Piotr Ilich Tchaikovsky (1840-1893) – Symphony No. 3 In D Major Op. 29

FDP Bach volta às sinfonias de Tchaikowsky.
Desta vez, segue a Sinfonia nº3, bela, melancólica, em outros momentos pungente, mas angustiante, é um retrato de um artista angustiado, atormentado, melancólico, eternamente em luta contra seus demônios interiores, mas que ao mesmo tempo produziu uma obra belíssima, com melodias inesquecíveis.

A regência de Jansons como sempre é segura e vibrante.

P.S. Uma correção: na postagem anterior informei que Jansons era lituano. Me equivoquei, e graças à um leitor atento nosso, fui corrigido: Na verdade ele nasceu em Riga, na Letônia, portanto é letão.

1- Symphony No. 3 In D Major Op. 29: I – Moderato assai (Tempo di marcia funebre) – Allegro brillante – P.I. Tchaikovsky
2. Symphony No. 3 In D Major Op. 29: II – Alla tedesca: Allegro moderato e semplice
3. Symphony No. 3 In D Major Op. 29: III – Andante elegiaco
4. Symphony No. 3 In D Major Op. 29: IV – Scherzo: Allegro vivo
5. Symphony No. 3 In D Major Op. 29: V – Finale: Allegro con fuoco – Tempo di polacca

Oslo Philarmonic Orchestra
Mariss Jansons – Director

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Arcangelo Corelli (1653-1713) – Sonatas para Violino Op.5 (completas)

S2669368O mais importante opus de Corelli recebe aqui tratamento de luxo nesta gravação de 1972, diversas vezes reeditada pela Archiv. Um pouco mais nervosa que os registros mais modernos, Melkus dá uma demonstração de competência e virtuosismo ao lado da Capella Academica de Viena, um dos conjuntos precursores da música com instrumentos “autênticos” (de época). No meu vinil, está escrita a data em que o comprei pela primeira vez: 10/10/1979. Desde então os sons do Grave-Allegro da Sonata Nro. 1 que abre o CD1 e o Adagio inicial da Sonata Nro. 3 passaram a fazer, de certa forma, parte de mim. Um CD imperdível. Atenção para a Follia final.

Arcangelo Corelli – 12 Violin Sonatas Op. 5

CD1:
1-5 Sonata I in D major
6-10 Sonata II in B flat major
11-15 Sonata III in C major
16-20 Sonata IV in D minor
21-25 Sonata V in E minor
26-30 Sonata VI in A Major

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CD2:
1-4 Sonata VII in F major
5-8 Sonata VIII in G minor
9-12 Sonata IX in A major
13-17 Sonata X in F Major
18-22 Sonata XI in E Major
23 Sonata XII in D minor (“Follia”)

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Capella Academica Wien

Eduard Melkus (violin)
Huguette Dreyfus (harpsichord, organ)
Garo Atmagayan (violoncello)
Karl Scheit (lute)

Aviso aos Navegantes

Durante esta semana ouvi três vezes a Paixão Segundo São Mateus do divino Bach e cada vez com o mesmo sentimento de infinita admiração. Quem desaprendeu totalmente a cristandade tem a chance de ouvi-la como um evangelho.

Friedrich Nietzsche

No próximo final de semana, a Paixão Segundo São Mateus será postada em nosso blog, completa e a cores, em perfeito mp3 Eastmancolor, na versão de John Eliot Gardiner. Aguardem.

Carl Orff (1895-1982) – Carmina Burana (Jochum)

Carmina BuranaCarl Orff é um caso isolado na história da música alemã. Foi autodidata, chegou tardiamente à composição e pensava suas músicas como “teatro musical”. Saltou por cima de toda a ópera para imaginar novas representações a partir do espírito do teatro antigo e das danças rituais.

O primeiro sucesso desta estética pessoal foi Carmina Burana, de 1937. É uma música popularíssima, primitiva, repetitiva e obstinada, de harmonia rudimentar e de vocabulário melódico simples. Orff, fiel a suas repetições, criou um método de ensino de música através do ritmo, associando-o a batidas de mãos e pés. Enquanto viveu, seu método difundiu-se; hoje está esquecido, mas o compositor deixou vasta obra, da qual apenas Carmina faz parte do repertório regular das orquestras e corais.

Você já ouviu a abertura desta obra, certamente. Muitos programas de rádio e TV utilizam seu tema inicial e também outros trechos em suas aberturas, mas foi o filme Excalibur e a HBO que o difundiram ad nauseum. O pior foram as cópias. Qualquer filme de terror que inclua um ritual (exemplo: A Profecia, The Omen) solicita ao responsável pela trilha sonora uma composição parecida com Carmina Burana.

Esta gravação que apresentamos a vocês é de longe a melhor. Eugen Jochum é o regente e a concepção foi autorizada pelo próprio Orff, que esteve presente no estúdio.

Gosto de Carmina Burana quando consigo esquecer todos os maus filmes e programas de TV aos quais está associada… É um exercício mental interessante.

Carl Orff (1895-1982) – Carmina Burana (1937)

1. Fortune, Empress Of The World: O Fortune
2. Fortune, Empress Of The World:I Bemoan The Wounds Of Fortune
3. I Spring: The Merry Face Of Spring
4. I Spring: The Sun Warms Everything
5. I Spring: Behold, The Pleasant Spring
6. On The Green: Dance
7. On The Green: The Noble Woods Are Burgeoning
8. On The Green: Shopkeeper, Give Me Colour
9. On The Green: Those Who Go Round And Round
10. On The Green: If All The World Were Mine
11. II In The Tavern: Burning Inside
12. II In The Tavern: Once I Lived On Lakes
13. II In The Tavern: I Am The Abbot
14. II In The Tavern: When We Are In The Tavern
15. III The Court Of Love: Cupid Flies Everywhere
16. III The Court Of Love: Day, Night And Everything
17. III The Court Of Love: A Girl Stood
18. III The Court Of Love: In My Heart
19. III The Court Of Love: If A Boy With A Girl
20. III The Court Of Love: Come, Come, O Come
21. III The Court Of Love: In The Balance
22. III The Court Of Love: This Is The Joyful Time
23. III The Court Of Love: Sweetest One
24. Blanchefleur And Helen: Hail, Most Beautiful One
25. Fortune, Empress Of The World: O Fortune

Gundula Janowitz / Gerhard Stolze / Dietrich Fischer-Dieskau
Coro e Orquestra da Ópera de Berlim
Eugen Jochum

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PQP Bach

Capella de Ministrers – Trobadors (Vários)

Capella De Ministrers TrobadorsAcho que, após mais de 350 postagens, esta é a primeira que inclui música de trovadores medievais em nosso blog. Trata-se de um CD magnificamente interpretado e com rara qualidade de som. Eu desconhecia o grupo Capella de Ministrers até me deparar com este divertido CD que demonstra claramente, poe sua sonoridade, o quanto os árabes estiveram presentes na cultura européia da Idade Média.

O “menestrel” era o músico e cantor ambulante dos tempos da antiga cavalaria, vivendo, como profissional, agregado aos trovadores fidalgos. Fazia versos e cantava pelos castelos, sempre envolto em grande popularidade.Acompanhava, com seu instrumento, os cantos dos senhores. Quando de origem clerical, exercia papel saliente nas cortes, onde organizava divertimentos e espetáculos artísticos.
 
O “trovador” estava acima do menestrel.

Seu tema principal era o amor, baseado numa teoria platônica, embora de quando em quando, se tratasse de paixão verdadeira.

Bernard de Ventadour (1140-1195) foi o único poeta provençal que,  sem o manto da hipocrisia, manifestou livremente sua paixão… Há quem distinga os trovadores dos troveiros, que, a rigor, não passam de formas diferentes da mesma idéia.

Os trovadores (do provençal “troubadours”), falavam e escreviam na “langue d’oc” (sul da França).

Os troveiros (do francês “trouvêre”), usavam a “langue d’oil” (norté da França).

Importantes trovadores provençais (“langue d’oc”) foram: Bernard de Ventadour, o mais “moderno” de todos; Arnaut Daniel (1150-1189), inventor da “sextina”; Girard de Bourneuil (1150-1220),  tido, por muitos, como o inventor do soneto; Bertrand de Born, que foi fidalgo do Périgord (antiga região da França) e morreu frade em 1210; Peire Vidal (1150-1210); Peire d’Auvergne (século XII); Peire Cardenal, nascido em 1210 e morto no fim do mesmo século; Guiraut Riquier (1250-1294); Rambaldo de Vaqueiras (1180-1207); Guilherme de Aquitânia (Guilherme IX), conde de Poitiers e duque de Aquitânia e de Gasconha (1071-1127), um dos mais antigos poetas em língua românica. Diz-se que foi o primeiro trovador.

Na França (“langue d’oil”), foram troveiros de algum relevo (século XIII): Conon de Bêthune; Colin Muset; Philippe de Nanteuil; Gace Brulé; Jean Bodel, que deixou Arrás, sua terra natal, em 1202, por estar leproso; Thibaud IV (1201-1253). Blondel de Nesles; Adam de la Haíle, rico burguês, chamado “o Corcunda”, e que foi exilado de sua terra natal (também Arrás), em 1269, por questões políticas.

Eram, quase todos, cavaleiros, nobres, senhores; e os seus poemas, líricos.

Texto adaptado a partir deste aqui.

Capella de Ministrers – Trobadors

Performers:
Ruth Rosique – voice
David Antich – flutes
Efren Lopez – hurdy-gurdy, ud, saz
Octavio Lafourcade – medieval lute
Carles Magraner – vielle
Pau Ballester – psaltery, percussion

01 – Raimbaut de Vaqeiras – Aras pot hom conoisser e proar I
02 – Bernat de Tolosa – Ben volgr
03 – Anon. – S’anc vos ame
04 – Raimbaut de Vaqeiras – Savis e fols, humils et ergulhos
05 – Aimeric de Peghilhan – En greus pantais
06 – Anon. – Amors, merce no sia
07 – Bernat de Ventadorn – A! Tantas bonas chansons
08 – Peire Vidal – S’ieu fos en cort
09 – Berenguer de Palou – Dona, la ienser
10 – Raimbaut de Vaqeiras – Kalenda maya
11 – Berenguer de Palou – Aital dona
12 – Giraut de Bornelh – Reis glorios
13 – Bernat de Ventadorn – Can vei la lauzeta mover
14 – Peire Vidal – Jes per temps
15 – Raimbaut de Vaqeiras – Aras pot hom conoisser e proar II
16 – Anon. – Tant es gay
17 – Raimbaut de Vaqeiras – Guerras ni platz no son bos
18 – Raimbaut de Vaqeiras – No magrad’iverns
19 – Peire Cardenal – Un sirventesc novel
20 – Berenguer de Palou – De la iensor
21 – Pere Raimon de Toloza – Atressi cum la candela
22 – Berenguer de Palou – Tant m’abelis

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PQP Bach

Dmitri Shostakovich (1906-1975) – Sinfonia Nº 10, Op. 93 (1953)

41007Algumas orquestras e regentes soviéticos eram motivo de orgulho nacional e isto não era tolo ufanismo. Naqueles anos, o trabalho de Evgeny Mravinsky  e sua Orquestra de Leningrado quase sempre me chegaram em gravações ao vivo, como esta que publico aqui hoje. E eram sempre espantosas. Por exemplo, sua gravação da Música para Cordas, Percussão e Celesta de Bartók é imbatível e ainda vinha com a 7ª Sinfonia de Sibelius! É dos poucos LPs que ouço até hoje.

Além de Mravinsky havia Kondrashin, Svetlanov e Roszdesvensky, um super-quarteto.

Agora, de forma inteiramente casual, encontrei na rede este registro ao vivo da 10ª de Shostakovich. Apesar da tosse da platéia e do som mono. Mravinsky demonstra seu vigor um ano após a morte de Shostakovich. A tensão dramática a que Mravinsky chega aqui é digna de nota. Ele era amigo de Shosta, que havia-lhe dedicado a 8ª Sinfonia.

Este monumento da arte contemporânea mistura música absoluta, intensidade trágica, humor, ódio mortal, tranqüilidade bucólica e paródia. Tem, ademais, uma história bastante particular.

Em março de 1953, quando da morte de Stalin, Shostakovich estava proibido de estrear novas obras e a execução das já publicadas estava sob censura, necessitando autorizações especiais para serem apresentadas. Tais autorizações eram, normalmente, negadas. Foi o período em que Shostakovich dedicou-se à música de câmara e a maior prova disto é a distância de oito anos que separa a nona sinfonia desta décima. Esta sinfonia, provavelmente escrita durante o período de censura, além de seus méritos musicais indiscutíveis, é considerada uma vingança contra Stalin.

Primeiramente, ela parece inteiramente desligada de quaisquer dogmas estabelecidos pelo realismo socialista da época. Para afastar-se ainda mais, seu segundo movimento – um estranho no ninho, em completo contraste com o restante da obra – contém exatamente as ousadias sinfônicas que deixaram Shostakovich mal com o regime stalinista. Não são poucos os comentaristas consideram ser este movimento uma descrição musical de Stálin: breve, é absolutamente violento e brutal, enfurecido mesmo, e sua oposição ao restante da obra faz-nos pensar em alguma segunda intenção do compositor. Para completar o estranhamento, o movimento seguinte é pastoral e tranqüilo, contendo o maior enigma musical do mestre: a orquestra pára, dando espaço para a trompa executar o famoso tema baseado nas notas DSCH (ré, mi bemol, dó e si, em notação alemã) que é assinatura musical de Dmitri SCHostakovich, em grafia alemã. Para identificá-la, ouça o tema executado a capela pela trompa. Ele é repetido quatro vezes. Ouvindo a sinfonia, chega-nos sempre a certeza de que Shostakovich está dizendo insistentemente: Stalin está morto, Shostakovich, não. O mais notável da décima é o tratamento magistral em torno de temas que se transfiguram constantemente.

P.Q.P. Bach adverte: não ouça o segundo movimento previamente irritado. Você e sua companhia poderão se machucar.

Evgeny Mravinsky Conducts Shostakovich
(Leningrad Masters 1995)

Shostakovich`s Symphony No. 10, in E Minor, Op. 93
(gravação mono e ao vivo de 1976)

1. Moderato (22min 24)
2. Allegro (4min 08)
3. Allegretto (11min 10)
4. Andante – Allegro (11min 17)

Orquestra Filarmônica de Leningrado
Reg.: Evgeny Mravinsky

Tempo Total: 48min 58

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PQP Bach

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Adventskantaten – BWV 36, 61 e 62

Cover+Front+Small

Já envolvido pelo clima natalino, e também cumprindo uma parte do que prometera, de postar obras relacionadas ao Natal, FDP Bach resolveu voltar a prestar homenagens ao seu pai, já há muito tempo por ele deixado de lado. Em outras palavras, temos aqui o clássico caso de um filho ingrato tentando recuperar a estima de seu progenitor.
Tratam-se das cantatas de compostas por nosso pai em homenagem ao Advento. FDP reconhece que está atrasado com esta postagem, afinal, este já é o segundo domingo do advento. Tiremos o atraso, portanto.
A gravação está a cargo de Philippe Herreweghe e seu Collegium Vocale, especialistas em barroco.

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Adventskantaten – BWV 36, 61 e 62

01 – BWV 36 Part 1 – Chorus
02 – BWV 36 Part 1 – Choral
03 – BWV 36 Part 1 – Aria
04 – BWV 36 Part 1 – Chorale
05 – BWV 36 Part 2 – Aria
06 – BWV 36 Part 2 – Chorale
07 – BWV 36 Part 2 – Aria
08 – BWV 36 Part 2 – Chorale
09 – BWV 61 – Ouverture
10 – BWV 61 – Recitativo
11 – BWV 61 – Aria
12 – BWV 61 – Recitativo
13 – BWV 61 – Aria
14 – BWV 61 – Chor
15 – BWV 62 – Choral
16 – BWV 62 – Aria
17 – BWV 62 – Recitativo
18 – BWV 62 – Aria
19 – BWV 62 – Recitativo
20 – BWV 62 – Choral

Sibylla Rubens, Sarah Connoly, Christoph Prégardien e Peter Kooy – Solistas

Collegium Vocale
Philippe Herreweghe – Director

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Pyotr Ilyich Tchaikovsky (1840-1893) – Symphony nº 1 in G Menor, op. 13 “Winter Daydreams”, Symphony nº 2 in C Minor, op. 17 Little Russian

Começo a postar as sinfonias de Tchaikowsky, inúmeras vezes solicitadas aqui no blog.
Optei por essa versão do jovem Mariss Jansons (lituano, nascido em 1943)devido aos comentários elogiosos lidos em alguns sites especializados. E creio que ninguém irá se decepcionar com a escolha. Quando gravou essa integral, Jansons tinha pouco mais de 40 anos, e já era diretor da Filarmônica de Oslo, após ter estudado no conceituado Conservatório de Leningrado (atual St. Petersburg)e após ter sido assistente de nunguém mais, ninguém menos do que Herr Karajan na Filarmônica de Berlim. Currículo invejável.
Mas temos aqui as duas primeiras sinfonias de Tchaikowsky. Obras de juventude, porém que já mostram o espírito e a alma russas devidamente impregnadas, e que também já mostram um compositor preparado para vôos maiores.
À elas, pois…

Symphony nº 1, in G minor, op. 13, “Winter Daydreams”
1 – Allegro tranquilo
2 – Adagio cantabile ma non tanto
3 – Scherzo. Allegro scherzando giocoso
4 – Finale. Andante lugubre – Allegro maestoso

Symphony nº 2, in C Minor, op. 17, “Little Russian”
5 – Andante sostenuto – Allegro vivo
6 – Andantino marziale, quasi moderato
7 – Scherzo and Trio – Allegro molto vivace
8 – Finale. Moderato assai – Allegro vivo.

Oslo Philarmonic Orchestra
Mariss Jansons

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W. A. Mozart (1756-1791) – Grande Missa em Dó Menor K.427

51XddEDboAL AA280 Nada como terminar a semana com uma grande obra-prima numa clássica interpretação que já recebeu três capas diferentes da EMI. Pensei até que fosse outra gravação, pois tenho o CD desde 1989 e não achava minha edição… (A capa que mostramos é a mais recente.) Quem não se arrepiar no Kyrie inicial ou não gosta de música ou acabou de deixar de gostar.

CD obrigatório com Leppard em perfeita forma e Kiri nem se fala. Esta nasceu para cantar Mozart.

Missa em Dó Menor K. 427 de Wolfgang Amadeus Mozart

01.Mass In C Minor, K.427: I Kyrie (Raymond Leppard/New Philharmonia Orchestra/Dame Kiri Te Kanawa) 08:09
02.Mass In C Minor, K.427: Gloria In Excelsis (Raymond Leppard/New Philharmonia Orchestra/Dame Kiri Te Kanawa) 02:52
03.Mass In C Minor, K.427: Laudamus Te (Raymond Leppard/New Philharmonia Orchestra/Dame Kiri Te Kanawa) 04:53
04.Mass In C Minor, K.427: Gratias Agimus Tibi (Raymond Leppard/New Philharmonia Orchestra/Dame Kiri Te Kanawa) 01:30
05.Mass In C Minor, K.427: Domine Deus (Raymond Leppard/New Philharmonia Orchestra/Dame Kiri Te Kanawa) 02:52
06.Mass In C Minor, K.427: Qui Tollis Peccata Mundi (Raymond Leppard/New Philharmonia Orchestra/Dame Kiri Te Kanawa) 06:27
07.Mass In C Minor, K.427: Quoniam Tu Solus Sanctus (Raymond Leppard/New Philharmonia Orchestra/Dame Kiri Te Kanawa) 04:17
08.Mass In C Minor, K.427: Jesu Christe (Raymond Leppard/New Philharmonia Orchestra/Dame Kiri Te Kanawa) 00:46
09.Mass In C Minor, K.427: Cum Sancto Spiritu (Raymond Leppard/New Philharmonia Orchestra/Dame Kiri Te Kanawa) 04:12
10.Mass In C Minor, K.427: Credo In Unum Deum (Raymond Leppard/New Philharmonia Orchestra/Dame Kiri Te Kanawa) 03:58
11.Mass In C Minor, K.427: Et Incarnatus Est (Raymond Leppard/New Philharmonia Orchestra/Dame Kiri Te Kanawa) 08:28
12.Mass In C Minor, K.427: IV Sanctus (Raymond Leppard/New Philharmonia Orchestra/Dame Kiri Te Kanawa) 02:03
13.Mass In C Minor, K.427: Osanna (Raymond Leppard/New Philharmonia Orchestra/Dame Kiri Te Kanawa) 02:16
14.Mass In C Minor, K.427: V Benedictus (Raymond Leppard/New Philharmonia Orchestra/Dame Kiri Te Kanawa) 06:30

Kiri te Kanawa
Ilena Cotrubas
Werner Krenn
Hans Sotin
John Aldis Choir
New Philharmonia Orchestra
Raymond Leppard (Dirigent)

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PQP Bach

Franz Peter Schubert (1787-1828) – Symphonie nº 8 in B Minor, D. 759, Symphonie nº 9, in C, D. 944

Essa gravação das sinfonias realizadas pelo Karajan nos anos 60 tem uma caracterítica muito interessante: a própria DG acha estranho a velocidade com que a obra é interpretada, mas respeita a opção, afinal se tratava de Herr Karajan, seu maior vendedor de discos. Cómentários irônicos diziam que possivelmente o maestro teria algum compromisso inadiável no dia da gravação da Sinfonia nº9, por isso acelerou o tempo dos movimentos, para acabar o quanto antes e não chegar atrasado ao compromisso.
Ironias á parte, o proprio Karajan confessava que se sentia perdido quando interpretava essa obra, pois as indicações deixadas por Schubert na partitura eram muito tênues,e mesmo assim, sujeitas a diversas interpretações. De qualquer forma, trata-se aqui da visão de um dos maiores regentes do século XX, e isso deve ser levado em conta.
Para contrapor essa opção um tanto quanto “acelerada”, estarei mais à frente disponibilizando também as versões de Claudio Abbado, à frente da Chamber Orchestra of Europe, e Harnoncourt, à frente desta mesma orquestra, se não me engano.

Mas vamos ao que interessa.

Franz Peter Schubert (1787-1828) – Symphonie nº 8 in B Minor, D. 759, Symphonie nº 9 in C, D. 944

Symphonie nº 8 in B Minor, D. 759
1 – Allegro moderato
2 – Andante com moto

Symphony nº 9 in C, D. 944

4 – Andante – Allegro ma non troppo
5 – Andante com moto
6 – Scherzo (Allegro vivace)
7 – Allegro vivace

Berliner Philarmoniker
Herbert von Karajan

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Jean-Philippe Rameau (1683-1764) – Cantates Profanes e Pièces en Concert

41EB99R3KXL AA240 Um belo CD. Principalmente na parte exclusivamente instrumental. Um show. Mas não apressemos as coisas.

P.Q.P. Bach estava preocupadíssmo com a situação da música francesa por aqui. Estava dormindo mal, até. A história deste blog demonstra que as observações desconfiadas de PQP sobre a música francesa foram recebidas, certa vez, com a hostilidade de alguns europeus. Pois agora, paradoxalmente, é ele quem levanta bem alto (Raise high the roof beam, carpenters) a bandeira da França de tão belas mulheres e de música tão desigual.

Mas nem sempre foi assim: houve Rameau e outros. E há este grande CD que mistura a música instrumental (extraordinária, meus amigos) do compositor com sua música vocal.

Jean-Philippe Rameau nasceu em Dijon e faleceu em Paris. Filho do organista da catedral Notre-Dame de Dijon, distinguiu-se, desde cedo, como um organista de especial talento para a composição musical. Também tinha grande talento para a matemática embora não tenha contribuído para ela.

Foi enquanto organista em Clermont-Ferrand que ele escreveu seu famoso tratado de harmonia. Era também muito conhecido como professor de cravo, bastante em moda na Paris de sua época. A técnica da dedilhação dos instrumentos de teclado deve muito a Rameau e só foi modificada por meu pai, Johann Sebastian Bach, seu contemporâneo, com o uso mais efetivo do polegar. No final de sua vida, tornou-se “compositor do rei” e, ao falecer, teve todas as honras da nobreza e funeral público com grande pompa e circunstância.

Teórico eminente e amigo de Voltaire, protegido de poderosos representantes da nova burguesia, era bem o homem novo, que os progressistas de então tiveram a loucura de não reconhecer. As suas óperas (especialmente as suas obras-primas criadas entre 1733 e 1745) representam, no campo musical, um renascimento da ópera clássica francesa, apesar dos temas e encenações convencionais que ligam às “pompas de Versalles”. Aí, notam-se, especialmente, algumas aquisições italianas (ária da capo, grandes melodias do bel canto, importância da orquestra): arte muito mais audaciosa do que a de Lully, tanto do ponto de vista melódico como harmônico. As peças descritivas, especialmente notáveis, têm origem numa arte totalmente nova (o tremor de terra das Indes galantes, por exemplo).

A música religiosa, pelo contrário, adotou, de forma bastante convencional, o grande estilo italiano: parece que, ao contrário dos seus antecessores, Rameau considerou a composição para igreja uma obrigação fastidiosa. A música religiosa é ótima, prezado Jean-Philippe, mas a igreja é, com efeito, fastidiosa.

(O texto acima é meu, mas também é da Wiki e daqui.)

P.Q.P. Bach.

Jean-Philippe Rameau (1683-1764) – Cantates Profanes e Pièces en Concert

1. Pièce En Concert N.1 : La Coulicam
2. Pièce En Concert N.1 : La Livri
3. Pièce En Concert N.1 : La Vezinet
4. L’ Impatience : Récit : Ces Lieux Brillent …
5. L’ Impatience : Air Gai : Ce N’est Plus …
6. L’ Impatience : Récit : Les Oiseaux …
7. L’ Impatience : Air Tendre : Pourquoi Leur Envier …
8. L’ Impatience : Récit : Mais Corine Parait
9. L’ Impatience : Air Léger : Tu Te Plais …
10. Pièce En Concert N.3 : La Poplinière
11. Pièce En Concert N.3 : La Timide
12. Pièce En Concert N.3 : 1er Et 2e Tambourin
13. Thétis : Prélude
14. Thétis : Récit : Muses, Dans Vos Divin Concerts
15. Thétis : Air : Volez Tirans Des Airs
16. Thétis : Récit : Neptune En Ce Moment
17. Thétis : Air : Parlez, Volez …
18. Thétis : Récit : Quel Aveugle …
19. Thétis : Air Gracieux : Beauté …
20. Pièce En Concert N.5 : La Forqueray
21. Pièce En Concert N.5 : La Cupis
22. Pièce En Concert N.5 : La Marais

Christophe Coin (Violoncelliste, Gambiste),
Bernard Deletre (Basse),
Willem Jansen (Clavecin),
Sandrine Piau (Soprano),
Irene Troi (Violon)

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.: interlúdio :.

Ellington Trane

Sim, mais um interlúdio, mais momento de jazz nesse blog que preza antes de tudo a boa música.
Blue Dog veio de Miles, PQP veio de Gary Peacock/Ralph Towner, então FDP resolveu também jogar pesado, e vir com outro clássico, desta vez juntando dois gênios, dois dos maiores músicos da história do jazz, quiçá da história da música no século XX: Duke Ellington e John Coltrane.
Existem certos temores quando dois músicos deste nível se reunem, mas analisemos o seguinte: Ellington nessa época, 1962, já era o grande gênio da música americana, e Coltrane estava se estabelecendo em definitivo como o gênio que era. Verdade seja dita: quem se destaca no cd é o próprio Coltrane, seu sax soprano, e em alguns momentos, tenor, comanda, seus solos são altamente elaborados e detalhistas, porém extremamente controlado, e só a versão de “In the Sentimental Mood” já vale o disco. A formação é a seguinte:
Duke Ellington – Piano
John Coltrane – Saxophones
Jimmy Garrison – Bass
Elvin Jones – Drums
Sam Woodyard – Drums

Ou seja, o base clássica de Coltrane, adicionando simplesmente Ellington no piano e Sam Woodward, que era músico de Ellington. Não há como não concordar com o resenhista da amazon.com :
“Duke Ellington and John Coltrane are, individually, two tremendously influential and vital figures in the world of jazz who could do no wrong as far as I’m concerned. But when you combine their talents on record, then you have a recording that’s not only music, it’s also a piece of history.”

Enjoy it…

Duke Ellington & John Coltrane

1. In A Sentimental Mood
2. Take The Coltrane
3. Big Nick
4. Stevie
5. My Little Brown Book
6. Angelica
7. The Feeling Of Jazz

BAIXE AQUI

.: interlúdio :.

Este interlúdio caprichado deveria ter sido postado na sexta, para acompanhá-los no fim de semana glorioso que chegava – porém não pude escrever e ainda pouco posso. Mas que isso não os impeça mais de ter contato com um grande registro.

Discos de jazz gravados ao vivo no Village Vanguard – 178 7th Av South, NYC – são uma “franquia” renomada. Qual o primeiro (de mais de uma centena) gravado no clube, aberto em 1935? Este, de Sonny Rollins, que hoje faz pouco mais de 50 anos – traduz o dia 3 de novembro de 1957, em duas sessões; uma matinê e outra noturna. De Rollins, digo o básico que deveria se saber: embora jamais tenha tido o reconhecimento que Davis e Trane tiveram, Sonny foi um instrumentista – e não compositor, por isso o degrau abaixo – fantástico, o melhor do sax tenor. Antes dos 20 já tocava com Monk. Após o período usual de recupeção de heroína (no início dos 50), estabeleceu-se como uma das maiores expressões do jazz. E, hoje, tendo nascido em 1930, é umas das poucas figuras ainda vivas – e ativas – daquele tempo.

Atentem para o strolling, estilo corajoso perpetrado por Rollins que dispensa o uso de piano na banda. Notem a felicidade de um músico de 27 anos, no auge de seu talento. Trago aqui a edição de 1999 que leva o selo do produtor, Rudy Van Gelder, e traz a sessão completa de gravações. Os arquivos estão compactados separadamente – ou seja, se você não tem uma conta paga do Rapidshare, pode curtir a primeira parte enquanto espera o limite de tempo para baixar a segunda.

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Sonny Rollins – A Night at the Village Vanguard (256)

Sonny Rollins: tenor saxophone
Donald Bailey: double bass [afternoon]
Pete LaRoca: drums [afternoon]
Wilbur Ware: double bass [evening]
Elvin Jones: drums [evening]

Produzido por Rudy Van Gelder para a Blue Note

download AQUI – parte 1 (86 mB) parte 2 (MB)
01 A Night In Tunisia [afternoon] – 8’16
02 I’ve Got You Under My Skin [afternoon] – 10’03
03 A Night in Tunisia [evening] – 9’03
04 Softly As In A Morning Sunrise [evening] – 6’43
05 Four [evening]- 8’26
06 Introduction [evening] – 0’20
07 Woody ‘n’ You [evening] – 8’29
08 Introduction #2 [evening] – 0’29
09 Old Devil Moon [evening] – 8’21
10 What Is This Thing Called Love? [evening]- 14’03
11 Softly As In A Morning Sunrise – 8’03
12 Sonnymoon for Two [evening] (Rollins) – 8’46
13 I Can’t Get Started – 4’54
14 I’ll Remember April [evening] – 9’20
15 Get Happy [evening] – 9’08
16 Striver’s Row (Rollins) [evening] – 5’59
17 All The Things You Are [evening] – 6’46
18 Get Happy – 4’40

Boa audição, e boa semana!

Blue Dog

J. S. Bach (1685-1750) – Missa em Si Menor, BWV 232 – Versão de Andrew Parrott

Estupenda gravação regida por Andrew Parrott. Em minha opinião, só perde – e por muito pouco – para o registro de Gustav Leonhardt. Fique com os dois. Lançada em 1985 pela coleção Reflexe da EMI, esta gravação, hoje no tesouro da Virgin Veritas, é absolutamente necessária a qualquer cedeteca que se preze.

Quando a ouvi pela primeira vez, comecei a desconfiar que haveria certos excessos em Karl Richter e passei a ler desesperadamente a respeito. Sim, havia, e a “música autêntica” já era algo até antigo… Richter foi um precursor e grande mensageiro de meu pai, mas é realmente surpreendente como o pessoal da “música autêntica” passou o rodo em sua música vocal barroca. Não obstante, ainda o guardo em meu ventrículo esquerdo, que onde o coração bate mais forte.

Os cantores, capitaneados pela divina Emma Kirkby e reforçados por dois contraltos meninos, dão um banho de competência e de compreensão do que está sendo interpretado. Chega a ser espantoso.

Sem sombra de dúvida, um Bach arrepiante. O papagaio quase chegou lá.

Ajoelhai, humanos!!! Temos aqui Meu Pai em toda sua magnificência. Humilhem-se, vamos!!!

P.Q.P. Bach.

CD 1:

1. Missa : Kyrie : Kyrie Eleison
2. Missa : Kyrie : Christe Eleison
3. Missa : Kyrie : Kyrie Eleison
4. Missa : Gloria : Gloria In Excelsis Deo
5. Missa : Gloria : Et In Terra Pax
6. Missa : Gloria : Laudamus Te
7. Missa : Gloria : Gratias Agimus Tibi
8. Missa : Gloria : Domine Deus
9. Missa : Gloria : Peccata Mundi
10. Missa : Gloria : Qui Sedes Ad Dextram
11. Missa : Gloria : Quoniam Tu Solus Sanctus
12. Missa : Gloria : Sancto Spiritu

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

CD 2:

1. Symbolum Nicenum : In Unum Deum
2. Symbolum Nicenum : Patrem Omnipotentem
3. Symbolum Nicenum : Et In Unum Dominum
4. Symbolum Nicenum : Et Incarnatus Est
5. Symbolum Nicenum : Crucifixus
6. Symbolum Nicenum : Et Resurrexit
7. Symbolum Nicenum : Et In Spiritum Sanctum
8. Symbolum Nicenum : Confiteor
9. Symbolum Nicenum :et Expecto
10. Sanctus : Sanctus
11. Osanna, Benedictus, Agnus Dei & Dona Nobis Pacem : Osanna In Excelsis
12. Osanna, Benedictus, Agnus Dei & Dona Nobis Pacem : Benedictus
13. Osanna, Benedictus, Agnus Dei & Dona Nobis Pacem : Osanna In Excelsis
14. Osanna, Benedictus, Agnus Dei & Dona Nobis Pacem : Agnus Dei
15. Osanna, Benedictus, Agnus Dei & Dona Nobis Pacem : Dona Nobis Pacem

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Mass in B minor, BWV 232
Composer Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

Conductor Andrew Parrott

Emma Kirkby (Soprano)
Emily van Evera (Soprano)
Panito Iconomou (Alto)
Rogers Covey-Crump (Tenor)
David Thomas (Bass)
Christian Immler (Alto*)
Micheal Kilian (Alto*)

Alto* – Solistas do Tölzer Knabenchor, ou seja, são meninos.

Taverner Consort & Taverner Players

George Friederich Handel (1685-1759) – Concerti Grossi op. 3 nºs 1 a 6

FDP Bach ficou extremamente feliz quando conseguiu essa gravação, do grande Karl Richter regendo sua Münchener Bach Ochestra, tocando os Concerti Grossi op. 3 e op. 6 de Handel. Já era objeto de desejo antigo, pois é fã desde a sua infância deste grande regente do barroco, infelizmente falecido um tanto quanto precocemente aos 54 anos.
Vou postar os 4 cds aos poucos, para poderem ser devidamente apreciados, pois trata-se de uma gravação histórica do catálogo da Archiv, selo que pertence à poderosa Deutsche Grammophon.

George Friederich Handel (1685-1759) – Concerto Grosso in B Flat, op. 3 nºs 1 a 6 CD 1

1 – Concerto Grosso in B Flat, op. 3 nº 1 – Allegro
2 – Concerto Grosso in B Flat, op. 3 nº 1 – Largo
3 – Concerto Grosso in B Flat, op. 3 nº 1 – Allegro
4 – Concerto Grosso in B Flat, op. 3 nº 2 – Vivace – Grave
5 – Concerto Grosso in B Flat, op. 3 nº 2 – Largo
6 – Concerto Grosso in B Flat, op. 3 nº 2 – Allegro
7 – Concerto Grosso in B Flat, op. 3 nº 2 – ……………….
8 – Concerto Grosso in B Flat, op. 3 nº 2 – ……………….
9 – Concerto Grosso in G, op. 3 nº 3 – Largo e stacatto
10 – Concerto Grosso in G, op. 3 nº 3 – Allegro
11 – Concerto Grosso in G, op. 3 nº 3 – Adagio
12 – Concerto Grosso in G, op. 3 nº 3 – Allegro
13 – Concerto Grosso in F, op. 3 nº 4 – Andante – Allegro – Lentamente
14 – Concerto Grosso in F, op. 3 nº 4 – Andante
15 – Concerto Grosso in F, op. 3 nº 4 – Allegro
16 – Concerto Grosso in F, op. 3 nº 4 – Minuetto
17 – Concerto Grosso in F, op. 3 nº 4 bis – largo
18 – Concerto Grosso in F, op. 3 nº 4 bis – Allegro
19 – Concerto Grosso in F, op. 3 nº 4 bis – Largo
20 – Concerto Grosso in F, op. 3 nº 4 bis – Allegro
21 – Concerto Grosso in F, op. 3 nº 5 – (sem indicação de tempo)
22 – Concerto Grosso in F, op. 3 nº 5 – Fuga (allegro)
23 – Concerto Grosso in F, op. 3 nº 5 – Adagio
24 – Concerto Grosso in F, op. 3 nº 5 – Allegro, ma non troppo
25 – Concerto Grosso in F, op. 3 nº 5 – Allegro
26 – Concerto Grosso in F, op. 3 nº 6 – Vivace
27 – Concerto Grosso in F, op. 3 nº 6 – Allegro

Gerhart Hetzel, Hedwig Bilgram, Kurt-Christian Stier, Fritz Kiskalt – solistas
Münchener Bach Orchestra
Karl Richter

BAIXE AQUI

Gustav Mahler (1860-1911) – Canções de “Das Knaben Wunderhorn”

Gosto muito desta versão para piano do ciclo de canções “Das Knaben Wunderhorn”. O nome, que significa algo como “A trompa mágica do menino”, é uma coleção de poemas populares, publicada em três volumes em Heidelberg pelos poetas e escritores alemães Achim von Arnim e Clemens Brentano entre 1805 e 1808. A coleção contém canções da Idade Média até o Século XVIII.

As canções foram musicadas – entre outros – por Gustav Mahler entre 1892 a 1901. Alguns autores as mencionam em número de 13, porém o compositor musicou, na verdade, 24 daqueles poemas. Cada intérprete escolhe o quais deseja cantar. Também não há uma seqüência de apresentação.

Acho o ciclo divertidíssimo e minha preferência vai para “Wer hat dies Liedlein erdacht?!”, “Des Antonius von Padua Fischpredigt” e “Wo die schnen Trompeten blasen”, talvez a primeira música de Mahler que tenha ouvido. Sim, há mais de 30 anos.

O barítono Thomas Hampson, há pouco tempo, esteve em São Paulo apresentando este programa.

P.Q.P. Bach.

1. Der Schildwache Nachtlied
2. Revelge
3. Rheinlegendchen
4. Wer hat dies Liedlein erdacht?!
5. Verlorne Mh’!
6. Trost im Unglck
7. Lob des hohen Verstands
8. Des Antonius von Padua Fischpredigt
9. Lied des Verfolgten im Turm
10. Der Tamboursg’sell
11. Wo die schnen Trompeten blasen
12. Das irdische Leben
13. Das himmlische Leben
14. Urlicht
15. “Es sungen drei Engel einen sen Gesang”

Thomas Hampson (Baritone)
Geoffrey Parsons (Piano)

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.: interlúdio :.

Às vezes quero postar algo mais contemporâneo ou diferente, e me pego pensando – mas e aquele disco? Tão importante, que não postei ainda?

Por isso, deixo Nicholas Payton para depois e lhes trago a majestosidade de In a Silent Way.

A data da gravação é 18 de fevereiro de 1969. Os mais próximos da discografia de Miles Davis sabem o que isso significa: nada de bop. O final dos anos 60 marca a tomada de direção em rumo ao fusion – mais um estilo com sua assinatura na certidão de nascimento. Ao agregar instrumentos elétricos ao jazz, aceitou a provocação do rock; e antes de quebrar as estruturas do jazz tradicional no (estupefaciente) “Bitches Brew” (1970), Miles cimentou a base do fusion (toda fama de Dave Brubeck) neste álbum. Não somente na música, também na produção: ativo na edição, realizou um segundo trabalho de composição e arranjo para o resultado final. As frases desconexas, muitas vezes, tiveram sua atonalidade amplificada estruturalmente pelo artista.

São duas faixas; uma por lado, batendo nos vinte minutos. Na verdade, cada música é dividida em três partes – veja logo abaixo para as divisões (apenas didáticas) exatas. Notarão que o último segmento tem o mesmo nome do primeiro; propositadamente, a última parte é uma repetição da primeira. Miles compôs as peças num esquema exposição, desenvolvimento e recapitulação, com o intuito de que fossem melhor assimiladas. Exagero. Duas magníficas viagens de jazz ora harmônico e tranqüilo, noutras livre e swingado como nos anos 20, em grooves que lembram o berço da raça de Davis, e em solos de virtuosismo poucas vezes reunido. Não vou precisar falar sobre os integrantes da gravação; a ficha técnica logo abaixo da capa diz tudo. (Estão perdoados por interrogações ao baterista, mas somente.) Apenas destaco que dos três pianos operados, o Fender Rhodes de Corea não é apenas uma delícia para os ouvidos, mas também um aceno do que ocorria em 1969, do lado de fora do estúdio B da Columbia, em Nova Iorque.

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Miles Davis – In a Silent Way (256)
Miles Davis: trumpet
Wayne Shorter: soprano saxophone
John McLaughlin: electric guitar
Herbie Hancock: electric piano
Chick Corea: electric piano
Joe Zawinul: organ
Dave Holland: bass guitar
Tony Williams: drums

(muito bem) Produzido por Teo Macero para a Columbia

download AQUI – 72mB
01 Shhh/Peaceful (Davis) – 18’16
Shhh – 6’14
Peaceful – 5’42
Shhh – 6’20
02 In a Silent Way/It’s About That Time – 19’52
In a Silent Way (Zawinul) – 4’11
It’s About That Time (Davis) – 11’27
In a Silent Way – 4’14

Boa audição!

Blue Dog

Correção

Retirei a postagem do Karajan/Schubert pois está com um pequeno problema, acabei fazendo confusão na separação das faixas. Corrijo assim que possível para postá-la novamente. Os que a baixaram irão verificar que o scherzo da sinfonia nº 9 simplesmente foi suprimido. Falha nossa.

FDP Bach.

Sob a influência do jazz – Gershwin, Milhaud, Ravel, Stravinski e Weill regidos por Bernard Herrmann

O CD (ex-LP) Classic Jazz, de 1966, traz uma série de obras “eruditas” muito influenciadas pelo jazz. A seleção é notável e a interpretação é sempre adequada: divertida, alegre e espalhafatosa. Um grande disco, sem dúvida.

A idéia deste trabalho foi do imenso Bernard Herrmann (1911-1975), o maior compositor de músicas para o cinema. Parceiríssimo de Alfred Hitchcock, Herrmann escreveu a trilha sonora de oito filmes: O terceiro tiro (1955), O homem que sabia demais (1956), O homem errado (1957), Um corpo que cai – Vertigo (1959), Intriga internacional (1959), Psicose (1960) e Os pássaros (1963). Herrmann foi o consultor de som de Marnie, confissões uma ladra (1964). Na realidade, Cortina rasgada também teve uma trilha musical composta por Herrmann. No entanto, Hitchcock queria música pop e desistiu da partitura de Herrmann, o que gerou uma boa briga e rompimento definitivo de uma parceria que rendeu o reconhecimento de críticos e público.

Mas não foi só isso. É de Herrmann a trilha de Taxi Driver (Scorsese), de Cidadão Kane (Welles) e de Fahrenheit 451 (Truffaut). Não, não é mole.

Aqui, ele torna-se regente de interessantes obras que nasceram a partir do jazz. Destaque para Rhapsody in Blue, para o Ragtime de Stravinski, para Milhaud – que aparece pela primeira vez neste blog – e para a divertida brincadeira de Ravel. Ou seja, quase tudo!

P.Q.P. Bach.

Classic Jazz

1. Rhapsody In Blue
Composição de George Gershwin
London Festival Orchestra
Stanley Black, piano e regência

2. The Threepenny Opera: Mack the Knife / Instead-of Song / The Good Life (Foxtrot) / Polly’s Song / Tango / The Bis Shots: Charleston
Composição de Kurt Weill
London Festival Orchestra [members of]
Bernard Herrmann

3. Ragtime
Composição de Igor Stravinsky
London Festival Orchestra [members of]
Bernard Herrmann

4. La Création du Monde
Composição de Darius Milhaud
London Festival Orchestra [members of]
Bernard Herrmann

5. Five O’Clock Foxtrot (de L’enfant et les sortilèges)
Composição de Maurice Ravel
London Philharmonic Orchestra
Bernard Herrmann

6. Variations on ‘I got rhythm’ (para piano e orquestra)
Composição de George Gershwin
London Festival Orchestra [members of],
David Parkhouse, piano
Bernard Herrmann

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Georg Philip Telemann (1681-1767) – Passion Oratorio / 2 Cantatas

Apesar da excelente orquestra, regente e cantores, não é um CD de enlouquecer. Aliás, segundo F.D.P. Bach, nem a Ino é. Trata-se de um bom disco que prova que Telemann era mais instrumental do que vocal.

MaxQuando vi o CD, a cara de maluco de Hermann Max me assustou. Tinha me esquecido. O cara parece saído de uma comédia dos anos 60. Em vez de Telemann, fiquei pensando nas quantidades oceânicas de laquê que ele deve usar. Igualzinho a minha mãe há quarenta anos atrás.

P.Q.P. Bach.

1. Betrachtung Der 9: Acccompagnato – Wilfried Jochens/Hans-Georg Wimmer/Harry Van Der Kamp/David Cordier
2. Betrachtung Der 9: Chorale – Rheinische Kantorei
3. Betrachtung Der 9: Recitativo – Wilfried Jochens
4. Betrachtung Der 9: Aria – Harry Van Der Kamp
5. Betrachtung Der 9: Chorale – Rheinische Kantorei/Das Kleine Konzert/Hermann Max
6. Betrachtung Der 9: Recitativo – David Cordier
7. Betrachtung Der 9: Acccompagnato – Hans-Georg Wimmer
8. Betrachtung Der 9: Aria – Hans-Georg Wimmer
9. Betrachtung Der 9: Chorale – Rheinische Kantorei/Das Kleine Konzert/Hermann Max

Composed by Georg Philipp Telemann
with David Cordier, Kleine Konzert Orchestra, Wilfried Jochens, Harry van der Kamp, Rheinische Kantorei, Stephan Schreckenberger, Kai Wessel
Conducted by Hermann Max

10. Ein Mensch Ist In Seinem Leben Wie Gras: Tenor Solo & Chorus – Wilfried Jochens
11. Ein Mensch Ist In Seinem Leben Wie Gras: Recitativo – Wilfried Jochens
12. Ein Mensch Ist In Seinem Leben Wie Gras: Aria – Wilfried Jochens
13. Ein Mensch Ist In Seinem Leben Wie Gras: Chorus – Rheinische Kantorei/Das Kleine Konzert/Hermann Max
14. Ein Mensch Ist In Seinem Leben Wie Gras: Recitaivo – Kai Wessel
15. Ein Mensch Ist In Seinem Leben Wie Gras: Duetto – Stephan Schreckenberger/Kai Wessel
16. Ein Mensch Ist In Seinem Leben Wie Gras: Chorus – Rheinische Kantorei/Das Kleine Konzert/Hermann Max
17. Ein Mensch Ist In Seinem Leben Wie Gras: Chorale – Rheinische Kantorei/Das Kleine Konzert/Hermann Max

Composed by Georg Philipp Telemann
with David Cordier, Kleine Konzert Orchestra, Wilfried Jochens, Harry van der Kamp, Rheinische Kantorei, Stephan Schreckenberger, Kai Wessel
Conducted by Hermann Max

18. Herr, Ich Habe Lieb Die Statte Deinse Hasues: Son – Rheinische Kantorei/Das Kleine Konzert/Hermann Max
19. Herr, Ich Habe Lieb Die Statte Deinse Hasues: Chorus – Rheinische Kantorei/Das Kleine Konzert/Hermann Max
20. Herr, Ich Habe Lieb Die Statte Deinse Hasues: Aria – Maria Zadori
21. Herr, Ich Habe Lieb Die Statte Deinse Hasues: Chorus – Rheinische Kantorei/Das Kleine Konzert/Hermann Max
22. Herr, Ich Habe Lieb Die Statte Deinse Hasues: Aria – Wilfried Jochens
23. Herr, Ich Habe Lieb Die Statte Deinse Hasues: Aria – Kai Wessel
24. Herr, Ich Habe Lieb Die Statte Deinse Hasues: Chorus – Rheinische Kantorei/Das Kleine Konzert/Hermann Max
25. Herr, Ich Habe Lieb Die Statte Deinse Hasues: Aria – Stephan Schreckenberger
26. Herr, Ich Habe Lieb Die Statte Deinse Hasues: Chorus – Rheinische Kantorei/Das Kleine Konzert/Hermann Max

Composed by Georg Philipp Telemann
with David Cordier, Kleine Konzert Orchestra, Wilfried Jochens, Harry van der Kamp, Rheinische Kantorei, Stephan Schreckenberger, Kai Wessel
Conducted by Hermann Max

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Wilhelm Richard Wagner (1813-1883) – Tannhäuser

Gostaria de fazer algumas considerações à respeito desta postagem de Wagner. Estou começando por Tannhauser, talvez por ser mais conhecida, com o famoso “coro dos peregrinos”, além de outras passagens memoráveis. Consegui-a, como não poderia deixar de ser, com a Comunidade Richard Wagner Brasil, do Orkut. Wagnerianos apaixonados, eles fazem o possível e o impossível para conseguir gravações fantásticas, como essa que ora disponibilizo, e onde se discutem temas os mais variados sobre as óperas em si.

A parte as discussões mais acaloradas como as que suscitaram o texto do Milton Ribeiro, minha preocupação com estas postagens é simplesmente estética e musical… não me interessam debates sobre sua influência no pensamento nazista, etc., etc, etc. Quero apenas que se preocupem com a música… estarei me esforçando em disponibilizar as gravações mais famosas, com seus melhores intérpretes… se Windgassen é o melhor Tannhauser, ou Siegfried, ou se Nilsson é superior à Flagstad, são discussões que deixo à cargo de quem conhece. O que vale na postagem é o que mais vier a me emocionar.

Esta gravação que estou postando de Tannhäuser é especial em diversos aspectos. Começando pelo elenco, com um Wolfgang Windgassen em plena forma como Tannhäuser, e Dietrich Fischer-Dieskau como Wolfram von Eschenbach, além de termos a grande Victoria de Los Angeles como Elizabeth. A regência é do grande Wolfgang Sawallisch, à frente da Bayreuth Festival Chorus and Orchestra, gravado ao vivo, em pleno festival de Bayreuth de 1961. Ou seja, a gravação terá todos os ruídos, tosses, ranger de cadeiras, etc., que caracterizam estas gravações ao vivo. À seu favor, um time de primeiríssima, no apogeu de sua forma,e o que é o principal, gravado no templo wagneriano por excelência.. a emoção de ouvir uma gravação dessas é indiscritível.

Estou me propondo a fornecer a sinopse das óperas a partir do livro “História das Grandes Óperas e de Seus Compositores”¹, de Ernest Newman, em seu primeiro volume, inteiramente dedicado à Wagner. Neste livro, as óperas são analisadas minuciosamente, cena a cena, ato a ato. Newman tem seus críticos, mas ainda é a melhor opção que temos em português para conhecermos melhor essas obras. Portanto, escaneei e transformei em arquivo .pdf o capitulo referente à Tannhäuser. O farei com todas as outras que vier a postar.

Não encontrei na Internet uma tradução do libretto de Tannhäuser. O incrível trabalho de Luiz de Lucca (http://www.luiz.delucca.nom.br/wep/wagneremportugues.html) ainda não tem à disposição a tradução desta ópera, mas para compensar, todo o ciclo do Anel dos Nibelungos se encontra ali devidamente analisado e traduzido, além do “Parsifal”, além de outras discussões pertinentes à questão.

Wilhelm Richard Wagner (1813-1883) – Tannhäuser

Libretto by the composer

First performance: Königlich Sächsisches Hoftheater, Dresden, 19 October 1845

Hermann, Landgrave of Thuringia ………………… Josef Greindl
Tannhäuser ……………………………………… Wolfgang Windgassen
Wolfram von Eschenbach ……………. Dietrich Fischer-Dieskau
Werther von der Vogelweide ……………………… Gerhard Stolze
Biterolf ……………………………………………………………. Franz Crass
Heinrich der Schreiber ………………………………. Georg Paskuda
Reinmar von Zweter ……………………………………….. Theo Adam
Elisabeth, niece to the Landgrave ….. Victoria de Los Angeles
Venus …………………………………………………………. Grace Bumbry
A shepherd boy …………………………….. Else-Margrete Gardelli

Bayreuth Festival Chorus and Orchestra
Wolfgang Sawallisch, conductor
Recorded live, Bayreuth 1961

CD 1 – BAIXE AQUI

CD 2 – BAIXE AQUI

CD 3 – BAIXE AQUI

SINOPSE DA ÓPERA – BAIXE AQUI

J. S. Bach (1685-1750) – Magnificat BWV 243 e Cantata BWV 82 Ich habe genug

O Magnificat com suas esplêndidas árias curtas precisa de comentários? Acho que não. E a lindíssima Cantata BWV 82, a preferida por nove entre dez barítonos, também não.

Enjoy!

P.Q.P. Bach.

Johann Sebastian Bach
Magnificat in D Major, BWV 243
Oxford Schola Cantorum – Jeremy Summerly, Conductor
Northern Chamber Orchestra – Nicholas Ward, Conductor

1 Magnificat 3:15
2 Et exsultavit 2:29
3 Quia respexit 2:39
4 Omnes generationes 1:17
5 Quia fecit mihi magna 2:12
6 Et misericordia 3:57
7 Fecit potentiam 2:00
8 Deposuit potentes 2:09
9 Esurientes 3:06
10 Suscepit Israel 2:18
11 Sicut locutus est 1:39
12 Gloria Patri 2:35

Johann Sebastian Bach
Cantata: Ich habe genug, BWV 82
Oxford Schola Cantorum – Jeremy Summerly, Conductor
Northern Chamber Orchestra – Nicholas Ward, Conductor

13 Aria: Ich habe genug 8:01
14 Recitative: Ich habe genug 1:21
15 Aria: Schlummert ein 9:25
16 Recitative: Mein Gott 0:51
17Aria: Ich freue mich 4:01

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE


Aviso:

O CD1 das Bachianas Brasileiras de Villa-Lobos estava aparentemente apresentando problemas. Aqui está o arquivo que substitui as faixas 7 e 8 do CD. Acho estranho que, após 634 downloads, tais faixas passem a apresentar problemas, ainda mais se considerarmos que ouvi os arquivos mp3 que foram upados e eles estavam OK. Coloco as duas faixas porque um comentarista disse que o problema estava localizado na faixa 7, Prelúdio das Bachianas Nº 3, só que a faixa 7 é O Trenzinho Caipira, último movimento das Bachianas Nº 2. Então, subi as duas.

Sobre Richard Wagner

Pouco antes da publicação de nossa primeira postagem de Richard Wagner, o blog de Milton Ribeiro apresentou um texto sobre o compositor que talvez interesse aos ouvintes/leitores do P.Q.P. Bach. Copio o texto para cá com as fotos e gravura que constam no original.

P.Q.P. Bach.

Richard Wagner e o Nazismo

Uma mente madura deve ser capaz de admitir a coexistência de dois fatos contraditórios: que Wagner foi um grande artista e, segundo, que Wagner foi um ser humano abominável.

Edward Said

Você deve pensar que se a música é algo impalpável e transitório – se, como disse Busoni, “é apenas ar sonoro” -, não haveria espaço para muita ideologia ou nacionalismo nela. Mesmo no terreno da ópera, com a necessidade de se contar uma história, fazer “poesia”, ser teatro e música ao mesmo tempo, seria complicado estabelecer teses. Mas há Wagner e Wagner, o autor e o homem. Curiosamente, Wagner deixou quaisquer referências diretas aos judeus fora de sua música. Aliás, é estranha a culpa de alguns autores que são capazes de escrever pequenos ensaios como Das Judentum in der Musik (O Judaísmo na Música, de 1850), mas deixam sua obra maior livre destas referências seculares… Também Céline, Hamsun e Pound não entremearam sua obra com referências anti-semitas ou nazistas, deixando essas coisas para os panfletos e jornais. O fato é que Wagner foi trazido pelo próprio Hitler ao centro da discussão, tornando-o o maior dos anti-semitas, postura que está longe de ser um privilégio exclusivo. Em Das Judentum in der Musik ele vai longe e como! Primeiro, ataca a influência dos judeus na música e cultura alemãs, descreve os judeus como ex-canibais de fato e agora canibais das finanças. Logo após afirma que são de natureza muito pouco profunda, acusa-os de corruptores da língua alemã e ataca Meyerbeer e Mendelssohn, compositores judeus que considerava inimigos… Em uma carta para Lizst, Wagner completa sua obra ao confessar que “Sinto um ódio, por muito tempo reprimido, contra os judeus e esta luta é tão necessária à minha natureza como meu sangue… Quero que deixem de ser nossos amos. Afinal, não são nossos príncipes, mas nossos banqueiros e filisteus…”.

Siegfried MimeEmbora não haja referências anti-semitas em suas óperas, é bastante claro o significado da existência de Beckmesser em Os Mestres Cantores de Nurenberg e de Mime no Anel. São associações muito claras e ao final ambos são derrotados. Uma mesma canção interpretada por Beckmesser nos Mestres Cantores causa riso e rejeição, enquanto que a interpretação de Stolzing dá vida à música… E o discurso de Hans Sachs ao final da mesma ópera traz uma apologia da santa arte alemã, alertando para os perigos que vêm de fora. Mime estranhamente se declara hipócrita, pois esconde “pensamentos íntimos”, mas o pior é a associação de seu nome (mine, mímesis em grego, significa “imitação”) com a descrição dos judeus em O Judaísmo na Música acrescida pelo fato de Wagner obrigar o personagem a registros altíssimos e a cantar em intervalos semelhantes aos de um pássaro – um corvo, uma gralha –, reservando-lhe ao final uma morte brutal sob a espada de Siegfried.

Grande admirador de Wagner, Gustav Mahler escreveu:

No doubt with Mime, Wagner intended to ridicule the Jews with all their characteristic traits — petty intelligence and greed — the jargon is texually and musically so cleverly suggested; but for God’s sake it must not be exaggerated and overdone as Julius Spielmann does it… I know of only one Mime and that is myself… you wouldn’t believe what there is in that part, nor what I could make of it.

Hitler Und WagnersOra, tais coisas, quando em contato com quem necessita de justificativas para seus ódios… só pode criar uma idolatria. Não por acaso, caíram na mão de um certo Adolf Hitler. Ele ia com freqüência assistir às óperas de Wagner e orgulhava-se de ter lido tudo o que dele havia. Era amigo dos netos do compositor – fez-se fotografar com eles – e visitava Bayreuth mesmo durante os anos de guerra. Em 1923, foi conhecer a viúva de Wagner, Cosima. Ou seja, fazia absoluta questão de ligar-se ao compositor. Claro que o nazismo não é uma conseqüência direta disto, mas é indiscutível que Wagner influenciou a sociedade alemã com suas sagas nórdicas – tão ao gosto do nazismo -, com sua pompa e anti-semitismo. Imaginem que Hitler era tão influenciado que tornou-se vegetariano… por causa e tal como o compositor!

Agora, há grandes méritos em Wagner. Foi compositor, regente, libretista, ensaísta, político (principalmente no sentido de que era suscetível a alterar suas posições subitamente, era um casuísta), polemista, amigo e referência de toda a intelectualidade alemã da época, entendido em acústica, publicitário dos bons, e era quase tudo o que você imaginar. Sem dúvidas, era um gênio. Construiu em Bayreuth um teatro revolucionário que até hoje é o melhor para suas óperas serem apresentadas, devido ao grande palco e ao fato da posição da orquestra ficar sob o mesmo, no chamado Abismo Místico (mystischer Abgrund), o qual produz um som absolutamente espetacular, escondendo inteiramente a orquestra dos espectadores – pois Wagner queria atenção absoluta ao palco – e permitindo que a orquestra abuse dos fortíssimo porque, por misteriosa ciência acústica, a posição da orquestra garante que tudo será ouvido claramente pelos espectadores da ópera, apesar dos músicos sofrerem com o calor do aposento. A acústica do teatro está mais para o milagre do que para qualquer outra coisa.

Sua imaginação melódica e suas texturas harmônicas são de um refinamento ao qual é impossível associar imagens como, por exemplo, as dos assassinatos em massa. Há um enorme descompasso quando Goebbels utiliza sua música na propaganda nazista. Na verdade, é uma música revolucionária destinada a entendidos. Mas Goebbels vê nela a música do autor de O Judaísmo na Música, a música de um nacionalista que odiava os judeus, porém apenas algumas aberturas e a tal Cavalgada das Valquírias serviam aos propósitos propagandistas do regime e não suas vastas e complexas óperas que, em seu contexto, fizeram a efetiva ligação entre a música dó século XIX e a moderna. Sua música sempre aparece descontextualizada sob o nazismo e eu imagino o que não sofriam os nazistas que faziam a peregrinação anual à Bayreuth para assistir por horas e horas óperas destinadas a uma elite intelectual… Só que eles tinham que gostar, não? Na opinião do chefe, era a expressão de uma superioridade.

Hitler3Eu leio Céline – um dos maiores romancistas que conheço – e abomino seu lado B; também leio Pound e gosto de Dali, um admirador de Franco. Por que não ouviria Wagner? É ilógico, mas confesso que não o evito. Sinto como se houvesse muito de demasiado na personalidade de Wagner e isto invade a esfera artística de tal modo que é quase impossível ouvi-lo (não há erro na expressão “muito de demasiado”). Ele queria tudo: a obra de arte total, a criação de uma nova música, o tea
tro ideal para ela, procurava a maior controvérsia, escrevia panfletos, fazia tudo para aparecer e era tudo para si. É demais para mim saber de tudo isso, mesmo não ignorando seus indiscutíveis e tão audíveis méritos. Para vocês terem uma idéia, a cena em estética nazista do filme Apocalipse Now – a dos helipcópteros bombardeando os surfistas tendo a Cavalgada como fundo – provoca-me náusea… E detesto o filme de Coppola! E nem sou judeu! É irracional, mas é assim. Defendo-me com o auxílio de Thomas Mann que denunciou o substrato racista das obras de Wagner sob aquelas confusas sagas nórdicas, das quais também não gosto nem um pouco, mas sei que é isso é apenas colocar uma grife numa rejeição para a qual não encontro explicação. Por que posso preterir o grande Richard Wagner e não o não menos enorme Louis-Ferdinand Céline? Sei lá.

Richard Wagner (1823-1883) – Tannhauser Overture & Venusberg, The Mastersingers Of Nuremberg: Prelude To Act III & Tristan And Isolde: Prelude

Ok, os pedidos foram tantos e tão insistentes que resolvi ceder, em parte. Afora alguns desbocados, devidamente removidos, os demais pedidos foram feitos com educação e de certa forma vieram de encontro à um antigo desejo de postar Wagner, mas sempre aparecia alguma coisa que impedia.
Resolvi, portanto, começar pelo começo, com o perdão da redundãncia. Fâ desde criança do gênio wagneriano, tive meus horizontes abertos ao ter o privilégio de participar da comunidade orkutiana Richard Wagner Brasil, moderada pelo incrível Velius, que possui um acervo de fazer inveja a qualquer um. Pois ali nesta comunidade aprendi a conhecer intérpretes, regentes, gravações famosas, outras meia bocas, sempre com os comentários e análises de quem realmente entende do assunto.
Mas , vou como comentei acima, vou começar pelo começo. Digamos que esta postagem seja uma introdução para o que virá pela frente. Pretendo postar um ciclo do Anel dos Nibelungos, na sua versão mais famosa, a de George Solti, um Tannhauser também famoso, do Sinopoli, e ainda não sei mais o que poderá vir pela frente. Dependerá apenas da recepção que estas postagens terão.
Este cd ´que estou postando pertence à serie “KARAJAN GOLD”, uma homenagem da gravadora Deutsche Grammophone ao seu “best-seller”, a um dos maiores regentes do século XX, Herbert von Karajan. Foi uma série de 31 cds, com as gravações mais destacadas deste maestro austríaco. Um destes cds é dedicado à Wagner. Nele, são interpretadas a famosa Abertura de Tannhauser, além de sua seqüência, “Venusberg”. Em seguida, temos o Prelúdio do 3º ato de “Os Mestres Cantores de Nüremberg”,e para finalizar, um Prelúdio de “Tristão e Isolda” além de “A Morte de Isolda”, da mesma ópera.
Espero que apreciem.

Richard Wagner (1823-1883) – Tannhauser Overture & Venusberg, The Mastersingers Of Nuremberg: Prelude To Act III & Tristan And Isolde: Prelude

1 – Tannhauser und der Sängerkrieg auf Wartburg – Overtüre – Bacchanale (Venusberg)
2 – Die Meistersinger von Nürnberg – Vorspiel zum 3. Aufzug
3 – Tristan und Isolde – Vorspiel – Isoldes Liebestod

Berliner Philarmoniker
Herbert von Karajan

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