3º Festival de Música de Juiz de Fora: José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita (1746-1805): Missa Em Mi Bemol Maior e Credo (Acervo PQPBach)

29kuruf3º Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga de Juiz de Fora.

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O Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga de Juiz de Fora, MG, chega ao seu 21° ano. Ao longo destas duas décadas, o evento marcou a agenda musical brasileira com uma celebração da arte durante 15 dias, sempre em julho. Nesta trajetória, promoveu cerca de 800 concertos, sempre gratuitos, unindo centenas de milhares de espectadores e milhares de artistas.

Desta festa da música têm participado as mais importantes orquestras brasileiras, além de músicos e grupos destacados no exterior na interpretação historicamente correta do acervo colonial e antigo.

Com o vasto acervo produzido de CDs, livros e DVD, trazendo à luz exemplos das composições dos séculos XVII e XVIII – algumas em primeira execução contemporânea – o evento provocou profunda mudança no cenário da cultura nacional e tem dado a um público diversificado e crescente acesso a um tipo de produção que poderia ficar restrita a iniciados. Este ano, mais uma vez, a Orquestra Barroca do Festival faz o registro, com instrumentos de época, do barroco europeu e de nossa música antiga.

Em paralelo ao esforço de popularização e formação de público, o Festival investiu na pesquisa acadêmica com a realização do Encontro de Musicologia Histórica.

O encontro é o maior evento brasileiro do gênero em número de edições bienais, número de trabalhos apresentados e impressos e duração temporal. Este ano, o Pró-Música lança os Anais do 8° encontro e prepara um novo passo com a reformatação do projeto para 2011.

Nesta 21ª edição, é retomada a parceria com o Consulado Francês – Culturesfrance, com a participação de professores. Também a Faculdade de Música da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) participa do quadro de cursos com três professores.

Premiado com as mais significativas distinções da cultura brasileira, o Festival é reconhecido como bem imaterial pela cidade de Juiz de Fora (MG), onde se realiza numa promoção do Centro Cultural Pró-Música. (http://www.promusica.org.br)

A presente postagem é um registro histórico do 3º Festival e do primeiro CD publicado pelo Festival, em 1992.

José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita (Vila do Príncipe, 1746- Rio de Janeiro, 1805) Orquestra e Coral do III Festival, regente Sérgio Dias Coro preparado por Júlio Moretzsohn
01. Missa Em Mi Bemol Maior 1. Kyrie – Largo
02. Missa Em Mi Bemol Maior 2. Kyrie – Allegro
03. Missa Em Mi Bemol Maior 3. Kyrie – Andante Moderato
04. Missa Em Mi Bemol Maior 4. Kyrie – Largo
05. Missa Em Mi Bemol Maior 5. Gloria – Allegro Molto
06. Missa Em Mi Bemol Maior 6. Laudamos – Andante
07. Missa Em Mi Bemol Maior 7. Gratias – Largo
08. Missa Em Mi Bemol Maior 8. Domine Deus – Allegro
09. Missa Em Mi Bemol Maior 9. Qui Tollis – Largo
10. Missa Em Mi Bemol Maior 10. Suscipe – Andante
11. Missa Em Mi Bemol Maior 11. Qui Sedes – Largo
12. Missa Em Mi Bemol Maior 12. Qui Sedes – Andante
13. Missa Em Mi Bemol Maior 13. Quoniam – Andante
14. Missa Em Mi Bemol Maior 14. Cum Sancto Spiritu – Largo
15. Missa Em Mi Bemol Maior 15. Cum Sancto Spiritu – Allegro

Orquestra e Coral Pro-Música de Juiz de Fora, regente Nélson Nilo Hack
16. Credo 1. Credo
17. Credo 2. Et Incarnatus
18. Credo 3. Passus
19. Credo 4. Et Resurrexit
20. Credo 5. Confiteor
21. Credo 6. Sanctus
22. Credo 7. Hosana Benedictus, Hosana
23. Credo 8. Agnus Dei

3º Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga – 1992

memoria

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Avicenna

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Ludwig van Beethoven (1770-1827): Integral das Sonatas para Violino e Piano (Faust/Melnikov)

Eu adoro Isabelle Faust, já classifiquei vários de seus trabalhos — a maioria — como IMPERDÍVEIS, mas aqui ela faz uma gravação apenas correta das Sonatas para Violino e Piano de Beethoven. Pareceu-me inferior a tantas versões do século passado e sem nada da ousadia que Mutter demonstra aqui. E, por estes dias, andei ouvindo muito à maravilhosa Patricia Kopatchinskaja… Então, tudo aqui me pareceu sem ênfase, como se Faust não chegasse aos pés sempre descalços da moldava. De certa forma, me tranquiliza ler que este não é um registro muito bem avaliado pela crítica. Desta forma, não devo estar delirando demais. É tudo muito lindinho, perfeitinho e limpinho, meio sem alma beethoveniana também.

(Mas aí ela chega na Kreutzer e arrasa! Vá entender…).

Sonata No. 1 In D Major Op. 12 No. 1
I. Allegro Con Brio 8:53
II. Andante Con Moto. Tema Con Variazioni 6:28
III. Rondo. Allegro 4:39

Sonata No. 2 In A Major Op. 12 No. 2
I. Allegro Vivace 5:51
II. Andante, Più Tosto Allegretto 4:55
III. Allegro Piacevole 5:01

Sonata No. 3 In E Flat Major Op. 12 No. 3
I. Allegro Con Spirito 7:53
II. Adagio Con Molt’Espressione 6:15
III. Rondo (Allegro Molto) 3:39

Sonata No. 4 In A Minor Op. 23
I. Presto 7:03
II. Andante Scherzoso, Più Allegretto 7:05
III. Allegro Molto 5:07

Sonata No. 5 In F Major Op. 24 “Spring”
I. Allegro 9:50
II. Adagio Molto Espressivo 5:46
III. Allegro Molto 1:09
IV. Rondo. Allegro Ma Non Troppo 6:19

Sonata No. 10 In G Major Op. 96
I. Allegro Moderato 11:28
II. Adagio Espressivo 5:23
III. Scherzo 1:53
IV. Poco Allegretto 8:49

Sonata No. 6 In A Major Op. 30 No. 1
I. Allegro 6:56
II. Adagio Molto Espressivo 6:46
III. Allegretto Con Variazioni 7:55

Sonata No. 7 In C Minor Op. 30 No. 2
I. Allegro Con Brio 7:05
II. Adagio Cantabile 7:28
III. Scherzo. Allegro 3:15
IV. Allegro 4:52

Sonata No. 8 In G Major Op. 30 No. 3
I. Allegro Assai 5:55
II. Tempo Di Minuetto 6:09
III. Allegro Vivace 3:04

Sonata No. 9 In A Major Op. 47 “Kreutzer”
I. Adagio Sostenuto 13:22
II. Andante Con Variazioni 13:41
III. Finale: Presto 8:16

Isabelle Faust, violin
Alexander Melnikov, piano

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Melnikov e Faust: pouco ânimo para Beethoven

Melnikov e Faust: pouco ânimo para Beethoven

PQP

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.: interlúdio :. Al Hirt – Memories – 1999

Screen Shot 2016-06-20 at 3.41.58 PM Al Hirt
Memories 1999

CD lançado logo após a morte do excepcional trompetista Al Hirt.

Dedico esta postagem ao nosso grande colega trompetista Wellbach, cuja pena produz textos tão saborosos quanto o trompete do Al tocando Ciribiribin, e a todos os semi-novos que tiveram a felicidade de dançar ao som do Al Hirt durante os anos dourados.

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Palhinha: ouça 03. Ciribiribin

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Al Hirt – Memories
01. I Can’t Get Started
02. Stardust / The Man With The Horn
03. Ciribiribin
04. Tuxedo Junction
05. Gonna Fly Now
06. Tenderly
07. Java
08. Toy Trumpet
09. Cherry Pink And Apple Blossom Wine
10. And The Angels Sing
11. Feels So Good
12. Boy Meets Horn
13. Rhapsody In Blue

Memories – 1999
Al Hirt

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de inocencia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Avicenna

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Projeto Acervo da Música Brasileira – Vol. 9/9 – Música Fúnebre (Acervo PQPBach)

 

2wgvtzbA Liturgia dos Defuntos, no Rito Romano, possui oito cerimônias distintas, nas quais participava música polifônica nos séculos XVIII e XIX, cada uma delas com estrutura e textos específicos.

Inicialmente, as Exéquias (Funeral ou Ofício de Sepultura), seguidas pelo Officium Deffunctorum, este constituído de Vesperas, Matinas e Laudes. Há também a Missa (que pode ser dos Funerais, de Aniversário, Quotidiana ou pela Comemoração dos Fiéis Defuntos), a Absolvição e Inumação após a Missa (ou Encomendação Litúrgica de Adultos), as Cinco Absolvições (destinadas às exéquias solenes) e o Ofício de Sepultura de Crianças (ou Encomendação Litúrgica de Anjinhos). No universo luso-brasileiro, entretanto, foram comuns três outras cerimônias fúnebres, não prescritas no Rito Romano: a Encomendação Paralitúrgica de Adultos (ou Memento), a Encomendação Paralitúrgica de Crianças e as Estações na Comemoração dos Fiéis Defuntos.

Para este volume, foram selecionadas composições presentes em manuscritos musicais do Museu da Música de Mariana, destinadas a quatro cerimônias fúnebres, três delas litúrgicas (Matinas, Encomendação de Anjinhos e Absolvição e Inumação após a Missa) e uma paralitúrgica (Memento).

Pe. João de Deus Castro Lobo (Vila Rica, 1794 – Mariana, 1832) – Seis Responsórios Fúnebres
Próprio das Matinas dos Defuntos, os Seis Responsórios de Castro Lobo são obra de fôlego, de grande maturidade e dramaticidade. São várias as tonalidades utilizadas, embora cada Responsório tenda a ser uniforme na apresentação de tais tonalidades, exceto os Responsórios I e VI. A textura é predominantemente homófona nas quatro vozes, destacando-se, no entanto, algumas seções a solo, como o Qui Lazarum e o De profundis, para o baixo.
01. Seis Responsórios Fúnebres – 1. Credo quod Redemptor. Et in carne. Quem visurus. Et in carne
02. Seis Responsórios Fúnebres – 2. Qui Lazarum. Tu eis, Domine. Qui venturus. Tu eis, Domine
03. Seis Responsórios Fúnebres – 3. Domine, quando veneris. Quia peccavi. Commissa mea. Quia peccavi. Requiem æterna. Quia peccavi
04. Seis Responsórios Fúnebres – 4. Memento mei. Nec aspiciat. De profundis. Nec aspiciat
05. Seis Responsórios Fúnebres – 5. Hei mihi! Miserere mei. Anima mea. Miserere mei
06. Seis Responsórios Fúnebres – 6. Ne recorderis. Dum veneris. Dirige, Domine. Dum veneris. Requiem æternam. Dum veneris

Florêncio José Ferreira Coutinho (c1750-1819) – Encomendação Para Anjinhos
O autor desta obra foi trompista, cantor (baixo), mestre de música e compositor, citado com frequência na documentação de Vila Rica, onde pertenceu e prestou serviços musicais a várias irmandades, tendo composto também a música das óperas reais de 1795, infelizmente perdida.
07. Encomendação para Anjinhos – 1. Antífona e Salmo 112
08. Encomendação para Anjinhos – 2. Kyrie – Kyrie.
09. Encomendação para Anjinhos – 3. Antífona do Salmo 148 – Juvenes est virgines.

Pe. José Maurício Nunes Garcia (1767-1830, Rio de Janeiro, RJ) – Matinas e Encomendação de Defuntos
Composta em 1799, associada a uma Missa de Defuntos, esta obra é de grande austeridade e apresenta seções concisas e homófonas nas quatro vozes. Apesar disso, existe uma certa variedade nas tonalidades utilizadas. É notável a presença de certos motivos empregados em obras fúnebres posteriores do mesmo compositor.
10. Matinas e Encomendação de Defuntos – Responsório I
11. Matinas e Encomendação de Defuntos – Responsório II
12. Matinas e Encomendação de Defuntos – Responsório III
13. Matinas e Encomendação de Defuntos – Responsório IV
14. Matinas e Encomendação de Defuntos – Responsório V
15. Matinas e Encomendação de Defuntos – Responsório VI
16. Matinas e Encomendação de Defuntos – Responsório VII
17. Matinas e Encomendação de Defuntos – Responsório VIII
18. Matinas e Encomendação de Defuntos – Responsório IX
19. Matinas e Encomendação de Defuntos – Kyrie.
20. Matinas e Encomendação de Defuntos – Requiescat.

Pe. José Maurício Nunes Garcia – Memento
O mais elaborado dos Mementos aquí presentes, é modulante em três de suas seções (Nec aspiciat, Kyrie e Requiescat) e exibe nuances como, por exemplo, os marcatos incisivos que sublinham a palavra clamavi e o piano sempre que matiza o canto do Requiescat.
21. Memento – I – Memento. Nec aspiciat. De profundis. Nec aspiciat
22. Memento – II – Kyrie
23. Memento – III – Requiescat

Anônimo Mineiro séc XVIII – Memento
O mais conciso dos Mementos aqui apresentados, possui seções que variam de apenas cinco a dez compassos, sendo duas delas modulantes de Si Bemol maior a Sol menor (Nec aspiciat e Requiescat). Como também é característico, prevalece a homofonia não imitativa, muito embora a maior independência entre as quatro vozes no expressivo Requiescat seja digno de nota, assim como a rápida diferenciação de textura que realça a palavra clamavi, no De profundis.
24. Memento – I – Memento. Nec aspiciat. De profundis. Nec aspiciat
25. Memento – II – Kyrie
26. Memento – III – Requiescat

Anônimo Mineiro séc XVIII – Memento
Pode-se destacar nesta peça, além de uma ênfase sobre a tonalidade da mediante, a predominância de ritmos pontuados no Nec aspiciat, o uso menos comum da métrica ternária no Kyrie e a presença de singelas imitações no Requiescat, sublinhando a expressão in pace.
27. Memento – I – Memento. Nec aspiciat. De profundis. Nec aspiciat
28. Memento – II – Kyrie
29. Memento – III – Requiescat

Pe. José Maurício Nunes Garcia – Libera Me
Esta obra, destinada à Encomendação Litúrgica de Adultos, contém o Responsório Libera me e o Kyrie, mas não o Requiescat, também prescrito para essa cerimônia.
30. Libera Me – I – Libera me
31. Libera Me – II – Kyrie

Pe. José Maurício Nunes Garcia – Memento
Trata-se de peça curta, austera e uniforme na tradicional tonalidade de Sol menor.
32. Memento – I – Memento. Nec aspiciat. De profundis. Nec aspiciat
33. Memento – II – Kyrie
34. Memento – III – Requiescat

Pe. José Maurício Nunes Garcia – Ego sum resurrectio
Esta singela Antífona do Benedictus (cantada na Encomendação Litúrgica de Adultos e nas Laudes dos Mortos), apesar de curta, apresenta grande variedade de texturas: homofonia e polifonia nas quatro vozes, além de um tratamento de vozes aos pares, que foge ao padrão mais comum da produção mauriciana. O tratamento tonal é simples, destacando-se o cromatismo do texto non morietur in æternum.
35. Ego Sum Resurrectio

(adaptado do encarte)

Conjunto Calíope & Orquestra Santa Tereza
Regência Júlio Moretzsohn
Museu da Música de Mariana – 2003
Projeto Acervo da Música Brasileira – Vol. IX – Música Fúnebre

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acervo-1

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pixotic

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Avicenna

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.: interlúdio :. Birkin Gainsbourg : le symphonique

Como disse um amigo, Jane Birkin e Serge Gainsbourg foi o casal das mais belas fotos. E a lindíssima Birkin costuma ainda vestir e despir as obras de Serge, o “poeta lendário”, cujas músicas ela cantou desde o primeiro álbum que ele compôs para ela, Serge Gainsbourg / Jane Birkin, de 1969. É assim até hoje. A morte de Serge não fez diferença: Jane usa as músicas de seu parceiro quando vai por aí. “É um privilégio que um dos maiores autores franceses tenha escrito para mim de meus 20 aos 45 anos. E, de certa forma, ele nunca parou. É uma situação estranha. Eu posso sempre levar as canções comigo. Digo suas palavras.” Sob a direção artística de Philippe Lerichomme, “o homem das sombras”, companheiro de viagem de Serge e Jane desde meados da década de 1970, o grande Nobuyuki Nakajima arranjou vinte e uma músicas. A chanson francesa nunca me interessou, mas é uma instituição romântica do país. Enquanto o rock varria o mundo, os franceses permaneciam cantando delicadas, lentas ou felizes canções românticas. Quando Gainsbourg morreu, em 1991, o presidente François Mitterrand disse: “Ele foi nosso Baudelaire, nosso Apollinaire… Ele elevou a música ao nível de arte”. Bem, já tinham feito isso muito antes, mas deixemos passar… A casa de Serge é um endereço bem conhecido, frequentemente é coberta por grafitis e poemas. O homem é mesmo uma lenda e sua mulher, então, sei lá. Eu gostei do disco, mas, cá entre nós, Jane Birkin está mais para musa — E QUE MUSA — do que para cantora. Ela diz as canções que ele escreveu para ela. E não precisa fazer mais.

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Birkin Gainsbourg : le symphonique

1. Lost Song
2. Dépression au-dessus du jardin
3. Baby Alone In Babylone
4. Physique et sans issue
5. Ces petits riens
6. L’aquoiboniste
7. Valse de Melody
8. Fuir le bonheur de peur qu’il ne se sauve
9. Requiem pour un con
10. Une chose entre autres
11. Amour des feintes
12. Exercice en forme de Z
13. Manon
14. La chanson de Prévert
15. Les dessous chics
16. L’amour de moi
17. Pull marine
18. La gadoue
19. Jane B.
20. L’anamour
21. La Javanaise

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Jane Birkin e Serge Gainsbourg

Jane Birkin e Serge Gainsbourg

PQP

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.: interlúdio:. Suíte Troileana / Lumière – Astor Piazzolla

Numa postagem anterior contamos como Dom Nonino, pai de Astor, salvou o filho para si e o gênio para nós, impedindo que o mesmo embarcasse no avião fatal de Gardel. Também contamos como Nadia Boulanger aconselhou o discípulo argentino a trilhar a senda do ‘si mesmo’, após vê-lo provar suas habilidades na imitação da arte de nomes como Debussy e Ravel. Um detalhe, segundo o próprio Astor, é que ela, após pedir-lhe que tocasse o que sabia de fato fazer, indagou se ele seria idiota de abandonar sua real natureza para ser um bom compositor erudito quando poderia ser único no que sabia fazer de fato – Tango; ou melhor, Novo Tango. Esta postagem traz duas obras: Suíte Troileana e Lumière. Lumière é a trilha sonora de um filme de 1976 com Jeanne Moreau, na qual destacamos a primeira faixa ‘Soledad’ pela sua profunda beleza e intensidade, tipicamente piazzólica; a segunda faixa ‘Muerte’ é uma daqueles momentos em que Astor nos desafia – convite aos fortes; seguida do luminoso tema ‘El Amor’ ou ‘Lumière’.

ehayieA Suíte Troileana, que se inicia na quinta faixa, foi uma dedicatória ao amigo, mentor e mestre do bandoneón Anibal Troilo (1914-1975), apelidado Pichuco, ou também Gordo Triste numa outra dedicatória de Astor. Aos 10 anos, o pequeno Anibal apaixonado pelo som dos bandoneóns que ressoavam nos bares do seu bairro em Buenos Aires, pediu a sua mãe Dona Felisa, que lhe desse uma daquelas caixas mágicas. Com este mesmo instrumento atravessaria toda a vida e Piazzolla em entrevista diz o quanto era inacreditável que conseguisse tocar daquela maneira naquele bandoneón velho e cheio de buracos no fole. Estreou aos 11 anos, mais tarde tocou num grupo de senhoritas e aos 14 anos tinha seu próprio quinteto, primeiro grupo dentre outros, dentre os quais contaria com Astor ao seu lado em sua orquestra e com quem gravou duas faixas em duo de bandoneóns, numa verdadeira conversa de cavalheiros. Dom Nonino, ao saber que o jovem filho andava em companhia de Troilo, dirigiu-se a ele e pediu que cuidasse bem do seu rebento. Troilo disse somente “deixe comigo”. ‘El Gato’, como o apelidou Troilo, aos 19 anos já era macaco velho nas noitadas e assim, ambos, de tango em tango e de um bife de chouriço a outro (maravilha das maravilhas portenhas); e claro, de garrafa em garrafa, viam o sol retornar invariavelmente ao fim de cada odisseia musical e boêmia, noite após noite – que inveja. Troilo se casou com uma grega, Dona Ida Dudui Kalacci, a ‘Zita’, homenageada na segunda peça da suíte de Astor. Comenta-se que Anibal, além de beber exemplarmente, também seria adepto das trilhas de pó cândido – e dai? Como diria o fantasma do velho Platão naquele poema do Yeats. Com a palavra Mr. Wilde: ‘não lamentemos que o poeta seja bêbado, mas que nem todo bêbado seja poeta’. Ora, este texto acaba se afigurando uma homenagem a Anibal, mas por que não, se a música presente já o é? Dando uma de Xenofonte para com Sócrates, vão aqui uns ‘ditos e feitos memoráveis’ de Pichuco. Quase à maneira de um teórico musical barroco discorrendo sobre a ‘teoria dos afetos’, Troilo nos diz: “El tono de la gente triste es el re menor. Re, fa, la es el acorde de los pobres, porque tiene color gris. La gente que sufre está toda en re menor.” Ainda em tom filosófico: “El sacrificio no está nunca en renunciar a lo que uno es. El verdadero sacrificio está en seguir siendo lo que uno es.” Palavras de Dona Zita: “Hoy va a tocar como Dios. Siempre toca como Dios cuando anda cerca del Diablo”. A um passo do fim Anibal deu todas suas camisas para um amigo, alegando que lá em cima não faria frio. O disco foi gravado em Milão, em 1975, ano da morte de Troilo e obviamente da composição da suíte a ele dedicada. Na gravação temos a participação do violinista Antonio Agri e de Daniel Piazzolla (filho do homem) aos sintetizadores.

xp22igAmbas as suítes têm algo em comum: beleza, densidade, intensidade, tanguedia, tragédia, tragicomédia, todas as dores e delícias do abismo de maravilhas que é a música de Astor. Talvez seja uma heresia, mas acresci ao disco as duas faixas de Astor em companhia de Troilo, descidas do youtube, que me parecem bem raras e fenomenais: ‘Volver’ e ‘El Motivo’. Se for pecado, o fogo eterno não me assusta depois dos verões bahianos. Estas suítes são o que certo escritor chamaria de uma longa jornada noite adentro. Coragem! Vale a pena, pois que de pequena a alma nada tem quando se trata de Piazzolla. Para que esse texto tenha sabor de filmes de James Bond, com alguma emoção a mais antes do final verdadeiro, só gostaria de mencionar que existe um Dia do Bandoneón, instituído pelo congresso Argentino em 2005, na data de 11 de julho, aniversário de Aníbal Troilo, um dos maiores em seu instrumento e no gênero musical, o imorredouro Tango.

Suíte Troileana / Lumière – Astor Piazzolla
Suite Troileana:
1) Bandoneón
2) Zita
3) Whiski
4) Escolaso

Lumiere (banda de sonido del film de J. Moreau):
5) Soledad
6) Muerte
7) El Amor
8) Evasión

9 El Motivo – Astor e Troilo duo
10 Volver – Astor e Troilo duo

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El Gato, Dona Zita e Pichuco. Felicidade e música.

El Gato, Dona Zita e Pichuco. Felicidade e música.

Wellbach

 

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Projeto Acervo da Música Brasileira – Vol. 8/9 – Ladainha de Nossa Senhora (Acervo PQPBach)

al6st3Ladainhas de Nossa Senhora
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Coral de Câmara São Paulo
Orquestra de Câmara Engenho Barroco
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Maestrina Naomi Munakata

Ladainha, do grego litaneuein e do latim litania, significa “pedir insistentemente”. Esse gênero litúrgico originou-se na procissão de rogações e de penitência usada em Roma desde pelo menos o século VI, que já incluía as invocações iniciais Kyrie eleison, Christe eleison, Christe audi nos, Christe exaudi nos, usadas até hoje. Novas invocações, contudo, foram acrescentadas entre os séculos VII e IX, como as dos Santos, sempre respondidas pelos fiéis com ora pro nobis (rogai por nós). Após a enorme difusão das Ladainhas e a multiplicação de invocações, nem sempre corretas ou interessantes sob o ponto de vista dogmático, Bento XIV proibiu a maioria delas, com exceção da Ladainha de Todos os Santos e da Ladainha de Nossa Senhora, também denominada Ladainha Loretana ou Lauretana.

José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita (Vila do Príncipe, 1746- Rio de Janeiro, 1805) – Ladainha em Sí Bemol Maior
Esta Ladainha destaca-se primeiramente pela expressividade dos motivos utilizados nas diferentes seções, além do domínio técnico das texturas e da escrita orquestral, características do autor. Observe-se, ainda, a vivacidade dos temas da Sancta Dei Genitrix e Rosa mystica, em contraste com o caráter mais sombrio e doloroso do motivo de Consolatrix afflictorum.
01. Ladainha em Sí Bemol Maior – 1. Kyrie
02. Ladainha em Sí Bemol Maior – 2. Pater de cœlis
03. Ladainha em Sí Bemol Maior – 3. Sancta Dei Genitrix
04. Ladainha em Sí Bemol Maior – 4. Rosa mystica
05. Ladainha em Sí Bemol Maior – 5. Consolatrix afflictorum
06. Ladainha em Sí Bemol Maior – 6. Regina Angelorum
07. Ladainha em Sí Bemol Maior – 7. Agnus Dei

José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita & Gervásio José da Fonseca (Serro, 1870-1914) – Ladainha em Lá Menor
Esta Ladainha é um exemplo significativo da maneira pela qual boa parte do repertório setecentista chegou aos nossos dias por meio das cópias produzidas no século XIX. Nesse processo de transmissão, os copistas adaptavam o antigo repertório aos novos padrões de gosto, aos novos instrumentos e às necessidades de ocasião.
08. Ladainha em Lá Menor – 1. Kyrie
09. Ladainha em Lá Menor – 2. Salus infirmorum
10. Ladainha em Lá Menor – 3. Regina Angelorum
11. Ladainha em Lá Menor – 4. Agnus Dei

Jerônimo de Souza (Séc. XVIII) – Ladainha em Sol Maior
O Museu da Música de Mariana possui onze conjuntos de manuscritos desta Ladainha, todos eles sem o nome do autor. Na coleção Curt Lange do Museu da Inconfidência de Ouro Preto (MG), entretanto, há uma cópia com a indicação “Jeronymo de Souza“, obviamente ambígua, uma vez que pode se referir tanto a Jerônimo de Souza Lobo, quanto ao seu (provável) filho, Jerônimo de Souza Queiroz, ambos atuantes em Vila Rica.
12. Ladainha em Sol Maior – 1. Kyrie. Sancta Maria
13. Ladainha em Sol Maior – 2. Mater Christi. Mater Salvatoris
14. Ladainha em Sol Maior – 3. Virgo prudentissima
15. Ladainha em Sol Maior – 4. Agnus Dei

Francisco de Melo Rodrigues (1786-1844) – Ladainha em Lá Menor
Há nesta peça uma ligação muito grande com o melodismo lírico italiano do século XVII, lembrando também várias características das modinhas. Apesar das interessantes soluções melódicas e harmônicas, a obra revela uma escrita bastante rústica, com frequente utilização de dissonâncias, conduções paralelas e diferenças harmônicas entre as partes vocais e instrumentais.
16. Ladainha em Lá Menor – 1. Kyrie.
17. Ladainha em Lá Menor – 2. Sancta Maria
18. Ladainha em Lá Menor – 3. Sancta Dei Genitrix
19. Ladainha em Lá Menor – 4. Domus aurea
20. Ladainha em Lá Menor – 5. Consolatrix afflictorum
21. Ladainha em Lá Menor – 6. Regina Angelorum

Anônimo (Séc. XVIII) – Ladainha em Ré Maior a Três Vozes
Uma das raras composições religiosas para três vozes e cordas nos acervos brasileiros de manuscritos musicais, esta Ladainha também é incomum pelo fato de apresentar um único movimento.
22. Ladainha em Ré Maior a Três Vozes – Kyrie
(adaptado do encarte)

Coral de Câmara São Paulo & Orquestra de Câmara Engenho Barroco
Regência Naomi Munakata
Museu da Música de Mariana – 2003
Projeto Acervo da Música Brasileira – Vol. VIII – Ladainha de Nossa Senhora

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Avicenna

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Projeto Acervo da Música Brasileira – Vol. 7/9 – Devocionário Popular aos Santos (Acervo PQPBach)

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Projeto Acervo da Música Brasileira – vol 7/9

Museu da Música de Mariana

As celebrações litúrgicas quotidianas compreendem, além de um Ciclo Temporal, também um Ciclo Santoral, destinado ao louvor das personalidades santificadas pela Igreja. Existe uma hierarquia nas festas dos Santos, encabeçadas pelas da Virgem Maria, que define sua solenidade e posição no calendário. Paralelamente, além das cerimônias estabelecidas pelo Rito Romano, foram comuns, no universo luso-brasileiro, cerimônias paralitúrgicas de louvor aos Santos, promovidas principalmente por irmandades e ordens terceiras, tais como Tríduos, Quinquenas, Setenários, Novenas e Trezenas, que constituem, portanto, cerimônias de  caráter popular, uma vez que não constam nos livros litúrgicos romanos. Para este volume, foram selecionadas composições encontradas em manuscritos do Museu da Música de Mariana que ilustram o devocionário popular a Nossa Senhora, São Francisco de Paula, São Francisco de Assis, Santo Antônio de Pádua, São Caetano e Santa Cecília.

Anônimo séc. XVIII
Trezena de São Francisco de Paula
A Trezena de São Francisco de Paula é uma cerimônia celebrada em treze dias consecutivos, culminando no dia 2 de abril
01. Trezena de São Francisco de Paula – 1. Invitatório – Regem Confessorum
02. Trezena de São Francisco de Paula – 2. Veni Sancte Spiritus – Veni Sancte Spiritus.
03. Trezena de São Francisco de Paula – 3. Hino – Germen o mirum. Andante
04. Trezena de São Francisco de Paula – 4. Antífona – Mihi omnium. Largo
05. Trezena de São Francisco de Paula – 5. Responsório – Si quœris miracula. Moderato
06. Trezena de São Francisco de Paula – 6. Responsório – Cedit mare. Andante
07. Trezena de São Francisco de Paula – 7. Responsório – Quot pereunt. Moderato
08. Trezena de São Francisco de Paula – 8. Responsório – Cedit mare. Andante
09. Trezena de São Francisco de Paula – 9. Responsório – Gloria patri (Sem andamento)
10. Trezena de São Francisco de Paula – 10. Responsório – Cedit mare. Andante

Oração Litânica
11. Oração Litânica – 1. Kyrie. Allegro
12. Oração Litânica – 2. Franciscus triador. Allegro

Trezena de Santo Antônio de Pádua
A Trezena de Santo Antônio de Pádua, como a precedente, é celebrada em treze dias, porém culminando em 13 de junho. Obra singela, sem rebuscamentos, compõe-se apenas de Invitatório e Responsório, aos quais se somariam certamente trechos de cantochão ou de música tradicional.
13. Trezena de Santo Antônio de Pádua – 1. Invitatório – Regem Dominum. Andante
14. Trezena de Santo Antônio de Pádua – 2. Responsório – Si quœris miracula.
15. Trezena de Santo Antônio de Pádua – 3. Responsório – Cedunt mare. Allegro
16. Trezena de Santo Antônio de Pádua – 4. Responsório – Pereunt pericula. Moderato
17. Trezena de Santo Antônio de Pádua – 5. Responsório – Cedunt mare. Allegro
18. Trezena de Santo Antônio de Pádua – 6. Responsório – Gloria Patri. Andante
19. Trezena de Santo Antônio de Pádua – 7. Responsório – Cedunt mare. Allegro

 Anônimo, séc. XVIII e Pe. João de Deus de Castro Lobo (Vila Rica, 1794 – Mariana, 1832)
Novena de São Francisco de Assis
Celebrada nos nove dias que antecedem o dia 4 de outubro, esta Novena, da maneira como está apresentada nesta gravação, não foi composta por um único autor. Trata-se, provavelmente, da reunião, em um mesmo manuscrito, de peças isoladas ou de unidades funcionais extraídas de obras diversas, procedimento não incomum em muitas fontes que transmitem esse repertório.

Anônimo, séc. XVIII
20. Novena de São Francisco de Assis – 1. Veni Sancte Spiritus. Andante assai
21. Novena de São Francisco de Assis – 2. Deus in adjutorium – Deus in adjuntorium. Domine, ad adjuvandum. Cantochão. Allegro
22. Novena de São Francisco de Assis – 3. Gloria Patri – Gloria Patri. Sicut erat. Largo.
23. Novena de São Francisco de Assis – 4. Hino – Iste Confessor. Amen. Allegro. Allegro
24. Novena de São Francisco de Assis – 5. Antífona I – Salve, Sancte Pater. Andante
25. Novena de São Francisco de Assis – 6. Antífona II – Salve, Sancte Pater. Andantino
26. Novena de São Francisco de Assis – 7. Antífona III – Salve, Sancte Pater. Largo assai

Pe. João de Deus de Castro Lobo (Vila Rica, 1794 – Mariana, 1832)
Plorans ploravit
Toques mixolídios e insistentes pedais harmônicos marcam esta breve peça. Extraído de Jeremias, Lamentação 1, 1-2, o Profeta lastima a sorte de Jerusalém, retratando-a como uma viúva em prantos.
27. Plorans ploravit – Moderato

Miguel Teodoro Ferreira (Caeté, 1788 – 1818)
Responsório de São Caetano
O texto latino deste Responsório exalta o poder de cura atribuído a São Caetano, tanto das enfermidades do corpo quanto da mente e da alma, fazendo referência a Nápoles, onde o Santo passou os quatro últimos anos de sua vida. A festa em seu nome é celebrada em 7 de agosto, inclusive com Novena, para o qual deve ter sido escrito este Responsório.
28. Responsório de São Caetano – 1. Si quœris beneficia. (Sem andamento)
29. Responsório de São Caetano – 2. Arœquœ flore. Allegro
30. Responsório de São Caetano – 3. Scit ista gens. Andante
31. Responsório de São Caetano – 4. Arœquœ flore. Allegro
32. Responsório de São Caetano – 5. Gloria Patri. (Sem andamento)
33. Responsório de São Caetano – 6. Arœquœ flore. Allegro

Anônimo séc. XVIII
Responsório de Santo Antônio de Pádua
As síncopas e a harmonia, sempre no campo de Ré maior, favorecem a manifestação expansiva de afeto e alegria, tão características dos festejos populares.
34. Responsório de Santo Antônio de Pádua – 1. Si quœris miracula. Largo
35. Responsório de Santo Antônio de Pádua – 2. Cedunt mare. Allegro
36. Responsório de Santo Antônio de Pádua – 3. Pereunt pericula. Andante
37. Responsório de Santo Antônio de Pádua – 4. Cedunt mare. Allegro
38. Responsório de Santo Antônio de Pádua – 5. Gloria Patri. Andante moderato
39. Responsório de Santo Antônio de Pádua – 6. Cedunt mare. Allegro

Emílio Soares de Gouveia Horta Júnior (Séc. XIX)
Hino a Santa Cecília
Este Hino, dedicado à festividade de Santa Cecília (22 de novembro), apresenta características bastante semelhantes à Ária do Pregador Maria Mater Gratiæ, do mesmo autor, sendo igualmente um claro exemplo de influência da ópera italiana no gosto musical brasileiro do século XIX. (extraído do encarte)
40. Hino a Santa Cecília – 1. Jesu corona. Qui pergis. Allegro. Cantabile
41. Hino a Santa Cecília – 2. Te deprecamur. Allegro moderato

Grupo Arcade da UFMG e músicos convidados
Maestro Rafael Grimaldi
Museu da Música de Mariana – 2003
Projeto Acervo da Música Brasileira – Vol. VII – Devocionário Popular aos Santos

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Béla Bártok (1881-1945): Os Três Concertos para Piano

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um disco arrebatador: música do mais alto nível em notável interpretação! Este disco mais parece um sonho de tão bom. Só encontra rival no campeão deste extraordinário repertório. Era de se prever: os húngaros entendem melhor Bartók do que os outros… Esta é uma gravação em 1996 de András Schiff e da Orquestra do Festival de Budapeste, liderada por Ivan Fischer. O time toca um Bartók elegante e majestoso. Schiff está excelente e o som da orquestra chega cheio e reverberante. E Schiff reclama: “O Segundo Concerto é provavelmente a peça mais difícil que já toquei. Geralmente acabo com o teclado sujo de sangue, machuco os dedos”. E, bem, falar destes três concertos é bobagem. Talvez seja o que de melhor tivemos no século XX. Para ouvir este disco e aquele que está no link acima, basta apertar os cintos e viajar. Você estará num passeio surpreendente e feliz.

Béla Bártok (1881-1945): Os Três Concertos para Piano

Piano Concerto No. 1, Sz 83
01. Allegro moderato. Allegro
02. Andante
03. Allegro. Allegro molto

Piano Concerto No. 2, Sz 95
04. Allegro
05. Adagio. Presto. Adagio
06. Allegro molto

Piano Concerto No. 3, Sz 119
07. Allegretto
08. Adagio religioso
09. [Allegro vivace]

Budapest Festival Orchestra
Iván Fischer, regente
András Schiff piano

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Béla Bartók

Béla Bartók

Carlinus

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Projeto Acervo da Música Brasileira – Vol. 6/9 – Quinta-Feira Santa (Acervo PQPBach)

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Conjunto Calíope & Orquestra Santa Tereza
Julio Moretzsohn, regente

Museu da Música de Mariana

Projeto Acervo da Música Brasileira

Para esta postagem foram selecionados manuscritos do Museu da Música de Mariana com composições para as Matinas; para o Salmo 50 (Miserere) cantado nas Laudes; para o Gradual e Ofertório da Missa e para a Procissão do Santíssimo Sacramento.

Jerônimo de Souza Queiróz (V. Rica, sec. XVIII – 1826?)
01. Matinas de Quinta-Feira Santa – 1. Antífona – Zelus domus. Andante
02. Matinas de Quinta-Feira Santa – 2. Lição I – Incipit Lamentatio… Aleph. Andante moderato
03. Matinas de Quinta-Feira Santa – 3. Responsório I – In monti Oliveti. Andante
04. Matinas de Quinta-Feira Santa – 4. Responsório I – Spiritus quidem. Allegro
05. Matinas de Quinta-Feira Santa – 5. Responsório I – Vigilate. Adaggio
06. Matinas de Quinta-Feira Santa – 6. Responsório I – Spiritus quidem. Allegro
07. Matinas de Quinta-Feira Santa – 7. Responsório II – Tristis est. Moderato
08. Matinas de Quinta-Feira Santa – 8. Responsório II – Vos fugam. Allegro
09. Matinas de Quinta-Feira Santa – 9. Responsório II – Ecce appropinquat. Adagio
10. Matinas de Quinta-Feira Santa – 10. Responsório II – Vos fugam. Allegro
11. Matinas de Quinta-Feira Santa – 11. Responsório III – Ecce vidimus. Andante
12. Matinas de Quinta-Feira Santa – 12. Responsório III – Cujus livore. Allegro
13. Matinas de Quinta-Feira Santa – 13. Responsório III – Vere languores. Adagio
14. Matinas de Quinta-Feira Santa – 14. Responsório III – Cujus livore. Allegro
15. Matinas de Quinta-Feira Santa – 15. Responsório III – Ecce vidimus. Andante
16. Matinas de Quinta-Feira Santa – 16. Responsório III – Cujus livore. Allegro
17. Matinas de Quinta-Feira Santa – 17. Lição IV – Ex Tractatu… Exaudi, Deus. Cantochão. Moderato. Adagio. Tempo I
18. Matinas de Quinta-Feira Santa – 18. Responsório IV – Amicus meus. Andante
19. Matinas de Quinta-Feira Santa – 19. Responsório IV – Infelix. Allegro
20. Matinas de Quinta-Feira Santa – 20. Responsório IV – Bonum. Adagio
21. Matinas de Quinta-Feira Santa – 21. Responsório IV – Infelix. Allegro
22. Matinas de Quinta-Feira Santa – 22. Responsório V – Judas mercator. Adagio
23. Matinas de Quinta-Feira Santa – 23. Responsório V – Denariorum. Allegro
24. Matinas de Quinta-Feira Santa – 24. Responsório V – Melius. Adagio
25. Matinas de Quinta-Feira Santa – 25. Responsório V – Denariorum. Allegro
26. Matinas de Quinta-Feira Santa – 26. Responsório VI – Unus. Adagio
27. Matinas de Quinta-Feira Santa – 27. Responsório VI – Melius. Allegro
28. Matinas de Quinta-Feira Santa – 28. Responsório VI – Qui intingit. Adagio
29. Matinas de Quinta-Feira Santa – 29. Responsório VI – Melius. Allegro
30. Matinas de Quinta-Feira Santa – 30. Responsório VI – Unus. Adagio
31. Matinas de Quinta-Feira Santa – 31. Responsório VI – Melius. Allegro
32. Matinas de Quinta-Feira Santa – 32. Lição VII – De Epistola… Hoc autem. Cantochão. Moderato
33. Matinas de Quinta-Feira Santa – 33. Responsório VII – Eram quase. Andante
34. Matinas de Quinta-Feira Santa – 34. Responsório VII – Venite. Allegro
35. Matinas de Quinta-Feira Santa – 35. Responsório VII – Omnis. Moderato
36. Matinas de Quinta-Feira Santa – 36. Responsório VII – Venite. Allegro
37. Matinas de Quinta-Feira Santa – 37. Responsório VIII – Una hora. Largheto. Allegro. Adagio. Allegro
38. Matinas de Quinta-Feira Santa – 38. Responsório VIII – Vel Judam. Allegro
39. Matinas de Quinta-Feira Santa – 39. Responsório VIII – Quid dormitis. Adagio
40. Matinas de Quinta-Feira Santa – 40. Responsório VIII – Vel Judam. Allegro
41. Matinas de Quinta-Feira Santa – 41. Responsório IX – Seniores populi. Adagio
42. Matinas de Quinta-Feira Santa – 42. Responsório IX – Ut Jesum. Allegro
43. Matinas de Quinta-Feira Santa – 43. Responsório IX – Collegerunt. Adagio
44. Matinas de Quinta-Feira Santa – 44. Responsório IX – Ut Jesum. Allegro
45. Matinas de Quinta-Feira Santa – 45. Responsório IX – Seniores populi. Adagio
46. Matinas de Quinta-Feira Santa – 46. Responsório IX – Ut Jesum. Allegro
Anônimo (Séc. XVIII)
47. Miserere (Salmo 50) – 1. Miserere mei, Deus. Et secundum. Amplius. Quoniam. Tibi soli. Andante
48. Miserere (Salmo 50) – 2. Ecce enim in iniquitatibus. Ecce enim veritatem. Asperges. Auditui. Averte. Cantochão
49. Miserere (Salmo 50) – 3. Cor mundum. Ne projicias. Redde mihi. Docebo. Andante
50. Miserere (Salmo 50) – 4. Lebera me. Domine. Quoniam si. Cantochão
51. Miserere (Salmo 50) – 5. Sacrificium Deo. Benigne fac. Tunc acceptabis. Andante
Anônimo (Séc. XVIII)
52. Gradual e Ofertório de Quinta-feira Santa em Fá – 1. Gradual – Christus factus est. Propter quod. Andante
53. Gradual e Ofertório de Quinta-feira Santa em Fá – 2. Ofertório – Dextera Domini. Andante
54. Gradual e Ofertório de Quinta-feira Santa em Ré – 1. Gradual – Christus factus est. Andante
55. Gradual e Ofertório de Quinta-feira Santa em Ré – 2. Ofertório – Dextera Domini. Comodo
Bento Pereira (de Magalhães?) (Séc. XVIII)
56. Pange  lingua – 1. Pange lingua (sem andamento)
57. Pange  lingua – 2. Nobis datus (sem andamento)
58. Pange  lingua – 3. In supremæ (sem andamento)
59. Pange  lingua – 4. Verbum caro (sem andamento)
60. Pange  lingua – 5. Tantum ergo (sem andamento)
61. Pange  lingua – 6. Genitori, Genitoque (sem andamento)

Palhinha: ouça 02. Matinas de Quinta-Feira Santa – 2. Lição I – Incipit Lamentatio… Aleph.

Conjunto Calíope & Orquestra Santa Tereza
Julio Moretzsohn, regente
Museu da Música de Mariana
Projeto Acervo da Música Brasileira – Vol. VI – Quinta-Feira Santa – 2003
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Projeto Acervo da Música Brasileira – Vol. 5/9 – Natal (Acervo PQPBach)

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Brasilessentia & Orquestra de Câmara Engenho Barroco.
Maestro Vitor Gabriel

Museu da Música de Mariana

Projeto Acervo da Música Brasileira

O ano litúrgico, na tradição cristã, foi dividido em vários períodos, para orientar o caráter das celebrações religiosas, mantendo-se, em tal divisão, algumas heranças judaicas e romanas pré-cristãs.

A fórmula adotada no rito tridentino prevê, para o período de doze meses, dois grandes ciclos: o do Natal e o da Páscoa. O Ciclo do Natal, que celebra o mistério da encarnação, corresponde, aproximadamente, ao inverno do hemisfério norte, sendo calculados os seus tempos em relação ao dia da semana em que figura a Natividade ou dia de Natal (25 de dezembro). Nessa ocasião, eram normalmente celebrados os Ofícios Divinos (principalmente as Vésperas, Matinas e Laudes) e as tres Missas (da noite, da aurora e do dia), cerimônias mais comuns em igrejas regulares e diocesanas (especialmente catedrais) que em capelas de irmandades ou ordens terceiras. Além dessas funções, também foi comum a inserção, nas Missas, de um solo ou Moteto ao Pregador, gênero paralitúrgico bastante utilizado no Brasil durante os séculos XVIII e XIX.

Para este volume foram selecionadas duas composições especificamente escritas para o Natal (Matinas e Solo ao Pregador), além de um Te Deum sem especificação cerimonial, mas que também poderia ser utilizado como Responsório IX das Matinas. (extraído do encarte e do livro de partituras)

Projeto Acervo da Música Brasileira – Vol. V – Natal
Anônimo Mineiro séc XVIII
01. Matinas do Natal – 1. Invitatório – Christus natus est/venite, adoremus
02. Matinas do Natal – 2. Responsório I – Hodie nobis cœlorum
03. Matinas do Natal – 3. Responsório I – Gaudet exercitus – Allegro
04. Matinas do Natal – 4. Responsório I – Gloria in excelsis
05. Matinas do Natal – 5. Responsório I – Gaudet exercitus – Allegro
06. Matinas do Natal – 6. Responsório I – Gloria Patri – Cantochão
07. Matinas do Natal – 7. Responsório I – Hodie nobis cœlorum
08. Matinas do Natal – 8. Responsório I – Gaudet exercitus – Allegro
09. Matinas do Natal – 9. Responsório II – Hodie nobis de cœlo – Allegro
10. Matinas do Natal – 10. Responsório II – Hodie per totum – Allegro
11. Matinas do Natal – 11. Responsório II – Hodie illuxit
12. Matinas do Natal – 12. Responsório II – Hodie per totum – Allegro
13. Matinas do Natal – 13. Responsório III – Quem vidistis – Allegro
14. Matinas do Natal – 14. Responsório III – Natum vidimus – Allegro
15. Matinas do Natal – 15. Responsório III – Dicite, quidnam
16. Matinas do Natal – 16. Responsório III – Natum vidimus – Allegro
17. Matinas do Natal – 17. Responsório III – Gloria Patri – Cantochão
18. Matinas do Natal – 18. Responsório III – Natum vidimus – Allegro
19. Matinas do Natal – 19. Responsório IV – O magnum – Allegro
20. Matinas do Natal – 20. Responsório IV – Beata Virgo – Allegro
21. Matinas do Natal – 21. Responsório IV – Ave, Maria
22. Matinas do Natal – 22. Responsório IV – Beata Virgo – Allegro
23. Matinas do Natal – 23. Responsório V – Beata Dei – Allegro
24. Matinas do Natal – 24. Responsório V – Hodie geniut – Allegro
25. Matinas do Natal – 25. Responsório V – Beata, quæ credidit
26. Matinas do Natal – 26. Responsório V – Hodie geniut – Allegro
27. Matinas do Natal – 27. Responsório VI – Sancta et immaculata – Allegro
28. Matinas do Natal – 28. Responsório VI – Quia quem – Allegro
29. Matinas do Natal – 29. Responsório VI – Benedicta
30. Matinas do Natal – 30. Responsório VI – Quia quem – Allegro
31. Matinas do Natal – 31. Responsório VI – Gloria Patri – Cantochão
32. Matinas do Natal – 32. Responsório VI – Quia quem – Allegro
33. Matinas do Natal – 33. Responsório VII – Beata viscera – Allegro
34. Matinas do Natal – 34. Responsório VII – Qui hodie – Allegro
35. Matinas do Natal – 35. Responsório VII – Dies santificatus
36. Matinas do Natal – 36. Responsório VII – Qui hodie – Allegro
Francisco da Luz Pinto (c.1798-1865)
37. Te Deum – 1. Te Deum/Te Dominum – Cantochão. Allegro maestoso
38. Te Deum – 2. Te æternum Patrem – Cantochão
39. Te Deum – 3. Tibi omnes – Larghetto
40. Te Deum – 4. Tibi Cherubim – Cantochão
41. Te Deum – 5. Sanctus – Allegro non molto
42. Te Deum – 6. Pleni sunt – Cantochão
43. Te Deum – 7. Te gloriosis – Allegro
44. Te Deum – 8. Te Prophetarum – Allegro maestoso
45. Te Deum – 9. Te Martyrum – Allegro maestoso
46. Te Deum – 10. Te per orbem – Cantochão
47. Te Deum – 11. Patrem immensæ – Allegro
48. Te Deum – 12. Venerandum tuum verum – Cantochão
49. Te Deum – 13. Sanctum quoque – Andante
50. Te Deum – 14. Tu Rex gloræ – Cantochão
51. Te Deum – 15. Tu Patris – Allegro brillante
52. Te Deum – 16. Tu ad liberandum – Cantochão
53. Te Deum – 17. Tu devicto – Andante un poco sostenuto
54. Te Deum – 18. Aperuisti credentibus – Allegro
55. Te Deum – 19. Tu ad dexteram – Cantochão
56. Te Deum – 20. Judex crederis – Allegro maestoso
57. Te Deum – 21 Te ergo – Larghetto
58. Te Deum – 22. Æterna fac – Cantochão
59. Te Deum – 23. Salvum fac – Allegro moderato
60. Te Deum – 24. Et rege eos – Cantochão
61. Te Deum – 25 Per singulos dies – Allegro non molto
62. Te Deum – 26. Et laudamus – Cantochão
63. Te Deum – 27. Dignare Domine – Allegro
64. Te Deum – 28. Misere nostri – Cantochão
65. Te Deum – 29 Fiat misericordia – Larghetto
66. Te Deum – 30. In te, Domine – Alegro
C. G. de Moura
67. Hodie Christus natus est (Solo ao Pregador) – 1. Hodie Christus natus – Larghetto maestoso
68. Hodie Christus natus est (Solo ao Pregador) – 2. Hodie Christus natus – Allegretto

Brasilessentia & Orquestra de Câmara Engenho Barroco
Vitor Gabriel, regente
Museu da Música de Mariana – 2002
Projeto Acervo da Música Brasileira – Vol. V – Natal

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Johann Sebastian Bach (1685-1750): Suíte Inglesa No.2 BWV 807, Toccata BWV 912, Abertura Francesa BWV 831

IM-PER-DÍ-VEL !!!

A moscovita Yulianna Avdeeva (1985) ganhou fama internacional ao vencer em 2010 o primeiro prêmio da 16ª edição do Concurso Chopin em Varsóvia. Quem já ganhou este prêmio? Ora, Maurizio Pollini, Martha Argerich, Bella Davidovich, Krystian Zimerman… Curiosamente, às vezes o juri desta competição pensa que ninguém merece o primeiro prêmio e dá os prêmios apenas a partir do segundo lugar. Tudo para que o Concurso Chopin tenha seu prestígio preservado. Ela estudou com Konstantin Scherbakov, mas isto não interessa agora. Interessa é dizer que ela faz seu piano cantar como poucas vezes ouvi. Este disco é excelente. Sua versão da Suíte Inglesa #2 demonstra que Avdeeva tem voz própria e grande personalidade. Ela faz tudo com originalidade. Já a Toccata e a Abertura em Estilo Francês nos chegam como verdadeiras pérolas.

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Suíte Inglesa No.2 BWV 807, Toccata BWV 912, Abertura Francesa BWV 831

1 English Suite No. 2 in A Minor, BWV 807: I. Prélude 5:00
2 English Suite No. 2 in A Minor, BWV 807: II. Allemande 3:37
3 English Suite No. 2 in A Minor, BWV 807: III. Courante 1:38
4 English Suite No. 2 in A Minor, BWV 807: IV. Sarabande 3:30
5 English Suite No. 2 in A Minor, BWV 807: V. Bourrée I/II 4:15
6 English Suite No. 2 in A Minor, BWV 807: VI. Gigue 3:33

7 Toccata in D Major, BWV 912 10:30

8 Overture in the French Style in B Minor, BWV 831: I. Ouverture 12:35
9 Overture in the French Style in B Minor, BWV 831: II. Courante 2:14
10 Overture in the French Style in B Minor, BWV 831: III. Gavotte I/II 3:22
11 Overture in the French Style in B Minor, BWV 831: IV. Passepied I/II 2:27
12 Overture in the French Style in B Minor, BWV 831: VI. Sarabande 3:35
13 Overture in the French Style in B Minor, BWV 831: VI. Bourrée I/II 2:29
14 Overture in the French Style in B Minor, BWV 831: VII. Gigue 2:28
15 Overture In The French Style In B Minor, Bwv 831: VIII. Echo 3:01

Yulianna Avdeeva, piano

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Yulianna Avdeeva, um espanto só

Yulianna Avdeeva, um espanto só

PQP

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.:interlúdio:. Libertango – Astor Piazzolla

Libertango foi gravado na Itália em 1974 com excelentes arranjos e intérpretes em torno do mestre. É uma suíte – assim como foi no princípio, para todo o sempre, desde o Pai João Sebastião de Eisenach, que também gostava de suítes. Libertango, Tristango, Undertango… Um trem bala de emoções, ou talvez um Expresso do Oriente – para ser mais clássico, com rosas e navalhas; pois que a música do mestre argentino talvez pudesse ser representada numa flor com pétalas de gillettes. Acho que furei o vinil desta gravação há umas três décadas atrás e por falar em vinil, falemos a boca pequena como as remasterizações costumam ser mal vindas, pois que os técnicos dos artefatos sonoros não são artistas, apenas cientistas e não fazem ideia que existem faces e interfaces em uma gravação. Existem solistas e acompanhadores e no seu ‘nobre’ esforço por ressaltar todos os matizes dos antigos registros, acabam por impor a cozinha à frente da sala. Dissecam as gravações e os mergulham em alguma mistura daquelas que o Heródoto em sua História nos aponta como a receita ideal para ser fazer múmias. Depois penduram os sons em algum varal no terraço de algum laboratório por uns dias e recolhem para colar tudo, nivelando com precisão geométrica as alturas. O resultado é que se ouvem mais os acompanhadores que os solistas e é uma bosta. Mas fazer o que… Sempre pagamos algum preço nesta vida.

25s283mMas a qualidade soberba do material não se discute. Sobre o tema que intitula o disco, é um dos mais reciclados do mestre, por ele mesmo e por uma infinidade de artistas. Já se comentou que se referiria á liberdade composicional do seu Tango Nuevo e quando estive em Buenos Aires numa formidável casa de espetáculos na qual até os cavalos dançavam tango – é sério! Serviram o tema com uma coreografia de caráter sexual, o que não me parece ter nada a ver, embora certamente Astor nada tivesse contra isso. Mas me parece que Libertango se referiria à sua sensação de liberdade ao se instalar nos EUA e lá dar curso às suas inovações sem o enchimento de saco dos conservadores da Argentina. Sabe-se que ele e sua família chegaram a sofrer ameaças e que ele mesmo foi atacado durante um ensaio, porém, homem precavido, armara-se de um sifão de metal e o estrago foi apreciável. Em uma entrevista ele ressalta a importância do músico fazer karatê e estar preparado a literalmente lutar por sua música – concordo inteiramente.

Sobre Astor comentamos à farta nas postagens anteriores, assim, pedindo socorro à poesia, trago aqui um dos meus poemas preferidos do formidável Ferreira Gullar. Me parece que neste arranjo de palavras estaria inscrito algo do sentido e intensidade e beleza deste disco, mas não pontifico sobre nada:

Pela rua

Sem qualquer esperança
detenho-me diante de uma vitrina de bolsas
na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, domingo,
enquanto o crepúsculo se desata sobre o bairro.
Sem qualquer esperança
te espero.
Na multidão que vai e vem
entra e sai dos bares e cinemas
surge teu rosto e some
num vislumbre
e o coração dispara.
Te vejo no restaurante
na fila do cinema, de azul
diriges um automóvel, a pé
cruzas a rua
miragem
que finalmente se desintegra com a tarde acima dos edifícios
e se esvai nas nuvens.
A cidade é grande
tem quatro milhões de habitantes e tu és uma só.
Em algum lugar estás a esta hora, parada ou andando,
talvez na rua ao lado, talvez na praia
talvez converses num bar distante
ou no terraço desse edifício em frente,
talvez estejas vindo ao meu encontro, sem o saberes,
misturada às pessoas que vejo ao longo da Avenida.
Mas que esperança! Tenho
uma chance em quatro milhões.
Ah, se ao menos fosses mil
disseminada pela cidade.
A noite se ergue comercial
nas constelações da Avenida.
Sem qualquer esperança
continuo
e meu coração vai repetindo teu nome
abafado pelo barulho dos motores
solto ao fumo da gasolina queimada.

Toda Poesia 1950 – 1980 – Ferreira Gullar
Editora Civilização Brasileira – 2ª edição 1981

2469gr7

(…) Uma das faixas é o seu maior sucesso de público, Adios Nonino, tema pelo qual homenageou seu pai Dom Nonino. A quem devemos muito, como foi contado em postagens anteriores. Boa sorte a todos que aqui entrais – o que poderia estar escrito nos portais da música de Piazzolla, se acaso fosse alguma espécie de Inferno de dantescas maravilhas.

Libertango – Astor Piazzolla

  1. Libertango
  2. Meditango
  3. Undertango
  4. Adiós Nonino
  5. Violentango
  6. Novitango
  7. Amelitango
  8. Tristango

Bandoneon – Astor Piazzolla
Bass Guitar [E-BassGui] – Giuseppe Prestipino
Cello [1.Cello] – Paolo Salvi (tracks: 1)
Drums [Schlagzeug], Percussion [Perkussion] – Tullio De Piscopo
Flute [Baßflöte] – Gianni Bedori, Marlene Kessik
Flute [Flöten] – Gianni Baiocco, Hugo Heredia
Guitar [Gitarre] – Filippo Daccò
Marimba – Gianni Zilioli
Organ [Hammond C3] – Felice Da Vià, Gianni Zilioli
Piano – Felice Da Vià
Timpani, Percussion [Perkussion] – Andrea Poggi
Viola [1.Bratsche] – Elsa Parravicini
Violin [1.Geige] – Umberto Benedetti Michelangeli

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Wellbach

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Projeto Acervo da Música Brasileira – Vol. 4/9 – Conceição e Assunção de Nossa Senhora (Acervo PQPBach)

34tan1tProjeto Acervo da Música Brasileira
Vol. IV – Conceição e Assunção de Nossa Senhora

Um excelente texto do Museu da Música de Mariana sobre o Dogma da Assunção! Aqui

Este é o 4º CD de uma série de 9 do Projeto Acervo da Música Brasileira – Restauração e Difusão de Partituras, uma das mais completas e arrojadas iniciativas de recuperação, preservação e divulgação do patrimônio musical do país. Obras preciosas da música religiosa brasileira dos séculos XVII a XX, antes restritas ao espaço do Museu da Música de Mariana foram reconstituídas, reorganizadas, editadas e oferecidas ao grande público na forma de concertos, CDs e livros de partituras, também acessíveis pela Internet. (http://www.mmmariana.com.br)

Pela profundidade, abrangência e volume de ações e recursos envolvidos, o projeto alcançou proporções inéditas no país. O Museu da Música de Mariana é um dos mais importantes acervos latino-americanos de música religiosa manuscrita, com mais de duas mil partituras. Muitas delas foram salvas pelo trabalho de restauração, já que estavam em estado precário de preservação. Foi recuperada a estrutura original das partituras tal como concebidas por seus autores.

O projeto envolveu 150 profissionais, com destaque para a equipe de musicólogos recrutada entre os melhores do país. A reorganização e nova catalogação foram realizadas com uma metodologia desenvolvida no final da década de 90 e pela primeira vez aplicada, em sua total potencialidade, em um acervo brasileiro do gênero. O modelo de inventário adotado já se qualifica como referência latino-americana na área de acervos de manuscritos musicais.

Ao cabo de 4 anos, de 2001 a 2003, foram produzidos 9 CDs de músicas sacras dos séculos XVIII e XIX, cantadas nas igrejas brasileiras durante as celebrações litúrgicas da época. Todos os 9 CDs apresentam músicas inéditas, foram produzidos e distribuidos somente 1.000 exemplares de cada. Hoje é considerada uma coleção rara e está esgotada! Este 4º CD é dedicado à Conceição e Assunção de Nossa Senhora.

Em Portugal, o culto à Assunção já era comum na Idade Média mas, após a vitória contra os castelhanos na Batalha de Aljubarrota, em 15 de agosto de 1385, D. João I determinou que todas as catedrais do reino fossem consagradas à Nossa Senhora da Assunção, tradição que se estendeu também ao Brasil.

O culto à Conceição foi oficialmente instituído no reino de Portugal e suas conquistas por D. joão IV em 25 de março de 1646 e representa, desde o século XVII, a mais popular das festas marianas celebradas no Brasil. Minas Gerais é, por excelência, a terra de Nossa Senhora da Conceição, não havendo uma só matriz, capela filial de outras invocações ou ermida sem um altar ou imagem de Maria Imaculada.

Nos séculos XVIII e XIX, eram principalmente musicadas, nas celebrações brasileiras da Conceição e da Assunção, as Matinas, as Vésperas e a Missa, mas também foi comum a prática de gêneros paralitúrgicos, como as Novenas e a música ao Pregador (em forma de ária ou solo ou moteto coral).  O Museu da Música de Mariana reune dezenas de obras para tais ocasiões, nove delas selecionadas para esta gravação. (resumo do encarte e do livro de partitura)

Projeto Acervo da Música Brasileira – Vol. IV – Conceição e Assunção de Nossa Senhora
Anônimo (Séc. XVIII)
01. Novena de Nossa Senhora da Conceição – 1. Invitatório – Conceptionem Virginis Mariæ (Sem andamento)
02. Novena de Nossa Senhora da Conceição – 2. Invitatório – Deus in adjutorium (Sem andamento)
03. Novena de Nossa Senhora da Conceição – 3. Invitatório – Veni Sancte Spiritus. Largo
04. Novena de Nossa Senhora da Conceição – 4. Jaculatória – Virgem sagrada (Sem andamento)
05. Novena de Nossa Senhora da Conceição – 5. Hino – Lux ecce. Choris triumphat. Andante. Largo
06. Novena de Nossa Senhora da Conceição – 6. Conceptio tua Dei Genitrix – Conceptio tua Dei Genitrix. Largo
07. Novena de Nossa Senhora da Conceição – 7. Antífona – Tota pulchra es, Maria. Largo
08. Invitatório e Jaculatória da Novena de Nossa Senhora da Conceição 1. Invitatório – Conceptionem Virginis Mariæ. (Sem andamento)
09. Invitatório e Jaculatória da Novena de Nossa Senhora da Conceição 2. Jaculatória – Virgem sagrada. Moderato
10. Novena de Nossa Senhora da Assunção – 1. Invitatório – Venite, adoremus. Cujus hodie. Largo. Andante
11. Novena de Nossa Senhora da Assunção – 2. Deus in adjutorium – Deus in adjutorium. Gloria Patri. Andante assai
12. Novena de Nossa Senhora da Assunção – 3. Sicut erat – Sicut erat. Allegro
13. Novena de Nossa Senhora da Assunção – 4. Hino – Ave maris stella. Andante
14. Novena de Nossa Senhora da Assunção – 5. Antífona – Exaltata est. Largo
15. Tota pulchra es, Maria
16. Sicut cedrus – 1. Sicut cedrus – Sicut cedrus. Andante
17. Sicut cedrus – 2. Sicut cedrus – Dedi suavitatem. Allegro
18. Sicut cedrus – 3. Sicut cedrus – Et sicut cinnamomum. Andante
19. Sicut cedrus – 4. Sicut cedrus – Dedi suavitatem. Allegro
20. Beatam me dicent – 1. Beatam me dicent. Andante
21. Beatam me dicent – 2. Quia fecit. Allegro molto
22. Beatam me dicent – 3. Gloria Patri. Moderato
23. Beatam me dicent – 4. Quia fecit. Allegro molto
24. Ofertório de Nossa Senhora da Assunção – Assumpta est Maria. Comodo
Francisco Manuel da Silva (1795-1865)
25. Ladainha em Sol – 1. Kyrie eleison. Christie eleison. Andante
26. Ladainha em Sol – 2. Kyrie eleison. Christie eleison. Christie exaudi nos. Cantochão
27. Ladainha em Sol – 3. Pater de cœlis. Andante
28. Ladainha em Sol – 4. Fili Redemptor. Cantochão
29. Ladainha em Sol – 5. Spiritus Sancte. Andante
30. Ladainha em Sol – 6. Sancta Trinitas. Cantochão
31. Ladainha em Sol – 7. Sancta Maria. Un poco adagio
32. Ladainha em Sol – 8. Sancta Dei Genitrix. Cantochão
33. Ladainha em Sol – 9. Sancta virgo. Allegro
34. Ladainha em Sol – 10. Mater Christi. Cantochão
35. Ladainha em Sol – 11. Mater divinæ. Allegro
36. Ladainha em Sol – 12. Mater purissima. Cantochão
37. Ladainha em Sol – 13. Mater castissima. Allegro comodo
38. Ladainha em Sol – 14. Mater inviolata. Cantochão
39. Ladainha em Sol – 15. Agnus Dei I. Un poco sostenuto
40. Ladainha em Sol – 16. Agnus Dei II. Cantochão
41. Ladainha em Sol – 17. Agnus Dei III. Un poco sostenuto
Emílio Soares de Gouveia Horta Júnior (séc. XIX)
42. Maria, Mater gratiæ (Ária ao Pregador) – 1. Maria, Mater gratiæ. Vivo
43. Maria, Mater gratiæ (Ária ao Pregador) – 2. Maria, Mater gratiæ. Allegro moderato

Ars Nova Coral da UFMG e músicos convidados
Maestro Carlos Alberto Pinto Fonseca (1933-2006)
Museu da Música de Mariana – 2002
Projeto Acervo da Música Brasileira – Vol. IV – Conceição e Assunção de Nossa Senhora

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de insunuações

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Avicenna

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Projeto Acervo da Música Brasileira – Vol. 3/9 – Sábado Santo (Acervo PQPBach)

2rokyzd Projeto Acervo da Música Brasileira
Vol. III – Sábado Santo

Último dia da Quaresma e do Tríduo Pascal, o Sabbato Sancto possui cerimônias nitidamente estruturadas em torno de dois climas distintos: primeiramente, o caráter penitencial do Tempo da Paixão, especialmente da Semana Santa; a partir do Gloria da Missa, entretanto, cessam todas as manifestações de pesar e soam os sinos, que estavam em silêncio desde o Gloria da Missa de Quinta-feira Santa, iniciando-se a jubilosa solenidade preparatória da Páscoa, que celebra a Ressurreição. Como depois do Gloria canta-se o Alleluia, que não era pronunciado desde o início da Quaresma, este Sábado também é conhecido como de Aleluia.

A liturgia tridentina previa para esse dia, especialmente nas catedrais, o canto dos Ofícios Divinos, iniciando-se com as Matinas e Laudes (conjuntamente denominado Ofício de Trevas) e celebrando-se, depois da Nona e antes das Completas, um complexo cerimonial em torno da Missa e das Vésperas, iniciado pela Procissão do Fogo Novo.

Este volume está constituído de composições para as principais partes corais das Matinas, do Próprio da Missa (incluindo as cerimônias a ela anexas) e das Vésperas do Sábado Santo, com base em manuscritos musicais do Museu da Música de Mariana. (adaptado do encarte)

José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita é por muitos considerado o mais eminente dos compositores da “Escola Mineira”; cópias de suas obras foram conservadas em quase todos os arquivos musicais de Minas Gerais e de outros estados. Há inclusive registros do uso regular de algumas de suas obras em ofícios religiosos nas cidades de São João Del Rey e Prados. É patrono da cadeira nº 4 da Academia Brasileira de Música. Todas as obras conhecidas de Lobo de Mesquita são essencialmente vocais (solos ou coro), religiosas e em grande parte com acompanhamento orquestral.
(http://www.abmusica.org.br/patr04.htm)

José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita (Vila do Príncipe, 1746- Rio de Janeiro, 1805)
1. Matinas do Sábado Santo – 1. Primeiro Noturno – In pace in idipsum (Antífona I)
2. Matinas do Sábado Santo – 2. Primeiro Noturno – De Lamentatione Jeremiæ (Lição I)
3. Matinas do Sábado Santo – 3. Primeiro Noturno – Sicut ovis (Responsório I)
4. Matinas do Sábado Santo – 4. Primeiro Noturno – Jerusalem,surge  (Responsório II)
5. Matinas do Sábado Santo – 5. Primeiro Noturno – Plange quasi virgo (Responsório III)
6. Matinas do Sábado Santo – 6. Segundo Noturno – Ex Tractatu… Accedet homo (Lição IV)
7. Matinas do Sábado Santo – 7. Segundo Noturno – Recessit pastor noster (Responsório IV)
8. Matinas do Sábado Santo – 8. Segundo Noturno – O vos omnes (Responsório V)
9. Matinas do Sábado Santo – 9. Segundo Noturno – Ecce quomodo (Responsório VI)
10. Matinas do Sábado Santo – 10. Terceiro Noturno – De Epistola beati Pauli (Lição VII)
11. Matinas do Sábado Santo – 11. Terceiro Noturno – Astiterunt regis terræ (Responsório VII)
12. Matinas do Sábado Santo – 12. Terceiro Noturno – Æstimatus sum (Responsório VIII)
13. Matinas do Sábado Santo – 13. Terceiro Noturno – Sepulto Domino (Responsório IX)

Anônimo (Séc. XVIII) – Tractos, Missa e Vésperas do Sábado Santo
14. 1. Lições da Vigília Pascal – Cantemus Domino (Tracto I)
15. 2. Lições da Vigília Pascal – Vinea facta est (Tracto II)
16. 3. Lições da Vigília Pascal – Attende cælum (Tracto III)
17. 4. Benção da Fonte – Sicut cervus (Tracto IV)
18. 5. Missa da Vigília Pascal – Alleluia
19. 6. Missa da Vigília Pascal – Confitemini Domino (Versículo)
20. 7. Missa da Vigília Pascal – Laudate Dominum (Tracto)
21. 8. Missa da Vigília Pascal – Quoniam confirmata est (Versículo)
22. 9. Vésperas – Alleluia (Antífona)
23. 10. Vésperas – Laudate Dominum (Versículo I)
24. 11. Vésperas – Quoniam confirmata est (Versículo II)
25. 12. Vésperas – Gloria Patri (Doxologia: Parte I)
26. 13. Vésperas – Sicut erat (Doxologia: Parte II)
27. 14. Vésperas – Alleluia (Antífona)
28. 15. Vésperas – Vespere autem sabbati (Antífona do Magnificat)

José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita (Vila do Príncipe, 1746- Rio de Janeiro, 1805)
29. Magnificat – 1. Magnificat anima mea. Cantochão
30. Magnificat – 2. Et exsultavit. Andante non tanto
31. Magnificat – 3. Quia respexit humilitatem. Cantochão
32. Magnificat – 4. Quia fecit mihi magna. (Sem indicação de tempo)
33. Magnificat – 5. Et misericordia. Cantochão
34. Magnificat – 6. Fecit potentiam. (Sem indicação de tempo)
35. Magnificat – 7. Deposuit potentes. Cantochão
36. Magnificat – 8. Esurientes. (Sem indicação de tempo)
37. Magnificat – 9. Suscepit Israel. Cantochão
38. Magnificat – 10. Sicut locutus est. Andante
39. Magnificat – 11. Gloria Patri. (Doxologia: Parte I). Cantochão
40. Magnificat – 12. Sicut erat. (Doxologia: Parte II). Allegro
Anônimo (Séc. XVIII)

41. Antífona do Magnificat – Vespere autem sabbati. Andante

Conjunto Calíope
Júlio Moretzsohn, regente
Museu da Música de Mariana – 2002
Projeto Acervo da Música Brasileira – Vol. III – Sábado Santo
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Avicenna

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Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Piano Concertos nºs 19 & 23 – Grimaud, Mojca Erdmann, Kammerorchester des Bayerischen Rundfunks

4779455A beleza estonteante da francesa Hélène Grimaud na capa deste belíssimo CD me deixou sem palavras, por isso, sem mais para o momento, trago para os senhores o texto abaixo, que está no site da Deutsche Grammophon. Ouçam o disco, leiam o texto e tirem suas conclusões. Eu já tirei as minhas conclusões.

“Masks and magic

The Adagio from the Piano Concerto in A major K. 488 is one of Mozart’s most magically inspired movements and for Hélène Grimaud it is possibly the most sublime movement that he ever wrote for the keyboard: “Even if this movement were all we had, that would be enough.” It must remain an open question whether Mozart regarded the key of F sharp minor – an extremely unusual one for him – in the same way as his contemporary Daniel Schubart, who defined it as “a dark key that tears at passion as a vicious dog tears at your clothing”. But even if there is no doubt that Mozart was repeatedly inclined to conceal his true feelings behind a mask, Hélène Grimaud is convinced that he did not do so here in this profound, inward and heartfelt movement.

Perhaps this explains why she allows herself so much time in this unique Adagio, which she plays more slowly than almost all of her other colleagues, even though she insists that she chose this tempo on the basis of her experience in the concert hall. “It happened to be so in that concert, with that acoustic. The return of the sound is what dictates when you play the next note; tempi are always connected with the venue. That said, a movement like this isn’t composed accidentally. Philosophically speaking, if you don’t go to the limit in this movement, when are you going to?” This does not alter the fact that she has an entirely clear and down-to-earth idea of Mozart. Concepts such as otherworldly, angelic music are highly suspect in her eyes: “Mozart was possessed. This idea that the music is from another world, from above, and that it’s the music of an angel is simply not the case. It’s very much the music of a man. If you read his letters, you don’t have to look very far to figure out what Mozart was about. This element of passion which gives sense to our existence is always there with him.”

In Hélène Grimaud’s view, Mozart may sometimes play with masks, but not in movements such as the Adagio from the A major Piano Concerto. Rather she identifies this mask-wearing Mozart in other passages that seem cheerful and relatively carefree: “I often feel that this effervescent, supposedly happy expression is sometimes bordering on hysteria, there’s something slightly unstable there.” She hears moments like these in the outer movements of the A major Concerto and in the finale of the F major Concerto K. 459. True, this movement is “very virtuosic, alive and effervescent. But this manic energy is almost an escape into a trance: it is not only joy, it is not only happiness.”

What makes Mozart’s music so special for Hélène Grimaud is its grace and utter weightlessness: “You have depth but without any sort of weight. That’s really what sets him apart from many others.” But this is precisely why it is not easy to strike the right note with Mozart. You have to play this music as you would in your childhood, when you could approach it in an altogether straightforward and self-evident way and everything flowed quite naturally: “It’s challenging to get back to this purity of expression.” The second movement of the F major Concerto is a fine example of this: “It is so disarming in its simplicity, but it has a couple of moments which are just arresting; for example, when it goes into the minor tonality it is absolutely breathtaking.”

Hélène Grimaud is always receptive to the unusual, and it was, of course, her idea to complement the two piano concertos from her Munich concert not with a third concerto but with Ch’io mi scordi di te? – Non temer, amato bene K. 505. This is a work that she has loved for many years: “It’s a gem, a wonderful piece. The part for soprano is just fantastic, the relationship between the soprano, the orchestra and the piano is just gorgeous. It’s like liquid gold, the piano’s interventions going from something to do with silk to something to do with lace. Again, there’s this wonderful weightlessness.”

There is no doubt that this is one of the most beautiful arias that Mozart ever wrote. The way he sets up a relationship between voice and piano and allows each to react to the other is unique in the whole of his output. One is almost tempted to hear in it a secret declaration of his love for Nancy Storace, his first Susanna in Le nozze di Figaro and the singer for whom he wrote this scena and rondo. He himself played the keyboard at the first performance in 1787. Hélène Grimaud is disinclined to interpret it in such a directly autobiographical way: “A declaration of love with sounds instead of words. Of course there’s the text, which gives you a pretty clear indication of what’s going on, but for me it’s always secondary. The music has to shed light on its own structure and emotional content. If you stick to any sort of scenario and text, it in fact reduces the music. You can imagine all sorts of things: you can imagine that the piano is the male and the voice is the female – or in reverse. At the end, love still triumphs even amid this resignation. And even in that perspective of a broken heart, love is still stronger – so it’s a beautiful message above all.”

P.S. 1 Dentre as trocentas versões que já ouvi do concerto de nº 23, talvez esta da Grimaud esteja entre as melhores. O texto acima faz uma análise apurada da interpretação da francesa.

P.S. 2 Estou fazendo uma experiência de postar os arquivos para baixar em dois formatos: flac, de melhor qualidade, e mp3. Atendo a sugestão de um leitor / ouvinte do blog.

Oswald Beaujean
Translation: Stewart Spencer

01. Piano Concerto No.19 in F major K. 459 – I. Allegro vivace
02. Piano Concerto No.19 in F major K. 459 – II. Allegretto
03. Piano Concerto No.19 in F major K. 459 – III. Allegro assai
04. ‘Ch’io mi scordi di te’ – ‘Non temer, amato bene’ K. 505 (Idamante) – Recita
05. ‘Ch’io mi scordi di te’ – ‘Non temer, amato bene’ K. 505 (Idamante) – Rondo
06. ‘Ch’io mi scordi di te’ – ‘Non temer, amato bene’ K. 505 (Idamante) – Allegr
07. Piano Concerto No.23 in A major K. 488 – I. Allegro
08. Piano Concerto No.23 in A major K. 488 – II. Adagio
09. Piano Concerto No.23 in A major K. 488 – III. Allegro assai

Hélène Grimaud – Piano
Mojca Erdmann – Soprano
Kammerochester des Bayerischen Rundfunk

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Hélène Grimaud: Não se deixem enganar: por trás destes olhos se encontra uma das melhores pianistas de sua geração

Hélène Grimaud: Não se deixem enganar: por trás destes olhos se encontra uma das melhores pianistas de sua geração

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Anton Arensky (1861-1906): Suites 1 e 3 para Orquestra e Introdução à Ópera Nal and Damajantil

Querem saber o que tem de melhor este CD? A orquestra e o sotaque autenticamente russo dado pelos músicos e pela regência de Evgeni Svetlanov. Isso é fascinante e faz Arensky brilhar. Arensky foi precoce musicalmente, compondo algumas canções e peças para piano ao nove anos de idade. Mudou-se com os pais para São Petersburgo em 1879, onde estudou composição no Conservatório de São Petersburgo com Nikolai Rimsky-Korsakov. Após sua formatura em 1882, Arensky tornou-se professor no Conservatório de Moscou. Entre seus alunos estiveram Alexander Scriabin, Sergei Rachmaninoff e Alexander Gretchaninov. Em 1895, Arensky retorna à São Petersburgo como diretor co Coro Imperial, posição para a qual havia sido recomendado por Mily Balakirev. Arensky aposentou-se em 1901, passando o resto da vida como pianista, regente, e compositor. Arensky morre de tuberculose em um sanatório em Perkijarvi, Finlândia. Existem boatos que a bebida e o jogo afetaram sua saúde.

Tchaikovsky foi a maior influencia nas composições de Arensky. De fato, Rimsky-Korsakov disse, “na juventude Arensky não escapou de alguma influência minha; mais tarde a influência foi de Tchaikovsky”. A percepção de que não possuía um estilo pessoal forte contribuiu à longa negligência pela qual passou sua música, contudo recentemente grande número de suas composições têm sido gravadas. Especialmente populares são as Variações sobre um tema de Tchaikovsky, para orquestra, baseadas em uma das Canções para crianças, Op. 54 do Tchai. Possivelmente as melhores composições de Arensky sejam as de música de câmara, principalmente os dois Trios para Piano, mui dignamente românticos. Compôs também dois quartetos de cordas e um quinteto para piano.

Neste disco, vocês verão que o cara é um injustiçado, apesar de efetivamente não possuir um estilo pessoal.

Anton Arensky – Suite 1 e 3 para Orquestra e Introdução à Ópera Nal and Damajanti.

01 – Suite Nº 01 – Variations
02 – Suite Nº 01 – Dance
03 – Suite Nº 01 – Scherzo
04 – Suite Nº 01- Basso Ostinato
05 – Suite Nº 01 – March

06 – Suite Nº 03 – Theme
07 – Suite Nº 03 – Dialogue
08 – Suite Nº 03 – Waltz
09 – Suite Nº 03 – March
10 – Suite Nº 03 – Menuet
11 – Suite Nº 03 – Gavote
12 – Suite Nº 03 – Scherzo
13 – Suite Nº 03 – Funeral March
14 – Suite Nº 03 – Nocturne
15 – Suite Nº 03 – Polonaise

16 – Ópera Nal and Damajanti – Introduction

Orquestra Sinfônica da URSS
Evgeni Svetlanov

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Arensky: "Noutras palavras, sou muito romântico"

Arensky: “Noutras palavras, sou muito romântico”

PQP

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Projeto Acervo da Música Brasileira – Vol. 2/9 – Missa (Acervo PQPBach)

mkz09hProjeto Acervo da Música Brasileira
Vol. II – Missa

Diferentemente das partes do Próprio (Intróito, Gradual, Ofertório, Comúnio, etc.), cujos textos variam de uma festa para outra, as partes do Ordinário são cantadas na Missa sempre com o mesmo texto ou, em alguns casos, com texturas referentes a determinado tempo litúrgico.

Desde fins da Idade Média, a polifonia foi preferencialmente aplicada a seis partes do Ordinário: Kyrie, Credo, Gloria, Sanctus, Benedictus e Agnus Dei. Com o aumento da duração das composições a partir de meados do século XVIII, em Portugal e no Brasil, o Ordinário das Missas passou a ser dividido em dois grandes blocos: o primeiro – denominado Missa – era integrado pelo Kyrie e pelo Gloria, enquanto o segundo – denominado Credo – era constituído pelo Credo, Sanctus, Benedictus e Agnus Dei.

Por essa razão, o Ordinário completo de uma missa festiva era normalmente denominado Missa e Credo, embora nem sempre seja possível definir hoje, nos acervos de manuscritos musicais, quais Missas correspondem a quais Credos e vice-versa. O Ordinário da Missa, que contém os textos mais utilizados nas celebrações católicas, é uma das categorias mais representadas na produção musical brasileira dos séculos XVIII e XIX. No Museu da Música de Mariana (http://www.mmmariana.com.br), existem mais de duzentas composições diferentes para Missas e/ou Credos, com vozes e instrumentos.

Nesta gravação estão representadas três Missas festivas na acepção dos séculos XVIII e XIX (Kyrie e Gloria) e uma Missa ferial para o Advento e a Quaresma (Kyrie). (adaptado do encarte)

Manoel Dias de Oliveira (São José del Rey [Tiradentes], 1735-1813)
1. Missa Abreviada em Ré – 1. Kyrie – Kyrie I, Christe, Kyrie II. Adagio. Allegro. Adagio. Allegro
2. Missa Abreviada em Ré – 2. Gloria – Gloria. Allegro
3. Missa Abreviada em Ré – 3. Gloria – Domine Deus. Andante
4. Missa Abreviada em Ré – 4. Gloria – Qui tollis. Andante moderato
5. Missa Abreviada em Ré – 5. Gloria – Quoniam. Andantino. Adagio
6. Missa Abreviada em Ré – 6. Gloria – Cum Sancto Spirito. Allegro
7. Missa de Oitavo Tom – 1. Kyrie – Kyrie I. Sem andamento
8. Missa de Oitavo Tom – 2. Kyrie – Christie. Sem andamento
9. Missa de Oitavo Tom – 3. Kyrie – Kyrie II. Sem andamento

Joaquim de Paula Sousa “Bonsucesso” (Prados, c. 1760 – idem, c. 1820)
10. Missa Pequena em Dó – 1. Kyrie – Kyrie I. Largo. Allegro
11. Missa Pequena em Dó – 2. Kyrie – Christie. Moderato
12. Missa Pequena em Dó – 3. Kyrie – Kyrie II. Allegro
13. Missa Pequena em Dó – 4. Gloria – Gloria. Allegro
14. Missa Pequena em Dó – 5. Gloria – Domine Deus. Andante moderato
15. Missa Pequena em Dó – 6. Gloria – Qui sedes. Allegro molto
16. Missa Pequena em Dó – 7. Gloria – Quoniam. Andante
17. Missa Pequena em Dó – 8. Gloria – Cum Sancto Spiritu. Largo. Allegro

Pe. José Maurício Nunes Garcia (1767-1830, Rio de Janeiro, RJ)
18. Missa em Mí Bemol (Missa Diamantina) – 1. Kyrie – Kyrie I. Christe. Kyrie II. Larghetto
19. Missa em Mí Bemol (Missa Diamantina) – 2. Gloria – Gloria. Allegro vivo
20. Missa em Mí Bemol (Missa Diamantina) – 3. Gloria – Laudamus. Andante
21. Missa em Mí Bemol (Missa Diamantina) – 4. Gloria – Gratias. Larghetto. Allegro
22. Missa em Mí Bemol (Missa Diamantina) – 5. Gloria – Domine Deus. Allegro maestoso
23. Missa em Mí Bemol (Missa Diamantina) – 6. Gloria – Qui sedes/Quoniam. Larghetto. Allegro
24. Missa em Mí Bemol (Missa Diamantina) – 7. Gloria – Cum Sancto Spirito. Larghetto. Allegro vivo

Coral de Câmara São Paulo & Orquestra de Câmara Engenho Barroco
Naomi Munakata, regente
Museu da Música de Mariana – 2001
Projeto Acervo da Música Brasileira – Vol. II – Missa

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Projeto Acervo da Música Brasileira – Vol. 1/9 – Pentecostes (Acervo PQPBach)

16t4dcProjeto Acervo da Música Brasileira
Vol. I – Pentecostes

O Pentecostes – Celebrada pelos cristãos no domingo da última semana do Tempo Pascal, a Dominica Pentecostes ocorre cinquenta dias após a Páscoa (ou no sétimo domingo depois da Ressurreição), estendendo-se a solenidade da festa até a véspera do domingo seguinte, quando se comemora a Santíssima Trindade, que encerra o Ciclo da Páscoa. O Pentecostes, que representa a descida do Espírito Santo sobre os Apóstolos (Atos 2, 1-13), era mais conhecida nos séculos XVIII e XIX como o Espírito Santo ou Divino Espírito Santo, dando origem também às festas populares já muito difundidas nessa época com o nome de Folias do Divino. No Pentecostes foi comum a celebração dos Ofícios Divinos, da Missa e da Novena.

Para este volume foram selecionadas as Matinas (o primeiro dos Ofícios Divinos), o Vidi aquam (Antífona da aspersão da água benta no início da Missa), o Gradual e Ofertório (do Próprio da Missa), a Novena e o Te Deum (Hino de Ação de Graças), este último antigamente utilizado como anexo às Matinas ou às Novenas.

Além de ser cantado no Ofício Divino, em substituição ao terceiro ou nono Responsório das Matinas (à exceção de certos períodos penitenciais) e no final de algumas Novenas (ao menos em Minas Gerais), o Te Deum também era executado em ação de graças em determinadas ocasiões: a eleição de um papa, a canonização de um santo ou, como era comum em Portugal e no Brasil, o nascimento, aniversário, bodas ou coroação de um membro da corte.

A obra Te Deum em Sol, de Francisco Manuel da Silva, foi composta para quatro vozes, violino I e II, baixo, flauta, clarineta, trompas I e II e tímpano. O contraste entre a extroversão marcial e operística dos trechos polifônicos e a sobriedade solene do cantochão, evidencia o paradoxo entre o religioso e o profano que persistiu na prática sacro-musical brasileira do período. No Judex crederis e no Fiat misericordia, os compassos iniciais profetizam o Hino Nacional Brasileiro, que garantiu à posteridade o nome de seu compositor.
(adaptado do encarte)

Pe. João de Deus Castro Lobo (Vila Rica, 1794 – Mariana, 1832)
1. Matinas do Espírito Santo – 1. Invitatório – Alleluia. Andante
2. Matinas do Espírito Santo – 2. Invitatório – Venite. Allegro
3. Matinas do Espírito Santo – 3. Hino – Jam Christus. Andante
4. Matinas do Espírito Santo – 4. Responsório I – Cum complerentur. Andante majestoso
5. Matinas do Espírito Santo – 5. Responsório I – Tamquam spiritus. Allegro
6. Matinas do Espírito Santo – 6. Responsório I – Dum ergo essent. Largo
7. Matinas do Espírito Santo – 7. Responsório I – Tamquam spiritus. Allegro
8. Matinas do Espírito Santo – 8. Responsório II – Repleti sunt. Andante majestoso
9. Matinas do Espírito Santo – 9. Responsório II – Et convenit. Allegro
10. Matinas do Espírito Santo – 10. Responsório II – Loquebantur. Largo
11. Matinas do Espírito Santo – 11. Responsório II – Et convenit. Allegro
12. Matinas do Espírito Santo – 12. Responsório II – Gloria Patri. Largo
13. Matinas do Espírito Santo – 13. Responsório II – Et convenit. Allegro

Anônimo (Séc. XVIII)
14. Vidi aquam. Egredientem de templo. Andate
João de Araújo Silva (séc. XVIII)
15. Gradual do Espírito Santo – 1. Alleluia. Sem andamento
16. Gradual do Espírito Santo – 2. Emitte Spiritum. Sem andamento
17. Gradual do Espírito Santo – 3. Alleluia. Sem andamento

Miguel Teodoro Ferreira (Caeté, 1788-1818)
18. Gradual e Ofertório do Espírito Santo – 1. Alleluia. Emitte Spiritum.Alleluia (Gradual). Poco andante
19. Gradual e Ofertório do Espírito Santo – 2. Confirma hoc Deus. Andante. Allegro

Frutuoso de Matos Couto (séc. XIX)
20. Novena do Espírito Santo – 1. Alleluia (Invitatório). Andante mosso
21. Novena do Espírito Santo – 2. Veni Sancte Espírito Jaculatória I). Andante
22. Novena do Espírito Santo – 3. Vinde, Divino Espírito (Jaculatória I). Andante
23. Novena do Espírito Santo – 4. Vinde, Divino Espírito (Jaculatória II). Andante
24. Novena do Espírito Santo – 5. Vinde, Divino Espírito (Jaculatória III). Andante
25. Novena do Espírito Santo – 6. Vinde, Divino Espírito (Jaculatória IV). Andante
26. Novena do Espírito Santo – 7. Non vos relinquam (Antífona). Andante sostenuto
Francisco Manuel da Silva (1795-1865)
27. Te Deum em Sol – Te Deum. Te Dominum. Cantochão. Maestoso. Allegro
28. Te Deum em Sol – Te æternum Patrem. Cantochão
29. Te Deum em Sol – Tibi omnes. Andante comodo
30. Te Deum em Sol – Tibi Cherubim. Cantochão
31. Te Deum em Sol – Sanctus. Allegro comodo. Un poco più mosso
32. Te Deum em Sol – Pleni sunt. Cantochão
33. Te Deum em Sol – Te gloriosus. Allegro comodo
34. Te Deum em Sol – Te Prophetarum. Cantochão
35. Te Deum em Sol – Te Martyrum. Andante mosso
36. Te Deum em Sol – Te per orbem. Cantochão
37. Te Deum em Sol – Patrem imensæ. Allegro
38. Te Deum em Sol – Venerandum tuum verum. Cantochão
39. Te Deum em Sol – Sanctum quoque. Allegro moderato
40. Te Deum em Sol – Tu Rex gloriæ. Cantochão
41. Te Deum em Sol – Tu Patris. Allegro comodo
42. Te Deum em Sol – Tu ad liberandum. Cantochão
43. Te Deum em Sol – Tu devicto. Recitatvo (Ária)
44. Te Deum em Sol – Tu ad dexteram. Cantochão
45. Te Deum em Sol – Judex crederis. Allegro maestoso
46. Te Deum em Sol – Te ergo. Sostenuto
47. Te Deum em Sol – Æterna fac. Cantochão
48. Te Deum em Sol – Salvum fac. Allegro non troppo
49. Te Deum em Sol – Et rege eos. Cantochão
50. Te Deum em Sol – Per singulos dies. Allegro non troppo
51. Te Deum em Sol – Et laudamus. Cantochão
52. Te Deum em Sol – Dignare Domine. Andante moderato
53. Te Deum em Sol – Miserere nostri. Cantochão
54. Te Deum em Sol – Fiat misericordia. Andantino sostenuto
55. Te Deum em Sol – In te Domine. Allegro vivo. Mais vivo

Orquestra e Coral de Câmera da Escola de Música da UFMG e músicos convidados
Afrânio Lacerda, regente
Museu da Música de Mariana – 2001
Projeto Acervo da Música Brasileira – Vol. I – Pentecostes

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Anthoine Boesset (1587-1643): Je meurs sans mourir

Mais um trabalho da Alpha com o Le Poème Harmonique, este apresentando Anthoine Boesset (1587-1643). Não é um CD tão espetacular quanto aquele de Charles Tessier, mas é fortemente indicado para os amantes do barroco inicial. Este CD foi lançado em 2003 e agora retornou em nova e merecida edição. São belas melodias antigas, árias que combinam poesia, canto e acompanhamento — aqui, espetacular — e que foram as delícias dos salões da época. Falemos sério: há música que amamos sem realmente tentar descobrir o motivo: eu morro sem morrer, ou “Je meurs sans mourir”, é um desses.

Anthoine Boesset (1587-1643): Je meurs sans mourir 

1 Una Musiqua 4:10
2 Départ Que Le Devoir Me Fait Précipiter 5:32
Ballet Des Fous & Des Estropiés De La Cervelle (7:27)
3 Entrée De L’Embabouinée 2:22
4 Entrée Des Demy-Fous 1:26
5 Entrée Des Fantasques 2:10
6 Ballet Des Vaillans Combattans 1:29
7 Récit De Syrènes : Quel Soleil 2:05
8 Récit D’Amphion & Des Syrènes : Quels Doux Supplices 0:58
9 Récit Du Dieu Des Songes : Quelle Merveilleuse Advanture 2:47
10 Récit De Mnémosyne : Quelles Beautés, Ô Mortels 1:39
11 Récit Du Temps : Bien Que Je Vole Toutes Choses & Aux Voleurs, Au Secours, Accourez Tous 2:16
12 Je Meurs Sans Mourir 2:32
13 A La Fin Cette Bergère 3:55
14 Entrée Des Laquais 1:29
15 Dove Ne Vai, Crudele 4:27
16 Frescos Ayres Del Prado 3:56
17 La Gran Chacona
Composed By – Luis de Briceño 2:55
18 La Pacifique
Composed By – Louis Constantin 3:08
19 Ô Dieu ! 4:23
20 Nos Esprits Libres & Contents
Composed By – Anonyme* 5:28

Le Poème Harmonique
Direction Vincent Dumestre

Claire Lefilliâtre (dessus),
Bruno Le Levreur (haute-contre),
Jean-François Novelli (taille),
Arnaud Marzorati (basse-contre)

Kaori Uemura (dessus de viole), Sylvie Moquet (dessus de viole),
Sylvia Abramowicz (basse de viole), Anne-Marie Lasla (basse de viole),
Françoise Enock (violone), Joël Grare (percussions),
Massimo Moscardo (archiluth, guitare baroque),
Benjamin Perrot (luth, théorbe),
Vincent Dumestre (guitare baroque, théorbe).

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Musical Company | Pieter Codde (1639)

Musical Company | Pieter Codde (1639)

PQP

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