36:
4 I. Andante sostenuto 9:17
5 II. Allegro giocoso 12:03

Arabella Steinbacher, violino
Orchestre de la Suisse Romande
Marek Janowski

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Arabella Steinbacher: dois lindos Bartóks

Arabella Steinbacher: dois lindos Bartóks

PQP

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Antonio Vivaldi (1678-1741): Concertos & Sonatas Op. 1 a 12 / CDs 11 e 12 – Scimone, I Solisti Veneti

Cover 1Neste CD temos a segunda parte dos ‘Il Cimento dell´Armonia e dell´Inventione’, op. 8, que começou com as ‘Quatro Estações’, e se conclui aqui com o belo concerto para oboé, RV 449.

Para se ouvir à vontade, pois não existem contra-indicações e nem riscos á sua saúde. Ao contrário. Tenho certeza de que os senhores irão se sentir muito bem após ouvirem estes cds.

Disc: 11
1. Violin Concerto in D minor Op.8 No.7 RV242 : I Allegro
2. Violin Concerto in D minor Op.8 No.7 RV242 : II Largo
3. Violin Concerto in D minor Op.8 No.7 RV242 : III Allegro
4. Violin Concerto in G minor Op.8 No.8 RV332 : I Allegro
5. Violin Concerto in G minor Op.8 No.8 RV332 : II Largo
6. Violin Concerto in G minor Op.8 No.8 RV332 : III Allegro
7. Oboe Concerto in D minor Op.8 No.9 RV236 : I Allegro
8. Oboe Concerto in D minor Op.8 No.9 RV236 : II Largo
9. Oboe Concerto in D minor Op.8 No.9 RV236 : III Allegro
10. Violin Concerto in B flat major Op.8 No.10 RV362, ‘La caccia’ : I Allegro
11. Violin Concerto in B flat major Op.8 No.10 RV362, ‘La caccia’ : II Largo
12. Violin Concerto in B flat major Op.8 No.10 RV362, ‘La caccia’ : III Allegro
13. Violin Concerto in D major Op.8 No.11 RV210 : I Allegro
14. Violin Concerto in D major Op.8 No.11 RV210 : II Largo
15. Violin Concerto in D major Op.8 No.11 RV210 : III Allegro
16. Oboe Concerto in C major Op.8 No.12 RV178 : I Allegro
17. Oboe Concerto in C major Op.8 No.12 RV178 : II Largo
18. Oboe Concerto in C major Op.8 No.12 RV178 : III Allegro

Disc: 12
1. Violin Concerto in C major Op.9 No.1 RV181a : I Allegro
2. Violin Concerto in C major Op.9 No.1 RV181a : II Largo
3. Violin Concerto in C major Op.9 No.1 RV181a : III Allegro
4. Violin Concerto in A major Op.9 No.2 RV345 : I Allegro
5. Violin Concerto in A major Op.9 No.2 RV345 : II Largo
6. Violin Concerto in A major Op.9 No.2 RV345 : III Allegro
7. Violin Concerto in G minor Op.9 No.3 RV334 : I Allegro non molto
8. Violin Concerto in G minor Op.9 No.3 RV334 : II Largo
9. Violin Concerto in G minor Op.9 No.3 RV334 : III Allegro non molto
10. Violin Concerto in E major Op.9 No.4 RV263a : I Allegro non molto
11. Violin Concerto in E major Op.9 No.4 RV263a : II Largo
12. Violin Concerto in E major Op.9 No.4 RV263a : III Allegro non molto
13. Violin Concerto in A minor Op.9 No.5 RV358 : I Adagio – Presto – Largo
14. Violin Concerto in A minor Op.9 No.5 RV358 : II Allegro
15. Violin Concerto in A major Op.9 No.6 RV348 : I Allegro
16. Violin Concerto in A major Op.9 No.6 RV348 : II Largo
17. Violin Concerto in A major Op.9 No.6 RV348 : III Allegro non molto

I Solisti Veneti
Claudio Scimone

CD 11 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 12 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

PQP

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Serguei Prokofiev (1891-1953): Cantata Alexander Nevsky – Tenente Kijé

IM-PER-DÍ-VEL !!!

A edição mais nova deste disco também traz a Scythian Suite (capa ao lado), que não temos aqui. Mas isso diminui apenas um pouco a alta qualidade deste velho vinil gravado por Abbado em suas andanças. É estranho que obras tão belas sejam tão pouco gravadas. A Cantata Alexandre Nevsky foi composta para servir de trilha sonora para o filme de mesmo nome de Serguei Eisenstein, no qual o diretor russo se unia à propaganda de Stalin na guerra contra a Alemanha de Hitler. O filme mal e mal sobrevive, a trilha é uma obra-prima. A Suíte Tenente Kijé foi composta em 1933 para o filme homônimo de Yuri Tinyanovs, produzida em 1927. O filme é lembrado exclusivamente por sua música. Os empregados do czar Pavel I cometem um erro de grafia na redação de uma carta oficial e isto leva o czar a pensar que um tal de “Tenente Kijé” seria responsável por mal-entendidos que, afortunadamente, resultaram em manobras militares bem-sucedidas. Como tal, este personagem vira herói, se casa e morre sem ao menos ter existido.

Serguei Prokofiev (1891-1853): Cantata Alexander Nevsky – Tenente Kijé

Alexander Nevsky Op. 78 (Kantate Für Mezzosopran, Chor Und Orchester)
1 Rußland Unter Dem Joch Der Mongolen 3:09
2 Lied Über Alexander Newski 3:32
3 Die Kreuzritter In Pskow 6:40
4 Erhebt Euch, Menschen Rußlands 2:20
5 Die Schlacht Auf Dem Eis 12:04
6 Das Totenfeld 6:01
7 Einzug Alexanders In Pskow 4:45

Leutnant Kijé Op. 60
8 Kijés Geburt 4:10
9 Romanze 4:09
10 Kijés Heirat 2:36
11 Troika 2:44
12 Kijés Begrabnis 5:55

Elena Obraztova, mezzo soprano
London Symphony Chorus
London Symphony Orchestra* (faixas de 1 a 7)
Chicago Symphony Orchestra* (faixas de 8 a 12)
Claudio Abbado

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O príncipe Alexander Nevsky organiza as tropas camponesas russas para a vitória sobre as hordas alemãs invasoras no lago Peipus em 1242, em uma cena do clássico do filme de 1938 Alexander Nevsky, de Eisenstein.

O príncipe Alexander Nevsky organiza as tropas camponesas russas para a vitória sobre as hordas alemãs invasoras no lago Peipus em 1242, em uma cena do clássico do filme de 1938 Alexander Nevsky, de Eisenstein.

PQP

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Johann Brahms (1833-1897) – Chamber Music – Cds 4, 5 e 6

4790378

Provavelmente meu primeiro contato com a obra de câmera de Brahms foi através destes Trios, com o magnífico Beaux Arts Trio. Nem preciso dizer que foi paixão a primeira vista, ou audição. Posteriormente tive acesso a essa coleção que ora posto, então pude conhecer mais a fundo a obra de Brahms que reconheço não ser fácil de assimilar num primeiro momento. São necessárias várias horas de dedicação exclusiva, para assimilar toda a riqueza harmônica e melódica dessas obras. Ouçam com atenção o Trio op. 101, e confiram se não estou falando a verdade.

CD 4

01. Trio for piano,Violin and Violoncello no.1 in B minor,op.8 Allegro con brio
02. Scherzo Allegro molto
03. Adagio
04. Finale Allegro
05. Trio for piano,Violin and Violoncello no.2 in C minor,op.87 Allegro
06. Andante con moto
07. Scherzo. Presto
08. Allegro giocoso

Augustin Dumay – Violin
Jian Wang Cello
Maria João Pires – Piano

CD 5

01. Trio for piano,Violin and Violoncello no.3 in C minor,op.101 Allegro energico
02. Presto non assai
03. Andante grazioso
04. Allegro molto

Thomas Brandis – Violin
Ottomar Borwitzky – Cello
Tamás Vásáry -Piano

05. Quartet for Piano,Violin,Viola and Violoncello no.2 in A minor,op.26 Allegro non troppo
06. Poco adagio
07. Scherzo. Poco allegro
08. Finale. Allegro

Thomas Brandis – Violin
Tamás Vásáry – Piano
Wolfram Christ – Viola
Ottomar Borwitzky – Cello

CD 6

01. Quartet for Piano,Violin,Viola and Violoncello no.1 in G minor,op.25 Allegro
02. Intermezzo. Allegro ma non troppo
03. Andante con moto
04. Rondo alla Zingarese. Presto – Meno presto – Molto presto
05. Quartet for Piano,Violin,Viola and Violoncello no.3 in G minor,op.60 Allegro non troppo
06. Scherzo. Allegro
07. Andante
08. Finale. Allegro commodo

Performer: Tamás Vásáry – Piano
Ottomar Borwitzky – Cello
Wolfram Christ – Viola
Thomas Brandis Violin

 

CD 4 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 5 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 6 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FDPBach

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Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): Mozart in Havana

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Gravado em Cuba, o novo álbum da pianista Simone Dinnerstein, Mozart in Havana, é sensacional. Para este disco, Dinnerstein colaborou com a excelente Orquestra do Liceu de Havana para tocar os Concertos para Piano Nº 21 e 23 de Mozart. Mozart in Havana é um retorno às origens de Dinnerstein. A pianista norte-americana tem antiga ligação com Cuba. Por anos, ela foi aluna de Solomon Mikowsky, um emigrante cubano que se tornou seu professor de piano quando tinha ela nove anos. Mikowsky contava histórias de sua infância em Cuba e mostrava-lhe a riquíssima música do país. Quando inaugurou o festival Encuentro de Jóvenes Pianistas em Havana, no ano de 2013, Mikowsky convidou Dinnerstein a participar. “É claro que aceito!”, respondeu ela. Voltando ao festival em 2015, ela tocou pela primeira vez com a Orquestra do Liceu de Havana e ficou profundamente impressionada. No ano seguinte, voltou à Cuba para gravar com a orquestra o que se tornaria Mozart in Havana. O resultado é glorioso e com cadenzas muito originais… A gravação foi realizada durante três longas noites sem dormir usando cordas doadas e equipamentos de gravação trazidos pelo produtor vencedor do Grammy, Adam Abeshouse. Neste momento, em agosto de 2017, a orquestra está fazendo sua estreia nos EUA em uma série de concertos com Dinnerstein. Simone, eu te amo.

Em Havana

Em Havana

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): Mozart in Havana

Piano Concerto No. 21 in C Major, K. 467
1 I. Allegro maestoso 14:58
2 II. Andante 7:05
3 III. Allegro vivace assai 7:27

Piano Concerto No. 23 in A Major, K. 488
4 I. Allegro 11:27
5 II. Adagio 7:14
6 III. Allegro assai 8:12

Simone Dinnerstein, piano
Havana Lyceum Orchestra

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A foto da capa, completa

A foto da capa, completa, momentos antes ou depois

PQP

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