Franz Schubert (1797-1828): Violin Sonatas (CD 2 de 2)

Franz Schubert (1797-1828): Violin Sonatas (CD 2 de 2)

E como só se fala e praticamente só se posta Schubert por aqui nos últimos dias, resolvi trazer o segundo CD de Julia Fischer tocando as pouco gravadas Sonatas para Violino e Piano e algumas obras para piano, onde Julia revela-se uma excelente pianista, fazendo a segunda parte do piano na Fantasia D. 940, tão amada pelo colega Ranulfus. A música de Schubert para violino e piano, embora certamente não seja insignificante, nunca atraiu grandemente a atenção dos executantes ou ouvintes. E elas são desiguais, variando entre aquilo que é destinado ao mercado doméstico amador e os últimos trabalhos, claramente dirigidos ao virtuoso. Mas sempre é Schubert, ou seja, sempre é bom.

O primeiro disco desta dupla extremamente talentosa tocando as obras de Schubert para violino e piano foi de prazer absoluto, apesar de essa música ser uma parte comparativamente sem importância da produção do compositor. Este segundo disco é ainda mais atraente, de fato irresistível, em parte porque o terceiro item é uma das obras-primas supremas de Schubert, a Fantasia em Fá menor para dueto de piano D. 940. Eles dão uma magnífica versão desta obra inspirada, que começa com uma das melodias mais pungentes de Schubert. É uma peça desafiadora, como se pode ouvir, mas Fischer e Helmchen tiram de letra.

Franz Schubert (1797-1828): Violin Sonatas (CD 2 de 2)

01 Schubert – Violin Sonata In A, Op. 162, D. 574 – Allegro Moderato
02 Scherzo (Presto)
03 Andantino
04 Allegro Vivace

05 Schubert – Fantasy In C, Op. 159, D. 934 – Andante Molto
06 Allegretto
07 Andantino
08 Tempo primo – Allegro, Allegretto, Presto

09 Schubert_ Fantasy In F Minor for Piano Duet, Op. 103, D. 940 – Allegro molto moderato
10 Largo
11 Allegro vivace
12 Tempo I

Julia Fischer – Violin, Piano (D.940)
Martin Helmchen – Piano

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Julia Fischer na Sala de Imanência e Transcendência da Sede de Gala da PQP Bach Corporation.

FDP / PQP

Franz Schubert (1797-1828): Violin Sonatas (CD 1 de 2)

Franz Schubert (1797-1828): Violin Sonatas (CD 1 de 2)

Mutter é a mais exibida. E talvez seja a melhor de todas essas belas violinistas que apareceram nas últimas décadas. Hahn vai na mesma linha, mas tem a característica de ser muito bem humorada e de não se levar muito a sério — o que é uma enorme qualidade. Jansen é a mais sanguínea e gosto muito dela. Mas creio que minha preferência vá para Julia Fischer, a mais discreta, a mais voltada para dentro de si, a mais íntima delas (opinião de PQP em post original de FDP). 

Depois do bombardeio japonês-schubertiano do mano PQP, resolvi contra-atacar com artilharia não tão pesada, mas certamente mortal. Estou para postar esta pérola já há algum tempo, mas sempre aparecia outra coisa para atrapalhar, ou me fazer mudar de ideia.

Julia Fischer é uma das melhores violinistas que surgiram nos últimos anos, ela garota tem um talento indiscutível, e não teme se expor, como fez em suas gravações dos concertos de Papai Bach. E seu colega Martim Helmchem também mostra um talento ímpar. Reparem, por exemplo, no perfeito balanço que conseguem ao tocarem o andante da sonata D. 385. Não sei se rola alguma coisa entre os dois.

Este CD que ora posto é belíssimo, e traz um Schubert que eu até então desconhecia: suas sonatas para violino e piano, claramente inspiradas no gênio beethoveniano. São obras muito inspiradas, e tocadas com grande paixão pelo jovem casal de instrumentistas.

Trata-se de um CD para ser apreciado com calma e tranquilidade, de preferência lendo um bom livro e tomando um bom vinho. Espero que apreciem.

Franz Schubert (1797-1828): Violin Sonatas (CD 1 de 2)

Sonata (Sonatina) For Violin And Piano In D Major / D-Dur, D 384 (Op. 137, No. 1)
1-1 Allegro Molto 4:10
1-2 Andante 4:25
1-3 Allegro Vivace 4:00

Sonata (Sonatina) For Violin And Piano In A Minor / A-Moll, D 385 (Op. 137, No. 2)
1-4 Allegro Moderato 6:48
1-5 Andante 7:29
1-6 Menuetto (Allegro) 2:13
1-7 Allegro 4:36

Sonata (Sonatina) For Violin And Piano In G Minor / G-Moll, D 408 (Op. 137, No. 3)
1-8 Allegro Giusto 4:46
1-9 Andante 4:43
1-10 Menuetto (Allegro Vivace) 2:28
1-11 Allegro Moderato 4:04

Rondo For Violin And Piano In B Minor / H-Moll “Rondo Brillant”, D 895 (Op. 70)
1-12 Andante – Allegro 14:28

Julia Fischer – Violino
Martin Helmchen – Piano

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Bom dia, Julia | Foto: Felix Broede

FDP

John Baptist Cramer (1771-1858): Quinteto para piano, Op. 79 e Franz Schubert (1797-1828): Quinteto para piano, Op. 114 (D. 667) – A Truta

John Baptist Cramer (1771-1858): Quinteto para piano, Op. 79 e Franz Schubert (1797-1828): Quinteto para piano, Op. 114 (D. 667) – A Truta

Com instrumentos originais de época, este é um disco muito especial. Tem uma obra de um compositor desconhecido e a justamente célebre Truta de Schubert. Não conhecia a música de John Baptist Cramer. Este compositor nasceu na Alemanha, mas foi levado à Inglaterra quando ainda era criança. Começou a estudar piano muito jovem e conseguiu se estabelecer como um grande pianista. Dizem que chegou a ser respeitado por Beethoven. Foi o editor inglês do Concerto no. 5 para piano e orquestra – “Imperador” – do mesmo Beethoven. Estabeleceu uma amizade gratificante com o autor de a Nona Sinfonia. Compôs obras respeitáveis — sonatas para piano, nove concertos para piano e música de câmara. Neste CD que ora posto, surge o Quinteto para Piano, Op. 79. A outra obra do CD — A PRINCIPAL — é o Quinteto para piano em Lá maior, Op. 114 de Schubert, também conhecido como “A Truta”, pela qual tenho uma grande paixão. Não deixe de ouvir. Boa apreciação!

John Baptist Cramer (1771-1858) – Quinteto para piano in Si bemol maior, Op. 79
01. Allegro moderato
02. Adagio cantabile
03. Rondo (allegro)

Franz Schubert (1797-1828) – Quinteto para piano em Lá maior, Op. 114 (D. 667) – A Truta
04. Allegro vivace
05. Andante
06. Scherzo
07. Theme with variations (andatino-allegretto)
08. Finale (allegro giusto)

Nepomuk Fortepiano Quintet
Jan Insinger, violoncelo
Elisabeth Smalt, viola
Riko Fukuda, pianoforte
Franc Polman, violino
Pieter Smithuijsen, contrabaixo

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Vocês não esperavam um linguado, né?
Vocês não esperavam um linguado, né?

Carlinus / PQP

Bach, Hindemith, C.Guarnieri, Fauré, Schubert e mais, na flauta & piano: dois recitais memoráveis

Duo Morozowicz 1 http://i30.tinypic.com/2vke3kg.jpgPublicado originalmente em 23.07.2010

Como vocês devem imaginar, escolhi vinis pelos quais tenho muito carinho para começar minha carreira de digitalizador amador – mas por estes dois o carinho é todo especial.

Tadeusz Morozowicz (pronunciado Morozóvitch) nasceu na Polônia em 1900, e em 1925 se instalou em Curitiba, onde dois anos depois fundaria o que se diz ter sido a segunda escola de balé do país.

Duo Morozowicz 2 http://i28.tinypic.com/6e3hv5.jpgNão sei se a escola foi mesmo a segunda, mas acho que Tadeusz realizou proeza maior: todos os três filhos foram leading figures da vida artística paranaense da segunda metade do século XX: Milena como coreógrafa, professora de dança, diretora de balé; Zbigniew Henrique como pianista, organista, compositor, professor formal e não formal com sua presença sempre questionadora e profunda; Norton, como flautista – aluno de ninguém menos que Aurèle Nicolet – e mais recentemente também como regente e diretor de festivais.

Henrique e Norton http://i27.tinypic.com/2w7274j.jpgAtuando em duo desde 1971, em 1975 Norton e Henrique resolveram transformar em disco um recital que haviam dado na Sala Cecília Meireles, no Rio. Gravadoras, como se sabe, sempre deram menos bola para qualidade que para a vendabilidade dos nomes; pouquíssimos músicos clássicos brasileiros eram gravados na época, sobretudo se não morassem no Rio. Sempre inventivo, Henrique lançou uma lista de venda antecipada – que tive o gosto de assinar -, e com isso levantou a verba para o primeiro destes discos. Com o segundo, três anos depois, não lembro os detalhes, mas também foi produção independente.

Quer dizer: a circulação destas gravações foi muito limitada até hoje – o que me parece um despropósito, dada a qualidade do material. Bom, pelo menos eu sinto assim. E é claro que, como frente a qualquer artista, pode-se discordar desta ou daquela opção – mas depois de ouvirem algumas vezes, duvido que vocês me digam que estou superestimando devido ao afeto por um professor marcante!

Ainda umas poucas observações: tenho certa preferência pela sonoridade do volume 2, onde Norton optou por menos vibrato e Henrique por menos staccato, mas isso não me impede de me deliciar com o volume 1, que começa com a singeleza das Pequenas Peças de Koechlin (que os franceses pronunciam Keklã, embora eu também já tenha ouvido Keshlã. Não conhecem? Bem, aluno de Fauré, professor de Poulenc e do português Lopes Graça), passa pela consistência de Hindemith e pelo lirismo espantosamente ‘brasileiro’ da Fantasia de Fauré (para mim a faixa mais marcante), chegando a um final que, a despeito de minhas resistências a Bach no piano, me parece não menos que arrebatador.

Mas o ponto alto do conjunto me parecem ser as Variações de Schubert que ocupam todo um lado do volume 2 – e olhem que Schubert nem está entre meus compositores prediletos. Mas essa peça está, sim, entre as minhas prediletas, implantada que foi por ação desta dupla.

É preciso apontar ainda que em cada disco há uma seqüência de três pequenas peças de Henrique de Curitiba – ‘nome de compositor’ do pianista, adotado nos anos 50, ainda antes dos anos em Varsóvia, enquanto estudava com Koellreuter e Henry Jolles na Escola Livre de Música de São Paulo – junto com tantos nomes decisivos da nossa música, no geral bem mais velhos.

Renée Devrainne Frank foi a primeira professora de piano de Henrique. Nascida na França, emigrada para Curitiba com 9 anos, depois formada em Paris na escola de Alfred Cortot, Renée era casada com o flautista Jorge Frank e formava o Trio Paranaense com a cunhada cellista Charlotte Frank e a violinista Bianca Bianchi – tendo composto consideravelmente para as formações que esse grupo proporcionava. Pode-se dizer que sua peça gravada é puro Debussy fora de época, mas… sinceramente, dá para ignorar a beleza e a qualidade da escrita? Fico pensando em quantas donas Renée terão deixado obras de qualidade, Brasil e mundo afora, e permanecem desconhecidas – enquanto se lambem os sapatos de tantas nulidades promovidas pela indústria & mídia!

Enfim, achei que vocês gostariam de ter a seqüência dos dois discos fluindo juntos numa pasta só – espero não ter me enganado!

DUO MOROZOWICZ
Norton Morozowicz, flauta
Henrique Morozowicz, piano

VOLUME 1
Gravado ao vivo na Sala Cecília Meireles
Rio de Janeiro, 30.05.1975

Charles Koechlin (1867-1950): SEIS PEQUENAS PEÇAS
101 Beau soir (Noite bonita) 1:23
102 Danse (Dança) 0:51
103 Vieille chanson (Velha canção) 0:42
104 Danse printanière (Dança primaveril) 0:53
105 Andantino 1:23
106 Marche funèbre (Marcha Fúnebre) 2:30

Paul Hindemith (1895-1963): SONATA PARA FLAUTA E PIANO (1936)
107 Heiter bewegt (com movimento alegre) 4:51
108 Sehr langsam (muito lento) 4:30
109 Sehr lebhaft (muito vivo) 3:36
110 Marsch (marcha) 1:22

Gabriel Fauré (1845-1924):
111 FANTASIA op.79 5:45

Henrique de Curitiba (1934-2008):
112 TRÊS EPISÓDIOS 3:54

J.S. Bach (1685-1750): SONATA EM SOL MENOR, BWV 1020
113 Allegro 3:40
114 Adagio 2:42
115 Allegro 3:42

VOLUME 2
Gravado ao vivo no Teatro Guaíra
Curitiba, 22.08.1978

Pietro Locatelli (1693-1764): SONATA EM FA
201 Largo 2:31
202 Vivace 2:14
203 Cantabile 4:16
204 Allegro 1:57

Mozart Camargo Guarnieri (1907-1993):
205 IMPROVISO n.º 3 para flauta solo (1949) 3:50

Henrique de Curitiba (1934-2008):
206 TRÊS PEÇAS CONSEQÜENTES para piano solo (1977) 6:19

Renée Devrainne Frank (1902-1979):
207 IMPROVISANDO (1970) 4:15

Franz Schubert (1797-1828):
208 Introdução e variações sobre ‘Ihr Blümlein alle’, op.160 18:34

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Ranulfus

Franz Schubert (1797-1828): obra para Piano a 4 mãos em 7 CDs (Link revalidado)

Eu ainda era menino quando me impressionei com o corpo da sonoridade que brota de um piano quando 20 dedos, e não apenas 10, manipulam as suas 88 teclas. Ou seja: piano a 4 mãos.

Acho que muitos até hoje pensam que se trata de uma forma meramente pedagógica de música, para ser tocada por professor e aluno (e atesto que é ótima nesse sentido!) ou para estimular que aluninhos estudem por podê-lo fazer brincando com amiguinhos, ou qualquer coisa assim.

Muitos também sabem que antes da invenção da gravação de som – quando a aparelhagem de som das casas pequeno ou médio burguesas consistia das filhas da família treinadas para extrair sons dos pianos – cada vez que um compositor consagrado lançava uma ópera ou sinfonia, essa era imediatamente publicada em redução para piano a quatro mãos: era o CD da época.

Mas não sejamos muito maldosos: também os próprios músicos estudavam as óperas e sinfonias uns dos outros através dessas reduções – pois afinal não era bem assim encontrar uma montagem da Nona de Beethoven ali na esquina quando se quisesse, não?

Mas à parte isso tudo, houve compositores que exploraram a formação como veículo de música séria original para ela – e entre eles parece que Schubert tem posição de destaque. Digo “parece” porque não sou nenhum especialista no assunto, mas ouvi essa afirmação quando tinha 12 ou 13 anos, em uma apresentação no interior do Paraná do pianista e compositor Henrique Morozowicz com sua mulher Ulrike Graff, pianista e violista. (Lembro que já postei aqui o piano do Henrique, no caso em duo com seu irmão Norton à flauta, numa ripagem de dois belos e raros LPs).

Por outro lado, acho certa graça de me ver postando Schubert, pois é um compositor com quem tenho duas dificuldades: uma, acho que às vezes ele perde a noção de quando parar de explorar o desenvolvimento de um material temático: se alonga demais como quem quer mostrar todas as possibilidades, e acaba cansando.

Outra, mais grave, é que seus temas tão encantadores muitas vezes parecem reconduzir natural e inevitavelmente ao seu próprio começo, e acabam deflagrando no meu cérebro algum processo no rumo do obsessivo-compulsivo: podem ficar se repetindo mentalmente dia e noite a ponto de me sentir não inspirado e sim obsedado, “encostado” pelo Franz.

É por essas razões que não o ouço muito, apesar de respeitá-lo como compositor e de achar sua música bonita.

Mas tem UMA obra… uma obra dele que está entre minhas mais queridas sei lá por quê. Dentro da literatura pianística acho que só o Prelúdio, Coral e Fuga de César Franck também mora tão dentro do meu coração (se me permitem expressão tão banal…): é a FANTASIA EM FÁ MENOR para piano a 4 mãos, que fecha o primeiro CD desta coleção de sete. Nunca me dediquei a conhecer nenhuma outra de Schubert como me dediquei a essa, inclusive estudando um tanto a parte de baixo ao piano, e por isso deixo algumas palavras sobre ela como depoimento pessoal. (Quanto ao resto do material, irei a partir de agora explorá-lo como tão ou mais novato que vocês).

Olhada como um todo, minha querida Fantasia faz pensar em uma sinfonia com suas quatro partes tradicionais – isso apesar de o 1º movimento (Allegro molto moderato) não ser em “forma de sonata” e sim uma melodia livre, como é o 1º movimento da Ao Luar de Beethoven, e de um lirismo de que creio só encontrar paralelo, no romantismo germânico, no 1º movimento do Concerto para Violino deste mesmo.

Segue-se um Largo de caráter dramático entremeado com uma seção cantante quase leviana (no que talvez se possa ver alguma analogia com a Marcha Fúnebre de Chopin) – o qual conduz a um Allegro vivace que é efetivamente um dinâmico e substancioso scherzo com “trio” no meio (ou seja: um típico 3º movimento de sinfonia).

E como 4º movimento temos a retomada do tema inicial, que leva mais uma vez a uma seção dramática como a abertura do Largo, só que desta vez mais dinâmica, até tempestuosa, e em forma de Fuga – e se alguém ousar chamar Schubert de “compositor menor” taco-lhe na cabeça esta Fuga!

Acontece porém que tão vigorosa Fuga não termina em orgasmo como as fugas do pai do PQP sóem terminar, mas (estamos em tempos românticos) se deixa interromper mais uma vez pela lírica melancolia do tema inicial. Só que faz isso isso com tanta beleza que – coitado do Franz – nós, egoístas, não podemos deixar de aplaudir…

Enfim: sobre o duo de executantes, a net me conta que Yaara Tal (apesar de o primeiro nome parecer brasílico ou tupi) é israelense, e que Andreas Groethuysen (apesar desse sobrenome tão obviamente flamengo ou holandês) é alemão. E a gravação teria sido feita num piano Fazioli aproveitando a acústica do castelo Grafenegg, na Áustria – chiquíssimo, não? (Ah, esses europeus…)

BOM PROVEITO!

Franz Schubert: obra integral para piano a quatro mãos em 7 volumes
Duo Tal-Groethuysen (Yaara Tal, Andreas Groethuysen)
Gravado em 1997

CD1
01 – Overture in F major, D675
02 – 8 Variations on a theme from the opera (Marie) in C major, D908
03 – Rondo in D major, D608
04-06 – Trois Marches Heroiques, D602
07 – Fantasie in F minor, D940

CD2
01 – Variations on an Original Theme in B-flat major, D603
02-04 – Divertissement a lhongroise in G minor, D818
05-10 – Six Polonaises, D824

CD3
01 – Allegro in A minor, D947 (Storms of Life)
02-05 – Four Polonaises, D599
06 – Eight variations on a French song in E minor, D624
07-09 – Divertissement sur des motifs originaux francais, D823

CD4
01-06 – Six Grandes Marches D819
07 – Rondo in A major D951

CD5
01-04 – Sonata in C major, D812 (Grand Duo)
05 – Grand Marche funebre in C minor, D859
06 – Grand Marche heroique in A minor, D885

CD6
01 – Eight Variations on an Original Theme in A-flat major, D813
0204 – Sonata in B-flat major, D617
05-07 – Trois Marches militaires, D733
08 – Deux Marches caracteristiques, D968 B – No.1 in C major
09 – Deux Marches caracteristiques, D968 B – No.2 in C major

CD7
01 – Fantasie in G major, D1
02 – Fantasie in G minor, D9
03 – Fantasie in C minor, D48
04 – Overture in G minor, D668
05 – Deutscher with Two Trios in G major, D618
06 – Deutscher with Two Landler in E major, D618
07 – Four Landler, D814
08 – March in G major (March for Children), D928
09 – Allegro moderato in C major, D968
10 – Andante in A minor, D968
11 – Fugue in E minor, D952

BAIXE AQUI – Download Here – CDs 1+2

BAIXE AQUI – Download Here – CDs 3+4+5+6+7

Ranulfus (Revalidado por PQP, que se meteu a colocar o vídeo também.)

Schubert (1797-1828): Quartetos 'Rosamunde' e 'A Morte e a Donzela' (Link Revalidado)

(Homem de bom coração, PQP estava ouvindo esta maravilha e resolveu fazer algo fora de seus princípios: revalidou o link. Abaixo, o texto original do Ranulfus).

Olha aqui eu postando Schubert de novo, participando deste verdadeiro festival não planejado!

A bem da verdade, a obra para piano a quatro mãos que postei há dois dias não havia sido minha primeira postagem de Schubert: a dos dois LPs do Duo Morozowicz (julho de 2010) culmina com a belíssima série de Variações sobre Ihr Blümlein Alle, op.160, para flauta e piano.

E agora, nos comentários à postagem “4 mãos”, o leitor Ivan Ricardo recomendou apaixonadamente a gravação feita em 2006 pelo Quarteto Takács (se isso for húngaro, a pronúncia será presumivelmente “tákaatch”) do mais famoso quarteto de Schubert: o nº 14, apelidado de “A Morte e a Donzela” – num CD que contém de quebra o quarteto nº 13, apelidado de “Rosamunde”.

Além da enfática recomendação do Ivan, fui verificar e descobri, surpreso, que ainda não tínhamos aqui no blog esse mais famoso dos quartetos schubertianos. Ora, vocês não acham que isso é bom motivo para uma operação de emergência?

Quanto ao porquê desses apelidos… não me perguntem! Desta vez deixo para vocês pesquisarem – e depois compartilharem conosco aqui, hehehe… junto com as suas opiniões!

OBRIGADO AO IVAN RICARDO PELA DICA – E BOA AUDIÇÃO PARA TODOS!

Franz Schubert (1797-1828)
String Quartet No.14 in D minor, D810 “Death and the Maiden”
String Quartet No.13 in A minor, D804 “Rosamunde”
Takács Quartet – Recorded at St. George’s, Brandon Hill, Bristol, 2006-05-22/25.
Total Playing Time: 69min 09sec
Year: 2006

String Quartet No.14 in D minor D810: ‘Death and the Maiden’
01. I. Allegro [0:10:51.73]
02. II. Andante con moto [0:12:22.38]
03. III. Scherzo: Allegro molto [0:03:40.07]
04. IV. Presto [0:09:03.38]

String Quartet No.13 in A minor D804: ‘Rosamunde’
05. I. Allegro ma non troppo [0:12:43.35]
06. II. Andante [0:06:41.58]
07. III. Menuetto: Allegretto [0:06:56.02]
08. IV. Allegro moderato [0:06:48.02]

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Ranulfus (revalidado por PQP)

Franz Schubert (1797-1828) – Sinfonias nos. 7, 10, 9 e Fragmento Sinfônico em Ré maior (CDs 5 e 6 de 6 – final)

Chegamos ao final dessa monumental caixa com 6 CDs com o material sinfônico de Franz Schubert. Gosto o suficiente das sinfonias de Schubert para ouvir, entregar-me à audição por horas a fio sem cansar. É uma beleza. Schubert foi um prodígio. Viveu pouco, mas produziu muito. E produziu com uma qualidade indiscutível. Suas sinfonias estão eivadas pelas tradição Haydn-Mozart-Beethoven. Inclusive vale salientar que Schubert foi contemporâneo de Beethoven. Viveram à mesma época, na mesma cidade. Schubert morreu um ano após a morte de Beethoven. Franz alcançou sua maturidade quando Beethoven havia se consagrado como o grande nome na música na Europa. Uma possível visita de Schubert a Beethoven teria se dado no ano de 1822. Não se sabe se de fato essa visita se configurou. É indiscutível a qualidade dos trabalhos schubertianos. E as suas sinfonias são uma oportunidade de testemunharmos o mundo e o gênio de Schubert. Por isso, boa apreciação dessa excelente material de Neville Marriner.

Franz Schubert (1797-1828) -Symphony No.7 In E Minor – Major, D.729, Symphony No.10 In D Major, D.936a, Symphony No. 9 In C Major, D.994 – “A Grande e Symphonic Fragments In D Major, D.615

DISCO 5

Symphony No.7 In E Minor – Major, D.729
01. I. Adagio-Allegro
02. II. Andante
03. III. Scherzo (Allegro)
04. IV. Allegro Giusto

Symphony No.10 In D Major, D.936a
05. I. (Allegro Maestoso)
06. II. Andante
07. III. Scherzo (Allegro Moderato)

DISCO 6

Symphony No. 9 In C Major, D.994 – “A Grande
01. I. Andante – Allegro Ma Non Troppo
02. II. Andante Con Moto
03. III. Scherzo (Aleegro Vivace)
04. IV. Allegro Vivace

Symphonic Fragments In D Major, D.615
05. I. Adagio – Allegro Moderato
06. II. Alegretto

Academy St. Martin in the Fields
Neville Marriner, regente

BAIXAR AQUI CD5
BAIXAR AQUI CD6

Carlinus

Franz Schubert (1797-1828) – Sinfonias nos. 4, 5, 8 e Fragmentos Sinfônicos (CDs 3 e 4 de 6)

Mais dois extraordinários CDs com esta fenomenal integral das sinfonias de Schubert com Neville Marriner. Diga-se de passagem, o quarto CD traz uma das mais monumentais peças do repertório Romântico – a Sinfonia No. 8, também conhecida como “Inacabada”. Sempre que tenho a oportunidade de postá-la, repito com todas as palavras que foi com ela que o mundo da música clássica surgiu para mim. A fita que eu tinha com a peça quase estragou de tanto eu escutar. Ouçamos mais estes dois CDs. Bom deleite!

Franz Schubert (1797-1828) – Sinfonia No.4 em Dó Menor, D.417 – ‘Trágica’, Sinfonia No.5 em Si bemol maior, D.485, Sinfonia No. 8 em Si Menor, D.759 e Fragmentos Sinfônicos em Ré maior, D.708a

DISCO 3

Sinfonia No.4 em Dó Menor, D.417 – ‘Trágica’
01. I. Adagio Molto-Allegro Vivace
02. II. Andante
03. III. Menuetto (Allegro Vivace)
04. IV. Allegro

Sinfonia No.5 em Si bemol maior, D.485
05. I. Allegro
06. II. Andante Con Moto
07. III. Menuetto (Allegro Molto)
08. IV. Allegro Vivace

DISCO 4

Sinfonia No. 8 em Si Menor, D.759
01. I. Allegro Moderato
02. II. Andante Con Moto
03. III. Scherzo (Allegro)
(completado e orquestrado por Brian Newbould)
04. IV. Allegro Molto Moderato
(extraído de aus Rosamunde)

Fragmentos Sinfônicos em Ré maior, D.708a
05. I. (Allegro Vivace)
06. II. (Andante Con Moto)
07. III. (Scherzo. Allegro Vivace)
08. IV. (Presto)

Academy St. Martin in the Fields
Neville Marriner, regente

BAIXAR AQUI CD3
BAIXAR AQUI CD4

Carlinus

Franz Schubert (1797-1828) – Sinfonias nos. 1, 3, 2, 6 (CDs 1 e 2 de 6)

Schubert foi um compositor contumaz. Escreveu obras de modo frenético. Deixou uma quantidade considerável de obras inacabadas, pois era refém de sua inspiração. Quando mal terminava uma peça, já lhe surgia a ideia de escrever outra. O compositor morreu de modo precoce. Tinha pouco mais de 30 anos de idade. Decidi postar as suas sinfonias por dois motivos: (1) porque são obras de uma sobriedade, de uma clareza e de um vigor alegre que entusiasmam. Sinfonias como as de número 1, 3, 5, 6, 9 são encantadoras. De todas as sinfonias de Schubert a que mais gosto é a de 8. Foi com ela que o mundo da grande música se abriu para mim. Foi uma revelação. Um parto divino com nuvens a despejarem fogo e ventos suaves a acariciarem os sentidos do meu coração. Ela possui poderes sagrados. (2) Gosto muito da grandiosa obra de Schubert. Mas confesso que preciso adentrar com maior detença no seu mundo. Ou seja, preciso ouvi-lo mais. A postagem das suas 10 sinfonias será uma oportunidade extraordinária de assim proceder. Boa apreciação!

Franz Schubert (1797-1828) – Sinfonia No. 1 em Ré maior, D. 82, Sinfonia No. 3 em Ré maior, D. 200, Sinfonia No. 2 em Si bemol maior, D. 125 e Sinfonia No. 6 em Dó maior, D. 589

DISCO 1

Sinfonia No. 1 em Ré maior, D. 82
01. I. Adagio – Allegro vivace
02. II. Andante
03. III. Allegro
04. IV. Allegro vivace

Sinfonia No. 3 em Ré maior, D. 200
05. I. Adagio maestoso – Allegro con brio
06. II. Allegretto
07. III. Menuetto (Vivace)
08. IV. Presto. Vivace

DISCO 2

Sinfonia No. 2 em Si bemol maior, D. 125
01. I. Largo – Alegro Vivace
02. II. Andante
03. III. Allegro Vivace
04. IV. Presto Vivace

Sinfonia No. 6 em Dó maior, D. 589
05. I. Adagio
06. II. Andante
07. III. Scherzo (Presto)
08. IV. Allegro Moderato

Academy St. Martin in the Fields
Neville Marriner, regente

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Carlinus

Franz Schubert (1797-1829) – Sinfonia No. 8 em B menor, D. 759 – "Inacabada" e Sinfonia No. 9 em C, D. 944 – "A Grande"

Franz Schubert é um dos compositores que mais admiro. Confesso que ainda preciso penetrar em sua música com mais prazer, assim como faço com Beethoven, Mozart ou Brahms. Gosto muito do seu Romantismo. Sua existência curta, porém bastante prolífica, demonstra o homem que foi. Devemos chamá-lo de gênio por toda competência que possuía e pela obra que concebeu. Aqui temos duas sinfonias que não me canso de ouvir. Foi, particularmente, com a Sinfonia no. 8 – “Inacabada”-  que o mundo da música erudita surgiu para mim. É uma obra que não canso de ouvir. Apesar de chamar-se Inacabada, acredito que ela esteja “exata”, “precisa”., “plena”. Outro movimento a estragaria. Ela é a típica peça Romântica: possui todos os requintes trágicos, idealistas, povoada por sonhos soturnos. A outra obra de Schubert nesse registro é a Sinfonia no. 9. Hoje à tarde e eu a ouvi com Nevill Marriner e a Academic St. Martin in the Fields, uma ótima interpretação competente do maestro inglês. Trago uma versão histórica com Charles Munch e sua Boston Symphony. Há aqui no PQP Bach uma gravação com o Karajan destas mesmas sinfonias. Faça a comparação! Não deixe de apreciar!

Franz Schubert (1797-1829) – Sinfonia No. 8 em B menor, D. 759 – “Inacabada” e Sinfonia No. 9 em C, D. 944 – “A Grande”

Sinfonia No. 8 em B menor, D. 759 – “Inacabada”
01. Allegro moderato
02. Andante con moto

Sinfonia No. 9 em C, D. 944 – “A Grande”
03. Andante; Allegro ma non troppo
04. Andante con moto
05. Scherzo: Allegro vivace
06. Finale: Allegro vivace

Boston Symphony
Charles Munch, regente

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Carlinus

Johannes Brahms (1833 – 1897) – Variações sobre um tema de Joseph Haydn, Op. 56b – Versão para dois pianos, Sergei Rachmaninov (1873-1943) – Danças Sinfônicas, Op. 45 – Versão para dois pianos, Franz Schubert (1797-1828) – Rondo em A maior, D. 951 – Grande Rondeau – Para piano a quatro mãos e Maurice Ravel (1875-1937) – La Valse – Versão para dois pianos

Um CD de rara e delicada beleza. A parceria Nelson Freire – Martha Argerich já é conhecida pelos frutos que têm produzido. Neste registro suave, excelente, extraordinário para aqueles momentos em que a alma quer sossegar e o corpo pede bolachas com chá, este CD torna-se pertinente.  O fato é que após tê-lo ouvido ontem, no final da tarde, próximo do ocaso, percebi que a noite surgiu diferente. Não deixe de ouvir e apreciar a seleção e a transcrição feita para o piano de peças de Brahms, Rachmaninov, Schubert e Ravel por dois músicos que alcançaram a plenitude naquilo que fazem. Boa apreciação!

Johannes Brahms (1833 – 1897) –
Variações sobre um tema de Joseph Haydn, Op. 56b – Versão para dois pianos

01. Chorale St. Antoni. Andante
02. Var I. Antoni Andante
03. Var II. Vivace
04. Var III. Con moto
05. Var IV. Andante
06. Var V. Poco presto
07. Var VI. Vivace
08. Var VII. Grazioso
09. Var VIII. Poco presto
10. Finale. Andante

Sergei Rachmaninov (1873-1943) –
Danças Sinfônicas, Op. 45 – Versão para dois pianos

11. I Non Allegro
12. II Andante con moto
13. III Lento assai – Allegro vivace

Franz Schubert (1797-1828) –
Rondo em A maior, D. 951 – Grande Rondeau – Para piano a quatro mãos

14. Rondo in A major D 951 ‘Grand Rondeau’

Maurice Ravel (1875-1937) –
La Valse – Versão para dois pianos

15. La Valse

* Gravado ao vivo no Salzburg Festival

Martha Argerich, piano
Nelson Freire, piano

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Carlinus