Bela Bartok (1881-1945) – The Works for Piano & Orchestra

FDP Bach resolveu voltar ao século XX em suas próximas postagens. Teremos Bártok, Prokofiev, Stravinsky e talvez Strauss no pacote.
Vamos começar com Bela Bártok. FDP tem um carinho especial para com esta coleção da integral das obras para piano e orquestra do genial pianista, compositor e pesquisador húngaro. Não sabe o por quê… Zoltan Kocsys é um intérprete que captura muito bem o espírito da obra, talvez pelo fato de também ser húngaro, e a direção de Ivan Fischer é sempre correta e segura. Enfim, gravação de excelência, algo que prezamos aqui no Blog.

Disco 1

Concerto para piano e Orquestra nº 1
1 – Allegro Moderato
2 – Andante
3 – Allegro Molto

Música para Cordas, Percussão e Celesta
4 – Andante tranqüilo
5 – Allegro
6 – Adágio
7 – Allegro Molto

Disco 2

Concerto para piano e orquestra nº 2
1 – Allegro
2 – Adágio – piú adágio – Presto
3 – Allegro Molto

Rapsódia para Piano e Orquestra, op.1
4 – Adagio molto
5 – Poco Alegretto

Disco 3

Concerto para Piano e Orquestra nº 3
1 – Allegretto
2 – Adagio riligioso
3 – Allegro Vivace

Scherzo para Piano e Orchestra
4 – Introduzione (Adagio ma non troppo)
5 – Allegro vivace – Scherzo (Allegro)
6 – Trio (Andante)
7 – Scherzo da capo (allegro vivace)

Zóltan Kocsys – piano
Orquestra do Festival de Budapeste
Ivan Fischer – Diretor

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DISCO 2 – BAIXE AQUI
DISCO 3 – BAIXE AQUI
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Uma coisinha bem simples

Na Bravo! deste mês, o polêmico maestro John Neschling é entrevistado:

Bravo!: Você escuta muita música?

John Neschling: Muita, constantemente.

B: Clássico?

JN: Clássico e jazz o tempo todo. Primeiro para ouvir coisas novas, para estar sempre atualizado sobre o que está se fazendo tanto no jazz como na música clássica, e para ouvir interpretações…

Neschling está longe de ser meu oráculo, mas também está distante de ser uma besta.

P.Q.P. Bach

.: interlúdio :.

Se muitas vezes se diz, ao ver um músico de jazz tocando com descontração, que “fulano toca como se estivesse brincando” – é preciso afirmar que ninguém se divertiu mais com sua própria música do que Thelonious Monk. Diz-se dele que tinha predileção em fazer as notas erradas soarem corretas. Monk, o compositor, era uma criança irriquieta: alterações de tempo/ritmo e predileções por harmonias dissonantes fizeram-no fundar e, depois, redescobrir o bebop em uma década.

Monk, o pianista, foi dono de um estilo percussivo e de improvisações surpreendentes e irreverentes. Além disso, não raro em uma jam session Monk terminava seu solo e levantava do piano, dançando em círculos. Embriagado da música. Levando pânico a um trompetista que estivesse desconcentrado.

Monk Corners SeloRejeitado em seus primeiros trabalhos por executar um jazz muito difícil, Monk reconciliou-se com público e crítica no seminal “Brilliant Corners”, gravado entre 17 e 23 de dezembro de 1956. Ao lado de ninguém menos do que Sonny Rollins e cercado pela solidez da cozinha de Max Roach e Oscar Pettiford, Monk registrou não apenas composições geniais – deixou um disco de rara variedade em sons, ritmos e texturas, de onde sairiam 4 standards do jazz. (Sendo que a faixa restante já era um deles.)

Brilliant Corners, faixa de abertura homônima ao disco, é considerada uma das mais difíceis composições do jazz de todos os tempos; levou mais de uma dúzia de takes para ser gravada, e a versão do disco foi editada com três deles. É um bebop swingado, cheio de clareiras melódicas para solos em tempos mutantes; um jazz ousado e que parece uma conversa entre bop e blue. E onde mais do que nunca aparecem os talentos do baixista Pettiford e, principalmente, do baterista Roach, cujo timing impecável permite que Monk angule as notas e o ritmo o quanto quiser sem que haja perda da coesão sonora.

Depois do desafio da primeira música, Monk solta o grupo numa jam longa, relaxada e cheia de groove, com tema blues: Moz Screenshot 4Moz Screenshot 5Ba-lue Bolivar Ba-lues-are. O lado B abre com a balada Pannonica, dedicada à “Baronesa do Bebop”, Nica (Rotschild) de Koenigswarter, amiga de Monk, Charlie Parker e diversos músicos do jazz à época. Nesta faixa Monk toca também celesta – em algumas passagens, junto com o piano.

I Surrender, Dear é o standard reinterpretado pelo grupo. Canção mais convencional do disco, onde Monk explora (à sua forma) camadas harmônicas, sincopando e interferindo no andamento normal. E para o final, outra versão para uma música sua já gravada, Bemsha Swing, que cheira a Gillespie e revisita as big bands – muito em parte pelo uso dos tímpanos na percussão.

Monk CornersThelonious Monk – Brilliant Corners (VBR)

Thelonious Monk: piano; celesta
Sonny Rollins: tenor saxophone
Ernie Henry: alto saxophone (faixas 1-4)
Oscar Pettiford: double bass (faixas 1-4)
Max Roach: drums; timpani
Clark Terry: trumpet (faixa 5)
Paul Chambers: double bass (faixa 5)

Produzido por Orrin Keepnews para a Riverside

download AQUI – 67mB
01 Brilliant Corners (Monk) – 7:42
02 Ba-lue Bolivar Ba-lues-are (Monk) – 13:24
03 Pannonica” (Monk) – 8:50
04 I Surrender, Dear (Barris-Clifford) – 5:25
05 Bemsha Swing (Monk-Best) – 7:42

Boa audição!

Blue Dog

Gustav Mahler (1860-1911) – A Sinfonia Nº 10 Reconstruída

Mahler morreu durante a décima, Beethoven fez nove, Bruckner também, Dvorak idem, Schubert escreveu nove e pimba!, bateu as botas, deixando curiosamente a oitava inacabada… Ou seja, há a maldição do número 10, quem quer chegar lá, morre antes!

Claro que sei que Haydn fez 104; Mozart, 40; Shostakovich, 15, etc. Mas deixemos a maldição como algo real, apenas para efeito dramático. Ah, antes que algum ignaro tente me fazer de vítima, digo que Mozart tem mesmo 40, porque a 37 não existe. Sabiam? Pois é. Ela tinha sido atribuída a Mozart, mas hoje sabe-se que é de autoria de Michael Haydn.

Uma das músicas mais belas que conheço é o Adagio desta Sinfonia. Apenas este movimento da décima foi finalizado por Mahler e ele está aqui em toda sua perfeição, o restante ficou inacabado em manuscritos, mas o inglês Joe Wheeler mergulhou nas 171 páginas da sinfonia e remontou-a… Há outras tentativas, como a do alemão Wollschläger, a do americano Carpenter, a do inglês Cooke e a do italiano Mazzetti. Todas elas são raríssimas de se ouvir em CDs, ficando mais na área acadêmica da musicologia. Wheeler fez seu trabalho entre 1952 e 1966. É a sua quarta e última versão que ouvimos aqui.

A gravação da orquestra polonesa é excelente. Coisa rara, portanto. Enjoy!

P.Q.P. Bach

Sinfonia Nº 10 (Versão de Joe Wheeler, de 1966, editada por Robert Olson)

1. Adagio (26min15)
2. Primeiro Scherzo (12min03)
3. Purgatorio ou Inferno (4min30)
4. Segundo Scherzo (12min15)
5. Finale (23min53)

Orquestra Sinfônica da Rádio Nacional da Polônia
Robert Olson

Tempo Total: 78min59

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Dmitri Shostakovich (1906-1975) – Sonata para Piano Nº 2 e outras peças para piano solo

Lauro Machado Coelho escreveu 500 páginas sobre Shostakovich – em Shostakóvitch – Vida, Música, Tempo (Ed. Perspectiva, 2006) – e conseguiu não escrever uma linha a respeito desta sonata. Terá sido falha minha? Será que dormi naquela parte? Sei não. É um bom livro para quem quiser uma introdução à música de nosso amigo Shosta.

Otto Maria Carpeaux escreveu Uma Nova História da Música e ignorou um monte de compositores, mas Carpeaux era um diletante em música; na sua História da Literatura Ocidental foi mais memorioso. Acho que Lauro nunca ouviu esta sonata de espetacular terceiro movimento. Talvez o comentarista do encarte do CD tenha razão ao dizer que a culpa é da própria sonata: ela teria saído do repertório por ter sido escrita em 1943 e ser introspectiva, NÃO refletindo a atmosfera da guerra, porém, apesar de admirar o fato de possuirmos uma obra deste porte sobre alguém tão obscuro em nosso país quanto Shosta, acho inadmissível o cara deixar passar uma obra dessas.

O restante do CD é formado por obras menores. Sabidamente, Shosta era um pianista que compôs pouca coisa para quaisquer instrumentos solo, mesmo para o piano; então não há muito mais do que os monumentais 24 Prelúdios e Fugas (já divulgado por este prestigioso blog onde você se encontra) e esta sonata. Mas o restante é divertido. E Konstantin Scherbakov é excelente pianista. É um prazer ouvi-lo.

Ah, os Cinco Prelúdios (excertos) são excelentes. O de nro. 3 é uma linda modernagem.

PQP Bach.

Dmitri Shostakovich

Piano Sonata No. 2 in B minor, Op. 61
1. I. Allegretto 06:54
2. II. Largo 06:01
3. III. Moderato (con moto) – Allegretto con moto – Adagio – Moderato 11:12

Three Pieces (1919-20)
4. No. 1. Minuet 00:50
5. No. 2. Prelude 00:55
6. No. 3. Intermezzo 01:07

A Child’s Exercise Book, Op. 69
7. I. March: in the tempo of a March 00:41
8. II. Valse: in the tempo of a Waltz 00:33
9. III. Sad Tale: Adagio 02:07
10. VI. Merry Tale: Allegro 00:34
11. V. The Bear: Allegretto 00:48
12. VI. Clockwork Doll: Allegretto 00:45
13. VII. Birthday [no tempo indication] 01:12

14. Murzilka 00:49

Five Preludes, Op. 2 (excerpts) (1919-1921)
15. No. 2 in A minor: Allegro moderato e scherzando (Op. 2, No. 5) 02:17
16. No. 3 in G major: Andante (Op. 2, No. 2) 02:17
17. No. 4 in E minor: Allegro moderato 00:55
18. No. 15 in D flat major: Moderato (Op. 2, No. 7 or 8) 01:30
19. No. 18 in F minor: Andantino (Op. 2, No. 6) 01:08

The Limpid Stream, Op. 39 (excerpts) (piano trans. D. Shostakovich)
20. Act I Scene 1: No. 7. Scene and Waltz – Entr’acte: Allegretto 05:56
21. Act I Scene 2: No. 12. Dance of the Milkmaid and the Tractor Driver: Moderato con moto 02:20
22. Act I Scene 2: No. 13. Ballerina’s Waltz: Tempo di valse 02:56
23. Act II Scene 3: No. 23. Tango: Allegro – Andante – Allegro 04:39

Konstantin Scherbakov, piano

Total Playing Time: 46:26

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Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Flute Concerto No. 1 in G Major, No. 2 in D major, Concerto for flute and Harp

Rampal e Mozart, que dupla…! Já me emocionei muito com estas gravações, que apenas consolidaram minha opinião a respeito de Rampal… gênio, mestre absoluto da flauta.
Confesso que minha gravação favorita do concerto para flauta e harpa é com o Aurele Nicolet, acompanhado pelo Karl Richter… mas sejamos fiéis a coleção… tenho certeza de que ninguém vai se arrepender. E estou preparando outra postagem com esta dupla Nicolet / Richter…
Para quem não conhece a obra, prestar atenção no andantino do Concerto para flauta, harpa e orquestra. É um dos mais belos momentos da história da música. A delicadeza do dedilhar da harpa, acompanhada pelo sopro divino que emana dos pulmões de Rampal é de ressuscitar até defunto, de tão emocionante…

F.D.P. Bach

Flute Concerto No. 1 in G major, K. 313 (K. 285c)

Performed by Israel Philharmonic Orchestra
Flauta – Jean-Pierre Rampal
Conducted by Zubin Mehta

01. Allegro
02. Adagio
03. Rondeau

Flute Concerto No. 2 in D major, K. 314 (K. 285d)

Performed by Israel Philharmonic Orchestra
Flute – Jean-Pierre Rampal
Conducted by Zubin Mehta

1- Allegro
2- Andante
3- Allegro

Concerto for flute, harp & orchestra in C major, K. 299 (K. 297c)

with Franz Liszt Chamber Orchestra
Flute – Jean-Pierre Rampal
Harp – Marielle Nordmann
Conducted by Claudio Scimone

  1. Allegro
  2. Andantino
  3. Rondeau

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Johannes Brahms (1833-1897) – Lieder e Duetos

Um CD agradabilíssimo e diferente. Sempre relacionamos Brahms à densidade e ao rigor formal, porém aqui não há nada disso. É uma música de sarau, não tão simplesinha assim e boa de se ouvir nas noites em que estamos trabalhando em casa ou conversando com poucos amigos. Saibam que as faixas 1, 26 e algumas outras pararão a conversa ou interromperão nosso trabalho para que digamos ou pensemos: que coisa linda isso!

As cantoras Julie Kaufmann e Marilyn Schmiege possuem notável senso de estilo – coisa cada vez mais rara – e adaptam-se a cada canção dando a ela personalidade própria. Um maravilhoso CD da Orfeu que merece ser comprado por sua música e pelo excelente encarte com todas as letras. A relação de duetos e lieder é interminável e isto não é uma reclamação, imagine!

PQP Bach, o que acha autenticamente cômicas as opiniões de Adorno sobre jazz, assim como algumas previsões apocalípticas de outros…

1. Duette für Sopran und Alt mit Klavier op. 61 Track 1 Komponiert von Johannes Brahms, Johannes Brahms mit Julie Kaufmann , Donald Sulzen , Marilyn Schmiege
2. Duette für Sopran und Alt mit Klavier op. 61 Track 2 Komponiert von Johannes Brahms, Johannes Brahms mit Julie Kaufmann , Donald Sulzen , Marilyn Schmiege
3. Duette für Sopran und Alt mit Klavier op. 61 Track 3 Komponiert von Johannes Brahms, Johannes Brahms mit Julie Kaufmann , Donald Sulzen , Marilyn Schmiege
4. Duette für Sopran und Alt mit Klavier op. 61 Track 4 Komponiert von Johannes Brahms, Johannes Brahms mit Julie Kaufmann , Donald Sulzen , Marilyn Schmiege
5. Ausgewählte Lieder für Sopran und Klavier Track 1 Komponiert von Johannes Brahms, Johannes Brahms mit Julie Kaufmann , Donald Sulzen
6. Ausgewählte Lieder für Sopran und Klavier Track 2 Komponiert von Johannes Brahms, Johannes Brahms mit Julie Kaufmann , Donald Sulzen
7. Ausgewählte Lieder für Sopran und Klavier Track 3 Komponiert von Johannes Brahms, Johannes Brahms mit Julie Kaufmann , Donald Sulzen
8. Ausgewählte Lieder für Sopran und Klavier Track 4 Komponiert von Johannes Brahms, Johannes Brahms mit Julie Kaufmann , Donald Sulzen
9. Duette für Sopran und Alt mit Klavier op. 2 Track 1 Komponiert von Johannes Brahms, Johannes Brahms mit Julie Kaufmann , Donald Sulzen , Marilyn Schmiege
10. Duette für Sopran und Alt mit Klavier op. 2 Track 2 Komponiert von Johannes Brahms, Johannes Brahms mit Julie Kaufmann , Donald Sulzen , Marilyn Schmiege
11. Duette für Sopran und Alt mit Klavier op. 2 Track 3 Komponiert von Johannes Brahms, Johannes Brahms mit Julie Kaufmann , Donald Sulzen , Marilyn Schmiege
12. Ausgewählte Lieder für Mezzosopran und Klavier Track 1 Komponiert von Johannes Brahms, Johannes Brahms mit Donald Sulzen , Marilyn Schmiege
13. Ausgewählte Lieder für Mezzosopran und Klavier Track 2 Komponiert von Johannes Brahms, Johannes Brahms mit Donald Sulzen , Marilyn Schmiege
14. Ausgewählte Lieder für Mezzosopran und Klavier Track 3 Komponiert von Johannes Brahms, Johannes Brahms mit Donald Sulzen , Marilyn Schmiege
15. Duette aus: Romanzen und Lieder op. 84 Track 1 Komponiert von Johannes Brahms, Johannes Brahms mit Julie Kaufmann , Donald Sulzen , Marilyn Schmiege
16. Duette aus: Romanzen und Lieder op. 84 Track 2 Komponiert von Johannes Brahms, Johannes Brahms mit Julie Kaufmann , Donald Sulzen , Marilyn Schmiege
17. Duette aus: Romanzen und Lieder op. 84 Track 3 Komponiert von Johannes Brahms, Johannes Brahms mit Julie Kaufmann , Donald Sulzen , Marilyn Schmiege
18. Ausgewählte Lieder für Mezzosopran und Klavier Track 1 Komponiert von Johannes Brahms, Johannes Brahms mit Donald Sulzen , Marilyn Schmiege
19. Ausgewählte Lieder für Mezzosopran und Klavier Track 2 Komponiert von Johannes Brahms, Johannes Brahms mit Donald Sulzen , Marilyn Schmiege
20. Ausgewählte Lieder für Mezzosopran und Klavier Track 3 Komponiert von Johannes Brahms, Johannes Brahms mit Donald Sulzen , Marilyn Schmiege
21. Ausgewählte Lieder für Mezzosopran und Klavier Track 4 Komponiert von Johannes Brahms, Johannes Brahms mit Donald Sulzen , Marilyn Schmiege
22. Duette für Sopran und Alt mit Klavier op. 66 Track 1 Komponiert von Johannes Brahms, Johannes Brahms mit Julie Kaufmann , Donald Sulzen , Marilyn Schmiege
23. Duette für Sopran und Alt mit Klavier op. 66 Track 2 Komponiert von Johannes Brahms, Johannes Brahms mit Julie Kaufmann , Donald Sulzen , Marilyn Schmiege
24. Duette für Sopran und Alt mit Klavier op. 66 Track 3 Komponiert von Johannes Brahms, Johannes Brahms mit Julie Kaufmann , Donald Sulzen , Marilyn Schmiege
25. Duette für Sopran und Alt mit Klavier op. 66 Track 4 Komponiert von Johannes Brahms, Johannes Brahms mit Julie Kaufmann , Donald Sulzen , Marilyn Schmiege
26. Duette für Sopran und Alt mit Klavier op. 66 Track 5 Komponiert von Johannes Brahms, Johannes Brahms mit Julie Kaufmann , Donald Sulzen , Marilyn Schmiege
27. Ausgewählte Lieder für Sopran und Klavier Track 1 Komponiert von Johannes Brahms, Johannes Brahms mit Julie Kaufmann , Donald Sulzen
28. Ausgewählte Lieder für Sopran und Klavier Track 2 Komponiert von Johannes Brahms, Johannes Brahms mit Julie Kaufmann , Donald Sulzen
29. Ausgewählte Lieder für Sopran und Klavier Track 3 Komponiert von Johannes Brahms, Johannes Brahms mit Julie Kaufmann , Donald Sulzen
30. Duette aus: Balladen und Romanzen op. 75 Track 1 Komponiert von Johannes Brahms, Johannes Brahms mit Julie Kaufmann , Donald Sulzen , Marilyn Schmiege
31. Duette aus: Balladen und Romanzen op. 75 Track 2 Komponiert von Johannes Brahms, Johannes Brahms mit Julie Kaufmann , Donald Sulzen , Marilyn Schmiege

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Antonio Vivaldi (1678-1741), Johann Sebastian Bach (1675-1750), George Phillip Telemann (1681-1767)

FDP Bach continua sua saga rampaliana, trazendo para seus ouvintes/leitores mais deste gigante francês, Jena Pierre Rampal. Neste cd, ele toca Vivaldi, Bach e Telleman. Prestem muita atenção na facilidade com que ele aparentemente toca. Há momentos em que pensamos, poxa, mas quando é que este cara respira… feeling único, com uma técnica fantástica. Enjoy.

Antonio Vivaldi (1678-1741) –

1. Concerto For Flute & Orchestra in D Major, Op. 10, No. 3, RV 428 ‘Ill gardellino’ : I. Allegro
2. Concerto For Flute & Orchestra in D Major, Op. 10, No. 3, RV 428 ‘Ill gardellino’ : II. Largo
3. Concerto For Flute & Orchestra in D Major, Op. 10, No. 3, RV 428 ‘Ill gardellino’ : III. Alegro
4. Concerto for Flute & Orchestra in F Major, Op. 10, No. 1, RV 433 ‘La tempesta di mar’: I. Allegro
5. Concerto for Flute & Orchestra in F Major, Op. 10, No. 1, RV 433 ‘La tempesta di mar’ : II. Largo
6. Concerto for Flute & Orchestra in F Major, Op. 10, No. 1, RV 433 ‘La tempesta di mar’ : III. Presto

Performed by I Solisti Veneti
with Jean-Pierre Rampal, Dorothy Linell, Isaac Stern, Daniele Roi
Conducted by Claudio Scimone

Johann Sebastian Bach (1685-1750)
7. Concerto for Flute, Strings and Basso continuo in G minor , BWV 1056: I. …
8. Concerto for Flute, Strings and Basso continuo in G minor , BWV 1056: II. Largo
9. Concerto for Flute, Strings and Basso continuo in G minor , BWV 1056: III. Presto
10. Concerto for Flute, Strings and Bass continuo in C Major, BWV 1055: I. Allegro
11. Concerto for Flute, Strings and Bass continuo in C Major, BWV 1055: II. Larghetto
12. Concerto for Flute, Strings and Bass continuo in C Major, BWV 1055: III. Allegro ma non
tanto
Performed by Prague Ars Rediviva Orchestra
with Frantisek Slama, Jean-Pierre Rampal, Isaac Stern, Frantisek Posta, Josef Hala
Conducted by Milan Munclinger

George Phillip Telleman (1681-1767)
13. Suite for Flute & Orchestra in A minor: Ouverture
14. Suite for Flute & Orchestra in A minor: Les Plaisirs
15. Suite for Flute & Orchestra in A minor: Air a l’italien
16. Suite for Flute & Orchestra in A minor: Menuets I & II
17. Suite for Flute & Orchestra in A minor: Rejouissance
18. Suite for Flute & Orchestra in A minor: Passepieds I & II
19. Suite for Flute & Orchestra in A minor: Polonaise

with Isaac Stern, Jerusalem Music Centre Chamber Orchestra
Conducted by Jean-Pierre Rampal

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P.Q.P. Bach agita-se

Gostaríamos orgulhosamente de anunciar que, nos próximos dias, agregaremos um novo personagem aos três que postam neste blog. Seu nome é Blue Dog e peço a vocês não estranharem a falta de maiores referências à musica erudita na alcunha escolhida…

…pois Mr. Blue Dog não postará música erudita, mas jazz.

Esta era uma vaga aspiração do fundador P.Q.P e que recebeu forte apoio de F.D.P. Bach e de Clara Schumann. Não, não, não pensem que nosso repertório esgotou-se ou que há qualquer problema, nada disso. Postaremos um pouco mais e agregando jazz, só isso. O que ocorre é que amamos jazz e achamos saudável sua companhia no blog. Aliás, eventualmente, postaremos jazz junto com Blue Dog.

Mas há um problema, não posso negar…

Minha família que insiste em chamar Blue Dog de Blauerhund. Depois de longas explicações de que é absurdo chamar o cara de “cão azul”, passaram a chamá-lo de Trauriger Hund. Menos mal.

PQP Bach.

F. J. Haydn – Sinfonias Nros. 22, 82 e 83

Com um sorriso de compreensão ao nada descortês Revoltado dos comentários do último post de Sonatas de Mozart, passo a fazer algumas postagens de Haydn. Este CD é uma curiosidade: trata-se de uma gravação antiga, era de meu pai e teoricamente deveria ser ruim, por ser da brasileira Movie Play… Só que amo as sinfonias deste CD, acho as interpretações excelentes – apesar da qualidade de som apenas aceitável – e é esta a versão que ouço. Tentei várias outras: a de Bernstein, a do Orpheus Chamber Orchestra e as de outras orquestras e regentes. Nada feito. O cedezinho da Movie Play é imbatível em meu coração avesso à grifes.

Segundo o opúsculo de Peter Gammond – com o qual concordo – Haydn teria sido tão grande quanto Mozart se tivesse sido mais infeliz. Só quando teve um contrato a cumprir é que ganhou aquela pitada de drama que o fez criar suas monumentais últimas sinfonias. O estresse fez-lhe um bem imenso. Só um homem com um coração duro como pedra é capaz de compor coisas tão incondicionalmente sorridentes e luminosas quanto algumas de suas obras. Adoro Haydn. Ouço demais suas Missas.

Ignoro o motivo pelo qual a sinfonia “O Filósofo” tem este nome, mas sou apaixonado por seu primeiro movimento monotemático. É uma sinfonia tão boa que até o minueto é legal! Já “A Galinha” e “O Urso” têm seus apelidos justificados pela própria música e não precisamos explicar nada.

P.Q.P. Bach

Sinfonia Nº 22 “O Filósofo”
1. Adágio
2. Presto
3. Minueto
4. Finale: Presto

Sinfonia Nº 82 “O Urso”
5. Vivace Assai
6. Allegretto
7. Minueto
8. Finale: Vivace Assai

Camerata Romana
Eugen Duvier

Sinfonia Nº 83 “A Galinha”
9. Allegro
10. Andante
11. Minueto
12. Finale: Vivace

Süddeutsche Philharmonie
Alexander von Pitamic

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Georg Philipp Telemann –(1681-1767) – Concertos for Flute

Ah, Rampal…. !!! Que músico estupendo…!!! Certa vez um tio meu comentou, ao ouvi-lo tocar, que o seu sopro era um sopro divino, vinha diretamente dos pulmões de Deus. Aquilo me tocou, e passei a prestar mais atenção às suas interpretações. E confesso que tive de me render àquele comentário. Era um dom divino o que aquele gigante francês (gigante em todos os sentidos) tinha. O som divino, originado pelo sopro divino de sua flauta transcende o ar, preenche os ambientes, cobrindo cada fresta com toda a sensibilidade e sutileza. Um grande mestre, um grande músico, que com certeza faz parte da orquestra do céu, ao lado de Heifetz, Oystrack, Rostropovich entre tantos outros que já se foram, mas que deixaram sua marca indelével aqui na terra.

Não preciso então dizer, portanto, que novamente destaco o intérprete ao invés do compositor. E que compositores… serão três postagens com este gênio da flauta: um dedicado à Telemann, outro a Vivaldi e Bach e um terceiro dedicado à Mozart, sim, novamente ele, não posso deixar de postar suas gravações dos concertos de Mozart.

Comecemos, pois, por Telemann.

Georg Philipp Telemann –(1681-1767) – Concertos for Flute

01-Ouverture E Minor I-Ouverture

02-Ouverture E Minor_ II-Rigaudon

03-Ouverture E Minor_ III-Carillon

04-Ouverture E Minor_ IV-Air

05-Ouverture E Minor_ V-Menuet 1&2

06-Ouverture E Minor_ VI-Gigue

07-Concerto G Major_ I Allegro ma non Troppo

08-Concerto G Major_ II-Adagio

09-Concerto G Major_ III-Allegro

10-Concerto D Major_ I-Moderato

11-Concerto D Major_ II-Allegro

12-Concerto D Major_ III-Largo

13-Concerto D Major_ IV-Vivace

14-Concerto E Minor_ I-Allegro

15-Concerto E Minor_ II-Adagio

16-Concerto E Minor_ III-Presto

17-Concerto E Minor_ IV-Adagio & V-Allegro

Jean Pierre Rampal – Flute

Ferenc Liszt Chamber Orchestra

Janos Rolla – Conductor

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William Byrd (1540-1623) – Consort Songs

FDP Bach volta agora seus olhos para a Renascença, para o conturbado período da História da Inglaterra em que se cortavam pescoços com a maior facilidade, bastando pra tanto ser contra os preceitos religiosos então em vigor.
William Byrd viveu neste período, e intensamente, diga-se de passagem. Atravessou um século riquíssimo em novas descobertas científicas, que se aplicaram a todas as áreas do conhecimento humano.
Músico da corte, favorito da própria Elisabeth I, William Byrd foi o músico e compositor mais famoso de sua época.
Neste cd que hoje está sendo postado, novamente temos Emma Kirkby com sua voz angelical, interpretando diversas canções daquele compositor. É acompanhada pelo excelente grupo de câmera Fretworks.

William Byrd (1540-1623) – Consort Songs

1 – My mind to me a kingdom is
2 – Fantasia a 6
3 – O Lord, how vain
4 – Content is rich
5 – Constant Penelope
6 – Pavan a 6
7 – Galliard a 6
8 – My mistress had a little dog
9 – O that most rare breast
10 – The noble famous Queen
11 – Fantasia a 4
12 – Out of the orient crystal skyes
13 – O Lord, bow down thine heavenly eyes
14 – Fantasia a 6
15 – Truth at the first
16 – O you that hear this voice
17 – He that all earthly pleasure scorns

Emma Kirkby – Soprano
Fretwork
Richard Boothby, Richard Campbell, Wendy Gillespie, Julia Hodgson, William Hunt , Suzanna Pell.

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W. A. Mozart (1756-1791) – Sonatas para Piano K. 330, 331 e 332

Este CD da Harmonia Mundi France foi o vencedor do Diapason d`Or de 2004. Se este fato coloca uma grife na gravação, sua audição coloca outras nestas obras que já receberam polêmicas abordagens, como as de Glenn Gould (no mínimo estranha e temperamental), as da “neo-brasileira” Maria João Pires (talvez a melhor) e de Mitsuko Uchida (a que mais ouvia, don`t ask me why). Pode ser que Uchida e Pires acabem substituídas por Staier como meu preferido, mas ainda é cedo para tais considerações que certamente não terão a menor repercussão fora dos poucos metros quadrados de minha sala…

Um anônimo deixou a nota a seguir num site norte-americano. Eu a assinaria, sem dúvida. Gostaria de imaginar que vocês também, após audição deste excelente trabalho de Andreas Staier.

P.Q.P. Bach.

A new standard for Mozart piano performance, June 8, 2005
By A Music Lover

First the essential information: This performance is on a period fortepiano, not a modern instrument. This performance is not always “pretty”, but often percussive and dynamic. Also, Mr. Staier chooses to add ornamentation that is not in the manuscript but is in accordance with the style and practice of the 18th century. Still interested? I hope so, because if you miss this, you will miss a very exciting performance of 3 of Mozart’s finest works. Not for the faint of heart or those who insist that Mozart always sound beautiful. There certainly are moments of beauty, and poignancy, but there is also fire. Mozart played as the logical precursor to Beethoven. Frankly, I’ve never completely been won over by Mozart’s piano sonatas. There always seemed to be something lacking, a feeling of them being almost, but not quite, perfect. This performance has convinced me that they are indeed masterworks. Staier’s choice of ornamentation is both tasteful and exciting, with an improvisatory feeling that adds to the almost operatic, vocal quality of the melodic line. Of course, these choices are “frozen” on disc and lose that improvisatory feel somewhat on repeated listenings, but overall I prefer this approach to a more “straight” reading. Staier doesn’t shy away from dynamic contrasts, either, at some points sounding as though he is pushing the instrument to its breaking point. But it works very well. This is a clear contender for recording of the year, along with Ronald Brautigam’s exciting fortepiano performances of Beethoven Sonatas on the Bis label.

Piano Sonata No. 10 in C major, K. 330 (K. 300h)
Composed by Wolfgang Amadeus Mozart
with Andreas Staier, pianoforte
1. Allegro Moderato
2. Andante Cantabile
3. Allegretto

Piano Sonata No. 11 in A major (“Alla Turca”) K. 331 (K. 300i)
Composed by Wolfgang Amadeus Mozart
with Andreas Staier, pianoforte
4. Andante Grazioso (Theme Et Variations)
5. Menuetto-Trio
6. Alla Turca. Allegretto

Piano Sonata No. 12 in F major, K. 332 (K. 300k)
Composed by Wolfgang Amadeus Mozart
with Andreas Staier, pianoforte
7. Allegro
8. Adagio
9. Allegro Assai

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F. Schubert (1797-1828) – Quinteto “A Truta” com Brendel / W.A. Mozart (1756-1791) – Quarteto para Piano, K. 478

A idéia de postar uma nova “Truta” não me foi inspirada pelo frio de zero grau de hoje em Porto Alegre (pela primeira vez, liguei o limpador de para-brisa e notei que não era água o que ali havia e sim gelo); veio-me por um motivo bem mais simples, humano e mau… Sabendo que nossa companheira Clara Schumann ama Franz Schubert e não ignorando sua paixão por Alfred Brendel, observei que ela havia postado uma versão deste grande e especialmente melodioso quinteto numa gravação muito boa, mas SEM Brendel. Logo concluí que ela não possuía este tesouro e decidi postá-lo.

Vocês pensarão que fui bonzinho… Que fiz um mimo à Clara… Grave erro! Ocorre que esta tedesca de finíssimo trato e humor apenas ouve CDs originais e já me confessou que nem sabe muito bem como fazer download… Sim, imagino o pasmo de nossos leitores ao saber que a grande postadora e colecionadora de música Clara Schumann não baixa CDs pela rede!!! Porém, é a pura e estarrecedora verdade.

Bem, o que dizer da Truta? Quase nada. Obra que ouço desde a infância e de que conheço cada nota. Obra que assobio quando caminho ou dirijo e que parece ter nascido dentro de mim… Nada a declarar. O quarteto de Mozart que a acompanha é excelente – a seriedade do primeiro movimento não parece nada mozartiana, porém, após o tranqüilo andante, a coisa deságua em puro Mozart no movimento final.

Enjoy!

P.Q.P.Bach.

Piano Quintet, “Trout” in A
Composed by Franz Schubert
with Thomas Zehetmair, Tabea Zimmermann, Richard Duven, Peter Riegelbauer, Alfred Brendel
1. Qnt for pn, vn, va, vc, & db in A, D.667 Trout: 1. Allegro vivace – Alfred Brendel/Thomas Zehetmair/Tabea Zimmermann/Richard Duven/Peter Riegelbauer
2. Qnt for pn, vn, va, vc, & db in A, D.667 Trout: 2. Andante – Alfred Brendel/Thomas Zehetmair/Tabea Zimmermann/Richard Duven/Peter Riegelbauer
3. Qnt for pn, vn, va, vc, & db in A, D.667 Trout: 3. Scherzo. Presto – Alfred Brendel/Thomas Zehetmair/Tabea Zimmermann/Richard Duven/Peter Riegelbauer
4. Qnt for pn, vn, va, vc, & db in A, D.667 Trout: 4. Thema. Andantino-Var I-V-Allegretto – Alfred Brendel/Thomas Zehetmair/Tabea Zimmermann/Richard Duven/Peter Riegelbauer
5. Qnt for pn, vn, va, vc, & db in A, D.667 Trout: 5. Allegro giusto – Alfred Brendel/Thomas Zehetmair/Tabea Zimmermann/Richard Duven/Peter Riegelbauer

Piano Quartet in G minor, K. 478
Composed by Wolfgang Amadeus Mozart
with Thomas Zehetmair, Tabea Zimmermann, Richard Duven, Alfred Brendel
6. Qt for pno, vn, va & vc in g, K.478: 1. Allegro – Alfred Brendel/Thomas Zehetmair/Tabea Zimmermann/Richard Duven
7. Qt for pno, vn, va & vc in g, K.478: 2. Andante – Alfred Brendel/Thomas Zehetmair/Tabea Zimmermann/Richard Duven
8. Qt for pno, vn, va & vc in g, K.478: 3. Rondo. Allegro moderato – Alfred Brendel/Thomas Zehetmair/Tabea Zimmermann/Richard Duven

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George Friederich Haendel (1685-1759) – Sacred Cantatas

Mais um momento sublime da maravilhosa Emma Kirkby: aqui ela interpreta cantatas sacras de Haendel acompanhada pelo pequeno conjunto London Baroque, que possui a seguinte formação:

Ingrid Seifert – violino

Richard Gwilt- violino

Charles Medlan – violoncello

Terence Charlston – órgão / cravo

Mais um tour de force de Kirkby, que nunca deixa de nos emocionar com a beleza de sua voz. O libreto em anexo traz as letras das canções e demais informações sobre as obras.

Fica aqui registrado novamente meu tradicional conselho: escolham a melhor poltrona, o melhor vinho, e relaxadamente degustem esta finíssima gravação, pois trata-se de música que nos produz elevação espiritual, que nos leva às estrelas.

Ah, pequena consideração técnica: também este cd foi ripado em arquivo único, no formato .wma. Mas nada que o bom e velho Media Player não reproduza.

George Friederich Haendel (1685-1759) – Salve Regina, O qualis de coelo sonus, Trio Sonata in G minor, Celestis dum spirit aura, Laudata Pueri

Salve Regina (H.W. 38)
1 – Largo – adagio. Salve Regina
2 – Allegro – Eja ergo advocata nostra
3 – Adagissimo – O clemens, o pia

O qualis de coelo sonus

4 – Sonata
5 – Recitativo – O qualis de coelo sonus
6 – Ad plausus ad jubila
7 – Recitativo – Eja ergo, mortalis
8 – Gaude, tellus benigna
9 – Allelluija

Trio Sonata in G Minor

10 – Andante
11 – Allegro
12 – Largo
13 – Allegro

Caelestis dum spirat aura

14 – Sonata
15 – Recitativo – Caelestis dum spirat aura
16 – Felix dies, praeclara, serena
17 – Recitativo – Vestro, religiosus principes
18 – Tam patrono singulari
19 – Allelujiah

Laudate Pueri (Psalm 112)

20 – Laudate Pueri Dominum
21 – Sit nomem Domini benedictum
22 – A solis ortu usque ad occasum
23 – Excelsus super omnes gentes Dominum
24 – Quis sicut Dominum
25 – Ut collocet eum cum principibus
26 – Que habitare facit
27 – Gloria Patri et Figlio e Spiritui Sancto

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Wolfang Amadeus Mozart (1756-1791) – Symphonie º 39 Es-Dur KV 543, Symphonie nº 40 G-moll KV 550 e Symphonie nº 41 C-Dur – “Jupiter Symphonie”

Aí está o segundo cd com as últimas sinfonias de Mozart, na interpretação sublime de Karl Böhm.
O que posso comentar que já não tenha sido comentado sobre a Sinfonia nº 39, ou minha favorita, a de nº 40, com seu conhecidíssimo primeiro movimento, ou então a de nº 41, corretamente chamada de Júpiter devido à grandiosidade da obra?
Façam bom proveito. Música de primeira, orquestra de primeira e regente de primeira.

Wolfgang Amadeus Mozart

Symphonie nº 39 Es -dur KV 543

1- Adagio – Allegro
2 – Andante com moto
3 – Menueto – Alegretto – Trio
4 – Finale – Allegro

Symphonie nº 40 G – moll KV 550
5 – Molto Alegro
6 – Andante
7 – Menueto – Allegretto – Trio
8 – Allegro Assai

Symphonie nº 41 C – Dur KV 551
9 – Allegro Vivace
10 – Andante cantabile
11 – Menuetto – Allegretto – Trio
1’2 – Molto Allegro

Berliner Philarmoniker
Karl Böhm

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Antonio Vivaldi (1678-1741) – Vespri per la Festa dell´Assunzione di Maria Virgine

Eis que FDP Bach encontra em seu acervo aquele seu CD de Vivaldi favorito. Sensibilizado pela beleza da última postagem vivaldiana de seu irmão PQP, trazemos outra primorosa gravação desta série da OPUS 111 com suas capas que são outro destaque: “Vespri per l’Assunzione di Maria Vergine”. Tratam-se de diversas obras, abaixo relacionadas, todas com interpretação deste maravilhoso conjunto italiano, o Concerto Italiano, dirigido por Rinaldo Alessandrini. A relação dos cantores estará mais abaixo.
FDP não perderá muito tempo tecendo considerações sobre as obras, ou sobre as interpretações. Deixará a critério de seus leitores/ouvintes a apreciação devida. O único comentário ao qual ele se permitirá será o seguinte:
Trata-se de música sublime e com interpretação também sublime… relaxem, sentem em sua melhor poltrona e apreciem sem necessariamente serem moderados… ao contrário, se extasiem com a beleza da música deste genial padre ruivo… não se preocupem em se excederem: garanto-lhes que este excesso não vai lhes fazer algum mal. Ao contrário. Ah, também não se preocupem com o fato dos cds terem sido ripados em arquivo único. Vocês não conseguirão mesmo parar de ouvi-los antes de acabarem…
Como se trata de obra extensa, trinta e quatro faixas cada cd, pedirei aos nossos ouvintes / leitores para consultarem o libreto que também estará disponível nesta postagem. Ali terão todas as informações necessárias sobre as faixas e respectivos solistas.

Antonio Vivaldi (1678-1741) – Vespri Solleni per la Festa dell´Assunzione di Maria Vergine
Riconstruzione di Fréderic Delamea e Rinaldo Alessandrini

Gemma Bertagnolli – soprano
Roberta Invernizzi – soprano
Anna Simboli – soprano
Sara Mingardo – contralto
Gianluca Ferrarini – tenore
Matteo Belloto – baritono
Antonio de Secondi – violino

Concerto Italiano – ensemble vocale e strumentale
Rinaldo Alessandrini – Direttore

CD 1 – BAIXE AQUI
CD 2 – BAIXE AQUI
Libreto – BAIXE AQUI

Antonio Vivaldi (1678 – 1741) – Stabat Mater, Concerto Fúnebre, Clarae Stelae, etc.

Logo que Vivaldi foi redescoberto, era comum comentar-se que ele havia escrito quinhentas vezes o mesmo concerto e dezenas de vezes as mesmas obras vocais. Uma afirmativa deste gênero não sobreviveria a este CD admirável de Rinaldo Alessandrini e do Concerto Italiano. A originalidade de cada concerto, a estilo próprio de cada obra aqui gravada, faria corar qualquer antigo comentarista. Só como amostra, ouça o primeiro movimento do Concerto Fúnebre e, lá por seus 1min40, note a enorme dramaticidade de que a música é tomada. Vai lá! Ouça!

Vale a pena adquirir este espetacular CD de 2000 da gravadora Opus111.

P.Q.P. Bach.


Cello Concerto, for cello, strings & continuo in G major,”Per la Solennità di San Lorenzo”, RV 413
Composed by Antonio Vivaldi
with Italiano Concerto
Conducted by Rinaldo Alessandrini
1. concerto per la solennità di s. lorenzo, rv556 : largo, allegro molto
2. concerto per la solennità di s. lorenzo, rv556 : largo e cantabile
3. concerto per la solennità di s. lorenzo, rv556 : allegro

Clarae stellae, scintillate, solo motet for voice, strings & continuo in F major, RV 625
Composed by Antonio Vivaldi
with Italiano Concerto, Sara Mingardo
Conducted by Rinaldo Alessandrini
4. clarae stellae, scintillate, rv625 : aria, allegro
5. clarae stellae, scintillate, rv625 : recitativo
6. clarae stellae, scintillate, rv625 : aria, allegro
7. clarae stellae, scintillate, rv625 : alleluia, allegro

Concerto, for violin & organ or violin ad lib & oboe, strings & continuo in C major, RV 554
Composed by Antonio Vivaldi
with Italiano Concerto
Conducted by Rinaldo Alessandrini
8. concerto en do majeur pour violon, violoncelle, oboé, órgão obligatto, cordas e baixo contínuo, rv554 : allegro
9. concerto en do majeur pour violon, violoncelle, oboé, órgão obligatto, cordas e baixo contínuo, rv554 : largo
10. concerto en do majeur pour violon, violoncelle, oboé, órgão obligatto, cordas e baixo contínuo, rv554 : allegro

Concerto funebre, for violin, oboe, chalumeau, 3 violas all’inglese, strings & continuo in B-flat major, RV 579
Composed by Antonio Vivaldi
with Italiano Concerto
Conducted by Rinaldo Alessandrini
11. concerto funebre en si bémol majeur, rv579 : largo
12. concerto funebre en si bémol majeur, rv579 : allegro poco
13. concerto funebre en si bémol majeur, rv579 : adagio, allegro

Stabat Mater, hymn for voice, strings & continuo in F minor, RV 621
Composed by Antonio Vivaldi
with Italiano Concerto, Sara Mingardo
Conducted by Rinaldo Alessandrini
14. stabat mater, rv621 : stabat mater dolorosa, largo
15. stabat mater, rv621 : cujus animam gementem, adagissimo
16. stabat mater, rv621 : o quam tristis, andante
17. stabat mater, rv621 : quis est homo, largo
18. stabat mater, rv621 : quis non posset, adagissimo
19. stabat mater, rv621 : pro peccatis suae gentis, andante
20. stabat mater, rv621 : eja mater, fons amoris, largo
21. stabat mater, rv621 : fac ut ardeat cor meum, lento
22. stabat mater, rv621 : amen

Sonata a 4 al Santo Sepolcro, for 2 violins, viola & continuo in E-flat major, RV 130
Composed by Antonio Vivaldi
with Italiano Concerto
Conducted by Rinaldo Alessandrini
23. sonate al santo sepolcro en mi bémol majeur, rv130 : largo molto
24. sonate al santo sepolcro en mi bémol majeur, rv130 : allegro ma poco

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Johann Sebastian Bach (1675-1750) – Goldberg Variations BWV 988

Minha cara colega Clara Schumann já deixou mais do que claro sua paixão por Schubert. Seus textos de apresentação são verdadeiros poemas, demonstrando toda sua sensibilidade de poetisa.
PQP Bach e eu, FDP Bach, não possuímos esta qualidade de texto. Somos mais sintéticos, digamos assim. Apresentamos a obra, fazemos alguma análise histórica, e ponto final.
FDP resolveu escolher esta gravação histórica das Variações Goldberg de nosso pai Johann S. Bach por diversas razões. Como sabemos que existem razões que nem a própria razão explica, esta gravação se tornou a favorita de muitos, inclusive, é claro, deste que vos escreve.
Já apresentamos Glenn Gould em outra ocasião, inclusive emprestamos um texto de nosso amigo Milton Ribeiro para ilustrar. Aliás, Milton comentou dia destes com FDP que estava preparando um texto sobre as Variações Goldberg. O blog aguarda ansiosamente.
Mas chega de falar. Quem quiser saber mais sobre este pianista único pode procurar nas boas livrarias a biografia que Otto Friderich escreveu sobre ele, e nas locadoras de dvd, um “documentário” chamado “32 Short Films About Glenn Gould” . Ah, a biografia do Friederich foi publicada pela Ed. Record. Mas vamos ao que interessa.

Bach: Goldberg Variations, BWV 988 (1955´s Historical Recording)
Glenn Gould – Piano

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Luigi Boccherini (1743 – 1805) – Quintetos para Violão

É aquela coisa. É Boccherini. Tudo agradável, gentil, bonitinho para o bem e para o mal. O fato é que eu o estava ouvindo hoje, um dia de chuva insistente e frio penetrante em Porto Alegre. Chato, né?

Nestas circunstâncias, Boccherini saiu-se bem.

P.Q.P. Bach

Guitar Quintet in D minor, G. 445
Zoltan Tokos, guitar
Performed by:Danubius Quartet
I. Allegro moderato 07:27
II. Cantabile 04:23
III. Minuetto 04:22
IV. Finale: Allegro assai 03:48

Guitar Quintet in E major, G. 446
Zoltan Tokos, guitar
Performed by:Danubius Quartet
I. Maestoso assai 07:35
II. Adagio – Allegretto 04:56
III. Polacca: Tempo di Minuetto 05:53

Guitar Quintet in B flat major, G. 447
Zoltan Tokos, guitar
Performed by:Danubius Quartet
I. Allegro moderato 07:09
II. Tempo di Minuetto 04:18
III. Adagio 04:14
IV. Allegro 05:42

Total Playing Time: 54:47

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Wolgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Symphonie Nr. 35 D-Dur ‘Haffner’, KV 385, Symphonie Nr. 36 C-Dur ‘Linzer’, KV 425, Symphonie Nr. 38 ‘Prager’,

FDP Bach pede desculpas por suas ausências, mas trata-se do velho motivo: falta de tempo. Para compensar, uma das jóias de minha cdteca: Karl Böhm regendo Mozart. Imperdível.

Um dos maiores especialistas em Mozart do século XX à frente da melhor orquestra do mundo. Para que dizer mais? Dentro de alguns dias estarei postando as três últimas sinfonias.

Symphonie Nr. 35 D-Dur ‘Haffner’, KV 385
I Allegro con spirito
II Andante
III Menuetto
IV Finale Presto

Symphonie Nr. 36 C-Dur ‘Linzer’, KV 425
I Allegro spiritoso
II Andante
III Menuetto
IV Presto

Symphonie Nr. 38 ‘Prager’, KV 504
I Allegro
II Andante
III Finale Presto

Berliner Philarmoniker
Karl Böhm – Diretor

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W. A. Mozart (1756-1791) – Divertimentos K. 287 e 131

Dois dos melhores Divertimentos de Mozart. O Divertimento K. 287 é formado por seis movimentos tranqüilos e gentis, sendo que seu Adágio (4º mov.) tem uma melodia sublime, do melhor Mozart.

O Divertimento é uma forma musical que se caracteriza pela leveza. Pode ser composto para um ou vários instrumentos e consta em geral de uma série de movimentos alternados e livres. O termo indica, sobretudo na França, um intermezzo com dança, que no século XVII e XVIII se inseria nas óperas e comédias-balés.

P.Q.P. Bach.

Divertimento No. 15 in B flat major, K. 287, “Lodron Night Music No. 2”
Performed by: Capella Istropolitana
Conducted by: Harald Nerat
1. I. Allegro 09:42
2. II. Andante grazioso con variazioni 08:35
3. III. Menuetto 03:41
4. IV. Adagio 08:35
5. V. Menuetto 04:12
6. VI. Andante – Allegro molto 08:05

Divertimento in D major, K. 131
Performed by: Capella Istropolitana
Conducted by: Harald Nerat
7. I. Allegro 05:19
8. II. Adagio 06:10
9. III. Menuetto 05:35
10. IV. Allegretto 03:06
11. V. Menuetto 04:09
12. VI. Adagio – Allegro molto – Allegro assai 06:12

Total Playing Time: 01:13:21

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J.S. Bach (1685-1750) – Cantatas Profanas (8 de 8 CDs)

Assim como o sétimo CD das Cantatas Profanas, este é extraordinário. Meu pai segue “rapinando” sua própria obra e retira quatro movimentos belíssimos do Oratório de Natal (1, 5, 7 e 9) para colocá-los na BWV 214 (Soem vossos tambores! Soprem vossas trombetas!). Esta cantata foi apresentada pela primeira vez em 8 de dezembro de 1733 para o aniversário da Eleitora e sua alegria demonstra que J.S. queria festa. Notem como os tambores e os trompetes respondem às ordem do coral no luminoso movimento de abertura.

A cantata Enaltece tua boa sorte, ó afortunada Saxônia, BWV 215, celebra o aniversário de eleição do Eleitor saxônio como rei da Polônia em de outubro de 1734. Adivinhem de onde saiu seu movimento de nº 7? Claro, do Oratório de Natal. Mas seu esplêndido coral de abertura aparecerá futuramente como o Hosana da Missa em Si Menor, comprovando o arrevesado conhecimento que meu pai possuía de Lavoisier: o Nada se cria, tudo se transforma é aqui interpretado como Tudo crio, porém, se não tiver tempo ou disposição, transformo. Só que papai roubava mais de si mesmo, como podemos comprovar acima, do que de outros, apesar de as noções de obra e autoria daquela época eram muito diferentes das de hoje.

Assim, finalizamos a série das Cantatas Profanas.

Divirtam-se!

P.Q.P. Bach.


Tonet, ihr Pauken! Erschallet Trompeten!, BWV 214

Composer Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)
Conductor Helmuth Rilling
Performer Sibylla Rubens (Soprano – Bellona)
Ingeborg Danz (Alto – Pallas)
Marcus Ullman (Tenor – Irene)
Andreas Schmidt (Baritone – Fama)
Genre Baroque Period / Cantata
Date Written 1733
Ensemble Gachinger Kantorei Stuttgart
Period Baroque
Language German
Country Leipzig, Germany
Recording Studio

1. 1 Coro: Tonet, Ihr Pauken! Ershallet, Trompeten!
2. 2 Recitativo: Heut Ist Der Tag
3. 3 Aria: Blast Die Wohlgegriffnen Floten
4. 4 Recitativo: Mein Knallendes Metall
5. 5 Aria: Fromme Musin! Meine Glieder!
6. 6 Recitativo: Unsre Konigin Im Lande
7. 7 Aria: Kron Und Preis Gekronter Damen
8. 8 Recitativo: So Dringe In Das Weite Erdenrund
9. 9 Coro: Bluhet, Ihr Linden In Sachsen, Wie Zedern!

Preise dein Glucke, gesegnetes Sachsen, BWV 215
Composer Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)
Conductor Helmuth Rilling
Performer Sibylla Rubens (Soprano)
Markus Schafer (Tenor)
Dietrich Henschel (Bass)
Genre Baroque Period / Cantata
Ensemble Gachinger Kantorei Stuttgart
Period Baroque
Language German
Country Germany
Recording Studio

10. 1 Coro I/II: Preise Dein Glucke, Gesegnetes Sachsen
11. 2 Recitativo: Wie Konnen Wir, Grobmachtigster August
12. 3 Aria: Freilich Trotzt Augustus’ Name
13. 4 Recitativo: Was Hat Dich Sonst, Sarmatien, Bewogen
14. 5 Aria: Rase Nur, Verwegner Schwarm
15. 6 Recitativo: Ja, Ja! Gott Ist Uns Noch Mit Seiner Hulfe Nah
16. 7 Aria: Durch Die Von Eifer Entflammeten Waffen
17. 8 Recitativo: Lab Doch, O Teurer Landesvater, Zu
18. 9 Coro I/II: Stifter Der Reiche, Beherrscher Der Kronen

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Andrès Segovia (1893-1987) – Fantasía para un Gentilhombre, Concierto del Sur, Concerto nº6

01 03

FDP voltou de viagem inspirado. E resolveu atender ao pedido de um leitor/ouvinte, que preferiu não se identificar, e postar um CD tendo o violão como instrumento solista.

O missivista desta postagem reconhece que foi um violonista medíocre em seus tempos de adolescente, mas logo reconheceu a falta de talento para o tal do instrumento. Aprendeu alguns acordes, alegrou alguns amigos tocando canções de Chico Buarque e Caetano Veloso, arriscou alguns passos no mundo do rock´n´roll, mas sua falta de talento era por demais patente, e decidiu doar o instrumento para um sobrinho, que talvez pudesse fazer melhor uso dele…

Mas a paixão pelo instrumento continuou. E quando teve acesso ao mundo do violão enquanto instrumento solista frente a uma orquestra sinfônica, ficou estarrecido com as possibilidades múltipla do mesmo. Claro que se apaixonou pelo Concierto de Aranjuez, de Joaquim Rodrigo, e pelas peças para alaúde adaptadas para o violão, e tendo intérpretes absolutamente maravilhosos, como Andrès Segovia, Narciso Yepes, John Williams, Julian Bream, os irmãos Romero, Paco de Lucia entre outros.

Mas nesta postagem FDP fará diferente. Até agora foi dado destaque ao compositor, apesar de termos todo o cuidado ao escolhermos os intérpretes. Dessa vez se dará destaque ao intérprete. E que intérprete…

“El señor don Andrés Torres Segovia, marqués de Salobreña¨, mais conhecido como Andrès Segovia, nasceu em 1893 e faleceu, quase centenário, em 1987. É considerado o introdutor do violão nas salas de concerto, que freqüentou durante toda sua vida. Também ajudou no desenvolvimento do instrumento, para melhorar sua acústica nas salas de concerto. Transcreveu inúmeras peças de Bach, Bocherini, entre outros, e ajudou a divulgar pelo mundo inteiro a riquíssima música espanhola. Villa-Lobos compôs seus Doze Estudos para Violão em sua homenagem.

Mas o CD a ser postado faz parte de uma pequena série que a cultuada gravadora Deutsche Grammophon lançou em homenagem ao Mestre, com o simples nome de “Segovia Collection”, composta de cinco cds, onde se destacam compositores espanhóis.

A primeira obra é a maravilhosa “Fantasia para um Gentilhombre”, composta por encomenda a Joaquim Rodrigo. Dividida em quatro movimentos, são variações sobre um tema, onde a força da música espanhola, com forte influência da música flamenca, se destaca. Possuo outras gravações desta obra, inclusive com o genial Narciso Yepes, mas nas mãos mágicas de Segovia ela se transforma na verdadeira e legítima representação da alma espanhola. Ouçam com atenção principalmente o primeiro movimento. É de arrepiar.

Após o belíssimo “Concierto del Sur”, de Manoel Ponce, Segovia envereda no barroco, através da música de Luigi Bocherini, tocando o Concerto para violoncelo nº 6, por ele adaptado para violão.

Nestas obras, poderemos admirar a versatilidade de Segovia, e sua técnica absolutamente perfeita. Com certeza, o que vocês poderão admirar não será apenas um dos maiores violonistas do século XX, mas sim um dos maiores músicos do século.

Joaquin Rodrigo – Fantasía para un gentilhombre.
1. Villano y ricercar
2.Españoleta y fanfare de la caballería de Nápoles
3.Danza de las hachas
4.Canario

Manuel Ponce – Concierto del Sur
5. Allegro moderato
6.Andante
7. Allegro moderato e festivo

Luigi Bocherini – Concerto para violoncelo nº6
8 – Allegro non tanto
9 – Andante cantabile
10 – Allegreto – più mosso

Andrès Segovia – Violão
Simphony of the Air
Enrique Jorda – Diretor

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Johannes Brahms (1833-1897) – Ein Deustches Requiem, op. 45

Eis que FDP Bach se viu em cruel dúvida nos últimos dias: qual seria a próxima postagem, após aqueles maravilhosos trios de Mozart?

Pensou em muita coisa, fuçou toda a sua discografia, e nada dava aquele “tchan”. Beethovens, Mozarts, Schuberts, Schumanns, Bachs, é claro, mas acabou optando por Brahms e Vivaldi, postado abaixo. Não preciso falar da paixão que nutrem os irmãos PQP e FDP pela obra desse gênio alemão. Temos postado muita coisa dele. Mas não resistimos a compartilhar nossas emoções com os caros leitores/ouvintes do blog.

Pois bem, a obra escolhida de Brahms foi simplesmente “Ein Deutsches Requiem”. Escolhi esta peça pois o final de semana se aproxima, e todos terão tempo de aprecia-la com atenção. Não é uma obra fácil, ao contrário, é extremamente complexa, e considerada sua maior e mais ousada obra. Composta para grande orquestra, coro misto e dois solistas, barítono e soprano, mostra uma faceta um tanto quanto diferente de Brahms, mas coerente com seus ideais estético-musicais. Cito um pequeno trecho do filósofo alemão Ernst Bloch, colhido da biografia de Brahms escrita por Malcolm McDonald:

“à música do Requiem não falta contenção e o que lhe equivale em Brahms: uma preciosa profundidade que evita a apoteose (…) Esta música nos está dizendo que existe um broto – não mais porém não menos – que poderia florescer em alegria perpétua e que sobreviverá às trevas, que na realidade ele aprisiona dentro de si (…) Nas trevas desta música estão cintilando aqueles tesouros que estão livres da ferrugem e das traças. Referimo-nos àqueles tesouros permanentes em que a vontade e o objetivo, a esperança e sua satisfação, a virtude e a felicidade possam ser unidos, em um mundo sem decepção e de supremo bem – o réquiem circunda a região secreta do supremo bem”.

Após essa belíssima descrição, que mais podemos dizer? Ah, sim, talvez uma idéia geral da obra.

Possivelmente foi escrita entre 1865-1866, logo após a morte da mãe do compositor. Com certeza ela já vinha sendo pensada já a alguns anos. Está intimamente enraizada na Bíblia Luterana, ao contrário de outros Requiems, baseados na liturgia romana. O texto foi retirado de diversas passagens do Antigo e do Novo Testamento, e para McDonald, “se dirige essencialmente aos sentimentos dos desolados pela perda de uma pessoa querida, em uma meditação consoladora sobre o destino comum dos mortos e dos vivos. (…) Não é o primeiro Réquiem em alemão (…) mas foi o primeiro em que um compositor escolhera e moldara seu texto, para ressonâncias essencialmente pessoais, a fim de falar a um público contemporâneo numa linguagem compartilhada, transcendendo as coerções do ritual: um sermão profético a partir da experiência particular e com aplicação universal”.

A obra é dividida em sete partes:

1 – Chor: Selig sind, die da Lied tragen

2 – Chor: Denn alles Fleisch, es ist wie Grãs

3 – Solo (Bariton) und Chor: Herr, lehre doch mich

4 – Chor: Wie liebich sind Deine Wohnungen

5 – Solo (Sopran) und Chor: Ihr habt nun Traurigkeit

6 – Solo (Bariton) und Chor: Denn wir haben hie keine bleibende Statt

7 – Chor: Selig sind die Toten, die in dem Herrn sterben

A gravação é a premiada e elogiadíssima versão de Sir John Eliot Gardiner. Maiores detalhes abaixo:

Ein Deutsches Requiem

Artists

Rodney Gilfry (Baritone)

Charlotte Margiono (Soprano)

Monteverdi Choir e Orchestre Révolutionnaire et Romantique

Conducted by: Sir John Eliot Gardiner

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