G. F. Handel (1685-1759): Suítes para Teclado – /|\ – D. Scarlatti (1685-1757): Sonatas – \|/ – Murray Perahia, piano

G. F. Handel (1685-1759): Suítes para Teclado – /|\ – D. Scarlatti (1685-1757): Sonatas – \|/ – Murray Perahia, piano

Handel – Suítes Nos. 2, 3 e 5

&

Chaconne

Scarlatti – 7 Sonatas

 

O que torna um disco avassaladoramente bom? Qual é a medida? Quais são os ingredientes ou as circunstâncias? A norma atual são discos tecnicamente bem produzidos com ótimos intérpretes, não há muito espaço para amadores. Mas há circunstâncias que permitem um disco quebrar, de longe, todas as possíveis graduações de bom, muito bom, ótimo, excelente…

Pois é o caso deste disco, um caso bem acima da curva. É certamente um dos meus dez melhores discos, talvez fique entre os cinco melhores…

Sei, estou um pouco eufórico, mas este disco faz isto comigo. Portanto, peço-vos, ouçam a música!

Mr. Handel

Vamos às circunstâncias do disco. Imagine um pianista renomado, no auge de sua carreira, sofre um corte em um de seus polegares, feito por uma folha de papel. O corte inflama e a coisa toda torna-se um pesadelo. Antibióticos, complicações diversas, até cirurgias. Como resultado, o pianista é forçado a um sabático de suas atividades. Mas música é a sua vida e ele precisa viver. Ouvir música, estudar música, talvez um pouco de regência.

Foi isso o que aconteceu com Murray Perahia no início da década de 1990. As complicações realmente o deixaram sem poder tocar por anos. Talvez para variar de suas principais escolhas musicais: Mozart, Beethoven, Schubert, Brahms, um pouco de música barroca. Afinal, na juventude convivera em Vermont com Pablo Casals e CIA. Bach, é claro, mas também os outros dois fenomenais compositores que nasceram no ano de 1685. Deve ter havido um grande alinhamento de planetas!

Diz a lenda que em um passeio qualquer, Perahia entrou em um sebo de livros e saiu de lá com uma partitura das Grandes Suítes de Handel. As sonatas de Scarlatti ele certamente conhecia de sua amizade e convivência com Horowitz. Se bem que suas interpretações são diferentes das do Volodya. Pois foi assim que, ao recobrar-se, Perahia gravou uma série de discos excepcionais com música de Bach, além deste aqui, com algumas das Suítes de Handel e umas Sonatas de Scarlatti.

Don Domenico

Entre as oito Grandes Suítes de Handel, escolheu as de Nos. 5, 3 e 2. A Suíte No. 5 termina com o mais famoso de todos os movimentos, as variações chamadas “The Harmonious Blacksmith” – “O Ferreiro Harmonioso”. Estas e a belíssima Chaconne.

A música de Handel, se comparada à música de Bach, parece mais simples, mais fácil, para não dizer mundana (a comparação me faz pensar em Tamino e Papageno). Mas a interpretação de Perahia realiza esta simplicidade, naturalidade, mas também um aspecto de solenidade que é fundamental. A fluidez desta música é irresistível. Se você não conseguir parar de ouvir a Chaconne, vez e de novo, não se preocupe, isto ocorre com frequência entre os ouvintes deste disco. Lembre-se que Handel era muito admirado por Mozart, Beethoven e Brahms.

No disco, a transição de Handel para Scarlatti é impactante. Saímos da solene Inglaterra para a estonteante Espanha, com suas procissões e igrejas, cavalheiros, guitarras e lindas damas. Preste atenção, está tudo aí na música. Se não perceberes, é só ouvir novamente.

Ande, baixe o disco e prepare-se para um período puro deleite musical.

George Frideric Handel (1685-1759)

Suíte No. 5 em mi maior, HWV 430

  1. Preludio
  2. Allemande
  3. Courante
  4. Air con Variazioni – ‘The Harmonious Blacksmith’

Chaconne em sol maior, HWV 435

  1. Chaconne

Suíte No. 3 em ré menor, HWV 428

  1. Preludio – Presto
  2. Allegro
  3. Allemande
  4. Courante
  5. Air con Variazioni
  6. Presto

Suíte No. 2 em fá maior, HWV 427

  1. Adagio
  2. Allegro
  3. Adagio
  4. Allegro [Fugue]

Domenico Scarlatti (1685-1757)

  1. Sonata em ré maior, K. 491
  2. Sonata em si menor, K. 27
  3. Sonata em dó sustenido menor, K. 247
  4. Sonata em ré maior, K. 29
  5. Sonata em lá maior, K. 537
  6. Sonata em mi maior, K. 206
  7. Sonata em lá maior, K. 212

Murray Perahia, piano

Produção: Andreas Neubronner
Gravado em 1996

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FLAC |210 MB

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MP3 | 320 KBPS | 158 MB

Murray Perahia

Você poderá ler uma interessante entrevista com Murray Perahia aqui. Lamentavelmente há notícias que ele passa novamente por um período de dificuldades com a saúde. Que seja rápida a recuperação!

Enquanto isso, aproveite! Este disco merece o nosso selo altíssima qualidade!René Denon

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Complete Cantatas – Volume 15 de 22 – Sandrine Piau, Paul Agnew, Christoph Pregardién, James Gilchrist, etc, Amsterdam Baroque Orquestra, Ton Koopman

“Unser Mund sei voll Lachens” BWV 110
Feria Nativitatis Christi At the 1st day of Christmas
1. Chorus (Solo S, A, T, B): “Unser Mund sei voll Lachens”
2. Aria (Tenor): “Ihr Gedanken und ihr Sinnen”
3. Recitative (Bass): “Dir, Herr, ist niemand gleich”
4. Aria (Alto): “Ach Herr, was ist ein Menschenkind”
5. Aria (Duet Soprano, Tenor): “Ehre sei Gott in der Höhe”
6. Aria (Bass): “Wacht auf, ihr Adern und ihr Glieder”
7. Chorale: “Alleluia! Gelobt sei Gott”

“Wir müssen durch viel Trübsal” BWV 146
Dominica Jubilate
8. Sinfonia
9. Chorus: “Wir müssen durch viel Trübsal in das Reich Gottes eingehen”
10. Aria (Alto): “Ich will nach dem Himmel zu”
11. Recitative (Soprano): “Ach! Wer doch schon im Himmel war”
12. Aria (Soprano): “Ich säe meine Zähren”
13. Recitative (Tenor): “Ich bin bereit”
14. Aria (Duet Tenor, Bass): “Wie will ich mich freuen, wie will ich mich laben”
15. Chorale: “Freu dich sehr, o meine Seele”

“Gottlob! nun geht das Jahr zu Ende” BWV 28
Dominica post Nativitatis Christi

16. Aria (Soprano): “Gottlob! nun geht das Jahr zu Ende”
17. Chorus: “Nun lob, mein Seel, den Herren”
18. Recitative • Arioso (Bass): “So spricht der Herr”
19. Recitative (Tenor): “Gott ist ein Quell, wo lauter Güte fleußt”
20. Aria (Duet Alto, Tenor): “Gott hat uns im heurigen Jahr gesegnet”
21. Chorale: “All solch dein Gut wir preisen”

COMPACT DISC 2

“Tue Rechnung! Donnerwort” BWV 168
Dominica 9 post Epiphanias
1. Aria (Bass): “Tue Rechnung! Donnerwort”
2. Recitative (Tenor): “Es ist nur fremdes Gut”
3. Aria (Tenor): “Kapital und Interessen”
4. Recitative (Bass): “Jedoch, erschrocknes Herz”
5. Aria (Duet Soprano, Alto): “Herz, zerreiß des Mammons Kette”
6. Chorale: “Stärk mich mit deinem Freudengeist”

“Er rufet seinen Schafen mit Namen” BWV 175
Feria 3 Pentecostes bass
7. Recitative (Tenor): “Er rufet seinen Schafen mit Namen”
8. Aria (Alto): “Komm, leite mich”
9. Recitative (Tenor): “Wo find ich dich?”
10. Aria (Tenor): “Es dünket mich, ich seh dich kommen”
11. Recitative (Alto, Bass): “Sie vernahmen aber nicht”
12. Aria (Bass): “Öffnet euch, ihr beiden Ohren”
13. Chorale: “Nun, werter Geist, ich folg dir”

“Bisher habt ihr nichts gebeten in meinem Namen” BWV 87
Dominica Rogate At Rogation Sunday
14. Aria (Bass): “Bisher habt ihr nichts gebeten in meinem Namen”
15. Recitative (Alto): “O Wort, das Geist und Seel erschreckt”
6. Aria (Alto): “Vergib, O Vater, unsre Schuld”
7. Recitative (Tenor): “Wenn unsre Schuld bis an den Himmel steigt”
18. Aria (Bass): “In der Welt habt ihr Angst”
19. Aria (Tenor): “Ich will leiden, ich will schweigen”
20. Chorale: “Muß ich sein betrübet?”

“Ach Gott, wie manches Herzeleid” BWV 3
Dominica 2 post Epiphanias
21. Chorus: “Ach Gott, wie manches Herzeleid”
22. Chorale and Recitative (S, A, T, B; Choir): “Wie schwerlich läßt sich Fleisch und Blut”
23. Aria (Bass): “Empfind ich Höllenangst und Pein”
24. Recitative (Tenor): “Es mag mir Leib und Geist verschmachten”
25. Aria (Duet Soprano, Alto): “Wenn Sorgen auf mich dringen”
26. Chorale: “Erhalt mein Herz im Glauben rein”

COMPACT DISC 3

“Es ist ein trotzig und verzagt Ding” BWV 176
Festo Trinitatis At Trinity
1. Chorus: “Es ist ein trotzig und verzagt Ding”
2. Recitative (Alto): “Ich meine, recht verzagt”
3. Aria (Soprano): “Dein sonst hell beliebter Schein”
4. Recitative (Bass): “So wundre dich, o Meister, nicht”
5. Aria (Alto): “Ermuntert euch, furchtsam und schüchterne Sinne”
6. Chorale: “Auf daß wir also allzugleich”

“Es ist euch gut, daß ich hingehe” BWV 108
Dominica Cantate At the Sunday
7. Aria (Bass): “Es ist euch gut, daß ich hingehe”
8. Aria (Tenor): “Mich kann kein Zweifel stören”
9. Recitative (Tenor): “Dein Geist wird mich also regieren”
10. Chorus: “Wenn aber jener, der Geist der Wahrheit, kommen wird”
11. Aria (Alto): “Was mein Herz von dir begehrt”
12. Chorale: “Dein Geist, den Gott vom Himmel gibt”

“Ich bin ein guter Hirt” BWV 85
Dominica Misericordias Domini A

13. Aria (Bass): “Ich bin ein guter Hirt”
14. Aria (Alto): “Jesus ist ein guter Hirt”
15. Chorale (Soprano): “Der Herr ist mein getreuer Hirt”
16. Recitative (Tenor): “Wenn die Mietlinge schlafen”
17. Aria (Tenor): “Seht, was die Liebe tut”
18. Chorale: “Ist Gott mein Schutz und treuer Hirt”

“Auf Christi Himmelfahrt allein” BWV 128
Festo Ascensionis Christi

19. Chorus: “Auf Christi Himmelfahrt allein”
20. Recitative (Tenor): “Ich bin bereit, komm, hole mich”
21. Aria (Bass): “Auf, auf, mit hellem Schall”
22. Aria (Duet Alto, Tenor): “Sein Allmacht zu ergründen”
23. Chorale: “Alsdenn so wirst du mich”

“Sie werden euch in den Bann tun” BWV 183
Dominica Exaudi
24. Recitative (Bass): “Sie werden euch in den Bann tun”
25. Aria (Tenor): “Ich fürchte nicht des Todes Schrecken”
26. Recitative (Alto): “Ich bin bereit, mein Blut und armes Leben”
27. Aria (Soprano): “Höchster Tröster, heiiger Geist”
28. Chorale: “Du bist ein Geist, der lehret”

Deborah York, Sandrine Piau, Johannette Zomer, Sibylla Rubens soprano
Bogna Bartosz alto
Jörg Dürmüller, Paul Agnew, Christoph Prégardien, James Gilchrist tenor
Klaus Mertens bass

THE AMSTERDAM BAROQUE ORCHESTRA & CHOIR
TON KOOPMAN

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.: interlúdio :. Tributo a Marcus Pereira

 

Capa esbodegada, álbum fora de catálogo
Capa esbodegada, álbum fora de catálogo

Quando postei aqui e ali, com excelente repercussão, as gravações que Arthur Moreira Lima fez das obras de Ernesto Nazareth, um de nossos leitores-ouvintes comentou o seguinte:

“Excelente postagem! Agradecido. Queremos mais Arthur e Ernesto e muitos outros!
Gostaria de perguntar (ou acrescentar) se a iniciativa dessas gravações são obra de um sujeito genial chamado Marcus Pereira, a quem muito devemos pela sua coragem de construir um grande e excelente painel de nossas raízes musicais. E muito mais!
Se for o caso, os créditos seriam bem-vindos, pois muitos ainda não o conhecem e nem sua magnifica obra”

Nosso leitor-ouvinte está certíssimo: não só essas gravações foram lançadas pelo notável selo Discos Marcus Pereira, como realmente fiquei devendo não só o reconhecimento, mas também a homenagem ao construtor do que muito bem chamou de “grande e excelente painel de nossas raízes musicais”.

Com algum atraso, reparo meu erro e presto o devido tributo a este importante incentivador da música brasileira, através deste álbum que, assim como TODA a coleção dos Discos Marcus Pereira, está lamentavelmente fora de catálogo. Lançado em 1982, um ano após a morte de Marcus, ele reúne alguns dos pontos altos da rica discografia do selo (à qual voltaremos no final da postagem).

A reportagem seguinte, publicada n’O Globo, dá ideia da coragem do cidadão:

“Por Helena Aragão
20/12/2014

RIO — Marcus Pereira não compunha, não tocava instrumentos e não cantava, mas foi um personagem importante para a música brasileira em uma de suas décadas mais frutíferas: a de 1970. Para muitos, era um empresário quixotesco que quis transformar a produção musical regional brasileira em sucesso de mercado e que, com a mesma disposição, atacava as grandes gravadoras e os hits de televisão. Na lembrança dos amigos, sobressai a imagem de um sujeito de coração grande, capaz de empregar gente ameaçada pelo regime militar e “adotar” artistas que considerava talentosos. Todas essas versões se misturam numa personalidade heterogênea, motor de uma empresa que lançou alguns dos mais interessantes discos brasileiros entre 1974 e 1981. De Cartola à Banda de Pífanos de Caruaru, de Ernesto Nazareth (pelas mãos do pianista Arthur Moreira Lima) a Paulo Vanzolini, do Quinteto Armorial a Elomar, a Discos Marcus Pereira abriu espaço para compositores e intérpretes que transbordavam em criatividade, mas encontravam pouco espaço nos escaninhos das majors.

Advogado de formação, Marcus migrou logo cedo para a área de publicidade e abriu sua própria agência na década de 1960. Foi lá que começou a flertar com a produção musical: passou a fazer discos para dar como brinde aos clientes. Mais tarde, em 1973, apostou todas as fichas em uma gravadora independente. Aquele ano foi para arrumar a casa, e apenas cinco discos foram lançados comercialmente (todos feitos como brindes nos anos anteriores: os quatro volumes da coleção “Música popular do Nordeste” e “Brasil, flauta, cavaquinho e violão”). Em 1974, ela apareceu de fato para o mundo, lançando mais de 20 discos em 12 meses. A Discos Marcus Pereira não levava o nome do dono à toa: a empresa vivia, de fato, em função de seus humores e sonhos.

Sonhos que deram origem a discos pioneiros. A robusta coleção “Música Popular do Brasil”, que começou pelo Nordeste e depois teve mais 12 discos destinados às outras regiões, é um exemplo. A aposta em Cartola é outro, mas guarda um detalhe curioso: relutante no primeiro momento, o empresário acabou convencido por seu sócio Aluizio Falcão e pelo produtor musical Pelão a fazer o disco, que acabou sendo saudado como um dos melhores de 1974. Com cerca de 140 lançamentos em nove anos, o catálogo impressiona em quantidade e variedade. E, para defendê-lo em suas convicções culturais e empresariais, Marcus se armou com tudo que podia, lutando contra um mercado já dominado e elegendo inimigos complicados.

Com convicções fomentadas por movimentos da época, como o Centro Popular de Cultura (CPC), por polêmicas como as da MPB contra as guitarras elétricas e por discussões folcloristas, ele ficou ainda mais determinado a se dedicar apenas ao mercado fonográfico após uma viagem a Recife, em 1963, quando conheceu o frevo de perto. Para Marcus, a “legítima” música brasileira devia fazer parte dos números grandiosos daquela indústria.

Enquanto isso, o trabalho com publicidade o desinteressava cada vez mais. No livro sobre O Jogral, bar “de resistência cultural” que frequentava em São Paulo, escreveu: “É difícil gostar de ser cúmplice de interesses que vivem de estimular, ao delírio, o consumo numa sociedade onde apenas uma minoria tem condições de consumir”.

Quando a coleção do Nordeste ganhou os prêmios Noel Rosa (da crítica paulista) e Estácio de Sá (do Museu da Imagem e do Som carioca), ele teve certeza de que a mudança de rumos era acertada. Anos mais tarde, no lançamento da coleção Centro-Oeste/Sudeste, escreveu no encarte: “Essa repercussão, na verdade, deve-se à beleza e comunicatividade de uma riqueza enorme que estava enterrada, neste país de tantas riquezas enterradas, e da qual nós colhemos pequena amostra, que é a cultura de nosso povo”. Os discos da coleção “Música Popular do Brasil” alternavam gravações documentais com as de artistas consagrados, como Elis Regina (Sul) e Martinho da Vila (Sudeste/Centro-Oeste). Este último, aliás, deixou o exército para se dedicar apenas ao samba graças ao estímulo de Pereira.

Ao apostar todas as fichas em discos “de conceito”, sem ter um elenco fixo ou coletâneas de sucesso, Marcus Pereira tentou criar um nicho de mercado, mas logo viu que não seria fácil. Ao longo dos anos seguintes, começou a ter problemas de distribuição e nas parcerias com gravadoras de maior porte para fabricação dos vinis. Seus esforços, em geral louvados pela imprensa, muitas vezes eram também questionados em relação a práticas paternalistas — e ele não se furtava em entrar em discussões por meio dos jornais. Aos poucos, as dívidas foram aumentando e saindo do controle. Além disso, Marcus enfrentava problemas pessoais. Em 1981, depois de voltar de uma viagem de férias, deu fim à vida com um tiro.

Em 1982, a Discos Marcus Pereira encerrou suas atividades. O catálogo foi absorvido pela Copacabana, empresa que também não resistiria muito tempo, passando o material em seguida para a ABW, que relançou “Música Popular do Brasil” (em 1994), entre outros, em CD (tiragens logo esgotadas). Hoje o acervo pertence à EMI, que por sua vez foi comprada por um consórcio liderado pela Sony.

A gravadora foi uma das precursoras na busca da “independência” fonográfica no Brasil — ainda que esse termo ainda não fosse usado. Nos anos 1980, os mercados internacionais começam a atentar mais para as músicas locais. O termo world music, criado no fim da década, passou a reunir todo tipo de canção folclórica ou étnica. Quatro décadas depois do início da aventura de Pereira, se o que ecoa de seu discurso pode soar um tanto datado para alguns, o impacto dos discos que lançou segue reverberando nos ouvidos das novas gerações”

Infelizmente, o extenso catálogo dos Discos Marcus Pereira está numa gaveta de gravadora, da qual, no que depender da vontade do público e do senso de lucro da empresa, não sairá tão cedo. Para piorar, é difícil até de achar a maior parte dos discos na rede… MAS É AÍ que é a minha deixa para lhes dizer que eu tenho a discografia completa do selo digitalizada. São mais de cento e oitenta álbuns, o que significa mais .: interlúdios :. do que aqueles que teremos até o final dos tempos. Por isso, postarei, aos poucos, aqueles que eu achar melhores. Ah, e para que vocês se manifestem e me ajudem a pinçar e sugerir alguns itens para publicação, o catálogo está aqui.

TRIBUTO A MARCUS PEREIRA (1982)

01 – Papete – Engenho de Flores (Josias Silva Sobrinho)

02 – Cartola – As Rosas não Falam (Cartola)

03 – Irene Portela – De Teresina a São Luís (João do Vale & Helena Gonzaga)

04 – Leci Brandão – Antes Que Eu Volte a Ser Nada (Leci Brandão)

05 – Renato Teixeira – Moreninha, Se Eu Te Pedisse (Rossini Tavares De Lima)

06 – Dércio Marques – O Menino (El Niño) (Atahualpa Yupanqui & Dércio Marques)

07 – Nara Leão – Cuitelinho (Tradicional)

08 – Doroty Marques – Eterno Como Areia (José Maria Giroldo)

09 – Léo Karan – Jesuína (Léo Karan & Gilberto Karan)

10 – Chico Maranhão – A Vida de Seu Raimundo (Chico Maranhão)

11 – Adauto Santos – De Amor Ou Paz (Luis Carlos Paraná & Adauto Santos)

12 – Luis Carlos Paraná – Vou Morrer De Amor (Luis Carlos Paraná)

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Marcus Pereira (1930-1981)
Marcus Pereira (1930-1981)

Vassily Genrikhovich

 

Antonio Vivaldi (1678-1741): 6 Sonatas para Violino, Op. 2, Nos. 1-6

Antonio Vivaldi (1678-1741): 6 Sonatas para Violino, Op. 2, Nos. 1-6

As atraentes Sonatas para Violino Op. 2 de Vivaldi eram extremamente populares em sua época. Foram muito publicadas e rearranjadas para outras combinações de instrumentos. As seis primeiras são apresentados aqui em sua forma original pela excelente Elizabeth Wallfisch, elegantemente apoiada por Richard Tunnicliffe e Malcolm Proud. O disco é bom em razão dos excelentes instrumentistas. Não fiquei muito entusiasmado pelo repertório.

Antonio Vivaldi (1678-1741): 6 Sonatas para Violino, Op. 2, Nos. 1-6

1. Sonata for violin & continuo in G minor, Op. 2/1, RV 27: Preludio: Andante
2. Sonata for violin & continuo in G minor, Op. 2/1, RV 27: Giga: Allegro
3. Sonata for violin & continuo in G minor, Op. 2/1, RV 27: Sarabanda: Largo
4. Sonata for violin & continuo in G minor, Op. 2/1, RV 27: Corrente: Presto

5. Sonata for violin & continuo in A major, Op. 2/2, RV 31: Preludio a capriccio – Presto
6. Sonata for violin & continuo in A major, Op. 2/2, RV 31: Corrente: Allegro
7. Sonata for violin & continuo in A major, Op. 2/2, RV 31: Adagio
8. Sonata for violin & continuo in A major, Op. 2/2, RV 31: Giga: Allegro
9. Sonata for violin & continuo in A major, Op. 2/2, RV 31: Pastorale ad libitum

10. Sonata for violin & continuo in D minor, Op. 2/3, RV 14: Preludio: Andante
11. Sonata for violin & continuo in D minor, Op. 2/3, RV 14: Corrente: Allegro
12. Sonata for violin & continuo in D minor, Op. 2/3, RV 14: Adagio
13. Sonata for violin & continuo in D minor, Op. 2/3, RV 14: Giga: Allegro

14. Sonata for violin & continuo in F major, Op. 2/4, RV 20: Andante
15. Sonata for violin & continuo in F major, Op. 2/4, RV 20: Allemanda: Allegro
16. Sonata for violin & continuo in F major, Op. 2/4, RV 20: Sarabanda: Andante
17. Sonata for violin & continuo in F major, Op. 2/4, RV 20: Corrente: Presto

18. Sonata for violin & continuo in B minor, Op. 2/5, RV 36: Preludio: Andante
19. Sonata for violin & continuo in B minor, Op. 2/5, RV 36: Corrente: Allegro
20. Sonata for violin & continuo in B minor, Op. 2/5, RV 36: Giga: Presto

21. Sonata for violin & continuo in C major, Op. 2/6, RV 1: Preludio: Andante
22. Sonata for violin & continuo in C major, Op. 2/6, RV 1: Allemanda: Presto
23. Sonata for violin & continuo in C major, Op. 2/6, RV 1: Giga: Allegro

Elizabeth Wallfisch (violin)
Richard Tunnicliffe (cello)
Malcolm Proud (harpsichord)

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Elizabeth Wallfisch exibe seu belo sorriso na Sala de Imanência e Transcendência da Sede de Gala da PQP Bach Corporation

PQP

Richard Wagner – Orchestral Music II – Otto Klemperer, Philharmonia Orchestra

Dando sequência a esta proposta de trazer mais um gostinho de Wagner, principalmente suas aberturas, neste Segundo CD Klemperer nos brinda com outros petardos, como a abertura do “Der Fliegende Holländer”, o maravilhos “Siegfried Idyll”, e principalmente, uma das mais belas melodias criadas por Wagner, o “Prelude and Liebestod” de Tristan und Isolde. É de chorar de lindo. Lembro da primeira vez que ouvi essa obra. Estava ajudando minha irmã a enxugar a louça, e quando começou a tocar, parei e perguntei: o que é isso que está tocando? Minha irmã respondeu que era Wagner. Desde então, não tem uma vez que não me emociono quando ouço essa passagem.

1. Der Fliegende Holländer – Overture
2. Das Rheingold – Entry of the Gods into Valhalla
3. Die Walküre – Ride of the Valkyries
4. Siegfried Idyll
5. Siegfried – Forest Murmurs
6. Götterdämmerung – Siegfried’s Rhine Journey
7. Götterdämmerung – Siegfried’s Funeral March, Act III
8. Tristan und Isolde – Prelude and Liebstod

Philharmonia Orchestra
Otto Klemperer – Conductor

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Zbigniew Preisner (1955): Requiem for my friend

POSTADO ORIGINALMENTE POR PQP BACH EM 26/7/2009, RESTAURADO POR VASSILY EM 12/1/2020 PARA ENCERRAR UM MINIFESTIVAL PREISNER

Faço coro aqui ao patrão PQP: a primeira obra de Preisner composta especificamente para as salas de concerto resulta num CD médio. A primeira parte é mais interessante, com seu conjunto instrumental e vocal enxuto e um sabor quase folclórico, particularmente no Lux Aeterna, meu movimento favorito. A segunda parte, “Life”, que dá a sensação de ter sido composta apenas para completar o CD, usa recursos maiores e também me pareceu  uma trilha sonora sem filme [Vassily]

É um CD médio. Não me impressionou muito. Parece uma trilha sonora sem filme.

Requiem for My Friend, for solo voices, string quartet, double bass, organ & percussion

1. Officium
2. Kyrie Eleison
3. Dies Irae
4. Offertorium
5. Sanctus
6. Agnus Dei
7. Lux Aeterna
8. Lacrimosaa
9. Epitaphium
10. The Beginning: Meeting
11. Discovering The World
12. Love
13. Destiny: Kai Kairos
14. Apocalypse: Ascende Huc
15. Veni Et Vidi
16. Qui Erat Et Qui Est
17. Lacrimosa-Day Of Tears
18. Postscriptum: Prayer

Piotr Janosik
Jacek Kaspszyk
Leszek Mozdzer
Elzbieta Towarnicka
Piotr Kusiewicz
Lukasz Syrnicki
Arkadiusz Kubica
Marek Mós
Roman Rewakowicz
Jacek Kaspszyk
Elzbieta Towarnicka

Warsaw Chamber Choir
Sinfonia Varsovia
Zbigniew Preisner

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PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Missa em Si Menor (versão de Karl Richter)

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Missa em Si Menor (versão de Karl Richter)

Eu estava no Rio de Janeiro em fevereiro de 1981 quando abri o Jornal do Brasil e dei de cara com a manchete do Caderno B: “Morre o mensageiro de Bach”. Como eu, PQP, estava ali, lendo o jornal, o morto só podia ser Karl Richter ou Gustav Leonhardt. Era Karl Richter (1926-1981) e a manchete era justa. Para os de minha geração, Karl Richter e sua Orquestra Bach de Munique eram a garantia do melhor Bach. Ele morreu quando as performances com instrumentos históricos estavam engatinhando. Tinha uma forma excessivamente romântica de dirigir seus músicos absolutamente fantásticos e eu já tinha comprado em 1975 a gravação decisiva em meu amor pelas interpretações autênticas: os Concertos de Brandenburgo pelo Collegium Aureum com direção de Franzjosef Maier (violinista) e que tinha um cravista que vou contar para vocês… Era apenas Gustav Leonhardt. Eu estava sendo apresentado a ele naquela gravação e ele fazia misérias no Concerto Nº 5. Mas, voltando a Karl Richter, ele ainda era em 1981 o mais bachiano de todos os músicos vivos e tinha sido vitimado por um reles ataque cardíaco aos 54 anos. Hoje, ouvindo novamente sua gravação da Missa, realizada em 1962 porém com som que parece ter sido gravado ontem, a emoção do primeiro Bach que ouvi retornou mais ou menos como se fosse o primeiro sutiã da propaganda.

Uma das maiores burrices que um ser humano pode cometer é a de não mudar de opinião. Hoje, eu acho esta versão muito ruim. Ela é patchy, uma colcha de retalhos às vezes estranhos um ao outro, mas há a excepcional participação de Hertha Töpper no Agnus Dei e o melhor Cum Sancto Spiritu que já ouvi. Algo arrebatador.

Johann Sebastian Bach – Missa em Si Menor – BWV 232

CD1

1-01 Missa: Kyrie: Kyrie eleison
1-02 Missa: Kyrie: Christe eleison
1-03 Missa: Kyrie: Kyrie eleison
1-04 Missa: Gloria: Gloria in excelsis Deo
1-05 Et in terra pax
1-06 Missa: Gloria: Laudamus te
1-07 Missa: Gloria: Gratias agimus tibi
1-08 Missa: Gloria: Domine Deus
1-09 Missa: Gloria: Qui tollis
1-10 Missa: Gloria: Qui Sedes
1-11 Missa: Gloria: Quoniam tu solus
1-12 Missa: Gloria: Cum Sancto Spiritu

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE – CD 1

CD2

2-01 Symbolum Nicenum: Credo: Credo in unum Deum
2-02 Symbolum Nicenum: Credo: Patrem omnipotentem
2-03 Symbolum Nicenum: Credo: Et in unum Dominum
2-04 Symbolum Nicenum: Credo: Et incarnatus est
2-05 Symbolum Nicenum: Credo: Crucifixus
2-06 Symbolum Nicenum: Credo: Et resurrexit
2-07 Symbolum Nicenum: Credo: Et in Spiritum
2-08 Symbolum Nicenum: Credo: Confiteor
2-09 Symbolum Nicenum: Credo: Ex expecto
2-10 Sanctus: Sanctus
2-11 Osanna, Benedictus, Agnus Dei et Dona nobis pacem: Osanna
2-12 Osanna, Benedictus, Agnus Dei et Dona nobis pacem Benedictus
2-13 Osanna, Benedictus, Agnus Dei et Dona nobis pacem: Osanna
2-14 Osanna, Benedictus, Agnus Dei et Dona nobis pacem: Agnus Dei
2-15 Osanna, Benedictus, Agnus Dei et Dona nobis pacem: Dona nobis pacem

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE – CD 2

Maria Stader, soprano
Hertha Töpper, contralto
Ernst Haefliger, tenor
Dietrich Fischer-Dieskau, baixo
Kieth Engen, baixo
Coro Bach de Munique
Orquestra Bach de Munique
Karl Richter

PQP

Richard Wagner – Orchestral Music I – Otto Klemperer, Philharmonia Orchestra

Desde a interrupção do nosso projeto wagneriano, tocado por mim, FDPBach e pelo colega Ammitore, Wagner sumiu do blog. Lamentável, eu diria.
Para matar a vontade dos wagnerianos de plantão, estou trazendo este belo CD com algumas peças orquestrais mais famosas, e sob e sempre competente direção de Otto Klemperer, frente a Philarmonia Orchestra.
A famosas Aberturas das óperas Rienzi, Tanhäuser, Lohengrin, Die Meistersinger von Nürnberg, Parsifal,enfim, estão todas aí.
Um dia eu e Ammiratore retornaremos ao projeto de postar todas as óperas de Wagner. Acho.

1. Rienzi – Overture
2. Tannhäuser – Overture
3. Tannhäuser – Prelude, Act III
4. Lohengrin – Prelude, Act I
5. Lohengrin – Prelude, Act III
6. Die Meistersinger von Nürnberg – Overture
7. Die Meistersinger von Nürnberg – Dance of the Apprentices & Entry of the Masters,
8. Parsifal – Prelude

Philharmonia Orchestra
Otto Klemperer

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Festival Preisner: Zbigniew Preisner (1955) – Trilha sonora original para “The Secret Garden”, de Agnieszka Holland

Festival Preisner: Zbigniew Preisner (1955) – Trilha sonora original para “The Secret Garden”, de Agnieszka Holland

Um filme visualmente suntuoso como “O Jardim Secreto”, baseado no romance homônimo de Frances Hodgson Burnett e sensivelmente realizado por Agnieszka Holland, não poderia ter uma música que causasse menor impressão. Preisner, compatriota de Holland, caprichou e legou-nos uma trilha sonora que, talvez, seja entre as suas a que melhor se sustente sem as imagens. A agitada abertura, com toda sua percussão, soa pouco “preisneriana”, mas em seguida todos os gestos tão caros ao compositor – os temas singelos, a preferência pelos sopros (especialmente o oboé e as flautas-doces) e pelo piano, o uso econômico da instrumentação, com diálogos instrumentais como que em prosa – vão surgindo, entremeados por todos os melífluos clichês que imaginaríamos num filme sobre crianças – violinos trinando, glockenspiele, coros angélicos. Quando nos damos conta, depois de uma que outra sugestão de Dvořák, já se foram, muito belos, seus trinta e poucos minutinhos.

THE SECRET GARDEN – ORIGINAL MOTION PICTURE SOUNDTRACK
MUSIC COMPOSED BY ZBIGNIEW PREISNER

1 – Main Title
2 – Leaving The Docks
3 – Mary Downstairs
4 – First Time Outside
5 – Skipping Rope
6 – Entering The Garden
7 – Walking Through The Garden
8 – Mary And Robin Together
9 – Shows Dickon Garden
10 – Awakening Of Spring
11 – Craven Leaves
12 – Taking Colin To The Garden
13 – Colin Opens His Eyes
14 – Colin Tries Standing
15 – Colin Loves Mary
16 – Craven’s Return
17 – Looking At Photos
18 – Craven To The Garden
19 – Colin Senses Craven
20 – Happily Ever After

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Não: eu jamais perderia a chance de postar mais uma foto de Irène Jacob ♡

Vassily

John Blow (1649-1708): Ode pela morte do Sr. Henry Purcell / Venus & Adonis

John Blow (1649-1708): Ode pela morte do Sr. Henry Purcell / Venus & Adonis

IM-PER-DÍ-VEL !!!

É, amigo. His name is Blow, John Blow Job. Um excelente compositor. Os dois CDs que postamos são dignos dos maiores elogios, mas meu amor maior vai para a pequena ópera em três atos Venus & Adonis. Um Blow job de primeira realizado por René Jacobs, a extraordinária Orchestra of the Age of Enlightenment e um time supimpa de solistas.

O coral infantil — sem piadas aqui, a fim de evitar a pedofilia — tem maravilhosa participação. Mas cá para nós, os dois CDs são maravilhosos. É daquelas coisas que a gente ouve e sai feliz, entendem? Pois é, amigo. His name is Blow, John Blow.

.oOo.

John Blow – An Ode on the Death of Mr. Henry Purcell

Purcell:
1. Sweetness of nature (countertenors I & II) from Love’s goddess sure: Birthday ode for Queen Mary, 1692  3:18
Blow:
2. Sonata a 2 in A major   6:07
Purcell:
3. Here let my life  2:44
Blow:
4. Ground a 2 in D major  3:10
Purcell:
5. Orpheus Britannicus – Music for a while Z583  4:00
Blow:
6. Suite in G major for Harpsichord : Fugue  3:11
Purcell:
7. In vain the am’rous flute from St Cecilia’s Day Ode, ‘Hail, bright Cecilia’ Z328 5:30
Blow:
8. Suite in G major for Harpsichord : Prelude  0:56
9. Suite in G major for Harpsichord : Almand 3:13
10. Suite in G major for Harpsichord : Gavot 1:08
11. Morlake Ground  4:08
12. A Ground in D 4:12
13. An Ode on the death of Mr. Henry Purcell 22:34

Gerard Lesne, alto
Steve Dugardin, alto
La Canzona:
Pierre Hamon, flute a bec
Sebastien Marq, flute a bec
Elisabeth Joyé, clavecin & orgue
Philippe Pierlot, viole de gambe
Vincent Dumestre, theorbe

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.oOo.

John Blow – Venus & Adonis

A Masque for the Entertainment of the King
Un Masque pour le divertissement du Roi
Ein unterhaltsames Maskenspiel fur den Konig

1. Venus and Adonis, masque: Overture
2. Venus and Adonis, masque: Prologue. Behold my arrows and my bow
3. Venus and Adonis, masque: Prologue. Come shepherds all
4. Venus and Adonis, masque: Prologue. Courtiers there is no faith in you
5. Venus and Adonis, masque: Prologue. In these sweet groves
6. Venus and Adonis, masque: Prologue. Cupid’s Entry
7. Venus and Adonis, masque: Act 1. The Act tune
8. Venus and Adonis, masque: Act 1. Venus! Adonis!
9. Venus and Adonis, masque: Act 1. Hark, hark the rural music sounds
10. Venus and Adonis, masque: Act 1. Adonis will not hunt today
11. Venus and Adonis, masque: Act 1. Come, follow the noblest game
12. Venus and Adonis, masque: Act 1. Entry: A dance by a Huntsman
13. Venus and Adonis, masque: Act 2. The Act tune
14. Venus and Adonis, masque: Act 2. You place with such delightful care
15. Venus and Adonis, masque: Act 2. The Cupid’s lesson: The insolent, the arrogant
16. Venus and Adonis, masque: Act 2. Choose for the formal fool
17. Venus and Adonis, masque: Act 2. A dance of Cupids
18. Venus and Adonis, masque: Act 2. Call the Graces
19. Venus and Adonis, masque: Act 2. Mortals below, Cupids above
20. Venus and Adonis, masque: Act 2. The Graces’ Dance
21. Venus and Adonis, masque: Act 2. Gavatt
22. Venus and Adonis, masque: Act 2. Sarabrand for the Graces
23. Venus and Adonis, masque: Act 2. A Ground
24. Venus and Adonis, masque: Act 2. The Act tune
25. Venus and Adonis, masque: Act 3. Adonis, uncall’d for sighs
26. Venus and Adonis, masque: Act 3. With solemn pomp let mourning Cupids bear
27. Venus and Adonis, masque: Act 3. Mourn for thy servant

Venus: Rosemary Joshua (Soprano)
Adonis: Gerald Finley (Baritone)
Cupid: Robin Blaze (Countertenor)
Shepherdess: Maria Cristina Kiehr (Soprano)
Shepherds:
Christopher Josey (Countertenor)
John Bowen (Tenor)
Jonathan Brown (Basse)

Clare College Chapel Choir
dir. Timothy Brown

Orchestra of the Age of Enlightenment
dir. René Jacobs

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PQP

Festival Preisner: Zbigniew Preisner (1955) – Trilha sonora original para “La Double Vie de Véronique”, de Krzysztof Kieślowski

“A Dupla Vida de Véronique” é um dos filmes mais belos e estranhos que conheço. Belo pela luz dourada, por seus suaves verdes e vermelhos, pelos imensos silêncios entremeados pela música de Zbigniew Preisner, e sobretudo pelo rosto da divina Irène Jacob – no papel de sua vida -, iluminado maravilhosamente por Sławomir Idziak e seguido com discrição e sensibilidade por Krzysztof Kieślowski. Estranho porque, entre outros motivos, muito pouco acontece em “Véronique” e, no entanto, nada nele é tedioso. Poucas vezes vi a introspecção, que me é tão cara, retratada na tela assim, vivamente. É um filme, talvez, sobre a sensação de não estarmos sozinhos, de que há algo ou alguém a viver paralelamente conosco; uma experiência tão bela quanto estranhíssima, que abre mais questões do que as responde, e inda mais a cada revisita.

ZBIGNIEW PREISNER – LA DOUBLE VIE DE VERONIQUE – BANDE SONORE ORIGINALE DU FILM

1 – Weronika
2 – Véronique
3 – Tu Viendras
4 – L’Enfance
5 – Van den Budenmayer: Concerto en Mi Mineur, Version de 1798
6 – Véronique
7 – Solitude
8 – Les Marionnettes
9 – Theme: Première Transcription
10 – L’Enfance II
11 – Alexandre
12 – Alexandre II
13 – Theme: Deuxième Transcription
14 – Concerto en Mi  (Instrumentation Contemporaine No. 1)
15 – Concerto en Mi (Instrumentation Contemporaine No. 2)
16 – Concerto en Mi (Instrumentation Contemporaine No. 3)
17 – Van den Budenmayer: Concerto en Mi Mineur, Version de 1802
18 – Générique de Fin

Jacek Ostaszewski, flauta
Elzbieta Towarnicka, soprano
Coro Filarmônico da Silésia
Orquestra Filarmônica de Katowice
Antoni Wit, regência

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Vassily

J. Haydn (1732-1809): Sonatas para Piano

J. Haydn (1732-1809): Sonatas para Piano

timof

Este arquivo é uma imagem de um LP soviético da grande Lubov Timofeyeva. Vale a pena baixar, sim. É uma excelente pianista que valoriza as belas e nada complexas sonatas do mestre Haydn. Eu? Gosto muito. Brendel rende ainda mais neste repertório, é muito mais manhoso, marrento e sutil. À Timofeyeva talvez falte algum bordel, mas mesmo assim ela desempenha maravilhosamente. Experimente!

J. Haydn (1732-1809): Sonatas para Piano

Piano Sonata in G major Hob.XVI No.8 (No.1)
1. Allegro 2. Menuet 3. Andante 4. Allegro

Piano Sonata in C major Hob.XVI No.7 (No.2)
1. Allegro moderato 2. Menuet 3. Finale (Allegro)

Piano Sonata in F major Hob.XVI No.9 (No.3)
1. Allegro 2. Menuet 3. Scherzo (Allegro)

Piano Sonata in G major Hob.XVI G 1 (No.4)
1. Allegro 2. Menuetto 3. Finale (Presto)

Piano Sonata in G major Hob.XVI No.11 (No.5)
1. Presto 2. Andante 3. Menuet

Piano Sonata in C major Hob.XVI No.10 (No.6)
1. Moderato 2. Menuet 3. Finale (Presto)

Piano Sonata in D major Hob.XVII D 1 (No.7)
1. Moderato 2. Menuet 3. Finale (Allegro)

Lubov Timofeyeva, piano

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Haydn em pose bem idiota.

 

PQP

Festival Preisner: Zbigniew Preisner (1955) – Dekalog: Muzyka Filmowa – Trilha sonora original para o “Decálogo”, de Krzysztof Kieślowski

O “Decálogo” – uma guirlanda de, bem, dez brilhantes filmes de 55 minutos, cada qual uma pequena obra-prima – constitui o opus magnum de Kieślowski. Produzido pela televisão polonesa e de distribuição modesta quando de seu lançamento, repercutiu enormemente mundo afora, em especial junto aos cineastas – até mesmo o mui recluso e extremamente crítico Stanley Kubrick teceu loas ao roteiro -, e abrindo caminho no exterior para a carreira do diretor. Apesar de algumas semelhanças, como o entrelaçamento de tramas e os personagens demiúrgicos recorrentes, Kieślowski – que iniciou a carreira como documentarista – não lança mão aqui do virtuosismo que exibiria em sua muito mais famosa Trilogia das Cores, iniciada cinco anos depois. A despeito do título, a alusão aos Dez Mandamentos é, para o dizer o mínimo, bastante oblíqua. Pouquíssimo há de bíblico ou religioso nessas histórias que se desenrolam num austero e feiíssimo conjunto habitacional em Varsóvia. O estilo é muito enxuto, a atmosfera é quase árida, e os longos silêncios e ênfase nos closeups exigem um protagonismo da música, que Zbigniew Preisner garante com uma trilha sonora extraordinária, que depois adaptaria para os dois longa-metragens feitos a partir de episódios da série: “Não Matarás” (Krótki film o zabijaniu) e “Não Amarás” (Krótki film o miłości), ambos de 1988. Digna de nota, também, é a primeira menção a Van den Budenmayer, compositor neerlandês fictício, criatura de Kieślowski e Preisner, a quem se atribuem temas e composições que apareceriam também em “A Dupla Vida de Véronique”, “Azul” e “Vermelho”.

DEKALOG – MUZYKA FILMOWA – ZBIGNIEW PREISNER

1 – Dekalog I Part 6
2 – Dekalog I Part 5
3 – Dekalog II Part 1
4 – Dekalog II Part 2
5 – Dekalog III Part 2
6 – Dekalog III Part 3
7 – Dekalog IV Part 1
8 – Dekalog IV Part 2
9 -Dekalog V Part 1
10 – Dekalog V Part 6
11 – Dekalog V Part 9
12 – Dekalog V Part 12
13 – Dekalog VI Part 1
14 – Dekalog VI Part 2
15 – Dekalog VI Part 3
16 – Dekalog VI Part 4
17 – Dekalog VII Part 6
18 – Dekalog VII Part 8
19 – Dekalog VIII Part 1
20 – Dekalog VIII Part 4
21 – Dekalog VIII Part 7
22 – Dekalog IX Part 3
23 – Dekalog IX Part 7
24 – Dekalog IX Part 12
25 – Dekalog IX Part 13

Grande Orquestra Sinfônica da Rádio e Televisão Polonesa em Katowice
Zdzisław Szostak, regência

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Grażyna Szapołowska e seu olhar penetrante no episódio VI

Vassily

Jean Sibelius (1865-1957): Sinfonia Nº 1 & En Saga

Jean Sibelius (1865-1957): Sinfonia Nº 1 & En Saga

IM-PER-DÍ-VEL !!!

O cabeludo maestro finlandês Santtu-Matias Rouvali vem ganhando reconhecimento na Escandinávia e na Grã-Bretanha por grandes leituras dramáticas que muitas vezes trazem algo de novo a trabalhos familiares, como a dupla de peças orquestrais de Sibelius ouvidas neste disco da Alpha. A Sinfonia Nº 1 em Mi menor, op. 39 é obviamente descrita como tchaikovskiana e, de fato, há uma abundância de músicas amplas e levemente melancólicas que lembram o compositor. Mas Rouvali, líder da Sinfônica de Gotemburgo (da qual ele foi recentemente nomeado maestro titular), concentra-se em elementos mais finlandeses do que russos. Prova é o primeiro movimento, onde o lirismo tchaikovskiano dá lugar a uma passagem tumultuada, onde cada harmonia parece arrancada da anterior de uma maneira muito característica de Sibelius. A leitura de Rouvali é emocionante. O poema sinfônico En saga, Op. 9, é uma obra-prima que, em mãos inferiores, poderia tornar-se uma porcaria, mas que ficou enérgico e envolvente nas mãos de Rouvali. É para prestar atenção a este Santtu-Matias Rouvali. Ele sabe o que faz.

Jean Sibelius (1865-1957): Sinfonia Nº 1 & En Saga

Symphony No. 1 in E minor, Op. 39
1 I. Andante Ma Non Troppo – Allegro Energico 11:27
2 II. Andante (Ma Non Troppo Lento) 09:13
3 III. Scherzo: Allegro 05:28
4 IV. Finale: Andante – Allegro Molto – Andante Assai – Allegro Molto Come Prima – Andante 13:32

5 En Saga, Op. 9 19:01

Gothenburg Symphony Orchestra
Santtu-Matias Rouvali

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Com esses cabelos, Santtu está mais para Anjju.

PQP

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Richter – The Authorized Recordings – Beethoven I – Sviatoslav Richter #BTHVN250

Muito falamos em Sviatoslav Richter mas temos poucas gravações suas postadas aqui no PQPBach, o que no mínimo, é esquisito. Digo isso pois só eu, FDPBach, devo ter mais de 200 cds seus.

Mas a grandiosidade e genialidade de Sviatoslav Richter só pode ser conhecida se for ouvida. Não é por acaso que ele é considerado um dos principais pianistas do Século XX, ao lado de Arthur Rubinstein, de seu amigo Emil Gilels, de Wladimir Horowitz, Wilhelm Kempff, Arthur Schnabel, dentre tantos outros. Para nossa sorte, provavelmente ele deve ser o pianista com maior número de discos lançados anualmente, gravações realizadas desde a juventude ainda na União Soviética, até o final de sua vida. Podemos acompanhar assim a evolução de sua técnica, e  principalmente, de sua maturidade musical. Dizem que na própria Rússia ainda existe muito material seu para ser lançado, ele gravava muito.

Estes CDs que trarei para os senhores nos próximos dias foram gravados ao vivo, já no final de sua vida, quando o músico já estava com 77 anos.  Hoje teremos o primeiro CD duplo dedicado a Beethoven.

CD 1

01. Sonata No.19 in G minor, op. 49 No. 1 – Andante
02. Sonata No.19 in G minor, op. 49 No. 1 – Rond. Allegro
03. Sonata No.20 in G, op. 49 No. 2 – Allegro ma non troppo
04. Sonata No.20 in G, op. 49 No. 2 – Tempo di Menuetto
05. Sonata No.22 in F, op. 54 – In tempo d’un menuetto
06. Sonata No.22 in F, op. 54 – Allegretto
07. Sonata No.23 in F minor, op. 57 ‘Appassionata’ – Allegro assai
08. Sonata No.23 in F minor, op. 57 ‘Appassionata’ – Andante con moto
09. Sonata No.23 in F minor, op. 57 ‘Appassionata’ – Allegro ma non troppo

CD 2

01. Sonata No. 30 in E, op. 109 Vivace, ma non troppo – Adagio espressivo – Tempo I
02. Sonata No. 30 in E, op. 109 Prestissimo
03. Sonata No. 30 in E, op. 109 Gesangvoll, mit innigster Empfindung. Andante molto cantabile ed espressivo
04. Sonata No. 31 in A flat, op. 110 Moderato cantabile molto espressivo
05. Sonata No. 31 in A flat, op. 110 Allegro molto
06. Sonata No. 31 in A flat, op. 110 Adagio ma non troppo
07. Sonata No. 31 in A flat, op. 110 Fuga. Allegro ma non troppo
08. Sonata No. 32 in C minor, op. 111 Maestoso
09. Sonata No. 32 in C minor, op. 111 Allegro con brio ed appassionato
10. Sonata No. 32 in C minor, op. 111 Arietta. Adagio molto semplice e cantabile

Sviatoslav Richter – Piano

CD 1 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Festival Preisner: Zbigniew Preisner (1955) – Trilha sonora original para “Trois Couleurs: Rouge”, de Krzysztof Kieślowski

Festival Preisner: Zbigniew Preisner (1955) – Trilha sonora original para “Trois Couleurs: Rouge”, de Krzysztof Kieślowski

Tão logo terminaram os créditos finais de “Azul”, e enquanto ainda ecoava em meus pouco impressionáveis ouvidos médios a sensacional música de Zbigniew Preisner, determinei a mim mesmo:

– Sai AGORA dessa sala, criança, e consegue essa trilha.

Como naquela época ainda não havia o PQP Bach, e tampouco sonhávamos com a internet para, entre um download e outro, brigarmos com pessoas que sequer conhecemos, fui feito um Dodge na única loja em que eu tinha certeza de que encontraria a gravação. Lá atendia uma gentil, floral senhorinha, mui apropriadamente chamada Margarida, que me serviu café e bolachas e, entre renovados votos de que eu voltasse em breve para sangrar um pouco mais meus já anêmicos bolsos de estudante, entregou-me o CD em troca do que me seriam alguns almoços no bandejão.

Toquei de volta para casa, louco para encontrar meu “toca-discos-laser” – pois assim chamávamos as engenhocas -, enquanto planejava como inserir mais aqueles jejuns em meu minguado orçamento nutricional. Ouvi a trilha com o devido deleite; mais que isso, lambuzei-me com ela. Não só pela música, mas porque escutá-la com atenção me fez perceber detalhes que me escaparam do estupor que foi assistir a “Azul”. Dei-me conta, entre tantas outras coisas, de que o “Canto pela Reunificação da Europa”, a peça cuja composição é um dos fios condutores da trama, era baseado no texto grego da Primeira Epístola de Paulo aos Coríntios, aquela extravagante apologia do Amor – e isso bem antes dele virar o batido tema da prédica dos sacerdotes em 9 em cada 10 casamentos. Constatei, também, que havia excertos da trilha sonora de “Vermelho”, que eu nem imaginava estar em produção, posto que nem sabia tratar-se duma trilogia (o que era uma senhora patetice minha, considerando com a considerável dica das “Três Cores” nos prenomes dos filmes) e, menos ainda, que as tramas, assim como as trilhas sonoras, se entrelaçavam.

Ao ouvir aquela vinheta do filme vindouro, um sinuoso bolero, flagrei-me novamente falando comigo mesmo:

– Véronique.

Sim, Véronique – que, esclareço, que não era propriamente Véronique, mas sim sua intérprete, a magnífica Irène Jacob, que me fizera prostrar em admiração, sialorreia e silêncio durante toda projeção de “A Dupla Vida de Véronique”, também de Kieślowski, alguns anos antes. Aquele bolero, repetia para mim mesmo, era a CARA dela.

Essa cara

Alguns meses depois, “Branco” chegou aos cinemas e, na saída, dei de cara com Irène/Véronique no pôster de “Vermelho”. Sim, eu acertara em cheio: aquele bolero era seu retrato sonoro, e Preisner, tsc, sabia mesmo das coisas. E não só isso: a seu lado no pôster, estava o mítico Jean-Louis Trintignant, o que, com  a música de Preisner e sob a direção de Kieślowski, só me podia deixar a esperar o sublime. Alguns poucos e apreensivos meses depois, “Vermelho” veio e arrebentou todas minhas expectativas: este então jovem saco de tripas deixou a sala com a certeza de ter assistido a um dos melhores filmes que veria em toda sua vida.

Conto-lhes tudo isso para admitir que é difícil falar criticamente de algo que se adora tanto. Posso, num arremedo de crítica, admitir que falta aqui a opulência da trilha de “Azul” e a acidez da de “Branco”. O supracitado bolero, leitmotiv de Irène/Valentine e formoso como a protagonista, flerta de perto com o mundo do easy listening – e meu pai, fã do gênero, chegou-me mesmo a perguntar se quem tocava era Franck Pourcel. Talvez a música não se sustente sozinha como a das trilhas que a antecederam. Se ela, todavia, tão só instigar o leitor-ouvinte a conhecer a Trilogia das Cores, obra-prima e canto do cisne de Kieślowski, lamentavelmente falecido dois anos após o lançamento de “Vermelho” – bem, este meu bolero todo já terá valido a pena.

TROIS COULEURS: ROUGE
Trilha sonora original do filme
Música composta por Zbigniew Preisner

1 – Miłość od pierwszego wejrzenia
2 – Fashion Show I
3 – Meeting the Judge
4 – The Taped Conversation
5 – Leaving the Judge
6 – Psychoanalysis
7 – Today is my Birthday
8 – Do Not Take Another Man’s Wife I
9 -Treason
10 – Fashion Show II
11 – Conversation at the Theatre
12 – The Rest of the Conversation at the Theatre
13 – Do Not Take Another Man’s Wife II
14 – Catastrophe
15 – Finale
16 – L’ Amour Au Premier Regard

Silesian Philharmonic Choir
Sinfonia Varsovia
Wojciech Michniewski, regência

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE — TELECHARGER ICI 

Nota: a trilha sonora abre com um recitativo baseado num poema da polonesa Wisława Szymborska, Prêmio Nobel de Literatura em 1996, interpretado no original pelo ator Zbigniew Zamachowski (protagonista de “Branco”), e encerra-se com uma versão francesa. A peça não é ouvida em momento algum no filme, e sua audição, dessa forma, parece-me uma sugestão de poslúdio ao convoluto amor que se desenrola na tela.

AMOR À PRIMEIRA VISTA
Wisława Szymborska

Ambos estão certos
de que uma paixão súbita os uniu.

É bela essa certeza,
mas é ainda mais bela a incerteza.

Acham que por não terem se encontrado antes
nunca havia se passado nada entre eles.
Mas e as ruas, escadas, corredores
nos quais há muito talvez se tenham cruzado?

Queria lhes perguntar,
se não se lembram –
numa porta giratória talvez
algum dia face a face?
um “desculpe” em meio à multidão?
uma voz que diz “é engano” ao telefone?
– mas conheço a resposta.
Não, não se lembram.

Muito os espantaria saber
que já faz tempo
o acaso brincava com eles.

Ainda não de todo preparado
para se transformar no seu destino
juntava-os e os separava
barrava-lhes o caminho
e abafando o riso
sumia de cena.

Houve marcas, sinais,
que importa se ilegíveis.
Quem sabe três anos atrás
ou terça-feira passada
uma certa folhinha voou
de um ombro ao outro?
Algo foi perdido e recolhido.
Quem sabe se não foi uma bola
nos arbustos da infância?

Houve maçanetas e campainhas
onde a seu tempo
um toque se sobrepunha ao outro.
As malas lado a lado no bagageiro.
Quem sabe numa noite o mesmo sonho
que logo ao despertar se esvaneceu.

Porque afinal cada começo
é só continuação
e o livro dos eventos
está sempre aberto no meio.

Tradução de Regina Przybycien

Vassily

 

Böhm / Buxtehude / Händel / Mattheson / Pauset / Scheidemann / Telemann / Weckmann: Hamburg 1734

Böhm / Buxtehude / Händel / Mattheson / Pauset / Scheidemann / Telemann / Weckmann: Hamburg 1734

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Se você duvida que este disco seja a maior das extravagâncias, ouça direto os dois primeiros movimentos da Suíte Alster. Ou ela inteira, claro.

Hamburgo, 1734. O mais doido dos construtores de cravo, Hieronymus Albrecht Hass, criou um instrumento cuja sonoridade foi inspirada pela variedade e amplitude do órgão. Aqui, numa cópia deste cravo único, Andreas Staier interpreta obras dos melhores compositores que foram atraídos para a cidade por Hass. O resultado é uma profusão de cores. O cravista Staier é um mestre. E um cara corajoso, senão certamente evitaria tamanha anarquia.

Ouça e se SURPREENDA.

Georg Friedrich Haendel (1685-1759)

1. Chaconne

Georg Phillipp Telemann (1681-1767)
Ouverture burlesque (aus “Der Getreue Music-Meister)
2. Ouverture à la Polonoise
3. Loure
4. Gavotte en Rondeau
5. Bourrée
6. Menuet
7. Giga

Dietrich Buxtehude (1637-1707)
8. Praeludium & Fuga

Johann Mattheson (1681-1764)
Aus “Grosse General-Bass-Schule”
9. Der Ober-Classe Dreizehntes Prob-Stück
10. Der Ober-Classe Siebendes Prob-Stück

Georg Böhm (1661-1733)
11. Praeludium, Fuga & Postludium

Georg Phillipp Telemann (1681-1767)
Aus “Hamburger Ebb und Fluth” – transcription Andreas Staier
12. Loure. Der verliebte Neptunus
13. Bourrée. Die erwachende Thetis
14. Gavotte. Die spielenden Najaden
15. Harlequinade. Der schertzende Tritonus
16. Gigue. Ebbe und Fluth

Matthias Weckmann (c.1619-1674)
17. Toccata IV

Heinrich Scheidemann (1595-1663)
18. Pavana Lachrymae

Georg Phillipp Telemann (1681-1767)
Aus der “Alster-Ouvertüre” – transcription Andreas Staier
19. Die Hamburgischen Glockenspiele
20. Die concertierende Frösche und Krähen
21. Der Schwanen Gesang
22. Der Alster Schäffer Dorf Music

Brice Pauset (b. 1965)
23. Entrée

Andreas Staier
Christine Schornsheim

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Andreas Staier: baita CD, anárquico.

PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Complete Cantatas Vol 14 – Koopman

Enfim passamos por mais um Natal, e mais um ano se iniciou. E nada melhor que começar o Ano Novo ouvindo nosso compositor maior. Agora faltam menos de duas voltas para concluir esse imenso projeto de postar a integral das Cantatas. Vou acelerar para acabar o quanto antes e começar novos projetos.

 

COMPACT DISC 1
“Also hat Gott die Welt geliebt” BWV 68 
Feria 2 Pentecostes
1. Chorus: “Also hat Gott die Welt geliebt”
2. Aria (Soprano) and Ritornello: “Mein gläubiges Herze”
3. Recitative (Bass): “Ich bin mit Petro nicht vermessen”
4. Aria (Bass): “Du bist geboren mir zugute”
5. Chorus: “Wer an ihn glaubet”

“Bleib bei uns, denn es will Abend werden” BWV 6
Feria 2 Paschatos
6. Chorus: “Bleib bei uns, denn es will Abend werden”
7. Aria (Alto): “Hochgelobter Gottessohn”
8. Chorale (Sopranos): “Ach bleib bei uns, Herr Jesu Christ”
9. Recitative (Bass): “Es hat die Dunkelheit”
10. Aria (Tenor): “Jesu, laß uns auf dich sehen”
11. Chorale: “Beweis dein Macht, Herr Jesu Christ”

“Wer mich liebet, der wird mein Wort halten” BWV 74
Feria 1 Pentecostes
12. Chorus: “Wer mich liebet, der wird mein Wort halten”
13. Aria (Soprano): “Komm, komm, mein Herze steht dir offen”
14. Recitative (Alto): “Die Wohnung ist bereit”
15. Aria (Bass): “Ich gehe hin und komme wieder zu euch”
16. Aria (Tenor): “Kommt, eilet, stimmet Sait und Lieder”
17. Recitative (Bass): “Es ist nichts Verdammliches an denen”
18. Aria (Alto): “Nichts kann mich erretten”
19. Chorale: “Kein Menschenkind hier auf der Erd”

“Erhalt uns Herr, bei deinem Wort” BWV 126
Dominica Sexagesimae
20. Chorale: “Erhallt uns Herr, bei deinem Wort”
21. Aria (Tenor): “Sende deine Macht von oben”
22. Recitative (Alt, Tenor) + Chorale: “Der Menschen Gunst und Macht”
23. Aria (Bass): “Stürze zu Boden schwülstige Stolze!”
24. Recitative (Tenor): “So wird dein Wort und Wahrheit offenbar”
25. Chorale: “Verleih uns Frieden gnädiglich”

COMPACT DISC 2
“Ach wie flüchtig, ach wie nichtig” BWV 26
Dominica 24 post Trinitatis
1. Chorale: “Ach wie flüchtig, ach wie nichtig”
2. Aria (Tenor): “So schnell ein rauschend Wasser schießt”
3. Recitative (Alto): “Die Freude wird zur Traurigkeit”
4. Aria (Bass): “An irdische Schätze das Herze zu hängen”
5. Recitative (Soprano): “Die höchste Herrlichkeit und Pracht”
6. Chorale: “Ach wie flüchtig, ach wie nichtig” 0’47

“Mit Fried und Freud ich fahr dahin” BWV 125
Festo Purificationis Mariae
7. Chorale: “Mit Fried und Freud ich fahr dahin”
8. Aria (Alto): “Ich will auch mit gebrochnen Augen”
9. Recitative (Bass) + Chorale: “O Wunder, daß ein Herz”
10. Aria (Duet Tenor, Bass): “Ein unbegreiflich Licht erfüllt”
11. Recitative (Alto): “O unerschöpfter Schatz der Güte”
12. Chorale: “Er ist das Heil und Selig Licht”

“Wo Gott der Herr nicht bei uns hält” BWV 178
Dominica 8 post Trinitatis
13. Chorale: “Wo Gott der Herr nicht bei uns hält”
14. Recitative: “Was Menschenkraft und -witz anfäht”
15. Aria: “Gleichwie die wilden Meereswellen”
16. Chorale (Tenor): “Sie stellen uns wie Ketzern nach”
17. Chorale + Recitative (S, A, T, B): “Auf sperren sie den Rachen weit”
8. Aria (Tenor): “Schweig, schweig nur, taumelnde Vernunft!”
19. Chorale: “Die Feind sind all in deiner Hand” 1’37

Konzertsatz in D BWV 1045 6’21 Sinfonia from a lost cantata (fragment)
20. Sinfonia

COMPACT DISC 3
“Ihr werdet weinen und heulen” BWV 103
Dominica Jubilate At the Sunday Jubilate

1. Chorus: “Ihr werdet weinen und heulen”
2. Recitative: “Wer sollte nicht in Klagen untergehn”
3. Aria: “Kein Arzt ist außer dir zu finden”
4. Recitative: “Du wirst mich nach der Angst”
5. Aria (Tenor): “Erholet euch, betrübte Sinnen”
6. Chorale: “Ich hab dich einen Augenblick” l’05

“Am Abend aber desselbigen Sabbats” BWV 42
Dominica Quasimodogeniti
7. Sinfonia 6’44 8. Recitative: “Am Abend aber desselbigen Sabbats”
9. Aria : “Wo zwei und drei versammlet sind”
10. Choral: “Verzage nicht, o Häuflein klein”
11. Recitative (Bass): “Mann kann hiervon ein schön Exempel sehen”
12. Aria (Bass): “Jesus ist ein Schild der Steinen”
13. Chorale: “Verleih uns Frieden gnädiglich”

“Liebster Immanuel, Herzog der Frommen” BWV 123
Dominica Epiphanias At the Feast of Epiphanias
14. Chorus: “Liebster Immanuel, Herzog der Frommen”
15. Recitative : “Die Himmelssüßigkeit, der Auserwählten Lust”
16. Aria (Tenor): “Auch die harte Kreuzesreise” 5’35
17. Recitative : “Kein Höllenfeind kann mich verschlingen”
18. Aria : “Laß, o Welt, mich aus Verachtung”
19. Chorale: “Drum fahrt nur immer hin, ihr Eitelkeiten”

“Ihr werdet weinen und heulen” BWV 103 (Appendix)
20. Chorus: “Ihr werdet weinen und heulen”
21. Recitative: “Wer sollte nicht in Klagen untergehn”
22. Aria (Alto): “Kein Arzt ist außer dir zu finden”

“Am Abend aber desselbigen Sabbats” BWV 42 (Appendix)
23. Choral: “Verzage nicht, o Häuflein klein”

Deborah York, Annette Markert, Lisa Larsson soprano
Bogna Bartosz, Franziska Gottwald alto
Jörg Dürmüller, Christoph Prégardien, Paul Agnew tenor
Klaus Mertens bass
THE AMSTERDAM BAROQUE ORCHESTRA & CHOIR
TON KOOPMAN

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Festival Preisner: Zbigniew Preisner (1955) – Trilha sonora original para “Trois Couleurs: Blanc”, de Krzysztof Kieślowski

Festival Preisner: Zbigniew Preisner (1955) – Trilha sonora original para “Trois Couleurs: Blanc”, de Krzysztof Kieślowski

Inaugurar a Trilogia das Cores com um filme tão soberbo quanto “Azul” trouxe uma imensa expectativa sobre como seria em seu ato seguinte. Surpreendentemente, Krzysztof Kieślowski serviu ao público, ainda assoberbado pelo grande drama cerúleo, uma comédia que teve recepção morna, e não sem “nhés” de decepção.
Explicar-lhes por que adorei este filme sucinto e ácido, algo como um “Andantino semplice” inserido entre dois suntuosos movimentos sinfônicos, foge ao escopo deste blogue, mas não me furto a afirmar-lhes que trilha sonora que Zbigniew Preisner lhe compôs é tão essencial à trama quanto a do primeiro filme.  Não cabe à música, aqui, o protagonismo que tivera em “Azul”, como força condutora a sublinhar os longos close-ups da personagem da divina Juliette Binoche e entrecortar-lhe os doídos silêncios. O que ouvimos, reiteradamente, é um tango – o gênero tragipatético por excelência – a acompanhar o protagonista em sua volta do exílio, seu reencontro humilhante com o rincão e suas tentativas de recomeço (e, enquanto escrevo isso, dou-me conta de que no tango, assim como em “Branco”, o homem conduz os passos, enquanto “Azul” e “Vermelho” são conduzidos por mulheres). Não haveria espaço, entre tanta neve e bruscos diálogos em polonês, para as grandes massas sonoras da trilha sonora anterior. Assim, Preisner limita-se a comentar cameristicamente, e com modos eslavos bem apropriados à desolação do inverno em Varsóvia, o tema comum a todos os filmes da trilogia: o trôpego caminhar de uma criatura rumo ao que pensa ser sua redenção.

TROIS COULEURS – BLANC 
Trilha sonora original do filme
Música composta por Zbigniew Preisner

1 – The Beginning
2 – The Court
3 – Dominique tries to go home
4 – A Chat in the Underground
5 – Return to Poland
6 – Home at last
7 – On the Wisla
8 – First Job
9 – Don’t fall asleep
10 – After the first transaction
11 – Attempted Murder
12 – The Party on the Wisla
13 – Don Karol I
14 – Phone Call to Dominique
15 – Funeral Music
16 – Don Karol II
17 – Morning at the Hotel
18 – Dominque’s Arrest
19 – Don Karol III
20 – Dominique in Prison
21 – The End

Mariusz Pedzialek, oboé
Jan Cielecki, clarinete
Zbigniew Preisner Light Orchestra
Zbigniew Paleta, violino e regência

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Julie Delpy

Vassily

Dvořák: Quarteto Americano / Borodin: Quarteto Nº 2 / Shostakovich: Quarteto Nº 8

Dvořák: Quarteto Americano / Borodin: Quarteto Nº 2 / Shostakovich: Quarteto Nº 8

Choque. No dia 26 de setembro de 2012, PQP Bach postou Dvořák. Sim, mas é por motivos nobres. Em primeiro lugar, não tenho problemas em opinar que o Quarteto Americano é uma boa composição. Gosto dele. Mas o destaque deste CD chama-se Alexandr Borodin e seu esplêndido Quarteto Nº 2, onde nosso amigo acertou a mão em cheio, escrevendo música sublime de ponta a ponta. Já o Shosta que fecha o disco é notável em termos de repertório — é grande música — , mas não recebeu o melhor dos tratamentos por parte do Borodin Quartet. Já o Borodin (o Alexandr) e o Dvořák estão perfeitos.

Dvořák | String Quartet op.96 »American«
1. String Quartet No. 12 in F major (‘American’), B. 179 (Op. 96): 1. Allegro ma non troppo
2. String Quartet No. 12 in F major (‘American’), B. 179 (Op. 96): 2. Lento
3. String Quartet No. 12 in F major (‘American’), B. 179 (Op. 96): 3. Molto vivace
4. String Quartet No. 12 in F major (‘American’), B. 179 (Op. 96): 4. Finale: Vivace ma non troppo

Borodin | String Quartet No.2
5. String Quartet No. 2 in D major: 1. Allegro moderato
6. String Quartet No. 2 in D major: 2. Scherzo: Allegro
7. String Quartet No. 2 in D major: 3. Notturno: Andante
8. String Quartet No. 2 in D major: 4. Finale: Andante – Vivace

Shostakovich | String Quartet No.8 op.110
9. String Quartet No. 8 in C minor, Op. 110: 1. Largo
10. String Quartet No. 8 in C minor, Op. 110: 2. Allegro molto
11. String Quartet No. 8 in C minor, Op. 110: 3. Allegretto
12. String Quartet No. 8 in C minor, Op. 110: 4. Largo
13. String Quartet No. 8 in C minor, Op. 110: 5. Largo

Janáček Quartet (Dvořák)
Borodin Quartet (Borodin, Shosta)

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Alexandr Borodin

PQP

.: interlúdio :. Brenda Boykin – All the Time in the World

Hoje vou mudar um pouco minhas postagens, e trazer para os senhores algo muito atual, apesar da cantora já ter adentrado em seus 60 e poucos anos de idade. Trata-se da cantora de jazz californiana Brenda Boykin, dona de um belíssimo timbre de voz, com muito suíngue, latin jazz na alma, blues, funk (calma, falo da música tocada nos bairros novaiorquinos) e música eletrônica.  E não podemos esquecer o timaço de músicos que a acompanham, todos músicos de estúdio, porém com muita experiência em um estilo que se convencionou chamar de nu-jazz. E dirigidos pelo incrível Bepo Best, baixista, tecladista, produtor, com um faro incrível para criar verdadeiras obras primas, como a magnífica faixa ‘I´ll Be With You’. O que Brenda Boykin faz com sua voz aqui é algo assombroso.

Esse é outro disco que fará os senhores afastarem os móveis da sala para saírem dançando. Bom gosto, sofisticação, talento, tudo reunido em um baita CD, facilmente classificável como ‘IM-PER-DÍ-VEL !!!

P. S. A lista dos músicos envolvidos é um pouco extensa, e estou com preguiça em digitá-la, então estou deixando para os senhores o booklet para poder tirar estas informações.
P.S. 2 Encontei no site do Mozarteum Brasileiro está pequena biografia de Brenda Boykin. Vale a leitura.

01. Feel Me
02. Mambo Jambo
03. This Maybe Game
04. Don’t Take My Love Away
05. Where Is It Written
06. I’ll Be With You
07. Stone Mad
08. El Ritmo
09. Pa-Pade Swing (Koko Chanel Club Mix)
10. Dancing All Night
11. All the Time in the World
12. La Diva
13. Ninety Nine ‘n a Half
14. U Don’t Love Me (I Don’t Care)
15. And You Know How

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Brenda Boykin – Que voz, senhores !!!

Edvard Grieg – Piano Concerto in A minor, op. 16, Robert Schumann – Piano Concerto in A Minor, op. 54 – Radu Lupu, London Symphony Orchestra, André Previn

Volto ao feijão com arroz hoje, trazendo uma gravação estupenda deste fenomenal pianista chamado Radu Lupu, que infelizmente pouco aparece aqui no PQPBach, em um registro antológico e histórico, ao lado de André Previn e da Sinfônica de Londres, dos batidíssimos Concertos de Schumann e de Grieg. Mas quem importa se existem um milhão de gravações destas obras? Cada uma tem suas características e peculiaridades. e Radu Lupu dá um show aqui, ao mostrar porque estas obras são tão fundamentais no repertório pianístico.
Rubinstein tem dois registros magníficos do Concerto de Grieg e até hoje não consigo definir qual o meu favorito. Martha Argerich e Claudio Abbado tem a melhor gravação do Concerto de Schumann que já ouvi, mas este aqui da dupla Lupu/Previn está entre as top five, com certeza, ou até mesmo entre as top three, como disse um comentarista da amazon.

1. Piano Concerto in A minor, Op.54 1. Allegro affettuoso
2. Piano Concerto in A minor, Op.54 2. Intermezzo (Andantino grazioso)
3. Piano Concerto in A minor, Op.54 3. Allegro vivace
4. Piano Concerto in A minor, Op.16 1. Allegro molto moderato
5. Piano Concerto in A minor, Op.16 2. Adagio
6. Piano Concerto in A minor, Op.16 3. Allegro moderato molto e marcato – Quasi presto – Andante maestoso

Radu Lupu – Piano
London Symphony Orchestra
André Previn

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Zbigniew Preisner (1955) – Trois Couleurs: Bleu (A Liberdade é Azul)

Zbigniew Preisner (1955) – Trois Couleurs: Bleu (A Liberdade é Azul)

Postado originalmente por PQP Bach em 10/11/2014, restaurado por Vassily em 6/1/2020 para inaugurar um minifestival Preisner

O que dizer? Um dos maiores filmes que vi e uma das melhores trilhas sonoras já compostas? Sim, é bom começo, é sincero. É um filme onde Juliette Binoche depara-se com toda a liberdade possível. Ela faz o papel de Julie, mulher de um importante compositor e regente francês que morre num acidente de carro. Com ele, morre também a única filha do casal. É uma liberdade de luto — incômoda, deprimente, indesejável, horrível. Junto a um amigo do casal, ela tenta finalizar uma composição para coro e orquestra que havia sido encomendada ao marido, a Canção pela Unificação da Europa, descobrirá detalhes da vida do marido e seguirá sua vida. Trois Couleurs: Bleu (A Liberdade é Azul), de 1993, é um filme belíssimo e importante do cineasta polonês Krzysztof Kieslowski, o primeiro da Trilogia das Cores.

Zbigniew Preisner foi digno do filme. Deve ter trabalhado muito com Kieslowski, pois a música adapta-se ao filme — ou o filme a ela — de modo realmente arrepiante. Eu não consigo desgrudar o filme do CD da trilha sonora. A trilha faz parte do filme e gosto demais de ouvi-la para lembrar dele.

Preisner: Trois Couleurs: Bleu (A Liberdade é Azul)

1. Song for the Unification of Europe (Patrice’s version) 5:17
2. Van Den Budenmayer – Funeral music (winds) 2:05
3. Julie – Glimpses of Burial 0:32
4. Reprise – First appearance 0:34
5. The Battle of Carnival and Lent 0:59
6. Reprise – Julie with Olivier 0:51
7. Ellipsis 1 0:23
8. First flute 0:52
9. Julie – in her new apartment
10. Reprise – Julie on the stairs
11. Second flute 1:18
12. Ellipsis 2 0:23
13. Van Den Budenmayer – Funeral music (organ) 1:59
14. Van Den Budenmayer – Funeral music (full orchestra) 1:49
15. The Battle of Carnival and Lent II 0:44
16. Reprise – flute (closing credits version) 2:21
17. Ellipsis 3 0:25
19. Olivier and Julie – Trial composition 2:01
20. Olivier’s theme – finale 1:40
21. Bolero – Trailer for “Red” film 1:11
22. Song for the Unification of Europe (Julie’s version) 6:50
23. Closing credits 2:06
24. Reprise – organ 1:15
25. Bolero – “Red” film

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Uma tremendo filme com Juliette Binoche
Uma tremendo filme com Juliette Binoche

PQP

Carl Philipp Emanuel Bach (1714-1788): The Symphonies for Strings

Carl Philipp Emanuel Bach (1714-1788): The Symphonies for Strings

Sem dúvida, Carl Philipp Emanuel foi meu irmão mais talentoso. Era assim: eu, PQP, era o mais bonito e burro — e também tinha um pau maior que os dos outros — ; WF era o predileto; JC era um grande filho da puta e CPE era o que  mais tinha herdado de nosso pai em termos de capacidade musical. Sério, é só consultar por aí. E ele demonstra sua categoria neste sensacional CD com suas sinfonias para cordas.  O Presto da Sinfonia Wq 182 No.5 foi meu toque de celular por anos. É uma bela ideia, viram? Podem adotar, não me importo!

Grande música com Pinnock e o English Concert afiadíssimos!

Carl Philipp Emanuel Bach (1714-1788): The Symphonies for Strings

1. Sinfonia in G, Wq 182 No.1 – 1. Allegro di molto 3:42
2. Sinfonia in G, Wq 182 No.1 – 2. Poco adagio 4:03
3. Sinfonia in G, Wq 182 No.1 – 3. Presto 3:50

4. Sinfonia in B flat, Wq 182 No.2 – 1. Allegro di molto 3:20
5. Sinfonia in B flat, Wq 182 No.2 – 2. Poco adagio 3:37
6. Sinfonia in B flat, Wq 182 No.2 – 3. Presto 5:05

7. Sinfonia in C, Wq 182 No.3 – 1. Allegro assai 2:43
8. Sinfonia in C, Wq 182 No.3 – 2. Adagio 3:17
9. Sinfonia in C, Wq 182 No.3 – 3. Allegretto 3:36

10. Sinfonia in A, Wq 182 No.4 – 1. Allegro ma non troppo 4:24
11. Sinfonia in A, Wq 182 No.4 – 2. Largo ma inocentemente 3:28
12. Sinfonia in A, Wq 182 No.4 – 3. Allegro assai 4:01

13. Sinfonia in B minor Wq 182 No.5 – 1. Allegretto 4:17
14. Sinfonia in B minor Wq 182 No.5 – 2. Larghetto 2:37
15. Sinfonia in B minor Wq 182 No.5 – 3. Presto 3:49

16. Sinfonia in E major Wq 182 No.6 – 1. Allegro di molto 2:26
17. Sinfonia in E major Wq 182 No.6 – 2. Poco andante 3:08
18. Sinfonia in E major Wq 182 No.6 – 3. Allegro spiritoso 3:12

The English Concert
Trevor Pinnock

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Pinnock e o The English Concert em ação

PQP

Felix Mendelssohn-Bartholdy (1809-1847) – Complete Symphonies – CDs 5 e 6 de 6 – Thomas Fey, Heidelberger Sinfoniker

Concluindo mais uma série, antes tarde que nunca, mais Mendelssohn para os senhores, nas mãos muito competentes do maestro Thomas Fey, que dirige a Sinfonica de Heildelberg. Produção nota dez, que mantém o padrão de qualidade da gravadora Hänssler, como não poderia deixar de ser.

Destaque para as Sinfonias de nº 2, um primor de composição com um coral fantástico e solistas idem. Volto a repetir, seria interessante os senhores compararem estas gravações com a versão de Sawalisch, que postei dia destes.

Lamentavelmente, há alguns anos, Thomas Fey sofreu uma queda em sua casa, que causou um grave dano cerebral, o que o afastou dos palcos, e consequentemente, dos estúdios.

CD 5

1. Symphony No. 3 in A Minor, Op. 56, MWV N18 Scottish I. Allegro un poco agitato – Andante come prima
2. Symphony No. 3 in A Minor, Op. 56, MWV N18 Scottish II. Vivace non troppo
3. Symphony No. 3 in A Minor, Op. 56, MWV N18 Scottish III. Adagio
4. Symphony No. 3 in A Minor, Op. 56, MWV N18 Scottish IVa. Allegro vivacissimo –
5. Symphony No. 3 in A Minor, Op. 56, MWV N18 Scottish IVb. Allegro maestoso assai
6. String Symphony No. 11 in F Major, MWV N11 I. Adagio – Allegro molto
7. String Symphony No. 11 in F Major, MWV N11 II. Scherzo. Comodo (Schweizerlied)
8. String Symphony No. 11 in F Major, MWV N11 III. Adagio
9. String Symphony No. 11 in F Major, MWV N11 IV. Menuetto. Allegro moderato
10. String Symphony No. 11 in F Major, MWV N11 V. Allegro molto

CD 6

1. Symphony No. 2 in B-Flat Major, Op. 52, MWV A18 Lobgesang Ia. Sinfonia. Maestoso con moto – Allegro
2. Symphony No. 2 in B-Flat Major, Op. 52, MWV A18 Lobgesang Ib. Allegretto un poco agitato
3. Symphony No. 2 in B-Flat Major, Op. 52, MWV A18 Lobgesang Ic. Adagio religioso
4. Symphony No. 2 in B-Flat Major, Op. 52, MWV A18 Lobgesang IIa. Alles was Odem hat
5. Symphony No. 2 in B-Flat Major, Op. 52, MWV A18 Lobgesang IIb. Lobe den Herrn meine Seele
6. Symphony No. 2 in B-Flat Major, Op. 52, MWV A18 Lobgesang IIIa. Recitative. Saget es, die ihr erlöst seid
7. Symphony No. 2 in B-Flat Major, Op. 52, MWV A18 Lobgesang IIIb. Er zählet unsre Tränen
8. Symphony No. 2 in B-Flat Major, Op. 52, MWV A18 Lobgesang IV. Sagt es, die ihr erlöset seid
9. Symphony No. 2 in B-Flat Major, Op. 52, MWV A18 Lobgesang V. Ich harrete des Herrn
10. Symphony No. 2 in B-Flat Major, Op. 52, MWV A18 Lobgesang VI. Stricke des Todes hatten uns umfangen
11. Symphony No. 2 in B-Flat Major, Op. 52, MWV A18 Lobgesang VII. Die Nacht ist vergangen
12. Symphony No. 2 in B-Flat Major, Op. 52, MWV A18 Lobgesang VIII. Chorale. Nun danket alle Gott
13. Symphony No. 2 in B-Flat Major, Op. 52, MWV A18 Lobgesang IX. Drum sing’ ich mit meinem Liede
14. Symphony No. 2 in B-Flat Major, Op. 52, MWV A18 Lobgesang X. Ihr Völker, bringet her dem Herrn

Eleonore Malguerre – Soprano
Ulrika Strömstedt – Mezzo – Soprano
Markus Schäfer – Tenor
Heidelberger Sinfoniker
Deutscher Kammerchor
Thomas Fey – Conductor

CD 5 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 6 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE