Philip Glass (1937): Songs and Poems for Solo Cello

Philip Glass (1937): Songs and Poems for Solo Cello

Pois é, gostei muito mais de Tissues (peças rearranjadas para violoncelo e percussão, retiradas da trilha de Naqoyqatsi) do que das Canções e Poemas para Violoncelo Solo. Bem o disco representa a estreia da violoncelista Wendy Sutter. Songs and Poems for Solo Cello é uma obra de sete movimentos de Philip Glass. Conhecido por obras escritas para grupos maiores, como concertos e sinfonias, estas canções mostram o compositor em seu mais íntimo. Obra de qualidade média, na minha opinião. Também estão no disco Tissues, compostos para o filme Naqoyqatsi, e que são obras escritas para violoncelo, percussão e piano. Como disse, gostei muito mais da segunda.

O som do violoncelo de Wendy Sutter é esplêndido. Trata-se de um Stradivarius de 1620. Te mete.

Philip Glass (1937): Songs and Poems for Solo Cello

Philip Glass (1937 – )
Songs and Poems for Solo Cello
1. Song I [3:30]
2. Song II [5:52]
3. Song III [2:01]
4. Song IV [3:01]
5. Song V [5:47]
6. Song VI [3:47]
7. Song VII [5:11]

Tissues (from Naqoyqatsi)
8. Tissue No. 1 [4:30]
9. Tissue No. 2 [3:07]
10. Tissue No. 6 [3:13]
11. Tissue No. 7 [3:12]

Wendy Sutter, cello
David Cossin, percussion
Philip Glass, piano

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Wendy Sutter tenta seduzir Philip Glass, que a ignora

PQP

Frederic Chopin (1810 – 1849) – Piano Works – Nocturnes, Waltzes, Ballades, Scherzi – Támas Vásáry

A música de Chopin me emociona desde que a primeira vez que a ouvi. Ela tem uma incrível capacidade de ampliar aqueles sentimentos que temos escondidos dentro de nós. É como se expusesse uma ferida aberta. E cabe ao intérprete saber expor isso. Não deve ser fácil, pois a música de Chopin além de ser altamente emotiva, é de um grau de dificuldade imenso, basta ouvir qualquer um de seus estudos, ou uma de suas  baladas, ou sonatas. O intérprete tem de se envolver totalmente, ele também deve se expor. Por isso meu pianista favorito para este repertório sempre será Arthur Rubinstein, aquele incrível velhinho que me emocionou desde que o ouvi pela primeira vez. Olhos fechados, concentração total, uma verdadeira imersão naquele universo de notas. Em minha modesta opinião ele representa a síntese do intérprete de Chopin, são seus discos que me servem de parâmetro se vou ouvir outros músicos. Muitos devem não concordar, e respeito suas opiniões. Por isso estou trazendo outro intérprete fundamental deste repertório. Assim ofereço a quem não conhece uma outra opção, assim podem ir tirando suas conclusões.
Vou trazer para os senhores algumas obras de Chopin interpretadas por um importante músico que se destacou ali entre os anos 60 e 70, Támas Vásáry. Serão seis cds ao todo, claro que apenas uma parte das obras estão gravadas aqui, dentro do universo de composições do polonês. Começamos com os Noturnos, Valsas, Baladas e os Scherzos.

Espero que apreciem.

CD 1

01. Nocturnes No. 1 in B flat minor, op. 9 no.1 – Larghetto
02 Nocturnes No. 2 in E flat major, op. 9 no.2 – Andante
03. Nocturnes No. 3 in B major, op. 9 no.3 – Allegretto
04. Nocturnes No. 4 in F major, op. 15 no.1 – Andante cantabile
05. Nocturnes No. 5 in F sharp major, op. 15 no.2 – Larghetto
06. Nocturnes No. 6 in G minor, op. 15 no.3 – Lento
07. Nocturnes No. 7 in C sharp minor, op. 27 no.3 – Larghetto
08. Nocturnes No. 8 in D flat major, op. 27 no.2 – Lento sostenuto
09. Nocturnes No. 9 in B major, op. 32 no.1 – Andante sostenuto
10. Nocturnes No. 10 in A flat major, op. 32 no.2 – Lento
11. Nocturnes No. 11 in G minor, op. 37 no.1 – Andante sostenuto
12. Nocturnes No. 12 in G major, op. 37 no.2 – Andantino
13. Nocturnes No. 13 in C minor, op. 48 no.1 – Lento
14. Nocturnes No. 13 in F sharp minor, op. 48 no.2 – Andantino

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CD 2

01. Nocturnes No.15 in F minor, op. 55 no.1 Andante
02. Nocturnes No.16 in E flat major, op. 55 no.2 Lento sostenuto
03. Nocturnes No.17 in B major, op. 62 no.1 Andante
04. Nocturnes No.18 in E major, op. 62 no.2 Lento
05. Nocturnes No.19 in E minor, op. post. 72 no.1 Andante
06. Nocturnes No.20 in C sharp, op. post Lento con gran espressione
07. Waltz Grande Valse brillante in E flat major op.18 Vivo
08. Waltz No.1 in A flat major, op.34 Vivace
09. Waltz No.2 in A minor, op.34 Lento
10. Waltz No.3 in F major, op.34 Vivace
11. Waltz Grande Valse in A flat mejor, op.42 Vivace
12. Waltz No.1 in D flat major, op.64 Molto Vivace
13. Waltz No.2 in C sharp minor, op.64 Tempo giusto
14. Waltz No.3 in A flat major, op.64 Moderato
15. Waltz No.1 in A flat major, op.69 Tempo di Valse
16. Waltz No.2 in B minor, op.69 Moderato
17. Waltz No.1 in G flat major, op.70 Molto Vivace
18. Waltz No.2 in F minor, op.70 Tempo giusto
19. Waltz No.3 in D flat major, op.70 Moderato
20. Waltz in E minor, op. post. Vivace
21. Waltz in E major, op. post. Tempo di Valse22. Waltz in A flat major, op. post
23. Waltz in E flat major, op. post

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CD 3

01. Ballade No.1 in G minor, op.23
02. Ballade No.2 in F major, op.38
03. Ballade No.3 in A flat major, op.47
04. Ballade No.4 in F minor, op.52
05. Scherzo No.1 in B minor, op.20
06. Scherzo No.2 in B flat minor, op.31
07. Scherzo No.3 in C sharp minor, op.39
08. Scherzo No.4 in E major, op.54

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Tamás Vásáry – Piano

Beethoven (1770-1827): Concerto para Piano No. 5, Op. 73 – Emperor – Christoph Eschenbach – Boston SO – Seiji Ozawa

Beethoven (1770-1827): Concerto para Piano No. 5, Op. 73 – Emperor – Christoph Eschenbach – Boston SO – Seiji Ozawa
Capa original do LP & Cassette

Ludwig van Beethoven

Emperor

Fantasia Coral

O que torna um disco, uma gravação, tão especial para alguém, mesmo depois de dezenas de anos? Algumas gravações, alguns discos, entram em nossas vidas e depois seguem suas vidas de objetos que se vão. Mas, de quando em vez, nos deparamos com algo especial. Quando esta gravação do Imperador, com Christoph Eschenbach ao piano, acompanhado pela Orquestra Sinfônica de Boston, regida pelo Seiji Ozawa, chegou em minhas mãos em um cassette, eu já conhecia a gravação do Stephen Kovacevich (naqueles dias, Bishop-Kovacevich) acompanhado da Sinfônica de Londres regida pelo (depois Sir) Colin Davis.

Eu ouvia uma, depois a outra, depois de novo uma e assim por diante, na vã tentativa de estabelecer uma preferida. Acho que naqueles dias, por um fio de cabelo, ganhou Eschenbach. O que me inclinou nesta direção foi a maravilhosa, a mágica transição do Adagio um poco mosso – attacca, para o Rondo – Allegro. Este momento do concerto, na minha opinião, é fundamental. Esta é a razão de eu ter, nos arquivos em mp3, unido em um único arquivo as duas faixas. Assim tenho a certeza que este momento estará lá, quando você ouvir.

Capa da gravação rival…

Falávamos outro dia entre amigos sobre antigas gravações – jurássicas – no nosso jargão. Pois bem, aqui temos um típico Jurássico CD. O que nos faz voltar a estas gravações antigas? Há tantas novas, mesmo novíssimas, tentadoras e interessantes. Bem, primeiro, uma coisa não necessariamente exclui a outra. Mas eu acredito que queremos continuar experimentando a magia que uma vez lá percebemos.

No caso desta gravação do Imperador, ouvi tudo de novo. Lá estava, bem no início, a maneira imperiosa e arrebatadora com a qual Beethoven abre o concerto. Todos nós sabemos o quanto os primeiros momentos são importantes para agarrar a atenção do ouvinte. E o momento da transição do Adagio para o Rondo? Continuei esperando a última nota do Adagio, com a respiração suspensa, até o súbito irromper do Rondo, a magia intacta.

Se eu tivesse conhecido apenas esta gravação do Imperador, ainda sim saberia que se trata de uma obra prima. Não seria este o critério máximo para atribuir algum tipo de valor a uma gravação? Eu não conheço outro.

Quanto a Fantasia para Piano, Coro e Orquestra, em dó menor, Op. 80, interpretada pelo competentíssimo Jörg Demus, acompanhado dos vienenses? Bem, até Beethoven tinha que por pão na mesa e essas fantasias faziam realmente muito sucesso. A peça serve para levar o tempo do CD para 59 minutos e é até bonitinha. Mas não se deixe levar, o CD é do Imperador.

Christoph Eschenbach

Ludwig van Beethoven (1770 – 1827)

Concerto para Piano em mi bemol maior, Op. 73 – Emperor

  1. Allegro
  2. Adagio um poco mosso – attacca:
  3. Allegro

Christoph Eschenbach, piano

Boston Symphony Orchestra

Seiji Ozawa

  1. Fantasia para Piano, Coro e Orquestra, em dó menor, Op. 80

Jörg Demus, piano

Wiener Singverein

Wiener Symphoniker

Ferdinand Leitner

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FLAC | 230 MB

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MP3 | 320 KBPS | 138 MB

Jurássico!!

Jurássico, mas a magia ainda está lá!

René Denon

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Cello Suites – Ophélie Gaillard

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Cello Suites – Ophélie Gaillard

81gQd7z32QL._SL1500_Este monumento da literatura violoncelística é um verdadeiro tour de force para o solista. É obra para se estudar toda a vida, se dedicando de corpo e alma. Mesmo gigantes do instrumento, como Rostropovich, sentiam-se intimidados perante tal obra, tanto que ele nunca ficou satisfeito com a gravação que realizou.

Esta é a segunda incursão de Ophélie Gaillard neste terreno. E desta vez ela tem à sua disposição um instrumento único, construído em 1737 por Francesco Goffriller, ou seja, um contemporâneo de Bach.

Dedico esta postagem a PQPBach, um fã entusiasta destas obras, que tem diversas gravações delas, e curiosamente não conhecia Ophélie Gaillard. Espero que as aprecie como eu.

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Cello Suites – Ophélie Gaillard

CD 1

Suite nº1 en sol majeur / in G major, BWV 1007
1 Prélude 2’41
2 Allemande 4’36
3 Courante 2’39
4 Sarabande 2’41
5 Menuets I et II 3’14
6 Gigue 1’48

Suite nº2 en ré mineur / in D minor, BWV 1008
7 Prélude 3’56
8 Allemande 3’44
9 Courante 2’06
10 Sarabande 4’25
11 Menuets I et II 2’50
12 Gigue 2’47

Suite nº3 en ut majeur / in C major, BWV 1009
13 Prélude 3’54
14 Allemande 3’58
15 Courante 3’06
16 Sarabande 3’37
17 Bourrées I et II 3’35
18 Gigue 3’23

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CD2

Suite nº4 en mi bémol majeur / in E flat major, BWV 1010
1 Prélude 4’34
2 Allemande 4’37
3 Courante 3’26
4 Sarabande 4’02
5 Bourrées I et II 4’56
6 Gigue 2’51

Suite nº5 en ut mineur / in C minor, BWV 1011
7 Prélude 6’11
8 Allemande 5’40
9 Courante 2’24
10 Sarabande 2’54
11 Gavottes I et II 4’43
12 Gigue 2’11

Suite nº6 en ré majeur / in D major, BWV 1012
13 Prélude 4’34
14 Allemande 7’29
15 Courante 3’49
16 Sarabande 4’38
17 Gavottes I et II 4’29
18 Gigue 4’30

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Ophélie Gaillard – Cello

 

FDPBach

Claude Debussy (1862-1918): Images I e II – Estampes – Ivan Moravec, piano

Claude Debussy (1862-1918): Images I e II – Estampes – Ivan Moravec, piano

Ivan Moravec plays Debussy

O concerto foi na Sala Cecília Meireles e a primeira parte do programa foi o Concerto para Piano de Schumann. Lindo. O último movimento, arrebatador, como se espera de um autêntico concerto romântico. A pianista Sylvia Thereza, que eu não conhecia, tem excelentes credenciais e fez mais do que jus à obra.

Palmas, muitas palmas, ela voltou umas três vezes ao palco para agradecer nosso entusiasmo e então ficamos quietinhos quando ela anunciou que tocaria Reflexos na Água, de Debussy. Como foi bonito. Ficamos lá, nós e os jovens músicos da orquestra, todo o mundo na pontinha da cadeira, por cinco minutos, ouvindo uma beleza de música, um refrescante contraste com o romantismo da peça que ouvíramos antes.

Lembrei-me então do disco que estou postando hoje: Ivan Moravec plays Debussy. Bons discos de Debussy não são muitos e excelentes então, nem se diga. É bem fácil errar a mão com este compositor. Além disso, o som também é muito importante, para podermos apreciar os mil efeitos que ele produz e que compõem as suas ideias musicais.

Neste disco temos uma feliz combinação de compositor – repertório – intérprete, completado por um excelente trabalho técnico, apesar do selo relativamente pouco conhecido, MMG – Vox Cum Laude.

O pianista Ivan Moravec nasceu em Praga, teve grande renome e atinha-se a um repertório centrado principalmente na obra de Chopin e compositores tchecos.

Claude tomando um solzinho de outono em Camboinhas…

Quando gravava alguma obra, era como resultado de muita dedicação e experiência. Aqui nas páginas deste blog você encontrará alguns concertos para piano de Mozart interpretados por ele, que foram postados pelo FDP Bach (aqui e aqui). Encontrará também os Noturnos de Chopin, postados pelo Vassily Genrikhovich (aqui). A postagem do Vassily foi feita na ocasião da morte de Moravec, em 2015 aos 84 anos.

O disco desta postagem começa exatamente pela Reflets dans l’eau (Reflexos na água), a primeira da série Images, livre 1. O disco é composto pelas duas séries de três peças chamadas Images, além de Estampes, outra série de três peças. Moravec devia saber que dez é o número da totalidade, pois acrescentou uma intrigante peça do primeiro livro dos Préludes, chamada Des pas sur la neige, entre as duas Images e Estampes. Os títulos das peças de Debussy são muito bonitos e mesmo poéticos. Mas eles apenas reforçam a impressão causada pela peça. No caso dos Préludes, Debussy insistia que o nome viesse apenas no final da peça.

Você poderá ler cada um dos nomes das peças e descobrir um pouco sobre cada um deles. Os que eu mais gosto são Et la lune descend sur le temple qui fut, Soirée dans Grenade e Jardins sous la pluie. Debussy esnobava dizendo que escolhera o nome Et la lune descend sur le temple qui fut para formar um perfeito verso Alexandrino.

Max também produziu a integral das sonatas para piano de Beethoven com Richard Goode!

Falta mencionar um importante nome que aparece sempre em letras pequeninas no livreto, quando aparece. A produção deste fenomenal disco é de Max Wilcox, uma lenda para as pessoas que sabem da importância dos produtores na história das gravações. Max produziu praticamente todos os LPs de Arthur Rubinstein. Produziu também muitos discos do Emerson Quartet. Você poderá assistir aos depoimentos de Max Wilcox e Da-Hong Seetoo sobre suas experiências como produtores aqui. A discografia de Max é imensa e ele foi uma das pessoas que elevou o papel de produtor de discos a um nível artístico. Meu lema é: “Se é Max, é bom!” Com sorte, pode ser excepcional, como é o caso desta preciosidade aqui.

Claude Debussy (1682 – 1918)

Images I

  1. Reflets dans l’eau
  2. Hommage à Rameau
  3. Mouvement

Images II

  1. Cloches à travers les feuilles
  2. Et la lune descend sur le temple qui fut
  3. Poissons d’or

Preludes, Livre I, No. 6

  1. Des pas sur la neige

Estampes

  1. Pagodes
  2. Soirée dans Grenade
  3. Jardins sous la pluie

Ivan Moravec, piano

Produção: Max Wilcox

Ivan Moravec

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FLAC | 113 MB

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MP3 | 320 KBPS | 115 MB

Este disco merece o selo de ótima qualidade!

René Denon

Olivier Messiaen (1908-1992): Turangalîla Symphony / L’ascension

Olivier Messiaen (1908-1992): Turangalîla Symphony / L’ascension

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Este CD, comprado após uma Editor`s Choice da Gramophone, é um acerto de cabo a rabo. Engraçado que Olivier Messiaen dizia a todos que a execução da Turangalîla deveria durar 75 minutos, não mais e não menos. Hans Rosbaud (1895-1962) a despachou em menos de 70 minutos e 80 minutos não foram suficientes para Simon Rattle (1955-)… A Turangalîla é uma estranha sinfonia escrita para piano, ondas martenot e orquestra; às vezes parece um concerto para piano para logo depois virar música discretamente eletrônica. Outras vezes é de inspiração religiosa, mas também é uma obra bastante americanizada. Aliás, não é para menos: ela foi escrita entre 1946 e 1948, por encomenda de Serge Koussevitzky para a Boston Symphony Orchestra, e estreada sob direção de Leonard Bernstein. Vocês queriam o quê?

O título da peça deriva de duas palavras de sânscrito, turanga e lîla, que em conjunto significam algo como “canção de amor e hino de alegria, movimento, ritmo, tempo, vida e morte” (curioso duas palavrinhas significarem tanta coisa, né?)

Esta complexa e esplêndida sinfonia em 10 movimentos está entre minhas absolutas preferências e a notável gravação que a Naxos nos traz é mais que satisfatória. Há muito a ouvir e sugiro o volume máximo. As ondas martenot são uma curiosidade à parte, mas as súbitas homenagens do ultra-erudito Messiaen à música americana, entremeadas de passagens dramáticas e religiosas fazem a alegria de qualquer um. Messiaen foi muito mais do que o professor de Stockhausen, Boulez e outros, foi um tremendo compositor!

Indico fortemente, é uma das mais belas composições do século XX.

E, diga-se a verdade, esta outra gravação da obra, regida por Chung, é ainda melhor! Além da gravação ter sido aprovada pelo compositor e da orquestra parecer estar tomada de eletricidade, aqui as Martenot aparecem bem mais. Neste disco de Wit (o deste post, desculpem a confusão), elas estão meio que engolidas pela orquestra.

Olivier Messiaen (1908 – 1992): Turangalîla Symphony / L’ascension

Disc 1
Turangalîla-symphonie
1. I. Introduction 00:06:40
2. II. Chant d’ amour 1 00:08:30
3. III Turangalîla 1 00:05:21
4. IV. Chant d’ amour 2 00:11:32
5. V. Joie du sang des etoiles 00:06:19
6. VI. Jardin du sommeil 00:12:29
7. VII. Turangalîla 2 00:04:01

Disc 2
1. VIII. Developpement de l’Amour 00:12:02
2. IX. Turangalîla 3 00:05:22
3. X. Final 00:08:32

Thomas Bloch, ondas martenot
Francois Weigel, piano
Polish National Radio Symphony Orchestra
Antoni Wit, Conductor

L’ascension
4. I. Majeste du Christ demandant sa gloire a son Pere 00:05:38
5. II. Alleluias sereins d’une ame qui desire le ciel 00:06:09
6. III. Alleluia sur la trompette, Alleluia sur la cymbale 00:05:48
7. IV. Priere du Christ montant vers son Pere 00:08:59

Polish National Radio Symphony Orchestra
Antoni Wit, Conductor

Total Playing Time: 01:47:22

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Olivier Messiaen e Karlheinz Stockhausen, professor e aluno.

PQP

Claudio Monteverdi (1567- 1643): Vespro della Beata Vergine, 1610, ‘Vespers’ – Taverner Consort, Choir and Players; dir. Andrew Parrott

Vespro della Beata Vergine, ‘Vespers’, 1610

Claudio Giovanni Antonio Monteverdi
Cremona, 1567- Veneza, 1643

Taverner Consort, Choir and Players
dir. Andrew Parrott

Gravado em 1984

Emma Kirkby, soprano
Nigel Rogers, tenor

Monteverdi, considerado um dos 10 melhores compositores barroco segundo a revista britânica Gramophone. (https://www.gramophone.co.uk/feature/top-10-baroque-composers). Vespers, considerada uma de suas obras primas, pela mesma publicação. Abaixo, os comentários da Gramophone sobre esta obra:

Os problemas técnicos e interpretativos das Vésperas de Monteverdi de 1610 são inúmeros. Deveria todo o volume ser executado como uma peça única, ou apenas os salmos, ou talvez uma mistura de salmos e de motetos? Uma vez que as linhas vocais na publicação original são fortemente ornamentadas, isso impede a adição de mais embelezamento segundo a maneira dos livros de instrução contemporâneos? Que porções devem ser cantadas em coro (e quão grande deve ser tal ‘coro’), e qual dos solistas? Como o contínuo deve ser realizado? Muitas dessas dificuldades derivam das ambiguidades da publicação original das Vésperas, que continua sendo a fonte de onde todas as edições modernas devem ser feitas. Outras são causadas por incertezas em torno da prática litúrgica do século XVII. Em ambas as áreas, esta nova gravação oferece novas idéias.

Em primeiro lugar a liturgia. A controvérsia central levantada pelas Vésperas diz respeito a cinco composições não-litúrgicas inseridas entre os salmos marianos, hino e Manificat: Nigra soma, Pulchra es, Duo Serafim, Audi coelum e a Sonata sopra Sancta Maria. Estes, os concertos sagrados descritos na página de rosto como “apropriados para as capelas ou câmaras privadas de príncipes”, não se ajustam textualmente a qualquer escritório mariano conhecido, mas ocorrem na coleção de Monteverdi em posições normalmente ocupadas por antífonas de salmo. Essas aparentes contradições levaram alguns editores a sugerir que eles não deveriam ser realizados como parte das Vésperas. Mais convincente é a visão, seguida aqui, de que os concertos são substitutos das antífonas que faltam nas coleções de Monteverdi. E esse ponto de vista é levado ainda mais adiante, vendo-os como repetições de antífonas e inserindo o cantochão para a primeira linhagem ausente. Isso é feito para três dos salmos; para as restantes duas sonatas instrumentais contemporâneas de Giovanni Paolo Cima são realizadas. Um efeito é fazer essa versão parecer mais unificada, mais monumental.

Tanto fisicamente quanto emocionalmente os concertos são apresentados aqui como os pontos focais das Vésperas, as jóias da coroa. Certamente eles são a ocasião para alguns dos cantos mais espetaculares desta gravação. O ingrediente essencial aqui é o desempenho de Nigel Rogers, certamente o cantor mais talentoso e convincente do repertório virtuoso italiano do início do século XVII a ser encontrado em qualquer lugar. Agora, pouco depois de sua impressionante interpretação de Orfeo em outro lançamento do Reflexe (revisado na página 1382), vêm seus desempenhos persuasivos e aparentemente sem esforço em três dos concertos em sua maneira altamente característica, dramática, mas perfeitamente controlada. Em dois casos, Audi coelum e Duo Seraphim, ele é bem combinado com Andrew King e Joseph Cornwell. Em comparação, Pulchra es, cantada por Tessa Bonner e Emma Kirkby, parece bastante subestimada, certamente muito por esse texto deliberadamente e deliciosamente ambíguo.

Uma característica importante da interpretação de Andrew Parrott é sua concepção fundamental, historicamente acurada, das Vésperas como um trabalho de câmara e não um “coral”. Assim, apenas um instrumento é usado por parte, o cravo é empregado com muita parcimônia, e o grupo contínuo básico é restrito a órgão e quitarrona. Seguindo o mesmo princípio, uma voz por parte é considerada a norma. O resultado é uma clareza de textura, evidente a partir das barras de abertura, que permite que tempos corretos sejam usados sem sufocar as características rítmicas da escrita. Nisi Dominus, por exemplo, é levado a uma velocidade animada, mas não acaba parecendo apressado, como tantas vezes acontece. Lauda Jerusalém prossegue em um ritmo alegre sem perda de detalhes, e Laetatus soa imponente sem ser pisado. Que esses efeitos estejam sendo alcançados é em grande parte devido a decisões sobre o tamanho e o equilíbrio de forças.

Finalmente, devo mencionar uma outra escolha fundamental que representa algo como uma novidade. Tanto Lauda Jerusalém quanto o Magnificat são transpostos para um quarto aqui, como de fato deveriam estar de acordo com a convenção relativa às combinações de clave nas quais foram originalmente notadas. Isso traz todas as partes vocais para a tessitura do resto do trabalho e também restaura os instrumentos para suas faixas normais. Se o resultado é menos “excitante” do que a versão que estamos acostumados a ouvir tem apenas parcialmente a ver com questões de musicalidade. Para o resto, a este respeito, como em outros, uma das virtudes duradouras desta gravação equilibrada e discreta é que ela nos permite ouvir os Vesper como algo nos moldes que Monteverdi pretendia. (Iain Fenlon, Gramophone Magazine, https://www.gramophone.co.uk/review/monteverdi-vespers-8).

As faixas destes 2 CDs podem ser encontradas AQUI.

Taverner Consort, Choir and Players
dir. Andrew Parrott
1984

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XLD RIP | FLAC | 441 MB

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MP3 | 320 KBPS | 270 MB

powered by iTunes 12.8.2 | 1 h 46 min

Por gentileza, quando tiver problemas para descompactar arquivos com mais de 256 caracteres, para Windows, tente o 7-ZIP, em https://sourceforge.net/projects/sevenzip/ e para Mac, tente o Keka, em http://www.kekaosx.com/pt/, para descompactar, ambos gratuitos.

If you have trouble unzipping files longer than 256 characters, for Windows, please try 7-ZIP, at https://sourceforge.net/projects/sevenzip/ and for Mac, try Keka, at http://www.kekaosx.com/, to unzip, both at no cost.

Boa audição!

 

 

 

 

Avicenna

 

J. S. Bach (1685-1750): Peças para Órgão e Orquestra

J. S. Bach (1685-1750): Peças para Órgão e Orquestra

Um CD daqueles bem atléticos de Bach. Mas não somente atlético, também de considerável grandiosidade e que apresenta um repertório raro de obras para órgão e orquestra, algumas bem conhecidas em outras versões de teclado (cravo). O BWV 1059a é reconstruído a partir da Cantata Solo para Contralto BWV 35. André Isoir toca o Grande Órgão de Fere-En-Tardenois, construído em 1990 por Georges Westenfelder. Ele toca com vivacidade, é uma verdadeira alegria ouvi-lo. O balanço com a orquestra é bem equilibrado. Mas achei tudo meio exagerado, as músicas têm longos clímaces (tomem direto no peito o plural de clímax), o que às vezes me cansou, afinal, sou um homem de certa idade, que já deixou no passado as maratonas de vários orgasmos por noite, que pena.

J. S. Bach (1685-1750): Peças para Órgão e Orquestra

1 Sinfonia En Ré Majeur (Cantate BWV 29) 3:27

Concerto En Ré Mineur BWV 1059a (17:42)
2 Allegro: 1ère Sinfonia De La Cantate BWV 35 6:02
3 Aria: 1er Air D’Alto De La Cantate BWV 35
Soloist, Violin – Alice Pierot 8:03
4 Presto: 2ème Sinfonia De La Cantate BWV 35 3:33

Concerto En Ré Majeur BWV 1053a (19:45)
5 Allegro: Sinfonia De La Cantate BWV 169 7:41
6 Siciliano: 2ème Air D’Alto De La Cantate BWV 169 5:30
7 Allegro: Sinfonia De La Cantate BWV 49 6:31

Concerto En Ré Mineur BWV 1052a (21:05)
8 Allegro 7:14
9 Adagio 5:52
10 Allegro 7:52

André Isoir, órgão
Le Parlement de la Musique
Martin Gester

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Ih, deu problema com o órgão. Conheço essas escadas que ficam atrás dos órgãos.

PQP

Maria, com Cecilia Bartoli

Maria, com Cecilia Bartoli

Com menos de vinte anos, a romana Cecilia Bartoli já era uma celebridade — ela disse que nasceu cacarejando… Hoje, aos 53 anos, ela segue como uma das principais cantoras líricas em atividade e nos prova que uma cantora pode ao mesmo tempo cantar bem , ser inteligente, ter auto-ironia e agir sem grandes poses. Sua praia é principalmente as óperas de Mozart e Rossini, mas ela explora outros repertórios em seus discos individuais.

Mais ou menos a cada dois anos, Cecilia Bartoli lança um álbum solo onde canta árias escolhidas. O primeiro que conheci, o espetacular The Vivaldi Album (1999), era belíssimo. Depois ouvi o também excelente Opera Proibita (2005), inteiramente dedicado a Handel, Scarlatti e Caldara. Ela é um sucesso de público e estes trabalhos receberam Grammys e o o escambal. Gosto muito dela e, por isso, atirei-me de cabeça neste recém lançado Maria.

Aqui, novamente — como faz em todos os seus álbuns — ela apresenta nada menos do que oito árias nunca antes gravadas, incluindo uma bonita Se un mio desir…Cedi al duol da ópera Irene, cuja partitura completa não chegou a nossos dias. Esta mistura de pesquisa e highlights como Casta Diva tornam interessantes os álbuns desta cantora que só cria álbuns de primeira linha, como The Gluck Album e The Salieri Album.

Na minha opinião, as melhores faixas são as que tem música de Bellini. Ontem, ao ouvir o CD, fui conferir por três vezes a faixa que estava tocando e sempre era uma de Bellini. Não é o melhor de seus discos. Há umas coisas tirolesas um pouco enervantes, mas uma cantora como Bartoli sempre vale a pena ouvir.

Cecilia Bartoli — Maria

1. Irene: Se un mio desir…Cedi al duol (3:45)
Composer Giovanni Pacini (1796 – 1867)

2. Irene: Ira del ciel (2:25)
Composer Giovanni Pacini (1796 – 1867)

3. Ines de Castro: Cari giorni (4:09)
Composer Giuseppe Persiani (1799-1869)

4. Infelice, Op. 94 (12:19)
Composer Felix Mendelssohn (1809 – 1847)
Maxim Vengerov (Violin) <—– ATENÇÃO, FDP!

5. El poeta calculista: Yo que soy contrabandista (2:28)
Composer Manuel García (1775 – 1832)

6. La sonnambula: Ah, non credea mirarti.
Composer Vincenzo Bellini (1801 – 1835)

7. La sonnambula: Ah, non giunge
Composer Vincenzo Bellini (1801 – 1835)

8. Air à la tirolienne avec variations, Op. 118 (7:27)
Composer Johann Nepomuk Hummel (1778 – 1837)

9 La figlia dell’aria: E non lo vedo…Son regina (7:05)
Composer Manuel García (1775 – 1832)

10 La fille du régiment: Rataplan (2:28)
Composer Gaetano Donizetti (1797 – 1848)

11. Tancredi: Di tanti palpiti (3:20)
Composer Gioachino Rossini (1792 – 1868)

12. I puritani: Qui la voce sua soave…
Composer Vincenzo Bellini (1801 – 1835)

13. I puritani: Vien, diletto
Composer Vincenzo Bellini (1801 – 1835)

14. Clari: Come dolce a me favelli (4:38)
Composer Jacques Halévy (1799 – 1862)

15. Amelia, ovvero Otto anni di costanza: Scorrete, o lagrime (2:34)
Composer Lauro Rossi (1810 – 1885)

16. L’Elisir d’Amore: Prendi, per me sei libero (4:18)
Composer Gaetano Donizetti (1797 – 1848)

17. Norma: Casta diva (6:47)
Composer Vincenzo Bellini (1801 – 1835)

Mezzo-soprano Vocals – Cecilia Bartoli
Leader [Orchestra La Scintilla] – Ada Pesch
Conductor – Adam Fischer

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Essa canta pra cacete!

PQP

Georg Phillipp Telemann (1681-1767): Oboe Concertos – Heinz Holliger, Academy of St. Martin in the Fields, Iona Brown

Nestas próximas postagens vou me dedicar um pouco  mais a Telemann. este grande compositor alemão, que em vida foi considerado o maior compositor vivo, e olha que a concorrência era pesada: Vivaldi, Bach, Haendel, só para citar alguns. Foi muito prolífico, existem mais de 1700 obras registradas em seu nome. Pretendo me dedicar mais aos concertos do que à obra coral, também imensa.  Concertos para violino, flauta, oboé, entre outros instrumentos.

Começo com obras para Oboé, e trago novamente aquele que é considerado o maior dos oboístas do século XX, Heinz Holliger, ainda em ação, apesar que nos últimos anos vem se dedicando mais à regência.  Aqui ele é acompanhado pela famosa orquestra Academy of St. Martin-in-the-Fields, dirigida pela sua Spalla, Iona Brown. São peças curtas, típicas do barroco, e lindamente interpretadas… Vale a pena conhecer.

01. Concerto in E minor I. Andante
02. II. Allegro
03. III. Largo
04. IV. Allegro
05. Concerto in D minor I. Adagio
06. II. (Allegro)
07. III. Adagio
08. IV. (Allegro)
09. Concerto in C minor I. Grave
10. II. Allegro
11. III. Andante
12. IV. Vivace
13. Concerto in F minor I. Allegro
14. II. Recitativo
15 III. Vivace
16. Concerto in D I. Grazioso
17. II. Vivace
18. III. Adagio
19. IV. Scherzando

Heinz Holliger – Oboe
Academy of St. Martin-in-the-Fields
iona Brown – Conductor

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Francesco Antonio Bonporti (1672-1749): Inventioni, Op. 10 – Chiara Banchini, violino – Jesper Christensen, cravo – Gaetano Nasillo, violoncelo

Francesco Antonio Bonporti (1672-1749): Inventioni, Op. 10 – Chiara Banchini, violino – Jesper Christensen, cravo – Gaetano Nasillo, violoncelo
  • Bonporti

Invenzioni

 

Senhores, abram espaço nos seus HDs, joguem fora aqueles arquivos de conversas do WhatsApp e baixem isto aqui!

Francesco Antonio Bonporti fazia parte da turma de italianos dilettanti di musica, assim como Benedetto Marcello e Tomaso Albinoni. Nascido em berço de ouro, na cidade de Trento, praticava a arte da música por prazer, era um gentiluomo. Pagou de próprio bolso as publicações de suas obras que foram do Opus 1 até o Opus 12 e circularam muito, mesmo em edições piratas.

Francesco Antonio Bonporti

Como era de se imaginar, vindo de família abastada, Bonporti teve acesso ao melhor do que havia em seu tempo. Aos 19 anos recebeu o grau de Doutor em Filosofia em Innsbruck. Estudou teologia no Collegium Germanicum, em Roma e seguiu carreira eclesiástica.

Estudou música com Ottavio Pitoni, que fora regente da Capela do Collegium Germanicum. É possível que tenha estudado com Corelli e certamente conhecia bem as suas obras.

Nesta postagem temos o que há de mais inovador em sua obra, o Opus 10, que coleta dez Invenzioni para violino solo, mas com detalhado baixo contínuo. As peças são sonatas com diversos movimentos, mas o título indica maior liberdade tomada pelo Bonporti ao compô-las.

Chiara Banchini

Nesta gravação temos a excelente violinista Chiara Banchini, acompanhada por Jesper Christensen ao cravo e Gaetano Nasillo ao violoncelo. Sim, eles usam instrumentos originais, mas não temam aqueles nossos leitores que preferem música com instrumentos modernos. O conjunto é excelente e acham a medida certa para apresentar esta maravilhosa e inovadora música.

E para saber quanto essas peças são boas? Afirmo, são excelentes. Vejam, o grande, o imenso Johann Sebastian Bach tinha conhecimento delas e fez cópias de algumas delas (Nos. 2, 5, 6 e 7). Por esta razão, estas peças foram consideradas como do próprio Bach até 1911, quando tudo foi devidamente esclarecido. É pouco ou quer mais?

O que distingue este este conjunto de peças escrito por Bonporti já é indicado pelo título: Invenzioni, Invenções. Livre das convenções acadêmicas, aqui Bonporti dá rédeas soltas à imaginação. Bizaria, fantasia, capricio, ecco e balletto são alguns dos títulos dados aos diversos movimentos. Ele fala assim desta sua obra: Eu compus estas melodias de acordo com um gosto bem especial, em um estilo totalmente incomum.

Depopis desta foto de Trento já liguei para meu agente de viagens…

Francesco Antonio Bonporti  (1672 – 1749)

Invenzioni a violino solo, Op. 10  – [Bologna 1712, Veneza/Trento 1713]

CD1

[1-5] – Invenzioni prima em lá menor

[6-11] – Invezioni nona em fá sustenido menor

[12-15] – Invenzioni quarta em sol menor

[16-19] – Invenzioni quinta em si bemol maior

[20-23] – Invenzioni ottava em mi mmenor

CD2

[1-4] – Invenzioni terza em fá maior

[5-8] – Invenzioni settima em ré maior

[9-12] – Invenzioni seconda em si menor

[13-16] – Invenzioni sesta em dó menor

[17-20] – Invenzioni decima em mi maior

Chiara Banchini, violino Nicola Amati, Crémone 1674

Gaetano Nasillo, violoncelo Barak Norman, Londres c. 1710

Jesper Christensen, cravo Gianfranco Facchini, Ravenne 1996 (de um modelo italiano de 1700)

CD 1 – BAIXE AQUI – CD 1 – DOWNLOAD HERE

FLAC | 276 MB

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MP3 | 320 KBPS | 109 MB

CD 2 – BAIXE AQUI – CD 2 – DOWNLOAD HERE

FLAC | 248 MB

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MP3 | 320 KBPS | 100 MB

Chiara Banchini

Não é por pouco que Bach tenha se interessado por estas Invenzioni.

Ouçam e depois me contem!

René Denon

Georg Phillipp Telemann (1681-1767): Trumpet Concertos – Otto Sauter, Kammerorchester Mannheim, Nicol Matt

Um dos principais motivos que me deixam algum tempo sem postar é a busca de um repertório diferente para trazer para os senhores, algo que ainda não apareceu por aqui. Sinto que às vezes fico andando em círculos, me repetindo. Claro que é importante termos diversas opções de gravações de algumas obras fundamentais, como foi o caso da Paixão Segundo Matheus, na última leitura do grande John Elliot Gardiner, o maior intérprete de Bach desse novo século. E essa minha parceria com o Ammiratore está me ajudando bastante nesta busca quase arqueológica em meu acervo, para apresentar-lhes outras opções.

Por isso resolvi investir em Telemann, um compositor que em vida teve o merecido reconhecimento, porém com a ‘descoberta’ do gênio de Bach, foi relegado a apenas mais um compositor do barroco alemão.

Desta vez o instrumento em destaque é o trompete. O solista Otto Sauter é um músico experiente, com diversos discos gravados dentro do repertório barroco, e faz um belíssimo trabalho aqui, muito bem acompanhado pela Orquestra de Câmera de Mannheim.

Creio tratar-se de repertório inédito aqui dentro do PQPBach. Espero que apreciem, virão outras preciosidades pela frente.

Georg Phillipp Telemann (1681-1767): Trumpet Concertos – Otto Sauter, Kammerorchester Mannheim, Nicol Matt

01. Concerto In D for trumpet, strings & b.c. I. Adagio
02. II. Allegro
03. III. Grave
04. IV. Allegro
05. Concerto in D for trumpet, violin, strings & b.c. I. Vivace
06. II. Adagio
07. III. Allegro
08. Suite No.1 in D for trumpet, strings & b.c. I. Ouverture
09. II. March
10. III. Menuet 1& 2
11. IV. Aria
12. V. La Rejouissance
13. VI. Sarabande
14. VII. Gigue
15. VIII. Passepied 1& 2
16. IX. Rondeau
17. Sonata in D for trumpet, strings & b.c. I. Spiritoso
18. II. Largo
19. III. Vivace

CD 2

01. Concerto for 3 trumpets, 2 oboes, timpani, strings & b.c. I. Intrada
02. II. Allegro
03. III. Largo
04. IV. Vivace
05. Concerto for trumpet, 2 oboes & b.c. I. Largo
06. II. Vivace
07. III. Siciliano
08. IV. Vivace
09. Hamburger Trauermusik for 3 trumpets, 2 oboes, timpani, strings & b.c. I. Ch
10. II. Andante
11. III. Andante
12. IV. Triste
13. V. Choral
14. Concerto in D for 3 trumpets, 2 oboes, timpani, strings & b.c. I. Largo
15. II. Allegro
16. III. Adagio
17. IV. Presto

Otto Sauter – Trumpet
Kurpfälzisches Kammerorchester Mannheim
Nicol Matt – Conductor

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CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FDP

Antonio Vivaldi (1678-1741): 5 Concerti Per Oboe; Concerto Per Oboe & Fagotto RV 545, Heinz Holliger, I Musici

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Fiquei tão entusiasmado em repostar os Concertos para Flauta com o I Musici, que resolvi trazer novamente esta outra baita gravação dos italianos com o Heinz Holliger, oboísta que dispensa apresentações.

Andei olhando meus cds e encontrei uma série de CDs gravadas pelo conjunto I Musici só com obras de Vivaldi, e pensei: por que postá-la? Por que não postá-la? Pois bem, postá-la-ei. Nem sei direito quantos cds são, os senhores poderão contar no final das contas.

Só tem feras por aqui. Neste primeiro cd teremos os Concertos para Oboé, com Heinz Holliger, talvez o maior oboísta do século XX, mas isso fica a critério dos senhores julgarem. Além deles, o CD também traz um Concerto duplo para Oboe e Fagote.

Antonio Vivaldi (1678-1741): 5 Concerti Per Oboe; Concerto Per Oboe & Fagotto RV 545, Heinz Holliger, I Musici

01-03 Concierto for Oboe in C, RV 452
04-06 Concierto for Oboe in d, RV 454
07-09 Concierto for Oboe & Fagot in G, RV 445
10-12 Concierto for Oboe in C, RV 446
13-15 Concierto for Oboe in a, RV 463
16-18 Concierto for Oboe in C, RV 447

Heinz Holliger – Oboe
Klaus Thunemann – Fagot
I Musici

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holliger
Heinz Holliger – Esse toca muito !!!

FDP

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 75, 39 e 20

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 75, 39 e 20

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Pois, é. Sir John Eliot Gardiner não é mole. Mestre absoluto da interpretação historicamente informada, nascido em 1943 em Fontmell Magna (Inglaterra), ele é fundador do Coro Monteverdi (1966), do English Baroque Soloists (1978) e da Orchestre Révolutionnaire et Romantique (1990). Sim, se metam com ele. Além disso, Gardiner gravou mais de 250 álbuns com estes e outros grupos. E foi um dos que gravou todas as Cantatas de Bach. E, creio, foi o único que as gravou de forma não industrial. Isto é, Gardiner teve tempo, paciência e talento para identificar o espírito de cada Cantata antes de gravá-la. Desnecessário dizer que sua série de Cantatas é a campeã nesta ampla área também explorada por Rilling, Harnoncourt-Leonhardt, Koopman, Suzuki, Leusink e… Só, né? Se eu fosse você, jamais deixaria de ouvir este maravilhoso CD. Trata-se de um grande especialista e a qualidade específica destas Cantatas vou lhes contar…

Ah, este é o CD 2 do Volume 1 das Cantatas Completas de Bach gravadas por Gardiner.

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 75, 39 e 20
For The First Sunday After Trinity 74:29

Die Elenden Sollen Essen BWV 75
Part I
2-1 1. Coro Die Elenden Sollen Essen 4:48
2-2 2. Recitativo: Bass Was Hilft Des Purpurs Majestät 0:55
2-3 3. Aria: Tenor Mein Jesus Soll Mein Alles Sein! 4:21
2-4 4. Recitativo: Tenor Gott Stürzet Und Erhöhet 0:32
2-5 5. Aria: Sopran Ich Nehme Mein Leiden Mit Freuden Auf Mich 4:53
2-6 6. Recitativo: Sopran Indes Schenkt Gott Ein Gut’ Gewissen 0:29
2-7 7. Choral Was Gott Tut, Das Ist Wohlgetan 1:28
Part II
2-8 8. Sinfonia 2:18
2-9 9. Recitativo: Alt Nur Eines Kränkt 0:36
2-10 10. Aria: Alt Jesus Macht Mich Geistlich Reich 2:37
2-11 11. Recitativo: Bass Wer Nur In Jesu Bleibt 0:26
2-12 12. Aria: Bass Mein Herze Glaubt Und Liebt 3:46
2-13 13. Recitativo: Tenor O Armut, Der Kein Reichtum Gleicht! 0:40
2-14 14. Choral Was Gott Tut, Das Ist Wohlgetan

Brich Dem Hungrigen Dein Brot BWV 39
Part I
2-15 1. Coro Brich Dem Hungrigen Dein Brot 7:34
2-16 2. Recitativo: Bass Der Reiche Gott Wirft Seinen Überfluss 1:21
2-17 3. Aria: Alt Seinem Schöpfer Noch Auf Erden 3:47
Part II
2-18 4. Aria: Bass Wohlzutun Und Mitzuteilen Vergesset Nicht 2:17
2-19 5. Aria: Sopran Höchster, Was Ich Habe 3:13
2-20 6. Recitativo: Alt Wie Soll Ich Dir, O Herr 1:36
2-21 7. Choral Selig Sind, Die Aus Erbarmen 1:12

O Ewigkeit, Du Donnerwort BWV 20
Part I
2-22 1. Coro (Choral) O Ewigkeit, Du Donnerwort 4:51
2-23 2. Recitativo: Tenor Kein Unglück Ist In Aller Welt Zu Finden 0:53
2-24 3. Aria: Tenor Ewigkeit, Du Machst Mir Bange 2:21
2-25 4. Recitativo: Bass Gesetzt, Es Dau’rte Der Verdammten Qual 1:13
2-26 5. Aria: Bass Gott Ist Gerecht In Seinen Werken 4:04
2-27 6. Aria: Alt O Mensch, Errette Deine Seele 1:54
2-28 7. Choral Solang Ein Gott Im Himmel Lebt 1:00
Part II
2-29 8. Aria: Bass Wacht Auf, Wacht Auf, Verloren Schafe 2:38
2-30 9. Recitativo: Alt Verlass, O Mensch, Die Wollust Dieser Welt 1:23
2-31 10. Aria (Duetto): Alt, Tenor O Menschenkind 2:22
2-32 11. Choral O Ewigkeit, Du Donnerwort 1:07

Alto Vocals [Choir] – Angus Davidson (2) (tracks: 2-1 to 2-32), Lucy Ballard (tracks: 2-1 to 2-32), Mark Chambers (3) (tracks: 2-1 to 2-32), Richard Wyn Roberts*
Alto Vocals [Soloist] – Wilke Te Brummelstroete
Bass Vocals [Choir] – Charles Pott (tracks: 2-1 to 2-32), Christopher Foster (tracks: 2-1 to 2-32), Colin Campbell (3) (tracks: 2-1 to 2-32), Michael McCarthy (tracks: 1-1 to 1-24), Robert Macdonald (tracks: 2-1 to 2-32)
Bass Vocals [Soloist] – Dietrich Henschel
Bassoon – Alastair Mitchell
Cello – Christopher Poffley, Viola de Hoog
Choir – The Monteverdi Choir
Directed By, Liner Notes – John Eliot Gardiner
Double Bass – Valerie Botwright (tracks: 2-1 to 2-32)
Flute – Marion Scott (tracks: 2-1 to 2-32), Rachel Beckett
Harpsichord – Silas Standage (tracks: 2-1 to 2-32)
Oboe – Eduard Wesly (tracks: 2-1 to 2-32), Kate Latham (tracks: 2-1 to 2-32)
Orchestra – The English Baroque Soloists
Organ – Howard Moody
Soprano Vocals [Choir] – Angharad Gruffydd Jones* (tracks: 2-1 to 2-32), Emma Preston-Dunlop (tracks: 2-1 to 2-32), Gillian Keith (tracks: 2-1 to 2-32), Katharine Fuge (tracks: 2-1 to 2-32), Susan Hamilton (tracks: 2-1 to 2-32), Suzanne Flowers (tracks: 2-1 to 2-32)
Soprano Vocals [Soloist] – Gillian Keith (tracks: 2-1 to 2-32)
Tenor Vocals [Choir] – Christopher Watson (tracks: 1-1 to 1-24), Paul Tindall, Rory O’Connor (tracks: 2-1 to 2-32), Simon Davies (3), Vernon Kirk (tracks: 2-1 to 2-32)
Tenor Vocals [Soloist] – Paul Agnew (2)
Trumpet [Tromba Da Tirasi] – Mark Bennett (2) (tracks: 2-1 to 2-32)
Viola – Colin Kitching, Jane Rogers (2) (tracks: 2-1 to 2-32), Mari Giske (tracks: 2-1 to 2-32)
Violin [1st] – Debbie Diamond (3) (tracks: 2-1 to 2-32), Matthew Truscott (tracks: 2-1 to 2-32), Penny Spencer* (tracks: 2-1 to 2-32), Sarah Bealby-Wright (tracks: 2-1 to 2-32)
Violin [1st], Concertmistress – Alison Bury (tracks: 2-1 to 2-32)
Violin [2nd] – Adrian Butterfield (tracks: 2-1 to 2-32), Alison Townley (tracks: 2-1 to 2-32), Jane Gillie (tracks: 2-1 to 2-32), Silvia Schweinberger (tracks: 2-1 to 2-32)

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Esta capa vale repetição.

PQP

Antonio Vivaldi – Complete Flute Concertos – Severino Gazzelloni, I Musici

51jQSUuzCjL._SS280Estou postando novamente este belíssimo CD, a pedidos. Com certeza uma das melhores gravações já realizadas destes concertos, um show de competência de Severino Gazzelloni.

Creio que assim como eu, muita gente se acostumou a ouvir estes belos concertos para flauta de Vivaldi com esse excelente flautista italiano, Severino Gazzelloni. Lembro também de ter tido a versão do Auréle Nicolet, também acompanhado pelo I Musici, outra versão também incrível. Mas infelizmente não a tenho mais, portanto, fiquemos com Gazzelloni.
Não sei os senhores, mas destes concertos para flauta de op. 10 o meu favorito é o de nº1 “La tempesta di mare”. É incrível como Vivaldi consegue traduzir para um instrumento tão único quanto a flauta os movimentos das ondas do mar durante uma tempestade. Coisa de gênio.  Gazzelloni foi um virtuose da flauta, e conseguiu transpor com incrível competência e técnica as dificuldades da obra.

CD 1
01-03 in F, Op. 10 No. 1, RV 433
03-09 in G, Op. 10 No. 2, RV 439
10-12 in D, Op. 10 No. 3, RV 428
13-15 in G, Op. 10 No. 4, RV 435
16-18 in F, Op. 10 No. 5, RV 434
19-21 in G, Op. 10 No. 6, RV 437
22-24 in G, RV 436
25-27 in D, RV 427

CD 2

01-03 RV 400
04-06 RV 429
07-09 RV 441
10-12 RV 438
13-15 RV 108, Allegro
16-18 RV 533, Allegro Molto
19-21 RV 445, Allegro

Severino Gazzelloni – Flute
I Musici

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CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FDPBach

 

Anton Bruckner (1824-1896): Sinfonias Nros. 6 & 9 / Richard Wagner: Idílio de Siegfried & Prelúdio de Parsifal

Anton Bruckner (1824-1896): Sinfonias Nros. 6 & 9 / Richard Wagner: Idílio de Siegfried & Prelúdio de Parsifal

IM-PER-DÍ-VEL !!!

No começo de 2017, assisti Andris Nelsons regendo a Sinfonia Nº 9 de Bruckner em Londres. Sim, foi inesquecível e agora nos chega a gravação desta Nona com uma das orquestras onde Nelsons é regente titular — a Gewandhaus de Leipzig (a outra é a Sinfônica de Boston). Então o premiadíssimo Nelsons, com sua soberba orquestra de Leipzig — onde figura a esposa de um cliente do PQP Bach — continua suas aclamadas uniões de sinfonias de Bruckner com peças orquestrais de Wagner. A Sinfonia Nº 6 foi descrita por Bruckner como “a mais ousada” e a Sinfonia Nº 9 é a minha preferida. Bruckner escreveu-a por um total de nove anos, até a sua morte. Ela ficou inacabada, faltando seu movimento final. (Quando meus filhos eram pequenos, eles enlouqueciam com o Scherzo da mesma, pulando pela sala ao ritmo frenético de um dos temas). Estas gravações são acompanhadas pelo Prelúdio da última ópera completa de Wagner, Parsifal, e o adorável Idílio de Siegfried.

Andris embarcou em seu Projeto Bruckner com as gravações da Sinfonia Nº 3 — lançada em 2017 –, da Sinfonia Nº 4 — lançado em fevereiro de 2018 — e da Sinfonia Nº 7 – lançada em abril de 2018.

Sempre aguardo ansiosamente pela continuidade do ciclo, ainda mais que este ambicioso projeto de gravação é combinado simultaneamente com o registro do primeiro ciclo completo de Nelsons das Sinfonias de Shostakovich com a Boston Symphony Orchestra, que já foi premiada com quatro Grammys, além de vários outros prêmios. Tudo pela DG.

Este álbum duplo é a perfeição. Nelsons revela a verdadeira grandeza de Wagner e Bruckner, lançando novas luzes sobre obras que conheço há anos. O homem é um gênio mesmo, sem sombra de dúvida.

Anton Bruckner: Symphonies Nos. 6 & 9 / Richard Wagner: Siegfried Idyll / Parsifal Prelude

Wagner:
1. Siegfried Idyll, WWV 103 (20:56)

Bruckner:
2. Symphony No. 6 in A Major, WAB 106: I. Maestoso (16:40)
3. Symphony No. 6 in A Major, WAB 106: II. Adagio. Sehr feierlich (19:45)
4. Symphony No. 6 in A Major, WAB 106: III. Scherzo. Nicht schnell – Trio. Langsam (08:27)
5. Symphony No. 6 in A Major, WAB 106: IV. Finale. Bewegt, doch nicht zu schnell (14:45)

Wagner:
6. Parsifal, WWV 111: Prelude (12:59)

Bruckner:
7. Symphony No. 9 in D Minor, WAB 109: I. Feierlich. Misterioso (23:37)
8. Symphony No. 9 in D Minor, WAB 109: II. Scherzo (Bewegt lebhaft) – Trio (Schnell) (10:45)
9. Symphony No. 9 in D Minor, WAB 109: III. Adagio (Langsam, feierlich) (24:05)

Gewandhausorchester Leipzig
Andris Nelsons, conductor

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Pois é, o cara é um gênio.

PQP

.: interlúdio :. Raphael Rabello: Todos os Tons

.: interlúdio :. Raphael Rabello: Todos os Tons

Todos Os Tons

Raphael Rabello

Para este interlúdio escolhi um disco onde tudo é brasileiro: os músicos, os compositores, a gravação e a manufatura do disco. Há um único simpatizante, pero és um hermano.

O personagem principal, Raphael Rabello, merece toda a nossa reverência e apreciação. Músico completo, nasceu e viveu amadrinhado e em claro compadrio com a música. Realmente é muita pena que se tenha ido tão cedo. Neste disco ele toca músicas de Tom Jobim.

Há dois convidados especiais para o disco. Um é Paco de Lucia, que empresta um sotaque flamenco à primeira faixa do disco – o Samba do Avião. O outro é o próprio Tom Jobim, que anuncia sua presença na faixa oito – Garoto, tocando o piano.

Todos os outros músicos são parceiros de Raphael Rabello, pessoal de primeiríssima linha, como o Paulo Moura, o Luiz Avelar. Os créditos estão todos bem indicados na relação das músicas logo a seguir.

Nas faixas cinco e dez – Modinha e Luiza – Raphael Rabello se apresenta solo.

Você poderá ler uma crítica equilibrado do álbum aqui. Além disso, se você quiser saber mais detalhes da vida deste importante músico, poderá se interessar pela sua biografia, escrita por Lucas Nobile, com o atraente título O Violão em ErupçãoVocê poderá ler uma sinopse do livro aqui.

Se exigissem que eu escolhesse a música mais linda do disco eu diria Anos Dourados e Luiza, em nenhuma ordem. Entendo, você deve estar vendo alguma incoerência. Esqueça, não há.

TODOS OS TONS

01. Samba Do Avião

Compositor: Tom Jobim
Músicos: Armando Marçal (Marçalzinho), percussão
Dininho (Horondino Reis da Silva), baixo 5 cordas
Paulinho Braga, bateria
Raphael Rabello, violão
Participação Especial: Paco de Lucia, violão
Arranjos: Raphael Rabello

02. Samba De Uma Nota Só

Compositores: Newton Mendonça e Tom Jobim
Músicos: Dininho (Horondino Reis da Silva), baixo 5 cordas
Mamão (Ivan Conti), bateria
Raphael Rabello, violão
Arranjos: Raphael Rabello

03. Passarim

Compositor: Tom Jobim
Músicos: Dininho (Horondino Reis da Silva), violão baixo
Mamão (Ivan Conti), bateria
Raphael Rabello, violão
Arranjos: Raphael Rabello

4. Retrato Em Branco E Preto

Compositores: Chico Buarque e Tom Jobim
Músicos: Jaques Morelenbaum, violoncelo
Luiz Avellar, piano
Raphael Rabello, violão
Arranjos: Paulo Jobim e Raphael Rabello

05. Modinha

Compositores: Tom Jobim e Vinícius de Moraes
Músico: Raphael Rabello, violão 7 cordas
Arranjos: Raphael Rabello

06. Garota De Ipanema

Compositores: Tom Jobim e Vinícius de Moraes
Músicos: Luizão Maia, baixo 5 cordas
Raphael Rabello, violões
Wilson das Neves, bateria
Arranjos: Raphael Rabello

07. Anos Dourados

Compositores: Chico Buarque e Tom Jobim
Músicos: Dininho (Horondino Reis da Silva), baixo 5 cordas
Luiz Avellar, teclados
Luiz Avellar, piano
Raphael Rabello, violão
Arranjos: Luiz Avellar e Raphael Rabello

08. Choro (Garoto)

Compositor: Tom Jobim
Músicos: Leo Gandelman, saxofone soprano
Nico Assumpção, baixo 6 cordas
Raphael Rabello, violão 7 cordas
Wilson das Neves, bateria
Participação Especial: Tom Jobim, piano
Arranjos: Paulo Jobim, Raphael Rabello e Tom Jobim

09. Pois É

Compositores: Chico Buarque e Tom Jobim
Músicos: Nico Assumpção, baixo 6 cordas
Raphael Rabello, violões
Participação Especial: Paulo Moura, saxofone alto
Arranjos: Nico Assumpção, Paulo Moura e Raphael Rabello

10. Luiza

Compositor: Tom Jobim
Músico: Raphael Rabello, violão 7 cordas
Arranjos: Raphael Rabello

Gravadora: RCA – BMG Ariola
Produtor: José Milton

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MP3 | 320 KBPS | 91,6 MB

Aproveite, ouça o disco, são uns quarenta minutos de fina, finíssima música. Depois, conte-me você, qual é a música mais bonita…

René Denon

J. S.Bach (1685-1750): Cantatas BWV 13, 73, 81 e 144

J. S.Bach (1685-1750): Cantatas BWV 13, 73, 81 e 144

Aqui, boa parte desta coleção.

Lindo som, boas Cantatas, interpretação soberba, o que pedir mais? Já estamos no Volume 8 e eu ainda não expliquei para quem não conhece quem é Sigiswald Kuijken. Vamos lá?

Sigiswald Kuijken, nascido em 16 de fevereiro de 1944, é um violinista, violista e maestro belga conhecido por tocar instrumentos de época e originais.

Kuijken nasceu em Dilbeek, perto de Bruxelas. Foi membro do Alarius Ensemble de Bruxelas entre 1964 e 1972 e formou La Petite Bande em 1972. Desde 1971 ensina violino barroco no Conservatório Real de Haia e no Conservatório Real de Bruxelas. Ele é conhecido por usar a técnica mais antiga de não segurar o violino nem a viola sob o queixo. Ele é membro do Kuijken String Quartet, que ele formou em 1986. Nos últimos anos, ele também atuou como regente de sinfonias da era romântica.

Seus irmãos também são conhecidos por tocarem instrumentos e da forma historicamente informada: Barthold Kuijken é flautista e Wieland Kuijken, também membro do Kuijken Quartet, é violoncelista e gambista. Todos eles trabalharam muito com o cravista Gustav Leonhardt.

J. S.Bach (1685-1750): Cantatas BVV 13, 73, 81 e 144

1 Meine Seufzer, meine Tränen, BWV 13: Aria: Meine Seufzer, meine Tranen (Tenor) 8:27
2 Meine Seufzer, meine Tränen, BWV 13: Recitative: Mein liebster Gott lasst mich annoch (Alto) 0:59
3 Meine Seufzer, meine Tränen, BWV 13: Chorale: Der Gott, der mir hat versprochen (Alto) 2:44
4 Meine Seufzer, meine Tränen, BWV 13: Recitative: Mein Kummer nimmet zu (Soprano) 1:13
5 Meine Seufzer, meine Tränen, BWV 13: Aria: Achzen und erbarmlich Weinen (Bass) 7:50
6 Meine Seufzer, meine Tränen, BWV 13: Chorale: So sei nun, Seele 1:05

7 Herr, wie du willt, so schick’s mit mir, BWV 73: Recitative: Herr, wie du willt, so schick’s mit mir (Tenor, Bass, Soprano) 3:48
8 Herr, wie du willt, so schick’s mit mir, BWV 73: Aria: Ach senke doch den Geist der Freuden (Tenor) 3:34
9 Herr, wie du willt, so schick’s mit mir, BWV 73: Recitative: Ach, unser Wille bleibt verkehrt (Bass) 0:33
10 Herr, wie du willt, so schick’s mit mir, BWV 73: Aria: Herr, so du willt (Bass) 3:46
11 Herr, wie du willt, so schick’s mit mir, BWV 73: Chorale: Das ist des Vaters Wille (Chorus) 1:19

12 Jesus schläft, was soll ich hoffen, BWV 81: Aria: Jesus schlaft, was soll ich hoffen? (Alto) 4:33
13 Jesus schläft, was soll ich hoffen, BWV 81: Recitative: Herr! warum trittest du so ferne? (Tenor) 1:06
14 Jesus schläft, was soll ich hoffen, BWV 81: Aria: Die schaumenden Wellen von Belials Bachen (Tenor) 3:21
15 Jesus schläft, was soll ich hoffen, BWV 81: Arioso: Ihr Kleinglaubigen, warum seid ihr so furchtsam? (Bass) 0:58
16 Jesus schläft, was soll ich hoffen, BWV 81: Aria: Schweig, aufgeturmtes Meer! (Bass) 5:02
17 Jesus schläft, was soll ich hoffen, BWV 81: Recitative: Wohl mir, mein Jesus spricht ein Wort (Alto) 0:27
18 Jesus schläft, was soll ich hoffen, BWV 81: Chorale: Unter deinen Schirmen (Chorus) 1:28

19 Nimm was dein ist, und gehe hin, BWV 144: Nimm, was dein ist, und gehe hin (Chorus) 1:34
20 Nimm was dein ist, und gehe hin, BWV 144: Aria: Murre nicht, lieber Christ (Alto) 5:41
21 Nimm was dein ist, und gehe hin, BWV 144: Chorale: Was Gott tut, das ist wohlgetan (Chorus) 0:58
22 Nimm was dein ist, und gehe hin, BWV 144: Recitative: Wo die Genugsamkeit regiert (Tenor) 0:54
23 Nimm was dein ist, und gehe hin, BWV 144: Aria: Genugsamkeit ist ein Schatz in diesem Leben (Soprano) 2:42
24 Nimm was dein ist, und gehe hin, BWV 144: Chorale: Was mein Gott will, das gscheh allzeit (Chorus) 1:24

Soprano: Gerlinde Sämann
Alto: Petra Noskaiova
Tenor: Christoph Genz
Bass: Jan Van der Crabben
La Petite Bande
Sigiswald Kuijken (conductor)

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Sigiswald Kuijken: nada de botar a viola debaixo do queixo.

PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Paixão Segundo Mateus – Gardiner, English Baroque Soloists, Monteverdi Choir

Mais uma Paixão Segundo Mateus, perguntarão alguns, incrédulos. Sim, mais uma Paixão Segundo Mateus, respondo tranquilamente. Mas não se trata de qualquer Paixão. Temos aqui o maior intérprete de Bach deste século XXI, um cara que vive e respira Bach 24 horas por dia. E esse seu retorno à principal obra do gênio de Leipzig é mais uma prova de que Gardiner é o cara. 2017 foi o ano em que ele encarou novamente o desafio de gravar este monumento da música ocidental, e não gravou apenas esta paixão: ele também encarou novamente a Paixão Segundo João e a Missa em Si Menor, um retorno, após vinte ou trinta anos após suas primeiras incursões neste repertório, no qual, não canso de repetir, é o maior especialista da atualidade. Sugiro fortemente a leitura do booklet que acompanha esta edição absolutamente impecável, com texto em inglês, francês e alemão, e que também traz o texto da obra. Coisa finíssima, altamente recomendada.

Importante salientar que esta gravação está longe de ser considerada unanimidade. Ao contrário, existem críticas bem contudentes, considerando os solistas muito fracos, ou então que não gostaram de algumas escolhas ou a própria releitura do Gardiner. Como somos um espaço democrático, aberto a tudo e todos, deixamos que os senhores decidam se gostam ou não da gravação.

Na verdade, estou fazendo esta postagem por solicitação de nosso Grão Mestre em pessoa, que perguntou se era verdade que o Gardiner havia regravado a obra. Leu a crítica na prestigiosa revista Gramophone, e recorreu aos nobres colegas do PQPBach, questionando se alguém teria tal gravação. Modestamente, respondi que sim, supreso de que ele não soubesse da existência de tal gravação.
Mas vamos ao que viemos.

01 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 1- Kommt, Ihr Töchter, Helft Mir Klagen (Chorus)
02 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 1- Recitative- Da Jesus Diese Rede Vollendet Hatte (Evangelist, Jesus)
03 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 1- Chorale- Herzliebster Jesu, Was Hast Du Verbrochen (Chorus)
04 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 1- Recitative- Da Versammleten Sich Die Hohenpriester (Evangelist, Chorus, Jesus)
05 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 1- Recitative- Du Lieber Heiland Du (Alto)
06 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 1- Aria- Buß Und Reu (Alto)
07 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 1- Recitative- Da Ging Hin Der Zwölfen Einer (Evangelist, Judas)
08 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 1- Blute Nur, Du Liebes Herz (Soprano)
09 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 1- Recitative And Chorus- Aber Am Ersten Tage Der Süßen Brot (Evangelist, Chorus, Jesus)
10 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 1- Chorale- Ich Bin’s, Ich Sollte Büßen (Chorus)
11 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 1- Recitative- Er Antwortete Und Sprach (Evangelist, Jesus, Judas)
12 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 1- Recitative- Wiewohl Mein Herz In Tränen Schwimmt (Soprano)
13 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 1- Aria- Ich Will Dir Mein Herze Schenken (Soprano)
14 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 1- Recitative- Und Da Sie Den Lobgesang Gesprochen Hatten (Evangelist, Jesus)
15 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 1- Chorale- Erkenne Mich, Mein Hüter (Chorus)
16 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 1- Recitative- Petrus Aber Antwortete (Petrus, Evangelist, Jesus)
17 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 1- Chorale- Ich Will Hier Bei Dir Stehen (Chorus)
18 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 1- Recitative- Da Kam Jesus Mit Ihnen Zu Einem Hofe (Evangelist, Jesus)
19 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 1- Recitative And Chorale- O Schmerz, Hier Zittert Das Gequälte Herz (Tenor, Chorus)
20 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 1- Aria And Chorus- Ich Will Bei Meinem Jesu Wachen (Tenor, Chorus)
21 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 1- Recitative- Und Ging Hin Ein Wenig (Evangelist, Jesus)
22 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 1- Recitative- Der Heiland Fällt Vor Seinem Vater Nieder (Bass)
23 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 1- Aria- Gerne Will Ich Mich Bequemen (Bass)
24 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 1- Recitative- Und Er Kam Zu Seinen Jüngern (Evangelist, Jesus)
25 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 1- Chorale- Was Mein Gott Will, Das G’scheh Allzeit (Chorus)
26 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 1- Recitative- Und Er Kam Und Fand Sie Aber Schlafend (Evangelist, Jesus, Judas)
27 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 1- Aria And Chorus- So Ist Mein Jesus Nun Gefangen (Alto, Soprano, Chorus)
28 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 1- Recitative- Und Siehe, Einer Aus Denen (Evangelist, Jesus)
29 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 1- Chorale- O Mensch, Bewein Dein Sünde Groß (Chorus)
30 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Aria And Chorus- Ach! Nun Ist Mein Jesus Hin (Alto, Chorus)
31 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Recitative- Die Aber Jesum Gegriffen Hatten (Evangelist)
32 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Chorale- Mir Hat Die Welt Trüglich Gericht’ (Chorus)
33 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Recitative- Und Wiewohl Viel Falsche Zeugen Herzutraten (Evangelist, Testis, Pontifex)
34 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Recitative- Mein Jesus Schweigt Zu Falschen Lügen Stille (Tenor)
35 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Aria- Geduld! (Tenor)
36 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Recitative And Chorus- Und Der Hohepriester Antwortete (Evangelist, Pontifex, Jesus, Chorus)
37 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Chorale- Wer Hat Dich So Geschlagen (Chorus)
38 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Recitative And Chorus- Petrus Aber Saß Draußen Im Palast (Evangelist, Petrus, Ancilla, Chorus)
39 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Aria- Erbarme Dich (Alto)
40 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Chorale- Bin Ich Gleich Von Dir Gewichen (Chorus)
41 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Recitative And Chorus- Des Morgens Aber Hielten Alle Hohepriester (Evangelist, Judas, Chorus, Pontifices)
42 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Aria- Gebt Mir Meinen Jesum Wieder (Bass)
43 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Recitative- Sie Hielten Aber Einen Rat (Evangelist, Pilatus, Jesus)
44 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Chorale- Befiehl Du Deine Wege (Chorus)
45 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Recitative And Chorus- Auf Das Fest Aber Hatte Der Landpfleger (Evangelist, Pilatus, Uxor Pilati, Chorus)
46 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Chorale- Wie Wunderbarlich Ist Doch Diese Strafe (Chorus)
47 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Recitative- Der Landpfleger Sagte (Evangelist, Pilatus)
48 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Recitative- Er Hat Uns Allen Wohlgetan (Soprano)
49 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Aria- Aus Liebe Will Mein Heiland Sterben (Soprano)
50 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Recitative And Chorus- Sie Schrieen Aber Noch Mehr (Evangelist, Chorus, Pilatus)
51 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Recitative- Erbarm Es Gott (Alto)
52 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Aria- Können Tränen Meiner Wangen (Alto)
53 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Recitative And Chorus- Da Nahmen Die Kriegsknechte (Evangelist, Chorus)
54 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Chorale- O Haupt Voll Blut Und Wunden (Chorus)
55 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Recitative- Und Da Sie Ihn Verspottet Hatten (Evangelist)
56 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Recitative- Ja! Freilich Will In Uns Das Fleisch Und Blut (Bass)
57 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Aria- Komm, Süßes Kreuz (Bass)
58 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Recitative And Chorus- Und Da Sie An Die Stätte Kamen Mit (Evangelist, Chorus)
59 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Recitative- Ach Golgatha, Unsel’ges Golgatha (Alto)
60 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Aria And Chorus- Sehet, Jesus Hat Die Hand (Alto, Chorus)
61 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Recitative And Chorus- Und Von Der Sechsten Stunde An (Evangelist, Jesus, Chorus)
62 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Chorale- Wenn Ich Einmal Soll Scheiden (Chorus)
63 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Recitative And Chorus- Und Siehe Da, Der Vorhang Im Tempel Zerriß (Evangelist, Chorus)
64 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Recitative- Am Abend, Da Es Kühle War (Bass)
65 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Aria- Mache Dich, Mein Herze, Rein (Bass)
66 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Recitative And Chorus- Und Joseph Nahm Den Leib (Evangelist, Chorus, Pilatus)
67 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Recitative And Chorus- Nun Ist Der Herr Zur Ruh Gebracht (Bass, Tenor, Alto, Soprano, Chorus)
68 – St. Matthew Passion, Bwv 244, Pt. 2- Chorale- Wir Setzen Uns Mit Tränen Nieder (Chorus)

James Gilchrist tenor Evangelista
Stephan Loges bass Jesus
Hannah Morrison soprano Nos 12, 13, 48, 49, 67
Zoë Brookshaw soprano No.8
Charlotte Ashley soprano No.27a
Alison Hill soprano AncillaI
Angharad Rowlands soprano AncillaII
Jessica Cale soprano Uxor Pilati
Reginald Mobley alto Nos 5, 6, 30, 59, 60, 67 Testis I
Eleanor Minney alto Nos 27a, 39, 51, 52
Hugo Hymas tenor Nos 19, 20, 34, 35
Andrew Tortise tenor No.67, Testis II
Ashley Riches bass Nos 22, 23, 56, 57, Pilatus
Alex Ashworth bass No.42
Petrus, Caiphas Jonathan Sells bass Nos 64, 65
Judas Rupert Reid bass No.67 Pontifex I
Lawrence Wallington bass PontifexII

Trinity Boys Choir Nos 1, 29, 68
David Swinson director
Monteverdi Choir nglish
Baroque Soloists
Kati Debretzeni leader
John Eliot Gardiner – Conductor

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BOOKLET (PDF)

François Couperin (1668-1733): Peças para Piano – Alexandre Tharaud

François Couperin (1668-1733): Peças para Piano – Alexandre Tharaud

tic, toc, choc

Tharaud joue Couperin

Eu gosto de tudo neste disco. A capa é matadora! A mão com os dedos lembrando uma pessoa correndo, sobre fundo preto é uma imagem e tanto. A escolha dos tipos para compor o título, misturando itálicos com normais, bold com simples, as tonalidades, tudo em letras minúsculas depois uma palavra com letras maiúsculas. E o charme do título – tic, toc, choc! Até a casquinha do nautilus do selo harmonia mundi dá a esta capa um toque especial.

François Couperin

O compositor, Couperin, François Couperin (há outros Couperins), deixou um legado de maravilhosas peças para cravo – e aqui temos um piano, o rei dos instrumentos, um grand piano, capaz de tocar desde o mais leve sussurro da ninfa até entoar a trovoada da tempestade. Esse disco é uma destas vencedoras confluências do antigo e do novo.

Tem a maravilhosa escolha do repertório, começando com uma peça de nome intrigante – Les baricades mistérieuses. A primeira vez que a ouvi foi em um disco com uma coletânea de peças famosas para cravo, interpretado pelo Trevor Pinnock. Desde então essa peça grudou em minha memória musical. Você ouvirá peças com nomes envolvendo carrilhões, querubins. Algumas peças têm até dois nomes, como a que dá título ao disco: Le tic, toc, choc ou les maillotins. Bruit de guerre, Les tricoteuses. Os títulos servem para despertar a imaginação, para criar um clima, uma atmosfera.

Muséte

As peças foram escolhidas das suítes que Couperin publicou ao longo da vida e eram chamadas Ordres. O próprio Couperin esperava que os intérpretes escolhessem as peças e montassem as suas próprias Ordres, como fez aqui o Tharaud.

Ouça o disco, mesmo que você tenha preferência por ouvir música interpretada pelo instrumento para o qual ela foi originalmente escrita. Ande, permita-se esta pequena indulgência, ouça este prazeroso disco. Aposto uma cocada que você não se arrependerá.

François Couperin (1668 – 1733)

  1. Les Baricades Mistérieuses (6e ordre)
  2. Le Tic-Toc-Choc ou Les Maillotins (18e ordre)
  3. La Couperin (21e ordre)
  4. Les Calotines (19e ordre)
  5. Les Ombres Errantes (25e ordre)
  6. Les Tricoteuses (23e ordre)
  7. Le Carillon de Cithére (14e ordre)
  8. Muséte de Taverni (à 5 mains) (15e ordre)
  9. Les Rozeaux (13e ordre)
  10. L’Atalante (12e ordre)
  11. Passacaille (8e ordre)
  12. La Muse Plantine (19e ordre)
  13. Les Tours de passe-passe (22e ordre)
  14. Bruit de guerre (extrait de La Triomphante) (10e ordre)*
  15. Le Dodo ou L’Amour au berceau (15e ordre)
  16. La Visionnaire (25e ordre)
  17. La Logivière (5e ordre)
  18. Les Juméles (12e ordre)
  19. Les Chérubins ou l’aimable Lazure (20e ordre)
  20. Jacques Duphly: La Pothouïn (4e Livre de Pièces pour clavecin)

Alexandre Tharaud, piano

*com a participação de Pablo Pico, tambor Dawul  

Direção artística: Cécile Lenoir

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MP3 | 320 KBPS | 150 MB

Alexandre vai sair do concerto direto para a Festa Junina do PQP.

Permita-se esta pequena indulgência, ouça este prazeroso disco. Aposto um pé-de-moleque que você não se arrependerá.

René Denon

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Invenções / Sinfonias / Suíte Francesa Nº 5 – Till Fellner, piano

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Invenções / Sinfonias / Suíte Francesa Nº 5 – Till Fellner, piano
ECM, ótima gravadora, mas as suas capas…

A Arte da Invenção

Este disco poderia ser um exercício didático, e como tal, poderia ser rather dull, como dizem os ingleses, meio chatinho. Mas ao contrário, o disco traz uma coleção de pequenas pérolas, música para se ouvir miles de vezes.

A coleção de Invenções e Sinfonias, quinze de cada, foi escrita para fins didáticos. Johann Sebastian as preparou primeiro para seu filho mais velho, Wilhelm Friedemann. A fonte mais antiga destas composições é o Clavier-Büchlein for Wilhelm Friedemann Bach. Mas toda a filharada e agregados e muitos outros mais usaram dessas obras de Bach para se tornarem excelentes músicos.

As Invenções foram escritas a duas vozes em contraponto e as Sinfonias a três vozes em contraponto. O próprio Bach explica o que se deve esperar ao estudá-las. Veja uma livre tradução do longo título dado à coleção numa bela cópia à mão que chegou até nós:

Instruções para o uso didático das Invenções e Sinfonias

Instrução direta

para aprender a tocar claramente a duas vozes, mas também, para depois de progredir, lidar corretamente e bem com três partes obbligato; e também adquirir ao mesmo tempo não apenas boas inventiones, mas a habilidade de desenvolvê-las bem, e acima de tudo, cultivar um estilo cantabile de tocar e ganhar desde o começo uma forte perspectiva de composição.

Você encontrará mais informações sobre as Invenções e Sinfonias aqui.

Ganha um doce quem descobrir qual destas peças é usada como um ringtone.

O pessoal caprichava na letra! Era uma maneira de mostrar o quanto era valioso esse caderno.

Completando o repertório do disco temos a Suíte Francesa No. 5, em sol maior, BWV 816. A conexão desta peça com as Invenções e Sinfonias é que a suite, de certa forma, também é material instrucional. As cinco primeiras das seis suítes que formam a coleção que chamamos Suítes Francesas, constavam do Notenbüchlein für Anna Magdalena Bach, abrindo este conjunto de obras usadas para fins didáticos e para entretenimento doméstico.

Cada suíte é formada por um conjunto de danças. As danças Allemande, Courante, Sarabande e Gigue são comuns a todas as suítes. Em cada uma delas, Bach introduz mais algumas danças, que variam de suite para suite. No caso da Suíte No. 5, essas danças são Gavotte, Bourrée e Loure. A Suíte Francesa No. 5 é uma das mais tocadas desta coleção e ao chegar na faixa de número 31 deste lindíssimo disco, você entenderá isto perfeitamente.

Till Fellner

Till Fellner é um pianista de pianistas. Ele teve Alfred Brendel entre seus professores. Veja o que Fellner disse desta experiência: Brendel mostrou-me através de sua maneira de tocar e por seus ensinamentos que o compositor vem em primeiro lugar e não o intérprete. Portanto, ao tocar, você deve tentar servir o compositor.

 

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

[1-15] – Invenções, a duas vozes, BWV 772 – 786

[16-30] – Sinfonias, a três vozes, BWV 787 – 801

[31-37] – Suite Francesa No. 5, em sol maior, BWV 816

Till Fellner, piano

Gravação de 2007, no Mozartsaal, Wiener Konzerthaus

Produção de Manfred Eicher

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Till chegando ao PQP Headquarters para dar uma entrevista

Ao ouvir este maravilhoso disco, que é uma perfeição da primeira até a última nota, poderá julgar por você mesmo se ele aprendeu bem a sua lição.

Este disco merece nosso Selo de Qualidade!

René Denon

Richard Wagner (1813-1883) – “Das Liebesverbot” – Sawallisch, Prey, Hass, etc., Chor & Orchester der Bayerischen Staatsoper

Após uma pequena interrupção, voltamos ao que viemos, a postagem de todas as óperas de Richard Wagner, uma parceria de FDPBach e de Ammiratore. Eu, FDPBach, estou com alguns problemas com o servidor MEGA, por isso estou testando pelos próximos trinta dias o servidor Mediafire, que tem um preço mais acessível, e que, segundo informações preliminares, não cria maiores problemas, assim espero. Além disso, terei acesso ao número de downloads de cada postagem.
Nestas três primeiras óperas, optamos pela belíssima caixa do selo ORFEO, primorosa edição deste conceituado selo alemão, que traz a impecável condução de Wolfgang Sawalish, sempre em Munique, ao vivo, registros realizados na prestigiosa Bayersiche Staatsoper em 1983.
Com a palavra, Ammiratore:

Estamos compartilhando com os amigos do blog o segundo “pecado da juventude” de Richard Wagner: Das Liebesverbot (“Proibição de Amar”) é uma ópera cômica em dois atos, cujo libreto foi escrito pelo próprio compositor, inspirado na peça “Medida por Medida” de William Shakespeare. Foi composta em 1834, e estreada sob condução do próprio Wagner em 1836, na cidade de Magdeburgo. É fácil perceber o porquê deste segundo “pecado”. Wagner escreveu Das Liebesverbot, quando tinha apenas 21 anos de idade na época ele era participante do movimento “jovem alemão” e estava em uma fase rebelde. Tematicamente, a ópera atua contra a autoridade – e contra a autoridade alemã em particular. Assim, na música da ópera, Wagner parecia se esforçar para incorporar todos os elementos musicais não alemães em que pudesse pensar, usando qualquer número de convenções operísticas francesas e italianas no processo. Ele até mesmo fez a mudança básica de reiniciar a ação da ópera – transferindo a história do local original de Shakespeare, Viena, para a cidade siciliana de Palermo. Até mesmo a descrição mais básica da partitura faz com que ela seja praticamente única entre as óperas de Wagner: é uma comédia. Wagner analisa com cuidado a diferença entre o conteúdo de sua primeira ópera “As fadas” e o conteúdo dessa segunda obra. Segundo ele, na primeira, exprime-se uma gravidade ligada ao sentimento do sagrado parecer estar em flagrante contradição com a tendência da segunda, a saber, um gosto pela sensualidade e pela alegria insolente. Ele pensa que um equilíbrio entre essas duas direções é a verdadeira tarefa de sua evolução. A principal inspiração de Wagner, em “A proibição de amar”, foi o movimento literário e político conhecido como movimento “jovem alemão” (Junges Deutschland) ,defendia a liberdade dos sentidos, a liberdade política e religiosa e a exaltação da natureza. A composição de “A proibição de amar” marca, assim, um momento relevante do pensamento inicial de Wagner em sua oposição a moralidade dominante. A busca de equilíbrio entre o sentimento do sagrado e a vida dos sentidos, que já em 1851 ele pensa ser sua tarefa, será percebida na evolução da obra do compositor. No tempo de “A proibição de amar”, 1836, suas idéias ainda não tinham atingido muita clareza. Mas o que se nota ao longo de sua obra é que ele defende os sentidos, não de uma forma luxuriosa e inconsequente, mas em considerável harmonia com a natureza, como se a existência física fosse elevada ao nível do sagrado ou como se o que é sagrado pudesse encarnar-se na vida sensível. O objetivo de Wagner nesta ópera cômica de início de carreira é ridicularizar o peso da cultura alemã e, em contraste, apresentar os italianos de vida livre e livre pensamento.

Este é um esplêndido exemplo do início da carreira Wagner, com o Mestre mostrando um belo e talvez inesperado presente para uma melodia italianizada.Comparando as duas primeiras obras de Wagner, além das diferenças de estilo musical entre “As Fadas” e “A proibição de amar”, ligam-se coerentemente as idéias subsequentes desenvolvidas por ele. “As fadas” , além de iniciar o tema da redenção, antecipa o conteúdo mitológico dos trabalhos posteriores de Wagner e “A proibição de amar” ilustra perfeitamente sua tendência revolucionária, em particular no que diz respeito a afirmação da vida no sentido grego e pagão, com a defesa dos direitos da vida sensual e corpórea em oposição a hipocrisia moral instaurada pelo autoritarismo político e religioso.
Musicalmente ouvimos alguns temas que posteriormente seriam reaproveitados em outras obras do Mestre: uma cena particularmente marcante no começo do Ato 2 faz uso de um impressionante tema “Amém” mais tarde reciclado em “Tannhäuser”. Acho que no geral o padrão de inventividade melódica é alto. A música vocal de Wagner em Liebesverbot é melhor do que a abertura puramente orquestral. Vários dos temas da abertura aparecem melhor trabalhados ao longo da obra. O leitmotif que retrata o espírito do carnaval, no Ato 3, pode ser ideal para a brincadeira “Que compositor é esse?” (Quizz). Ninguém é capaz de adivinhar que seja Wagner.

A trama de “A proibição de amar” se passa em Palermo no século XVI. Wagner diz ter situado as cenas na capital da Sicília, por causa do temperamento mais ardente das pessoas do sul. Friedrich, um alemão puritano, estrangeiro na cidade e governante provisório, proíbe os envolvimentos amorosos, sobretudo os envolvimentos não sacramentados pelo casamento, e decreta pena de morte para os que descumprirem a lei.

 

Sinopse
Ato 1
A praça da cidade
Um rei da Sicília, sem nome, deixa seu país para uma viagem a Nápoles e entrega ao regente Friedrich nomeado autoridade plena para exercer o poder real a fim de efetuar uma reforma completa nos hábitos sociais de sua capital, o que provocou a indignação do reino. Os servos da autoridade pública ocupam-se de fechar as casas de diversão popular em um subúrbio de Palermo e levar os frequentadores como prisioneiros. A população se opõe a esse primeiro passo, e muita confusão se segue.
Luzio, um jovem nobre e rebelde, parece inclinado a avançar como líder da turba, e imediatamente encontra uma oportunidade para desempenhar um papel mais ativo na causa do povo oprimido ao descobrir seu amigo Cláudio sendo levado para a prisão. Ele descobre que, em virtude de alguma velha lei desenterrada por Friedrich, Cláudio sofrerá a pena da morte por um amor não autorizado . A união com sua amada havia sido impedida pela inimizade de seus pais, mesmo assim deu-lhe um filho. O zelo puritano de Friedrich se une ao ódio dos pais da moça; Luzio teme o pior, e vê sua única esperança de misericórdia se sua irmã Isabella, por suas súplicas, poder amolecer o duro e frio coração regente. Claudio implora ao seu amigo a procurar Isabella no convento das Irmãs de Santa Isabel, que ela entrou recentemente como noviça.

Um convento

Isabella está enclausurada no convento com sua amiga Marianne, também noviça. Marianne revela a sua amiga o infeliz destino que a trouxe ao lugar. Sob votos de fidelidade eterna, ela havia sido persuadida a uma ligação secreta com um homem de alta patente. Mas quando em extrema necessidade ela se viu não apenas abandonada, mas ameaçada por seu traidor, descobriu que ele era o homem mais poderoso do estado, ninguém menos que o próprio regente Friedrich. A indignação de Isabella encontra vazão em palavras apaixonadas, e só é pacificada pela sua determinação de abandonar um mundo no qual um crime tão vil pode ficar impune.
Quando Luzio leva ao convento as notícias sobre o destino de Claudio, o desgosto de Isabella pela má conduta de seu irmão é imediatamente substituído pela vilania do regente hipócrita, que presume tão cruelmente punir a ofensa comparativamente venial de seu irmão, que, pelo menos , não foi manchada pela traição. Seu violento desabafo a revela para Luzio em um aspecto sedutor; tocado por um amor repentino, ele pede que ela saia do convento para sempre e aceite sua mão. Ela se esforça para evitar sua ousadia, mas resolve imediatamente se aproveitar de sua escolta para o tribunal de justiça do regente.

Um tribunal

Várias pessoas são indiciadas pelo capitão com ofensas contra a moralidade. A seriedade da situação torna-se mais marcante quando a forma sombria de Friedrich caminha através da multidão indecisa e indisciplinada, comandando o silêncio, e ele mesmo se encarrega de ouvir o caso de Cláudio da maneira mais severa possível. O juiz implacável já está a ponto de pronunciar uma sentença quando Isabella entra, e solicita, diante de todos eles, uma entrevista particular com o regente.
Nessa entrevista, ela se comporta com nobre moderação em relação ao temido e desprezado homem, a princípio, apela apenas a sua brandura e misericórdia. Suas interrupções servem apenas para estimular o ardor do regente: ela fala da ofensa de seu irmão e implora perdão. Friedrich não consegue mais se conter e promete conceder sua petição ao preço de seu próprio amor. Cheia de indignação com tal imoralidade, ela clama ao povo através de portas e janelas para entrar, para que ela possa desmascarar o hipócrita diante do mundo. Com algumas palavras significativas, Friedrich, com energia frenética, consegue fazer com que Isabella perceba a impossibilidade de seu plano. Mas algumas palavras doces são suficientes para seduzir e transportar o próprio regente ao êxtase; pois em um sussurro ela promete conceder seu desejo, e que na noite seguinte lhe enviará uma mensagem que assegure sua felicidade.
E assim termina o primeiro ato em um turbilhão de excitação.

Ato 2
Uma prisão

Isabella revela a seu irmão que sua libertação será possível apenas ao preço de sua desonra. Claudio fica indignado, mas o medo da morte o supera e ele implora à irmã que faça o sacrifício. Isabella castiga sua “covardia”, não revelando a ele nada do seu plano, que será assim: em vez dela, a quem ficará mascarada será Mariana e deve esperar Friedrich, também mascarado: assim ele estará duplamente desobedecendo sua própria lei. Ela quer interceptar o documento de indulto: como castigo por sua covardia, Cláudio deve ficar com medo da morte por uma noite.
Ela entrega a Dorella uma carta para Marianne e o bilhete para o regente. Como Brighella está apaixonado pela garota, a entrega não será problema. Isabella pergunta sobre Luzio, mas descobre que ele já fez propostas e se promete a todas as mulheres em Palermo.
Quando Luzio pergunta sobre Claudio, Dorella lembra seus votos e beijos. Ele nega tudo, mas quando Isabella lhe conta sobre o plano traiçoeiro de Friedrich, ele fica tão furioso que fica convencido da sinceridade de seus sentimentos e decide fazer um truque inteligente também.
Pontio foi promovido a carcereiro, pelo qual Luzio o repreende violentamente. Isabella, no entanto, com uma bolsa de dinheiro convence a entregar o indulto a ela.

Um quarto no palácio de Friedrich.

Friedrich está pensando em sua atitude, que de uma só vez lançou seu “sistema púdico” aos ventos.
Dorella é conduzida por Brighella e entrega ao regente o bilhete. Ele hesita em quebrar a lei duas vezes de uma só vez, mas sua volúpia leva a melhor. Ao mesmo tempo, porém, ele decide não perdoar Claudio e que ele vá para a morte. O apaixonado Brighella também pede a Dorella um encontro. Ela promete isso para a noite , porém, apenas mascarada.

A saída do Corso.

Independentemente da proibição, Palermo está comemorando o carnaval.
Brighella e seus espiões tentam acabar com a agitação.
A intervenção de Luzio impede uma briga. O povo mascarado espera nas ruas laterais. Brighella joga fora seu manto e em traje de Pierrot procura Dorella. Isabella e Marianne aparecem em máscaras idênticas, depois se separam, e Marianne prossegue para o encontro com o regente, que desencadeia uma série de confusões: Luzio reconheceu Friedrich sob sua máscara e o convida para acompanhá-lo às ruas laterais do Corso, Friedrich tenta fugir com quem ele pensa ser Isabella (Marianne), Dorella fuge do furioso Brighella, quando Pontio aparece e entrega a verdadeira Isabella ao regente.
Ela percebe que o suposto perdão para seu irmão é falso. Enfurecida, ela chama as pessoas e revela a duplicidade de Friedrich .
O regente é exposto, mas não sentenciado de acordo com sua lei, mas perdoado. Gritos de alegria irromperam por toda parte; as explicações necessárias são dadas rapidamente, e Friedrich, mal-humorado, exige ser colocado diante do tribunal do rei que retorna. Cláudio, libertado da prisão pela jubilante população, informa-o de que a sentença de morte por crimes de amor será revogada; mensageiros chegam para anunciar a inesperada chegada ao porto do rei; todos decidem marchar em procissão mascarada para encontrar o amado Príncipe, e alegremente homenageá-lo, todos convencidos de que ele se regozijará de ver quão doente o sombrio puritanismo da Alemanha é inadequado para os ardentes Sicilianos.
O desempenho sob Sawallisch é excelente, com um bom conjunto, elenco na época formado por jovens. A gravação ao vivo também é de alta qualidade. O riso do público deixa claro que a comédia está funcionando no teatro, muitas vezes em lugares ligeiramente intrigantes que sugerem comédia física no palco, o riso ocasional só aumenta o ambiente; não é intrusivo na música. Mas para os fãs de Wagner que acreditam que o trabalho menor de um grande compositor pode ser mais interessante do que o melhor trabalho de um compositor menor, eu certamente recomendaria a audição deste segundo “pecado da juventude”.

CD 1

01. Ouvertüre
02. Ihr Galgenvögel
03. Wen bringt man dort
04. Du kennst jenen stillen Ort
05. Salve Regina
06. Es ist ein Mann; verweilt, ich geh

CD 2

01. Wie lange er bleibt
02. Nun wird es bald
03. Wohlan so rede1
04. Was ist geschehen was soll das schrein
05. Maria, oh wie Götterlicht

CD 3

01. Wo Isabella bleibt
02. So sei’s! Für seinen feigen Wankelmut
03. Dorella, sieh
04. Wie gl¨¹cklich, sch.ne Isabella
05. Vernimm, mein Freund
06. So spät und noch kein Brief
07. Lebt wohl, Signor Brighella
08. So recht, ihr wackren jungen Leute!
09. Ihr junges Volk
10. Halt! Auseinander! Welch ein L.rmen!
11. Verweile hier, hier mu. er kommen!
12. Hier soll sie sein, wo mag sie weilen
13. Ihr Heiligen!

Friedrich – Herman Prey
Luzio – Wolfgang fassler
Claudio – Robert Schunk
Antonio – Friedrich Lenz
Angelo – Kieth Engen
Isabella -Sabine Hass
Mariana – Pamela Coburn
Brighella – Alfred Kuhn
Danieli Raimund Grumbach
Dorela – Marianne Seibel
Pontio Pilato – Herman Sapell

CD 1 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 3 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Leopold Stokowski (1882-1977): Native Brazilian Music

Leopold Stokowski (1882-1977): Native Brazilian Music

Nos idos de 1940, em plena segunda guerra mundial, os EUA estavam empenhados em realizar a chamada “Política da Boa Vizinhança” iniciada ainda em meados da década de 30. Um dos ramos deste projeto era basicamente integrar a cultura entre as Américas, e assim, no verão americano de 1940, o Maestro Leopold Stokowski (1882-1977) embarcou no navio S.S. Uruguay com sua orquestra a “All-American Youth Orchestra” e zarpou para uma turnê de Boa Vizinhança ao Brasil, Argentina, Uruguai, e alguns países da América Central. Seu primeiro porto de escala foi o Rio de Janeiro.

 

HVL ao piano ao lado de Magda Tagliaferro

Dono de uma inconfundível cabeleira prateada o britânico, de pai polonês e mãe irlandesa, desembarcou no cais do porto do Rio às 18h30 do dia 7 de agosto de 1940. A recepção foi liderada por Villa-Lobos, que, na companhia da pianista Magda Tagliaferro, velha conhecida de ambos, recebeu o amigo Stokowski com um abraço efusivo. Eles se conheceram na Paris dos anos 1920, e desde então, envolvidos com a criação e a promoção da música erudita moderna, estabeleceram uma amizade duradoura. Antes da turnê pelas Américas, o maestro vinha trocando cartas com Villa sobre um dos intentos de sua visita (integral da carta no fim do texto), e solicitou sua ajuda para recolher e gravar “a mais legítima música popular brasileira”. O maestro explicou que, devido ao seu grande interesse pela música do Brasil, ele iria pagar todas as despesas envolvidas e até especificou os tipos de música que desejava: sambas, batucadas, marchas de rancho, macumba, emboladas, etc. As gravações propostas estavam destinadas a lançamento pela Columbia Records. Elas também seriam tocadas em um congresso folclórico pan-americano que estava por vir (e que nunca aconteceu).

Villa-Lobos atendeu ao pedido do maestro e recorreu ao seus amigos, os sambistas Donga, Cartola e Zé Espinguela, que convocaram a nata dos músicos do Rio. Talvez apenas um homem da estatura de Villa-Lobos e suas ligações com os mundos do choro e do samba poderia ter reunido tal “Dream Team” do Samba para Stokowski. De fato, qualquer cartaz anunciando o seguinte rol seria um item de colecionador avidamente procurado hoje, (eu pelo menos não achei nada, nenhum cartaz do dia na net…).

Donga, Stoki e HVL

Em uma grande cerimônia, subiram ao S.S. Uruguay, em agosto de 1940, nomes como Pixinguinha, Donga e João da Baiana, a Santíssima Trindade do Samba – maiores representantes da primeira geração de sambistas do Rio. Também estiveram lá Cartola, ao lado de sua Estação Primeira e um coro de pastoras da Mangueira; Zé da Zilda, um dos primeiros sambistas “de morro”, provenientes das Escolas de Samba, a fazer sucesso “no asfalto”; Jararaca e Ratinho, mestres da embolada; Luiz Americano, saxofonista e chorão, um dos pioneiros no uso do instrumento na música popular brasileira; e Zé Espinguela, macumbeiro, figura de suma importância para o meio cultural da época.

As gravações transcorreram durante toda a madrugada de 8 para 9 de agosto, algumas poucas horas após a atracação do S.S. Uruguay. O convés do navio, frequentado por Stokowski, dirigentes da NBC/RCA por jovens instrumentistas dos Estados Unidos, foi tomado por dezenas de músicos do Rio, alguns deles em traje de carnaval, pois se acreditava que haveria filmagem (também o que nunca aconteceu).

Musicos da AAYO

Em seu livro “Todo Tempo que Eu Viver” (Rio de Janeiro, Corisco Edições, 1988), o cineasta Roberto Moura citou uma reportagem que apareceu no jornal A Noite em 8 de agosto de 1940:
“[…] O salão de música do S.S. Uruguai em toda sua existência talvez não tenha abrigado tantas celebridades como o fez ontem à noite. […]. As 22 horas, começou a concentração dos conjuntos, escolas de samba, orquestra, gente que ia cantar e gente que ia ouvir. Nesse último grupo, o próprio comandante do navio, que logo tomou lugar em uma cômoda poltrona, de onde acompanhou todo o desfile. Pixinguinha, Jararaca, Ratinho, Luís Americano, Augusto Calheiros, Donga, Zé Espinguela, Mauro César, João da Baiana, Janir Martins, Uma ala do Saudade do Cordão [sic], que tanto sucesso alcançou no último carnaval, a Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira, o compositor David Nasser, toda essa gente fala, comenta, discute, até que tem início a trabalho das gravações. À medida que os ponteiros dos relógios correm, os passageiros do Uruguai voltam dos seus passeios pela cidade e vão tomando lugar no vasto salão. E os grupos se sucedem diante do microfone na tarefa das gravações. Já passava muito da meia-noite quando chegaram os maestros Stokowski e Villa-Lobos. Os fotógrafos se movimentam, na ânsia de colher os melhores flagrantes, mas o famoso regente de Filadélfia foge discretamente das objetivas. Por fim, desaparece de vez do salão. E, assim, de número em número, passa a noite e já é a madrugada que surge. O salão de música do Uruguai ainda cheio. Agora, a maior parte da platéia é constituída dos elementos da “All American Youth Orchestra”, que, curiosos, procuram conhecer os instrumentos típicos. Na sexta-feira, 9 de agosto, com pelo menos quarenta músicas gravadas (alguns dizem uma centena), Stokowski deu adeus ao Rio de Janeiro e partiu para São Paulo. O que ele deu aos músicos por seu trabalho? Apenas seus cumprimentos entusiasmados.”

A Columbia Records lançou as gravações de Stokowski feitas no S.S. Uruguay no inicio de 1942 sob o título “Native Brazilian Music”. Das oficiais quarenta músicas gravadas, apenas dezessete viram a luz do dia, em dois álbuns, cada um contendo quatro discos 78-RPM. As notas na contracapa anunciavam:
“Aqui neste álbum da Columbia Discos você tem a autêntica música do Brazil… Magnificamente tocada por músicos nativos… Selecionados e gravados sob a supervisão pessoal de Leopold Stokowski. Estas expressivas gravações foram feitas durante a excursão pela América do Sul do maestro Stokowski com a All American Orchestra. Em vários pontos da Excursão, o doutor Stokowski ouviu o folclore nativo e a música popular interpretados por músicos dos nossos bons vizinhos. Para a gravação, escolheu o que concluiu ser o melhor e o mais típico”.

A maioria dos músicos morreu sem nunca ter ouvido as gravações. Poucos foram pagos por elas. Cartola, por exemplo, recebeu uns míseros 1.500 réis, o suficiente para comprar três maços de cigarro baratos, um ano e meio depois das gravações. Em uma entrevista dada a Sérgio Cabral em 1974, Cartola disse que finalmente ouviu “Quem Me Vê Sorrir” — sua primeira gravação cantando — na casa de Lúcio Rangel uns bons vinte anos depois das sessões no S.S. Uruguay. Dois outros participantes da mesma gravação, Aluísio Dias (1911–1991) e Dona Neuma Gonçalves Silva, tiveram de esperar até 1980 para ouvi-la em fita. Dona Neuma (1922–2000) era a filha do presidente da Mangueira Saturnino Gonçalves, e grande dama do samba, tinha em 1940 apenas 18 anos e foi uma das pastoras que forneceram o acompanhamento vocal eletrizante em “Quem Me Vê Sorrir”.
Em uma entrevista de 1981 para o cineasta Roberto Moura, Dona Neuma ainda lembrava com simplicidade e carinho os detalhes a comida deliciosa servida a bordo do S.S. Uruguay 41 anos antes: “…. assim, eu ainda era criança, mas os coroas que foram, foram a fim de comer, tinha muita coisa boa pra gente comer, aí foi a primeira vez que nós comemos peru com abacaxi, carne de porco com ameixa, um jantar luxuoso. Gravamos, depois da festa é que teve a recepção. […] Foi tudo no mesmo dia. Foi rápido. Foi de tarde mas o samba rolou até de manhã. Eu dormi no convés do navio, que gostoso lá. […] Tinha um tipo de uma aletria com presunto, queijo, sei lá, não era macarrão era aletria, mas muito bem feita, soltinha, não ficou aquela lama não, que a gente faz uma aletria, muito bem feita, não sei como é que eles cozinharam aquilo, mas ficou soltinha, acho que eles fizeram o molho depois cozinharam o macarrão ali dentro, deram uma sacudidela que ficou soltinho, uma delícia, mas eu só queria comer, sabe? Comer e andar pelo navio. […] Era um navio bonito. […] Era um salão bonito, tinha um palco, nós cantamos num palco, ele regendo. Ele regia a nós, tinha uma orquestra e a bateria nossa. […] Ele regia a orquestra, depois veio e regeu a bateria e a gente. Nós já sabíamos porque o maestro Villa-Lobos ensinou os gestos da mão, como ia, se fosse levantando, se fosse levantar, todos os gestos nós sabíamos, ensinados pelo maestro Villa-Lobos. Ele ensinava aqui, na escola, em todo lugar, porque o maestro que nós conhecíamos naquela época foi o Villa-Lobos, foi ele. Ele vinha aqui no morro muito, porque ele era amigão do Cartola….”

A Columbia nunca lançou “Native Brazilian Music” no Brasil, e até hoje, as únicas cópias conhecias poderiam ser contadas nos dedos de uma mão. Nem o governo do Brasil nem qualquer outra entidade brasileira fez algum esforço para recuperar estas gravações. Em 1987, durante o centenário de Villa-Lobos, o Museu Villa-Lobos (MVL) no Rio de Janeiro lançou as 17 faixas de Native Brazilian Music em um LP produzido por Suetônio Valença, Marcelo Rodolfo, e Jairo Severiano, com notas do musicólogo Ary Vasconcelos (encarte junto com as faixas no download). A música foi transferida não a partir das matrizes originais, cujo paradeiro (se sobreviveram) continuou desconhecido, mas a partir de discos 78 rpm doados pelo colecionador Flávio Silva. Estes dois albuns contendo 4 discos 78 rpm cada, com 17 faixas no total, devem constar entre os mais importantes discos brasileiros em qualquer época, porém, foram lançados apenas…nos USA! Das 40 músicas gravadas, a Columbia lançou somente 17. Que outros tesouro mais se perderam ?

Vou parar por aqui. Quando os jornalistas, os políticos, os artistas leram as impressões e comentários dos jornalistas Americanos a coisa do “políticamente correto” e “boa vizinhança” ficou meio que “à deriva”, virou uma grande “quizumba”,  quase um problema diplomático. Coisas do tipo: “… o Brazil é muito bonito, uma grande tribo. Os nativos são gente qua andam e dançam sem roupa, alegres e alheios a grande guerra eropéia…..”. Bom como brasileiros nós nem precisamos nos esforçar para saber as respostas que foram dadas, e as respostas das respostas e por ai vai… Fora o mal-estar dos outros grandes artistas que ficaram de fora do evento sem terem sido convidados. Sobrou para o Villa explicar por que não convidou Siclano e Beltrano. Internamente entre os músicos da época houve muita ciumeira. Talvez esta seja uma explicação próxima do “porque” a Columbia jamais lançou esta pérola em terras Tupiniquins.

Integral da Carta do Villa para o Stokowski:

Rio de Janeiro, 16 de julho de 1940
“Caro Sr. Stokowski
Recebi sua carta do dia 3 do corrente e me apressei para responder para expressar todo o prazer que tive ao saber de sua visita iminente ao Brasil.
Estou verdadeiramente encantado com os seus planos para intercâmbio folclórico entre as nações dos continentes americanos por intermédio de discos.
Você pode contar comigo, pois farei tudo que me for possível para satisfazê-lo, correspondendo à confiança que você depositou em mim.
Estou mandando em anexo um plano das gravações que devem ser feitas por cantores populares (oriundos dos estados mais típicos dos Estados [do Brasil] e que vivem nos ambientes da Capital), vestidos em roupas típicas, se for necessário para filmagem.
Para mobilizar estes elementos, o seguinte é necessário:
1) – Seu consentimento em uma resposta urgente para
iniciar a convocação destes elementos nos próximos dez dias;
2) – A garantia de 500 dólares para despesas gerais;
isto é, a estes músicos, que devemos pagar para
reuni-los, que é uma coisa muito difícil;
3) – As cópias dos discos gravados devem permanecer no Rio,
mesmo aqueles que serão gravados nos países americanos;
Se você estiver de acordo com o plano apresentado abaixo, seria mais conveniente se você enviasse o mais rápido possível instruções para a Embaixada dos Estados Unidos da América do Norte do Brasil, para que haja um entendimento material com o organizador dos elementos típicos que irão servir em sua gravação planejada, pois eu não tenho os meios materiais para o empreendimento. No entanto, eu poderia organizá-los e coordená-los com prazer.
Quanto à parte artística de sua excelente orquestra de jovens americanos, eu devo lembrá-lo de que, para o maior sucesso possível e para a simpatia e interesse da nova geração brasileira, deve-se organizar programas principalmente com música moderna, e incluir em cada concerto um compositor brasileiro, de sua escolha, e outro dos Estados Unidos. Como você, eu tenho um grande interesse na troca da música artística entre os dois Continentes.
Aguardando sua resposta urgente, eu peço a você, Caro Senhor, para aceitar a confiança de meus sentimentos mais distintos,
H-Villa-Lobos
Avenida Almirante Barroso, 81 – Edifício Andorinha, 5° and.
s/ 534 – Rio de Janeiro, Brasil”

Nas gravações de Stokowski, Pixinguinha tocou sua flauta brilhante em muitas faixas, e cantou um dueto com Jararaca.

 

 

 

O conjunto regional de Donga forneceu muitos dos acompanhamentos nas gravações de Stokowski.

 

 

João da Bahiana – Por muitos anos o mais importante percussionista no Brasil, ele é tido como o responsável por introduzir o pandeiro no samba e no choro e transformou a faca e prato em instrumento rítmico.

 

 

 

Cartola – Nas sessões de Stokowski, onde ele fez suas primeiras gravações cantadas, Cartola foi acompanhado pelo compositor/violonista da Mangueira Aluísio Dias e um grupo de percussionistas da Mangueira.

 

 

Zé Espinguela—José Gomes da Costa (1901–1944). Pai-de-santo e importante pioneiro do samba. Quando o samba ainda era ilegal, Espinguela recebeu rodas de samba em sua casa seguidas das cerimônias de macumba. Encabeçou o Bloco dos Arengueiros no morro da Mangueira (primeiro desfile de Carnaval: 1927), do qual surgiram os sete fundadores da escola de samba Estação Primeira de Mangueira, dentre eles Espinguela. Inventou a competição de escolas de samba em 1929. Popularmente conhecido como Pai Alufá, ele foi acompanhado nas gravações de Stokowski pelo grupo vocal-instrumental-de dança que geralmente tocava em suas festas, fossem elas sagradas ou profanas. Estas foram as únicas gravações cantadas feitas por Espinguela, também conhecido como José ou Zé Spinelli.

O S.S. Uruguay atracado na Praça Mauá no Rio de Janeiro. Foi um dos três navios de Boa Vizinhança pertencentes à American Republics Line e operado pela Moore-McCormack Lines. Em maio de 1939, o Uruguay trouxe Carmen Miranda para Nova York pela primeira vez.

 

 

Estaremos nas próximas postagens fazendo uma singela homenagem ao grande Maestro Leopold Stokowski, esta é a primeira de sete.

Apreciem e divulguem esta preciosidade ! Quem sabe um dia ainda aparece as outras 23 faixas gravadas…. o material do álbum de 1987 está em “pdf” junto com a música no “download”.

Native Brazilian Music

1 – Macumba de Oxóssi ( Donga, José Espinguela e Grupo Pai Alufá)
Está assinada por Donga e Espinguela. Essa macumba “with vocal ensemble” como explica a mesma etiqueta, foi gravada pelo Grupo de Pai Alufá. Como se sabe, Oxóssi é o orixá dos caçadores, sendo sincretizado, no Rio de Janeiro, como São Sebastião, e como São Jorge, na Bahia. Seu símbolo é o arco e flecha, dançando com essa arma em uma das mãos e com um erukerê (uma espécie de espanador feito com rabos de boi) na outra. O Grupo do Pai Alufá era um conjunto vocal-instrumental coreográfico dirigido por Zé Espinguela e que animava as festas deste, fossem elas sagradas (macumbas) ou profanas (sessões de samba e de chula). A voz solista é do próprio Espinguela.

2 – Macumba de Iansã (Donga, José Espinguela e Grupo Pai Alufá)
Outra macumba de Donga e Espinguela, gravada pelo mesmo grupo e com Espinguela como solista. Iansã, orixá feminino, esposa de Xangô, é sincretizada como Santa Bárbara. Dança geralmente com um alfange e um eruxim de rabo de cavalo.

Estas faixas (1 e 2) foram os únicos registros feitos por Espinguela em sua vida

3 – Ranchinho Desfeito (Donga, De Castro e Souza, David Nasser)
Uma antiga composição de Donga, letra de De Castro e Souza, ocupa a terceira faixa do nosso LP do primeiro álbum americano. Joel Nascimento canta com o Regional de Donga. Pixinguinha, então com 42 anos, “rouba” porém o fonograma com empolgante atuação na flauta.

4 – Caboclo do mato (de Getúlio marinho, com João da Bahiana, Jair Martins e Jararaca)
“Samba with vocal ensemble” está no selo do disco. Presentes nesta faixa o pandeiro de João e a flauta de Pixinguinha. A voz feminina – que repete “din, din, din, Aruama” – é provavelmente de Janir Martins.

5 – Seu Mané Luís (de Donga, com Zé da Zilda e Janir Martins)
Janir Martins dialoga com Donga neste “samba with vocal duet”. No acompanhamento, mais uma vez, o regional de Donga, com Pixinguinha à flauta.

6 – Bambo do bambu (de Donga, com Jararaca e Ratinho)
Jararaca e Ratinho cantam a embolada assinada por Donga. Nesse autêntico “destrava a lingua”, Ratinho, embola-se e tem a sua travada antes da hora…O violão sensacional que encerra a gravação é de Laurindo de Almeida.

7 – Sapo no saco (de Jararaca, com Jararaca e Ratinho)
Novamente Jararaca e Ratinho, agora na embolada Sapo no saco, de ambos, um clássico do gênero. Uma das raras composições deste repertório já gravadas anteriormente, Sapo no saco foi lançado em disco por Jararaca em abril de 1929.

8 – Que quere que quê (de João da Baiana, Donga e Pixinga, com João da Bahiana e Janir Martins)
Macumba carnavalesca de Donga, João da Bahiana e Pixinguinha. O pandeiro de João da Bahiana e a flauta de Pixinguinha, mais uma vez, roubam a cena

9 – Zé Barbino (de Pixinguinha e Jararaca)
A peça que abre o lado “b” do LP é um maracatu estilizado escrito a quatro mãos por Pixinguinha e Jararaca e gravado em dupla pelos próprios autores. Trata-se ainda de um dos raros fonogramas em que Pixinguinha atua como cantor.

10 – Tocando pra você (Luiz Americano)
Momento extraordinário nas sessões de gravação realizadas a bordo do navio Uruguai foi este em que Luís Americano, acompanhado de regional, executou ao clarinete o seu deslumbrante choro Tocando pra você, que traz João da Bahiana ao pandeiro

11 – Passarinho bateu asas (de Donga, com Zé da Zilda)
No navio, coube a Zé da Zilda a interpretação. Mais uma vez, destaca-se no acompanhamento a flauta de Pixinguinha.

12 – Pelo telefone (de Donga, Mauro de Almeida, com Zé da Zilda)
“Pelo Telefone” é um dos sambas mais emblemáticos (foi primeira música registrada como ‘samba’ no Brasil) da história da música popular brasileira . “Zamba with vocal chorus” diz o selo do disco. Só que este “zamba” não é um samba qualquer, mas justamente o primeiro a celebrizar-se como tal. Pixinguinha tem aqui nova atuação extraordinária.

13 – Quem me vê sorrir ( de Cartola e Carlos Cachaça, com Cartola e Coro da Mangueira)
Outro ponto culminante dos dois álbuns Columbia: Cartola acompanhado pelo “Mangueira Chorus” (é como se encontra no disco) canta seu samba Quem me vê sorrir, letra de Carlos Cachaça (Carlos Moreira de Castro). Carlos, aliás, era para ter ido também ao navio Uruguai, mas justamente na noite da gravação teve plantão na Central do Brasil, onde trabalhava. Este seria, possivelmente, o mais antigo registro gravado da voz de Cartola.

14 e 15 – Teiru e Nozani-ná (Música Folclorica, adaptada po HVL, com Quarteto do Coral Orfeão HVL)
Um quarteto de professores do Orfeão Villa-Lobos canta estas duas composições de Heitor Villa-Lobos: Teiru, canto fúnebre pela morte de um cacique foi recolhido por Roquete Pinto em 1912 entre os Parecis. É de 1926, sendo o segundo dos Tres Poemas Indigenas. Nazoani-ná (Ameríndio) é uma das Canções Típicas Brasileiras, de 1919. O coro do Orfeão está designado no disco por “Brazilian Indian Singers”…

16 – Cantiga de festa (de Donga e José Espinguela, com Zé Espinguela e Grupo Pai Alufá)
Zé Espinguela e Donga assinam mais esta corima, cantada pelo primeiro com o apoio do Grupo Pai Alufá.

17 -Canidé Ioune (Música Folclórica adaptada por HVL)
Canidé Ioune é o primeiro dos Tres Poemas Indígenas, de Villa-Lobos. Está baseado em um tema indígena recolhido pelo viajante Jean de Léry em 1553. Para interpretá-lo voltam os “Brazilian Indian Singers”, isto é, os professores do Orfeão.

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Stokowski e a Santissima Trindade do Samba

Josquin Desprez (1450-1521): Missa Pange Lingua – Ensemble Clément Janequin & Ensemble Organum – Marcel Pérès

Josquin Desprez (1450-1521): Missa Pange Lingua – Ensemble Clément Janequin & Ensemble Organum – Marcel Pérès

Josquin Desprez

Missa Pange Lingua

Parece incrível, mas houve um tempo no qual as informações eram difíceis de serem obtidas. Consultávamos livros, tentávamos emprestar de algum amigo um ou outro disco ou gravar uma fita cassete para conhecer uma peça de música da qual havíamos ouvido falar. Lembro-me de estar fazendo hora em uma loja de discos que frequentava e ver surgir um mortal qualquer perguntando sobre gravações de música de câmera de Gabriel Fauré. Hoje uma simples busca na internet ou nas páginas do PQP Bach e você receberá uma inundação de possibilidades.

Demorei anos para notar que há um violino de perfil nesta capa…

Uma das minhas fontes de busca de informações era o livrinho Uma Nova História da Música, do Otto Maria Carpeaux. No final do livro há uma lista de obras consideradas por ele fundamentais na evolução da Música Ocidental, colocadas em ordem cronológica. Você poderá ver essa lista aqui. Eu adorava percorrer a lista buscando as peças que já conhecia e sonhando com aquelas que ainda não ouvira.

A postagem de hoje traz a segunda peça da lista do Carpeaux – a Missa Pange Lingua, de Josquin Desprez. Pode ser Des Près ou des Prez. De qualquer forma, Josquin é suficiente.

A missa é de 1516, aproximadamente, e é a peça mais antiga que tenho em minha coleção de música. Josquin é da escola franco-flamenga e foi um compositor importante. Era admirado por Martinho Lutero, que disse sobre ele: “É um mestre das notas, que obedecem aos seus desejos, enquanto outros compositores fazem o que as notas desejam”.

Foi um dos primeiros mestres do estilo de música vocal polifônica da Renascença, que estava surgindo durante seu período de vida. A música que prevalecia antes era o Canto Gregoriano, onde todos cantavam juntos a melodia. A transição deste tipo de música para a música polifônica ocorreu ao longo de séculos e os dois estilos conviveram lado a lado por bom tempo. Josquin certamente tinha conhecimento dos dois estilos.

O nome Missa Pange Lingua se deve ao fato de Josquin ter usado em toda a sua composição a melodia de um hino conhecido, chamado Pange Lingua. O hino é em louvor ao Corpus Christi e a missa claramente foi feita para a Festa de Corpus Christi. Em 1345 uma hóstia foi miraculosamente resgatada intacta de um fogo no qual havia caído. Este fato ficou conhecido como o Milagre de Amsterdam. A devoção que havia ao Santo Sacramento nesta época ajudou a tornar a missa muito conhecida em toda a Europa. Uma outra gravação da Missa Pange Lingua pode ser obtida aqui (Viva, Avicenna!).

Usar uma melodia, mesmo que de obra profana, para uma composição sacra, era comum. Por exemplo, uma melodia conhecida como L’homme armè foi usada por Dufay, por Ockeghem e por Josquin para a composição de famosas missas que levam este nome.

Uma palavra sobre esta específica gravação. A missa é composta do Kyrie, Gloria, Credo, Sanctus e Agnus Dei. Na prática, estes movimentos eram diluídos em um contexto que incluía outros cantos, o Introito, Gradual, Aleluia, Ofertório, e o canto da comunhão. A gravação deste disco faz isto. Você notará que estes movimentos são cantados a uma só voz (plainchant). Estes movimentos não foram compostos por Josquin. A maioria são de autores anônimos. Nos movimentos da missa propriamente dita, você ouvirá a polifonia. Além disso, a última faixa do disco é o hino Pange Lingua. Há, portanto, várias possibilidades de audição. É claro que, se os artistas e produtores prepararam assim o disco, é assim que eles esperam que você o ouça. Mas, aqui está a minha sugestão: ouça, nesta ordem, as faixas 11, 2, 3, 6, 8 e 10. O hino é cantado a uma só voz e a sua melodia será usada imediatamente no Kyrie e assim por diante. Depois, faça como quiser… O contraste dos movimentos cantados a uma voz com os movimentos polifônicos é bem interessante. Aqui está a letra do hino Pange Lingua. Nesta gravação não são cantados todos os versos como está nesta letra, mas você perceberá…

Interior da Catedral de São João, em ‘s-Hertogenbosch, Holanda

Assistindo a um documentário sobre Hieronimus Bosch, pintor que morreu em 1516, ano da composição da missa, ouvi uma explicação sobre este tipo de música que tento transcrever aqui. A explicação foi dada por Stratton Bull, o diretor artístico e membro da Cappella Pratensis, conjunto que canta algumas das peças no documentário. “Se Hieronymus Bosch entrasse nesta igreja (em ‘s-Hertogen-bosch, a cidade em que viveu Bosch) em um dia qualquer da semana, ele ouviria uma grande variedade de música. Naquele tempo, a voz humana era essencial para a música devocional. Isto não quer dizer que instrumentos não estavam envolvidos. Haveria um maravilhoso órgão com um organista no prédio e há muitos registros de instrumentos tocando com as vozes. Mas as vozes são, é claro, essenciais para o tipo de música que expressa devoção a Deus. Especialmente através de textos bíblicos e outros textos religiosos. De novo, é a ideia de tomar a palavra e quando a palavra se torna importante, dar a ela uma adicional dimensão. Isto é exatamente o que cantar faz, no lugar de apenas falar. Isto dá a ela uma extra cor e quando se adiciona mais vozes, tudo torna-se mais ornado e complexo”. Josquin sabia disso como poucos.

The Haywain Triptych (1512 – 1515), H. Bosch

Josquin Desprez (1450 – 1521)

  1. Intoït
  2. Kyrie – (Josquin)
  3. Gloria – (Josquin)
  4. Graduel
  5. Alleluia
  6. Credo – (Josquin)
  7. Offertoire
  8. Sanctus – (Josquin)
  9. O Salutaris
  10. Agnus Dei – (Josquin)
  11. Hymne “Pange Lingua”

Ensemble Clément Janequin                          Ensemble Organum

Dominique Visse, contratenor                            Gérard Lesne, contratenor

Michel Laplénie, tenor                                         Josep Benet, tenor

Philippe Cantor, barítono                                     Josep Cabré, barítono

Antoine Sicot, baixo                                             François Fauché, baixo

Direção: Marcel Pérès

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FLAC | 227 MB

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MP3 | 320 KBPS | 118 MB

Otto achando muita graça de mim por eu não ter visto antes o violino, na capa do livro dele…

Não é necessário ser religioso para se sentir elevado por esta música. Espero que ouvir o disco seja uma experiência tão gratificante para você quanto tem sido para mim.

René Denon

Gustav Mahler (1860-1911) – Symphony nº 2 in C Minor ‘Ressurreição’ – Bernarda Fink ,Mariss Jansons, Chor und Symphonieorchester des Bayerischen Rundfunks

Um dos compositores que são unanimidade aqui no PQPBach com certeza é Mahler. Lamentamos sua morte tão precoce (meros 50 anos de idade), pois sua produção seria ainda mais extraordinária do que a que já conhecemos.

Hoje trago para os senhores a imensa e belíssima Segunda Sinfonia, que tem a duração de 1 hora e vinte minutos. Sua execução pede a seguinte instrumentação:

4 flautas (todas alternando com 4 piccolos), 4 oboés (2 alternando com corne inglês), 3 clarinetes (Sib, La, Do – um alternando com clarone), 2 clarinetes em Mib, 3 fagotes, 1 contrafagote, 10 trompas em fá (4 usadas fora do palco, menos no final), 8-10 trompetes em fá e dó (4 a 6 usados fora do palco, menos no final), 4 trombones, 1 tuba contrabaixo, 7 tímpanos (um fora do palco), 2 pares de pratos (um fora do palco), 2 triângulos (um fora do palco), Caixa clara, Glockenspiel, 3 sinos (Glocken, sem afinação), 2 bombos (um fora do palco), 2 tam-tams (alto e baixo), 2 harpas, órgão,quinteto de Cordas (violinos I, II, violas, cellos e baixos com corda Dó grave). Há ainda: Soprano Solo, Contralto Solo e um Coro Misto. (Wikipedia)

Foi a primeira sinfonia onde Mahler se utiliza da voz humana. Trata do tema da ‘Ressurreição”. Ele acredita que em um determinado momento a vida prevalecerá sobre a morte.

A gravação que trago para os senhores é bem recente, ainda do final de 2018, e foi realizada ao vivo, com a participação do veterano maestro Mariss Jansons à frente da magnífica Orquestra da Rádio Bávara e de seu Coro.

Meu maestro favorito para esta sinfonia sempre será Leonard Bernstein, mas Mariss Jansons faz um trabalho extraordinário aqui. Claro que não é a primeira vez que ele grava essa obra, mas provavelmente é a sua interpretação mais intensa. Além disso ele conta com a cumplicidade de uma orquestra que dispensa apresentações. Lembremos que Mariss Jansons, antes de assumir essa orquestra, era diretor de outro magnífico conjunto orquestral, a do Concertgebouw de Amsterdam. Convenhamos, o currículo do homem não é fraco, não acham?

Com a ajuda da Wikipedia, trago abaixo a letra da obra, com sua respectiva tradução:

Quarto Movimento

Quinto Movimento

P.S. Por um período estou trocando de servidor, para o Mediafire. Neste meio tempo tentarei rever minha situação junto ao MEGA.  Aguardo uma avaliação por parte dos senhores. Ainda é conta Free, mas se tudo der certo, pretendo torná-lo meu servidor oficial.

GUSTAV MAHLER – Symphonie Nr. 2 c-Moll „Auferstehungssymphonie“ für Sopran- und Alt-Solo, gemischten Chor und Orchester

01 Allegro maestoso. Mit durchaus ernstem und feierlichem Ausdruck
02 Andante moderato. Sehr gemächlich. Nie eilen
03 In ruhig fließender Bewegung. Sehr gemächlich. Nicht eilen
04 „Urlicht“. Sehr feierlich, aber schlicht (choralmäßig). Nicht schleppen
05 Im Tempo des Scherzo. Wild herausfahrend („Auferstehn, ja auferstehn wirst du“)

Bernarda Fink – Contralto
Anja Harteros – Soprano
Chor und Symphonieorchester des Bayerischen Rundfunks
Mariss Jansons Dirigent / conductor

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